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quinta-feira, 27 de abril de 2017

A Humanidade (II)


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O Ser Humano: A mais maravilhosa obra-prima do Criador, indivisível de todas as coisas; obra incompleta ainda no Universo de um Deus divino (à sua imagem...) ou de um Deus estelar (à sua diferença?) ou quiçá, de um deus qualquer incognoscível à mente humana.

«O Homem, Que Obra-prima! Quão nobre na razão, infinito nas faculdades, intencional e admirável na forma e no movimento, semelhante a um anjo nos actos, a um deus na percepção! A beleza do mundo! O animal perfeito!»
                                                    (Shakespeare, Hamlet, acto 2, cena 2.)

A Origem/Criação
Desde a descoberta da estrutura do ADN (1953) pelo bioquímico americano James Watson e o biólogo molecular inglês Francis Crick até ao Projecto do Genoma Humano actual, a evolução do conhecimento científico tem sido imparável e, tão apaixonante quanto insaciável, nos domínios da engenharia genética.

A Ciência biomédica, a neurociência, as tecnologias de informação, a engenharia de software na área aeroespacial e multimédia, computadores e processadores quânticos, a física nuclear - quântica e extraordinária de outra compreensão - e por fim as técnicas utilizando a nanotecnologia em várias outras áreas, concederam ao ser humano uma ascensão meteorítica que só aos deuses se sabe aplicar.

O Homem, tocando na ponta do véu cósmico desse Mapa do Conhecimento biológico, biotecnológico e agora nanotecnológico na mais pura e moderna essência na área da nanociência (de espectacular repercussão de grandes e futuros êxitos em variadíssimos sectores), projectou-se na mais elevada condição de ser parte de um todo que é seu por direito também.

A Biologia Evolutiva diz-nos que nenhuma espécie é perfeita, que todos os milhões de formas de vida existentes estão, em diferentes graus, apenas aproximadamente adaptadas aos seus nichos - os quais se podem alterar, sendo portanto, capazes de desafiar a «perfeição» adaptativa de qualquer espécie - na Terra e fora dela.

No entanto, quando se estuda a história da nossa espécie e do nosso berço planetário, vai-se tentando compreender a diversidade (e biodiversidade) desse todo; em particular das várias culturas e ensinamentos existentes ao longo da Humanidade, no que as sábias palavras de Shakespeare ecoam com suma autoridade.

Tendo evoluído no decurso de milhares de anos, o Homo sapiens sobreviveu graças a  algo parecido com a perfeição adaptativa, na velha teoria de Darwin do ser/espécie como o mais forte é que vence; do que se mostra superior na selecção das espécies - daquele que singra. Já outros, em teorias mais revolucionárias e arbitrárias de serem assim consideradas pelo que se descobre e reconta de uma outra História Humana de origem e carisma cósmicos, a criação e evolução do Homem terem sido provenientes das almas estelares.

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Seremos nós, seres humanos, uma das milhares ou mesmo milhões de civilizações estelares que povoam o Universo no seu todo...? Seremos inferiores, habitando este mundo planetário de tantas oportunidades - mas também ociosidades e leviandades - que o Homem não soube entender e talvez se adaptar em melhor conformidade e, consonância, com o que os seus criadores infundiram desde o início...?!

Adaptação ou Evolução fabricada...?
Vigilantes, fortes e resistentes (ainda que noutra óptica ainda hoje e alguns de nós os consideremos «feios, porcos e maus» ou selvagens e pouco entendidos), o Homem foi-se estabelecendo com reacções rápidas de sobrevivência e um sentido de curiosidade altamente desenvolvido.

Os nossos antepassados conquistaram todos os Continentes e todas as regiões habitáveis do planeta, ainda que tivessem surgido a partir de África ou da tal cosmogonia suméria que tanto se instala hoje como verdade única sobre a origem do Homem.

No registo anatómico do Homem, os seus músculos podem funcionar em coordenação perfeita controlados pelas ordens vindas de um cérebro, cuja complexidade ultrapassa de longe os computadores modernos ou mais sofisticados que o ser humano possa ainda aperfeiçoar.

Podemos efectivamente colocar a nossa mente em hiper-actividade cerebral na resolução de imensos problemas (com imensa paciência, por vezes...) e sanar os mais complicados obstáculos ou os que julgamos irresolúveis; somos capazes de avaliar com toda a precisão e empenho os sentimentos dos nossos semelhantes e, ainda, de lidar de forma eficaz com a complexidade do nosso ambiente social.

Após cerca de 4 milhões de anos, um ser único evoluiu de forma sem precedentes no mundo animal; se esta criação teve origem e fabricação divina ou estelar não o sabemos com toda a certeza, no entanto, adivinham-se novos tempos, tempos mais exactos e ainda mais precisos (no espaço-tempo intemporal do conhecimento universal).

E isto, sob a égide de novas teorias  e novos conhecimentos que tudo irá mudar certamente - no Homem e na Terra, assim Deus queira, assim o Uno cumpra e nós, seres humanos, tenhamos a sorte, o dinamismo e a compreensão total para o absorvermos e aceitarmos...

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O Corpo Humano e seu mais brilhante computador: o cérebro! Invenção do Criador (Deus e todas as coisas do Universo) ou «apenas», uma outra experiência cósmica de tantas outras que explanam o Cosmos e que, por obra desse Deus-criador ou desses outros criadores estelares, se fomentou a vida no Universo (mesmo sob outras formas que não a humana...)?!

A Mais Maravilhosa Máquina!
Desde a Fertilização in Vitro  até às mais promissoras descobertas no campo genético na clonagem de reprodução e replicação de células para fins terapêuticos internos, a tudo o Homem assiste - motivado e deslumbrado - com a actual abertura de outros mapas do conhecimento; alguns ainda não totalmente expostos (ou razoáveis na sua concepção) perante a racionalidade humana.

O Pai da Genética Moderna e Prémio Nobel da Química (Francis Crick) não desconsiderou a hipótese desta bela e até aí enigmática hélice genética do ADN ter provindo do Cosmos. O que Crick aventa também é corroborado por vários outros microbiólogos que aferem que não foi pela teoria da Selecção Natural (Darwin) mas, através de Máquinas Moleculares introduzidas na Terra que a vida aflorou nesta!

Os Filamentos de Évora (Portugal), vulgarmente chamados de «cabelos de anjo», vieram dar maior consistência científica sobre a teoria da panspermia cósmica, no que até aí pouco ou nada se vislumbrava de tal. Este fenómeno foi registado em Évora, Portugal, na vasta região pertencente à Península Ibérica, em  1959, por céus e terras portuguesas com diversos testemunhos nesse sentido, além a recolha e captação física de uma célula estranha - mas viva - com propriedades de defesa e repulsa por esmagamento. Ou seja, como organismo celular vivo (em forma de estrela com várias pontas) mas de origem desconhecida.

Talvez não seja de todo displicente que se arrogue este fenómeno ter-se tratado simplesmente de uma forma exo-biológica de «implantar» vida na Terra ou, segundo outros parâmetros e outras teorias, o «descartar» de filamentos obsoletos ainda que provenientes do Cosmos...

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O Feto Humano em plena gestação final na descoberta de um «Novo Mundo». Actualmente já se estuda a possibilidade de se trocar o ventre materno, bolsa intra-uterina que nos dá vida, por incubadoras (artificiais e capsulares sustentáculos de vida) em processo embrionário artificial conducente a uma outra realidade humana de criação.

A Genética Moderna
Nos anos 60 (século XX), a noção popular do «cientista louco» era tipicamente um Físico Nuclear que tentava dominar a energia do átomo e era completamente indiferente ao temor que inspirava.

Actualmente, o maior receio das pessoas transferiu-se para os investigadores de Genética e de Biotecnologia; além os obviamente já considerados sobre os avanços tecnológicos bélicos que, nos aguardam terrifica e impotentemente, sobre uma possível e futura Guerra Atómica e Nuclear.

Vivem-se momentos de grande insegurança actualmente, de facto! Nestes novos tempos, tempos incertos, exibem-se antagonismos e adversidades de um agora maior conhecimento a todos os níveis, em particular, aos de origem nuclear que nos levará a todos à morte, supostamente. Mas retomemos a parte genética desta temática dos tempos modernos:

Na mente do público, ainda hoje, o Biólogo Molecular está a interferir com a própria vida e, provavelmente, a criar um Frankenstein que destruirá a raça humana, se não mesmo o planeta...

O Grande Público (que somos todos nós) esquece, no entanto, que a investigação na área da genética já proporcionou alguns benefícios e bem-estar, pelo menos àqueles suficientemente ricos para os poderem desfrutar - e até mesmo perspectivas para minorar a doença crónica e a fome no futuro.

Só há apenas algumas décadas (pouco mais de meio século...) é que se deu a descoberta fundamental - a da estrutura do admirável ADN ou molécula da hereditariedade - uma descoberta que tornou então possível o progresso da Genética e da Biologia Molecular.

Aplicando a partir daí esses novos conhecimentos, os cientistas foram constantemente alargando as fronteiras da Medicina, da Arqueologia, da Botânica, da Agricultura e de muitas outras disciplinas ou áreas a explorar. Aprenderam a isolar e a identificar genes específicos, assim como a desvendar os modos como se exprimem nos organismos vivos.

Aprenderam muito sobre Vírus e Infecções; descobriram outros métodos de identificar indivíduos e o seu parentesco provável por meio da análise de ADN; aprenderam a identificar Doenças Genéticas em bebés muito antes do nascimento; e desenvolveram novas e importantes culturas de plantas com valor alimentar que podem, no futuro, reduzir a dependência dos fertilizantes e pesticidas químicos.

Aprenderam também a transferir Genes de um organismo para outro, tornando possível «construir» um organismo com características escolhidas. Surgiu então uma Nova e Poderosa Indústria, sendo que entretanto algumas companhias registaram Patentes de Genes que isolaram de seres humanos e de outros organismos como se se tratassem de novas máquinas acabadas de inventar.

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A foto que correu o mundo de Michael Clancy (1999, nos EUA): Cirurgia Fetal ou intervenção cirúrgica para corrigir a espinha bífida, realizada dentro do útero materno.

O Milagre da cura intra-uterina!
Impressionante sem dúvida! O que a imagem reproduz na observação de vida intra-uterina e na mais bela conformidade do milagre da vida: um bebé de 21 semanas que segura um dedo da mão do cirurgião como que dizendo «eu estou aqui e quero viver...».

Os Geneticistas impuseram-se assim à consciência pública como pessoas que puseram em causa as ideias arreigadas sobre a vida. A capacidade de dar sequência ao Genoma Humano ajuda não apenas cientistas a explicar o que somos hoje em dia, como também a explorar o nosso passado evolutivo; também oferece a oportunidade de reescrever o Plano Genético e alterar o nosso futuro - para o bem ou para o mal...

A Máquina ou o Ventre Materno? A última descoberta que o Homem produziu neste campo, veio dar azo a mais especulação mas também alguma contenção no que se relaciona com a bioética, havendo legislação mundial para o efeito. Todavia, a inovação e o deslumbramento continuam: uma máquina veio recriar o ambiente intra-uterino para salvar bebés prematuros. Assim sendo, louva-se.

Mais do que uma tradicional incubadora ou gestação artificial, esta máquina agora evocada pelos cientistas tenta assemelhar-se no seu todo ao receptáculo da gestante; ou seja, este sistema utiliza um recipiente com líquido amniótico ligado a máquinas que fornecem o suporte-básico de vida. Em termos gerais é isto. A explicação científica é deveras pormenorizada, não se querendo aqui entediar quem nos lê num processo pouco entendível para os leigos na matéria; contudo, saúda-se tal conquista científica.

Os Investigadores estão assim optimistas, expressando o seu entusiasmo na vertente global de reduzir as estatísticas de morte nas crianças que nascem antes do tempo de gestação. Contribuindo para nados vivos e não o contrário, os cientistas estão de facto de parabéns!

Com o aperfeiçoamento das técnicas para clonar Embriões Mamíferos (na produção intensiva de animais submetidos a engenharia genética) é bem provável que no futuro imediato se venha a constatar de que, o Ser Humano, seja embrionado e replicado dessa mesma forma. É certo que o código ético está presente; só não sabemos até quando...

Em relação aos avanços médicos, a visão fantástica que possuímos - seja em ingenuidade ou verdadeira crença das boas vontades e objectivos finais cordatos com o que nos faz ser, humanos - leva-nos a questionar não só as boas regras como os bons princípios sem extravasar nenhum deles.

A conquista industrializada de grandes fermentadores que são usados para a cultura de células para diagnóstico ou tratamento de doenças, são-nos benéficos. Os processos morosos ou não, institucionalizaram-se no planeta e no ser humano em forte implementação nessa dita cultura de células - importantíssimas na produção de Anticorpos Monoclonais - que podem ser aplicados no tratamento de doenças ou para ligar marcadores a células de tumores internos.

A Terapia Génica sendo a científica explicação da substituição clínica de genes defeituosos ou inserção de genes normais em células vivas para compensar uma anomalia genética (como por exemplo, quando um gene defeituoso não consegue produzir uma proteína necessária), veio alterar tudo o que até aí o Homem conhecia e, concebia, em terapêuticas que não dominava.

Numa explicação mais pormenorizada, o Segmento correcto de ADN pode ser injectado directamente nos tecidos na esperança de que algumas células o recolham e o incorporem; ou então as células do paciente podem ser removidas do seu corpo, submetidas em cultura em laboratório e, com o emprego das técnicas de Engenharia Genética. efectua-se então e desse modo a Correcção do Material Genético: Um Milagre da Ciência, acrescente-se!

Nesse final processo, As Células podem então ser injectadas de novo no tecido original na esperança de que sobrevivam e se reproduzam.

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A Terapia Génica é particularmente adequada no caso de doenças genéticas do sangue, porque as células sanguíneas são facilmente retiradas, crescem bem em cultura de tecidos e, repovoam com êxito a medula óssea quando injectadas. Embora este tipo de terapia génica possa curar o paciente, não pode evitar que o defeito seja transmitido à descendência - só se fosse efectuado ao nível das células germinais.

Não sei se queremos ser deuses ou mesmo esse Deus supremo de todas as coisas; só sei que estamos perto de um maior entendimento, percepção ou aferição cósmica de podermos lidar com as nossas carências e deficiências.

Em busca de um sonho continuamente perdido (mas não inalcançado como shangri-la inexistente), o Homem busca a perfeição, a luz da imensidão e a certeza de um dia estar perto, muito perto dessa condição. Oxalá se não perca no sonho e se deixe acordar para essa sublimação, pois que do sonho se faz a realidade na verdade de todas as coisas!

A Humanidade faz-se disso, em concepção e continuidade; em vivificação e ramificação; e tanto mais que ainda os cientistas hão-de descobrir em divina ou estelar anunciação destes novos tempos, é nisso que acredito! Lembrem-se que a Humanidade somos todos nós; para o bem ou para o mal...