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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A Fonte Cristã



Terá Jesus Cristo fundamentado a sua doutrina cristã nos ensinamentos e fonte de inspiração budista?
Terá Ele seguido as doutrinas de Buda em fonte cristã numa espiritualidade incomum, cuja mensagem se baseava no amor e, na tolerância? Ou terão sido provenientes de um espaço extraterrestre?

Nome Próprio ou Título?
Não sabemos sequer se «Jesus» era o seu nome verdadeiro. Na Galileia - um território hoje dividido entre o Líbano e Israel - havia no tempo de Jesus forte agitação e rebeliões contra a ocupação e o domínio romanos. O povo Judeu estava esperançado que aparecesse o Messias, aquele que os libertaria do jugo da ocupação romana. Muitos dos profetas que andavam por estas terras, faziam referência a Josué como o grande modelo mítico da figura do libertador. Josué foi o sucessor de Moisés e, coube-lhe a tarefa de comandar as tribos israelitas, na conquista da margem ocidental do Jordão. Conduziu os Israelitas contra Canaã, provocou a queda dos muros de Jericó sob o som das trombetas e, com o povo de Israel e a Arca da Aliança, atravessou o Jordão sem que ninguém se molhasse, pois as águas separaram-se.
Todos estes profetas atribuíam a si mesmos o nome de Josué. O nome «Jesus» não é mais do que a tradução grega de «Josué». É até bem possível que naquela altura, o nome Jesus fosse utilizado não como nome próprio mas antes, como uma espécie de título, para designar todos aqueles que afirmavam ser o libertador animado pela vontade de Deus. Talvez os seus discípulos o chamassem assim, por esperarem dele não apenas uma libertação espiritual mas sim, uma libertação efectiva, uma libertação das penas do mundo real. Que Jesus ou Josué era então este?

O Evangelho Perdido
Onde poderá então ser encontrado o verdadeiro Jesus? Estarão as suas palavras autênticas, perdidas para todo o sempre? É possível que não. Ao que parece, essas palavras encontram-se nos Evangelhos Canónicos e, em alguns escritos dos seguidores de Jesus que não foram integrados no Novo Testamento.
Só a moderna investigação histórico-crítica foi capaz de revelar estes dados: descobriu, por exemplo, que os evangelistas Mateus e Lucas, haviam retirado boa parte do conteúdo dos respectivos Evangelhos ao texto de São Marcos. Para além disso, Mateus e Lucas deverão ainda ter-se socorrido de uma colecção de aforismos e sentenças de Jesus que não era do conhecimento de Marcos e, da qual, ambos retiraram citações idênticas. Este texto hipotético é referido pelos especialistas abreviadamente como «Q» e é uma espécie de Evangelho primitivo, uma solução proposta pelos estudiosos alemães Lessing e Eichhorn e que é, a inicial de «Quelle» (fonte). A forma que esse texto apresentaria, foi reconstruída a partir dos escritos do Novo Testamento e, através da análise dessa colecção de aforismos, os investigadores terão pretendido assim de chegar às palavras que, efectivamente, Jesus terá proferido e dirigido aos seus discípulos.

Um Outro Jesus
Nem todas as declarações constantes nesta colecção de aforismos podem ser atribuídas a Jesus. Alguns historiadores da Religião, crêem ser capazes de reconstítuir as declarações de Jesus autênticas.
Observadas em conjunto, produzirão depois uma imagem de Cristo inteiramente nova e diferente daquela que, os Evangelhos pretendem transmitir. Nada nas verdadeiras palavras de Jesus, aponta para o facto de este se sentir como o Messias. A doutrina que pregava, também não atacava o Judaísmo, como frequentemente se afirma. As poucas palavras autênticas de Jesus, são antes pautadas por uma forte inspiração de ideias orientais e, evidenciam surpreendentes semelhanças com as doutrinas budistas, sobretudo com os discursos de Buda.
As fontes para os milagres em concreto, que são tidas como «características» da doutrina cristã, foram também localizadas pelos investigadores. O conhecido milagre dos pães e, o acto de caminhar sobre as águas, foram extraídos de fontes budistas. Milagres idênticos - até nos mais pequenos pormenores - foram séculos antes de Jesus, atribuídos a Buda.
Outros episódios da vida de Jesus, resultam também comprovadamente de modelos budistas, como é o caso da tentação no deserto, o diálogo com a Samaritana junto ao poço ou, o comentário acerca do óbolo da viúva. Os seguidores de Jesus, entre os quais circulava esta espécie de Evangelho primitivo, não entenderam a sua morte como um acontecimento divino ou sequer, como um acto de redenção. Ninguém acreditava que Jesus tivesse ressuscitado para reinar então, sobre um Novo Mundo. Tomavam Jesus antes, por um Mestre Espiritual invulgar, cuja mensagem de amor e tolerância lhes tornava mais fácil a tarefa de lidar com a vida naqueles tempos difíceis.

O Jesus Autêntico
O seminário de Jesus no Westar Institute em Sonoma na Califórnia (USA), é a principal associação de investigadores que se dedica a procurar registos dos discursos autênticos de Jesus. Também estudiosos independentes, como o investigador bíblico austríaco Herbert Ziegler (1916-1998), chegaram a conclusões semelhantes. De todas as declarações atribuídas a Jesus no Novo Testamento, menos de 5% terão sido efectivamente proferidos pelo próprio Jesus Cristo. Apenas algumas palavras do sermão da montanha, algumas referências aos Fariseus - membros de uma seita Judaica antiga que, seguiam rigorosamente e à letra, a lei moisaica - algumas palavras e certos aforismos são autênticos.

A ressurreição de Jesus Cristo é também ainda hoje posta em causa por muitos estudiosos e historiadores da Religião. Investigações do foro da medicina e da fisiologia, que tinham como objectivo esclarecer qual a causa da morte mais provável de alguém que fosse crucificado, permitiram chegar à conclusão que, tendo em conta o modo como Jesus foi pregado na cruz, teria demorado mais do que um dia até que ocorresse a sua morte. Uma vez que, de acordo com os Evangelistas, não passaram mais do que algumas horas até Jesus morrer; os investigadores julgam que a morte de Jesus terá sido mais um desfalecimento - uma morte aparente - do que propriamente um falecimento. Uma outra prova, de entre muitas mais, que refuta a teoria da ressurreição, é-nos fornecida pelo próprio evangelista João: "Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Porém, um dos soldados abriu-lhe o peito com uma lança e logo brotou sangue e água." (João 19, 33-34).
Se efectivamente o sangue jorrou do corte, tal significa que, ao contrário do que acontece nos mortos, ainda a circulação sanguínea se fazia e daí o mistério ou veracidade nos que contestam a sua ressurreição de vida após a morte em anunciação de anjo-homem. Ou então, por milagres de uma sua natureza divina que não humana ( ou extrapolando um pouco...extraterrestre) se terá declinado na morte anunciada, reportando-se de novo em vida, revivificada ou não; corporal e espiritualmente.
Teorias estas ou, a verdadeira dimensão do que historiadores e estudiosos na matéria vêm apregoando nas suas muitas investigações e descobertas. Jesus ou Josué, mito ou ser divino; mito ou ser extraterrestre que em prol da Humanidade nos veio remeter a anunciação da salvação ou quem saberá, da eternidade...pois que assim seja de facto e estaremos todos em boa harmonia e felicidade, mesmo que Ele, Cristo, não tenha perecido na cruz mas lá para os lados dos Himalaias, do Afeganistão, do Paquistão ou da Índia. E mesmo por cá em Portugal, tenha deixado a sua relíquia em quinto Evangelho, mesmo que perdido por entre as catacumbas de algures, lá para os lados de Tomar. A bem da Humanidade, que a verdade se assuma! E que assim possa ser! Para sempre!