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sábado, 31 de dezembro de 2016

O Homem do Ano!

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«This is the man». Ou seja, aqui está o Homem do Ano, além todas as invejas...

«Ou fazendo que, mais que a de Medusa,
  A vista vossa tema o monte Atlante,
  Ou rompendo nos campos de Ampelusa
  Os muros de Marrocos e Trudante,
  A minha já estimada e leda Musa
  Fico que em todo o mundo de vós cante,
  De sorte que Alexandro em vós se veja,
  Sem à dita de Aquiles ter enveja.»

                                                          - Os Lusíadas (Canto X; 156) - de Luís Vaz de Camões

Este é o teu ano, Cristiano Ronaldo!
Somando todos os prémios, todas as medalhas vitalícias que o fazem ser o homem mais falado do ano (e provavelmente do século, a nível futebolístico) - sem descurar, minimizar, ou pejorativamente ostracizar outros que entretanto se estimam por vezes superiores em bolas de ouro e em magnitude galáctica de bola nos pés - que, abençoado seja, e contra todas as dúvidas, quezílias, e até afrontamentos precoces de jovens solteiras (e casadas!) este ano, é o ano do nosso menino português!

Vencendo tudo ou quase tudo o que há para ganhar em galardão máximo de tudo o que o faz brilhar em nome e segurança de ser portador de um sustentáculo-mor familiar, ladeado por uma mãe sempre presente, um filho sempre aclamado e, um restante agregado de irmãos, irmãs, primos e primas e toda a boa gente da ilha da Madeira - e supostamente grande parte do solo continental português, além todos os países de língua portuguesa e fãs por todo o mundo - este menino, invejado e odiado por tantos, por riqueza, porte, beleza, mestria e outros tantos atributos, é assim, no meu ver, não só o Homem do Ano, como o mais ovacionado deste século - até à data. Completo e não equidistante de outras realidades, outros sofrimentos, vem dar o seu nome e a sua generosa contribuição financeira a outras causas, a outras dores, de grande relevância e importância.

As crianças da Síria, sabem-no. As crianças do resto do mundo... também! Ser Português, é isto. É tanto mais que seria indecoroso e mesmo impuro - ou sobranceiro - estar aqui a nomear todas as maravilhosas qualidades deste homem de coração luso e alma do mundo, que tanto nos encanta quanto sobejamente nos encandeia de tanta humildade e devota contribuição, ainda que muitos o apelidem de prepotente, arrogante, mal-educado e, diminuta ou mesquinhamente, tão-só e apenas, um portuguesinho que se deu de sortes e muito trabalho além fronteiras.

O Real Madrid não corrobora de tal e, por esse facto, tem todo o mérito e consignação clubísticas para também e assim o determinar, como a sua grande mais-valia nesta última década.
Ser-se especial não basta sê-lo no nome e na ganância dos atributos ou dos afectos: há que ser mais, muito mais. Cristiano Ronaldo é-o efectivamente! A comprová-lo, estão todas as doações de beneficência que tem cumprido ao longo do seu mandato como exemplar futebolista e homem íntegro que é. Se fosse meu filho (e longe de mim arrancá-lo ao berço e grande colo da senhora sua mãe, Dona Dolores...) eu alvitraria o mesmo, sem tirar nem pôr. O que me apraz aqui afirmar, é o inverso do que, em rumo e alma lusitanas, para mal de todos os nossos pecados, do que a essência portuguesa se vincula e rege; e que, para pior ainda de mais outros pecados do mundo, se destila, dissemina e reproduz em autêntica verborreia de interesses, corrosiva do seu núcleo até à esfera planetária, do que se tem por hábito instituir: A Inveja!

Luís Vaz de Camões aferiu-o; reclamou-o e  eternizou-o no seu décimo e último Canto do bastião literário português: «Os Lusíadas».
A Alma Portuguesa, é por certo muito mais do que a define (e tangencialmente hostiliza) na sua última palavra - A Inveja - mas, rectificando ou talvez estilizando o que nesta era moderna nos caracteriza como povo, como gente, ou valor maior que até se assume no mais lato e cimeiro cargo ou círculo diplomático mundial, na Organização das Nações Unidas (ONU) - em liderança democraticamente votada e aclamada por todos os povos do mundo - ser-se Português, além de todas as invejas, é ser-se honesto, começando por nós próprios.

Hoje e Sempre, um Português, é uma alma que se assume no mundo - sem pudor, sem rancor ou incoerência de ser mais do que um produto fabricado entre oceanos e continentes e, tudo, mas tudo, lhe ser afecto, prodigioso e até luminoso. Ou iluminado. As grandes almas são-no; Cristiano Ronaldo não é excepção.

Parabéns por todos os méritos, acima dos quais tu estás. Acima disso, o que te faz ser o nosso orgulho nacional não só pelo que praticas mas, excepcionalmente, pelo bem que fazes aos outros. Bem-Hajas por isso, CR 7. Um Bom Ano de 2017 para ti e, para todos os que assim pensam. Paz para todos, se possível. Um Feliz Ano de 2017!