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sexta-feira, 14 de março de 2014

A Mítica Cartografia





Mapa do Almirante Turco - Piri Reis - Datado de 1513       Referente à América do Sul

Quem terá sido naquela altura capaz de elaborar Atlas assim tão modernos? O mapa de Piri Reis está desenhado como se um satélite tivesse tirado várias fotografias que se sobrepõem. Será este mapa um indício importante da presença de visitantes extraterrestres no nosso planeta numa época antiga? E tal como defende Erich von Daniken, a coerente reafirmação e inspiração nos conhecimentos desses mesmos visitantes extraterrestres que por vezes como astronautas eram considerados deuses?

Cartas Geográficas Enigmáticas
Um dos mapas mais extraordinários jamais traçados data de 1513 e o seu autor foi o Almirante Turco Piri Reis (1470-1554). Neste mapa vêem-se com toda a precisão partes da África Ocidental, da Península Ibérica e do Continente Americano, incluindo os contornos da América do Sul, apenas descoberta em 1516. Um fac-símile do mapa, reaparecido em 1929 em Istambul, chegou em 1956 às mãos de M. J. Walter, do Departamento de Hidrografia da Marinha dos Estados Unidos. Este concluiu que o mapa deveria ter-se baseado em informações conhecidas desde há milénios. Mas quem seria naquela altura capaz de elaborar Atlas assim tão modernos?

Cartógrafos Ancestrais
Quando o professor Charles Hapgood, um historiador do Keene State College, em New Hampshire, nos Estados Unidos da América, ouviu falar da intrépida suspeita de Walter, decidiu examinar o mapa de perto. Ao fim de sete anos apresentou os resultados da sua investigação em teor de detective que fora. A costa da Europa e as ilhas do Atlântico Norte têm a indicação do grau de longitude que marca a distância correcta até à costa da América do Sul e à Antárctida.
Esta, é uma descoberta sensacional, pois a longitude só começou a ser correctamente calculada em meados do século XVIII. Para tal seria necessário dispor de instrumentos cronométricos exactos, coisa que apenas é possível com a ajuda de relógios mecânicos, que ainda não existiam em 1513.

Vista do Espaço
Também as Caraíbas aparecem correctamente desenhadas, embora com um ângulo errado, e o Amazonas está duplicado, coisa que para o professor Hapgood tem uma explicação lógica: Piri Reis referira que o seu mapa fora elaborado a partir de 20 mapas parciais muito antigos e, pelos vistos, teve dificuldade na altura de os sobrepor. A isto vem ainda juntar-se o facto de o mapa não se centrar sobre o Equador - como acontece com os mapas modernos - mas num ponto situado bastante acima da cidade egípcia de Syene (Assuão). Depois de corrigido, o mapa reservava ainda uma outra surpresa àquele estudioso. Verificou que, até a costa Oriental da América, que em 1513 ainda se desconhecia, aparecia delineada com precisão.
O rio Atrato, na Colômbia, está perfeitamente topografado desde a sua fonte - nas cordilheiras - até à foz, no Pacífico.
A inclusão da Antárctida, apenas descoberta em 1818, é surpreendente. "Os pormenores geográficos coincidem notavelmente com os resultados do perfil sismográfico registado pela expedição antárctica de 1949", constata Hapgood. Mas acrescenta ainda. "Isto revela que a linha da costa foi desenhada antes de ficar coberta de gelo, há pelo menos 10 mil anos. Não sabemos de que forma os dados deste mapa se encaixavam com os conhecimentos geográficos de 1513."

Enigmas de Mapas Antigos
O conhecimento do mundo por parte dos antigos cartógrafos era fragmentário; todavia, ainda assim, os antigos mapa-múndi reflectem de modo especial o passado cultural da Humanidade. Ao observá-los, damos conta do pouco que se conhecia do nosso planeta, mesmo no século XVII. Tal ainda se torna mais assombroso, pelo facto de existirem alguns mapas que contradizem drasticamente o conhecimento dos cartógrafos europeus da época, pois estes compreendem territórios e ilhas, que não tinham ainda sido descobertos. Onde terão os cartógrafos ido buscar as suas incríveis informações?

Ciência Moderna
Vasco de Balboa (1475-1519) foi o primeiro europeu a cruzar o Panamá em 1513, acabando por chegar finalmente ao Oceano Pacífico. Francisco Pizarro conquistou o Império dos Incas no Peru em 1532 e Pedro de Valdivia chegou ao Chile em 1550. A época das medições geográficas estava ainda muito distante, porém já em 1510 o erudito suíço Henricus Glareanus (1488-1563) elaborou um mapa-múndi no qual reproduziu tanto a costa Oriental como a Ocidental da América do Sul, com as suas baías e rios, realizado com uma espantosa precisão.
Em 1569, Gerhard Mercator (1512-1594), o fundador da moderna cartografia científica, criou um mapa-múndi no qual surge o Continente Antárctico, descoberto 250 anos mais tarde. Assinala lugares da Antárctida que na altura eram totalmente desconhecidos, como cabo Dart, o mar de Amundsen, a ilha de Thurston ou a Cordilheira de Regula, invocando fontes antigas.

Teorias Explicativas
Actualmente discutem-se três explicações possíveis. Em primeiro lugar, dever-se-à começar por perguntar se os nossos antepassados, com as suas técnicas rudimentares, seriam capazes de medir a vastidão dos oceanos nas suas pequenas embarcações. Conseguiriam eles determinar exactamente a sua posição no meio do Atlântico, explorara continentes longínquos, regressar com os resultados obtidos e, elaborar mapas de grande precisão?
Os defensores da segunda teoria estão convencidos de que estes mapas se inspiraram nos conhecimentos de visitantes extraterrestres, já que o mapa de Piri Reis está desenhado como se um satélite tivesse tirado várias fotografias que se sobrepõem. Dado que chega mesmo a reflectir a distorção devido à forma esférica da Terra, este mapa poderia ser com efeito um indício importante da presença de visitantes extraterrestres no nosso planeta numa época antiga.

Sensação da Antiguidade
Em Março de 1988, um grupo de arqueólogos fez uma descoberta sensacional perto do Coliseu de Roma: nas ruínas da Villa do imperador Nero, «a Domus Aurea», surgiu - num fresco com 2000 anos de antiguidade - a primeira grande planta urbana da História.
"De certeza que não é de Roma. Nunca pensámos que os edifícios da Antiguidade tivessem formas tão estranhas!" - Terá comentado então o director da escavação, Eugénio La Rocca. Acrescentaria assim: "Parecia Londres (opinaria), afinal de contas, isso não poderia ser..."
Os edifícios altos espelham-se na água e vê-se a muralha da cidade, torres, um anfiteatro e, pontes. Para cúmulo, a cidade estava vista do Céu - como se o autor tivesse voado por cima da intrincada rede urbana.

Mistério no Túmulo Chinês
O mapa mais antigo da China tem 2100 anos e, assemelha-se assombrosamente a uma carta geológica moderna. Foi descoberto no túmulo da aristocrata Ma Wang Dui (c.150 a. C.) - nos arredores da cidade de Changsha (Hunan) - e, reproduz à escala (1:180 000) e de forma precisa a topografia da região de Daoxian (Hunan), o rio Xiao e a zona em redor de Nanhai (na província de Guangdong).
O professor Wang Shiping, do Museu Histórico de Xian, comentou em 1996 este achado com as seguintes palavras: "Se não soasse tão fantasioso, dir-se-ia que o modelo para este mapa foi uma fotografia tirada há milhares de anos a partir de um estranho satélite orbital."

Que mais se pode concluir do que, em ambas vertentes ou nas ditas três teorias já referidas, uma delas estar correcta e promulgada no tempo a certeza da mesma. Acredita-se agora nesses imensos conhecimentos havidos em cartografia local- e geral- sobre o nosso planeta. De onde terão sido originários esses tais conhecimentos é que já é alvo de maior polémica e debate aceso sobre a sua verdadeira proveniência, uma vez que, estando referido imagens fotografadas por vias de uma espécie de satélite (em semelhança e aspecto) poder-se-à fazer então referência a tais mapas terem sido delineados e mesmo fabricados pelos visitantes extraterrestres em consignação no ser humano de então. Na Antiguidade ou nos dias de hoje, no que concerne a estes místicos mapas de épocas antigas, a crença e a lógica prevalecerão, ainda que nenhuma destas teorias possa ser inaugurada com fiabilidade mas, acreditando-se nos factos, enalteceremos todo esse bem-vindo conhecimento cartográfico e não só. A bem desse conhecimento e da Humanidade, assim continue a ser!