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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Por Alá...???

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Berlim - Alemanha (na imagem, o camião interceptado, ladeado pela polícia alemã). A outra face do terrorismo: soturno, nocturno, e tão cobarde como quem o pratica em nome de Alá!

«Heute wir sind alle Deutschen»! (Hoje somos todos Alemães!)

Berlim: o palco do terror...
O que as imagens não revelam e as palavras não consagram, catapulta-nos para o mais capcioso factor da Humanidade em direitos ou pertenças, ou em nome de algo ou alguém, supostamente superior a nós. Não sei defini-lo nem sequer reportá-lo.

O que hoje o Mundo nos relata, é que existe uma feroz (e poderosa!) força do Mal que a tudo encima, corrói e destrói, com a mesma ganância ou letal demência - reverberadas ambas -  de uma alucinação religiosa sem limites. A Morte instala-se e torna-se vulgar, ordinária até, ante corpos que se espalham no asfalto e almas que se escoam no defumar dos dias terrenos, sobre a quase indiferença de quem o assiste através dos media e nada se demove ou comove, por essa tão robusta vulgaridade de massas de uns serem sobreviventes e, outros, meros insolventes de vidas igualmente insignificantes.

Somos Europa, América, Índia, Ásia, África, e Austrália (sempre tão longe...) os trópicos, os pólos (Árctico/Antárctico) e demais refúgios em toda a existência terrestre que, à escala planetária, se infunde e difunde do que pode ser, hoje, a Humanidade na Terra.
A não se ter vergonha e humilhação dos actos praticados por tão maus elementos desta mesma civilização de há milénios, será o mesmo de se estar a corroborar na igual tese de que todos, em geral, somos muito bons, como humanos que somos, perfeitos, seres civilizacionais idóneos, aptos e íntegros - quase inimputáveis - de todas as outras maldades do mundo.

Mas somos, também, pedintes e responsáveis por essa idêntica voracidade e selvajaria de quando, em nome de Alá, esse Deus do Oriente e do Islão - ou outro qualquer que se espraie de vingança, sangue e justiça malfazeja - nos faz espelhar o que nos consigna a dor, o sofrimento e, as dores, de nos vermos apartados de quem mais amamos, apenas, por nos ter sido roubado o maior tesouro do ser humano: A Vida! A nossa vida ou, a vida de quem inocentemente se fazia passear num mercado de Natal em comemoração e folguedo de mais uma epopeia festiva - religiosa ou não - sobre uma época que deveria ser de paz; muita paz.

Não há inocentes nisto tudo. Matam-se embaixadores, cônsules e demais população, seja esta de grande sumidade e consideração ou vulgar cidadão, que apenas se limitou a passar por ali, estando no lugar errado à hora errada (por abrupto arremesso de um qualquer camião de acidente planeado ou incidente camuflado de terror), sobre um posterior manto de sangue e letargia sequencial do horror que se replica mas se não induz, sob comandos que não decidiu ou desmandos para que não contribuiu.

Somos Todos Um e ainda não o sabemos - ou não queremos saber - interiorizando que, além as crenças, as religiões ou qualquer outra tendência ou apetência para o fundamentalismo, inserida ou não na sempre fervorosa cisma teológica de entrega total de corpo e alma, vida e morte, por Alá ou por coisa nenhuma, ninguém tem o direito de usurpar a vida de alguém!

Dizia eu que não haviam imagens ou palavras... ou o que quer que fosse, para se poder explanar o que nos vai na alma de cada vez que sucede uma tragédia destas, quase sempre não anunciada (ou para as forças policiais e da alta investigação, severamente pré-anunciada...) de que não há território livre, de que não há rastilho deixado para trás, de que não há local ou paradeiro algum em que se esteja em paz e em segurança, na já longa cruzada islamista radical de uns se fazerem ouvir e, explodir, por outros que se conduzem por vias de um demónio que nunca poderá ser Deus, levando muitos consigo; se uns para o Céu, muitos deles para um Inferno que na Terra bisaram e não completaram - em trágica missão não triunfal.

Para esses, o meu lamento; para os inocentes que são todos os restantes - as vítimas e os que sofrem as agruras do sequestro, da tortura e por fim da morte - que a dor seja finita, que a luz lhes seja o caminho e que essa força maior (Deus ou entidade superior incognoscível) lhes dê o conforto e a eternidade de uma felicidade ímpar. Para os outros, de novo, que a justiça lhes não seja branda nem volátil, pelos choros e lastimosas penas por que passam os que ficaram, os que já não têm força sequer para se lamentar.

É Natal! Feliz Natal, se é que é possível assim ser. Por todos os que o comemoram, pelos outros que este choram e, sobretudo, por todos aqueles que ainda acreditam que é concebível e removível de ser mais uma alegria que não uma agonia o Homem ser (ou poder ser...) melhor, Um Feliz Natal!

Uma vez mais um Bom Natal, e que todos, mas todos - ou grande parte de nós - assim pensem, executando as suas energias e proveitos para com quem nada tem, nem sequer a primazia ou consciência de sentir que fez o Mal na Terra e vai pagar por isso. Mas como os tempos são de paz (ou deveriam ser...) aqui deixo a minha sincera homenagem em solidariedade e comoção a todos os que, hoje, não podem passar esse bom Natal.

Que a Paz vença e o Natal se cumpra, além todos os dogmas, as crenças, as certezas ou incertezas da vida, pois que Deus é só Um e nos diz todos os dias: «Sê para os outros o que queres que os outros sejam para ti». Roubar vidas, extorquir almas e lançá-las no desespero, não está (nem estará nunca, pressupõe-se) neste curriculum ou mandamento divino estelar de Um Só Deus que nos guia a Todos! Fiquem em Paz. Paz para Todos!