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segunda-feira, 29 de maio de 2017

A Humanidade (VI)

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Explosão nuclear gerada através da hiper-potência bélica - avassaladoramente destruidora - da Bomba Atómica: essa portentosa e insana arma que o Homem descobriu e não sabe ou merece utilizar...

"Peço a Concórdia entre os Povos."
                                                             - Papa Francisco -

Estar-se-à na iminência de uma Terceira Grande Guerra? Poder-se-à viver esta outra Terceira Guerra Mundial sem nada fazer, sem nada obstar ou sequer contrariar tais actos que porão um fim na nossa civilização e existência?

Estaremos preparados para o Fim dos Tempos por nossa própria mão e incoerência...? Poderemos culpar outros pelos nossos idênticos erros, da ignorância e da negligência, do totalitarismo mentalmente disforme que porá, eventualmente, o mundo à beira de um ataque de nervos...?

De que serviram as outras humanidades, as outras vivências, as outras vicissitudes - e mesmo incongruências - através das diversas eras, das diversas anunciações de outra ou outras humanidades, se nada aprendemos, se nada cativámos em nosso benefício, em nossa beneficência?!

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E quando formos, todos, um grande e insólito cemitério de almas, em que nem os corpos nem os espaços se nos cumprimentam ou deixam descansar para todo o sempre...?!

A Guerra Nuclear
A exortação das almas: Tudo o que se pode acrescentar após a grande explosão nuclear ou da diabólica potencialidade de arsenal atómico sobre a Terra. O que os homens não pensam mas as almas sentem (ou sentirão) se acaso a irracionalidade deste acto se cumprir, sendo superior à consciência de se estar a destruir a Humanidade e, todo o planeta!

Apesar da aderência de grande parte dos países que se arrogam no direito de construção e propriedade desta temida arma de destruição maciça a nível planetário, no denominado «Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o certo é que todos os dias se receia que este seja violado e tristemente estuporado com mais um lançamento de míssil.

Regimes totalitários e abusivamente prepotentes - da sua população e de acordos internacionais - vão mitigando a certeza e, a segurança, de quem pensa estar livre desta esquizofrenia vigente desses governantes malditos. O mundo treme e a alma fenece. Estamos todos em risco.

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A Bomba Atómica «Fat Man». Quando toda a arrogância e todo o mal do mundo se une na mais confrangente situação humana: o não ter-se o direito de roubar vidas, roubar sonhos e almas, por coisa nenhuma...

O Mal que veio do Céu...
A bomba atómica «Fat Man»: bomba de fissão de plutónio que explodiria ante todas as urgências e contingências de poderosa arma de destruição sobre a terra ou sobre o mar e que, em 9 de Agosto de 1945, se abateria sobre Nagasaki, no Japão, causando o segundo horror de devastação e morte (após o que três dias antes já perfilara em Hiroshima, em 6 de Agosto, numa bomba de fissão de urânio, chamada «Litle Boy»).

Estes dois ataques sobre céus e solos nipónicos que ainda hoje se comenta e, reverbera, como uma das maiores monstruosidades que o Homem adjudicou sobre um quinhão da Terra que não lhe pertence por direito mas por passagem, foi a mais avassaladora da História - além de anti-ético - sobre civis ou apenas gente que queria continuar a sê-lo.

Esta destruição que varreu do mapa duas grandes cidades do Japão, estimando-se na época em cerca de 200 mil vítimas mortais sobre este ataque aéreo impiedoso (entre muitas outras que após graves queimaduras e ferimentos internos foram morrendo devido à extrema radiação sentida), que o mundo se interrogou se valeria mesmo a pena tão hediondo acto de não-contrição para com as almas que então pereceram...

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Lançamento de Míssil Norte-Coreano (Maio de 2017): desta vez lançado num projéctil que atingiria o mar do Japão. O supremo líder norte-coreano Kim Jon-un que supervisiona testes do seu novo sistema de Defesa Anti-áereo, sem o agreement (acordo) geral e global das restantes nações.

De novo, o perigo...
Até aqui, o Ocidente viveu pacífica e faceiramente - ou talvez em anestesiamento - uma paz obreira (algumas vezes, matreira, supõe-se) de desanuviamento com a Rússia e a China; isto, claro está, em termos anglo-saxónios por parte da inegável super-potência que os Estados Unidos são.

Do lado da América, das terras do Tio Sam, o anti-comunismo adjacente e repudiado por todos em épocas distintas e há muito ultrapassadas, assim como os povos, governos e ideais anti-americanos por parte da Rússia e da Grande China, esboroaram-se de ódios e raiva, conseguindo-se chegar a um meio-termo, mais plácido ou mais conquistado, nesse tal desanuviamento entre os povos.

Mas quando se alude a uma paz trémula, fraca, ou alicerçada sobre pavimentos movediços - e por vezes pantanosos em que nem sempre se chega a acordo - tudo pode ruir como um baralho de cartas e, voltar-se de novo, à Guerra Fria; ou ainda, na pior das hipóteses, a uma guerra tão quente ou tão escaldante, que ninguém fique ou reste para contar como foi...

Existem países, nações que se não encaixam e, então, surge a novidade mas também o terror; daí que estejamos alerta e nos questionemos sobre o que se está a passar com esta nação de Kim Jong-un.
Segundo as entidades oficiais do país do sol-nascente (Japão) que se vê a braços, uma vez mais, com esta afronta de uma nação coreana independente - subdividida entre uma nação déspota e outra, democrática e de eleições livres, do sul (Coreia do Sul), em constante aflição de também se ver atingida pelo mesmo infractor...

Um Míssil que veio do leste de um país que continua, persistentemente, a violar regras e leis internacionais sem temer as sanções, as contradições, em face ao que ostenta e provoca nos seus vizinhos territoriais. De novo o perigo; de novo a urgência de se ultimar a coordenada resposta. Inevitavelmente!

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Central Nuclear de Almaraz - Espanha (UE). Há quem já a defina como: a bomba atómica nas margens do Tejo (rio Tejo) do lado de lá (Espanha) e do lado de cá (Portugal)...

Tecnologia Nuclear
Não nos perdendo em tecnicismos ou até galicismos que não levam a lado algum, no que se tem de expor segundo os especialistas que defendem ou que atacam esta poderosa tecnologia/energia da era moderna, há que entabular as razões, vantagens ou oposições de tudo o que envolve esta indústria e técnica em investigação e desenvolvimento.

Sabe-se que, de todas as alternativas aos combustíveis fósseis, a Tecnologia Nuclear recebeu a parte de leão em fundos para essa investigação e, desenvolvimento, sobre a actual corrente de se poder extrair um melhor aproveitamento desta agora tecnologia nuclear.

É correcto o argumento de que, as Centrais a Urânio, podem efectivamente proporcionar energia ilimitada sem contribuírem para a poluição química do ar ou, para o chamado Efeito de Estufa. Todavia, o grande problema que consiste em garantir a Segurança dos Reactores - e reciclar grandes quantidades de lixo radioactivo - ainda espera por uma solução que seja literalmente inofensiva.

Provou-se já que, a exposição a Níveis de Radioactividade, considerados inofensivos há alguns anos, aumentava a incidência de cancro ou patologias associadas que acabavam inevitavelmente pelo contrair dessas doenças oncológicas e, danificando os cromossomas - o que pode invariavelmente também ser prolongado pelas gerações futuras; além de que as Armas Nucleares, actualmente detidas ou desenvolvidas por um número crescente de países, representam um perigo assaz grave.

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A ostentação militar e de Armamento Nuclear em arsenal a cada dia mais composto - e também mais inseguro - por parte de todas as populações do planeta que se vêem estimar serem carne para canhão ou, neste caso, almas esfumadas sobre o poderio atómico e nuclear dos países munidos desta perigosa arma de destruição em massa.

O Ranking dos Poderosos...
Em jeito de complemento e afirmação, segundo dados oficiais gerais mas não totalmente estimados devido aos dados confidenciais dos países portadores de armamento nuclear, compomos:

Estados Unidos em primeiro lugar (a única potência nuclear com armas implantadas noutros países, através do programa de partilha nuclear da NATO e, também, a única a já ter utilizado uma arma nuclear em combate), com 7650 ogivas nucleares estimadas e 2.150 operacionais. Com tudo isto, quem tem medo ainda do que vem de fora «out there...»?

A Rússia em segundo lugar, com 8420 ogivas totais e, 1720 operacionais (estando actualmente em união de esforços e redução deste armamento bélico com os Estados Unidos, após a desagregação da União Soviética). A França (o terceiro maior arsenal nuclear do mundo), com 300 ogivas estimadas e 290 operacionais, seguido do Reino Unido com 225 ogivas estimadas e menos de 160 operacionais.

De acordo com a Federation of American Scientists (Federação Americana de Cientistas), a China posiciona-se num «belo» quinto lugar neste ranking de arsenal nuclear com a estimativa de 240 ogivas no total, destacando-se também na lista dos dez maiores exércitos do mundo. Um portento militar! Segue-se a Índia, que nestas coisas não quer ficar atrás de outros, na estimativa de 80/100 ogivas no total; além o que, por notícias vindas a público recentemente, vai construir 10 novos Reactores Nucleares. Algo que nem o Ganges poderá suportar, na minha opinião...

Após isto, temos o Paquistão, com 90/110 ogivas totais; e avançamos para a Coreia do Norte com 10 ogivas aproximadamente, pelo que se estima mas não se comprova (devido ao isolamento e à política nacionalista de oclusão, secretismo e confidencialidade absolutas do seu líder em face a mais rigorosos ou escrutinados dados balísticos deste seu arsenal nuclear), no que o Security Council da ONU aprovou em novas sanções à Coreia do Norte, depois de cada teste nuclear seu.

Israel, que teve como opção o desenvolvimento do nuclear a partir de 1950 com fins de defesa nacional, uma vez que está rodeado por inimigos figadais de curta distância mas de há longo tempo, tem um total de 80 ogivas nucleares (ou em seu poder 80 armas atómicas mas, com o poder de fabricar outras 200, ou seja, com o plutónio suficiente para esta produção), segundo os dados da Federação Americana dos Cientistas.

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O Irão preparado para a Guerra Nuclear...? E até onde isso nos levará, a todos? Rússia, China e Coreia do Norte, aliados do Irão (desde 1979, na produção secreta de uma arma nuclear, apesar das sanções e, sob o disfarce de um programa nacional de energia nuclear), num cockatil-molotov de união, consórcio e bons amigos do Irão em hostilidade evidente para com Israel, segundo dados divulgados pelo WND, de 2015.

Irão: do califado Abássida até hoje...
O Irão está no último da tabela «the last but not the least...», o que vem introduzir a questão sobre a fidelidade ou segurança global que podemos ou não sentir (ou que alguém superior nos garanta de tal...) sobre o potencial armamento nuclear iraniano.

De acordo com os dados recolhidos pelo U. S. Congressional Research Service (de Dezembro, de 2012, o que já lá vai algum tempo até aqui...) se resume pelo maior número de mísseis implantados no Médio Oriente, no que este país tem desenvolvido a partir de 1980 de mísseis balísticos; algo que, a International Atomic Energy Agency tem postulado como elevada preocupação mundial em relação ao programa nuclear do Irão.

Foi divulgado posteriormente um relatório dando conta da possibilidade do Irão estar a desenvolver Armas Nucleares, o que causa, claro está, grande apreensão se esta informação for de facto verdadeira. Como não se duvida de tão alta instituição (a agência de energia atómica internacional) então, será mesmo de convir estarmos alerta e de certa vigilância sobre os intentos desta e de outras nações que fogem ao Conselho e Ordem Internacional para o efeito.

Estas dúvidas tiveram um remate mais acintoso e de certa forma mais corroborante com a tese da união entre outros países, na tal frase de: «os teus inimigos meus inimigos são», destes terem ajudado o Irão a conseguir uma arma nuclear - desenvolvendo e testando um sistema de mísseis balísticos - para o projecto de uma ogiva de arma nuclear contra Israel.

Teerão, por conseguinte, com a ajuda da China, da Rússia e da Coreia do Norte, terá testado em operacionalidade e em certo local (a nordeste da capital), o enriquecimento de urânio, em total secretismo ou ocultação que jamais foi observado pelas entidades competentes e autorizadas para tal, da Agência Internacional das Nações Unidas de Energia Atómica (AIEA).

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Nagasaki: a cruel e fatídica imagem do não-ser; a sempre dolorosa afirmação de um povo sobre outro na hegemonia de coisa nenhuma. Há que lembrar para não voltar a cometer estes mesmos erros. Mas consegui-lo-à o Homem, nos seus totais domínios e desígnios de ser ver superior sem o ser...?

Antes e depois...
De uma bela cidade nipónica (ou duas) - Hiroshima e Nagasaki - nada ficou; nem as almas penadas que, volatilizadas, não tiveram tempo nem para a perdição dos espaços,  o soluço dos lamentos ou sequer a noção ou consciência do que tão fatidicamente lhes aconteceu; em 6 e 9 de Agosto de 1945.

A Bomba Nuclear: um demoníaco dispositivo explosivo que enfatiza a sua força destrutiva através das reacções nucleares (tanto de fissão como da combinação de fissão e fusão). De 20 mil toneladas de TNT (no primeiro teste efectuado para a entrada da era nuclear, o «Trinity») até à brutal força explosiva - equivalente à detonação - de 1,2 milhão de toneladas de TNT, está-se perante a mais poderosa mas terrífica arma termonuclear na era moderna, era actual de todas as coisas: boas e más!

Em termos populares, e não só, o problema nuclear é de difícil compreensão ou mesmo aceitação; não se pode nem deve julgar quem há muito perdeu os seus antepassados por obra tão endemoninhada quanto macabra, segundo estes parâmetros bélicos de razia total sobre campos ou cidades. Nada o justifica, na minha sincera opinião.

Sentimos sempre dificuldade em raciocinar ou, obliterar, numa escala superior a algumas gerações, para nos distanciarmos em termos de o fazer (ou contemplar indiferentemente), se quisermos proceder de forma optimizada, estabelecendo compromissos em relação a uma multiplicidade de factores em vez de se procurar maximizar alguns em detrimento da delicada teia da vida.

A Tecnologia Nuclear tem efeitos extremamente complexos e de longa duração,  alguns dos quais só agora começamos a compreender.

Considerando esses perigos ambientais (note-se que não é invulgar haver a retenção de lixo radioactivo proveniente das centrais nucleares em contentores que posteriormente são enterrados no solo, longe dos centros urbanos, é certo, mas ainda assim portentosos de se estar a «semear» bombas-relógio debaixo de chão), tornando-se razoável perguntar-se então quão aprazível ou digno será, eventualmente, o futuro do Homem.

A continuar-se esta tendência actual e, a cada dia mais feroz e mais inconsciente de se esquecer os verdadeiros valores e princípios da Humanidade, é bem possível que o nosso planeta se torne inóspito ou mesmo inabitável (no que muitos de nós tendo essa consciência, nada faz para mudar outras mais errantes...) já que, nos dois últimos séculos, iniciámos a um ritmo cada vez mais acelerado ou vertiginoso, um vasto número de alterações ambientais artificiais que ameaçam o nosso próprio futuro. A nada se fazer, a Humanidade destruir-se-à por si mesma...


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A União dos Povos; suas bandeiras, suas nações - algo que nem a ONU consegue, infelizmente. O patriotismo exacerbado e mesmo infundado, persegue a lógica de um extremismo ou radicalismo que a ninguém favorece. Será que a diplomacia vence a demagogia de alguns...?

Parentesco e Nação-Estado
O Patriotismo - o fundamento emocional da Nação-estado e dos trágicos conflitos destes dois últimos séculos (XX e XXI) ainda subsiste em nós. A sua continuidade é notável, tendo em conta  a influência dos movimentos anti-nacionalistas, o esmagamento de muitas pequenas nações pelo Comunismo do pós-guerra e, da globalização progressiva da Economia. Por outros agora, mas de índole humanitária, sobre refugiados e exilados políticos com que o mundo se tem de defrontar.

Subsiste-nos a pertinente questão que poucos ou nenhuns nos respondem com toda a clarividência ou, honestidade possível:

Por quanto tempo se conservará o Sentimento Nacional como factor político significativo, quando, um dos efeitos dos enormes blocos económicos - como a União Europeia -  é o de permitir a livre circulação de pessoas entre os países membros?

Todavia, para os mais atentos e, sobre esta onda de terrorismo invasivo e criminoso sobre as nações, cada vez mais se chega a um extremo de patriotismo exacerbado ou nacionalismo radical que também a ninguém engrandece, a não ser aos líderes partidários que assim o estimulam na ansiedade dos povos e, na avareza de quem se quer resguardar ou somente guardar a sua quota parte sem distribuição ou solidariedade alguma...

Sabe-se que, tanto os Políticos de Esquerda como os de Direita, têm exaltado e denegrido o Patriotismo, mas a lealdade e o sentimento especial que cada um demonstra para com o seu povo e a sua terra, revelaram-se tão persistentes (e muitas vezes mais fortes) do que a maior fonte de inspiração do Socialismo, na comiseração ou preocupação pelos fracos e oprimidos. Além a vertente mais liberal e centralista da Social Democracia, económica e social, sem recurso à Nação-estado (pelo menos tão intensamente) em apelo de proteccionismo imensurável desse Estado.

Mesmo sem se recorrer a extremismos, qualquer que seja a facção ideológica ou partidária, haverá sempre a tentação de se puxarem pelos galões da Pátria, aquando a recessão aflige e a crise económica ou social dos países impere. Seja em Comunismo, Socialismo, regimes Sociais Democratas ou Democratas Cristãos, há e haverá sempre essa tendência; além outros interesses...

Em casos ainda mais extremos - de Patriotismo/Nacionalismo radicais - regista-se o epifenómeno de se elevarem muros e fronteiras (devido à invasão de refugiados e migrantes que atravessam os países), criando-se o flagelo humanitário, por vezes, sem se ter em conta a vertente de sofrimento e angústia de quem busca, apenas, a paz. E essa, mais digna mas nem sempre conseguida, acaba sempre por voltar...

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Mar da Líbia: Mediterrâneo: Uma imagem que ninguém quer ver do despojo da vida sobre corpos inchados, deformados e atraiçoados, por quem não os socorreu ou legitimou em seu espaço: o sonho perdido - afogado e amordaçado - de quem só queria encontrar paz e liberdade, alimento e saúde, dias e noites tranquilas, que não o mar salgado que lhes serviu de mortalha...

Solidariedade Humana...
A Lealdade de Grupo tem constituído uma característica da vida social da nossa espécie humana, provavelmente desde o seu início e, embora as pequenas comunidades - como os Bosquímanos do Calaári (San) ou os aborígenes australianos - estejam relativamente abertas a imigrantes (ou actualmente toda a Europa e os Estados Unidos, relativamente ao êxodo/afluxo de refugiados vindos da Síria, do Iraque ou do Afeganistão) também se identificam fortemente como grupo, observando e cuidando das fronteiras territoriais.

Aparte as excepções em que as não franqueiam e até edificam muros que não pontes e as atiçam de arame farpado...

Em todas as Sociedades Tradicionais, a partilha e a troca constituem estratégias cruciais para prevenir a Fome, a Doença e Guerra; contudo, a defesa do território tem constituído igualmente uma necessidade, visto que, para os caçadores e os recolectores, a terra representa a única fonte de recurso económico e, protegê-la, é uma actividade de grupo na qual os intervenientes estão irmanados pelo sentido de lealdade uns para com os outros - e pelo amor ao chão que pisam; se o chegam a pisar...

A Intimidade do contacto com a terra pode diminuir nas comunidades agrícolas, mas a necessidade e a propensão para a coesão do grupo, assim como a entreajuda mútua mantêm-se.

Por outro lado, a Religião, uma característica universal das sociedades tradicionais, tem contribuído para integrar as pessoas em comunidades cooperantes e, proporcionado apoio emocional, constituindo ao mesmo tempo uma força de Etnocentrismo - visto que grupos com laços muito fortes tendem a ver o mundo através das lentes da sua própria sociedade, com os seus pressupostos e as suas práticas e regras sociais.

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Explosão em Catedral (em Dezembro de 2016), no Cairo, capital do Egipto, colhendo 25 vidas. Em Maio de 2017, a idêntica realidade de monstruosidade e idêntico atentado sobre um autocarro e quem neste seguia de devotos cristãos copta, ceifando assim 26 vidas de almas inocentes.

As excepções...
Mas há sempre excepções. O que sucedeu ultimamente (sendo já frequente e indissociavelmente um cancro que se distende e não refreia), os acontecimentos sobre Manchester, no Reino Unido, ou no Egipto, já em 2017 (na província de Minya, a sul do Cairo) e sobre cristãos coptas, na matança circunstancial mas abrangente de um fundamentalismo islamita de seguidores do Islão; aqui, e noutros pontos do globo.

Há a registar que, no Egipto, os coptas representam entre 10 a 12% da população geral.

E tudo isto, sobre elementos que, muitas vezes nascidos na Europa e nos Estados Unidos, se radicalizam na atroz cruzada islâmica jihadista - em oposição à religião cristã, católica ou copta (entre outras religiões) - executando feitos terroristas na maior ceifa de vidas para com objectivos nulos, acéfalos e inúteis dessa demanda.

Durante milhares de anos, Diferenças entre Grupos, como a língua, os costumes ou religião - que os cidadãos das modernas sociedades cosmopolitas consideram menores - compuseram este sentido de diferença, promovendo a solidariedade do grupo e, assim, a sua sobrevivência.

Através de todas as mudanças que ocorreram na base de subsistência das diferentes sociedades, continuou a ser vantajoso pertencer a um grupo que se apoia mutuamente e é, portanto, natural procurar pertencer a um deles.

Um dos motivos pelos quais o Patriotismo continua a florescer no moderno ambiente urbano pode muito bem residir no facto de, proporcionar um forte apoio, sob a forma da Identidade do Grupo às pessoas que vivem num mundo cada vez mais secularizado, muitas vezes afastadas dos laços da família e da sua comunidade.

O Nacionalismo Beligerante e outras ideologias agressivas (e até criminosas, homicidas e suicidas que se estendem e entendem como terroristas) são, completamente inaceitáveis na imensa aldeia global emergente, mas antes ainda de podermos humanamente superar os excessos ideológicos, precisamos em primeiro de compreender melhor as necessidades sociais e, as estruturas que lhes estão subjacentes e aprender a viver com elas. Ou não.

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O momento fotográfico e de absoluto terror, aquando o lançamento e posterior visão horrífica do já célebre cogumelo destruidor, em 6 de Agosto de 1945, sobre Hiroshima, Japão. Foto gentilmente cedida pelo Exército dos EUA/Memorial.

O Espectro da Morte
O potencial de Destruição Maciça da Guerra Nuclear (e mecanizada) faz com que a Paz constitua o primeiro imperativo dos assuntos internacionais e, apesar dos incessantes conflitos armados em várias partes do mundo (em África, no Sudão do Sul, na Síria, no Iraque, e por aí fora, infelizmente), a tendência até aqui, foi a de ser no sentido da integração internacional, com a consequente dissipação da polarização extrema das super-potências da Era da Guerra Fria. Mas, actualmente, parece que tudo se está a reverter e não para melhor...

A Redução da probabilidade de Guerra entre as grandes potências (mais exactamente entre os Estados Unidos e a Rússia, mas também a Grande China ou Índia) deixa, contudo, ainda lugar à ocorrência de disputas que até aqui se julgaram menores ou, com países que não tendo armas atómicas/nucleares até à data, agora se estimam francamente similares no potencial bélico da destruição em massa. Um susto!

Os Ensaios Nucleares, por terra ou por mar (sendo muitos os que se efectuam e abatem por via subterrânea por outros no mar) deixam um amargo de boca e um agravo de alma ao sentirmos que, a proliferação de Armas Atómicas se faz sem punição ou contenção, sendo expectável talvez, em futuro próximo, a visão mais terrível que a Humanidade poderá colher em sua última perspectiva de vida no largo e horrendo espectro de um futuro impensável - de um futuro que deixa, automaticamente, de existir. Viver com essa ameaça é pungente; erradicá-la é utópico. Que fazer então?

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O Papa Francisco (esq.), sumo-pontífice da Igreja Católica, unido em profusão e favor do diálogo inter-religioso; desta vez, com com o líder máximo da Igreja Copta, no Cairo, Egipto (ao centro), no tão estimado Papa Teodoro II. Um estímulo que o Papa Francisco incentiva e, cumpre, em vários outros encontros realizados, unindo Ortodoxos, Judeus, Muçulmanos ou Luteranos (entre outras vertentes religiosas) noutros locais do globo.

Fazer a diferença sendo iguais...
Poderão os grandes e máximos líderes religiosos invocar (em defesa da Humanidade) todos os direitos, todas as avenças, para que não sejamos destruídos por nós próprios...???

Sobejamente conhecidos os muitos encontros inter-religiosos que o Papa Francisco assume, poderá adivinhar-se que, não será de todo distante ou displicente, a sua atitude e comportamento em face ao que se perspectiva de uma nova ameaça nuclear no planeta.

Poder-se-à acrescentar que em relação à ONU, também não; por conseguinte, por muitos sofrimentos terríveis por que passem várias outras nações em agressivo nacionalismo num renovado ressurgir dessa poderosa força do pós guerra-fria, é de esperar que os padrões de vida, em melhoria, e as organizações globais - como as Nações Unidas - consigam instaurar a influência moderadora da independência e do respeito pelas leis.

Todavia, no que se insta sobre a prepotência bélica de armas nucleares (e sobre as nações violarem essas leis, leis internacionais), a situação é outra: mais específica e delicada. Ninguém trata com luvas de boxe - ou acérrimo pugilismo verbal - algo tão premente ou sensível quanto um assunto destes, tal como elefante em loiça de cristais, assume-se; daí que se tenha de usar de muita precaução e bom senso no diálogo inferido - se tal for permitido às partes envolvidas na quezília nuclear e na má-vizinhança que entretanto se faça, perigando as outras nações em seu redor e não só.

Tanto a União Europeia como no seu todo a ONU (ou todas as nações que estejam ou não envolvidas nesse conflito indiciado sobre o nuclear) terão de unir esforços, vontades e um desejo inestimável de chegarem a acordo; ou não haverá chão, ar e terra para onde nos virarmos.

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A Cúpula Genbaku ou Domo da Bomba Atómica (no Parque Memorial da Paz, em Hiroshima, no Japão): a presença de quem morre de pé, mesmo ao fim de 68 anos...

Ontem e Hoje: a mesma realidade
A História da Humanidade está de facto assinalada pelo avanço da tecnologia. Naqueles períodos em que esta declina, temos durante algum tempo aquilo a que chamamos uma Idade das Trevas. Têm-se registado no passado, várias idades das trevas na História da Humanidade, mas sempre localizadas no espaço e no tempo e não, como a partir de agora, em exponencial contingência de tantas nações em conflito armado na posse e mando de armas atómicas.

É discutível pensar-se que o superaremos. E que, a nossa civilização tecnológica, altamente complexa - e consequentemente bastante frágil, em referência humana de se premir o botão num não reflectir dessas mesmas consequências imediatas e por todo o globo - possa enfim suportar uma crise planetária desse tipo; implicando obviamente o Fim da Civilização.

Isso, é de facto o nosso maior receio e, similarmente, a causa-efeito da nossa eliminação/extinção como Humanidade que somos e como seres vivos que suplantamos deste planeta Terra - assim como todas as outras espécies vivas.

Somos o nosso pior inimigo; Vejamos então: a suceder essa tal Idade das Trevas, mesmo estando à beira de termos consumido todo o petróleo, esgotado todas e quaisquer provisões seja do que for, do carvão de mais fácil extracção à ablação de tudo o que mexe, animal ou vegetal, dissipado os melhores recursos naturais e minerais da superfície da Terra (tornados sumariamente radioactivos na maior parte do meio ambiente) e, destruído uma outra grande parte do solo terrestre através de um cultivo excessivo (na agricultura intensiva e cumulativa de fertilizantes e contaminantes que a tornaram estéril com o passar dos anos...) nada restará.

A Fome a grassar, as doenças infecto-contagiosas a disseminarem, os vírus a instalarem-se, os agentes patogénicos a ramificarem, a bacteriologia infesta e incontida, inflamada e replicada nos demais - na advertência pestilenta desta nova era moderna de uma gripe espanhola à escala planetária - é certo que pouco ou muito pouco haverá para se fazer explodir, volatilizar ou incinerar numa vulnerabilidade e terror sobre a Terra, só comuns ao Inferno: A outro inferno, de fogo, cinzas, chuva ácida e posterior era glaciar após muitos e muitos anos de degredo planetário... E então tudo recomeça.... de novo...

E desengane-se o mais fervoroso da civilização humana que de contrário pense; somos vulneráveis e somos parvos; muito parvos, na estupidificação mórbida de um não-retorno ou de uma circunstância que nos viu já ser extintos como Humanidade e que jamais lembramos, jamais suportamos, quer seja essa, ou outra e renovada verdade de um ciclo vicioso imparável de podermos atingir mais, ser mais.

E, se almejarmos que a nossa salvação - a nossa bendita e arguta salvação - possa ascender através de um milagre global ou secturizado/optimizado e quiçá endeusado em termos não totalmente deíficos mas estelares e de suma relevância de uma qualquer inteligência superior que do Cosmos nos venha içar, esqueçam, não merecemos tal!

Lembrem-se da História Humana e Bíblica (recordem que já não somos Noé, que já não somos nada), para que tal se venha a verificar. E acaso fôssemos, que paga teríamos, o que lhes devolveríamos se não em espécie de animal doméstico; ou pior, animal de abate sem repúdio por parte destes ou, rejeição por nossa parte, nossa débil e impotente parte humana, sem combate ou compleição que nos fizesse revoltar e voltar à primeira condição de Homo sapiens sem intervenção do exterior...?!

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Seres Extraterrestres: a salvação da Humanidade ou, a mais pura ingenuidade humana (ou burrice!) dos seus reais e verdadeiros intentos sobre a nossa civilização?

Sermos eficientes bastará...?
Como podemos então ajudar-nos a nós próprios? Poderemos reverter esta situação...? Penso que sim, para isso bastará proporcionar novas Fontes de Energia e, Alimento.

Dos 7 mil milhões que hoje habitam o planeta, há que instituir muitas outras condições não só de subsistência mas, acima de tudo, sobrevivência. Não temos de ser subservientes ou restritos a algo que não perdure ou nos faça mal, no seu todo.

Há que dizer não; enveredar por outros meios, outras vias (biológicas e não só, tanto na alimentação como na inoculação/vacinação (virologia) na contenção da mortalidade infantil, equilibrando esta, ou de incentivo - na natalidade baixa noutros pontos - para colmatar a mortalidade ou envelhecimento da população, sem se cair, de novo e inversamente, naquele ditatorial controlo de nascimentos (até há pouco, na China, na política de filho-único).

Há que se manter estável o índice demográfico e, seja neste campo seja noutro, estabelecerem-se regras conjuntas, globais, demográficas e não só, no que o ser humano é espantoso, coagido pela necessidade quase obrigatória de ter de mudar!

Nenhuma Nação pode ser efectivamente independente - ou deslaçada de todos os outros - na consequente insolvência que verá em próxima data (ou de um ainda maior hermetismo territorial com tudo o que isso acarreta), por tão más escolhas ter feito ou ter subjugado o seu povo, toda a sua população, na ignorância e no erro que dos governos totalitários e extremistas se exultam, sobre um isolacionismo que não é bom para ninguém.

Estamos a enfrentar uma longa escadaria de problemas globais - esgotamento de recursos, explosões demográficas, poluição, alterações climáticas, etc. - no que se tornou bem claro o facto que, nenhuma nação consciente, pode ou deve sequer assumir-se como uma unidade independente dos demais.

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É assim que eu quero continuar a viver e a sonhar com este meu e nosso (de todos nós) planeta Terra.

Haja Esperança!
Hoje, a Guerra com armas convencionais é parte da «pré-história» da era moderna, ainda que esta se faça cumprir em certos círculos, como se vê registado na Síria e no Iraque; ou em certos países de África, dos quais todos temos culpas acrescidas devido à crescente venda de armamento em financiamento e, proliferação, de uma economia dita liberal - Republicana ou Democrata - tanto faz, que tanto mal faz também...

Não quero ver cogumelos gigantes sobre o meu Céu ou, sobre os céus de alguém; não quero ver-me esfumada e serpenteada de corpo e alma sobre explosões contínuas, nuvens radioactivas e todo um caos latente de desordem, saque e morte. Depois, do nada subjacente em todos nós, do calor, do frio, da ausência de cheiros, de aromas, de afectos - na ausência de tudo o que o planeta Terra tem ainda para nos maravilhar, quero acreditar que vamos vencer, que vamos sobreviver!

Não quero viver um Inverno Nuclear. Não mereço e não quero! Do Céu a escuridão, a mágoa e o nada do pouco que ficou; se é que ficou alguma coisa...

Incinerado o corpo, vaporizada a alma e sufragada a lembrança do que nos viu ser vida, pulverizando tudo em redor - até mesmo a esperança de tudo não passar de um terrível e alucinante pesadelo - a luz ainda não me cegou, a mente ainda não me enjeitou; e eu, somente eu, continuo a andar por aí... se Deus (pobre coitado que tanto nos atura) ou aqueles senhores da guerra, na Terra, deixarem. E Deus, este mesmo Deus de todos nós, o permitir... Haja Esperança! Haja Deus, seja Ele quem for...!