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sábado, 5 de julho de 2014

A Energia dos Chakras


Centros Circulares de Energia no Ser Humano - Chakras

Poder~se-à eliminar o desejo, a cólera, a cobiça, a ilusão, o orgulho e outras impurezas mentais em forma de identificações e dependências, dominando assim plenamente os sentidos? Será que, todas as forças divinas adormecidas no ser humano despertam no espírito, na forma de sabedoria e bem-aventurança dessa certeza de uma energia subtil designada por Chakras?

Chakras - Os Centros de Energia
Para os Indianos existe na extremidade inferior da coluna vertebral uma forma de energia visualizada como uma serpente: a Kundalini («a Enrolada»). Esta energia adormecida pode ser despertada pela técnica do Kundalini-Yoga. Quanto mais o indivíduo avança nas suas práticas espirituais, mais o Kundalini sobe ao longo da coluna vertebral, através do Sushumna - o canal central de energia.
No seu caminho activa seis centros de energia - os chamados Chakras - produzindo determinadas vivências espirituais.

Rodas de Energia
Chakra significa «roda» e, indica um centro de energia subtil que gira no corpo. Existem seis chakras dentro do organismo e um sétimo fora, directamente sobre a cabeça.
O pressuposto do Kundalini-Yoga é que, o ser humano, tem potencialmente em si todos os níveis de consciência, que pode concretizar através da activação gradual dos seus centros de energia.
Cada chakra pelo qual a Kundalini sobe, produz uma forma particular de bem-aventurança no Iogue que, ao mesmo tempo, adquire determinados poderes paranormais (Siddhi) e concretiza uma certa forma de conhecimento. O Kundalini-Yoga inclui práticas de purificação, ascese, domínio da respiração, determinadas posições corporais (Asana), Mudras (Posturas simbólicas das mãos) e, meditação intensa.

Os Chakras Inferiores
Os «Chakras Muladhara» situa-se entre os órgãos sexuais e o ânus. Comanda portanto os órgãos sexuais e de excreção. Quando a Kundalini é despertada, começa por atravessar este centro de energia. O Iogue vence assim a «Qualidade terrena» e deixa de ter medo da morte física.
Ao atingir este nível de consciência, o praticante começa a adquirir sabedoria, alcança um conhecimento perfeito da Kundalini e sabe como há-de continuar a despertá-la.
O segundo centro de energia chama-se «Chakra Svadhishthana» - situa-se na raiz dos órgãos genitais e comanda os intestinos. Quando a Kundalini o atinge, o Iogue adquire a capacidade do conhecimento intuitivo. Através do Chakra Svadhishthana eliminam-se o desejo, a cólera, a cobiça, a ilusão, o orgulho e outras impurezas mentais em forma de identificações e dependências e, dominam-se plenamente os sentidos.
O Chakra Manipura localiza-se à altura do umbigo. Quando a serpente Kundalini chega a este centro de energia, o Iogue adquire a clarividência. Mais nenhuma doença o pode atacar, pois a partir de agora tem a capacidade de a vencer. Alcança o domínio do Fogo.

Os Chakras Superiores
O quarto centro de energia, o «Chakra Anahata», situa-se no coração e corresponde ao «atributo Ar». O praticante que aprende a dominá-lo, adquire assim a capacidade de ter experiências extracorporais e de, penetrar no corpo de outras pessoas. O Chakra Anahata tem também uma relação simbólica com o amor cósmico. Corresponde à possibilidade de uma verdadeira identificação com os outros e, da realização do amor universal por todos os seres.
O «Chakra Vishuddha» encontra-se na extremidade inferior do pescoço. Vishuddha, significa pureza. A sua activação conduz o Iogue ao plano subtil da consciência do elemento: Éter. O Iogue Kundalini que alcança este nível adquire o conhecimento perfeito dos Vedas - os Livros Sagrados do Hinduísmo. O seu ser nunca mais perecerá, nem sequer com o declínio de todo o cosmos, que, segundo a concepção hinduísta, acontece uma e outra vez dentro do grande ciclo de criação e destruição (Mahayuga). Ou seja, uma consciência tão amplamente desperta nunca mais voltará a fundar-se no auto-esquecimento que caracteriza o ser humano comum, preso no círculo do renascimento. A este chakra corresponde também o conhecimento do Passado, Presente e Futuro!
Por fim, a serpente Kundalini chega ao último chakra do corpo, o «Chakra Ajna». Situa-se entre as duas sobrancelhas e, o Ocidente chama-lhe por isso, o «Terceiro Olho». O olho da Mente abre-se. A consciência desperta, atinge assim neste chakra, o seu primeiro «ponto alto». O praticante destrói todo o Karma (A Soma dos seus actos e respectivas consequências!) das suas vidas passadas e, torna-se um «Jivanmukti» - um ser libertado em vida, agora detentor de todos os poderes paranormais: superiores e inferiores.

O Lótus das Mil Folhas
O Kundalini-Yoga não termina com o sexto chakra. Sobre o vértice da cabeça, no exterior do corpo físico, situa-se ainda o «Chakra Sahasrara», representado simbolicamente por um lótus de mil folhas; luminoso como dez milhões de sóis. À abertura progressiva dos centros de energia, que começa no Chakra Muladhara, corresponde a elevação gradual da consciência, cujo objectivo é atingir no chakra da cabeça a última libertação dos laços terrenos. Tal como cada chakra abrange e condiciona os que o antecedem, também o Chakra Sahasrara abrange e condiciona todos os chakras. É aqui a morada de Shiva, onde o Iogue e o Deus são apenas um! Todas as forças divinas adormecidas no ser humano despertam por fim no espírito, na forma de sabedoria e bem-aventurança.

Formas de Iluminação
O Kundalini-Yoga e, as formas de meditação com ele relacionadas, são assim práticas espirituais concebidas para permitir ultrapassar o estado normal da consciência.
Os Chakras também desempenham um papel fundamental no Budismo Tântrico, mas as correspondentes formas budistas de meditação são diferentes das hinduístas do Kundalini - em muitos aspectos essenciais.
As práticas também não terminam com o domínio do sétimo nível, onde pelo contrário, começam então as formas de meditação que conduzem de sete a dez níveis mais elevados.
A Iluminação não é a grande experiência mística definitiva. Para o Hinduísmo, experiencia-se uma determinada forma de iluminação logo no nível inferior do Kundalini-Yoga, na activação do primeiro chakra.

Simbolismo Sexual
O simbolismo sexual desempenha um papel importante no Kundalini-Yoga. O deus Shiva é interpretado como a consciência cósmica (Purusha) e a sua companheira Shakti, com a qual é representado em união seual - a sua força criadora.
Por vezes também é designada por «Prakriti» - a força cósmica da Natureza. Purusha e Prakriti são as manifestações cósmicas do Masculino e do Feminino. Na verdade, são inseparáveis, visto serem os dois aspectos da Unidade! A realização desta unidade e, totalidade integral, é o objectivo do Kundalini-Yoga.
Na transformação da energia sobra a qual assenta a sexualidade física, o Iogue Kundalini procura a libertação da força criadora pela activação dos centros de energia subtil, para assim alcançar planos espirituais mais elevados. A união de todos os opostos no fim deste processo conduz à Ananda - a experiência de pura felicidade!

O Kundalini-Yoga - também chamado Yoga Tântrico - procura transformar a energia sexual contida no primeiro chakra numa força espiritual que atravessa o corpo inteiro, de baixo para cima. Quando praticado a dois, atinge-se uma união tão intensa que um pode acumular e, reforçar, a energia do outro - o que se consegue por meio de determinadas posições sexuais e, de um certo ritmo respiratório.
Fiéis hindus em Benares, na Índia, fazem múltiplas oferendas ao Linga fálico - uma forma de adoração ao deus Shiva. A sexualidade ocupa no Hinduísmo um lugar muito especial, não na qualidade de prazer terreno mas sobretudo enquanto caminho espiritual para a totalidade, saúde e satisfação!
Só me resta então acrescentar que, aprendamos e cumpramos de certa forma rigorosa e sentidamente em pleno, esta doutrina energética dos chakras em cada um de nós, na simbologia e perfeita harmonia em cada ser humano que somos, na bonomia dos tempos e...da felicidade havida. A bem da Humanidade e de toda uma união cósmica e de universalidade interiorizada em nós, assim seja!