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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A Irrequieta Terra!

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Quando o Homem não compreende o que a Natureza manda e, comanda, sob a égide de uma força energética vital que a faz deslocar - e possivelmente falar - em hegemonia total.

Será habitual mas não consensual, o que este nosso mundo terrestre nos dita da inevitável e constante mudança dos Continentes; além o que outrora unidos e apegados entre si (desde a Era Arcaica até aos nossos dias) se fizeram deslocar, desunir ou desapegar, devido ao seu persistente movimento que consiste em placas rígidas que se estão a afastar em algumas regiões e a colidir noutras. Todavia, poderá Homem continuar a subsistir (ou a tentar sobreviver) em conformidade com toda a destruição inerente e, que está subjacente ao planeta, de cada vez que este estremece levando tudo à frente...?!

Outrora unidos e hoje desencontrados, os Continentes Primitivos revelaram-nos a sua verdadeira origem planetária, pelo que o Homem se projecta à sua superfície completamente desvalido - e em muitos casos impotente - para fazer face ao que a Terra lhe admoesta. Nada é tão confrangente quanto intimidante na observação dos destroços, dos solos e das almas, de quando acontece uma tragédia dita natural que sobre o planeta se insurge. Daí a questão:

Poderá o Homem sublevar-se e, dentro em pouco, reprimir tais actos da Natureza e preveni-los, contemporizá-los ou talvez minimizá-los, ante tamanha severidade do seu berço planetário por todo esse constante movimento interno que este não medeia nem sequer preconiza...?!

Poderemos nós, Humanidade, tornarmo-nos desafectos ou indulgentes com o que nos mata e nos não dá guarida ou segurança de, muito em breve, tudo nos ser diferente, tudo nos ser uma outra e nova realidade...? Quem nos afiança que tudo irá ser imutável, quando nem os Continentes, os mares ou oceanos e, todas as forças do Universo, se arrogam na sua máxima força de vida sobre o planeta...?!

Poderemos augurar (ou presumivelmente suspeitar...) de que o «nosso» planeta Terra não estará a dizer-nos que chegou a hora de tudo se reverter, de tudo se submeter à sua magna vontade...? Será cíclica a sua reiteração de um início e de um fim, tal como o grande crepúsculo cósmico que o Homem só distingue em noite escura...? Será um estigma ou uma obra divina (ambas um enigma) que tenhamos de sofrer e, eternizar, em anátema de um planeta que se revolta ou se estima por assim ser...?! Seria bom que pensássemos nisto muito a sério...

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A tragédia na província de Aceh (no extremo norte da ilha de Sumatra), na Indonésia. Sismo de 6.5 graus na escala de Richter. A Indonésia, no  já chamado círculo de fogo do Pacífico - um alinhamento de vulcões que ficam nos limites de placas tectónicas e falhas sísmicas - no que se tem revelado como uma das regiões mais abrangidas por estes acontecimentos.

Trauma e Consequência...
No dia 7 de Novembro de 2016 a terra estremeceu, deixando novamente uma rasto de destruição e desilusão. O sismo de magnitude 6.5 graus na escala de Richter, registou o número de aproximadamente 102 mortos e sete centenas de feridos, podendo este número aumentar devido ao que se esconde ainda por entre os escombros.

Na imagem acima referida, pode-se observar a busca e tentativa de salvamento (sob os destroços) das corajosas equipas de resgate - a eterna humana condição de se enterrarem os mortos e protegerem os vivos, sobre as vítimas que entretanto tenham sobrevivido a mais uma trágica ocorrência na zona do Pacífico.

Medo e pânico sendo uma constante, em nada faz esquecer o último grande fenómeno de igual catarse sobre esta tão fustigada terra asiática pelo que sofreu de enorme tsunami em 26 de Dezembro de 2004 (um sismo de 9.1 na escala de Richter), como todos nos recordamos.

170 mil mortos na Indonésia, assim como dezenas de milhares de iguais vítimas não sobreviventes em vários países do Oceano Índico, na sequência de sismo e tsunami por todas essas zonas costeiras, deixando um rasto de destruição maciça. Houve a estimativa de 220 mil mortos o que, para o cômputo geral sobre a tragédia humanitária vivida, foi das mais preocupantes e temíveis até à data.

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A Deriva dos Continentes foi sempre exuberante, modificando-se e alterando as suas formas geológicas e geofísicas. A mudança do planeta foi sempre uma constante!

O Movimento Constante dos Continentes...
Uma vista de olhos num mapa moderno mostra que, se os Continentes fossem recortados como peças de um enorme puzzle, muitos podiam quase encaixar. Este facto foi observado pela primeira vez em 1620. A partir daí muitos investigadores começaram a ter outra noção - mais real portanto! - da união dos continentes nos primórdios.

No ano de 1912 do século XX, o meteorologista austríaco Alfred Wegener publicou um livro no qual registava as semelhanças entre os antigos restos fósseis das rochas da África Ocidental e da América do Sul Oriental. Este facto, defendia, que não podia ser mera coincidência ou simples configuração geográfica a nossos olhos, o que então se podia aventar do seu total e fidedigno significado: Os dois Continentes - África e América - estiveram outrora unidos!

A princípio, a ideia foi controversa e nem sequer muito considerada. No entanto, nos finais da década de 50 até à da de 60 do século XX, novas técnicas em Geoquímica e Geofísica (assim como os métodos tradicionais da Paleontologia - o estudo dos fósseis - e da Estratigrafia - o estudo das camadas de rochas - ) deram origem a uma autêntica revolução.

Tornou-se assim evidente que Wegener tinha razão e que, os Continentes,  haviam-se de facto deslocado! Uma compreensão mais  aprofundada foi a de que a Litosfera está fragmentada e que as peças individuais - ou Placas - estão em movimento constante!

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Cordilheira dos Andes - América do Sul

Os Continentes Primitivos
Os Continentes da Terra cobrem actualmente cerca de 30% da sua superfície. Compostos de rochas de densidade inferior às do Fundo Oceânico «flutuam» por cima das rochas mais pesadas do Manto.
A Crusta Continental varia entre 20 e 90 quilómetros de espessura, sendo maior por debaixo das mais altas cordilheiras de montanhas.

Os Maciços Continentais mais antigos de datação fiel têm cerca de 3900 milhões de anos de idade. A estrutura das Regiões Continentais é por conseguinte muito mais complexa do que a dos Oceanos mais jovens. Os Continentes são mais velhos no centro e mais jovens na direcção das suas margens.

Cratões - ou Escudos - encontram-se no coração da maioria dos Continentes. Compõem-se então de Rochas Metamórficas Deformadas com intrusões de Rochas Graníticas.
Os Cratões são assim os remanescentes de antigas cadeias montanhosas. Estão rodeados de plataformas estáveis em que uma espessa camada de Rochas Sedimentares Horizontais se acumulou no topo das Rochas Cratónicas.

Adjacentes ás plataformas estáveis situam-se as Cinturas Orogénicas ou formadoras de montanhas, mais jovens - zonas lineares de montanhas de enrugamento por compressão provocadas pela colisão entre duas Placas Continentais ou, entre uma Placa Continental e uma Placa Oceânica, como sucede com a Cordilheira dos Andes, na América do Sul.

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São Tomé e Príncipe, um dos mais belos países de África: talvez um dos poucos paraísos perdidos - e primitivos - de que ainda se pode desfrutar. África assim, no seu esplendor máximo de deslumbrantes paisagens, reporta-nos desta forma para eras ancestrais e já extintas dos primórdios da Terra. Uma bela foto de Jorge Trabulo Marques.

Da Era Arcaica até aos nossos dias...
Os Continentes desenvolveram-se por fases e não todos de uma só vez. Assim acontece com tudo na vida; nada se expõe de imediato ou por uma criação relâmpago, supõe-se.
Cerca de 10% da Crusta Continental formou-se na Era Arcaica - entre 3800 e 3500 milhões de anos atrás. 60% dessa crusta entre 2900 e 2600 milhões de anos atrás e, os restantes 30%, no decurso da fase mais importante de Formação dos Continentes nos finais da Era Proterozóica (1900 a 1700 e 1190 a 900 milhões de anos atrás) e no Fanerozóico, que começou há cerca de 590 milhões de anos.

Não se sabe ainda exactamente como se terá formado a Primeira Custa Continental. Mas, sabe-se sim, o que a intensa e persistente Investigação Geoquímica tem feito nesse sentido, sugerindo que a fusão parcial da Crusta Oceânica produziu uma «Crusta Primordial» com uma composição assaz diferente do material oceânico. Esta terá sido efectiva e continuamente refeita por vigorosos Movimentos de Convecção no seio do Manto e, por Meteoritos. Os Primeiros Continentes que resultaram deste processo eram, ou deveriam ser, pequenos.

Uma outra explicação para o desenvolvimento dos Continentes, envolve então, Zonas de Subducção na Crusta Oceânica. Sabe-se que, onde duas Placas Oceânicas Colidem, uma delas enfia-se debaixo da outra, causando por conseguinte a Fusão das Rochas da Crusta, assim como o surgimento de Vulcões.

Geram-se então novas rochas, formando um Arco Insular. Essas estruturas, compostas de rochas ligeiramente menos densas do que o Fundo Oceânico, podem muito bem ter formado os Primeiros Núcleos dos Continentes; contudo, não existem ainda provas cabais de que tenham dado origem aos primeiros blocos continentais.

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Mapa geográfico da Austrália e Nova Zelândia: as evidências (no caso concreto do bloco Pilbara da Austrália) em que revela aos investigadores como os primeiros continentes se terão porventura formado. Os Cratões arqueiam as rochas vulcânicas e sedimentares da cintura de «Greenstone», dando origem a uma estratificação quase vertical.

Hoje, Continentes maiores...
Mais recentemente, intuiu-se e, verificou-se, de que o Crescimento dos Continentes resultou do Movimento das Placas. O mais importante destes movimentos é o Estiramento dos Fundos Marinhos, que por efeito e consequência faz com que os continentes mudem de forma e de posição.

Presume-se então de que estas ocorrências possam ter sido diferentes nos tempos arcaicos quando a Crusta era bem mais fina, o Interior da Terra bem mais quente e, a Convecção do Manto, muito mais vigorosa. Parece assim provável que os Continentes fossem então bem mais pequenos do que actualmente e por lógica menos numerosos, quando as Placas eram mais finas e mais facilmente deformáveis.

O Único Planeta onde também pode existir uma Crusta Continental equivalente é Vénus. Blocos erectos, deformados - chamados Tésseras - parecem compor-se de diferentes tipos de rochas das Planícies Basálticas. Os Blocos aparentam desta forma ter-se movido lateralmente, tal caranguejos em deslocação, acrescenta-se.

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A célebre Uluru («Ayers Rock») na Austrália.

Zonas Móveis e Estáveis
A maior parte da Crusta Terrestre é geologicamente estável ao longo da maior parte do tempo. A actividade geológica intensa está assim confinada a zonas lineares estreitas, chamadas Zonas Móveis, que correspondem aos limites das Placas; os Vulcões, os Terramotos e as Formação de Montanhas ocorre aí. Entre elas situam-se extensas zonas relativamente planas e estáveis.

Cada uma das Regiões Continentais Estáveis é então constituída por vários componentes. Assim, grandes extensões do interior da Austrália e da América do Norte são bastante planas e mantiveram-se essencialmente sem perturbações desde os tempos do Pré-Câmbrico - desde a formação da Terra há mais de 4000 milhões de anos.

O Antigo Núcleo Cratónico da Austrália está por debaixo da parte central e oriental do Continente-ilha. Os seus componentes estão separados por cinturas de antiga actividade formadora de montanhas.
As Rochas Sedimentares que cobrem esse Cratão, dão assim provas de uma sedimentação quase contínua - sem perturbações - ao longo de mais de 1500 milhões de anos. Isto é, claro está, apanágio de Região Estável!

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Vulcão em erupção: uma realidade planetária que atinge vários pontos do globo terrestre em actividade ímpar, assim que entra em erupção.

Vulcões e Sismos
Os Vulcões e os Sismos rompem a Crusta Terrestre numa escala local, mas sabe-se também, de que fazem parte de um fenómeno muito mais vasto - a Orogénese (a formação de montanhas).
As Montanhas de enrugamento terrestre formam-se mediante processos deveras complexos que têm lugar nas margens das Placas em Colisão (margens destrutivas das placas).

A Crusta Oceânica e a sua cobertura de sedimentos sofrem Subducção, isto é, são empurradas para baixo na direcção do Manto e afundam-se. Aquecem então, fundem, deformam-se e sofrem Metamorfismo, podendo assim dar origem ao levantamento de novas cadeias montanhosas no mar.

As Zonas Móveis estão separadas por zonas estáveis. Uma visão global da Terra revela que as cinturas Orogénicas formam as fronteiras dos Continentes, que se têm continuadamente adicionado aos Núcleos Continentais. A História das Cinturas Móveis é por assim dizer, cíclica. A períodos de calma relativa sucedem-se períodos de Formação de Montanhas que mudam a face do nosso planeta.

A Formação de Montanhas envolve por conseguinte o chamado Vulcanismo, Magmatismo e Actividade Sísmica - colectivamente designados por Actividade Ígnea. Como compreende todos estes processos, a história de uma cintura orogénica determinada, pode efectivamente ser muito complexa.

Sabe-se hoje que houve picos de Actividade Ígnea em certas épocas, tais como: ( Há 2800 a 2600 milhões de anos, 1900 a 1600 milhões de anos atrás, 1100 a 900 milhões de anos atrás e há cerca de 500 milhões de anos), o que aponta para a necessidade de, o Motor Térmico da Terra, precisar de acumular energia antes de iniciar um novo ciclo.

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Imagem de satélite sobre o arquipélago de Vanuatu, no Oceano Pacífico. Foto da NASA/EPA. Em Abril de 2016 foi emitido um alerta de Tsunami, tendo sido posteriormente levantado esse alerta. O mundo está sempre em permanente vigília, na eventualidade dos danos poderem ser menores para o ser humano e toda a sua comunidade local.

Terra e Vénus: a similaridade possível...
As Margens Divergentes das Placas, onde duas placas se afastam uma da outra, também são zonas activas. O material do Manto sobe, aproximando-se da superfície, por debaixo das dorsais oceânicas; formam-se então muitas falhas, verificando-se hidratação (absorção de água por parte de minerais que a recolhem e transformam em água de constituição) e erupção de lavas.

O Magma incrusta-se na subcrusta na forma de diques e toalhas. Nas últimas décadas foram sendo recolhidas pela sonda espacial Magalhães (entre outras mais recentemente obtidas pela sempre imparável NASA) que indicaram que uma actividade semelhante teve lugar em Vénus, embora ao longo de zonas mais largas.

Impossível estar-se mais actualizado ou metaforicamente mais dentro do olho do furacão ou epicentro, se tivermos em conta estas últimas notícias que nos chegam da Indonésia.
Sabe-se que as Regiões Móveis da Terra são ladeadas por zonas de intensa actividade sísmica, em particular em redor das margens do Oceano Pacífico, onde são acompanhadas de fossas abissais de Subducção.

A Sismicidade também se concentra ao longo das dorsais oceânicas, como já foi referido, mas não é aí tão intensa. O Vulcanismo Activo caracteriza ambos os tipos de Região Activa, que marcam desta forma os contactos entre Placas Litosféricas Adjacentes.

Ilhas Oceânicas Isoladas também são regiões activas no seio de zonas estáveis. Estas estão associadas a «pontos quentes». As Regiões Estáveis separam então as Zonas Móveis e compreendem o interior dos continentes, assim como as planícies abissais das Bacias Oceânicas.

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Quando tudo desmorona, nada mais resta do que se continuar ou fazer persistir no mais elementar do que a vida tem para nos dar: a alimentação em força de vida - e não desistência - do que nos é devido em necessidade e muito esforço por alcançar. A vida continua, mesmo por entre os destroços...

A Esperança no desespero...
Por vezes uma imagem vale mesmo por mil palavras, como parece ser este o caso. Somos frágeis, submissos ou quiçá subservientes aos desmandos planetários da sua formação, movimentação e sequência natural do que faz exibir esta irrequieta Terra em que vivemos.

Vivendo-se na desesperança ou terrível pressentimento de tudo poder acabar amanhã, muitos povos e muitos pensamentos se viram para o que é supostamente inevitável e, potencialmente mortífero, mesmo que se tomem todas as medidas de precaução ante estas ocorrências, estes fenómenos do planeta Terra. Mas continuamos a estudar, a querer fecundar novas ideias e novas resoluções, perante a sempre calamitosa amostragem de escombros e repleta destruição do que outrora foi, ou foram belas cidades, aldeias ou locais aprazíveis para o ser humano.

A Indonésia tem sido constantemente atingida por este flagelo, uma vez que se encontra sob intensa actividade sísmica e, como já foi dito, sobre um Alinhamento de Vulcões, implacavelmente situados nos limites de Placas Tectónicas e Falhas Sísmicas, no tal «círculo de fogo» do Pacífico. Nada a fazer.
Todavia, há que unir esforços para relativizar (se tal for possível) esta terrível contingência planetária que de vez em vez estrebucha e nos intranquiliza, colocando a Terra de sobreaviso.

Em 2004 foi um pesadelo! Um sismo de magnitude 9.1 graus na escala de Richter na costa da província indonésia de Banda Aceh, fez desencadear, seguidamente, um enorme Tsunami no Oceano Índico, provocando por sua vez o número inacreditável de 220 mil mortos em vários países. Ainda hoje se treme só de pensar nessa tragédia asiática que a todos condoeu e, sufragou, na rasante tristeza mundial de todos termos sido vítimas da instabilidade planetária a nossos pés.

Furacões, Ciclones, Terramotos, Avalanches, Enxurradas ou levadas de lava pelas erupções vulcânicas que aqui e ali proliferam por todo o globo (além e ainda os acidentes nucleares), o ser humano a tudo já viu e continuará a ver, numa assistência própria ou imprópria de si. Tudo mexe, tudo se move, tudo se transforma. Até a nossa dor de nos vermos ser tão impotentes quanto mesquinhos por, por vezes, sentirmos tão pouca essa dor, só por tudo nos ser distante ou longínquo - em espaço e território - de algo que não tocamos ou não é nosso por direito; tão-só...!

Somos egoístas e desafortunados (ao contrário do que pensamos!) pois acreditamos que por não sermos nós, ou no nosso chão e nas nossas casas, tudo nos é indiferente tal como tantos outros que assim pensam. E é pena, muita pena, pois só teríamos a ganhar com esse esforço, essa candura, essa igual candura e presença de espírito como a da criança da imagem que parece estar só, tão só no mundo, o nosso mesmo mundo...

Nada mais a dizer que não seja: «Ó grande e abençoada terra da nossa Terra, que tão irrequieta pareceis estar, dai-nos hoje o pão nosso de cada dia, o nosso solo de cada berço, o eterno Céu de cada ensejo, e sê-de mais prazenteira, mais benéfica - ou mais complacente - pois que todos nós somos teus filhos e por cá merecemos andar mais um tempo...  Mesmo que nem toda a Humanidade o mereça ou se lembre de tal...