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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A Inacreditável Fornalha Planetária

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Formação dos Núcleos e dos Mantos Planetários: a igual fornalha de um submundo ou alusivo e suposto Inferno de que o Homem padece. Ciência e Crença, quando andam ambas de mãos dadas...

Não se sabendo exactamente de como se formaram os planetas, será fácil reunir conjecturas ou mesmo tirar ilações sobre as temperaturas primitivas da Terra (e a contribuição dada pelos elementos radioactivos) na possível dedução inteligente sobre tão inacreditável processo.

Inquestionáveis dados geoquímicos revelam-nos hoje que, a Formação dos Núcleos e dos Mantos Planetários, é em tudo igual ou muito semelhante ao processo que ocorre num alto-forno.
Subsequentemente, persiste no imaginário humano - além o que os Geólogos nos possam retratar - de que existe também no interior da Terra ( e quem saberá, nos outros núcleos dos planetas interiores...?!) a admissível crença teológica de um mundo infernal de trevas, chagas e sofrimento, muito além o aleatoriamente concebido pelas mentes humanas. Todavia, haverá consistência ou plausível fundamento para estas elucubrações de alma que não as da ciência hoje explicáveis...?!

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O Inferno das Almas em perspectiva futura: a substituição do caldeirão do Demónio pelo peso da tecnologia ou da quântica sabedoria que nos levará à destruição, no que as trevas e a punição são sempre iguais; pesadas e eternas...

O que a História nos conta, as lendas nos aventam e a Ciência hoje nos relata, em tudo diferem do que pode ser, eventualmente, uma crença e uma tradição (ou várias) à luz das velas contadas sem recurso a qualquer hipótese de terem sido vivenciadas ou, experienciadas. Mas será efectivamente assim...? Não estaremos perante algo mais que se abre ante nós, seres humanos, por uma outra realidade já havida, já sufragada também, mas habilmente vivida e orquestrada pelos nossos antepassados...??? Estaremos a sonegar ou mesmo a renegar o nosso passado, sobre o que já se enunciou e vivificou, mesmo que há milhares de anos...?

Poderemos banir, ocultar ou sequer deixar de referenciar que, da Antiguidade aos nossos dias, por mitologia apresentada ou artefactos entretanto descobertos, na Terra, que não haja similaridade ou qualquer brecha que nos coloque dúvidas ou somente sugestões de que, por contos e lendas, histórias e narrativas, o Homem, não seja de facto uma alma a transportar se não ao Céu, por que não ao... Inferno??? Estaremos isentos - ou excluídos - de tal vir a suceder e a sentir um dia...?

Seremos futuramente uma civilização tecnologicamente abençoada ou inversamente amaldiçoada, desregrada ou malvada em confuso anátema persistente e diletante - ou quiçá de dicotomizante filosofia, credo e inteligência - ao saber-se nesse estigma permanente...? Haverá mesmo um «Inferno» nas entranhas da Terra ou, apenas, a sequencial e processual fornalha planetária da qual todos nós emergimos em anuência cósmica de formação e complementação...?!

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Colisão de Theia (um protoplaneta de aproximadamente o mesmo tamanho de Marte) com a Terra. Theia destruir-se-ia eliminando a nossa atmosfera. Os seus detritos vaporizados condensaram-se, dando origem ao que hoje conhecemos como Lua. Este foi, sem dúvida, o último grande impacte determinante para a Formação da Terra!

Núcleos em Formação
Não se sabendo exactamente como se formaram os Planetas, sabe-se porém, ou tiram-se daí certas ilações, razoáveis, sobre as temperaturas primitivas da Terra, assim como a contribuição dada pelos Elementos Radioactivos, no que se torna possível fazer-se deduções imediatas - ou talvez inteligentes - sobre tão elaborado processo.

A Partir dos Cálculos das Temperaturas e das Pressões Primitivas, os geólogos concluíram que a acreção dos Planetas e a energia radioactiva produzida nas primeiras fases, era indefectivelmente incapaz de se escapar a um ritmo suficiente para evitar o aquecimento do nosso planeta. Em consequência disso, há cerca de 3500 milhões de anos, a Temperatura Interior era suficientemente elevada para provocar a Fusão do Ferro Metálico do Núcleo!

A Formação dos Núcleos e dos mantos Planetários ao que se reconhece hoje cientificamente, é muito semelhante ao processo que ocorre num alto-forno.
A Maioria dos Minérios de Ferro é constituída por óxidos. Para se obter ferro puro, o Oxigénio tem de ser removido, aquecendo o minério a altas temperaturas na presença de Coque e de Calcário.
O Coque reage com o Oxigénio, formando assim monóxido de carbono, que se escapa. O Ferro escoa-se para baixo, sendo recolhido na base do alto-forno; as impurezas terrosas flutuam então na forma de escórias, neste processo.

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Núcleo da Terra: inferindo que o seu núcleo é predominantemente de Ferro, nada exclui existirem outros elementos em si. No interior da Terra a temperatura é muito elevada, sendo que a composição metálica se torna líquida. Diferentes elementos de diferentes densidades separam-se (os pesados para o fundo e os leves para o topo).

Acreção Planetária
Este acontecimento teve efeitos de grande alcance. Sabe-se hoje que, um processo semelhante ocorreu nos restantes Planetas Interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte), embora o ritmo possa ter sido diferente. Intui-se actualmente que, como a Terra e os restantes Planetas Interiores, quase de certeza, começaram a crescer por Acreção depois de os grãos metálicos e de silicatos se terem condensado a partir da Nebulosa Solar, é de facto muito provável que as partículas contendo Ferro e Níquel, fossem assim as primeiras a aglutinar-se. Essas substâncias muito ricas em Ferro possuem em si uma ductilidade e uma densidade maiores do que os Silicatos mais rígidos.

Assim, as Partículas ricas em Ferro, gravitaram então para formar os Núcleos - enquanto os Silicatos se concentraram mais próximo das superfícies dos Planetas, acabando por se acumular, formando os Mantos. À medida que os Protoplanetas continuaram a crescer, as suas gravidades aumentaram.
Os cálculos mostraram de seguida que o Afundamento de Ferro Metálico no interior da Terra, terá começado por volta do ponto em que o planeta se reuniu num oitavo da sua massa (1/8): é claro e sabido que a Formação do Núcleo terá começado muito antes de toda a Terra ter reunido a sua massa por Acreção.

 A Partir do Momento em que começou a separação do Ferro e dos Silicatos - um processo chamado diferenciação - os planetas aqueceram ainda mais rapidamente à medida que a energia gravitacional era libertada. Se a Acreção fosse muito rápida, a radiação da Energia Térmica para o Espaço ter-se-ia atenuado e, o aquecimento interior acelerado.

A Temperatura Interna da Terra teve de atingir, pelo menos, 2000ºC na altura em que o Núcleo se separou. Sabemos que existem actualmente quantidades consideráveis tanto de Óxido de Ferro (FeO) como de Sulfureto de Ferro (FeS) no núcleo terrestre. Se estas substâncias estivessem presentes numa fase precoce, teriam assim feito baixar o Ponto de Fusão da Fase Metálica, ao contrário do que aconteceria com os materiais silicatados. Em resultado disso, o Ferro e o Níquel podiam mergulhar em direcção ao núcleo na forma de gotas fundidas, enquanto os Silicatos (que acabaram por acumular-se, formando o Manto) permaneceram sólidos.

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Foto gentilmente cedida pela NASA. Visível ao olhar humano a presença efectiva do satélite natural da Lua em face ao planeta Terra. Urge a questão: formada e integrada de modo natural no espaço cósmico ou, reimplantada por mão interestelar...? Posto de vigilância estelar sobre a Terra (por seres inteligentes) ou simplesmente o satélite que tudo influencia de suas luas irrequietas...?

A Lua e a Terra...
«Amigos inseparáveis» de larga influência, predominância e efectiva influência deste satélite lunar sobre a Terra, tem criado também ao longo dos séculos a devida polémica científica sobre a formação, transformação e inevitável consequência de existência de um e de outro, sempre com a analogia própria do que os geólogos hoje nos afloram.

A Lua e a Terra - que são os únicos corpos planetários até agora acessíveis a uma exploração completa - são os únicos dois corpos para os quais reunimos dados geoquímicos completos.
A Lua é um satélite, mas é suficientemente grande para poder ser comparada com os planetas telúricos. Possui um pequeno núcleo de Ferro e Silicatos que parecem ter-se formado há 4000 milhões de anos; o seu raio não pode ser maior que 400 quilómetros (o da Terra tem 3845 quilómetros). A Formação do Núcleo pode ter aumentado a sua temperatura em apenas 10ºC.

Nos Restantes Planetas Interiores, Marte tem uma densidade inferior à da Terra, sendo que o seu Núcleo é ou menos denso ou mais pequeno do que o da Terra. Persiste ainda alguma incerteza, mas a maioria dos cientistas pensa que, o Núcleo de Marte, representa entre 7 e 21% do volume total do planeta. Vénus, por outro lado, sendo semelhante à Terra em termos de massa (em que as dimensões do seu núcleo se reconhecem aproximadamente em 12%,), provavelmente apresenta uma estrutura interna semelhante; o seu núcleo está parcialmente fundido, no que é um pouco mais pequeno do que o da Terra.

Esta situação contrasta com Mercúrio, que é aproximadamente 15% denso demais para ter tido origem na mesma matéria original que os restantes Planetas Interiores. O seu Núcleo é desproporcionalmente grande, possuindo um raio de cerca de 900 quilómetros, representando assim 40% do seu volume. O da Terra, composto de Ferro e Níquel, perfaz 15%.
Alguns Cientistas conjecturaram entretanto que, o seu Manto (Mercúrio), foi literalmente arrancado no decurso da sua história primitiva...

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O Inferno: o purgatório das almas desavindas com o Bem onde só o Mal perdura...

O Mundo dos Infelizes...
Ultrapassando a retórica científica na abordagem e análise de todo um mais lato conhecimento geológico, geofísico e mesmo astrofísico, as religiões têm-se imperado e muitas vezes estabelecido de forma errónea, a abstrair o ser humano (ou talvez a afligi-lo e a consumá-lo como alma pecadora), no que terá mais cedo ou mais tarde de prestar contas ao «divino» que tudo ordena, comanda e faz actuar como pena máxima de todos os castigos.

Nada disto tem urgência em ser remetido e, revertido, ao Homem; a não ser, aquando este se deixa legitimar em sua defesa, por uma sua maior fraqueza também - de espírito. Há que sublevar além o estudo e critérios científicos de que o submundo ou o hipotético mundo inferior que existe nas cavernas e subterrâneos da Terra, nada mais é do que, a contemplação planetária ainda em formação ou movimento. E nada, mesmo nada, é obra do Demónio! Mas será assim de facto...?

Há que considerar então: Desde os mais hediondos ou petrificantes mundos da mitologia nórdica ao Inferno de Dante, descrito pelo poeta renascentista Dante Alighieri (retratado na sua Divina Comédia de vários níveis e círculos punitivos), tudo tem um ponto máximo de uma crepitante e factual fornalha de castigos múltiplos nas almas devedoras e sumariamente pecadoras.

«Geena» - um vale fora do centro de Jerusalém - onde seguidores do deus Moloch sacrificavam crianças em grandes fogueiras ou incêndios por mão humana provocados, em nada se distingue dos muitos ritos bárbaros da civilização Inca na América do Sul (utilizando igualmente inocentes crianças). Ou, ainda, mais recentemente, dos castigos de morrer na fogueira (instituídos através dos Autos de Fé da passada Inquisição-mor) perpetrados pelo desvelo da Santa Madre Igreja Católico-Romana em que a Europa se afundou, em particular na Idade-Média. E disso, até os Templários sofreram (anteriormente, séculos antes), extinguindo-se a sua ordem depois de muito perseguidos, torturados e mortos por fim. Outro Inferno...

«Niflheim» (o submundo ou horrendo inferno das culturas nórdicas e germânicas), «Genna», do Médio-Oriente, o «Duat» do Antigo Egipto (em versão judicial das almas a condenar em extenso lago de paredes de fogo e ferro...), todos eles nefastos e infernos ditos. Tartaros ou Hades na mitologia Grega e Romana (em inextirpável fuga de calabouço negro e profundo, coeso de tortura e sofrimento) na sempre e eterna condenação das almas perversas e iníquas que na Terra fizeram o Mal, no que a Antiguidade e seus escritos nos deixaram desse mesmo e igual «Inferno». Víboras e serpentes, demónios devoradores, cavernas sulfurosas de nocivos ácidos e substâncias latentes (corrosivas e destruidoras), perpetuando um atroz sofrimento de punição impiedosa, o Inferno é sempre ele, eterno e maldito. Sempre!

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O Inferno que não se faz intermitente mas eterno na dor, sofrimento e contínua punição dos pecadores...

O Bem e o Mal: qual deles decidir...?
Do Limbo ao último dos círculos de Dante, o Inferno é um local em nada aprazível para almas sãs; ou mesmo para as pouco dignas que se fizeram atravessar vidas não muito correctas.
O Bem e o Mal são alíneas sumamente expressas nos nossos desígnios humanos sobre a Terra e que, nada têm a ver com a materialidade física planetária; ou terá...?

Onde começa um e acaba outro, desde o núcleo espiritual do ser humano ao mais firme assento planetário que urge conhecer e, tentar desmistificar em toda a linha intemporal do que nos abarca e abraça neste nosso planeta terrestre, não o sabemos. Mas tentamos compreender.
Na performance do indivíduo como ser complementar - em físico e espírito - a heresia não tem fim e todos os seus pecados capitais são desta forma severamente imputados e, incisivos, nas almas que assim os reflectem. Assombrosos são então os desígnios e eternos os castigos, sobre almas que jamais poderão fugir de tal destino, tal má-sorte. Hoje e sempre.

Poder-se-à então acrescentar ou deixar à consideração de cada um nesta homilia cósmica (ou maniqueísta entre o Bem e o Mal de que padecem os humanos, na Terra) de qual direcção tomar:

Que fazer, que caminhos seguir, que obras realizar, que fusão empreender, que destino continuar, que solução enveredar ou alquimia maior reproduzir, se, todos os caminhos nos levam ao Inferno que não ao Céu (na maior parte das vezes...) e, destronarmos nós, seres humanos, essa não-razão ou alteração das mentes em maior sapiência e consciência - e  não indulgência - em nos fazermos acreditar em fossos e fornalhas, em demónios e justiceiros de almas impuras e podres, aquando ao cimo nos elevarmos...?! Haverá esperança de o contradizer, de assim o contrapor...???

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O Homem no Espaço: Nunca nos perderemos no Espaço ou do nosso rumo espacial traçado, por mais infernais que sejam os obstáculos, por mais desviantes que sejam os caminhos, desde que saibamos ter a resiliência necessária para quebrar mitos - e talvez inventar outros - além os espaços sombrios de todos os Infernos...

Há que acreditar acima de tudo ou de todas as coisas, na Ciência, na magna Ciência de Deus ou simplesmente em Deus ou em nada; em Tudo ou em quase tudo, desde que saibamos reconhecer que a Terra, os seus planetas vizinhos e outros ainda mais distantes (possivelmente outros que nos darão guarida e conquista, albergue e hospitalidade, se a isso chegarmos ou a tal nos virmos obrigados), nos farão descobrir novas formas de vida e permanência. Esse, não será decerto o nosso Inferno mas o nosso Céu, aquele que todos teremos de buscar...!

E essas vidas, reportadas e desenvolvidas além um poderoso núcleo planetário constante (na igual formação de outros planetas) por certo nos darão a confiança de que estes, idêntica e profusamente, nos serão iguais em inacreditáveis fornalhas planetárias que não na punição ou devassa pútrida das más almas, mas de sua livre e plena aferição planetária.

Pelo que ainda esses mundos, de insuspeita formação e constituição, plenos de solicitude, pujança e vida cosmológica, nos darão talvez, um dia, abrigo ou cais estelar onde o ser humano possa aportar, sem nos termos que incomodar - religiosamente ou não, em crença ou vil pertença - de nos vermos ser engolidos noutros iguais infernos.

Deus está lá e tal nos não permitirá! O Deus do Universo (ou universos, para quem nisto acredite) é omnipotente, omnipresente e, oxalá, omni-justiceiro, pois que as almas que ardem no Inferno jamais voltaram para dar de sua fé; e nós, humanos, esse regresso não desejamos...! Novos mundos nos esperam, do seu núcleo ao seu total empenho planetário. Só temos de acreditar que é possível sonhar e que, nesse tão vasto e potencial Céu não existe Inferno, não aquele que pugna - visceral e eternamente -  pela maldade humana e interestelar; há que acreditar...