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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A Térmica Máquina Planetária

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Ilustração do impacte de Asteróide na Terra ou Meteorito de largo espectro.

Sabendo-se hoje a dimensão, causa e consequência da invasão latente sobre os planetas no impacte de Meteoritos, Asteróides e afins que elencam ou catalogam todas as possibilidades de funestas repercussões da vida nestes - em particular na Terra e ao longo dos milénios - insta-se também de que tenham sido a força matriz da grande libertação de energia, produzindo calor. Dessa infinidade de impactes individuais surgiu então a criação de vários planetas; de entre eles, a nossa amada Terra. Se assim foi, ao que os cientistas advogam toda a sua certeza científica, será, por essa mesma via, que a nossa vida no-la usurparão em paralela ou idêntica assumpção de tudo recolherem em si...???

Inferindo-se de que, a energia libertada pela desintegração lenta dos Isótopos Radioactivos de Vida Longa contribui assim com a maior proporção do calor para o valor actual da Energia da Terra, poder-se-à com toda a irrevogável anuência determinar-se e, pautar-se inesgotável, essa eminente fonte de calor nos planetas...? Poderemos arrogar implacavelmente de que, esta sempre existirá, numa urgência e coabitação planetária exterminável...?

Sendo o calor gerado no interior dos planetas (devido ao fluxo de voláteis oriundos do seu interior), sendo este responsável pela evolução das Atmosferas (e no caso da Terra, dos oceanos) sabe-se que o vulcanismo desempenhou assim um papel assaz importante na História Primitiva de todos os Planetas Interiores. Assim, constatando-se de que a deformação das rochas da crusta de alguns planetas é causada por movimentos internos provocados pela Energia Térmica Interior, que inferno térmico ou poderosa máquina planetária térmica é esta, para tudo ter em seu poder, para tudo fazer eclodir e, manter, em magnânima e portentosa fonte de todas as coisas...???

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Vulcão Sinabung, no norte de Sumatra (em Junho de 2015) - Indonésia. É visível o que expele de si, em lava e cinzas, numa fornalha interior energética de poder e calor, estendendo-se à superfície terrestre.

A Grande Máquina Térmica!
Embora não tenhamos a certeza absoluta do modo como os planetas se formaram, segundo os cientistas que tudo estudam, admitem contudo, estes terem acabado por se desenvolver em mundos dinâmicos e, energéticos. É do senso comum ou do conhecimento feito por estes investigadores e geofísicos ao longo da nossa História de que, quanto maior for a massa original do planeta, tanto maior é a quantidade de energia armazenada no processo de Acreção e tanto mais tempo é conservada!

Da Infinidade de Impactes individuais que criaram um planeta do tamanho da Terra, enormes quantidades de energia ficaram aprisionadas no seu interior. Por conseguinte, Grandes Quantidades de Energia podem ser armazenadas em corpos de pequena massa. Por exemplo, o Impacte na Terra de um meteorito de apenas 10 metros de diâmetro, liberta energia equivalente à de um Terramoto moderadamente forte!

A Pressão exercida pelas Rochas das Camadas Superiores sobre as que se situam abaixo da superfície de um qualquer planeta também é capaz de fazer aumentar a Temperatura do Centro em cerca de várias centenas de graus. A queda de material denso na direcção do centro do planeta, formando o Núcleo, também produz calor - até atingir os 2000ºC, no caso específico da Terra.
A energia libertada pela desintegração lenta dos Isótopos Radioactivos de Vida Longa, contribui com a maior proporção de calor para o valor actual da Energia da Terra. Esse calor radioactivo tem estado, sem dúvida, a ser libertado por todos os planetas desde a sua formação, continuando desta forma a ser a maior fonte de calor também em Vénus.

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Impacte Planetário: o eficaz bombardeamento das partículas cósmicas sobre os planetas.

«Saldos Energéticos» dos Planetas...
Sabe-se hoje que os Planetas aquecem! Sabe-se também de que, no decurso da primeira fase da Evolução do Sistema Solar, todos os planetas foram bombardeados por partículas cósmicas.
Este impressionante processo terá contribuído assim enormemente para os seus «saldos energéticos», visto que o Impacte das Partículas, por si só, tinha o potencial de elevar a Temperatura da Superfície da Terra, até aos 10.000ºC!

À medida que cada Impacte acrescentava mais massa aos Planetas em crescimento, a Energia Cinética de cada grão de impacte era transferida e quase inteiramente convertida em calor. Em consequência disso, os planetas tornavam-se mais quentes à medida que cresciam.
Se todas as Partículas do processo tivessem a dimensão de grãos de poeira, a Acreção da Terra teria ficado completada em 10.000 anos para que a Temperatura se tornasse suficientemente quente para que se formasse um Núcleo Metálico em Fusão.

Se, como parece provável, houve uma parte de Grandes Partículas, a energia cinética teria penetrado no planeta em crescimento de forma mais profunda; teria escapado mais lentamente e, portanto, a Acreção podia ter tomado mais tempo. Pensa-se hoje em dia que, a Geração do Núcleo, terá levado algumas centenas de milhões de anos nesse processo.

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Cratera de Barringer (ou do Meteoro) nos Estados Unidos da América.

O Aquecimento Adiabático
Segundo os cientistas, há de facto fortes indícios geoquímicos que sugerem que o Núcleo da Terra cresceu tanto durante como depois da Acreção, de modo que levou a que estes chegassem à conclusão de que a energia necessária para a formação do núcleo deve ter tido origem principalmente nos impactes. E, embora grande parte deste calor se tenha perdido por meio de condução, houve outras fontes de energia que compensaram essas perdas.

Um outro efeito foi ou, terá sido, o Aquecimento Adiabático, produzido pela pressão exercida sobre os materiais pela massa que está sobre eles. Por outras palavras, quanto maior for a profundidade a que se encontra uma matéria no interior de um qualquer planeta, tanto maior é a sua Temperatura (e pressão). No caso da Terra, imediatamente após a Acreção se ter completado, os Efeitos Adiabáticos tinham o potencial de aumentar a temperatura do núcleo em cerca de 900ºC.

A Terceira Maior Fonte de Energia no interior da Terra, é a que se deve a certos núclidos radioactivos. Assim, vários Isótopos de Urânio, Tório e Potássio - todos eles elementos presentes na Terra - desintegram-se lentamente para formar outros elementos, gerando então Energia Térmica no processo. Esses elementos teriam ficado aprisionados no Retículo Atómico dos Minerais durante a cristalização, começando assim e imediatamente as suas transformações, gerando calor no processo.

Perspectiva-se então que, quando cada Planeta já tinha arrefecido o suficiente para formar uma camada exterior rígida - Litosfera - esta actuaria como um isolador e faria com que o calor radioactivo ficasse preso no seu interior. Em conjunto, estes processos estabeleceram assim as condições necessárias a Formação de Núcleos, embora o afundamento de densas partículas ricas em Ferro, tivesse o potencial de fazer subir mais 2000ºC a temperatura da Terra!

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Acidalia Planitia (Marte): Imagem gentilmente cedida pela NASA/JPL/Universidade do Arizona.

Estruturas Térmicas comparáveis...?
Os cientistas têm-se debruçado em certas analogias sobre estes bombardeamentos de partículas cósmicas surgidas dos grandes impactes nos planetas. Aferem então que, se todos os Corpos do Sistema Solar fossem bombardeados durante um curto período de tempo semelhante por Planetesimais e pequenos grãos, as temperaturas a que os Protoplanetas se formaram tiveram de ser proporcionais às suas massas actuais.

Pensa-se que Vénus, que tem uma massa muito semelhante à da Terra, tenha também uma estrutura térmica comparável, mas com a região em fusão mais próxima do centro do planeta.
Pensa-se também que a região mais quente de Mercúrio, se situe então a maior proximidade do seu centro do que a da Terra, mas a própria temperatura deve ser muito inferior.
Marte, por outro lado, tem uma capacidade de aquecimento de apenas um décimo da registada na Terra; portanto, se uma região em fusão alguma vez se desenvolveu, localizava-se provavelmente a um nono do raio do planeta.

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Cratera Schiaparelli, em Marte. Uma Grande Cratera de há 4 biliões de anos com aproximadamente 470 quilómetros de diâmetro...

A Grande Cratera Schiaparelli, em Marte
Duas grandes crateras de impacte são visíveis a olho nu nas imagens que percorrem o mundo, aquando se visualiza o planeta Marte; além os dados recentemente obtidos pela câmara de alta resolução a bordo da «Mars Reconnaissence Orbiter», da NASA.

A Cratera de Schiaparelli é uma cratera de impacte, próximo do centro, de cerca de 470 quilómetros (que muitos estimam ser mais exactamente de 461 quilómetros), estando localizada na latitude 3ºS e longitude 344ºW. Uma cratera dentro de Schiaparelli exibe várias camadas que podem efectivamente ter sido formadas pela acção de ventos, vulcões ou deposição sob a água.

Na parte inferior direita situa-se a vasta bacia de Hellas, com 2000 quilómetros de diâmetro, que está recoberta de Dióxido de Carbono Gelado - de cor branca. Marte não tem tantas crateras como a Lua ou o planeta Mercúrio, mas apresenta muito mais relevos do que o nosso planeta Terra, na qual os vestígios dos impactes do bombardeamento sofreram erosão pelo vento, água, gelo e reciclagem da Crusta.

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Cratera Marth: imagem gentilmente cedida pela NASA/JPL/«University of Arizona» (Universidade do Arizona, EUA). Imagem de 1 de Agosto de 2015, captada pela «Hirise» (câmara de alta resolução acoplada à sonda «Mars Reconnaissence Orbiter», da NASA).

Obliquidade
Recentemente, uma elaborada pesquisa efectuada por cientistas/investigadores do «California Institute of Technology (Caltech)» ou, Instituto Tecnológico da Califórnia, nos EUA, sugeriu que uma antiga Mudança Climática em Marte causada por uma variação regular da inclinação do planeta (obliquidade) pode ter causado os padrões nas camadas.

«Obliquidade» ou a resultante das mudanças regulares do clima - decorrentes das variações na inclinação do planeta - determinam a aparência regular das camadas rochosas. Regista-se que, quando a inclinação é baixa (na já registada situação actual de Marte), os pólos são os locais mais frios e gelados do planeta, enquanto o equador é o mais quente - tal como se regista na Terra.

Tudo isto projecta que os gases na Atmosfera - como a água e o dióxido de carbono - migrem então em direcção aos pólos, onde acabam por congelar. Quando a Obliquidade é maior, os pólos recebem mais luz solar, fazendo com que estes elementos/substâncias migrem para outros locais. Quando o CO2 (dióxido de carbono) se move para longe dos pólos, a Pressão Atmosférica aumenta, causando provavelmente uma diferença na capacidade do vento de transportar e depositar a areia.

É de reportar ainda que, com mais água na Atmosfera, grãos de areia se agrupam formando camadas. Este criterioso estudo obtido através da Mars Reconnaissence Orbiter, da NASA (utilizando também para o efeito mapas topográficos), veio assim estabelecer mais em pormenor, a análise e estudo sobre a espessura das camadas.

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O brutal impacte que se reproduz nos planetas. Se tal se insurgisse na Terra, que seria de nós, Humanidade, e tudo o resto, em fim dos tempos anunciado...?!

O Fim é sempre um começo...?
Será inevitável o poder-se comentar e subjectivar talvez, o que depressa descobriríamos de acabar como se começou... ou não. Sabendo-se destes brutais impactes planetários que há milénios se projectaram nos planetas, em particular no nosso planeta Terra (no que para o ser humano é de suma e vital importância para a formação planetária e muito depois disso a vida na Terra), poderemos sossegar ante a sonante perspectiva que se polemiza a nível ou à escala mundial de um susto de morte ao sermos esventrados por asteróides ou meteoritos de grande alcance...? Penso que não.

O Cosmos é pulsante de todo o movimento possível e impossível que em teorização ou prática de todo o conhecimento terrestre, o Homem tem vindo a conotar em maior ou menor incidência, aquando estes fenómenos se executam, perfurando os céus da Terra.

Sentindo-nos fragilizados e completamente impotentes para refrear ou sequer sugestionar qualquer hipótese de advento contrário ao rumo liderado por estas ocorrências, o Homem admite-se estudar mais e mais sobre o que ainda não conhece - ou reflecte ponderar em execução mais activa - evitando a tragédia planetária da nossa extinção como civilização que somos.

Fala-se hoje nas redes sociais deste nosso recente mundo internauta, de um hipotético mas muito admissível e existencial asteróide NT7 poder vir em rota de colisão - certeira e mortífera - de encontro à Terra. Vão-se passando os anos de desmentidos e não confirmações, em particular da NASA, sobre a veracidade destes fenómenos do Universo. E isso, afligindo-nos, acaba também por nos reforçar a certeza dessa premente continuidade da Humanidade e toda a sua fluente geografia animal e vegetal - de seres vivos, seres presentes - na nossa vida quotidiana. Brinda-se a isso!

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«Bennu», ou o mais terrífico asteróide (descoberto em 1999), que em breve a NASA irá estudar e assim consolidar a esperança de que este nos não perfure o planeta...

Outras Térmicas Máquinas Planetárias...
Ainda que fugindo ao tema inicial sobre as térmicas máquinas planetárias que influíram também o nosso planeta em energia contínua e, quiçá imortal além todos os tempos da formação planetária, apraz dizer ou acrescentar que, descoberto este NT7 com 2 quilómetros de diâmetro, em 2002 - e que criou o alarme geral, sobre a possibilidade de colisão com a Terra (provavelmente em 2019...) - muitos outros haverão que nos contagiam as entranhas e nos pregam verdadeiros sustos, desde os gigantes asteróides/meteoritos com um quilómetro de diâmetro aos de apenas 10.

Desde as térmicas sequências planetárias (vulcões, terramotos e outros idênticos a traiçoeiros fenómenos) tudo nos confina à consequente debilidade humana e terrestre de que todos fazemos parte. Somos completamente inócuos e inactivos perante tamanha grandiosidade cósmica em acervo estelar sobre a Terra. Tudo nos mete medo e temos razão para isso!

As últimas notícias e talvez novidades que entretanto saberemos sobre estes fenómenos que se designam por asteróides, meteoritos e mesmo cometas, faz-nos olhar o mundo, o nosso mundo, de outra forma: tudo está em mudança, tudo está em litígio.

A NASA tem alertado para esse facto, muito em especial para o tal «Bennu» que em 2135 voará entre a Lua e a Terra. Este asteróide tem 1600 pés de diâmetro em medida norte-americana, ou seja, 487.68 metros de diâmetro, viajando em torno do Sol a uma média de 63.000 mph (28.163,53 m/s).
Equivalente a desencadear a propulsão de um cataclismo planetário de 3 biliões de toneladas de alto explosivo (200 vezes a força da bomba atómica lançada sobre Hiroshima), reverter-se-ia em verdadeira hecatombe, se a NASA entretanto não desmentisse que as probabilidades deste impacte vir a acontecer, seja objectivamente muito pequeno...

«Asteróides como Bennu podem ter semeado a Terra com este material, contribuindo para a sopa primordial, a partir do qual a vida surgiu!», afirmação convicta de Dante Lauretta, professor de Ciência Planetária da Universidade do Arizona. « Bennu é um asteróide carbonáceo, uma antiga relíquia do sistema solar que é preenchido com moléculas orgânicas», acrescentou. Daí que, seja expectável vir a conhecer o seu tamanho, massa e composição, rematou.

A NASA vai lançar a missão da sonda Osíris-Rex para Bennu, em Setembro de 2016, ou seja, já está em marcha. Esta sonda irá orbitar o Sol durante um ano, aumentando a sua velocidade no retorno à Terra, utilizando a gravidade do planeta para alinhar a sua órbita com o asteróide, indo ao seu encontro em 2018. De seguida mapeará o asteróide, recolhendo sobre a sua superfície depois alguns destroços, antes de voltar para a Terra. Dados recolhidos também pelo famoso «New York Post», em 2016, além o Sunday Time, de Londres, após divulgação.

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Sonda Osíris-Rex, da NASA, na sua árdua mas (espera-se!) eficaz missão - e de almejado grande sucesso - ao asteróide Bennu. Setembro de 2016, é o início...

A NASA não dorme...
Os cientistas tendo encontrado já micro-meteoritos na Terra, tentam agora expandir todos os seus conhecimentos e reprodutivos ensinamentos sobre o que terá impulsionado a que estes caíssem no nosso planeta há 2,7 biliões de anos. Por outras investidas da NASA, que lança agora uma sonda que voltará com um pedaço de asteróide para a Terra.

Um outro sumptuoso ou quiçá ambicioso projecto mundial que a NASA está então a estimular ao grande público, é o denominado: «Near Earth Object Program» que tenta cativar astrónomos amadores ou simpatizantes da causa astronómica na descoberta de novos asteróides. Conhecê-los é obrigatório e mesmo meritório; já conceber-lhes outros rumos, outras directrizes, isso, é uma outra história...

Nada mais a relatar que não seja: estejam atentos, muito atentos e fugazes na descoberta ou alquimia-mor de serem ou pertencerem aos altos quadros científicos da NASA que tudo explora, dignifica e arvora, hasteando a bandeira máxima mundial da descoberta de novos mundos a este nosso tão pequeno mundo: a nossa amada Terra!

Que não esventre o demónio o que Deus nos concedeu, segundo alguns religiosos ou crentes que ainda acreditam que vale a pena rezar por um mundo melhor e, se Deus quiser ou permitir, sem furiosas ou infernais máquinas (térmicas ou não) que nos sacudam do sossego ancestral que ainda hoje reportamos. Com excepção para os dinossauros e afins... Olhem o Céu e vejam como ele brilha; de dia ou de noite...