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terça-feira, 18 de março de 2014

A Cultura Demoníaca


Estela 162 - Figura de Pedra Megalítica - San Agustín                     Colômbia - América do Sul

Seriam estas estátuas de pedra representações sacrificiais, deuses estelares ou ainda em maior introspecção e teorias de psicólogos a representação do «segundo eu»? Seriam divindades solares ou simplesmente a afirmação de uma cultura demoníaca em ritos e convénios seus de protecção e veneração?

San Agustín - Cultos Demoníacos
Muitos arqueólogos questionaram-se já sobre aquilo que os membros de uma civilização perdida como a de San Agustín terão querido representar. Novamente, as muitas interrogações que todos eles fazem de entre si sobre estas questões não resolvidas ou tangíveis de uma só verdade: Seriam divindades solares? Ter-se-ia feito em tempos sacrifícios humanos em sua honra?
Alguns destes ídolos estão representados segurando nas mãos seres mais pequenos de pernas para o ar e, parecem querer comê-los. Ou seria o contrário? Quereriam os artistas que os esculpiram demonstrar que, acreditavam num nascimento místico do ser humano a partir de um jaguar, à semelhança dos Olmecas no México e, da civilização de Chavín de Huántar no Peru? O investigador columbiano Pablo Gamboa Hinestrosa, da Universidade Nacional da Colômbia, propõe uma datação das estátuas mais antigas para pelo menos 800 a. C.
A cultura de San Agustín teria coexistido com a dos dois povos que também veneravam o jaguar. Embora estivessem separados por milhares de quilómetros, é possível que a mesma ideia religiosa se tivesse espalhado e ganho raízes no Continente Centro e Sul-Americano.

O Duplo «Eu»
Algumas das estátuas de pedra são designadas por «El doble yo» ( o duplo «eu»), já que nelas se reconhece a presença de duas figuras, uma sobre a a outra (representadas no texto «a Terra dos Espíritos»).
Debaixo de um nariz largo, as figuras principais arreganham ameaçadoramente os seus 4 dentes caninos. As cabeças estão protegidas por um capacete. Ás suas cavalitas, está um segundo demónio mais pequeno. Estas representações terão levado o investigador alemão Karl Theodor Preub, a pensar que estes artistas desconhecidos teriam querido tornar patentes as visões e os ritos xamanísticos. Outros, por seu turno, viam nestes seres entre o humano e o animal, uma certa semelhança com um vampiro, julgando tratar-se de ídolos que representavam a eterna luta entre as forças do Céu e as da Terra.
Também criaturas como o condor - considerado o mensageiro da luz e da força - surgem aqui representadas. O jaguar, por seu lado, poderia ser um símbolo de energia sexual e, personificar a natureza agressiva.

Divindades em forma de Serpente
Os numerosos motivos de serpentes que indicam a origem mítica do ser humano a partir do mundo inferior, combinam assim com esta interpretação dualista do Céu e da Terra.
Em 1985, próximo do centro de San Agustín, em El Purutal, foi feita uma descoberta que poderá confirmar esta noção. Sob uma colina encontrava-se uma câmara subterrânea, onde estavam reunidos enormes monólitos. Diante deles estava uma figura de pedra, um guardião - pintada a vermelho, amarelo, preto e branco - com um padrão semelhante à pele da cobra-coral.
Os arqueólogos depreenderam de que este recinto fora dedicado a uma divindade relacionada com essa cobra. Talvez nunca sejam esclarecidas as motivações que animavam assim esta cultura sul-americana.
Os habitantes primitivos da Colômbia não possuíam uma escrita que relatasse a crença em demónios capazes de inspirar medo ou, em divindades criadoras entre o humano e o animal - por eles veneradas em virtude de terem criado os seres humanos.

Xamãs e Visões
Em 1914, Karl Theodor Preub investigou nas margens do rio Orteguasa - um dos afluentes do Amazonas - a tribo indígena dos Uitoto. Observou então como estes preparavam uma droga a partir de uma liana que coziam, capaz de proporcionar ao Xamã da tribo, visões de pequenos homens, tidas como as almas de pessoas já falecidas ou como espíritos protectores.
No decurso dessa cerimónia, o Xamã envergava a pele de um jaguar, para assim transmitir a força deste animal para si próprio. Karl Theodor Preub concluiu que, também os criadores dos monstros de San Agustín, poderiam ter experimentado visões semelhantes, representando-as de seguida naquelas estátuas monumentais.

Algumas destas figuras monumentais apresentam dentes bem afiados, como já foi referido. A da Estela 162 representada na imagem do texto, segura nas mãos uma cabeça humana e uma faca - um indício claro de rituais de sacrifícios humanos. Em todo o caso, a Ciência ainda aqui não foi capaz de fornecer uma explicação cabal, dando lugar por isso a grandes especulações.
Divindades solares ou hipotéticos estandartes de uma cultura demoníaca - ou meramente de índole espiritual - estas estátuas megalíticas serão por si só uma referência abissal de tudo o que estará ainda secreto e escondido, reverenciado nestes povos antigos. Contudo, existirá no futuro em próximas gerações de estudiosos e entendidos na História contemporânea, quem o consiga desvendar em maiores e mais aprofundadas pesquisas arqueológicas e outras. A bem do conhecimento, a bem da cultura global, assim seja então! A bem de todos nós!