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segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Humanidade (I)

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Robótica: A Humanidade em risco...? Algo a que teremos de nos imbuir em lógica e repercussão não ultrapassando os limites éticos e sensoriais do que nos faz ser uma civilização milenar.

(26) Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastam sobre a terra." (27) Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.
                                                                    - Génesis 1,2 (Bíblia Sagrada) -

De onde viemos e para onde vamos; o que somos verdadeiramente e o que poderemos ainda alcançar, são tudo questões em aberto - e por certo ainda não totalmente explicáveis - sobre a nossa origem e o nosso destino final na Terra.

Passado, Presente e Futuro são epopeias que definirão, porventura, essa mesma linhagem em descendência e coexistência com o que nos identifica como seres humanos, biologicamente autónomos de movimentos, raciocínio e inteligência cognitivas distintas dos outros animais.

Se o Futuro da Humanidade é um prólogo ou um epitáfio, só a nós nos caberá decidir, se escolhermos o caminho errado e tudo nos for vedado ao que anteriormente nos foi concedido e abençoado...

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Dominámos o átomo e, de acordo com a Moderna Teoria Atómica, existindo muitas outras partículas subatómicas (para além dos protões e neutrões e o seus mais pequenos componentes denominados «quarks»), o Homem aventou-se a elucubrar e a descobrir muito mais na área da Física, actualmente.

Mapa do Conhecimento (campos-chave da Ciência Moderna)
Da mecânica quântica (Astrofísica) às recentes descobertas sobre o Bosão X (além o distinto bosão de Higgs) da Física até à prática na Moderna Medicina em revelação bombástica do ADN e do genoma humano (na cartografia do genoma) - passando pela genética clínica à engenharia genética, microbiologia, citologia, microscopia, imunologia, histologia, virologia,etc. - a tudo o Homem explorou nestas últimas décadas.

E a mais se aventura numa especulação e talvez salto de gigante, em homilia científica e tecnológica de criar «cyborgs», criaturas robotizadas e manietadas em poderosa computação, reverberando acções e comportamentos musculados aos quais o Homem não potencia nem sequer supera, ante a sua deficitária condição de ser limitado e não endeusado que tudo pode.

Mas chegado aqui, que perigos ou que barreiras inultrapassáveis ele, ser humano, se debaterá, ao constatar que está a finalizar o seu curso, a sua longa escalada homérica humana e, a vedar-se a uma maior integração se a «máquina» se sobrepuser, se sublevar ou superiorizar - inteligivelmente - e com isso, colocar um grande ponto final na diáspora civilizacional que um dia foi chamada de Humanidade...?!

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O Ser Humano: uma obra magnífica! Mesmo na imperfeição perfeita de quem nos criou, a contemplação eterna de que tudo valeu a pena em termos etéreos de toda uma experiência de vida (ou vidas realizadas).

E no Início o Verbo...«Eu Sou»!
Do Primeiro Hominóide até ao Homem Moderno houve um grande percurso de aperfeiçoamento, adaptação e evolução; do Primeiro Hominídeo (passando pelo Homo sapiens e tantos outros na grande escalada civilizacional do ser humano) até à suma e gloriosa Inteligência Artificial, o Homem procurou distinguir-se mas também recrudescer num passo de gigante - tal como Nefilim mitológico ou daquela Antiguidade existencial que os deuses nos fabricaram. E todo esse processo ou programa pré-estabelecido (por Deus Uno ou pelos deuses cósmicos...) foi vinculado; na Terra e fora dela.

E tudo nos foi destinado e, predestinado, acelerado talvez por mãos e cérebros mais dinâmicos e inteligentes do Universo, na intocável ou inatingível verdade de um longo programa de desenvolvimento e perfeição; se tal nos é permitido. «Penso, logo existo», segundo Descartes, quem somos nós então, o restante do Todo, para o desincentivar ou desmerecer...?

Aspirando ao sapiente conhecimento cosmológico, assim como ao que citológica e molecularmente nos reconhece como seres humanos que somos até à mais encriptada genética agora por nós percepcionada e entendida, estamos na fronteira de todas as hipóteses, de todas as oportunidades, de nos fazermos ser deuses ou, um pouco desse Deus que nos criou à sua imagem e semelhança...

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O Ser Humano em Evolução: uma constante que os cientistas e demais investigadores corroboram na tese da contínua evolução humana e não, como arrogaram outros até há pouco (evolucionistas) que sugeriam que a evolução física teria estancado há pelo menos 40 mil anos. Hoje veio provar-se o contrário: a Espécie Humana não sofre mais a pressão «darwiniana» segundo os mesmos, para que se torne de novo susceptível às condições genéticas.

A Evolução da Humanidade
O Homo sapiens é considerado uma das 185 espécies de Primatas actuais. Os Primatas dividem-se em 4 grandes grupos: Prossímios (primatas primitivos), como os Lémures; Tarsiídeos (como os társios), Cebídeos ou macacos do Novo Mundo, como s macacos-aranhas; Cercopitecídeos ou macacos do Velho Mundo, como os babuínos; e Hominóides, como os grandes símios e o Homem.

Sabe-se que todos estes estes grupos estavam estabelecidos há 30 milhões de anos e derivaram de ancestrais semelhantes a Musaranhos dos finais do Cretácico - há cerca de 70 milhões de anos, no que é hoje a Europa e a América do Norte.

Os Hominóides subdividem-se ainda em Pongídeos (oragotangos, gorilas e chimpanzés), Hilobatídeos (gibões) e Hominídeos, que são os seres humanos e os seus antepassados recentes, como o Homo erectus e o Homo habilis, o Paranthropus e os Australopitecos.

As relações evolutivas dos primatas Hominóides e, em particular, entre os Primeiros Hominídeos - como os australopitecos e os grandes símios - são ainda muito controversas. A interpretação dos escassos vestígios fósseis dos próprios hominídeos é igualmente controversa.

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Processo evolutivo que Charles Darwin celebrou em livro sobre »A origem das Espécies» , onde expõe a sua teoria da evolução por selecção natural (1859). O biólogo alemão August Weismann defendeu posteriormente que todo o material genético está contido no núcleo. Argumentou então que, a hereditariedade ocorre, pela transmissão desse material de geração em geração (1883).

Semelhantes à sua imagem ou critérios...?
Alguns investigadores defendem que, o Homem Moderno, surgiu separadamente a partir de comunidades de Homo erectus em várias regiões do mundo, enquanto outros são partidários duma origem africana, seguida de uma migração para todo o mundo, usurpando o território dos sobreviventes «Erectus» à medida que se estabeleciam.

Todavia, há ainda os que por vias de outras teorias (antigos astronautas e arqueologia proibida) e investigadores mais abertos ao poder inteligente do Cosmos, que defendem a evolução do Homem a partir do Homo erectus ou mesmo antes disso - numa atitude de evolução orquestrada e manipulada pela engenharia genética, consumada por entidades inteligentes superiores - explicável talvez pelo lapso de tempo existente entre algumas épocas nessa dita evolução (entre símios e o homem).

Modelagem, sentido de aperfeiçoamento ou imperfeita discrição do que estes terão feito nesse processo evolutivo, é algo que ainda nos faz interrogar, se acaso essa mesma ingerência estelar se terá ou não debatido com a idêntica ou muito similar ética humana de quando alteramos genes cromossómicos de algumas espécies, ou fazemos ensaios, estudos e dissecações em animais para melhor os compreendermos...

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Homo Floresiensis (em descoberta de 2003) ou, mais exacta e actualmente, Hobbits: os ancestrais indonésios em analogia e história dos seus antepassados; algo que só há pouco se descobriu devido à análise dos esqueletos encontrados, na ilha das Flores, Indonésia. Possuíam 1 metro de altura e 25 quilos de peso. Acredita-se de que estes pequenos seres humanos tenham vivido nesta região asiática há mais de 15 mil anos. (cronologia: 95 mil-17 mil anos atrás).

Cronologia e Explicação
Para melhor se compreender a «árvore genealógica» de tudo isto, há que subscrever a longa linhagem desde o Primeiro Primata Arcaico conhecido como «Purgatorius» do Cretácico até ao Holocénico, há cerca de 10000-9.000 anos.

Há também a registar (pelas recentes descobertas efectuadas pelos investigadores nesta área) da existência do Homo Denisovensis ou Hominídeo de Denisova (descoberto na Sibéria), registado através da análise forense dos seus fósseis (em análise sobre o seu genoma), que viveu há 1 milhão e 40.000 anos, conjuntamente ou em habitabilidade com homens de Neanderthal (Homo Neanderthalis).

Outros admitem os Denisovensis/Denisovans como uma espécie que viveu aproximadamente entre 600 a 30.000 anos atrás, saindo de África há cerca de meio milhão de anos. Além estas descobertas, há ainda o registo na Península Ibérica do mais antigo Neanderthal (há 400.000 anos) do período Pleistoceno (como os Neandertais ou os Denisovans).

Anos atrás            Desenvolvimento
(a)    milhões de anos (ma)
Holocénico (10.000-9000 anos) - Primeiras Comunidades Agrícolas

Plistocénico (2,5 ma-10.000 anos)
(20.000 a) - O Homo Sapiens chega ao Continente Americano.
(30.000 a) - O Homem de Cro-Magnon floresce na Europa, produzindo arte sofisticada e suplantando o Homo Neanderthalis. (30.000 a) - O Homo Sapiens expande-se para o Extremo Oriente e a Austrália.
(100.000 a) - O Homo Sapiens expande-se para a Eurásia.
(150.000-30.000 a) - O Homo Neanderthalis floresce na Eurásia.
(150.000 a) - Homo Sapiens Sapiens surge em África.
(200.000 a) - Surge Eva em África, origem do ADN mitocondrial da Humanidade Moderna. (200.000 a) - Surge Adão, origem da variabilidade do ADN no cromossoma Y do Homem Moderno.
(400.000 a) - Surge o Homo Sapiens Arcaico.
(1,8 ma) - O Homo Erectus expande-se pela Eurásia
(2 ma) - Surge em África o Homo Erectus.
(2,25 ma) - O Homo Habilis em África fabrica ferramentas de pedra.
(2,5 ma) - Utilização de ferramentas de pedra.

Pliocénico (5-2,5 ma)
(3 ma) - O Australopithecus Afarensis (Lucy) surge em África.
(4,5 ma) - Surgem os Primeiros Hominídeos, os Australopithecus Ramidus.

Miocénico (25-5 ma)
(12 ma) - Separação entre Colobos e Cercopitecídeos.
(20 ma) - Os Hominóides Africanos expandem-se para a Eurásia.
(25 ma) - Surgem os Primeiros Hominóides (Proconsul).

Oligocénico (38-25 ma)
(25 ma) - Os Macacos do Novo Mundo surgem na América do Sul.
(34 ma) - Primeiros Társios conhecidos...
(35 ma) - O Plesiadapis - um primata arborícola - expande-se.

Eocénico (55-38 ma)
(50 ma) - Primeiros Símios conhecidos...

Paleocénico (65-55 ma)
(60 ma) - Primeiros Primatas de aspecto moderno.

Cretácico (144-65 ma)
(70 ma) - O Primeiro Primata arcaico conhecido (Purgatorius) habita no Novo Mundo.

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Do Homo Sapiens até ao deslumbramento científico e tecnológico de «Homo Optimus»...?

Super-Homens ou Homens-Máquinas
Investir no Futuro é urgente; mais urgente ainda se estima o poderio ou potencial astronómico de toda uma persecutória ambição, desnivelada talvez, do que nos viu surgir como seres pensantes mas de outra índole, mais artificial e de congénere inteligível tecnológica.

A Informação aliada à Computação, vieram hoje denunciar-nos o quanto ainda estamos a anos-luz de outras realidades mas, a fazer-nos corresponder e a sugerir, darmos novos passos nesse sentido; temos de ser mais persistentes mas também mais consistentes (e não indulgentes) com o que esta nova era informática nos diz e seduz em toda a linha. Há que haver ética e ponderação, além a tolerabilidade para com quem não se deixa seduzir ou articular ante manobras dilatórias de uma modernização selvagem.

Há exigências peremptórias e outras que o não são; só temos de o destrinçar e nos não deixarmos iludir pela vã e promissória utopia da Inteligência Artificial que, como afere Stephen Hawking - o prestigiado físico britânico - sobre algo que nos conduza à destruição, à morte da Humanidade...

As experiências biónicas são-nos receptivas - e por todos nós bem recebidas - aquando as nossas falhas físicas na perca de certos membros (superiores ou inferiores) ou mesmo na já projectada elaboração material (em 3 D) - no perfeccionismo orgânico do que nos faz falta ou nos carece em deficitário armazém humano de órgãos internos ou apêndices anatómicos que por acidentes ou patologias apresentadas acabamos por perder. A Medicina avançada comprova-o e nós, humanos, legitimamo-lo. E assim tem de ser. Mas sermos ou ficarmos robóticos, isso já é uma outra história...

Ian Pearson, o futurologista que assim o admite ao jornal Daily Mail em entrevista pessoal, arroga também que dentro das próximas décadas, o Homem, e por conseguinte grande parte da Humanidade, vá sobrevalorizar esta técnica numa hibridação Homem-Máquina, fazendo frente a certos «Andróides» que andam por aí...

Perante esta expectativa de se alcançar o nirvana tecnológico por meados de 2050, o Homem vai realizar a sua máxima ambição ideológica também de se poder alvitrar tão ou mais superior do que os deuses, aqueles mesmos deuses que um dia vieram à Terra e se nos juntaram, connosco copularam e por nós debitaram todos os esforços - ainda que por dilúvios e pré-concebidas filosofias de estarmos a levar um caminho errático, nos terem afogado literalmente as mágoas, os seres e as almas, para tudo depois e de novo retomar sem glória ou ascensão algumas...

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A Inteligência Artificial: Interacção aceite e de consciente compromisso ou leviandade científica que nos levará à destruição...?

A Mutação da Humanidade
Da Filosofia Tecnológica - transumanismo ou trans-humanismo - à mais incoerente vertente de que os seres humanos em breve vão eclodir numa espécie de imortalidade, a tudo o Homem se compromete, sabendo de antemão o quanto errado pode estar e, isso, custar-lhe a própria vida. Mas sejamos sensatos: a Nanotecnologia é farta no mundo académico que agora desflora e as soluções optimizadas numa sanável complexidade de problemas até aqui infazíveis. A exploração é de uma magnitude sem limites no mundo biomédico, aeroespacial (entre muitos outros sectores da nossa sociedade) em que a biotecnologia está sempre presente, sendo positiva e exequível.

"Os seres Humanos podem ter mais vidas e identidades", afirmação convicta de Pearson que persiste na ideia de uma certa eternidade (ou virtualidade) em compaixão com a ambição de muitos em se verem perpetuados e não finitos. Mas numa coisa Pearson tem razão: «Tudo isto irá criar uma nova raça de Andróides e muitas outras espécies de humanos híbridos associados a máquinas». Ou seja, o que Ian Pearson concretiza é que, o ser humano e em futuro próximo, se poderá conectar (mudando ou alterando o seu pensamento cerebral) com o computador numa interacção completa.

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Os assustadores mas mui avançados e calibrados esqueletos-robôs da Boston Dynamics: o Futuro hoje!

Músculos Artificiais
Os Robôs da Boston Dynamics são o exemplo inacabado - mas quase imaculado e aceleradamente em busca de um futuro perdido (uma vez que já tivemos outras civilizações, outras humanidades, na Terra) - para o desenvolvimento de próteses humanas e não só. Tem-se invectivado nesta empresa robótica um grande investimento humano sobre Robôs-Humanóides que tenham a pretensão futura de auxiliar o ser humano, tendo sido criado agora Músculos Artificiais nestes robôs.

Os sistemas eléctricos e hidráulicos aí reflectidos ainda não estão no seu perfeito auge equiparável ao do ser humano (muito distantes ainda dos músculos e juntas perfeitas dos animais); no entanto, os cientistas estão optimistas quanto à eficácia e futura abordagem sobre estas experiências sobre o robô.

De Tóquio, no Japão, chega-nos a certeza também sobre estes considerandos robóticos, através dos investigadores do Laboratório de Robótica de Suzumori Endo, na tentativa de mimetização dos tecidos humanos em robôs. Começaram com um esqueleto humano artificial, tendo posteriormente cobrindo os «ossos» com músculo artificial, composto por feixes de multi-filamentos.

Através de uma corrente aplicada, estes filamentos vão-se expandindo e contraindo, tal como se produz nos músculos humanos. Ainda que haja um longo caminho a percorrer, os cientistas acreditam estar na via certa - e correcta - para mais tarde se aludir ao ser humano nas suas deficiências. Por enquanto, a observação que se faz destes esqueletos-robôs é algo assustadora mas não desmotivadora se os fins a que se propõem ou objectivos finais forem os de reiterar a compleição física em reestruturação ou, reimplantação dos perdidos, na esfera médica e cirúrgica no Homem. Assim seja.

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A impressionabilidade automática de seres não sencientes mas sensitivos ao ponto de se igualarem aos humanos. Será demagogia ou puro irrealismo o estarmos a projectar um futuro de demónios autónomos que nos escravizarão ou, longe disso, suavizando maleitas e infortúnios físicos, tarefas hercúleas e mecanizadas, a tentar que trabalhem eles para nós...? E até aonde isso nos levará...?

Homens-Máquina, o futuro!
Sendo efectivamente o futuro dentro em pouco, estaremos preparados para tal? Saberemos coadunar-nos ante toda a magnânima profusão do que aí vem? Obteremos o apaziguamento de estarmos a criar reforços para um outro mundo, uma outra realidade? Teremos o beneplácito de futuramente podermos ser uma sociedade de robôs (e poucos humanos no activo!?) sempre que nos der na real gana de não fazermos nada, de capitalizar o nosso ócio e bem-estar com uma produção excêntrica e global de esquemas robóticos altamente avançados que nos aliviem as dores de actividades árduas...?

E se isso não for suficiente, e ao invés dessas tarefas, também os deixarmos raciocinar...? Que faremos depois...? Será ficção científica ou a mera espuma dos dias que um dia nos cobrirá de tristeza e arrependimento, o observarmos que, afinal, fomos os criadores - e abusadores - da tal Inteligência Artificial que de início «apenas» experimentámos e até gostámos...?!

Talvez mais do que clones, estejamos a preparar um futuro de réplicas autónomas e quiçá distintas do que inicialmente teríamos previsto em dependência Homem-Máquina ou Homem- Robô; ou seja, extrapolando esta tese e práticas, em breve seríamos substituídos ou até preteridos pelos mesmos que criámos...

O que temo é que, depois das tendências tribais desta nossa ancestral condição que conheceu a Humanidade nos primórdios, passemos em velocidade cruzeiro para as de etnias de consagrada hegemonia, no que a discriminação - ou vulgarização robótica nos mais ricos - poderia inferir em todo o globo.

Muito ainda se levará então para consolidar esta nova via da Humanidade, embora acredite ou queira apostar de que, de futuro, haja mais quem aprove do que quem o renegue; até porque, o Homem é ganancioso por natureza e absolutista no que defende até à morte - nem que seja a sua, ainda que o não admita. Por enquanto apenas nos resta contemplar algo que ainda há pouco nos amedrontava só de pensar...