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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Universo: Um Enigma Indecifrável!

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Mapa 3D do Universo: o mais completo e actual mapa do Universo, após 10 anos de observações utilizando o 2MRS (2MASS Redshift Survey; uma fulgurante e expressiva imagem que contém 500 milhões de estrelas e mais de 1,5 milhões de galáxias.

Na longa escalada humana que o nosso planeta Terra nos tem ofertado, será inimaginável a operacionalidade e energia efectiva que comporta todo o Universo. E isto, à escala cosmológica mas humanamente incompreensível na eventualidade deste se poder extinguir também (além o que nos amedronta e petrifica ante a morte planetária, e por conseguinte de toda a Humanidade na Terra...) na endógena indução que haja a finitude deste gigante escuro e estrelado - portentoso gerador de vida ou saco amniótico estelar de outras vidas por nós desconhecidas - numa circunstância geofísica incomensurável (mas abrupta de ser reprimida ou eliminada).

Como pode a Terra morrer, poderemos questionar ou até afirmar, sabendo de antemão as fatais e subsequentes respostas de extinção; mas saberemos reproduzi-lo perante esses mesmos desígnios de erradicação total, sobre um Universo que ainda não entendemos (na sua totalidade) e não absorvemos em magna magia ou literal confraria estelar e, interestelar, no seu todo...?

Quem nos pode permitir definir o que é finitude ou infinitude no que, actualmente, os cientistas ainda se debatem em interrogação ou antagonismo teórico (e algum anacronismo) deste se estar a expandir ou a refrear; a colapsar ou - indescritivelmente para nós, humanos - a se reiniciar numa réplica (ou quiçá original reentrada e replicação de outro ou outros Cosmos), em termos embrionários universais, a reassumir-se como o Grande Olho - a Grande Força do Uno!?

E se não for isto a grande ilusão ou enorme utopia em que todos estamos envolvidos, que daí surgirá, se não uma indissociável verdade de Fim e Início além os tempos...?! Tal como Einstein há muito elucubrou, talvez porque... Passado, Presente e Futuro são um só no espaço e no tempo de todos eles...

Resultado de imagem para universo A Teoria Geral da Relatividade de Einstein, realçada e invectivada no nosso mundo científico (em 1915), veio conceptualizar um Universo de origem suprema de Big Bang exponencial, iniciando a sua expansão há cerca de 13,8 mil milhões de anos. Um Início com um Fim determinado daqui a 10 mil milhões de anos (ou 10 biliões) em colapso que acabará com toda a matéria no seu interior).

«Se não esquecermos acontecimentos passados, tornar-nos-emos senhores de eventos futuros».
                                                                              - Sima Qian (145-86 AEC) - Historiador Chinês -

O que a História nos conta...
Os Antigos Chineses eram observadores apaixonados do Céu Nocturno. Eles viam no movimento regular e, em especial, no movimento irregular do Sol e da Lua, das estrelas e dos planetas, expressões da vontade do Céu.

Um dos alicerces da filosofia política chinesa consiste na crença de que, o Céu,  concede o seu mandato para governar apenas a um receptor honrado. Mas, quando esse receptor - ou os seus herdeiros - já não merece esse mandato, o céu também pode retirá-lo...

No Reinado do rei Jie, pensava-se que o Céu demonstrara o seu descontentamento fazendo com que os planetas alterassem o seu movimento regular, para além de exultarem dois sóis que apareceriam juntos em simultâneo.

Quinhentos anos depois, em 1059 AEC (que na cronologia chinesa se traduz por Antes da Era Comum), houve outro presságio celestial - uma espectacular conjunção de 5 planetas visíveis - o que augurou de seguida estabelecer que seria a vez de, a dinastia Shang, a sucessora dos Xia, perder o seu mandato.

Na Antiga China (e arbitrariamente para os seus cidadãos), A Observação dos Céus, desempenhava um papel fundamental na vida de todos eles. Acreditava-se que o Céu, a Terra e a raça/Espécie Humana se encontravam intimamente ligados. Tinham como pensamento-base a ideia e convicção de que, uma mudança num dos reinos, afectaria todos os outros. Interligação e conexão: algo que ainda hoje tentamos discernir e não inteirar da sua absoluta verdade de estarmos de facto todos ligados...

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O Dragão Chinês: criatura mítica (ou realidade estelar...?) em incontestável símbolo do Oriente, da Primavera, da Fertilidade, e dos ritmos geradores dos elementos - acreditava-se piamente na Antiga China que, os seus movimentos, correspondiam exactamente ao ciclo agrícola e ao aumento ou diminuição sazonais do princípio criativo do «Yang».

O Universo Chinês
Segundo nos relata  Edward L. Shaughnessy, estimado historiador e investigador nesta área, de que por tradição, na Antiga China, se acreditava que o Universo Chinês continha três reinos: Céu, Terra e Humanidade. Durante a dinastia Han (202 AEC-220 EC), os filósofos retratavam o rei Wang como o agente responsável pela ligação entre esses três reinos, no que era considerado como sendo o elo vivo entre eles.

O Céu era então a abóbada do Firmamento, o campo sobre o qual o Sol e a Lua, as estrelas e os planetas descreviam os seus movimentos regulares - e por vezes aparentemente irregulares. E, à semelhança de todas as civilizações antigas, os Chineses eram fervorosos observadores do céu nocturno. Os 5 planetas visíveis (Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno) tinham todos eles a sua própria personalidade; além de exercerem os seus efeitos sobre as pessoas e os acontecimentos da Terra.

O «Grande Branco» (Vénus), longe de ser uma deusa do Amor, era um algoz terrível e impiedoso (sendo que o branco é a cor do luto, na China), enquanto o planeta Saturno se deslocava lentamente como sendo um ancião, sendo geralmente associado ao Imperador Amarelo da Alta Antiguidade - o mesmo imperador há muito distinguido como ser endeusado, superior e até estelar, roçando a divindade, a surpresa e a superioridade com os demais.

Em relação a Júpiter que era considerado como o mais importante dos planetas, ia regendo o tempo à medida que ele parecia passar de uma constelação para outra.

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Mapa Estelar da dinastia Tang (618-907 EC), proveniente de Dunhuang, na província de Gansu, representando o céu nocturno como ele era visto no Hemisfério Norte: O mais antigo mapa estelar (ou celeste) que se conhece até hoje. O pergaminho completo está dividido em 12 secções que correspondem às estações de Júpiter. A descoberta deu-se na época moderna sob as ruínas de um Mosteiro nos desertos da Ásia Central.

O Dragão Celestial
Tal como nos outros lugares, as estrelas eram agrupadas em Constelações: sendo que as mais importantes de todas eram 4 animais espirituais e, 28 casas lunares.

O Dragão celestial era então composto por estrelas desde Virgem até Escorpião, no que também incluía as casas «Chifres», «Garganta», «Peito», «Ombros», «Coração» (que por sua vez incluía Antares, na China a «Estrela de Fogo») e «Cauda» (coincidindo em grande medida como a constelação conhecida no Ocidente como Escorpião).
Numa determinada altura, o seu surgimento a oriente indicava o começo da Primavera e o despontar da estação de cultivo.

O Dragão, personificação da força geradora do Yang, surgia das águas subterrâneas onde estivera encurralado durante o Inverno, começando assim a sua ascensão em direcção ao céu nocturno.
Em Meados do Verão, altura em que as forças da vida se encontravam no seu auge, todo o seu corpo seria adornado para que todos pudessem ver.

Se o Dragão era a constelação do Oriente e da Primavera, e por conseguinte, da cor verde, o Verão era a altura da Fénix, de cor vermelha e associada ao Sul. Por outro lado, o Inverno era a época da Tartaruga negra que habitava o abismo aquático do Norte.

Isto explica em grande medida, por que razão os Antigos Mapas Chineses eram orientados com o sul no topo;  a água devia, é óbvio, estar no fundo, com a Fénix a voar por cima. Começa a explicar também as bases da noção subsequente do Wu Xing, ou «Cinco Movimentos» (ou «Cinco Fases»), de que se julgava ser composta toda a matéria.

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O Universo e o que a Cosmologia actual nos diz: dentro de aproximadamente dez biliões de anos o Universo vai colapsar, numa expansão disruptiva que o vai extinguir ou, como outros cientistas admitem (astrofísicos na sua maioria), este dar lugar a um outro ainda mais proeminente e factual de energia nuclear, cor e calor, vida enfim, sobre todos os aspectos...

O Universo vai acabar...?
De acordo com António Padillha, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, o «Fim» está próximo; ou seja, cientificamente abordando esta questão sobre o Universo: «O facto de estarmos a observar a energia escura, pode ser mesmo um indicador de que o Fim está próximo».

Uma das questões mais debatidas na Física, é saber o que o motivou ou factor que leva a que a expansão do Universo esteja efectivamente a acelerar. Isto tem criado nos cientistas muitas interrogações que tentam a todo custo sublimar em acordo entre si (no que contrariam Einstein que acreditava num cosmos situado numa constante cosmológica).

Mais tarde, Edwin Hubble, o famoso astrónomo, rectificou de que o Cosmos estaria em expansão, preterindo a teoria de 1917 sobre a constante cosmológica, reverberando na sua tese agora mais explanada também de que, a Energia Escura - ou energia negra - pode preencher o papel dessa constante. Esta Energia Escura compõe, segundo os cientistas, 68% do Universo. A Matéria Escura envolta em aproximadamente 27% e a matéria dita normal só 5%.

«Big Crunch»...? Não se sabe mas intui-se na comunidade científica de que, o Universo expandindo-se rápido demais a uma velocidade inusitada (em particular para o crescimento das galáxias), levará ao seu colapso. Todavia, surgirá depois um possível encolhimento, segundo o aferem os físicos e astrofísicos, no tal chamado «Big Crunch», em oposição ao seu início, denominado: Big Bang.

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Conceito artístico do Universo na óptica do observador numa única imagem radial logarítmica. As equações de Einstein e a observação, análise e consistência actuais sobre a teoria do génio Albert Einstein: o que mudou ou evoluiu entretanto...

Sempre Einstein: a evolução teórica...
«As equações de Einstein que descrevem a expansão do Universo são tão complexas matematicamente que, durante cem anos, não foram encontradas soluções para o efeito das estruturas cósmicas», alusão pontificada de toda a lucidez científica de László Dobos, o co-autor do estudo agora realizado em oposição aos que defendem a existência de energia escura, ou melhor, na explicação da aceleração do Universo sem energia escura.

Tudo isto foi elaborado através do actual modelo-padrão que explica como o Universo começou e evoluiu - o Lambda Cold Dark Matter (do modelo Lambda CDM, da cosmologia tradicional, que inclui a energia escura), o modelo Avera (que considera a estrutura em espuma do Universo e dispensa a energia escura) e, por fim, o modelo original de Einstein-de-Sitter (sem energia escura). Este estudo foi publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O que se plasma sobre este estudo, na reivindicação de que o Universo é composto por matéria comum - Homem, Planetas e Estrelas - representam apenas 5% da densidade do Universo e a matéria escura (como já foi referido também) 27%. Os restantes 68% serão energia escura.

Entretanto existem outras universidades que estudam e simulam outras teorias, outras teses, que se questionam se existe de facto Energia Escura ou não, fazendo a simulação por computador, afiançando ou dando maior consistência ao que defendem.

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Energia Escura: motor ou desacelerador da expansão do Universo...? Factor determinante nessa expansão ou, como outros cientistas arrogam, esta nem existir ou ser nula a sua influência-base deste sistema cósmico? Pode-se totalizar em absoluto o que as simulações por computador hoje nos traduzem de outras verdades, ou tudo não passará de especulação e teorização científicas de ambos os lados...?!

Existirá Energia Escura...?
Os cientistas afirmam que existe toda uma barreira complicada ou de larga complexidade nas equações que defendem esta teoria, pelo que os Físicos tentam a todo o custo simplificar parte delas, para as tornar então um pouco mais fáceis de trabalhar e, compreender. Admitem mesmo que, Pequenos Buracos, podem efectivamente transformar-se em grandes discrepâncias.

O Prémio Nobel da Física (em 2011) veio comprová-lo no mundo científico nas figuras emblemáticas então altamente credenciadas de: Saul Pelmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, nos contemplados e defensores de que a Energia Escura é enfim o motor que acelera a expansão do Universo.

Mas outros estudos têm questionado e mesmo invalidado em parte a conclusão destes prestigiados cientistas; ou seja, opinam o contrário. Para o determinar, uma equipa de investigadores elaborou então uma simulação computacional (mais exacta do que meros cálculos humanos), de como o Universo se criou, com base na sua estrutura de larga escala.

Essa estrutura aparentemente adopta a forma de uma espécie de «espuma», havendo grandes bolsas vazias no meio da «espuma», essencialmente desprovidos de matéria - normal ou escura.
De acordo com este novo estudo, as Discrepâncias que obrigaram à criação do conceito de Energia Escura, poderiam ter surgido a partir das partes da teoria ignoradas, por uma questão de simplicidade...

A posterior simulação feita pelos cientistas designada por: modelo Avera, veio assim dar maior luz ao conhecimento destes, ao demonstrar como a Gravidade afectaria essa estrutura (que aparentemente adopta a forma de uma espécie de espuma, onde as galáxias são encontradas nas paredes finas de cada bolha), descobrindo que, em vez de o Universo se expandir de uma forma uniforme, diferentes partes do Universo expandir-se-iam a velocidades diferentes!

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As mais maravilhosas estrelas do Universo! E nós, humanos, fazemos parte delas... quando nascemos e quando morremos fisicamente; além o que o espírito e almas compreendem, sem a noção exacta de todo esse deslumbramento da expansão ou retracção do Universo em final dos tempos...

Estrelas que brilham eternamente ou não...
Embora a Energia Escura nunca tenha sido directamente observada foi inferida através dos seus efeitos sobre outros objectos. Desde 1990 que se tem vindo a investigar a observação de supernovas do tipo Ia, sublevando que toda esta investigação tem sido instrumental - e fundamental - na propagação ou disseminação da ideia de que, a Energia Escura, é o motor que acelera a Expansão do Universo.

«A Teoria da Relatividade Geral é fundamental para entender o modo como o Universo evolui. Nós não questionamos a sua validade, mas a das soluções aproximadas». Esta a afirmação convicta de Dobos que enaltece ainda com uma maior precisão:

«Sabemos, por observações muito precisas de supernovas, que o Universo está acelerar, mas ao mesmo tempo dependemos de observações grosseiras às equações, que podem introduzir efeitos colaterais sérios, como a necessidade de introduzir a «energia escura» nos modelos projectados para se ajustarem às observações».                                                      

Em jeito de conclusão, Dobos finaliza: «Os nossos resultados baseiam-se numa conjectura matemática que permite a Expansão Diferencial do Espaço - coerente com a Relatividade Geral - e mostram como a formação de estruturas complexas da matéria pode explicar, a Aceleração sem a Energia Escura!»

Embora muitos outros cientistas admitam que muito mais haja e seja passível de um outro reconhecimento (por vezes até atentando contra as leis da Física em sua íntegra e legitimada defesa científica, humanamente entendível ou explicável por todos nós) que o Homem tem de continuar a perseguir um sonho, o seu sonho, de atingir e tocar o impossível - o Nirvana de toda a sabedoria. Ou, de toda a sapiência ou quase toda, na sua perfeita e conjectural situação e condição de sermos todos das estrelas e, de um ou mais Universos coesos dessa mesma perfeição.

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Seremos imortais ou simples receptáculos corpóreos de vida finita, de vida maldita em essência do nada...? Ou seremos tudo, corpo, espírito e alma eterna, na total e eterna consciência cósmica de termos de viver muitas vidas, percorrer muitos sonhos - ou melhor, saber concretizá-los em qualquer parte do Cosmos...!?

Finitos ou Infinitos, que seremos nós...?
Finitos são os momentos que não exploramos, que não incentivamos a sermos mais e a ir mais longe; infinitos os sonhos, as ambições, os desenvolvimentos e, as evoluções que o ser humano procurará em tempo e espaço a si concedidos, que o veja a ser tão ou mais parecido com quem lhe deu vida cósmica. Talvez pouco importe se somos mesmo imortais se o não soubermos interiorizar, engrandecer ou conceptualizar no grande fórum cosmológico que nos dá vida e no-la retira, sem ser aleatoriamente.

A Deus ou aos deuses, só ao Universo caberá responder; a nós, humanos, só nos sobrará a honra de neste pertencermos e sabermos obedecer em leis e prestígio panspérmicos (panspermia cósmica), de toda uma constante e evolutiva aprendizagem de luz e cor, energia e ascensão - que não escuridão ou regressão - em passos para trás de tudo o que não queremos nem desejamos em inversão e extinção.

Tal como o Universo, somos e seremos sempre um enigma indecifrável, no que fazemos e em particular no que sentimos; tal como o Universo, viveremos biliões de vidas, biliões de outras certezas, outras verdades, mas uma só Alma que nos dita que somos imortais, etéreos mas eternos, neste ou noutro Universo que nos acolha em si...