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terça-feira, 31 de maio de 2016

O Vasto Mundo Planetário (dentro ou fora do Sistema Solar...)


Outra Terra, outras almas...? Este, o «primo» da Terra em toda a sua imponente evasão de vida que o Kepler descobriu. Imagem da NASA/SETI/ (a possível ilustração artística do planeta 186f).

Sondáveis são os caminhos do Senhor, segundo as homilias bíblicas de teor cristão. Incontornáveis são as estradas do Céu que o Kepler tem descoberto, revelando ao mundo a incomensurável - e admirável - profusão estelar de mundos ainda por nós desconhecidos.

Irmãos, primos ou simplesmente a sintonia sideral com o que se estabelece na Terra, o Homem tenta aventar e, alongar-se, a mais, muito mais para lá do Universo. Mas, perante essa dulcífera agonia de querer ambicionar mais, ir mais longe e, se possível, conquistar novos espaços ao Espaço, para onde caminhará este, se entretanto tal lhe for vedado em circunstância e acatamento sob parâmetros de uma hegemonia estelar? Estaremos preparados para isso? Saberemos acatá-lo...?

Que fará o Homem então? Haverá revolta ou submissão, subserviência ou escravidão, se a evolução da Humanidade se não propagar mediante outros critérios, outras avenças superiores que não as nossas de, tal como planetas de pequena e grande dimensão se sujeitaram (provavelmente) à global e planetária jurisdição cósmica de outros que não conhecemos, de outros que não entendemos, mas, tentamos a todo o custo que nos surpreendam e nos consolidem esta louca vontade de tudo perfurar, de tudo colonizar...?! Colidiremos com a nossa própria ambição humana...?

E que tempo haverá para isso, para nos confrontarmos com a realidade ou deparar com o ostracismo de um tempo sem tempo que até aqui nos trouxe? Tempo que escasseia, tempo que se reparte, tempo tridimensional que nos leve a repor outros tempos no tempo e, sobre este viajemos, sobre este voaremos - ou sonhemos - na grande e final revelação dos tempos e, sobre uma magia que ainda não compreendemos?! E se a resposta for sim, até onde isso nos levará...???


Pequenos e Grandes Planetas (fora e dentro do nosso sistema solar): o grande mistério de outros mundos, outras formas de vida que ainda não entendemos...

Pequenos e Grandes Planetas
No Princípio era o Verbo, segundo os teólogos. Mas, também segundo o que nos dita a ciência cosmológica, a Nebulosa Solar estava provavelmente bem misturada, atingindo uma temperatura de cerca de 2000ºC e era sobretudo gasosa. Ainda antes de tudo ser ou poder ser divino, é a mais pura ciência que nos relata o que dos céus vem...

À medida que arrefecia, a Nebulosa separou-se então nas matérias que eram (ou seriam) física e quimicamente diferentes. As Temperaturas seriam logicamente mais elevadas na proximidade do proto-Sol, assim como as primeiras partículas a formar-se seriam, por sua vez, constituídas por elementos refractários como o Tungsténio, o Alumínio e o Cálcio - que constituíram óxidos. Com o arrefecimento subsequente, estes reagiram com os gases da nebulosa para assim formar os Silicatos.

Os Planetas Interiores, que se formaram nas proximidades do Sol, são compostos - em grande parte - por silicatos minerais ricos em elementos tais como o Magnésio, o Alumínio, o Cálcio e o Ferro, sendo portanto, relativamente densos. Há que referir por mera curiosidade de que, muitos Meteoritos e Asteróides compõem-se efectivamente destes minerais.


Planetas do nosso Sistema Solar

Formação/Processo/Desenvolvimento
Sabendo-se de que mais longe do Sol, as temperaturas da Nebulosa rondariam os 50ºC, ter-se-ão cristalizado compostos ricos em carbono.
A Água Gelada pode de facto ter existido na forma de flocos de neve e ter sido assim incorporada nos sólidos que se formaram.

Nas Regiões mais Distantes, a temperaturas ainda mais baixas, ter-se-ão cristalizado elementos voláteis como o Árgon ou compostos como a Amónia e o Metano.
Os Elementos mais Leves, como o Hidrogénio e o Hélio, provavelmente nunca se chegaram a condensar. Sabe-se então de que os Elementos Voláteis eram muito mais abundantes do que os elementos refractários, que provavelmente representavam apenas ou somente 0,5% da massa total da Nebulosa. Assim que os planetas se começaram a condensar, o crescimento acelerou, com uma acreção muito rápida de matérias carbonadas, silicatos ricos em elementos voláteis e gelos de compostos como a Água, o Metano e a Amónia.

A Abundância de Matéria Gelada explica, em parte, as grandes massas de Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. Esta matéria volátil também deu origem aos Cometas - corpos gelados mais pequenos que se acumularam a uma distância ainda maior do Sol!
A Velocidade a que ocorreram estes desenvolvimentos pode ser estimada a partir de Meteoritos Condríticos que contêm isótopos radioactivos. O decaimento desses Isótopos dá então origem a uma sequência de desintegração a uma taxa designada por: Semivida do Isótopo.


Meteorito de Nahkla: a existência comprovada cientificamente por análise forense de compostos de ADN e ARN. Este Meteorito revelaria dados surpreendentes e equivalentes aos encontrados pelas sondas da NASA, em Marte.

A Formação de há 4600 milhões anos...
Um dos Isótopos encontrados nesses Meteoritos é o Al-26 (um isótopo do alumínio de massa 26); a sua semivida é de 720.000 anos. Um outro, é o iodo isótopo I-128 (semivida de 16 milhões de anos).
Nenhum destes isótopos é nativo do Sistema Solar e tem quase obrigatoriamente de ter vindo de Estrelas Supernovas longínquas.

Desta forma, foram então capturados pela Nebulosa Solar e, aprisionados nos Meteoritos, que se formaram no início do nosso Sistema Solar. Este facto prova assim que, a Acreção, teve mesmo de ser rápida, talvez alguns milhões de anos após a emergência do proto-Sol.
Os proto-Planetas estavam formados de forma reconhecível, pelo que se insta hoje no mundo dos Astrónomos e dos Astrofísicos, há cerca de 4600 milhões de anos. Um feito cósmico deveras surpreendente, reconhece-se!

Há ainda que referir em jeito de curiosidade de que, representado à escala, o maior planeta do nosso Sistema Solar - Júpiter - podia conter em si mais de 1300 Terras, ou seja, 1300 vezes o suporte e dimensão do nosso planeta em si!
Do grupo dos Grandes Mundos Gasosos Exteriores, Saturno é conhecido há muito por possuir um sistema de anéis compostos por pequenas partículas de gelo e de rocha.


O Planeta Gigante ou... o grande mistério do seu desaparecimento do nosso sistema solar?

As Descobertas...
As Naves Espaciais da Terra descobriram entretanto novos anéis semelhantes em torno de Júpiter, Úrano e Neptuno, assim como dúzias de pequenos satélites.
o Satélite Natural da Terra - Lua - é muito maior, sendo ligeiramente mais pequena do que o planeta Mercúrio. Como é o planeta mais perto do Sol (Mercúrio) é um lugar quente e rochoso; a sua superfície está pejada de crateras, apresentando ainda outras características da paisagem que podem ser devidas ao arrefecimento do planeta e consequente enrugamento.

Quanto ao planeta mais distante do nosso sistema Solar - Plutão (e o seu companheiro Caronte ) - é um corpo pequeno, frio e rochoso. Plutão revela em si uma camada de Metano gelado. Já em relação a Caronte - que tem cerca de metade das dimensões de Plutão - está coberto de água gelada, ou seja, um local nada convidativo para o ser humano habitar, se fosse caso disso...

Os cientistas, em particular os Astrónomos e Astrofísicos que estudam estas matérias de planetas que terão vagado pelo nosso Sistema Solar, aventam a hipótese de um ou dois grandes planetas já se terem feito pertencer a este sistema, na companhia de Júpiter, Saturno, Neptuno e Úrano.
Aferem os cientistas que, os planetas presos ou interligados uns aos outros de modo gravitacional no Espaço, só estabeleceram as suas órbitas actuais ao longo de biliões de anos.


Um Quinto Planeta que foi expulso do sistema solar...?

O Planeta Desaparecido...
Este misterioso planeta que provavelmente foi expulso ou irradiado do nosso Sistema Solar (como o quinto planeta gigante), teve um desfecho inevitável de ejecção planetária por parte de Júpiter, na sua interacção gravitacional, expulsando-o para fora deste; e, além do mais, dispersando as órbitas dos outros quatro gigantes sobreviventes para posições semelhantes às actualmente observadas. Daí o registo de impactes brutais em Mercúrio e na Lua (até à actual configuração da cintura de Kuiper), revelando de que o nosso sistema solar deve ter passado por momentos deveras caóticos nos primeiros 600 milhões de anos após o seu nascimento, segundo o determinam os cientistas.

Estudos da interacção dos Gigantes Gasosos com o disco proto-planetário mostram que estes quatro planetas (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) deverão ter migrado para as suas posições actuais devido a instabilidades dinâmicas nas suas órbitas, que terão emergido de ressonâncias orbitais entre os pares mais próximos. O resultado terá sido a dispersão de Planetesimais para o interior e exterior do Sistema Solar, em que alguns terminaram em rota de colisão com os pequenos planetas interiores, incluindo a Terra e o seu satélite natural, a Lua (ainda que estes tivessem sido poupados, os pequenos planetas interiores, à capital destruição).

Os modelos de formação do Sistema Solar actualmente aceites sugerem que, no início, as órbitas dos quatro planetas gigantes se encontravam mais perto do Sol (a menos de 15 UA).


A distinta amostragem ilustrativa de Kepler 186f e a Terra. Tão iguais ou nem tanto, se as distâncias não fossem de facto astronómicas...

«Home» ou o Planeta Alienígena recém-descoberto...?
Este fantástico exo-planeta do tamanho da Terra, determina perante toda a comunidade científica actual de que pode, eventualmente, sustentar vida tal como a conhecemos.
A 490 anos-luz de distância da Terra - sendo 10% maior do que esta, traçando uma órbita de 130 dias em redor do seu Sol e, a uma distância de 0,35 UA - o Kepler 186f, podendo ser considerado hipoteticamente mais um «primo» do que um irmão-gémeo em avença idêntica na sua totalidade, reportar-se-à por um ambiente e compleição atmosférica inversos aos da terra, no que supõem os cientistas.

Por meados de 2014, Elisa Quintana - astrónoma do Instituto SETI, da NASA Ames Research Center - revelou à revista Science e ao mundo:
«Esta descoberta confirma que planetas do tamanho da Terra existem nas zonas habitáveis de outras estrelas». Kepler gira em torno de uma estrela anã do tipo M que é menor e mais fria do que o nosso Sol, mas ele orbita muito mais perto da sua Estrela-Mãe do que o que a Terra faz (dentro do que seria a órbita de Mercúrio do nosso próprio sistema solar). Estes dois factores combinam-se assim para produzir um ambiente que poderia (ou poderá...) permitir a água líquida na superfície, partindo do princípio de que o planeta tem efectivamente uma atmosfera que retém calor, acrescenta.


O maravilhoso mundo de Kepler! Que mundos nos trará ele para o nosso mundo...?

Kepler: o mais fantástico telescópio!
O Telescópio Espacial Kepler tem visado, captado e mostrado à Terra, mais de 150.000 estrelas num pequeno pedaço de Céu, olhando para o escurecimento revelador da luz das estrelas como planetas passaram sobre o Disco das Estrelas. Cerca de 1000 Planetas foram entretanto confirmados, usando os rigorosos dados do Kepler (em que aproximadamente 3000 candidatos planetários estão aguardando confirmação). Por aqui se vê, o quanto ainda estamos no berço (ou mesmo no mais embrionário processo) de uma longa e complexa escadaria planetária estelar.

Segundo Quintana e os seus colegas que o mesmo corroboram, assevera que, levando anos de observação para formar o padrão de escurecimento e brilho que está associado com Planetas Alienígenas (particularmente se os planetas são pequenos e estão distantes da sua Estrela-Mãe), haverá ainda muito por confirmar. Todavia, e em relação ao planeta recém-descoberto Kepler 186f, confirma-se já a existência deste como o quinto planeta mais exterior do mundo na facção exo-planetária até aqui.


Os Mundos que ainda não conhecemos...

Descobrir-se-à o «El Dourado» estelar...?
Nestes últimos anos os Astrónomos têm vindo a confirmar com mais insistência mas também mais rigor, a existência de outros planetas em zona habitável de suas estrelas; todavia, as perspectivas apesar de enfáticas e deveras excitantes em super ou megalomania de descobertas exo-planetárias estrondosas, têm de ser refreadas pelo tanto que ainda destes (planetas fora do nosso sistema solar) se desconhece. Há ainda pequenos ou planetas menores que carecem de confirmação, do que se vai sabendo pelas hostes científicas no mundo da Astronomia e Astrofísica.

Existirá sempre a indubitável questão se, a breve ou a curto prazo, se poderá encontrar vida ou poder-se realmente detectar vida nestes planetas, em particular no Kepler 186f pelas altas expectativas (e estimativas) que entretanto gerou aquando a sua descoberta. Não se sabe.
Estando muito longe para tal se estudar em acompanhamento ou supervisão, este distante planeta aprimorado da Terra, revela a impotência (ainda) do Homem para tal fazer. No entanto, não se desistindo dessa ânsia de conhecimento e sugestão de se ir mais além, aventa-se a hipótese de se estabelecer a eventual comunicação entre ambos: Terra e Kepler 186f.


SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence ou Busca por Inteligência Extraterrestre)

SETI: a imparável busca de Vida Extraterrestre!
O Instituto SETI tem-no feito e aplicado, indo à procura de sinais de rádio a partir do sistema Kepler-186, com mais de uma ampla faixa de frequência (de 1 a 10 GHz), mas até ao momento nada foi detectado. E, sendo-o, nada para o nosso mundo transpirou de então para cá em divulgação ou revelação maior que nos faça prever - ou entrever - que algo de muito profundo e conciso está para acontecer...

Havendo desta forma grandes e não oníricas esperanças - mas putativos objectivos e efectivos desenvolvimentos quanto ao que Kepler poderá entretanto descobrir ou aprofundar em mais dados sobre estes exo-planetas - todos os cientistas envolvidos esperam, pacientemente, que haja assim continuados recursos para tal não deixar esmorecer ou definhar nesta tão aclamada incursão espacial.

Produzindo excelentes e não goradas expectativas nesse aprofundar de conhecimento ou mesmo até de inter-comunicação eventual que entretanto possa surgir através do Instituto SETI, os cientistas vão apostando também em missões futuras da NASA (através do telescópio espacial James Webb e do trânsito e levantamento exo-planetário por satélite), da Agência Espacial Europeia - ESA (sondas PLATO e CHEOPS) e do Magellan Telescope (Gigante), no Chile. Segundo os cientistas, todos estes instrumentos de observação podem indefectivelmente observar, ouvir e registar, todas as potenciais assinaturas de vida em ambientes extraterrestres.


Kepler: a missão imbatível e nunca impossível perante tantos e tantos obstáculos...

2016 (Abril): O Mundo em suspenso...
Talvez não tenha tudo passado de um grande susto cósmico - e terrestre - que a NASA sentiu ao registar o estonteamento da sonda Kepler e sua prestigiada missão espacial, agora recuperada e devolvida, à Missão K2.
A Missão K2 empreende o objectivo e finalidade de procurar exo-planetas na esfera espacial exterior ao nosso Sistema Solar, ou seja, fora deste.
Oficialmente, a sonda foi agora registada como pronta e apta para esta nova missão de quase um salteador de uma arca perdida estelar em que se pretende captar exo-planetas no vasto mundo de um Cosmos tão surpreendente quanto magnânimo.

Esta sonda ou especial nave espacial - Kepler - tem praticado absoluta magia ao revelar ao mundo dados de rigorosa ciência cosmológica com instruções precisas para onde olhar em percussão-alvo. Confirmando «logs» e contadores de bordo que foram redefinidos, sendo também que uma nova sequência de comandos foi então criada, testada e enviada para explicar os muitos atrasos do início da campanha ou missão acoplada, tudo está finalmente a postos e de acordo o previsto.

A Sonda está agora pronta para futuras operações científicas, oficialmente iniciando agora uma nova campanha Microlente Gravitacional do K2, conhecida como Campanha 9 ou C9.
A Equipa K2 Microlente e os observatórios terrestres que colaboram numa experiência global da C9, na procura e observação de exo-planetas (através dos dados recolhidos a partir dos telescópios terrestres), serão possíveis os eventos adequados para as observações sobre telescópios maiores, como os telescópios de 10 metros no Observatório VM Keck, no topo do Mauna Kea, no Havai. Espera-se então que, muito em breve, os cientistas possam ter a oportunidade ou chance de ver a visão de K2 dos mesmos eventos vistos ou observados do chão.

O Período de Observação de C9 será concluído a 1 de Julho de 2016, no corrente ano portanto, quando se estima que o Centro da Galáxia já não pode ser observada do ponto de vista da nave espacial K2 (para onde foi ultimado e apontado o telescópio e por conseguinte a nave espacial, mediada e super-vigiada pelos engenheiros de operações de voo na Ball Aerospace e do LASP - Laboratório Atmosférico e Físico-Espacial, da Universidade do Colorado (EUA). E tudo isto durante o contacto DSN (Deep Space Network) efectuado com a nave espacial, em que a moveram, fazendo girar na direcção do centro da Via Láctea, para assim iniciar a recolha de dados para a C9.
K2 começará então a Campanha 10, que vai continuar a investigar um novo conjunto de metas astrofísicas interessantes.

Nada mais a confirmar - ou desdizer - que não seja a absoluta verdade interestelar de vida que possivelmente o Universo emana, mesmo que ainda não tenhamos a completa e indesmentível certeza da existência de outras formas de vida; pelo menos, oficialmente...

Havendo milhares de milhões, biliões ou triliões de estrelas e quiçá planetas no Cosmos, quem o poderá negar, sonegar ou meramente esconder, ante toda a omnipotência que sobre as nossas cabeças paira em absoluto êxtase de brilho, matéria, energia e luz...? Ninguém, presumo.
Somos Humanidade; somos o que de nós «eles» (a existirem, no que acredito piamente!) fizeram que nós fôssemos ou desejaram que atingíssemos; senão o Nirvana, pelo menos aquela resquícia magna carta estelar que nos dita que somos ou deveremos ser todos iguais à semelhança do próximo... mesmo que esse «próximo» - ou o mais distante ser civilizacional estelar - nos seja tão amistoso quanto paciente para nos compreender as desgraças humanas...!