Translate

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A Estrada das Estrelas


Esculturas em Pedra - Homenagem aos Peregrinos   Santiago de Compostela - Galiza     Norte de Espanha

Estará a Terra dotada de pontos de força invisíveis, cuja situação obedece a um sistema geométrico? Seriam os nossos antepassados remotos capazes de se orientar e, de determinar posições com exactidão a milhares de quilómetros de distância? Ter-se-à efectivamente descoberto uma rede geométrica de locais de culto sistematicamente projectada? Será esta rede, a verdadeira estrada de estrelas que alguém do cimo terá cingido na Terra? Serão caminhos estelares por entre locais de culto sagrados megalíticos que vão desde a fortificação de Trelleborg na Dinamarca até à cidade peregrina de Santiago de Compostela em término pela região centro de Portugal? E quem as terá delineado, determinado em projecto terrestre e...estelar?

Ligações em Linha Recta - Entre Locais de Culto
Há cinco mil anos, a Europa era povoada por homens da Idade da Pedra que, na sua qualidade de caçadores-recolectores, percorriam as montanhas e os vales do Continente e, das Ilhas.
Será possível que seguissem então uma quadrícula geométrica invisível que se estende na diagonal sobre o nosso planeta? Alguns geólogos e físicos são da opinião que existem indícios suficientes para justificar esta espantosa afirmação.
Em Junho de 1921, o fotógrafo britânico Alfred Watkins pretendeu realizar uma série de fotografias, tendo para tal procurado no mapa, o caminho mais curto entre diversos monumentos megalíticos situados na Inglaterra. Após ter marcado os locais com pequenos círculos, ficou perplexo: num percurso de cem quilómetros, todos os lugares históricos estavam localizados ao longo de uma única linha recta.
Mais tarde, enquanto percorria a cavalo e de bússola na mão os locais assinalados, reparou que a mesma linha atravessava também igrejas e, capelas.
Estariam os locais dispostos desta maneira por mero acaso? A. Watkins continuou a investigar e descobriu que, antes da cristianização - e precisamente nestes lugares - se haviam situado locais sagrados pagãos.

Uma Espécie de «Teia» Geográfica
Alguns anos antes, em 1909, o astrónomo britânico Norman Lockyer deparara já com invulgares ligações geométricas entre antigos santuários. O ponto culminante parecia estar localizado em Stonehenge, o gigantesco monumento monolítico circular no Sul de Inglaterra.
O ponto seguinte dessa conjugação geométrica - o local de culto de Grovely Castle - encontrava-se mais a sul e, a seguir surgia, Old Sarum. Todos juntos formavam um triângulo equilátero.
Nas décadas seguintes, e por toda a Europa, foram sendo detectadas cada vez mais conjugações geométricas destas, ao longo de linhas rectas imaginárias que ligavam antigos santuários. Contudo, o que permanece ainda hoje um enorme mistério, é o sistema de orientação utilizado pelos homens da Idade da Pedra, assim como o motivo que os teria levado a tecer uma tal «teia» sagrada que se estende por toda a Inglaterra.

Ideias Pan-Europeias
Em 1911, o filólogo francês Xavier Guichard fez a descoberta da sua vida. No decorrer das suas pesquisas deparou-se com a palavra «Alesia», derivada de uma língua europeia ancestral.
Posteriores transformações linguísticas levaram à palavra grega «Eleusis» ou às palavras indo-germânicas «Alés, Alis, Alles», determinando-se deste modo um denominador comum. Foi com espanto que Xavier Guichard verificou que, as localidades cujos nomes têm na sua origem a palavra «Alesia», estão dispostas sobre 24 linhas que decorrem em forma de raios e se estendem desde Espanha (Aliseda) à Polónia (Kalisz) e desde Aizecourt, no norte de França, a Eleuris, no delta do rio Nilo (Egipto).
O centro deste sistema gigantesco em forma de estrela situa-se a sudoeste de Paris, entre Aisey e Alièze.

A Geometria Sagrada da Europa
Há mil anos, quando a Dinamarca era dominada pelos Vikingues, estes viviam em fortificações circulares formadas por taludes. Actualmente não se sabe muito acerca das verdadeiras origens destes taludes circulares, mas a pouco e pouco vai sendo desvendado o seu segredo, que diz respeito a toda a Europa.
Em 1990, o piloto dinamarquês Preben Hansson sobrevoou o castelo Viking de Trelleborg. Na área interior da fortificação conseguiu decifrar 16 estruturas elipsoidais que pareciam barcos atolados ou antenas parabólicas. Sem pensar duas vezes, P. Hansson seguiu na direcção dessas antenas fictícias. Após 76 quilómetros, sobrevoou a segunda fortificação Viking, Eskeholm; 100 quilómetros mais adiante, seguiram-se as fortificações de Fykat e, por último, a fortaleza de Aggersborg. Ao longo de uma linha recta com 218 quilómetros de comprimento, Hansson sobrevoara estas quatro fortificações.

A Ligação Dinamarca-Grécia
O piloto ficou ainda mais espantado ao prolongar a linha imaginária que traçara. Deparou-se com a localização exacta do antigo santuário de Delfos, na distante Grécia. Coincidência...?
Preben Hansson não acreditava numa disposição aleatória, pois, conforme veio a verificar posteriormente, também os locais de culto e oráculos gregos estavam interligados por um enigmático sistema de linhas geométricas - ordenado numa determinada proporção em triângulos equiláteros.
Impõe-se então as seguintes perguntas: - Estará a Terra dotada de pontos de força invisíveis, cuja situação obedece a um sistema geométrico? Seriam os nossos antepassados remotos capazes de se orientar e, determinar posições com exactidão a milhares de quilómetros de distância?...
Sabe-se que, até hoje, ninguém ainda conseguiu responder com exactidão também a estas perguntas. Ou, uma definitiva resposta para o tanto que se tem ainda de alcançar.

Projecções Astronómicas
Estarão os investigadores de culturas antigas a sonhar acordados - ou em referente caso, a imaginar coisas absolutamente díspares - quando pensam ter descoberto uma rede geométrica de locais de culto sistematicamente projectada? Em todo o caso, existem abordagens explicativas.
É possível que, os homens do Megalítico, se orientassem por Constelações e já possuíssem conhecimentos técnicos de mediação dos quais, não os julgávamos capazes. Ou então...apenas foram os seus seguidores em caminhos já «fabricados» por outros seres que não os terrenos. Esta tese cria polémica e debates acirrados na comunidade científica mas não deixa de ser de facto, uma espécie de alternativa mental (e mesmo racional!) para além do que se conhece.
Um facto que chama a atenção, é que muitos locais sagrados do Sul de Inglaterra, estão localizados ao longo de uma linha astronómico-geográfica que coincide exactamente com o ponto em que o Sol se levanta no dia 1 de Maio. Se os antigos se orientavam por essa linha, teriam necessariamente de conhecer algum sistema de comunicação que abrangesse toda a Europa!...

O Pentagrama de Karlsruhe
O verdadeiro mistério surge, quando se consegue dispor um pentagrama (uma estrela com 5 vértices) sobre uma paisagem e, se encontra locais sagrados pagãos em todos os seus vértices e, intersecções.
Foi exactamente esta a descoberta feita pelo historiador Jens Moller em Karlsruhe. A norte da cidade, em Eggenstein, existe um antigo local de culto, onde vamos encontrar o vértice superior da estrela pentagonal imaginária. A linha estende-se na diagonal através de Karlsruhe até à Floresta Negra - onde em tempos remotos se adoravam ídolos - e segue depois para Buchelberg, a oeste, e até Steinbach, a leste, continuando a partir dali até Reinau, formando deste modo os outros vértices da estrela.
Estranho é também o facto de, a vila de Knielingen - igualmente inserida nesta estrela - ter um pentagrama no seu brasão.
Hoje em dia, já ninguém se lembra da razão pela qual este estranho símbolo figura no dito brasão.

A Estrada das Estrelas
Com a ajuda de um Atlas podemos confirmar o seguinte: mesmo ao lado do 42. grau de latitude, decorre uma «estrada de estrelas» imaginária. Os nomes de muitas das localidades mais antigas situadas ao longo desta linha têm uma mesma origem linguística: a palavra «estrela».
O vocabulário latim «stella» resultou no francês em «étoile» e, no espanhol «estrella». Se começarmos na ponta mais a noroeste de Espanha, em Santiago de Compostela, encontramos depois Liciella, na Galiza, Lizarra (o nome basco de Estella) e Lizarraga, em Navarra - e finalmente Les Eteilles, na Catalunha, perto de Luzenac.

Será extrapolar muito, se referir o ponto mais alto de Portugal em montanha e altitude como a Serra da Estrela?...Que proveniência divina - ou estelar - terá composto este nome de serra, montes e vales gelados ou em Primavera anunciada - em longos caminhos de retiro e, peregrinação igualmente?...
Para além de tudo isso, existem as coordenadas terrestres - ou estelares - que nos levam até ao centro de Portugal em roteiro contínuo e, terminal, até ao Oceano Atlântico. Poderes divinos, estelares ou em comum acordo com os terrestres de então - nos nossos estimados antepassados - que assim terão confluído em caminhadas, comunicação e, interacção entre si, nos longos percursos havidos na Terra. Seja como for, a evidência do que foi relatado não deixa margem para dúvidas de que algo muito bem delineado - e extremado - foi projectado em espécie de estrada de estrelas nos tais objectivos pontos de força invisíveis, de elaborado sistema geométrico - em que caminhantes, peregrinos e povo ancestral comum se terá envidado com cajado na mão e, olhar no Céu. A tudo registamos com um enorme respeito e veneração que nos é devido, para além de todas as coisas palpáveis, materiais ou imateriais, acima de todas as coisas também! A bem do enorme poder que a Humanidade exercerá sobre o desconhecido e deste sobre nós...assim possa continuar a ser, pelos caminhos ou brilhantes estradas de estrelas que alguém no cimo de nós, nos velará em protecção e desvelo! Assim seja!