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terça-feira, 5 de abril de 2016

A Era Ecológica I (Poluição Atmosférica)


Pequim - China: a evidente poluição derivada pelo Factor Humano. Contudo, a resiliência de quem persiste em confrontar essa realidade...

A Poluição dos Países Industrializados sendo causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, assim como pelo descarte (ou descartagem) inadequado dos resíduos industriais e domésticos, tem feito evoluir uma insustentável situação nociva - e tóxica - no meio ambiente.

Poder-se-à então inferir que, dentro de pouco tempo, a população mundial irá sofrer graves consequências sobre esses terríveis efeitos. Todavia, quebrando mitos ou arregaçando as mangas e forjando-se novas vontades, haverá poder humano (contra todos os supostos factores até aqui registados) de se revolver mentalidades e, funcionalidades, e combater essa mesma poluição fabricada por todos nós...?

Rios que são esgotos, água pútrida e salobra que chega por vezes a conter resíduos fecais em ornamentação inacreditável do quanto se pode infestar terras e, veios freáticos, numa avassaladora contaminação dos mesmos em prolífera disseminação de doenças. Mineração, exploração de pedreiras e a construção imparável de estradas, viadutos ou demais edificações de alta engenharia, podem efectivamente provocar grandes catástrofes ambientais - igualmente.


Biosfera: Ar, Água e Terra na toxicidade prevista e, observada, por todos nós.

Em prol de tudo isto, a Biosfera sofre; e nós, seres humanos, com ela! Estando esta num enorme e desequilibrado sintoma terrestre em alteração evidente e mesmo certa mutação daí resultantes, ir-se-à ainda a tempo de se reparar os danos, lamber as feridas, e tentar cicatrizar a extensa e infectada pústula que entretanto todos abrimos, sem consciência alguma ou sem tal ter tentado parar...? Ser-nos-à concedido esse favor, esse beneplácito sobre o planeta, este mesmo planeta que quase matámos em teor de uma evolução negativa e contrária ao devido...?

Ou estaremos todos a prazo, a muito curto prazo, de nos vermos deixar morrer com ele, arrastando toda a nossa penúria de má civilização que na Terra fomos, conspurcando tudo à nossa passagem? Ou não... tendo os deuses cósmicos complacência e muita paciência para com os nossos dislates e tudo, ou quase tudo, nos poder ser dado em nova e revigorada ou rejuvenescida vitória de um planeta isento de malefícios e agruras humanas???


Poluição na China em visão do Espaço (NASA).Algo que se passa também em muitos outros pontos do globo sobre grandes cidades - alvo de grande ou igual afectação atmosférica.

O Factor Humano: Poluição Atmosférica
Todos os dias toneladas de poluentes são despejadas na Atmosfera. Há muitas fontes de poluição no ar, mas as mais importantes são as fábricas e os veículos. As consequências são as chuvas ácidas, o «smog», o desaparecimento da camada de Ozono e, o aquecimento global.

As Chuvas Ácidas provêem de um conjunto de substâncias químicas que incluem o dióxido de enxofre (derivado principalmente das descargas das Centrais a Carvão), os Óxidos de Azoto e os Hidrocarbonetos. A própria chuva é naturalmente um tudo-nada ácida, mas, na presença de poluentes como o dióxido de enxofre, torna-se muito mais ácida formando: Ácido Sulfúrico e Nítrico.

Os Ventos podem então transportar as Nuvens carregadas de chuvas ácidas em intensa pluviosidade ácida que se distende para muitos quilómetros da sua origem ou fonte original, transformando assim o controlo das Chuvas Ácidas num problema internacional de contornos muito complexos.


Imagem gentilmente cedida pela NASA, em 2013, um dos picos de poluição atmosférica sobre Pequim, na China. Tal como se disse anteriormente, algo que afecta igualmente outros locais à escala planetária.

As Inevitáveis Consequências
As Chuvas Ácidas afectam a acidez normal do solo onde caem, sendo os solos naturalmente ácidos - os que são efectivamente mais afectados.
Os elementos tóxicos tais como o Alumínio e o Cádmio, são lixiviados dos solos ácidos e as Plantas absorvem-nos através das suas raízes. As folhas amarelecem e morrem; de seguida, observa-se que morrem ramos inteiros - em especial aqueles que estão do lado de fora das florestas e nas copas.

A perda de folhas reduz então a Fotossíntese, fazendo com que a Planta seja menos capaz de resistir a outros constrangimentos - como a seca e os gelos - tornando-a deste modo mais vulnerável aos ataques das doenças. Em alguns países do Centro da Europa, como a Polónia, calcula-se que três em cada cinco árvores foram afectadas pelos efeitos combinados das Chuvas Ácidas e da seca.


«Smog», na Califórnia (Los Angeles, San Diego e tantas outras cidades em que se evidencia este «smog», nos EUA.

A Poluição «Smog»
As Chuvas Ácidas também afectam, em pouco tempo, a água dos lagos, matando quase todos os Peixes - e Invertebrados - em terrível agonia e asfixia.
Uma outra forma comum de poluição é o «Smog». Forma-se como que uma camada espessa de cor amarela sobre as cidades, em particular aquelas que são rodeadas de montanhas, como Los Angeles, Cidade do México e Atenas, no continente americano (os primeiros) e na Europa, respectivamente.

O Smog forma-se então quando a luz solar se combina com os Óxidos de Azoto e os Hidrocarbonetos provenientes dos escapes dos veículos. Quando a camada de ar imediatamente acima do nível do Sol arrefece mais rapidamente do que o ar que lhe está por cima, forma-se então uma camada invertida, fixando a camada mais baixa de ar e de poluentes junto ao solo.

O Smog é particularmente grave nos dias ensolarados com pouco vento, sendo que alguns dos seus componentes, como o Nitrato de Peroxiacetilo, podem ser particular ou indefectivelmente perigosos para as crianças e para as pessoas com Asma e outros problemas respiratórios.
Embora o Ozono/Ozônio (O3) - gás de cor azul e altamente reactivo - junto ao solo seja tóxico para os seres humanos, na Alta Atmosfera é vital para a sobrevivência da maior parte das formas de vida.


Os elevados níveis de Poluição Atmosférica obrigam a medidas extraordinárias; neste caso, extensivas aos caninos, que se fazem passear por entre essa mesma poluição...

O Passado recente...
A Camada de Ozono na Alta Atmosfera, a 15-20 quilómetros de altitude, absorve então a Radiação Ultravioleta (UV). Substâncias químicas como os Clorofluorocarbonetos (CFC) reagem com o Ozono, provocando a sua decomposição. Até aos anos 80, do século XX, os CFC eram usados com muita abundância como propulsores nos aerossóis e como refrigeradores. São moléculas muito estáveis - e leves - e o seu manuseamento descuidado permitiu que se libertassem para a Atmosfera. Uma vez aí, permanecem durante várias décadas. Em resultado disso, tem-se observado desde 1982, na Primavera, uma grave diminuição da Camada de Ozono que cobre a Antárctida.

A Dimensão do Buraco tem assim vindo a aumentar - em 1987 já era da extensão dos Estados Unidos - e a Camada de Ozono também tem vindo a perder espessura no Hemisfério Norte (onde se inclui a Europa) sobre as principais regiões industriais.
A Longevidade da Molécula CFC, faz com que as restrições internacionais ao seu uso só irão provocar a diminuição da sua concentração nas camadas altas da Atmosfera daqui a muitas décadas...


Insuficiência Cardíaca: a inevitabilidade do que se respira. A urgência a cada dia mais premente de se conter, evitar ou expelir para a atmosfera, esses tão nocivos gases poluentes.

As Causas e Efeitos
A Diminuição da Camada de Ozono permite que uma quantidade maior de Radiação Ultravioleta penetre na Atmosfera, onde pode efectivamente causar prejuízos às células vivas, problemas oftalmológicos (nos olhos) e cancros de pele. Também pode danificar o Fitoplâncton, afectando assim os ecossistemas oceânicos. No entanto, a Radiação Ultravioleta pode não ser tão nociva quanto se pensou ao princípio. Algumas experiências mostraram que as Algas Fotossintéticas podem sobreviver à exposição aos raios ultravioleta. Umas sobreviventes natas!

Os Clorofluorocarbonetos, tal como o dióxido de carbono, também são gases do Efeito de Estufa e, a sua presença na Alta Atmosfera, contribui para o aquecimento global.
Em relação aos efeitos causados pela Poluição do Ar, investigadores do Centro Médico Langone, do Hospital da Universidade de Nova Iorque, nos EUA que, tendo analisado registos de mais de 300 mil pessoas numa vasta área deste Estado Norte-Americano, chegaram à conclusão que o ambiente se tornara responsável pela incidência do entupimento arterial (do coração para o cérebro) no estreitamento das artérias carótidas, criando a possibilidade de se sofrer um AVC, ou seja, um acidente vascular cerebral.

De acordo com o investigador Jeffrey Berger, da Divisão de Cardiologia da Universidade de Nova Iorque,nos EUA, os dados então analisados entre 2003 e 2008, com a ajuda conjunta da EPA (agência de protecção ambiental) na obtenção dos índices de poluentes e sobre os dados então apresentados, reforçaram a tese e, a possibilidade, de que a poluição do ar diária pode de facto representar um alto risco de AVC, além dos factores de risco tradicionais como a pressão arterial alta, colesterol, diabetes e tabagismo. Normalmente o AVC resulta da acumulação de placas nessas artérias (as duas artérias carótidas internas que estão situadas em ambos os lados do pescoço e fornecem sangue ao cérebro), acrescenta o cientista e investigador.


Os gases libertados por veículos: o flagelo desta época moderna que atravessamos...

Os Veículos nas Grandes Cidades...
Os Escapes dos veículos libertam um conjunto de substâncias químicas que incluem o Dióxido de Carbono, o Dióxido de Enxofre, Óxidos de Azoto e Hidrocarbonetos, como já se referiu, estando assim na causa mais evidente da contaminação ambiental, que vai provocar logicamente também danos no ser humano. Há que registar que alguma gasolina também contém chumbo, o qual surge nos gases de escape e pode exercer efeitos adversos no desenvolvimento do cérebro das crianças.

Em Todas as Cidades do Mundo, muitas pessoas - como os ciclistas, que têm de inspirar profundamente na proximidade de escapes de veículos - começaram a usar máscaras para filtrar o ar que respiram. Isto acontece na China, na Índia, nos Estados Unidos ou mesmo na Europa, onde se tenta travar este tão nocivo percurso de um ambiente tão poluidor quanto criminoso, se tivermos em conta o elevado registo de mortes que anualmente se estima derivado da poluição atmosférica.

Cidades como Los Angeles, que se situam num vale natural rodeado de montanhas, são susceptíveis à acumulação de uma camada espessa amarela de «smog», como também já se anotou neste texto. Em certas condições meteorológicas, a camada de ar por cima da cidade fica aprisionada e os poluentes acumulam-se.

Os Fumos dos Escapes dos Veículos, a par das emissões industriais, reagem na presença da luz solar dando origem a um «smog» fotoquímico. Tentativas de lidar com este problema incluem a redução a longo prazo das Emissões dos Veículos, assim como a proibição pura e simples da sua circulação no centro das cidades nos piores dias. As pessoas vulneráveis, como as crianças, os idosos e os que sofrem de Asma, são aconselhadas a não sair à rua nos dias de «smog».

Segundo diversos e eminentes cientistas mundiais, corroborando desta mesma tese de que estes agentes contaminantes (veículos, processos industriais e queima de biomassa) são os principais causadores de graves danos à saúde, se repercutem igualmente na proliferação de doenças, assim como no anómalo desenvolvimento celular, podendo estas (patologias e anomalias) estarem directamente relacionadas ou correlacionadas com o meio ambiente.


Protecção da Máscaras: o evitar males maiores, se possível...

Que Futuro em remedeio...?
Prevê-se que a breve prazo, talvez por meados de 2050, a população mundial possa ascender a um rácio de aproximadamente 9 mil milhões de pessoas, no que o programa ambiental da ONU (UNEP) estima que muitas cidades tenham de se tornar mais resilientes - ou sustentáveis - segundo um recente estudo sobre os desafios da urbanização.

Sendo a sustentabilidade uma questão de sobrevivência para as grandes massas populacionais ou pessoas em geral, assim como para a economia mundial, acredita-se que terá de haver uma base muito mais consistente para que a Poluição Atmosférica, não possa enfim sufocar, asfixiar ou mesmo matar toda uma economia global...! Para isso, há que combater esses altos níveis poluentes, para além das águas residuais, os muitos desafios de saneamento e das emissões de gases na Atmosfera.

Em relação ainda ao Material Particulado (PM 2,5) - denominação para um conjunto de poluentes como poeiras, fumos e todo o tipo de material sólido e líquido que fica suspenso na atmosfera devido ao seu pequeno espaço ou tamanho que ocupa - registado na Atmosfera, argumenta-se que, em proporcionalidade acrescida e fomentada pela criação de mais habitações (em exponencial de se erguerem mais cidades, mais construções, edifícios, serviços, recursos, alimentos, água, energia e demais infra-estruturas associadas), se venha a quase implodir, se não houver de facto essa sustentabilidade.

E isto, se não se reduzirem entretanto as emissões de dióxido de carbono (no que na última Cimeira do Clima, em Paris, se ficou aquém, como sempre nestas questões em apenas 1,5 graus celsisus e não em 2, 3 ou mesmo 4ºC) no que, futuramente, todos teremos de viver e, conviver, com esse aumento poluidor sem tréguas ou apaziguador de cancros de pulmão e outros que, lamentavelmente, se irão propagar. Entre outras causas associadas (AVC`s e outras patologias) que só nos trarão morte e não vida, a nada se fazer nesse sentido...


Clima e Poluição: os eternos inimigos!

Factores Humanos desastrosos...
Desde o início da Revolução Industrial, nos alvores do século XVIII (em transição para o XIX), que tem havido uma procura crescente de combustíveis e de minerais fósseis - a maior parte dos quais é extraída do subsolo.

A Mineração, a Exploração de Pedreiras e a Construção de Estradas (além de muitas outras coisas...) podem efectivamente provocar grandes catástrofes no ambiente natural do nosso planeta Terra.
Outra consequência do desenvolvimento em larga escala é de facto a Poluição, essa megera negra que tudo empesta, e que nos afecta hoje toda a nossa Biosfera - o Ar, a Água e a Terra. Até mesmo os resíduos deixados pelas gerações anteriores se provaram ser tóxicos. Muitos desses poluentes integraram-se nas cadeias alimentares, permitindo assim que os Produtos Químicos passem de animal para animal; e isto, por várias gerações também.

Os Problemas Ambientais são os mesmos em toda a parte do Mundo! A Poluição nos Países Industrializados é causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, assim como pelo descarte inadequado dos resíduos industriais e domésticos, como também já se referiu.

Nos Países em Vias de Desenvolvimento, mais pobres ou com menos capacidade de recursos, as populações em crescimento rápido estão a criar ainda mais procura de terras. A Perda de Habitats em grande escala resulta do cultivo de florestas e pastagens. Quando a sanidade básica é deficiente, os Rios são, muitas vezes, usados como esgotos, o que é lamentável! Essas águas não são potáveis, transportando consigo largas doenças ou má ingerência orgânica se consumida pelos utentes.


Uma comunidade (ou população) animal de Patos que, entretanto, se atreveu a pactuar das terras e dos céus poluídos. Que futuro haverá então para todos eles...? Para todos nós???

Urge, uma outra consciência ambiental...
Os Ecologistas têm vindo a recordar às pessoas que, a Biosfera, está num equilíbrio delicado (ou supostamente já tangível de algum desequilíbrio) em que a alteração substancial de uma parte afecta com frequência outras partes. A partir do momento em que este equilíbrio é perturbado, torna-se difícil depois, se não quase impossível, repararem-se os danos efectuados.

O Ambiente merece-nos mais. Nós, seres humanos, merecemos mais! Muito mais do que viver numa esterqueira, numa pocilga a céu aberto - ou reduto excrementoso - em desequilibrada aferição planetária que, muito em breve, nos será devolvida.

Terras, Rios e Mares, por oceanos nunca tão sujos vistos, banhados e navegados, em que resíduos químicos podem permanecer invisíveis até que a vida marinha mostre sinais de envenenamento. Muitos Animais tomam os resíduos por alimento, comendo-os e alimentando-se destes, perecendo depois em hedionda agonia sobre os venenos ingeridos.

Despejos indiscriminados - por terra e por mar - de qualquer tipo ou tendência (em toda e qualquer parte do globo) inundam e empestam o planeta, provocando danos ambientais consideráveis. Estamos no presente a viver numa lixeira mundial sem que nada façamos para tal. E, por vulgaridades, negligências ou criminosas inconsciências, vamo-nos afundando neste pantanoso circuito planetário de um lixo mundano terrestre sem fim à vista, nem ETAR que lhe valha (ou nos valha, a nós, humanos!).

A Humanidade não pode nem deve ser um despojo; cabe-nos a nós, agora, fazer por isso. E tudo se abrirá em luz, energia e cor, se o  soubermos angariar em nós e no mundo - no nosso mundo; o único até agora que nos dá a única habitabilidade e sustentação de vida. Ou não... mas isso já é especular ou extravasar o que me é pedido...