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quarta-feira, 5 de março de 2014

A Enigmática Lemúria



Serão os seres humanos actuais - os descendentes da Quinta Raça - e, na qualidade ascendente de uma Sexta Raça, poder regressar a Lemúria, ressurgindo esta das profundas águas dos oceanos? E que Éden foi este que desapareceu para sempre em vestígios quase inalcançáveis?

O Continente Perdido - Lemúria
Três continentes deverão ao longo da História da Terra ter sido submergidos pelas águas dos mares: são eles a Atlântida - que se julga ter existido em tempos entre a África e a América - Mu, no Oceano Pacífico, e a Lemúria, no Oceano Índico. De nenhum deles existem quaisquer achados arqueológicos nem subsistem documentos escritos, nada que possa servir para autenticar os relatos que a tradição conservou até aos nossos dias. Apenas se pode elaborar hipóteses vagas acerca de como terão sido e, de quem lá terá vivido.

Prossímios em dois Continentes
Algures entre 90 000 e 30 000 a. C. deverá a Lemúria ter estado no lugar do actual Oceano Índico, a servir de passagem terrestre entre Madagáscar, a Malásia e o Sul da Índia. O nome deste hipotético continente foi obtido a partir dos Lémures, primatas prossímios de pequena estatura que ainda hoje existem tanto em Madagáscar como na Índia e na Malásia. Uma vez que esta espécie se encontra simultaneamente em dois continentes diferentes, estes mamíferos - activos sobretudo de noite - despertaram desde cedo o interesse dos zoólogos.

As Teorias de Darwin
Depois de Charles Darwin (1809-1882), o investigador e naturalista britânico, autor da teoria da evolução, ter em 1872 publicado a sua revolucionária obra intitulada: "A Origem das Espécies", o zoólogo inglês Philip L. Sclater propôs como postulado a existência de Lemúria, enquanto uma gigantesca massa terrestre que, há milhares de anos, terá ligado a África e a Índia, bem como as ilhas do Sudoeste Asiático.
De acordo com as observações efectuadas por Sclater, os Lémures e alguns outros animais exibem em todos os territórios onde podem ser encontrados os mesmos comportamentos, embora cada uma das subespécies esteja separada das restantes por grandes distâncias, a saber, a distância de todo o Oceano Índico. De acordo com a teoria evolucionista de Darwin, cada uma das espécies ter-se-à depois adaptado ao respectivo meio-ambiente, tornando-se dependente dele.
Muito embora - já pouco tempo depois de Darwin - os cientistas aceitassem como certo que, uma dada raça de animais, pudesse em locais diferentes da Terra, de modo totalmente independente, evoluir da mesma forma. A ideia da existência de um antigo continente como a Lemúria, deparou com uma grande aceitação sobretudo por parte dos entusiastas de Teosofia. Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), co-fundadora da Sociedade Teosófica, propôs a teoria das «Sete Raças-Raízes», entre as quais se encontra a lemuriana, caracterizada pelos «indivíduos enormes, desprovidos de entendimento e semelhantes a macacos», ou seja, os habitantes de Lemúria. De acordo com essa teoria, são o Terceiro Estádio de Evolução da raça humana na Terra, destruído por uma catástrofe natural. A Quarta Raça, a Atlante, terá sido extinta com o desaparecimento da Atlântida. Os descendentes da Quinta Raça, os seres humanos actuais, irão - segundo Blavatsky - na qualidade de Sexta Raça, poder regressar a Lemúria, que não tardará a ressurgir.
Os nossos descendentes, a Sétima Raça, poderão finalmente deixar a Terra e colonizar o Espaço Cósmico!

O Jardim do Éden
Os defensores de Lemúria gostam de remeter para os mapas antigos, em que no Hemisfério-Sul mais não está assinalado do que uma vasta extensão de territórios desconhecidos, a Terra Australis Incognita.
Os investigadores que se debruçam sobre a temática de Lemúria sempre rejeitaram a hipótese  de ser a Austrália com os seus vastos desertos, um território só já tarde esquadrinhado, este paraíso perdido. Mantêm-se obstinadamente convencidos que, o Continente Lemuriano, foi uma espécie de «berço da raça humana» que existiu durante milhões de anos e que depois veio a ficar submerso como consequência de um cataclismo. O astrónomo e geofísico alemão Alfred Wegener (1874-1948) apresentou publicamente em 1915, a sua teoria acerca da deriva dos continentes, de acordo com a qual as gigantescas massas de terra do planeta se terão movimentado, como se fossem icebergues a flutuar no interior da crosta terrestre. Segundo Wegener, no início havia apenas uma única massa terrestre imensa, que no decurso de milhões e milhões de anos se foi fragmentando. Alguns dos primeiros continentes poderão ter sido submergidos, outros houve que se ergueram dos mares.

As Placas de Mu
Um dos resultados do deslocamento das placas terrestres foi a formação do Oceano Pacífico, em cujo leito - na opinião do historiador inglês James Churchward - se encontra aquilo que resta de um grande continente e, da cultura de Mu. Os entusiastas desta teoria remetem para a obra de Churchward, publicada em 1926, "The Lost Continent of Mu" (O Continente Perdido de Mu), na qual o autor apresenta como sendo a sua principal fonte, uns pretensos documentos escritos numa língua chamada «naacal», que lhe teriam sido mostrados por sacerdotes hindus.
Estas «Sagradas Escrituras de Mu» terão cerca de 15 mil anos, falam de uma história da criação semelhante à narrada na Bíblia e, de uma terra com 64 milhões de habitantes, que já há 50 mil anos teriam atingido um nível civilizacional que em muitos aspectos suplantava o nosso.
A lenda em redor da Atlântida concentra-se no poder e na força dos Atlantes, na utilização que estes sabiam fazer das forças cristalinas e, de uma energia potencialmente destruidora que terá acabado por provocar a destruição do continente. na Lemúria e em Mu viviam - de acordo com velhos mitos - povos dos mares do Sul de temperamento tranquilo, pacífico, e com um forte pendor espiritual, que terão sido vítimas de uma catástrofe natural.

O Olho na Nuca
Já em 1896 o inglês William Scott-Elliot era da opinião que, há milhares de anos, astronautas vindos de Vénus, haviam tido uma intervenção activa no processo de evolução da espécie humana. O resultado desta sua intervenção teriam então sido os Lemurianos.
Scott descrevia os Lemurianos como tendo 4 metros de altura, tendo dois sexos distintos, pondo ovos e possuindo um terceiro olho na nuca. «No decurso da evolução, o terceiro olho terá recuado para o interior do cérebro e, é hoje conhecido como glândula pineal», afirmava Scott.
Os Lemurianos chegaram a um estado em que praticavam uma heterossexualidade normal mas, cometeram o erro de se cruzar com outros animais. «Foi desta combinação que resultaram os Lémures que ainda hoje existem no nosso planeta.»

De todas estas teorias territoriais e de teor civilizacional preponderante que evidenciaria um desenvolvimento assaz profícuo, tanto a nível tecnológico como humano - suplantando então o nosso, actualmente - e, tendo como consequência de tudo isso a sua própria destruição, poder-se-à referir que a não mudarmos de caminho nos tempos vindouros, igual sorte nos conduzirá muito provavelmente aos mesmos maus desígnios de extinção à escala planetária. Pode-se especular se acaso nessa utilização e conhecimentos sobre uma hipotética energia nuclear, todas estas civilizações pertencentes a Atlântida, Lemúria e Mu, terão assim sendo erradicadas da Terra por mau uso e indevida assumpção do que lhes era imposto.

Mais haverá a referir, nas ilhas submersas que para sempre o foram e desse modo ficaram, ressurgindo outras na actualidade que nos fazem interrogar se acaso Blavatsky não terá razão ao afirmar de que na era contemporânea assim se registará em dimensão de forte eclosão. Se nos lembrarmos das ocorrências presentes em ilhas que aparecem como é o caso recentemente de uma ilha que emergiu no Paquistão (entre outras) no que a fundadora teosófica classifica como a ascensão da Quinta para a Sexta Raça Humana em descendência até à Sétima, onde existencialmente vamos todos viver para as estrelas numa viagem e repercussão cósmicas de colonização e vivência estelares, deixando a Terra para trás. Seja como for, onde se pode igualmente focar a réstia civilizacional de Lemúria nos hipotéticos «Big Foots, Yetis, Almas, Yowies e mais...» - sendo novamente especulativo - em teorias de certa forma avessas ou extrapoladas pelo que se alude a uma certa coincidência do que possam ter sido estas extintas espécies. Na alegoria de novos tempos em maior e mais exímias descobertas científicas no que um dia Darwin afirmou - e no momento se contesta pelos conhecimentos havidos de outras mais esmeradas teorias que não a sua - ainda assim, se pode tornar hesitante o facto de pensarmos que algo terá ficado para trás em regressão humana sobre estas espécies e que, de vez em vez aparecem em diversos pontos do globo sob forma de criaturas peludas e, de raciocínio curto, supõe-se. Imparável é o estudo e a pesquisa que sobre tudo isto se terá gradualmente de fazer para se poder chegar a outras mais conclusões, especificadas e, bonificadas com uma maior razão e lucidez dos factos. Assim sendo, só nos resta acrescentar: que tudo seja em prol do conhecimento e da Humanidade!