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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

The Best!

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»Simply The Best!» Pela Pátria, pelo Mundo e por todos nós, Portugueses, um muito obrigado por nos honrares com mais este belo prémio concedido pela FIFA.

The Best! Ou o melhor de todos nós...
Por te proclamares português e assim teres falado na tua límpida língua de Camões, galardoando-nos com a emissão de mais uma honraria, um préstimo a Portugal (além todos os já por ti alcançados por todo o globo em legítima prestação futebolística), a minha sincera homenagem e simpatia por mais este obséquio, este digníssimo troféu, dos tantos que se te emparelham no Museu CR 7, na cidade do Funchal, da tua bela ilha da Madeira.

A distinção com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, em Janeiro de 2014, terá profetizado em alquimia e graça pura - incólumes de qualquer desvio ou vicissitude mais desvirtuosa - o longo caminho que entretanto tens atravessado, sem nos diminuíres o ego ou a briosa candura de dizermos à boca cheia que és Português! E és nosso! E do Mundo!

Não me vou alongar em salamaleques de outrora ou bajulações literárias de grande envergadura; até porque, blasfémia ou heresia seriam, o arrevesar de teu nome, o justificar a solidão no Continente, as lágrimas vividas e engolidas à má sorte de se ter nascido com tão fantástico dom insular, mas, ter-se de o viver longe dos seus, da sua família. Tanto mais haveria a dizer, a compor e a solidificar, o que só tu sabes em insónia e decepção, os tantos dias e tantas noites passadas sem o colo da mãe, sem o afago dos irmãos ou sem um qualquer carinho que se pudesse imperar.

E cresceste. E fizeste-te homem; um belo homem! Dos Melhores de Portugal! Eu sei. Ultimamente persigo-te como cão de fila ou, prosaicamente falando, como absurda obsessiva compulsiva para todo o lado que vás ou para aquele que os media relançam, em mais um feito, em mais uma distinção. Não é maluquice mas brejeirice, eu sei, pelo que te elogio - e franqueio - na minha mais púdica inspiração por todos aqueles que o não fazem, os que se condenam à priori da porca da vida, da má guarida, mau sustento ou afeição, dessa mesma vida que os não contempla com iguais ou semelhantes favores/benemerências ou de iguais apetências para a fama, o poder ou a riqueza.

Desses nem quero falar; dos que se martirizam, vitimizam, insultam, hostilizam e acabam por viver naquele grande esgoto da comiseração pessoal e, da maledicente iniquidade, de só saberem dizer mal dos outros; dos que não sabem perder ou, simplesmente, dos que não se convenceram ainda de que há sempre um vencedor e um perdedor - ou talvez não. Todos ganhamos se o soubermos interiorizar; todos perdemos se inviabilizarmos esse caminho dos que nos ficaram à frente, dos que nos ganharam em ardilosa sevícia maldita ou inveja indecorosa, arrogando a pretensão de haver jogos importantes para justificação de ausências - e não permanências - de vermos (ou não suportarmos ver...) os nossos outros pares a serem premiados.

«Ama os teus amigos e ainda mais os teus inimigos!» - Talvez por isso tenhas havido a honra que não a desfeita de mencionares essa ausência. Não importa. Como diz o nosso povo, o nosso bom Povo Português em sábio e mui antigo ditado das suas gentes : «Só faz falta quem está...!» Acredito que sim. Quem se ausenta, assim se lamenta, porque, o saber perder também é uma virtude...

Tu estiveste e estiveste bem; como sempre! Parabéns Cristiano Ronaldo por todo um ano de 2016 magnífico, tal como o proferiste nesta Gala da FIFA. Obrigado CR 7. Obrigado FIFA. Apesar de não ser em português, aqui vai:  Tu és The Best, homem!