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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Entre o Céu e o «Inferno»...

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Planeta Terra em erupção vulcânica global: Que hipóteses de sobrevivência teríamos, se, tudo eclodisse à escala planetária (e de uma só vez) em continuada e incessante rompante vulcânica....?

Entre os teóricos que advogam ou resumem que o planeta Terra se está a deteriorar à velocidade supersónica numa imparável agonia mundial, até aos mais alucinados (e talvez mais próximos, quem sabe?) de que a Terra sofrerá uma transmutação evidente não só devido às mudanças climáticas como a um todo/núcleo de interligação, conexão e exaurir de energias (ligadas entre si, tal como um intenso cordão umbilical e tentacular que as une...), o final regista-se como certo.

Imaginação ou incultura científica, há quem julgue e sinta que os vulcões de todo o globo estão unidos por uma força comum que nos ditará a morte. Assim sendo, vêem por fim os mais entendidos/especialistas explicar que, possivelmente, estando quase todos errados e outros certos - ou perto da suma-pontífice verdade que nos ditará o Fim da Humanidade - o planeta explodirá por não mais suportar as incongruências humanas nele, na nossa amada Terra.

Havendo a lucidez necessária e a consciência científica na abordagem de toda a actividade sísmica eminente - e provavelmente iminente - que se faz sentir por todo o globo, a vulcanologia tem sido exaustivamente estudada na eloquência-mor dessa explosão das entranhas da Terra.

Dos «Anéis de Fogo» aos Arcos Insulares, a tudo os geólogos estudam num afã ilimitado de conhecimento e entendimento; contudo, ainda que permitindo a estes prever as erupções e os sismos inevitáveis das várias regiões mais incidentes destas actividades, não concede ainda a anulação dos mesmos. Daí que haja uma suspeição latente e muito presente em todos nós, não só da nossa impotência face a estes fenómenos terrestres como também da angústia e, da impressionante realidade, que estes nos provocam em autênticos infernos a Céu aberto.

Estaremos assim perto do Fim...? Haverá (ou será...?) mera coincidência geológica nesta sucessão sísmica que se tem vindo a propagar em diversos pontos da Terra, ou será apenas a actividade normal de um planeta sempre em transformação e deslocação...? Haverá uma resposta plausível ou confortável que nos apazigúe os receios ou, os grandes temores de um dia sermos todos ejectados com tamanho fluxo de fogo e cinza...?!

Haverá a consciência mundial para esse facto inolvidável - mas aterrorizador - de podermos ser todos incinerados e volatilizados à escala planetária...? Não o sei, sinceramente, e muitos cientistas também não, certamente - ou sabê-lo-ão e nunca no-lo dirão pelas razões óbvias de não termos para onde fugir...

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Monte Bromo - Java - Indonésia. O monte Bromo é um dos cerca de 50 vulcões da ilha de Java, na Indonésia (Ásia). Ao largo da costa meridional de Java corre uma das fossas abissais mais profundas do Oceano Índico, onde a placa Indo-australiana da crusta da Terra se está a enfiar debaixo da placa Eurasiática.

Arcos Insulares
O que por via aérea se vislumbra chega a ser um espectáculo inolvidável (ou jamais esquecido!) do que se observa então. Existe um manancial de ilhas tão deslumbrantes quanto perturbantes se tivermos em conta todo o potencial sísmico desta região.

Cadeias de ilhas cobrem o Oceano Pacífico como naturais filhas geológicas no meio dos mares; a visão é de êxtase puro. Sabendo-se que o Oceano Pacífico é o maior oceano da Terra, só por aqui se deduz toda a eloquência do que em si este aprofunda. Estas cadeias de ilhas estendem-se da Nova Zelândia (a sudeste) até às ilhas Aleútes/Aleutas, ao largo da costa do Alaska, passando por Tonga, Indonésia, Filipinas e Japão. A esta região dá-se o nome de: «Anel de Fogo», em virtude das intensas actividades sísmica e vulcânica que aí têm lugar.

Só na Indonésia há 150 vulcões activos! Inimaginável por certo, o temor de todas estas populações no seu quotidiano - no meio asiático - de subsequente turbulência e fundamentado receio que orla sobre estas regiões. Os Arcos Insulares são formados por actividade vulcânica onde duas secções da crusta colidem. A maior parte destes arcos insulares situam-se nas margens do Pacífico, embora existam arcos pequenos no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo.

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A tão famosa Fossa das Marianas, no Pacífico (ou também designada como «Abismo Challenger», talvez pela sua enorme e enigmática profundidade que muitos pretendem explorar...).

Fossas Profundas
Nos lados das ilhas voltados para o interior dos Oceanos encontram-se Fossas Profundas que podem inclusive chegar aos 1000 quilómetros de comprimento.
Uma Fossa abissal do Pacífico - a fossa das Marianas - tem mais de 11.000 metros de profundidade (mais exactamente 10.91 quilómetros abaixo do nível do mar), o ponto mais fundo da Terra, com o dobro da profundidade média das Bacias Oceânicas.

As Fossas são normalmente mais íngremes do lado voltado para os Continentes e, as do Pacífico, são em geral mais profundas que as do Atlântico.
As Fossas formam-se então quando 2 Placas em colisão põem em contacto a Crusta Oceânica com a Crusta Continental menos densa; a crusta oceânica é forçada para baixo na direcção do Manto.

Hoje, os Geólogos têm mais certezas: uma delas é que as Fossas das Marianas, das Filipinas e de Ryukyu estão efectivamente a deslocar-se para Oeste, à medida que a crusta oceânica do Pacífico é empurrada para debaixo da Ásia.

Entre as Fossas das Filipinas e das Marianas existe uma região inactiva, onde, há cerca de 25 milhões de anos, se elevou uma nova montanha e surgiu uma bacia oceânica que progressivamente desapareceu sem deixar rasto. Impressionante de facto, os mistérios deste nosso planeta Terra!

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Ilhas Aleúte/Aleutas, no Alaska (EUA). Em 1957 ocorreu um devastador terramoto/sismo de grande magnitude, atingindo 8.6 na escala de Richter. Exibindo-se no já denominado «Anel de Fogo», esta região é constantemente abalada devido à intensa actividade sísmica. Já mais recentemente, em Março de 2016, ocorreu um novo sismo de magnitude 6.2 na escala de Richter, por correcta informação do Serviço Geológico dos Estados Unidos, aos quais estas ilhas pertencem, na sigla USGS.

Ilhas Aleútes ou Aleutas e seus mistérios...
Para muitos Geólogos, as recentes descobertas sobre os processos que deram origem aos Arcos Insulares, tornaram possível reconhecer as rochas dessas ilhas que estavam activas há dezenas ou centenas de milhões de anos. Isso permitiu então aos investigadores, especificamente à comunidade geológica mundial, traçar o padrão dos Movimentos das Placas e, assim, obter uma percepção mais clara do modo como os Continentes crescem.

Os Geólogos mostraram ao Mundo que, os Arcos Insulares,  se desenvolvem então através da actividade vulcânica e tendem a compor-se de «Granodiorito» (uma rocha ígnea grosseira parecida com o Granito), que se assemelha às rochas continentais, sendo muito diferente da Crusta Oceânica.

Isto é verdade, ou assim parece ser de facto, em relação às ilhas Aleútes, no Alaska (EUA); ilhas estas situadas ao largo da costa do Alaska, onde se formou um Arco Insular pela colisão óbvia de duas placas da Crusta Oceânica. Isto implica que, os processos que criaram os Arcos Insulares, são muito diferentes das outras actividades geológicas que têm lugar nas Dorsais Oceânicas, tais como as Ilhas Vulcânicas que se formam sobre os «pontos quentes» do Manto da Terra!

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Localização geográfica do Vulcão Cleveland, nas ilhas Aleutas ou Aleútes, observado por satélite em registo gráfico de David Free (detectado pelo instrumento da estação CLES e AVO - Alaska Volcano Observatory), sobre a explosão verificada no Monte Cleveland de 21 de Julho de 2015. Algo que, o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores continuamente estuda, tentando alcançar também mais respostas no desenvolvimento científico/actividade de investigação aplicada, além a devida divulgação nestas áreas (Vulcanologia, Sismologia e Geotermia).

O que os Geólogos concluem...
Os estudiosos destas matérias têm vindo a conjugar que, um Arco Insular, pode eventualmente ligar-se por Acreção ao Continente vizinho.
Por exemplo, o Arco Indonésio, desenvolveu-se no lugar onde a placa da Austrália, que se desloca para Norte, está a sofrer subducção, enfiando-se debaixo da placa que está a deslocar o Sudeste Asiático para... Sudeste.

Eventualmente, quando as duas placas se encontrarem, toda a crusta oceânica em causa ter-se-à consumido entre essas duas placas, dando assim origem a uma Placa Continental em lugar dum Arco Insular. Sabe-se então de que, As Rochas do Novo Arco, colidirão por certo com o Continente Asiático, provocando desta forma uma sequência complexa de acontecimentos - que implica obviamente deformação, magmatismo e metamorfismo - pela qual se adicionarão à margem do Continente da Ásia.

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Imagem estrondosa do Vulcão Pavlof, em intensa actividade; esta registada em Março de 2016. Mais uma vez, as ilhas Aleutas ou Aleútes são pronúncio de algo que temos de escutar, além o que se observa em explosão e erupção nos céus do Alaska.

O que os Geólogos podem prever mas não evitar...
O Estudo dos Arcos Insulares permite então aos geólogos prever - e talvez aceitar em opinião consensual de um modo geral - as erupções e os sismos inevitáveis nessas regiões aqui focadas.
O que a Natureza manda e o Homem não comanda, dita todos os destinos da Terra!

Sabe-se que, os Terramotos próximos das Fossas, tendem geralmente a ser superficiais; assim como, os Hipocentros Sísmicos, se tornam progressivamente mais profundos no lado continental das fossas.
Esta criteriosa observação efectuada pelos geólogos, permitiu-lhes assim a melhor definição das zonas de Benioff - planos inclinados a 45º sismicamente activos. Esses planos representam a área na qual a Crusta Oceânica está sofrer um processo de Subducção Activa.

A descoberta das Zonas de Benioff forneceu uma prova importante de subducção causada pela colisão entre placas. Hoje, os cientistas admitem-no. Mas, que mais se aprofundará, se o planeta nos fizer descobrir outras reais profundezas em desconhecimento, do que a Terra produz em si...?

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Vulcão Cleveland - Ilhas Aleutas/Aleútes, no Alaska. Imagem obtida através da «Alaska Airlines» (em 14 de Junho de 2015). O «Alaska Volcano Observatory» - AVO - detectou a explosão do vulcão Cleveland, emitindo um alerta laranja (código) sobre esta observação, no dia 21 de Julho de 2015.

A Terra em Alerta!
Erupções, sismos e mesmo tsunamis são já uma constante na nossa realidade mundana global em termos geofísicos que nada podem mudar o já estabelecido no planeta.
Por muito que isso nos amedronte, nada se pode fazer de contrário que não seja o confiarmos nos investigadores e cientistas em geral, para que a nossa mente reflicta e, constate, que o planeta é mais, muito mais, do que à priori podemos suportar ou sequer conceber nele.

Todos temos de estar preparados para a possível transformação planetária e isto, não em termos metafísicos mas, como é sabido, em termos geológicos e geofísicos em total sintonia com esta mesma deslocação tectónica, movimento das placas ou actividade vulcanológica ou sismológica de todo o nosso planeta Terra. Nada a obstar. Todavia, há que consciencializar de que esta é uma realidade a cada dia que passa mais «normal», se não regular, deste planeta azul em que vivemos.

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O Planeta Terra em perigo...? Causas interiores ou exteriores que acelerem esse processo de destruição...? Quem pode responder a isso...?

Terramotos e fragilidades...
Os Terramotos, não sendo hoje uma novidade local ou regional para ninguém, há que ter em conta os percalços que estes induzem. Em Março de 2016, novamente, as ilhas Aleutas (como já se referiu no extremo-oeste do Alaska), foram tomadas de assalto por mais uma destas ocorrências, registando-se um sismo de magnitude 6.2 na escala de Richter - em fonte informativa de dados obtidos pelo USGS (Serviço Geológico) dos Estados Unidos. Teve o seu hipocentro situado a 10 quilómetros de profundidade do leito marinho e o epicentro a 74 quilómetros ao sul da cidade de Atka, segundo o USGS.

Assim sendo, reitera-se de que, mais uma vez, as ilhas Aleutas ou Leútes são as ilhas-mártir de toda esta sequência, uma vez que estão situadas na região de encontro das Placas Tectónicas (Pacífica e Americana), gerando/provocando abalos frequentes em toda a zona. Convivendo com isso, estar-se-à mais atento, mas talvez não tanto de peito aberto, pelo que sumariamente se regista na região de consideráveis danos materiais e humanos; como sempre.

Além estas atormentadas ilhas, todo o planeta sofre. Há, inclusive, segundo alguns mais eminentes ou visionários cientistas (entre outros descrentes da continuidade da Humanidade), a avença da libertação, entre outros ainda mais taxativos, de que arrogam tratar-se de uma «limpeza planetária». Ou seja, há que supervisionar de que, provavelmente, nem seremos os únicos a sofrer alterações ou mutações planetárias, uma vez que teorizam (acreditando piamente nisso) de que o Universo está de facto a entrar em colapso. Além de advogarem a eminência de uma catástrofe impiedosa (em profecia iminente também!) sem previsão ou data marcada, mas, imbuída da maior tragédia global jamais havida, da não-sobrevivência da Humanidade sob esta terrível égide.

Reiterando que as Galáxias se podem rasgar numa finitude disruptiva além tudo o que se possa humanamente imaginar, o nosso fim - ou o fim destas outras galáxias - estar por um fio. Mais uma vez, somos confrontados com a dura realidade de não sermos imortais, infinitos ou endeusados por uma eternidade física que nos reveja como civilização milenar que fomos e não mais seremos, na pior das hipóteses.

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Holocausto nuclear, lançamento de mísseis que dissecam qualquer tipo de vida na Terra ou, externamente, um asteróide ou uma colisão planetária que tudo nos devassará, qual será de facto o nosso destino...?

«Fim do Mundo» ou crença maldita dos infelizes, na Terra...?
Tentando não sublevar este pessimismo crónico de «Fim do Mundo» absolutamente hecatombico, só me resta aludir a que haja esperança - científica e religiosa - para que nos não deixemos arrastar por tão magra condição de irmos ser pasto cósmico dentro em breve...

Até lá, que tudo não passe de mera especulação populista e afã de quem não tem mais nada para fazer do que assustar os incautos ou, os pobres infelizes e ingénuos que muitos de nós somos, para acreditar que esse fim está próximo e não, tão distante quanto a Terra de Plutão. Sim, Plutão, pois que se fosse daqui à Lua, talvez a esperança nos não fosse tão forte ou exultante para esse fim, nesse tão compulsivo objectivo pessoal - e mundial - de podermos sobreviver à desgraça humanitária.

Sejam felizes e acreditem que o Fim do Mundo somos nós que o fazemos, em prol de algo mais que provavelmente não tem tanto valor assim... entre um Céu e um Inferno que talvez já nem existam mais... A Humanidade prevalecerá, acreditem. Assim possa ser!