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segunda-feira, 5 de maio de 2014

A Fábrica


Embrião Humano - Início da Gestação

Poderei algum dia esquecer, ignorar - ou sequer tentar - fazer desaparecer em mim, estas memórias invasivas, metastásicas, de corpo e mente em violação física e psicológica do que me fizeram, do que me admoestaram, do que me esventraram? Amortizarei algum dia a dor, a sujeição, a humilhação e muito comummente, a reiteração de me designarem doente psiquiátrica pelo que vivi e, exultei de imediato, em alteração de comportamento e pesadelos havidos, constantes e infernais?

A Abdução (ou Sequestro)
5 de Setembro de 1989 - Lisboa - Portugal
9 horas locais - TMG: A manhã estava soberba. Fresca, límpida e maravilhosa! O dia ia começar da melhor forma: duche tomado, malas e bagagens feitas e um café forte, aromático, que dava vida a um morto de tão espesso e perfumado. O Sol entrava-me pela janela numa invasão terna e doce de um cumprimento seu, tendo o Tejo (o rio de Lisboa) aos pés e, toda uma cidade pujante de vida e conforto. Eu era feliz.
Acabara a Faculdade e começara no mercado de trabalho há pouco, daí que, aquelas férias que se aproximavam tivessem um sabor especial de liberdade, independência e ânimo de quem está de bem com a vida e, com tudo o resto: família de pais e irmãos carinhosos e presentes e, uma mão cheia de amigos loucos, irreverentes e tão indispensáveis como o oxigénio, aquando necessitava de um ombro amigo...para rir ou para chorar. Todos tínhamos a vida à frente em anos e destino a concretizar, missão e alegria imparável, inexorável a cumprir. Íamos para o Algarve. O acordo foi geral. Boas praias, boa comida e...boa bebida em bares abertos de música e, desprendimento, do que se desejava em férias merecidas depois de um árdua ano de trabalho. Para além de, nessa época, estar tudo um pouco mais vazio das famílias imensas - que sempre preferiam o mês de Agosto - na tomada geral de gritaria, confusão e filas imensas também para se adquirir algum espaço no areal da praia ou, no pagamento das caixas de supermercado. Até aqui, tudo bem. Consenso geral e lá indiciaríamos a partida em ponto de referência na - única até aí - Ponte 25 de Abril (antiga Ponte Salazar que se viu destituída do nome por vias de uma revolução dos cravos...) e, para mim eternamente, ponte «Sobre-o-Tejo», onde nos reuniríamos para a debandada como pardais tontos e felizes que todos éramos. Eu cantava. Mal. Sempre fui mais estridente do que boa de ouvido, ainda que tentasse acompanhar as melodias sensuais que a rádio do automóvel emitia, recortadas por anúncios fugazes de vez em vez. Foi assim que, por entre as batidas meladas e arrastadas de um Barry White portentoso em voz e alma e um Paul Young igualmente nostálgico - que nos partia o coração, asseverando não poder viver sem «nós» de quando partíamos...(esperando eu que um dia, alguém o pudesse afirmar em igual sentimento e consternação) em balada de "Every time you go away, you take a peace of me with you..." que fui arremessada por algo inesperado, completamente inusitado e por mim, nunca experienciado: fui literalmente elevada no ar! Como peso-pluma e não gravitacional ou ser plumbífero - se acaso me estatelasse de repente - elevando-me no ar como anjo sem asas em sucção de uma luz imensa, reflectora e cega, envolvente e não-materna pelo que de imediato supus, ante tamanha sensação de leveza mas de insegurança também. Os meus membros superiores e inferiores em pés e mãos esvoaçantes, deixaram-se levar num voo algo estranho de uma sedução instável e pouco acolhedora do que me vi ser arrebatada e, arremessada nos ares em letargia completa. Dava-me a sensação de só a mente ter acção. O físico, não. O meu corpo não parecia meu. Nada que eu lhe pudesse comandar em mente e cérebro alterado agora, lhe movia os intentos e a condição de estar amarrado a algo que eu ainda não sabia ser superior em ordens e comandos também. Eu estava a ser rigorosa e, manipuladamente maniatada, (ou algemada...de corpo e alma) por algo tão surpreendente quanto assustador, terrificamente assustador. Não tinha poder sobre mim. E receei o pior. Em hipnose ou espécie de paralisia total, à semelhança de uma imensa teia de aranha celestial, eu vi-me ser soerguida e investida para dentro de uma coisa metálica de grandes corredores e estrutura (ou textura) estranha ao conhecido por mim até aí, na minha ainda escassa vida de vinte e poucos anos.

A Hibridização
A consciência é algo que também não comandamos...por vezes. Chegou a um ponto em que eu não sabia se estaria a sonhar - ou a ter um estranho e mui terrível pesadelo - ou sequer, a vivenciar algo que me transcendia. Porra! (pensara eu) então agora que a minha vida estava finalmente a começar, a deixar os braços maternos e de berço familiar para me aventurar nas alegrias de uma juventude a consolidar, no que o amadurecimento de mulher adulta ainda estaria longe, considerei, e poder dar luz ao extravasamento daquelas risadas de hiena idiotas que todos exponenciamos, mesmo quando as piadas que dizemos não têm qualquer fundamento ou essência mas nós achamos o máximo, liderando o podium da parvoíce e da tolice, fazendo de nós...apenas jovens, só isso. E agora, e ali...sequestrada, admoestada sob uma tarimba fria, asséptica, como catre de cela ou último reduto de despojo que era o meu corpo em pena capital de execução, como tantas vezes vira nos filmes norte-americanos em ficção apresentada de um preso amarrado e sem hipóteses de fuga. Eu não queria morrer! Estava aterrorizada e «eles» aperceberam-se disso.
Perceptivos mas não complacentes com o meu terror e a minha total angústia de submissão a si - no que lhes observava de olhos imensos e corpos estranhos sobre mim - em análises e fetiches talvez (pensei) do «animal» que eu lhes era em testes laboratoriais e exames infindáveis, por vezes dolorosos, por vezes indissociáveis de uma total humilhação do que esmiuçavam em mim como se eu não tivesse querer, voz ou direitos alguns, dizendo-lhes, ordenando-lhes que parassem aquelas terríveis sevícias sobre mim.
Mas pararam. Não sei quanto tempo passou. Não soube discernir nada mais que não fosse uma dor imensa, mais na alma do que no corpo, ainda que este me revelasse ao fim de algum tempo as manobras que sofrera em alteração e, processo execrável «deles» em si, no meu remexido e violado corpo, agora  mais em paz.
Mas, se a alma estava queda e o corpo mais ameno dessas investidas alienígenas, a mente essa, trabalhava a cem por cento. O que vi, confrangeu-me. O que suspeitei, abateu-se de tal forma sobre mim que pensei estar a enlouquecer, ainda que tudo não passasse de um estranho e louco pesadelo, ali vivido. Havia um longo processo de «fabrico», de hibridização, de conhecimento, de concepção e reprodução «in vítreo» ou em formol...não o sabia distinguir. A minha formação superior não era em Medicina mas ainda assim, dava para ser perceptível a condição e sujeição de trabalhos de engenharia genética que «eles» me apresentavam, revelando os seus segredos e, as suas imputações sobre mim também. Induziram-me na consciência e no físico, de que era irreversível esse processo de infiltração, adaptação e indução contínua também, dessa espécie de estudo e investigação sobre o ser humano. Senti-me violada! Completa e abstrusamente vilipendiada no mais íntimo do meu ser. Eu era um rato de laboratório! Que glórias há nisso?...Que contribuição estaria eu a dar-lhes para a continuação da minha espécie e...com que autoridade me manipulavam assim, me usavam assim, me tiravam do meu seio terrestre em solo, Céu e tudo, para me prostrarem daquela forma em embrionária loucura de feto em mim, acrescentando-me depois para nada recear, para nada temer, que tudo iria alcançar em simples processo de portadora amniótica por breves períodos. No momento, não entendi. Só mais tarde reconheceria esse tão malfazejo processo de constituição e gestação híbrida que fizeram em mim; para depois mo sacarem, para depois mo roubarem, para depois mo dissecarem como sapo de laboratório em aula de Ciências Naturais.

O Retorno à Terra
Recuperei a consciência e dei por mim, fria; gélida. Nada fazia sentido. Os meus amigos acorreram, dizendo-me eu estar muito pálida e estranha. Não passara uma hora sequer daquela mesma hora exacta em que combináramos encontrarmo-nos todos na Ponte 25 de Abril. Fiquei muito assustada. Podia ter sido uma quebra de tensão, (pensei na altura) uma alteração física e mental devido à excitação do momento ou simplesmente por ter dormido mal na noite anterior e, na véspera desse dia...tudo era possível, considerei. O meu automóvel estava parado numa das bermas que davam acesso à dita ponte que separa as duas margens entre Lisboa norte e sul. Estava frio. Como eu. Eu não tinha explicação para aquela quebra automática e, imediata sobre aquele estranho acontecimento súbito em mim. Tentei disfarçar com essas mesmas afirmações de pouco descanso e de que, a partir dali, seria um outro meu amigo a conduzir o carro, que não eu por não estar devidamente em boas condições para tal. Assim se passou.
As férias correram normalmente. Rimos, brincámos, aspergindo toda a alegria de uma mocidade natural e ambiental em qualquer lugar do mundo. Fizemos patuscadas, comemos muito, bebemos muito...fizemos de tudo...muito. Menos drogas! O meu grupo não se metia nisso, ainda que um ou outro já tivessem fumado um charro de vez em vez. Eu não fiz sexo. Há a necessidade de o referir pois não tinha namorado na altura e nem sequer era muito dada a ter «amigos coloridos», daqueles que só se têm por uma noite...nada disso!
De volta ao mundo do dia-a-dia em rotina de trabalho e profissão, vi-me ser arrebatada de novo mas...por uma suspeita não-lúdica e, estrambalhada de todo: eu estava grávida!
Os dias e as noites que se seguiram foram de autêntica loucura ou de um lento ensandecer que me punham os nervos em franja. Como podia estar grávida se não tinha feito sexo, amor ou outra coisa qualquer parecida, havia cinco meses atrás, de quando rompera o namoro com um estropício que se dava de grandes ares e era um snob chapado, só por ter um Audi descapotável e pensar assim ser o dono do mundo...? Que raio de coisa era aquela que me estava a acontecer (pois que não me lembrava de nada, na época...) e ser arremessada daquela forma em ventre gestante do que não me lembrava, nem sequer de quando bebera algo mais forte, lá para os lados de Albufeira em férias anteriores...rumorejava eu. E dizer aos meus pais, aos meus irmãos...não me lembro de nada, não sei nada...nem sequer quem é o progenitor, o pai desta criança secreta em mim...e ainda por cima, fazer-me de santa ou coisa que valha em concepção milagrosa que o não seria (pensei...) ou então...ter-me-ão drogado os meus amigos? Pensei tudo! Os meus amigos que me perdoem mas dadas as circunstâncias, nada estava a salvo daquela insólita situação mirabolante e assaz estranha. Para não dizer mais! Que fazer a partir dali então...? Fui ao médico ginecologista e obstetra para que me elucidasse e referenciasse o caminho a seguir. Estava confusa. Estava aflita! Que fazer...? Manter a gestação sem saber do seu início, da sua normal concepção...em loucura assente ou então...a pior das piores alternativas - que ainda eram criminalizadas na época no meu país - e tantas mulheres sucumbiam ao acto feroz, inumano e hediondo de se apartarem dos fetos por magras condições de vida. Eu...que até era contra o aborto...não, de quem o praticasse, pois compreendia os seus motivos mas em mim...nunca! Não era católica praticante e ainda o não sou, mas sabia os meus limites, as minhas fronteiras e...o meu caminho; mas não o meu destino. Estava literalmente lixada! Sentia-me doente, imbecil, inapta e néscia de todo, num processo de gravidez obtuso e incrível que vinha alterar toda a minha vida. Ao menos...se eu me lembrasse...dizia para mim em consecutivos actos de fúria e desmembramento de alma, sob suores frios de nada resolver e, de nada ter em resolução iminente - e talvez inconsequente, desejava eu - de tudo o que me estava a suceder sem que estancasse aquela dor no peito de algo muito tenebroso se ter passado comigo no início ou...durante as férias de veraneio. Não sabia. Quase enlouqueci.

A Obstrução
No limiar da consciência e do devaneio em que me encontrava, tive ainda a lucidez para o confidenciar a uma amiga, mais em desabafo do que em cumplicidade. Esteve do meu lado e acompanhou-me sempre naquela terrível angústia e sofrimento do que eventualmente eu teria de fazer, obrigatoriamente também. Foi uma decisão muito difícil. Desvalida e sofrida, foi como me arrastei para a hedionda e má decisão (sabia-o) de adiar ou prorrogar essa mesma decisão. Tinha de me confrontar com a realidade: assumir aquela criança que não me lembrava de ter gerado e concebido da única forma humana possível em sexo assumido ou então, fazer parte das estatísticas das mulheres que abortam sem pejo nem glória, deixando para trás os restolhos insípidos e malformados, mais da nossa própria consciência do que do feto, propriamente dito. Não tinha opção: os meus pais, os meus irmãos, os meus amigos...todos me cobrariam isso se me deixasse levar por sentimentalismos esconsos e, irreflectidos - segundo a opinião destes - em trazer ao mundo uma criança de ninguém...o que até era estranho também, porque acima de tudo: era minha! Entre o abortar e o ficar...fui adiando e já em meados de Dezembro em que eu perfazia quase os três meses de gestação, vi-me de novo ser «levada em ombros...», de novo ser «obsequiada» por estes agora, meus novos amigos que o não eram de todo! Outra vez! Mas agora...entre montras enfeitadas de cores vivas, bolas, laçarotes multicolores e artefactos natalícios - onde me encontrava em solução de distracção e alheamento - de novo o voo espacial em fim de tarde, fim de mais um dia de trabalho onde eu me via ser arrastada sem deleite e incentivo, pelos tantos problemas em anátema confuso com que me debatia. Mas agora era diferente: até parecia que queria que me levassem...de vez! E de novo, me vi ser observada e de novo, os observei também. Pareciam estar familiarizados com a minha dor, a minha angústia e estado calamitoso em que me vira de uma concepção virtual que o não era, efectivamente. O que constatei, deixou-me petrificada!
Havia uma sala redonda de cor branca em que se ostentava um mapa numa redoma central, numa espécie de vidro suspenso: achei estranho, aliás, como tudo ali. Estava exposto a Cartografia do Genoma Humano, determinando a sequência de bases nucleotídicas do ADN. Três milhares de milhões de nucleótidos (disseram-me «eles» em informação individual, do que eu na época não sabia nem imaginava existir...), revelando-me o emprego de enzimas para fragmentar o ADN em sequências específicas de bases e ordenação dos fragmentos. Para mim, aquilo era «chinês»!...O meu desconhecimento e estupefacção eram evidentes: eu estava ali em espécie de aula de ensino superior em engenharia genética do que «eles» faziam sobre nós, seres humanos! A tecnologia do ADN recombinante, empregando enzimas para unir fragmentos de ADN de organismos diferentes ou para incorporar ADN sintético. O ADN alterado era depois directamente introduzido nas células. Ou seja, científicamente e por vias desta engenharia genética, «eles» alteravam o ADN dos organismos na incorporação do ADN, provenientes de outras espécies.
Havia de novo em perspectiva visual e, sob uma óptica reiteradamente laboratorial de pesquisa e, desenvolvimento, os tais canudos vítreos ou espécie de tubagem de vidro e líquido amarelo-verdejante (em cor fluorescente) onde mantinham vários fetos que, supus, humanos e...outra espécie ou espécies em processo de seres híbridos ou coisa parecida. Senti-me imbuída de nojo e pânico, como se estivesse no meio de um filme de terror. Estava de novo a reviver aquele espaço sideral, estelar ou...o que quer que fosse, onde me encontrava sequestrada e, aterrorizada. Tentaram acalmar-me. Em vão. Induziram-me de novo naquele rápido (mas longo...muito longo processo para mim) de reintegração de conhecimento e indução pessoal (em mim) da ablação do feto que eu possuía. Fiquei morta de susto. Aquele acto eugénico - ou não - que esventravam de mim em aborto estelar, deram-me a certeza de os odiar, de os não creditar como seres de boa fé, pelo que pungiam severamente em mim. Tiraram-me o filho que anteriormente me haviam colocado ou inserido artificialmente e, subsequentemente, não era meu - aquiesceram.
Não terei palavras nem termos correctos para exprimir o meu total horror, desânimo e impotência, face às agruras genéticas de aborto e obstrução totais sobre mim. Era como se me estivessem a arrancar parte do meu ser e eu...fosse uma mera espectadora, impávida e serena sem estrebuchar pelo mal que faziam em mim. Eu era um objecto. Eu...ali, não era nada apara «eles». Apenas...um receptáculo humano, despojado agora do seu filho embrionário ainda mas já com vida, feto apresentado e coração batente que eu amei de imediato, ainda que fosse um híbrido, um ser estranho à minha espécie. Penso que enlouqueci de vez!
Aquela exótica e malograda biotecnologia celeste tinha dado cabo de mim! Mesmo que...por muitos e muitos anos de porvir ainda, me ditassem a imperfeita ambiência e, correspondência, do que ali, por meados de Dezembro e às portas de um novo ano, aqueles estranhos e pequenos seres cinzentos me fizeram.
Não mais fui a mesma! Não mais tive um sorriso aberto, por entre múltiplas sessões e consultas de psiquiatria, psicologia e...de todo um sem número de entrevistas e ajudas pessoais de uma mente aberta, desde a hipnose, as regressões passadas e...todo um infindável historial clínico que de futuro me reportaram como pessoa instável, insegura, de episódios psicóticos variantes e demais sujeições do foro psiquiátrico e mental. Um inferno na Terra! Mas sobrevivi. E continuo a sobreviver...mesmo sentindo que, posso ter gerado um filho que nunca verei ou ele a mim. E que, seguindo os seus passos estelares do que lhe reservaram em sorte e destino aqueles estranhos seres de olhos grandes, «eles» ainda possam ser misericordiosos com a minha dor e, a minha tão grande emoção, de não mais esquecer o quanto «aqueles estranho filho em concepção e mantimento (ainda que, por pouco tempo em meu ventre)» me está guardado no coração, fazendo de mim aproximar-se...mais que não seja em sonhos havidos, em sonhos derivados.
Foi uma longa história...eu sei. Mas que ainda hoje, passados tantos anos, relembro finalmente sem a angústia ou o quebranto infeliz de me ter deixado seduzir (ou mais exactamente abduzir...) do que inicialmente não recordava, sentindo em paz e harmonia com o que não tendo escolhido, se me reincidiu em total acordo e benemerência desse passado que me está e estará para sempre...presente! Mesmo, submetendo-me a um julgamento individual de ter estado e colaborado inconscientemente com aquela espécie de «fábrica alienígena» de seres humanos em simbiose e, embriologia. Por nós, seres humanos, ou por uma outra espécie que venhamos a conhecer e, conceber no futuro, só me resta acrescentar de que tendo ainda de calcorrear muitos amargos caminhos da consciência humana, que nos não retirem o amor próprio e, filial, que jamais retirarão dos nossos corações humanos! E que, acredito, pela Humanidade assim será! Para sempre!