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sábado, 21 de dezembro de 2013

A Mensagem Divina



Mensagem, protecção e vigília são as correntes por que seguem os Anjos e Arcanjos no ser humano em atribuições que incluem o nascimento, a paz, a justiça, a cura, a inspiração, o amor e mesmo a morte, mas, saberão eles se todos esses seres humanos o merecerão?

Arcanjos e Anjos
No Novo Testamento são descritos Anjos de aspecto mais simples, que envergam vestes brancas: são eles, Miguel, Gabriel e Rafael, os três Arcanjos.
Os Arcanjos são uma espécie de mensageiros de Deus, sendo responsáveis por transmitir as mensagens divinas aos seres humanos. Isabel, mãe de São João Baptista, é avisada por um dos Arcanjos que irá dar à luz uma criança e, qual o nome que deverá dar-lhe. Depois dos Arcanjos, estão os Anjos comuns, aqueles que estão mais próximos dos seres humanos e, entre os quais, se contam os Anjos-da-guarda.
Os Anjos comuns ocupam-se das plantas, dos animais, dos elementos e dos seres humanos. As suas atribuições incluem, entre outras coisas, o nascimento, a paz, a justiça, a cura, a inspiração, o amor e a morte. São mensageiros de Deus em protecção e vigília nos seres humanos; nos bons e, nos maus.

Anjos-da-guarda
Muito embora os Anjos-da-guarda se situem na parte inferior da hierarquia divina, assumem um papel de grande importância para as pessoas que neles acreditam. De acordo com uma opinião bastante difundida, é durante a infância do seu protegido que os Anjos-da-guarda exercem maior influência e, se empenham mais. Após trigésimo ano de vida, a intervenção destes ajudantes divinos começa a escassear, sendo esta gradual e progressivamente substituída pela livre vontade do ser humano adulto. Ainda assim, os Anjos-da-guarda nunca abandonam os seus protegidos, estando sempre a postos quando se lhes pede ajuda.

Encontros com Anjos
No Novo Testamento, o evangelista Mateus relata como em sonhos apareceu a José um Anjo que lhe ordenou que pegasse na mulher e no filho e, fugisse para o Egipto. O Anjo apresentou também razões para esta partida repentina: Herodes, que então governava, planeava encontrar e matar Jesus. José obedeceu e só depois da morte de Herodes é que regressou com a mulher e o filho à Galileia.
Não é, porém, apenas na Bíblia que existem descrições de encontros com Anjos; também ao longo da História se deram e, nos dias de hoje, continuam a suceder estes fenómenos.
Joana d`Arc (1412-1431), a «Donzela de Orleães», terá combatido em 1428, na sua incursão militar com vista à libertação de Orleães, lado a lado com o Arcano Miguel contra os inimigos ingleses. Esta batalha fez parte da Guerra dos Cem Anos, que já em 1337/1339 fora desencadeada pelas disputas entre Ingleses e Franceses pela coroa francesa.
Miguel surge como um jovem e valoroso guerreiro junto a Joana d`Arc. Após a sua vitória triunfal, a jovem não se cansou de anunciar que, um Anjo havia combatido a seu lado. Veio depois a pagar um preço elevado, a infeliz, por esta sua revelação, pois a Donzela de Orleães - tendo sido acusada de heresia - acabou por morrer queimada na fogueira.

Anjos para todos
Também São Francisco de Assis (1181-1226), o fundador da Ordem Franciscana, teve um encontro com um Anjo. No decurso de uma visão avistou um Serafim, entre cujas asas se encontrava um ser humano pregado a uma cruz. Depois desta visão, as mãos e os pés do Santo começaram a sangrar: após o encontro com o Anjo, Francisco de Assis passou a exibir as chagas de Jesus Cristo.
Na década de 1970, o pregador baptista americano Billy Graham relatava no seu livro: «Anjos» - Os Agentes Secretos de Deus que um médico de Filadélfia certa noite foi acordado por uma menina. A criança pediu-lhe para a acompanhar e socorrer a sua mãe, que se encontrava muito doente. Quando o médico chegou perto da mãe da criança, concluiu que a senhora sofria de uma infecção pulmonar bastante grave e, que não lhe restava muito tempo de vida. O médico tomou providências para que a mulher fosse transportada de ambulância e felicitou-a desde logo pelo desvelo e, resolução, da sua filha. A mulher olhou então para o médico espantada e disse-lhe: "A minha filha morreu há mais de um mês!"
No armário, a mãe e o médico foram dar com as roupas que a menina envergara durante a sua excursão nocturna à casa do médico: a roupa ainda estava quente.

Em nome da Ciência
Desde a década de 1970, têm sido publicados muitos livros sobre Anjos. Numerosos relatos sobre visões de Anjos povoam boa parte desses livros. Aquilo que os seres humanos aí descrevem tem pouco a ver com a materialização concreta desses seres celestiais. Ao invés disso, os relatos apontam mais no sentido de que quem produz o relato terá sentido ou tido a certeza de que nesse determinado encontro (ou visão) houve a presença ou a participação de um Anjo. Em rigor, os Anjos podem estar presentes em todo o lado, pois a quantidade de dados concretos disponíveis para a ciência é limitada.
Relativamente às visões de Anjos, os psicólogos costumam resumir a questão à acção da fantasia. Assim, já o psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) dizia que, no nosso subconsciente estão gravadas imagens de Anjos e Demónios, Diabos, Fadas e Extraterrestres. Se depararmos com algo que não seja normal, recorremos a estes arquétipos para explicar o invulgar.

Não sei se Carl Gustav Jung tem razão. O que lhe assiste dizer - e deixar para a posteridade no seu cepticismo técnico de psicólogo que era - da não admissão de qualquer tipo de visão ou sequer encontro com Anjos pela racionalidade destes não existirem pura e simplesmente. Registamos. Mas, aludimos também - os que em oposição, defendem essa outra teoria de registos concretos das suas presenças - em total disponibilidade de se estudarem cada vez mais este tipo de fenómenos. Pessoalmente, já tive a minha quota parte de visibilidades, presenças, cheiros, poder sensitivo e outros que, a mostrarem-se assim, me deram a percepção exacta de uma outra dimensão (que não sendo corporal ou física, se autenticavam por revelar numa espiritualidade intensa) onde pude sentir quase um contacto (físico), o que me deixou no momento deveras perplexa e mesmo agitada pelo inexplicável da situação.
Todos precisamos de Anjos. Todos devemos ter essa noção quase obrigatória em respeito, desvelo e autenticidade mesmo para os que não acreditam em nada do foro espiritual e esotérico. Perfeitamente legítimo se nos não arredarmos da magra consistência que nos comporta em saber na totalidade de onde viemos e, para onde vamos. Eu já sei. Irei para a luz, para as estrelas e, para o meu caminho percursor de mais uma outra vida a repetir, a respeitar, a continuar. Isto é, se Deus, os Anjos e os Arcanjos considerarem que me portei bem na Terra e mereço uma segunda, ou terceira, ou quarta (ou as que sentirem que mereço...) oportunidades de poder voltar, neste ou noutro planeta qualquer. É nisso que acredito e que, o meu bom Anjo Muriel (que ele me diz não ser este o seu nome, mas lá vai deixando que eu o trate assim) me continue a seguir os passos, a vigiar o sono e, a acreditar tanto em mim como eu nele. Assim seja por todos nós e, em todos nós, que os Anjos nos velem dia e noite para todo o sempre!