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domingo, 25 de maio de 2014

A Voz da Terra


Aldeia de Findhorn - Norte da Escócia

Será Findhorn, o princípio basilar de toda uma nove perspectiva de vida em indícios de uma nova Era?
Elfos, Anjos, Vedas ou outros seres similares - seres de luz - ligados à Natureza, existirão realmente em arquetípicas energias primitivas?

Findhorn - O Jardim das Boas Almas
A pequena aldeia de Findhorn, no Norte da Escócia, é um lugar como que retirado de um conto fantástico. Os espíritos da Natureza deverão ter ajudado a tornar um lugar antes inóspito num paraíso. Legumes e frutas medram hoje tão exuberantemente naquele clima agreste que, Findhorn passou a ser sinónimo de uma ecologia suave e, agradável.
Os quinhentos habitantes esperam que a sua comunidade venha um dia a transformar-se numa «cidade de luz».

Vozes da Terra
Tudo começou com umas quantas pessoas vindas de Londres - fartas provavelmente do stress sofrido na grande cidade - que decidiram estabelecer-se em Findhorn. Começaram por habitar numa rulote estacionada entre as dunas, deitavam-se ao Sol e, escutavam o murmúrio do vento. Um ade entre elas, Dorothy McLean, afirma também ter ouvido uma voz sussurrante que a aconselhou várias vezes a plantar feijões, abóboras e nabos naquela terra inóspita.
Os seus amigos, Peter e Eileen Caddy não a contestaram quando a ouviram falar daqueles enigmáticos recados. Pelo contrário, Peter, que já antes se mostrara bastante sensível às ideias antroposóficas de Rudolf Steiner, decidiu aproveitar e levar a sério as informações que lhes haviam sido fornecidas.
Começou a cultivar uma horta e, por intermédio de Dorothy, colocava questões muito específicas àqueles conselheiros invisíveis - questões essas que eram respondidas sem reservas e com todo o rigor. O êxito era sempre garantido desde que seguissem as indicações recebidas.

Espíritos da Natureza e Seres Humanos
O resultado desta acção combinada entre espíritos da Natureza e seres humanos, começo então desta forma a ser por demais evidente. Nem mesmo especialistas em agricultura biológica encontravam quaisquer explicações para o facto de, sob condições adversas tão extremas, poderem ser produzidos legumes e flores tão grandes e viçosos.
Dorothy McLean estava convencida do facto de ela e os seus amigos terem sido contactados por uma espécie de anjos. «Muito embora no decurso de toda esta experiência, eu tivesse mantido uma boa dose de cepticismo - sem dúvida sob a influência de ideias pouco esclarecidas sobre seres misteriosos como os Elfos - quando os contactos a pouco e pouco começaram a demonstrar o seu valor através dos resultados no crescimento das coisas na horta, passei a aceitar como real, a existência desses seres...»

Pólo de Atracção para «Ecoperegrinos»
Finfhorn transformou-se numa verdadeira atracção para curiosos de todo o mundo que se deslocavam até ao extremo norte da Escócia para assim admirar aquele fenómeno com os próprios olhos. Muitos deles acabaram por ficar por lá e, o número de habitantes da comunidade, não tardou a duplicar passado pouco tempo. Quando os fundadores da comunidade de Findhorn publicaram o livro «The Findhorn Garden» (O Jardim de Findhorn), onde apresentam todos os seus conhecimentos - em que, uma vez mais, o número de interessados aumentou consideravelmente.
Entretanto, esta aldeia, graças à sua agricultura ecológica bem-sucedida, tornou-se um dos principais fornecedores de alimentos da região.
Paralelamente desenvolvem-se actividades como a organização de seminários, com vista a promover a condução de uma vida mais ligada à espiritualidade ou mesmo cursos de informática especializados, bem como cursos que visam despertar a percepção da existência metafísica dos «Devas» - aqueles seres a meio caminho entre o dia e o sonho.  

Os Devas, Espíritos das Plantas
Em sânscrito, a palavra «deva» significa: «ser da luz». Uma vez que vivem numa outra esfera, os Devas são invisíveis para os seres humanos, o que não impede que estejam também sujeitos, tal como nós, aos ciclos naturais e eternos de nascimento, morte e renascimento. São considerados os espíritos protectores de plantas e animais, tendo Dorothy McLean podido constatar que, cada espécie de planta, possui os seus próprios devas. Assim sendo, existem devas das ervilhas, devas dos tomates e devas das cenouras - pelo que cada planta acaba por constituir um ser dotado de uma alma e de inteligência.
Esta noção de almas nas leguminosas - e por conseguinte em toda a imponente Natureza - existiu já anteriormente para os druidas Celtas, para os Egípcios e para os Gregos e que, para além disso, ainda hoje nos pode ajudar, pois «falar com o espírito das plantas é realmente uma possibilidade de falarmos connosco próprios e também com outros de um modo inteiramente novo e mais profundo», como afirma Dorothy McLean. Para ela, os Devas, são então como que ideias ou energias primitivas e arquetípicas.

Interessante será verificar que, muitos canteiros desta comunidade escocesa de Findhorn têm uma forma arredondada. É mesmo frequente estes serem plantados em forma de espiral, o que possibilita uma confluência das energias. Ficou então provado que as plantas se dão melhor juntamente com outras ou dispostas em grupos  - do que sozinhas.
Por experiência pessoal, comprovo inteiramente - aquando um belo dia tive de colocar dois pinheiros, lado a lado e de origens diferentes, ou seja, um pinheiro macho e outro fêmea para que assim se desenvolvessem. Vários agricultores e entendidos na matéria corroboram desta mesma tese de, as plantas serem um pouco como o ser humano, gostando de estar acompanhadas e, se possível, em géneros distintos para o seu crescimento e compleição. Pois que possuam alma e dignidade ambiental em fauna assente e reflorescente, deseja-se. Talvez aí...haja mais respeito e sublimação nessa vertente que a natureza nos induz e, seduz. A bem da Natureza da Terra e de todos nós Humanidade, que as suas almas perdurem e ecoam em voz da terra eterna. Assim seja então!