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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Explorando a Galáxia...

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Concepção artística ou ilustrativa que reflecte o exoplaneta Kepler 67f (gémeo planetário do 62e) na estrondosa descoberta do fantástico telescópio espacial Kepler, da NASA, em Abril de 2013.

Explorando a Galáxia, procurando vida no mais essencial bem de existência para o Homem - água e atmosfera - em solicitude de conhecimento mas, também, na conquista e abrangência futura estelar do ser humano se poder fazer continuar, que condições se encontrarão nestes mundos tão iguais ou tão diferentes em ambiente, clima e suspensão atmosférica...?

Recuando aos primórdios da Terra em que cometas colidiram com esta, extravasando todo o seu potencial de gases e elementos, a Atmosfera foi-se modificando, tal como agente evolutivo, segundo o afirmam toda a comunidade científica, reverberando que actualmente é tudo muito diferente de há milénios. Nada a obstar.

Contudo, poderemos recriar a esperança e a solvência absoluta do mesmo se estar a passar noutros planetas, noutras esferas estelares, em similaridade e habitabilidade para o ser humano no futuro...? Poderemos arcar com essa sacralidade planetária se, a tal nos for exigido ou mesmo obrigado por motivos de força maior, em torrencial êxodo do nosso planeta Terra...?!

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Ilustração representativa do Planeta Kepler 226. Generosidade da NASA que, através dos tempos, nos vai dando destas alegrias através do seu navegante das estrelas, o telescópio espacial Kepler na busca de planetas extra-solares/exoplanetas.

Na busca de «super-Terras» aos mundos alienígenas que provavelmente encontraremos sem reforços ou sem a perfeita consciência do enorme abuso ou consequência de tais afrontas ou aventuras cosmológicas, o certo é que já se torna imparável esta perseguição espacial do Homem em se fazer repercutir numa nova era: A Era de Todas as Coisas! As possíveis e impossíveis...

Vidas terrestres, aquáticas, micro ou macro-biológicas, tecnológicas ou simplesmente a diversidade exoplanetária existente em muitos deles - compatíveis ou não com as nossas - faz e fará sempre o Homem sonhar com esses outros mundos, mesmo que a água seja imensa, maior do que a dos nossos oceanos, as terras sejam informes e não sustentáveis, a temperatura atípica e não ideal em atmosfera hostil ou, sequer, a complacência da adaptabilidade aos espaços.

Mas desistiremos nós, seres humanos, dessa ambição nos incutirmos, dessa emoção nos alavancarmos no mais puro cerne da nossa alma em descobertas e cumprimento aeroespacial...? Poderemos recuar, ante o que já alcançámos, o que já obtivemos de novos mundos sobre outros que se desenvolvem longe de nós...? Penso que não, ou estaríamos já mortos sem o sabermos...!

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Planeta Terra e a evolução da Atmosfera. Vapor, Ar e Esfera: a nomenclatura precisa do que compõe a palavra «Atmosfera» na sua origem grega de tempos idos.

A Evolução das Atmosferas...
As primeiras atmosferas resultaram da acumulação de gases que escaparam do interior dos Planetas Rochosos. Todos os planetas, com excepção de Mercúrio e possivelmente de Plutão, têm (ou já tiveram...) atmosferas, embora variem muito de planeta para planeta, devido às diferentes condições que se encontram em cada um deles.

Os Minerais Silicatos da crusta terrestre - como as Micas e as Anfíbolas - contêm hidrogénio e oxigénio na sua estrutura cristalina, normalmente na forma de grupos hidróxilos.
Estes Silicatos Hidratados estão muito difundidos nas rochas da Crusta tendo sido também encontrados em blocos que se crê que tenham tido origem na Parte Superior do Manto.

À medida que o planeta aquecia, os Silicatos do Manto fundiram-se parcialmente formando Magmas. Continham voláteis, incluindo Azoto, Dióxido de Carbono, Água e outras substâncias. Ascenderam então à superfície em conjunto; à medida que os gases se expandiam, forneceram a pressão necessária para a Erupção, que podia muitas vezes ser explosiva provocando o derramamento de lavas, assim como a formação de nuvens de erupção - contendo vapor quente - em especial, Vapor de Água.

Deste modo, água suficiente teria assim sido expelida para encher as grandes bacias oceânicas da Terra, partindo do princípio básico de que as Erupções Vulcânicas eram tão frequentes na Terra Primitiva como são actualmente...

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Quadro ilustrativo das camadas atmosféricas, na Terra.

 A Atmosfera da Terra nos primórdios...
Sabe-se que, para além dos voláteis oriundos do interior, alguns gases leves devem ter provindo da queda de Cometas. Esses corpos gelados, quiçá Adamastores do Universo, e que se formaram nos confins remotos do Sistema Solar, muitos deles, são poderosamente ricos em Hidrogénio, Azoto e compostos de Carbono. Não há margem para grandes dúvidas de que, os Cometas, terão colidido com o nosso planeta Terra no decurso da sua história primitiva.

A Atmosfera da Terra nos seus primórdios, era muito diferente da atmosfera actual, ao que hoje se reconhece cientificamente por largos anos de investigação nesta área.
A Investigação efectuada em gases vulcânicos sugere que, o Vapor de Água, o Dióxido de Carbono, o Monóxido de Carbono, o Azoto, o Cloreto de Hidrogénio e o Hidrogénio eram então muito abundantes. O Hidrogénio - que é muito leve - escapava rapidamente para o Espaço. Estando este sempre presente (hidrogénio) desde a formação do planeta até há perto de 3500 milhões de anos, foi-se perdendo gradualmente.

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Alterações climáticas que se registem no planeta, vão criar subsequentemente a perca de espécies e a vida vegetal no seu todo. A Atmosfera ressente-se; os solos também. Tudo perece a nada se fazer de contrário. A concentração de gases assim como o nocivo efeito de estufa provocado por estes gases, na actualidade, poderão levar à extinção do Homem e de todo o planeta.

Mas o processo atmosférico continuou...
Sabe-se então de que, uma parte do Vapor de Água da Alta Atmosfera, era decomposto pela acção da luz solar em hidrogénio e oxigénio; este último escapando-se e recombinando-se com gases como o Metano (CH4) e o Monóxido de Carbono (CO) para formar Água (H2O) e Dióxido de Carbono (CO2).

Há que registar que, o Dióxido de Carbono perfazia então cerca de 80% da atmosfera inicial, mas, à medida que era fixado pelas rochas calcárias, foi também gradualmente diminuindo. Já o Azoto tornou-se mais abundante á medida que escapava do interior da Terra.

Entre 3000 e 1500 milhões de anos atrás, a concentração do CO2 diminui, como já foi referido, tendo o Azoto atingido o seu nível máximo. Surgiram nesta fase as Primeiras Bactérias - seguidas das algas azul-esverdeadas (cianobactérias); estas tinham a capacidade de efctuar a Fotossíntese Anaeróbica.

O Oxigénio livre (tão vital para a vida na Terra!) só começou a existir com o início da Fotossíntese, pela qual o dióxido de carbono é absorvido e, o oxigénio livre constitui, o produto final da... Fotossíntese! Há cerca de 2000 milhões de anos, a Fotossíntese tinha-se tornado suficientemente comum para que o oxigénio livre se acumulasse no ar. Há cerca de 300 milhões de anos, esse gás representava perto de 20% do total da Atmosfera da Terra!

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Os Planetas Interiores: iguais no princípio e tão diferentes hoje...

Tão diferentes, e tão iguais no Passado...
Os vestígios geológicos - e outros indícios - sugerem-nos que no passado distante, os Planetas Interiores, eram muito menos diferentes na composição dos seus voláteis do que são hoje e que, a diversidade actual, constitui assim o resultado de diferenças de massa e de temperatura dos planetas.
Mercúrio, que possui uma Gravidade Ténue e, uma elevada temperatura superficial, nunca poderia conservar os seus voláteis.

Vénus pode ter possuído outrora uma grande quantidade de água (o que nos suscita logo uma certa apreensão pelo que hoje sabemos da sua constituição e permanência de altas temperaturas...) mas a densa atmosfera rica em Dióxido de Carbono que entretanto se criou, fez com que a temperatura superficial se elevasse e a água se evaporasse; os Iões de Hidrogénio e de Oxigénio dissociaram-se então sob a acção da intensa luz solar e o Hidrogénio escapou para o Espaço, tal vilão atraiçoado que não requer guarida...

Em Marte, existiram outrora águas correntes e paradas em quantidade suficiente para deixar muitos acidentes geológicos no terreno - como é já do conhecimento geral desde que os cientistas da NASA anunciaram ao mundo, em 2015, a descoberta de linhas de escorrência recorrentes, afiançando tratar-se da evidência agora observada de já ter existido (e ainda existir, no subsolo e à superfície) água líquida em Marte!

O Planeta Vermelho apresenta assim grandes calotes geladas formadas por água e por dióxido de carbono - e a atmosfera actual contém (principalmente) dióxido de carbono. Algo que os cientistas no presente momento vão tentar «optimizar» em relação a uma atmosfera mais benéfica para o ser humano do futuro, no descongelamento dos pólos e na futura emissão para a atmosfera de H2O que se encontra debaixo da superfície das regiões polares.

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Planetas e exoplanetas gasosos: o Céu, neste caso, não é o limite; muitos exoplanetas entretanto descobertos, possuirão em sua massa e constituição, a diversidade ou quiçá a igualdade, do que compõe a Terra. Para já, a lista é numerável mas supostamente infindável, pelo que ainda desconhecemos de suas atmosferas ou nula resiliência planetária em face ao ser humano...

Os Gigantes Gasosos...
Estes planetas gasosos - muitos deles autênticos Golias planetários, gigantescos portanto - são, inversamente aos Planetas Interiores, constituídos por elementos leves e as suas atmosferas formam uma espécie de sopa química que precipita nuvens de várias cores.

Os Componentes dominantes são o Hidrogénio e o Hélio, com quantidades muito mais pequenas de Metano e de Amónia. São estes os gases que os Planetas Interiores mais quentes - e menos maciços - não podiam conservar e que assim sendo, foram então varridos pelo Vento Solar, até serem capturados pelos fortes Campos Gravitacionais dos Planetas Gigantes!

Sabe-se que no planeta Vénus, que está rodeado por espessas nuvens amareladas de dióxido de carbono (além de argónio ou árgon, nitrogénio e oxigénio em sua atmosfera, tal como Marte), a vida tal como a concebemos - vida humana, animal e vegetal- não teria hipóteses de vingar, ou seja, não poderia suportar as formas de vida que floresceram e ainda florescem, na Terra.

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Imagem da NASA/JPL captando as três luas de Saturno, esse gigante planeta exterior do nosso sistema solar. O mundo lá fora, é transbordante de tantas outras realidades: Gravidade, Atmosfera e constituição Geológica. Quanto às luas, serão satélites naturais destes planetas ou, à semelhança da Lua, observatórios artificiais que circundam os seus planetas...?

O Mundo dos Planetas Gigantes...
Em relação aos Gigantes Gasosos ainda - planetas gasosos e gelados, como por exemplo, Júpiter, que possui a capacidade de segurar os gases leves, como o Hélio - conservando grande parte do hidrogénio primordial que estava presente na nebulosa solar (como já se referiu), formando compostos de hidrogénio que evoluíram nessa «sopa» complexa, favorece-nos registar de que se assemelham à Atmosfera da Terra.

E isto, plasmado em sua estrutura, sem contudo serem ou poderem ser efectivamente idênticos na totalidade. Plutão, por exemplo, não possui a mesma força e capacidade de reter a sua atmosfera.
Quando existe uma situação de Gravidade Alta e as Temperaturas Baixas, nestes planetas gasosos os gases são retidos mais facilmente; pelo menos naqueles com massas moleculares baixas.

Plutão, como planeta exterior que é, é também um caso pontual mas determinante em relação à sua conjectura planetária em face à temperatura que exibe ou à atmosfera que em si realça, pois aquando o Sol de si se afasta, ele congela devido à sua condição atmosférica. É assim por dizer um planeta inóspito e nada vulnerável à condição humana de vivência ou habitabilidade...

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Como alega a imagem referida aos exoplanetas aqui focados, estamos perante a máxima ou tangível potencialidade, na futura habitabilidade planetária (neste caso, exoplanetária) para a vida humana. Será...? Ou estaremos a dar um passo maior que a perna, como em gíria se comenta aquando as nossas ambições cósmicas são ou poderão ser mais utópicas do que reais...?!

Mundos Alienígenas (ou tão-só), mundos potencialmente iguais à Terra....?
Não se sabe. Mas tem-se a esperança que sim, que sejam iguais ou muito semelhantes tanto nos elementos químicos que compõem e dispõem entre si, como nas atmosferas e na água líquida que vertam e sustentem em si também. Um «El dorado» estelar, é o que supomos - ou desejamos com toda a magna força das nossas ambições humanas e terrestres - que, num futuro não muito longo, se possa cumprir. Oxalá nos não decepcionemos...

Os Exoplanetas entretanto descobertos designados de, hipotética ou cirurgicamente potenciais de os podermos habitar, têm sido reverencialmente registados pelo fantástico telescópio Kepler e sua prestigiada equipa da NASA/JPL/Ames/Caltech/Arecibo e por aí fora, remetendo-nos para a mais deslumbrante viagem interestelar dos últimos tempos, mesmo que não saiamos de cá, da Terra, e apenas os observemos à distância; ou, a um click internauta, do que tantas imagens nos dão em alegoria cósmica sem precedentes.

Vamos a factos: tomemos como exemplo o exoplaneta Kepler 62f que a equipa Kepler descobriu e deu a conhecer ao mundo em Abril de 2013: Um portento de vida lá fora! Será mesmo???

Este Kepler 62f, é de longe - e até agora - o mais parecido com o nosso planeta Terra; supõe-se tal. Poderá ter a capacidade de suportar vida (este, e o seu gémeo, o Kepler 62e, mais um outro entretanto descoberto também, o 69c, de 1,7 maior do que a Terra mas orbitando uma estrela igual à nossa).

Este Kepler 62f tem 1,4 o tamanho ou dimensão da Terra, circulando na zona habitável da sua estrela-mãe. Já o seu «gémeo», o Kepler 62e, é 1,6 maior do que a Terra, estando ambos na zona habitável da sua estrela (uma estrela menor e menos brilhante do que o nosso Sol) sob o qual ambos orbitam, perspectivando-se que haja a existência de água líquida à sua superfície nestes mundos rochosos.

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Ilustração do planeta Kepler 69c: um dos três mundos azuis, oceânicos. Um exoplaneta que perfaz 1,7 o tamanho da Terra e que orbita na zona habitável de uma estrela como o nosso Sol...

Os «Manos» Kepler...
«Kepler 62e e Kepler 62f são ambos parte de um sistema recém-descoberto de cinco planetas; aventa-se agora observar e considerar a, ou as possibilidades, de olhar para a vida nestes», terá rematado a esta divulgação mundial sobre tão poderosa descoberta, Bill Borucki, o principal/responsável investigador científico, do Centro de Pesquisa Ames, da NASA, em Moffett Field, na Califórnia (EUA). Três mundos potencialmente habitáveis, mencionou ainda Borucki, acrescentando:
«Estamos a mover-nos muito rapidamente para encontrar um planeta - ou mais - análogos à Terra, em torno de uma estrela como o Sol!»

Um Grande Passo para a Humanidade...
Os cinco planetas recém-descobertos no sistema Kepler 62, que estão localizados a cerca de 1200 anos-luz de distância na constelação de Lyra, apenas se referenciam o Kepler 62e e 62f como potencialmente habitáveis, enquanto os outros orbitam mais próximo da sua estrela, sabendo-se da insustentabilidade de vida por tão perto desta estarem.

Ambos os planetas azuis (assim registados pela imensidão azul ou oceânica/aquática que demonstram e tal ter sido captado pelo telescópio Kepler), 62e e 62f levarem 122 e 267 dias, respectivamente, a completarem essa órbita em redor da sua estrela (que é de apenas 20% o brilho do nosso Sol).

Os cientistas arrogam poderem ambos tratar-se de mundos quase ligados entre si (uma vez que a distância a percorrer é mínima entre um e outro) além de evidenciarem extensos e globais - ou ininterruptos - oceanos. Vislumbram-se planetas aquáticos, ou formas de vida marinhas, mesmo que diferentes (possivelmente) da nossa.

«Pode haver vida lá, mas poderá ser de base tecnológica como a nossa?», interroga-se uma alta emissária do Instituto de Astronomia Max Planck e do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, Lisa Kaltenegger. Mas vai mais longe na contemplação:
«A vida nesses mundos será debaixo de água, sem acesso fácil para os metais, para a electricidade, o fogo, ou tão-pouco, metalurgia. No entanto, esses mundos, ainda serão belos planetas azuis que circundam uma estrela laranja - e, talvez, inventabilidade de vida para se chegar a um estágio de uma tecnologia que nos vai surpreender!», reiterou fervorosamente Kaltenegger.

Apesar do planeta Kepler 62f poder ser mais frio ou talvez menos hospitaleiro que o seu vizinho ou gémeo Kepler 62e (que é mais quente e húmido, tendo um céu muito nublado), ainda assim, pode potenciar uma amistosa vida biológica, afirmou o co-autor deste prolongado e pormenorizado estudo (publicado no Astrophysical Journal nesta nova abordagem de estudo de modelagem), Dimitar Sasselov, da Universidade de Harvard.

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O Maravilhoso Telescópio Espacial Kepler, da NASA. O incansável «olheiro» espacial que tudo detecta em anúncio de vida ou probabilidade de existência desta em muitos outros planetas que não unicamente na Terra. Bem-hajas Kepler por tudo isso!

O Esforço Inesgotável de Kepler...
Desde Março de 2009 que a brava equipa Kepler, alada ao seu inestimável telescópio espacial e observatório em geral, tem feito extraordinárias e volumosas descobertas sobre exoplanetas similares ou de facto muito parecidos com a Terra; tenta-se essa busca, tenta-se essa homilia espacial em complemento e investimento humanos de se conseguir encontrar vida nestes.

O constante e ininterrupto êxito do laborioso Kepler tem dado ao nosso mundo verdadeiras orquídeas planetárias em suposição de vida. São já umas centenas (somam já 1230 candidatos...), as probabilidades planetárias que Kepler colheu e captou em seu seio de olho vigilante com que nos presenteia a toda a hora.

O Telescópio Kepler necessitando analisar três trânsitos (na astrofísica, o método de trânsito ou prática astrofísica mais empregue actualmente na busca e detecção dos planetas extra-solares) para assim sinalizar um candidato a planeta-terrestre ou, o que os cientistas advogam, encontrar mundos-Terra para se poderem analisar estes em maior profundidade de conhecimentos. E isto, de modo a haver a detecção desse potencial e habitável mundo planetário numa órbita relativamente distante, o que pode levar, subsequentemente, vários anos a cumprir.

«Kepler não pode procurar por sinais de vida em mundos como o Kepler 62e e Kepler 62f ou mesmo no Kepler 69c, mas, o telescópio Kepler está assim cimentando o caminho para futuras missões que devem fazer exactamente isto que já se mencionou. Este é um dos primeiros passos, mas não há nenhum engano - estamos em nosso caminho para explorar a galáxia,para aprender sobre a vida na Galáxia!» - Afirmação convicta e última de Bill Borucki, da Ames, da NASA.

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Explorando a Galáxia, explorando o Cosmos, assim vai o Kepler dando outros mundos ao nosso mundo...

Os Mundos de Kepler...
Que posso eu acrescentar a tamanha alusão sumptuosa de tão explanado e sapiente fórum de promessas e alegria espaciais, segundo Borucki, Kaltenegger ou Sasselov, segundo as suas palavras de tantas premissas, de tanta segurança e iguais esperanças, ao vermo-nos bafejados com a sorte estelar de não sermos mais únicos - e loucos à solta - neste nosso mundo terrestre...?!

Que posso eu aventar ou mesmo tentar procrastinar de tão sublimes missões destes seres científicos que da Terra nos vêm dar outros mundos, se possível outras vidas...? Quisera eu ser um deles, e um dia deixar-me sonhar que encontro um ou mais exoplanetas, e assim levitar no ténue e breve sonho terrestre de um dia ser mais, muito mais, do que uma simples terráquea que se deixa anestesiar com tanto ainda por buscar...

O sonho sim, mas, acima de tudo, o feito e a realização planetárias de explorarmos as Galáxias, as estrelas, e até mesmo os tão inextricáveis ou abomináveis buracos negros do Universo...

Será sonho ou missão a cumprir a breve prazo...?! Que seja um sonho, como um dia Martin Luther King o disse, na busca do seu sonho, mas, a ser vivido por alguém, um dia destes... mesmo que eu já não esteja por cá... na Terra. Mas no Céu ou sobre este, esta missão se cumpra, de encontrarmos vida além a nossa, de encontrarmos um destino, outros destinos fora da Terra! E já agora, longa vida para o Kepler! Sempre!!!