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segunda-feira, 18 de abril de 2016

A Era Ecológica VI (Preservar a Diversidade)


Oceanário de Lisboa - Parque das Nações - Portugal

Que mundo será este para as novas gerações, quando apenas tiverem a noção visualizada ou tangencialmente observada de Animais e Plantas (ou subespécies que entretanto se tenham reproduzido em cativeiro), através de vidros e grades ou vedações de ostensivos Oceanários, Aquários, Zoológicos ou mesmo Reservas para o efeito?

Que mundo se lhes dará - a essas espécies - em exíguos espaços de iguais e confinados redutos em face à dimensão do que já viveram, do que já usufruíram em tempos idos, em tempos em que a mão corrosiva ou criminosa do Homem se não fez sentir...?!

Preservar a Diversidade ou Biodiversidade é de facto necessário, mas, atingi-lo-à o Homem na sua incessante busca de tudo reduzir, de tudo reprimir em círculos ou circuitos fora do seu habitat natural, como lhes seria devido? Em ambientes por vezes sobrelotados e mesmo em inadequadas situações em que muitos desses Animais Selvagens estão (em alguns Zoológicos e Aquários pelo mundo inteiro) não se estará a praticar essa idêntica e abominável extinção das espécies, uma vez que se torna muito difícil a sua reprodução e continuação em cativeiro...?
Poder-se-à criar outras condições que não sejam o de aprisionamento e contracção das espécies...?

Que ganhará o Homem com isso, se, dentro em breve, poucas ou nenhumas dessas espécies se salvarem dessa também inconsciência humana de tudo suprimir, restringir e até eliminar (que não preservar!) de todas elas, sem o devido cumprimento que na Terra se induz de todos nesta sermos parte, sem que uns se sobreponham a outros, e estes se sublevem em hegemonia inacreditável - abusiva e indomesticável - ainda mais primitiva do que o próprio (Homem) nos seus primórdios...?

Mesmo havendo bancos nacionais (e mundiais) de genes, suplantar-se-à a Diversidade Genética que entretanto se perdeu...? Iremos a tempo de tudo revolver, de tudo fazer engrandecer de novo...? Ser-nos-à concedido tal...? E, sabê-lo-emos conceber, ante tudo o que já foi eliminado da Terra???


Amazónia: o mais perfeito bioma (terrestre e aquático) do planeta. A excelência das Florestas Húmidas que se tenta preservar na extensão e biodiversidade existentes.

Preservar é necessário!
À medida que mais espécies se extinguem todos os anos e, por todos os pontos do planeta, tem aumentado a consciência da necessidade de Preservar a Vida Selvagem!
Os Ecologistas trouxeram um assim para a praça pública, um novo entendimento da contribuição dada pela maioria das espécies aos ecossistemas onde vivem.

Outros Cientistas - ainda - descobriram os inúmeros benefícios para a Humanidade derivados das Espécies Ameaçadas, o que veio acrescentar uma mais-valia à enormidade do que até então se fez em desfavor dessas espécies, na agora mais resoluta e consciente certeza de se tentar preservar outras tantas em favor da sua civilização. O que nos faz congratular a todos, como é reconhecido por todos ou quase todos, também.

Somente uma Parte das Plantas e dos Animais Mundiais foi estudada quanto ao seu potencial valor alimentar, medicinal ou como material para a Indústria.
Muitas espécies extinguiram-se sem revelar contudo o seu verdadeiro potencial. Cada uma delas constitui um Reservatório de Recursos Naturais Genéticos - e bioquímicos -  que não podem ser substituídos! Algo que se tenta de facto combater e que, por alguns, se torna primordial, como é o caso de uma prestigiosa equipa de investigadores e defensores da Natureza, do Museu da Amazónia (Musa), e do (Inpa), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazónia, que tenta por todos os meios invocar a urgência de protectorado e preservação sobre as áreas sujeitas a inundações (da Amazónia e do Pantanal).


A máxima beleza entre a espécie animal e vegetal que transborda por toda a Amazónia: Papagaios, uma das primeiras espécies capturadas pelos Portugueses em terras do Brasil (na época, terras virgens e depois colonizadas pela coroa portuguesa), no primeiro esventre da Natureza.

Musa e Inpa unidos na defesa da Amazónia...
Tem havido assim por parte destes (Musa e Inpa), a solicitação às entidades oficiais (em legislação específica nacional sob a bandeira brasileira) para que não negligenciem estas zonas, nos cuidados a ter com as mesmas na sua protecção e conservação.
Não desejando que 25% da região fique afectada pelas subsequentes inundações sem que haja qualquer protecção sobre a Floresta Húmida aí inserida, estas entidades têm-se debatido para que tal não se venha a perder (havendo já 7% da floresta em área inundável, para além de outras categorias de áreas húmidas que ficaram desprotegidas).

Desde 2011 que estes investigadores têm alertado o mundo e as entidades competentes para que, essa dita parcela que quantifica já 25% da Amazónia, não seja deixada ao abandono, ficando sem Protecção Legal.
Urge então, desde essa data, a maior entrega por parte das entidades oficiais brasileiras, neste caso, de incentivar medidas - continuadas e específicas - para um novo código para este bioma, numa extensa e vulnerável área que se regista equivalente ao dobro do Estado de São Paulo, no Brasil; daí a urgência de medidas nesse sentido. Alertando o mundo, estar-se-à um passo em frente em favor da Natureza e não o contrário, o que se legitima e favorece não só a Natureza mas todos nós que nela vivemos e nesta usufruímos de toda a sua glória verdejante.

Sabe-se que, as Florestas Húmidas Tropicais, possuem a maior diversidade biológica do planeta, transformando-as assim em repositório de oportunidades para a Biotecnologia, a Medicina, a Agricultura e a Horticultura. Mais de 10% de todos os medicamentos comuns têm origem nas Florestas Húmidas Tropicais, sendo que o potencial para futuras descobertas é por demais evidente (e urgente!) a partir do facto de, somente das Florestas Húmidas do Sudeste Asiático, serem usadas 6500 plantas para fins medicinais!


Agricultura Tradicional (e de subsistência): cada dia mais penosa mas também mais escassa.

Agricultura Industrial: a nova realidade...
Longe vão os tempos dos arados e da força braçal que, puxada por animais (bois ou cavalos) são hoje a extensa realidade actual de maquinaria pesada e, criteriosamente fabricada para uma maior produtividade nos campos.
À medida que a Agricultura Industrial se espalha pelo mundo, grande parte da variedade tradicional (e por vezes familiar) de culturas, tem tendência a perder-se, a esboroar-se no tempo, à medida que os seus cidadãos envelhecem e, morrem, sem deixar gerações que os precedam nessas lides agrícolas de tradição e empenho. Poucos o fazem, por muito que se aluda a estes novos tempos ou de renovadas e diversificadas culturas biológicas, mais consensuais com o Ambiente e com a Natureza...

Três tipos de cereais - o Trigo, o Arroz e o Milho - representam só por si metade da produção alimentar mundial, sendo que muitas culturas actuais vão assim perdendo a sua Diversidade Genética.
Uma Cultura com uma composição genética quase uniforme, pode mesmo tornar-se susceptível a uma determinada doença capaz de destruir a totalidade dessa variedade. O modo mais eficaz de prevenir as doenças nessas culturas é cruzá-las com variedades silvestres.

O Cruzamento das Culturas com Plantas Silvestres também aumenta a produção e, expande desta forma a área adequada ao cultivo. Por exemplo, 10 milhões de quilómetros quadrados da Terra são demasiado salgados para o cultivo das espécies de cereais actualmente utilizadas na Agricultura Intensiva, mas seriam adequados a estirpes de Trigo, Arroz, Centeio e Milho-painço silvestres que preferem solos salgados.

Sabe-se que a melhor maneira de manter a Diversidade da Natureza é preservar os «habitats». Nas Terras Agrícolas Temperadas, as sebes de moitas proporcionam um abrigo para a Vida Selvagem que outrora viveu nas florestas de folha larga ancestrais.
À medida que a Agricultura se foi tornando mais mecanizada, essas sebes de moitas perderam-se então no caminho dos tempos, assim como muitas espécies de Insectos, Plantas e Mamíferos que, indubitavelmente ameaçadas, se reduziram substancialmente.


Banco de Sementes - Al Belo Correia - de Espécies Autóctones de Portugal (uma realidade deste mundo moderno, neste caso, a partir de 2001).

Bancos de Sementes e de Genes de Animais
Bancos Nacionais de Genes, à escala planetária, foram sendo criados pela consciência mundial de se ter de preservar e evitar a extinção de espécies que entretanto poderiam desaparecer da cadeia alimentar do ser humano. Entre outras razões - de não somenos importância - sobre um qualquer cataclismo planetário poder ocorrer sem que houvesse um fundo de existência sobre estes.

Actualmente, existem estes Bancos de Sementes e mesmo de Genes de Animais em mais de 60 países, no sentido de tentar preservar a Diversidade Genética. Sessenta mil variedades de Arroz e 12.000 tipos de Trigo e Milho provenientes de 47 países que estão armazenados na forma de Amostras de Sementes. No entanto, as sementes não se podem guardar indefinidamente, uma vez que têm tendência a deteriorar-se, tornando-se assim vulneráveis a doenças.

A Nível Português também se tentou reunir o maior número de espécies - ou amostras de sementes - contando para o efeito com cerca de 1130 espécies (mais de 1/3 da flora e 57% das espécies protegidas do continente português).

Maximizando a qualidade, a longevidade e a diversidade genética das sementes, pretendeu-se a sua conservação sob humidade e temperaturas baixas, no que se subleva em grande destaque cerca de 220 espécies submersas pela Barragem do Alqueva e, 250 espécies extraídas do Jardim Botânico de Lisboa. Algo que contou também com o apoio estratégico e protocolar do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), em 2008, e colaboração com o Millennium Seed Bank, Royal Botanic Gardens-Kew e o único membro nacional do consórcio ENSCONET (The European Native Seed Conservation Network) - consórcio europeu que reúne 30 Bancos de Sementes de espécies Autóctones.

Em 2014 teve início um outro projecto conjunto de colaboração internacional «Adapting Agriculture to Climate Change: collecting, protecting and preparing crop wild relatives» (Agricultura Adaptada às Mudanças Climáticas:colectando/recolhendo, protegendo e preparando culturas parentes ou espécies aparentadas silvestres), liderado pelo Global Crop Diversity Trust e pelo Millennium Seed Bank, sendo então recolhidas 29 espécies aparentadas de espécies cultivadas (crop wild relatives).
Desde já um feliz sucesso é tudo o que se pode desejar em parceria, colaboração e, movimentação de espécies entre si, na preservação e conservação das mesmas, pois que o futuro será já hoje em provençal avença de se lidar com as mudanças climáticas que entretanto surjam.


Sementes no Gelo: A «Arca de Noé» das sementes, na profundidade glaciar: Banco Internacional de Sementes, em Svalbard (visão interior do Banco de Sementes) - Noruega.

Sementes no Gelo
Com o objectivo de assegurar a Alimentação no Planeta, foi criado o Banco Internacional de Sementes, de Svalbard, numa pequena ilha da Noruega, em 2008.
Esta «cofre alimentar» estabelecido na região do Árctico, com uma infraestrutura capaz de armazenar 4,5 milhões de sementes de todas as espécies cultivadas pelo Homem, regista-se com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO).

Este Banco de Sementes escavado na rocha gelada e, a uma profundidade de 70 metros (mantido a uma temperatura negativa de -18ºC), resume já em si uma capacidade incrível de variadas amostras vindas de todo o mundo, acima de 100 países, que assim contribuíram para a preservação destes cereais aí inseridos. Sabendo-se que muitos países também possuem estes Bancos de Sementes, haverá certamente que criar desta forma uma maior centralização nessa diversidade - ou biodiversidade - não remetendo ao perigo de se perder algumas espécies em extravio das mesmas. Será assim mais seguro e mais estável saber-se que, na Noruega, existe uma espécie de cofre que assegura a cadeia alimentar futura, caso sucedesse algum contratempo à escala global.

Os Especialistas afirmam que, a Mudança Climática (brusca ou atempada...) poderá ser a principal causa no aumento da temperatura no planeta, criando assim um elevado risco de défice hídrico, submetendo consequentemente as culturas a mudanças drásticas, ou seja, a sofrerem alterações que nos seriam penosas (diminuindo as culturas) ou mesmo, em último caso, secando-as ao ponto de uma razia total à escala global. Uma tragédia alimentar que nos traria a fome no mundo. Algo que desta forma se tentará colmatar, caso surja algo do género, invocam os especialistas.


Visão exterior do Banco Mundial/Internacional das Sementes, situada no Árctico em zona pertencente à Noruega, pais europeu.

Arcas de Noé para sobrevivência...
Estas «Arcas de Noé», têm a urgência máxima de preservar a base genética das sementes, na condição póstuma de poderem vir a ser utilizadas em larga escala ou, consoante essa necessidade global, se acaso surgisse uma eventualidade catastrófica que banisse do mundo inteiro grande parte das nossas culturas que estão na base da alimentação humana.

Desde 1996 que, o «Frozen Arc», projecto idealizado e desenvolvido pela Faculdade de Biologia da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, se estabeleceu contando com o apoio de 15 instituições de várias partes do planeta, entre elas, os Estados Unidos, Nova Zelândia ou China.

O seu objectivo é armazenar células de ADN de Animais (ameaçados ou não), como forma de proteger e preservar assim as espécies que existem actualmente no planeta. Segundo os próprios organizadores deste projecto, já existem preservadas em laboratório mais de 46 mil amostras de espécies animais Vertebrados e Invertebrados.

A partir do material armazenado, será possível ler o Código Genético do Animal, reconstruir as suas proteínas e outras moléculas, além de obter informações sobre a sua história evolutiva. Mais importante ainda, é que estas Células Congeladas (presentes em amostras de tecido, espermatozóides, óvulos ou mesmo ovos) poderão ser usadas posteriormente para introduzir a Variação Genética conservada em animais criados em cativeiro!

Sabe-se que, à medida que o número de Animais declina, os Zoológicos assumem o papel de Bancos de Genes. Quando as espécies em perigo são criadas em cativeiro, Animais com a Composição Genética mais variada possível, são usados como «gene pool» tanto quanto possível também.
No decurso dos próximos 50 a 100 anos, muitos dos maiores Mamíferos podem deixar de existir na Natureza. As últimas Populações viverão nos Zoos, onde podem ser criados e mantidos para serem apreciados e, valorizados, pelas futuras gerações; somente aí.


Foto divulgada pelo Jardim Botânico Real de Kew, em Londres (Reino Unido) no dia 5 de Fevereiro de 2015, sobre uma nova espécie de Orquídea.

O Portento do Jardim Botânico Real de Kew...
Excedendo em muito as estimativas feitas de há décadas sobre este potencial do Jardim Botânico Real de Kew, de Londres, configurava-se então existirem 250.000 espécies de Plantas com Flores em todo o mundo. Destas, apenas 20.000 têm partes comestíveis, mas apenas 3000 foram utilizadas pelos seres humanos. Outras tantas existirão sem que se saiba da sua total capacidade alimentar, medicamentosa ou benéfica para o Homem, o que se lamenta, como é óbvio. Outra parte, exibe-se neste maravilhoso Jardim Real de Londres, em que a grande diversidade que se verifica nas Plantas com Flores é criteriosamente preservada e até incentivada.

O Jardim Botânico Real de Kew, em Londres como já se referiu (Reino Unido), possui uma das mais belas e importantes colecções de plantas do mundo! Algumas remontam a mais de 200 anos atrás, compreendendo mais de 5 milhões de espécimes de plantas secas, folhas, sementes, vagens e frutos, cobrindo 5000 espécies de Plantas Silvestres.
Algumas, como o Cacau, só se podem conservar por cultivo de espécimes. Colecções semelhantes são conservadas no caso das plantas comerciais, como o Arroz, o Trigo ou a Batata.


Lémure Nocturno de Madagáscar ou «Ai-Ai» («Aye-Aye»:Daubentonia madagascariensis) - A vertiginosa queda e quase extermínio sobre esta espécie que, não devendo muito à beleza (em caprichosa fealdade), também não merece ser extinta por tal...

A Ignorância aliada à maldade humana...
Uma das Espécies que mais sofreu com a maldade humana e mesmo ignorância sobre o que se observava desta população animal, foi a espécie dos Lémures Nocturnos - os vulgarmente chamados de «Ai-Ai». O abate das Florestas Húmidas e a persistente caça ou perseguição a este animais, fez com que esta espécie quase desaparecesse do planeta, encontrando-se actualmente apenas na ilha de Madagáscar, ao largo da costa oriental de África.

Da chacina havida sobre estes pobres animais, apenas restaram 30 das 45 espécies originais que se fizeram sobreviver perante tantas perseguições e morte. De facto, um dos mais ameaçados, foi mesmo o tímido e infeliz  Lémure Nocturno (Ai-Ai), em que as populações locais de povoações abeiradas de si, o considerava um animal diabólico e não afectuoso, matando-o, assim que mal o avistava. Daí que, poucos tivessem sobrevivido a esta mortandade.

Em Meados da década de 60 (do século XX), esta espécie encontrava-se à beira da extinção. Seis anos mais tarde, por volta de 1966, num hercúleo esforço para salvar esta espécie, foram levados e colocados numa ilha ao largo da costa de Madagáscar, nove Ai-Ais, ou seja, 9 Lémures Nocturnos. Desde aí, tentou-se que não mais esta espécie voltasse a afligir outras populações, talvez mais néscias ou pouco tolerantes com as diferenças de outras espécies, sem as fazer perigar de novo. Observou-se então, de que o Ai-Ai sobrevivia com uma população muito pequena que ainda hoje não sustenta a sua continuidade, o que se teme com frequência, por mais esforços que se faça em sentido contrário.


O Cavalo-de-Przewalski e sua cria: uma raridade que, a cada dia que passa, se torna mais uma realidade, felizmente! Uma espécie que esteve à beira da extinção...

Espécies que quase acabaram...
O Cavalo-de-Przewalski é a última espécie do cavalo selvagem, que se extinguiu no seu habitat nativo das pastagens da Ásia Central.
Pequenas Manadas foram então conservadas em vários Jardins Zoológicos do Ocidente, tentando dessa forma manter-se um registo de «pedigree» de cada animal. Este facto permitiu aos cientistas minimizar o cruzamento consanguíneo e, manter assim o «gene pool» tão vasto quanto possível.
Na década de 90, do século XX, fizeram-se imensas tentativas de reintroduzir a espécie no seu habitat natural; e nalguns casos, com muito sucesso.

Há quem lhe chame vulgarmente de Cavalo Selvagem da Mongólia, sendo mais correcta e cientificamente designado de: «Os Cavalos de Przewalski» (Equus ferus) que passaram da categoria de criticamente ameaçados para, «vagamente ameaçados», o que enaltece os esforços que então se fizeram em oposição à sua quase extinção.

Desde 1996 que tal lhes era remetido, tendo sido declarada a sua extinção nesse mesmo ano; mas tudo teve um seguimento feliz, nesse tal programa de reabilitação da espécie, estimando-se que existam hoje para cima de 300 animais. Segundo a União Internacional da Conservação da Natureza (IUCN), 25% dos Mamíferos estão sob risco de extinção: De entre eles, alguns que estavam em risco, reverteram essa posição devido aos programas e projectos de conservação das espécies, em que se destacaram os Rinocerontes Brancos, da espécie «Ceratotherium simum simum», aumentando a sua população de 100 indivíduos (ou seres animais como eu gosto de dizer) no século XIX, para cerca de 20 mil, na actualidade.


Um enorme Atum: a raridade nos nossos mares se nada se fizer de contrário...

Prevenir e Preservar; sempre!
Os Zoológicos, Aquários, Parques Aquáticos, Zoomarines ou Oceanários têm sido geralmente criticados por manterem animais selvagens em condições superlotadas e inadequadas, por se concentrarem em algumas espécies espectaculares e, sequencialmente, por se interessarem mais pelo entretenimento do que propriamente pela educação ou pela Conservação real.

Muitos Jardins Zoológicos ou espaços já referidos dentro destas áreas, tentaram então minimizar esses efeitos nocivos sobre os animais, tentando também resolver da melhor forma estas questões de índole ambiental em conformidade com o melhor ou mais plausível habitat das espécies em sua preservação, adaptação e sustentabilidade; pelo menos as mais ameaçadas, no que em maior consciência e trato, estes espaços se fizeram aumentar não declinando ainda mais estas espécies. E isso, elogia-se, sem dúvida.


Manta Gigante com mergulhador por perto, observando-se a dimensão de um e de outro...

Alerta Vermelho: Lista vermelha da IUCN!
Uma vez que existe uma Lista vermelha de espécies ameaçadas, surge a inevitabilidade e, urgência, de se colmatar tal. Daí que a IUCN tente por todos os meios alertar a comunidade científica mundial para isso, tentando surtir efeito no que divulga - e expõe ao mundo - sobre alguns atentados revertidos nos animais. Desde os grandes Mamíferos até aos Reptéis, Anfíbios ou Peixes, tudo passa por este cunho inestimável de prevenção e conservação da Natureza. Os Atuns não são excepção, estando já, de acordo com esta organização, cinco das oito espécies existentes de Atuns em grande risco de extinção ou maior vulnerabilidade.

A «Manta alfredi» e a «Manta birostris» (Arraias gigantes de cerca de 7 metros de diâmetro) estão igualmente sobre grande escrutínio calamitoso como criaturas aquáticas também de elevado risco de extinção, pela excessiva pesca feita pelos chineses, motivada pela sua aplicação na Medicina Tradicional Chinesa...
Estando sempre alerta, a IUCN tem-se multiplicado em esforços de divulgação e, relatos, sobre o que a revista Science elege como «Barómetro para a Biodiversidade» em alerta mundial.

Há que ter em conta de que, a Era Ecológica só será uma era vindoura se, se souber preservar e conservar as espécies: todas elas! Só assim o Homem engrandece e não se resume à sua pequenez ou insignificância de abater, torturar e mortificar todas as outras espécies que não entenda ou não compreenda em si - ou no planeta que não é só seu.

Há que assumir ou reassumir novos comportamentos, novas atitudes ambientais em face às espécies que já se perderam e se não renovaram; por outras que, se tentam reinventar em novas e esperançadas ocorrências na reprodução e ostentação animal e vegetal, sobre todas as coisas neste planeta Terra que é de todos nós, pois só assim conviveremos em perfeita harmonia de uns e de outros.

A Era Ecológica é aquela em que os esforços, entendimentos e empenhos humanos, aliados à melhor ambiência da Natureza, em habitat e preservação da diversidade das espécies, se alude então e finalmente a essa Nova Era que tudo e todos ansiamos por acolher; e caber em nós, e no nosso mundo. Bem-haja quem assim pensa e alguma coisa faz pelo planeta e pelas suas espécies viventes.

Viveremos todos melhor se o soubermos merecer em mais lata consciência do que aqui fazemos, investimos - e exultamos - sem espalhar dor, sofrimento ou morte, pois que todas as espécies nos merecem o nosso respeito. Só seremos uma boa civilização como espécie pensante, se soubermos respeitar e enaltecer todas as outras; afinal, somos apenas a Humanidade, por outras que por aí andam de mãos dadas em cosmos pronunciado de outras espécies, outras gentes, bem melhores ou superiores do que a nossa... Pensem nisso.