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quarta-feira, 1 de março de 2017

A Supremacia dos Rios

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Fulgurante imagem de Marte (NASA), em revelação entusiástica sobre a descoberta de pequenos cursos de água que fluem sobre o solo arenoso do Planeta Vermelho.

Assim na Terra como em Marte. Assim é no planeta que conhecemos como nosso berço planetário e, provavelmente, no que nos dará futuramente abrigo e sobrevivência se acaso nos surgir entretanto uma nova e já admitida (cientificamente) sexta extinção da Humanidade.

Atmosfera, Gravidade, Magnetosfera (na sublime forma de lágrima, na Terra) e toda uma conjuntura que teremos obviamente de estudar em critério e absoluta certeza deste planeta vermelho nos poder dar ou, fazer acreditar, na continuidade da Humanidade fora do seu seio planetário terrestre mas em si. E que, por hipótese, poderá expirar...

Teremos então de ser mais expeditos; e contribuintes para esta mesma causa de nos perpetuarmos, reproduzindo-nos genética e imaculadamente sob condições que nos não sejam adversas ou fatais num futuro próximo. Mas estaremos preparados para tal...?

Que esconderão esses oceanos gelados, essas águas profundas de outras eras glaciares, de outros infortúnios planetários por vias de cataclismos cósmicos de altas e nefastas radiações calamitosas sobre si, no que águas líquidas à superfície, embora tão límpidas e ambicionadas pelo Homem nessa perseguição de vida extraplanetária, acabe - invariavelmente - por nos poder matar e não saciar nessa imensa sede do conhecimento e da vivência fora da Terra...?!

Que esconderão esses rios imaginários de Marte - hoje secos e aviltantemente dissecados de toda a sua fragrância marinha, de toda a sua pujança de vida provável - em estranhas espécimes (agora) ou bactérias letais, desconhecidas por nós, humanos...?

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Lagos em Marte...? Rios em Marte...? Que mais se nos abrirá em perfeita ilusão de virmos a reconstruir Marte como se do nosso planeta Terra se tratasse...? Consegui-lo-emos ou ser-nos-à tal admitido, pelo tanto que já explorámos e putrificámos na Terra...?

Antárctida revelou-nos o que Marte nos esconde...?
Explorámos os pólos; Árctico e Antárctico. De lá vieram vozes e anúncios de vírus e bactérias que nos poderiam ditar o fim da civilização ou, na melhor das hipóteses, a alteração genética cromossómica que talvez nos não recrie como monstros mas como mutantes de coisa nenhuma.

Descobrir é plausível, mas regredir na absoluta incerteza do que aí vem, faz-nos desconfiar e ser pouco audazes nessa descoberta. Há que estar atento e, sentir, que uma nova era bacteriológica se avizinha ou não haverá testemunhos disso mesmo se falharmos na finalidade. Daí que nos interroguemos na espartana condição de ignorantes, mas também de pertinazes, pelo que ainda não conhecemos e receamos com todos os medos do mundo:

Que se debaterá nas catacumbas geladas de Marte que à superfície se não vê, se não observa mas contesta (e analisa ainda!) sobre o que os cientistas da Terra temem mas não advertem, segundo a sua curiosa e persistente voracidade de conhecimento e tangível ponta de verdade, sobre o que Marte já foi e ainda insistimos para que volte a ser...? Estaremos a ser ingénuos...? Ou apenas diletantes com o que tanto e imprudentemente desejamos arvorar sobre Marte...?!

Que segredos ou que «Caixa de Pandora» se abrirá dos confins de um ADN perdido em geologia bacteriológica (há muito fossilizada ou nem tanto...) de todos os medos ou, de todas as verdades, se tal alcançarmos mas não evitarmos persistir no mesmo mal que levou à sua extinção, à sua morte efectiva....?!

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Marte: «Cerberus Fossae», local convergente de vários rios com enormes depósitos de água límpida e cristalina à superfície de Marte. Imagem da NASA (resultado da análise de imagens da Mars Reconnaissence Orbiter), 2015.

Assim na Terra como em Marte...?
«O que quer que esteja fluindo em Marte está hidratando o sal, e nós estamos vendo essa hidratação na assinatura espectral». Esta, a afirmação peremptória de Lujendra Ojha, prestigiado cientista do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA) e, principal investigador do estudo realizado e posteriormente publicado na revista científica «Nature Geoscience», aquando a descoberta de H2O em estado líquido, fluindo na superfície de Marte.

Há várias décadas que os cientistas andavam loucos na procura de evidências ou provas concretas sobre a existência de água em estado líquido, em Marte. Mas, só por meados de 2015, é que veio à tona esta alegada pretensão científica sobre a superfície do planeta vermelho, comprovando essa insistência com evidentes provas mineralógicas - fortes o suficiente para sustentar essa mesma alegação.

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Imagem da ESA: Descoberto o leito seco de um rio de 1500 quilómetros de comprimento, em Marte. A foto revela um tributário, conectando com um rio, na visibilidade do meio da imagem.

Rios em Marte...?
Embora não se falando ainda em frutuosos ou distintos leitos de rios, lagos ou oceanos que porventura existiram há milhares de anos em Marte, está-se perante a homilia marciana de pequenos cursos de água que eventualmente fluirão sobre os solos arenosos deste planeta vermelho.

Desde 2010 que se suspeitava de que algo estivesse a ocorrer numa série de rastos sazonais, ou seja, durante os verões marcianos que então se verificaram - surgindo em depósitos de sal, localizados em encostas íngremes do planeta.

Lujendra Ojha explicou ainda de que, nessa sua análise, notou (ele e a sua equipa) que semana após semana nessa sazonalidade de Marte, as temperaturas registavam-se altas e as linhas ficavam maiores, numa época em que as condições são bem mais propícias para a existência de água líquida. Aferiu ainda que os sais (perclorato e clorato de magnésio e perclorato de sódio), ajudam a estabilizar a água corrente para que não ferva ou congele, mudando assim de estado.

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Imagem da ESA sobre a região de «Reull Vallis»: a prova evidente de que Marte, no seu passado distante, exibia frondosos rios - poderosos rios de água corrente, água líquida que albergaria supostamente vida. Vista em perspectiva (no primeiro plano), é o de uma cratera preenchida de sedimentos.

Parecenças, ou a mesma verdade planetária....?
Cientistas da sonda Mars Express adiantaram que «Ares Vallis» (húmido nos primórdios e seco desde então) teria sido um portentoso lago, e o agora redescoberto rio, teria havido água em abundância entre 3,5 e 1,8 biliões de anos atrás, durante o período Hesperiano.

Depois, iniciando-se o período Amazoniano (que invadiu o Reull Vallis congelando-o), houve  a subsequente escavação do vale em que o rio estava, empurrando detritos e gelo para as margens.
Originalmente o rio agora descoberto em Marte, possuiria 7 quilómetros de largura e 300 metros de profundidade, correndo das serras de Promethei Terra para a enorme bacia Hellas.

As câmaras estereoscópicas a bordo da Mars Express revelaram também numerosos tributários que alimentavam assim o gigantesco rio. Observando-se igualmente as montanhas de Promethei Terra (elevando-se a 2500 metros acima das regiões planas em seu redor), pode-se facilmente constatar de que se trata de uma paisagem não muito diferente das encontradas na Terra, o que perfaz dizer - e até acentuar - de que Terra e Marte, são de facto iguais. Ou já o foram no passado, no caso de Marte...

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Imagem em 3D, que os astrónomos da ESA nos disponibilizaram para que observássemos na parte superior da região de Reull Vallis, em Marte, o leito seco de um seu rio com aproximadamente 1500 quilómetros de comprimento.

O que a ESA/NASA nos conta...
Recolhidos os dados dos robôs e sondas da ESA/NASA, os cientistas foram compreendendo e aceitando a igual conformidade ou similaridade do que se passou na Terra em termos geológicos. Ou seja, entendeu-se rapidamente que Marte terá sofrido os mesmos processos geológicos que os da Terra! Definiu-se assim, segundo os especialistas (geólogos planetários ou exo-geólogos que estudam no fundo tudo o que se passa fora do nosso planeta Terra), de que, Reull Vallis é idêntico a outros vales glaciais do planeta Terra, como o que pode ser observado em Yosemite, nos EUA.

Se Marte não tivesse sofrido de brutais impactes, invasões meteoríticas, cometas ou mega-meteoros e demais ocorrências nefastas que o devassaram profundamente, criando vastas crateras em si, que teria sido Marte então (ou actualmente) em planeta-irmão que, supostamente também, nos daria guarida e protecção ou quiçá guerras e ingerências intraplanetárias se não houvessem diplomacias estelares...?! Não o sabemos, mas infere-se com toda a certeza de que não estávamos sós; não tão perto de nós...

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Victoria Falls - Cataratas de Vitória, no rio Zambeze, o maior rio de África Meridional, com 2650 quilómetros de comprimento, possuindo um caudal médio de 16000 metros cúbicos de água por segundo. Magistral foto da não menos magnífica catarata, de pertença da revista Rumo.

O Incansável Trabalho dos Rios
Para se compreender tudo o que se tem falado sobre os prováveis rios de outrora noutros locais que não na Terra, como se mostrou ser este o caso de Marte, há que encontrar respostas para o que na Terra se alui - e conforma - com o que nos rege sob estas grandes ou pequenas massas de água líquida sobre o nosso planeta. Mesmo os presumíveis aquíferos ou subterrâneas águas profunda e geladas sobre outros planetas, há que se entender primeiro o que se traduz dos rios e seus afluentes, no seu laborioso e incansável trabalho desde a origem até ao desembocar.

Sabe-se que, os Rios, têm origem em lugares elevados, correndo em geral sempre para as terras baixas e na direcção do mar. Até aqui tudo bem; sabemo-lo de antemão. Podem começar num Lago ou numa qualquer Queda d`água na parte alta das serras, que alimenta uma torrente.

Os Tributários - cursos de água mais pequenos - podem ser recolhidos em qualquer ponto. Nas Cabeceiras, as vertentes são relativamente íngremes, de modo que o curso de água corre a grande velocidade. Nessas condições, Grandes Seixos podem ser transportados na carga da torrente.
No seu curso mais baixo, o leito tem um pendor menor, embora seja mais largo e a energia disponível inferior; consequentemente, só pode transportar fragmentos menores.

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Imagem de satélite, ESA/Cienctec: observação do Espaço, através do exímio Landsat. Imagem captada em 3 de Outubro de 2011, mostrando o delta do Rio Mississípi.

Como compreender a sua «magia»...
Quem estuda estas matérias, depressa se apercebe de que, a Chuva, esse elemento natural da Natureza que nos bafeja com a maior sorte do mundo numa das maiores essências para a vida, também se não contém ou aprisiona que não seja através de forma artificial ou por mão humana nas represas ou barragens, como é sabido.

Sem ser por vias da alta engenharia, há que ter a consciência exacta desta se evaporar pura e simplesmente ou, se escapar da superfície da Terra, podendo inclusive infiltrar-se em rochas permeáveis até a um nível mais profundo, formando toalhas freáticas; pode também alimentar a bacia dos afluentes dos rios.

Estes transportam Sedimentos, depositando-os também e assim no seu curso - como nas margens convexas ou internas dos meandros ou, à medida que os detritos se espalham, pelas margens na forma de depósitos de Aluvião.

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Outra espectacular imagem de satélite, da NASA, sobre o sinuoso Mississípi, nos EUA.

A Água é então recolhida no sistema de um rio por Afluentes ou Tributários - um sistema ramificado de cursos de água. Nos seus troços superiores (as cabeceiras), o pendor do leito tende a ser íngreme e o curso de água corre com rapidez; o rio transporta a sua carga em suspensão ou arrastando detritos maiores ao longo do seu leito.

À medida que desce, pode recolher mais carga, mas o pendor atenua-se e o Curso de Água torna-se então mais lento; a Taxa de Deposição aumenta. Quando por fim desemboca no mar ou num lago, o rio perde energia rapidamente e deposita a sua carga, dando assim origem a um delta de material sedimentar através do qual o rio tem de abrir um novo leito.

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Delta do rio Amazonas: imagem de satélite (NASA). Aqui, a observação por satélite da foz do rio Amazonas, na configuração actual da bacia hidrográfica amazónica - a maior do mundo.

O que nos dizem os maiores Rios do Mundo...
Os maiores Rios do Mundo, como o Mississípi e o Amazonas, entregam enormes quantidades de água aos oceanos: o Mississípi tem, na sua foz, um caudal de 17.715 metros cúbicos por segundo e, o Amazonas, um caudal dez vezes superior!

Cada um deles transporta cerca de 1000 milhões de toneladas de Sedimentos por ano, para os Oceanos. Por baixo do delta moderno do Mississípi situa-se então uma camada com com 6 quilómetros de espessura de sedimentos, acumulados assim e ao longo dos últimos 40 milhões de anos. Actualmente, o rio acrescenta 1,5 milímetros de sedimentos aos seu delta por ano.

Em Marte, onde também se encontrou vestígios de erosão provocada por rios, como já se referiu, estão-se agora a dar os primeiros passos científicos na busca e encontro, se possível, desses antigos cursos de água no planeta; antigos e actuais, se estiverem certas as felizes perspectivas nas recentes descobertas nesse sentido. Veremos.

O que anteriormente se delimitava ou mesmo negava devido às baixas temperaturas do planeta vermelho, vem-se agora dar mais estímulo e corroborante aferição, sobre o que, provavelmente, existirá em água líquida ou mesmo cursos de água em Marte. Só o futuro o dirá.

Espera-se que a muito curto prazo tal se venha a concluir - a bem de uma possível ou sustentável vida humana a breve prazo, quem o saberá....?! Se as temperaturas do verão marciano a isso permitirem, talvez estejamos perto, muito perto, dessa outra realidade.

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Água em Marte...? O que dantes era improvável talvez hoje seja uma realidade em magníficas imagens captadas pela Mars Express e Curiosity Rover.

O que Marte nos esconde...
Sabe-se existirem redes de vales encaixados entre as regiões de crateras do Planeta Vermelho, no que devem ter sido escavadas por rios que correram em Marte há aproximadamente 1500 milhões de anos.

«Leitos» muito escavados, que podem atingir os 200 quilómetros de largura e 1000 de comprimento que parecem ter-se formado em resposta à libertação (quase instantânea!) de grandes volumes de água - presumivelmente através da fusão do gelo terrestre.

Pode ter sido muito semelhante à paisagem caótica provocada por ravinamento, situada no estado americano de Washington, em que a ruptura de uma represa natural, durante a última Idade Glaciar, expeliu o conteúdo dum grande lago - o Missoula.

Tem de se registar que, o Leito do Sistema de um Grande Rio, não permanece sempre o mesmo. O Mississípi, por exemplo, durante a Idade Glaciar do Plistocénico, quando o nível do mar era inferior ao de hoje, escavou um leito profundo para assim compensar essa descida de nível.

Quando o gelo se fundiu e o nível do mar subiu de novo, o rio descarregou uma larga camada de detritos grosseiros, construindo depois as suas margens, desenvolvendo também um leito mais sinuoso. À medida que passava por cada fase, entrava no mar em pontos diferentes através de leitos de perfil diferente; a posição e a forma dos seus deltas mudaram com o tempo, dando assim origem a um padrão complexo de Sedimentação Entrecruzada.

Nas Regiões Áridas, os rios tendem a correr apenas em algumas estações e podem nunca atingir o mar a partir do interior dos desertos, depositando, em vez disso,  a sua carga de sedimentos em lagos temporários. São transportadas quantidades relativamente pequenas de materiais, mas, durante tempestades muito violentas ou severamente intempestivas, podem ocorrer quantidades substanciais de Erosão e, rápidos movimentos de Sedimentos.

Os Rios que correm sazonalmente também são típicos das calotas de gelos polares. A estação principal de transporte de Sedimentos e de Deposição é o Verão, quando os detritos se libertam do gelo. Terá sido muito diferente em Marte...? Talvez não, sugerimos...

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Marte: a evidência registada pela Mars Express nesta última década de um século a indiciar muitas outras e exuberantes descobertas sobre este planeta vermelho, agora promissor de água gelada na profundidade e água líquida à superfície.

Marte e a sua água...
Está tudo em aberto. E o Homem pode, finalmente, sonhar que Marte poderá renascer não das cinzas mas de todo um glaciar escondido em si...
Sabe-se actualmente que Marte apresenta em si calotas polares e mesmo lagos congelados (como o exposto na imagem acima referida) de água que, os cientistas admitem poder haver uma ligeira hipótese de descongelar em perspectiva futura sobre este planeta.

No registado como pólo norte de Marte, as evidências não deixam margem para dúvidas: existe de facto água gelada nas crateras do planeta e isso, bastará talvez para tudo se conjecturar ou congeminar em vida habitável num futuro próximo. Saber se o conseguimos, já é uma outra coisa...

Na recente descoberta de um possível aquífero ou jacto de água, em que os Cursos de Água possam ser provenientes de gelo subterrâneo que derrete e faz o líquido jorrar para a superfície, tudo é passível de ser estudado e entendido como tal.

Do Instrumento CRISM, acoplado à MRO, da NASA, sobre as Informações Espectrais dos depósitos de sal que então foram recolhidas pela MRO (Mars Reconnaissence Orbiter) o que se obteve foi mirabolante: elementos inquestionáveis de traços químicos que indicavam, claramente, a presença de moléculas de água em permeio aos cristais. Todavia, ainda não se sabe qual a proveniência dessa água líquida nem quanto a sua quantidade. Mas lá se chegará...

 Os cientistas têm nestes últimos tempos aventado todas as hipóteses viáveis e que, não subestimando nenhuma delas, seja então possível chegar-se a uma conclusão mais explicável ou compreendida e aceite por todos, na Terra. Pode, efectivamente, ter existido em Marte um «Oceano Atlântico», ou seja, um oceano muito parecido com o da Terra, só que evaporado entretanto para o Espaço em cerca de 87% da sua água. Mas os cientistas não desistem e ainda bem!

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O Planeta Vermelho, Marte. Mas, mais perto de ser azul como a Terra...? Oxalá que sim; a bem dos marcianos (se os houverem) e dos terrestres, se tiverem, um dia, de deixarem (à pressa...?!) este belo planeta ao qual todos pertencemos e lastimamos deixar, se for caso disso...

Na Supremacia dos Mundos...
Terra e Marte: de onde somos todos nós ou para onde iremos, um dia...??? Não o sabemos. Mas aludimos a que, Terra e Marte, possam ter sido dois planetas do nosso sistema solar que já foram iguais ou tão-só diferentes na desdita e incompreendida má-sorte ou, cruel destino, que ditou a continuação de um e o fim de outro; não se sabe. Apenas se insinua ou infere talvez, de que assim tenha estado escrito nas estrelas ou no descrédito dos deuses que terão escolhido o nosso vizinho marciano para a sua finitude.

O que terá levado a isso também não se sabe; no entanto, estima-se que tal se não repita e, a bem de toda a Humanidade terrestre, sejamos um dia alegoria e nunca franquia dos que, nos sendo superiores, farão o nosso destino planetário em começo ou em fim de todas as coisas.

Porquanto vamos vivendo, na Terra, na supremacia dos rios, dos mares e lagos ou oceanos, terras e desertos e tudo o mais que nos faz ser, apenas, terrestres (ou simples terráqueos, segundo a provável e pouco eloquente designação dos deuses sobre nós). E, com esse adiado e mui odiado «Dia do Juízo Final» ou vulgo Armagedão, no que apenas se pode amaldiçoar - e para quem é crente orar - sobre um final que seja apenas um início de algo, de qualquer coisa, na reversibilidade do que ainda podemos fazer acontecer e, Ser, como pessoas/civilização de bem que somos ou desejamos ser em Universo surpreendente.

Marte aqui tão perto e nós, Terra, tão longe ainda, de seus iguais destinos planetários de escuridão e seca, de negrume e desesperança... oxalá a luz se reverta e resplandeça em breve num e noutro, pois que todos merecemos ser parte do mesmo, em Cosmos maravilhoso! Em Universo prodigioso! E os cientistas sabem disso... e os deuses também, assim espero...