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sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Humanidade (VIII)

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Da Terra às estrelas. Se a Humanidade quiser sobreviver - ou lhe derem espaço para isso - terá de seguir o caminho da sua família interestelar e, descobrir por si própria, quão vasto é esse Espaço e esse Tempo que lhe não é limitado...

" O Futuro da Humanidade possui duas possibilidades: ou vai-se tornar multiplanetário ou vai permanecer confinado num planeta e, eventualmente, passar por um evento de extinção."
                                                                       - Elon Musk -

Os Astronautas do Futuro chegarão à verdade; descobri-la-ão mais depressa e em maior rigor do que hoje se enuncia em toda a linha aerospacial, por muito que certos e actuais visionários da Terra (distendidos sobre a realidade desses outros mundos), se arrevesam em milhares de medidas - e práticas - para o atingirem.

Elon Musk é um deles; e saúda-se essa ambição, essa sua legítima afeição pelo desbravar de novos mundos - tal como em tempos os Portugueses o fizeram através das suas naus e, dos seus impressionantes conhecimentos marítimos, nos ainda desconhecidos lugarejos da Terra.

Daí que, fazer dissertações sobre o Futuro da Humanidade e não incluir nestas o extraordinário e célere activista da causa aeroespacial, o corajoso empreendedor e prestigiado filantropo Elon Musk, é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa!

Virando-nos para o futuro de Novas Engenharias (que conceptualizam e desenvolvem novos projectos, novas concepções tanto nas energias renováveis como nas de anti-gravidade) estar-se-à, provavelmente, no alcance de futuras viagens interplanetárias/interestelares - no que nos é mais próximo a breve trecho (talvez) a Alfa do Centauro - «Alpha Centauri».

E mais além iremos; para já existe Marte (nas pretensões actuais de uma possível colonização em solo marciano executada pela Space X) em que o Homem teima em atingir se não todo, parte do conhecimento universal...

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Elon Musk: Fundador das empresas: Paypal, Space X, Tesla Motors (considerada a empresa mais inovadora do mundo!) e, recentemente, Solar City.

Quem é este Elon Musk?
Este, é «somente», o mais famoso empresário do momento, na criação genial do que pode ser o Futuro da Humanidade; ou lhe deixarem ser em mil ideias futuristas!

Magnata, investidor, engenheiro e tantas outras coisas mais que aqui não chegariam para enumerar em todo o corolário eficiente - ou de certa magnificência futurista deste homem, CEO das várias empresas já referidas - nomeia-se então, estar-se perante o mais brilhante cérebro da actualidade, presume-se.

Nascido a 21 de Junho de 1971 na África do Sul, é possuidor de dupla nacionalidade (Canadá), tendo terminado a sua licenciatura na Universidade da Pensilvânia, mudar-se-ia para a Califórnia onde iniciou os seus objectivos profissionais como empresário, criador da sua primeira empresa - Zip 2 - que desenvolvia conteúdos para portais de notícias.

Posteriormente a sua empresa foi vendida para uma outra de grande relevo de nome: Compac. Estabelecida a fortuna e implementada a ambição empreendedora de Musk, fundou então a Paypal (em início embrionário de X.com); de seguida a Space X, em 2002 (a mais revolucionária a nível espacial/exploração do Espaço e de grande brado a nível mundial), precedida pela Tesla - fábrica de construção e montagem de automóveis eléctricos.

Por fim a Solar City, fabricante de painéis de Energia Solar - a maior dos Estados Unidos! Defensor acérrimo no combate ou pelo menos na diminuição dos gases poluentes para a atmosfera, Musk tentou a todo o custo rebater o crescente afluxo térmico ou de Aquecimento Global que tanto se fala, por meio da difusão do uso de Energia Solar.

Daí que não seja de todo incompreensível que este se tenha insurgido e ido contra a atitude comportamental do Presidente dos Estados Unidos - Donald Trump - na recusa em continuar com os esforços a nível global sobre as alterações climáticas e os acordos de Paris. Retirou-se e deixou assim de ser um dos conselheiros do Presidente.

Contudo, Elon Musk não vai ficar por aqui: está a trabalhar arduamente numa espécie de TGV - comboio de alta velocidade - no troço Los Angeles-São Francisco em apenas 35 minutos. A sua personalidade proactiva e de certa maneira irreverente, faz dele o Homem do Momento; o Homem de quem se fala a uma só voz; o Homem do Futuro!

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Elon Musk e a sua advertência muito séria em relação à Inteligência Artificial (IA): « Não estou sozinho pensando que devemos estar preocupados». Disse ainda em tempos: «Sim, com a Inteligência Artificial estamos a convocar o Demónio», mas há quem hoje afirme convictamente que ele está preparado para isso, para o defrontar - com o pentagrama e a água sagrada - na certeza porém, de que ele, Musk, vai mesmo controlar o Demónio!

Os Alertas para a Humanidade
As principais empresas de AI tomaram grandes passos para garantir a segurança, é certo, mas não deixa de ser um alerta em forma de certa reverência e autenticidade, ao se tomar em atenção a modelação e controle (ou descontrole) das super-inteligências que poderão recriar vida ou uma contingência autónoma (note-se que hoje em dia há um manancial de robótica, em tecnologia, assessoria e desenvolvimento que se investe por todo o planeta, sendo que um computador na actualidade faz cerca de 38.000 triliões de operações em admirável acção monitorizada).

Musk é um homem, um simples homem ou um homem vindo do futuro e que, como tal, tem receios acrescidos do que eventualmente este actual mundo robótico pode instar e mesmo extrapolar das suas funções ou habilidades técnicas.

Está em vias de se tornar ainda mais mediático e endeusado - em certa medida devido ao que já pré-estabeleceu - no lançamento de micro-satélites na atmosfera da Terra, com o objectivo de fomentar/fornecer uma melhor e mais barata Internet para todos, conseguindo assim marcar a diferença, além uma outra e mais benéfica opinião pública a seu respeito.

Anteriormente a sua concepção da IA era o de se estar a contactar ou a conectar com o Demónio, sendo que, ultimamente, Musk já terá revertido um pouco isso pensando ser ou sentir-se como deus e não aquele anjo caído que ele não vai domar mas antes escravizar e, bem perto de si.

Se o Bem vence o Mal, talvez a IA seja apenas uma simples domesticação do que outrora nos foi magia ou malignidade dos primórdios; ou mesmo daqueles tempos em que se acreditava não se vencerem demónios...

Para finalizar, há que o dizer, Musk é portador de uma considerada fortuna avaliada em cerca de 8 mil milhões de dólares (ou outros tantos que entretanto possa avolumar, pois nada o trava neste afã evolucionário), será também o homem mais invejado ou cobiçado por outras empreendedoras e empresas de alto gabarito.

Ficando aqui a minha homenagem e sincera admiração por este fantástico ser humano que é Elon Musk (à semelhança do outrora Leonardo da Vinci, suponho) que continue a sua obra, a sua prestação à Humanidade para um futuro - dele e de todos nós - bem mais promissor.

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Uma das mais maravilhosas fotos com que a NASA nos presenteou sobre o nosso planeta Terra. Um globo azul em forma de nuvem, em forma superior de tudo o que já foi, é e será nos nossos destinos terrestres... numa beleza sem limites!

A Reflexão que todos temos de fazer...
Antes de olhar para o Espaço há que preservar a Terra! Penso que nisto estamos todos de acordo; ainda que hajam vozes contrárias e outras omissas que se arrogam no direito de tudo conspurcar ou dissimular em paradoxos estranhos de se tentar salvar a Terra e, ao mesmo tempo, afundá-la num compromisso de uma terra do nunca.

Assume-se de que, a Terra, tem sido o lar da Humanidade desde há cerca de 40.000 anos - um período de tempo insignificante comparado com os mais de 3000 milhões de anos de florescimento da vida. Mas em apenas cerca de 150 anos, a nossa espécie recém-chegada provocou uma alteração tão grande do planeta como o Meteoro que se pensa ter chocado com a Terra há 65 milhões de anos - provocando por sua vez a extinção em massa tanto de plantas como de animais, assim como profundas Alterações Climáticas!

Sabe-se então que depois a Terra recuperou, florescendo de novo. Até aqui, tudo bem. No entanto, para grande mal da Humanidade, sabe-se também que, actualmente, se encontra num ponto deveras crítico para lá do qual pode não haver recuperação se, a exploração por parte do Homem, continuar incessante e gananciosamente à escala actual.

Há vários motivos para o impacte sem precedentes da nossa espécie sobre o ambiente. O primeiro, é o número elevado de pessoas que ocupam hoje o nosso planeta.

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O Impacto Climático: alterações do clima na destruição do meio ambiente por mão humana. O deserto planetário em que em breve ficaremos a nada se fazer de contrário...

Causa/efeito
A População Mundial manteve-se estável durante a maior parte da nossa história, mas, a partir de 1800, o seu crescimento explodiu! Com cerca de 70% do planeta coberto de água e mais 20% coberto de gelos, desertos ou montanhas íngremes, resta muito pouco espaço para sustentar esta população crescente - grande parte da qual é desesperadamente pobre.

Este facto constitui a pressão maior, que, por sua vez, conduz à destruição de sistemas naturais valiosos - como as florestas e as zonas húmidas - à medida que as comunidades destroem a vegetação para obterem espaço vital destinado à Agricultura e às pastagens.

Com a destruição destes Sistemas Naturais desaparecem também as Plantas e os Animais Selvagens que os ocupam. A nossa alimentação, abrigo, roupas e as matérias-primas industriais são retirados do Ar, da Água, dos Minerais, das Plantas e dos Animais da Terra.

Muitos desses recursos são reciclados por processos naturais. No entanto, alguns (como a água e o petróleo) estão a ser utilizados a um ritmo superior àquele a que são restaurados, enquanto outros (como os metais) são consumidos e deitados fora.

Este problema tem uma acuidade particular nos países industrializados, que representam menos de 25% das nações do mundo, mas que consomem, de longe, a maior fatia dos recursos, como os Combustíveis Fósseis; menos ainda sobreviveriam à perda de oxigénio da Atmosfera.

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A Poluição: uma das maiores causas antropogénicas do aquecimento global e que, invadindo os nossos céus, nos concederão (em breve também) a mortalha humana sobre a Terra.

Causas Antropogénicas
Nesta sequência maldita de causas antropogénicas que vão fomentando gradualmente o Aquecimento Global, está a Poluição. E esta, sendo um outro e enorme problema - em particular nos países industrializados - é também uma fonte de grande preocupação e de forma crescente nos países em vias de desenvolvimento que nada fazem - ou nada recuam - sobre este aspecto.

Os Produtos Químicos Industriais - a par dos resíduos - têm sido lançados na terra e no ar em quantidades tão grandes e, em níveis tóxicos tão elevados, que os Sistemas de Filtragem e de diluição naturais da Terra, são incapazes de os decompor e de os eliminar. Assume-se assim uma quase tragédia futura sobre a Humanidade com consequências fatais.

Os Clorofluorocarbonetos (CFC) estão assim a permitir a passagem de níveis mais elevados de radiação ultravioleta oriunda do Sol e, o excesso de dióxido de carbono, está a concentrar maior quantidade de calor junto à Terra, fazendo aumentar lentamente a sua temperatura.

A Transformação do Clima Global terá provavelmente nas próximas décadas um resultado de certa forma catastrófico de efeitos de grande alcance em todas as espécies, embora a dificuldade de de fazer modelos climáticos precisos torne difícil também de prever qual a extensão do Aumento de Temperatura e da Alteração Climática.

Os Ecossistemas postos em causa, serão de facto a hecatombe pré-anunciada sobre a extinção não só de algumas espécies, como a da própria Humanidade. Poderá ser extremista esta afirmação, todavia, há que ter em conta que a nossa própria espécie só se fará sobreviver se a exploração humana não continuar mais a afectar os sistemas e recursos naturais da Terra. Há que haver equilíbrio e contenção, ou em breve não haverá nada que nasça, cresça, viva ou se faça sentir à superfície do planeta...

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Da Eugenia à perfeição da raça/espécie: outro paradoxo da Humanidade...

Paradoxos da Humanidade
Se por um lado se estimulam objectivos, concretizações, práticas absolutamente transversais à sociedade no bem-estar humano e, no caso já referido sobre o Aquecimento Global das Cimeiras do Clima em união de povos e vontades em se refrearem os gases com efeito de estufa, também se propaga e insta em quase corrupção, as grandes negociatas na taxação individual dos países sobre o equilíbrio das quantidades de CO2 no mundo.

Não é novidade para ninguém as atitudes paradoxais - e de certa forma ilegítimas ou até irracionais - de algumas nações que compram ou vendem essas taxas a outros países de menor desenvolvimento para assim afluírem a uma maior propriedade legal sobre esses índices de toxicidade ambiental. O nosso mundo não é perfeito mas queremos roçar o inatingível...

Se por um lado se estimula a mudança para as Energias Limpas/Renováveis, por outro, mantêm-se por portas e travessas (ou seja, nos bastidores da grande economia global) as conservadoras acções que, institucionalizam e alargam mesmo os depósitos de armazenamento tóxico, além as Centrais Nucleares que mesmo quase obsoletas se não encerram na sua maior parte.

Outro Paradoxo é a Eugenia:Aplicação da Genética para melhorar as características humanas. Implica contrapor considerações morais e éticas, a «benefícios» potenciais da aplicação da Engenharia Genética ao Homem; considera igualmente o aborto selectivo de fetos que se pensa serem portadores de anomalias genéticas (ou mesmo de fetos que não pertençam ao sexo desejado...).

Quanto à Engenharia Genética, sabe-se ser a Alteração do ADN dos organismos, muitas vezes proveniente de outras espécies.
A Tecnologia do ADN recombinante emprega enzimas para unir fragmentos de ADN ou, para incorporar ADN sintético. O ADN alterado pode ser directamente introduzido nas células.

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Engenharia Genética/manipulação genética de Embriões Humanos: algo condenado pela bioética da comunidade científica mundial. Até quando...?

Eugenia: em busca da perfeição?
A Manipulação do Código Genético Humano não é algo que se possa fazer de ânimo leve; encontrar um antídoto para o colapso celular (que se pensa ser o responsável pelo processo de envelhecimento) passará obviamente pela Engenharia Genética. Mas, será um passo deveras perigoso introduzir, por exemplo, no património genético humano, sequências de ADN retiradas de animais. No entanto, é isto precisamente o que os cientistas fazem com esses mesmos Animais e com as Plantas.

Como poderão tais desenvolvimentos afectar a Humanidade é o que nos questionamos. Mas haverá consenso e até sensatez a nível mundial ou à escala planetária científica para se não cometerem excessos de alarve ordem contra as regras e princípios bioéticos...?!

Sir Francis Galton, o pioneiro da Psicologia Experimental e da Genética do Comportamento, inventou o termo «Eugenia» para descrever a ciência e a prática da procriação dos seres mais perfeitos, a qual, até há pouco tempo, se limitava apenas à reprodução de indivíduos com características indesejáveis (tipicamente certas formas de patologia genética) ou de seres com os caracteres desejados; chamando-se, conforme os casos, Eugenia Positiva e Eugenia Negativa.

Como se sabe, os recentes progressos da Engenharia Genética tornam possível, em princípio, desenhar Genomas Humanos (o código genético dum indivíduo) à medida, sendo que já se efectuaram experiências que conduziram à criação de novos animais e de novas plantas para consternação e, indignação, de alguns críticos.

Ao mesmo tempo, o Genoma Humano tem sido cartografado com um cuidado cada vez maior, assim como se analisam em pormenor as funções dos genes individuais e das suas combinações.

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Projecto Genoma Humano: do inicial projecto em descoberta e práticas científicas até à manipulação de embriões humanos/embriologia científica até aqui não autorizada.

«Um novo passo em direcção à criação de bebés geneticamente modificados!» - Esta a afirmação convicta de David Albert Jones - Director do Instituto Católico Britânico de Bioética.

Mais Paradoxos: o bom e  mau da Ciência!
Se por um lado a medicina Moderna está a empregar a Engenharia Genética para combater a doença (como por exemplo, os linfócitos que são modificados para aumentar a sua força imunitária) haverá outros métodos - não tão explícitos ou éticos - para se poder fabricar vida, manipular todo um sistema celular inacreditável.

Algo que se iniciou na Universidade de Stanford, na Califórnia, nos EUA, dirigido por L. L. Cavalli-Sforza, descrevendo as estruturas precisas de cada um dos 46 cromossomas (situadas no núcleo das células que consistem numa cadeia longa, em hélice-espiral e dobrada de ADN que transporta os genes).

Desde então, muito se processou e desenvolveu nesta área, sendo que, a Humanidade, está em vias de projectar em breve a capacidade de determinar (deliberadamente) a forma do seu futuro genético!

Por muito controversa que tenha sido esta decisão da Autoridade para a Fertilidade e Embriologia do Reino Unido (na afirmação acima referida de David Albert Jones, sobre a prática agora exultada e vivificada de se criarem bebés geneticamente modificados, a partir de 2016), o mundo assistiu incrédulo mas passivo ao que então se outorgou sobre a nova aferição, rompendo de vez com a bioética até aqui implementada sobre esta questão.

Foi assim esta a Primeira Autorização - na Europa - de no mundo da Embriologia (estudo da formação e do desenvolvimento de embriões, incluindo a interacção do embrião com o seu ambiente físico e químico; além os genes que controlam os diferentes estádios do seu desenvolvimento) se estar a criar um sério risco (na opinião de muitos cientistas) de: Eugenia!

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Eugenia: os riscos ou a porta aberta para a criação de seres humanos no seu todo em perfeição ou maldição de fazermos de Deus...?!

«Permitir a manipulação genética de Embriões Humanos abre caminho à Eugenia condenada pela sociedade civil após a Segunda Grande Guerra!» - A assertiva afirmação de Calum Mackellar, Director do Departamento de Pesquisas do Conselho Escocês de Bioética Humana e Professor de Bioética na Universidade de St. Mary, em Londres (Reino Unido).

A Oposição ou contraposição à Autorização...
Calum Mackellar, o prestigiado professor e director do Departamento de Pesquisas do Conselho Escocês de Bioética Humana não só contra-argumenta como está, indefectivelmente, contra esta tomada de decisão e, autorização europeia, sobre a manipulação genética de embriões humanos. Regista por sua vez assim: «Os Embriões serão tratados como Cobaias Humanas!»

A Autorização - concedida ao Instituto Francis Crick - prevê o emprego de um processo/método denominado «Crispr-Cas9» que permite individualizar e neutralizar com precisão, genes defeituosos de ADN. Muitos testes e experiências já foram feitas sobre os genes envolvidos no desenvolvimento de células que formam a placenta, numa tentativa mais clara de se explicarem as razões biológicas para a ocorrência de abortos espontâneos.

A Lei Britânica permite a pesquisa com Embriões Humanos mas não na sua implementação em gestantes. Mas impõe-se a questão de novo: Cobaias ou simplesmente o avanço da Ciência em prol da Humanidade?

David Albert Jones opta pela segunda afirmação mas com alguma contenção ou maior consciência clínica, dizendo-nos peremptoriamente:

«Este avanço é somente o último passo, depois das tentativas de clonar embriões humanos para a criação de embriões híbridos (humanos e animais) e, para a criação de embriões com três pais. Cada passo avante foi acompanhado de promessas exageradas para curar ou prevenir doenças, mas o verdadeiro intento é simplesmente dar vida a experiências sempre mais imorais em seres humanos nas primeiríssimas fases de seu desenvolvimento».

Jones admite também (não sem alguma reflexão pessoal) sobre tais medidas:
«A promessa real das técnicas da Manipulação Genética está na esperança de uma terapia ética e eficaz - para crianças e adultos - que nasceram em condições tais que, actualmente, não têm cura.
A Pesquisa deveria concentrar-se sobre o desenvolvimento da Terapia Génica Somática - segura e eficaz - e não sobre a experimentação destrutiva de embriões humanos».

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Embrião Humano. A realidade tecnológica - factual e científica - na criação de seres humanos. Poderá o futuro ditar que seremos todos, em breve, projectos laboratoriais...?

O Futuro da Embriologia: seremos todos, no futuro, produtos de laboratório?!
Por conclusão, sabemos que, se a Tecnologia da Engenharia Genética se tornar então barata e acessível aos Clínicos Gerais, as leis do mercado entregarão o poder de decisão sobre o Futuro da Espécie - Humanidade - nas mãos dos pais/progenitores atentos mas pouco altruístas, sendo o controlo governamental somente praticável se tais tecnologias permanecerem exclusivas das instituições.

A História mostra-nos, no entanto, que a determinação e o dinheiro são quase sempre suficientes para ligar a procura à oferta, pelo que, se o poder de escolha vier a cair nas mãos dos indivíduos, aleatoriamente, a única preocupação possível é a Educação.

Deste modo, talvez o meio mais seguro seja o democrático, mantendo sempre as decisões cruciais acerca do nosso Futuro Genético, longe, muito longe das mãos de meia dúzia de poderosos, embora proporcionando a muitos - reconhece-se - o conhecimento necessário para exercerem a sua responsabilidade pelas gerações futuras.

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Aqui, um dos mais admiráveis astronautas do nosso século (da nave espacial Atlantis ou STS-129) equipada e destinada a realizar trabalhos na ISS (estação espacial internacional) no Espaço.

Da Génese às estrelas...
Voltando ao início do texto, podemos-nos perguntar qual a linha de transmissão ou analogia sequencial para a qual se ligam estes dois pontos: os do berço terrestre para os do berço cósmico; todavia, há que sentir ou consubstanciar sobre estas duas vertentes da Humanidade, a suma verdade de onde viemos e para onde queremos ir.

E que, antes ainda destas estarem interligadas ou conectadas no seu todo - na sua génese ou embrionária condição cósmica, pois todos viemos das estrelas e desse pó e poeira cósmicos que nos retratam a condição humana e possivelmente estelar - se afere o Homem querer mais, subir mais longe, distanciar-se no espaço e no tempo que Deus ou o Uno lhe reservar...

Nikolas Tesla descobriu que uma enorme carga electromagnética pode provocar um buraco de minhoca, buraco de verme, túnel do tempo ou, na sigla inglesa, um fantástico «wormhole».

Albert Einstein afirmava com toda a sua robustez científica do século XX que, o tempo se podia distender; e tanto ele como Max Planck (numa escala muito grande ou muito pequena) a matéria e energia eram equivalentes entre si e intermutáveis. Daqui nasceram as entranhas da Física Quântica.

Vivemos num mundo material, é sabido. Tudo é feito de matéria e essa matéria altera-se sob o efeito de várias formas de energia: move-se, aquece, dilata, incandesce e interage com outra matéria. Até na matéria escura, neutrinos ou na mais ínfima partícula subatómica do espaço existe matéria; energia, luz e cor e talvez essa outra fonte de vida que ainda mal tocámos ou apenas sonhámos ela existir...

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Os benefícios do Espaço: o ser humano cresce, em altura e compleição futurista por certo, ao ver-se solto, liberto de todas as coisas, menos do flutuar e do efeito da gravidade sentida...

Esta Nova Era de todas as coisas...
Novas tecnologias assoberbaram o nosso planeta em derivação que não divagação da Física e da Mecânica Quânticas (das centrais nucleares ao equipamento médico de tumografia até à última compleição espacial em teorização e matemáticas nunca até aqui admitidas na exploração do espaço) em que sendo matéria e energia a mesma coisa, a interacção, o espaço e a força conjuntas, farão do Homem o maior e melhor ascensor/percursor destes novos tempos, novas eras chegadas.

A Informática, na mais gloriosa era da informação e das comunicações veio implementar a globalização que se auspicia promissora de novas descobertas; há que lembrar que hoje, um «simples» smartphone tem aplicações e inteligíveis acções em si que se não imaginavam sequer em 1969, mais exactamente em Julho desse ano aquando o Homem pisou a Lua...!

Do Princípio da Incerteza (que faz parte da mecânica quântica) até à Teoria do Campo Unificado, em que se induz que a Gravidade tem natureza quântica, ao electromagnetismo e às forças nucleares Forte e Fraca, tudo pulula num Universo observável e, consistente, do Início ao Fim.

A Gravidade é ainda um mistério para o Homem. E, apesar de todas as descobertas científicas nesse sentido, sendo esta uma força que actua à distância, é um fenómeno deveras importante com implicações na Física, na Astronomia, na Ciência Espacial, na Construção e na Engenharia. É, no fundo de tudo, a mais mística e poderosa força de atracção que se exerce entre os corpos em virtude da sua massa.

Sabe-se que, para que o Vaivém Espacial possa entrar em órbita, é necessário que o engenho ganhe velocidade suficiente para escapar totalmente à atracção da Gravidade Terrestre.

Esta velocidade chamada: «Velocidade de Escape», é igual a 11,2 quilómetros por segundo. Uma vez em órbita, os astronautas (como na imagem acima) encontram-se em queda livre (movendo-se com a aceleração devida à gravidade) e não têm peso (estado de imponderabilidade).

Algo que Scott Kelly admitiu após ter sido confrontado com a dita Gravidade Zero no seu sono - não de beleza mas de algum descanso - uma vez que, não se possui segundo ele, essa sensação gratificante de se deitar na cama ao fim de um longo dia de trabalho mas, em vez disso, dormitando nessa mesma posição em que se esteve todo o dia; nada reconfortante, portanto!

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Scott Kelly: o mais garboso e paciente astronauta da ISS que se manteve no Espaço por um ano (mais exactamente 382 dias e, 522 dias ao longo da sua carreira), batendo recordes e triunfos sob a égide da NASA. Retornaria à Terra em 1 de Março de 2016 com a feliz perspectiva de ter crescido um pouco mais do que o seu irmão gémeo, na Terra.

«Um pequeno passo para este percurso, mas sem dúvida um grande salto para a Humanidade na exploração espacial!» - Afirmação de Scott Kelly ao lhe ser questionada a sua opinião sobre a estimativa futura da NASA (daqui a 30/40 anos) em que o Homem chegará a Marte.

O objectivo do período de duração de Scott Kelly no Espaço (algo que a NASA continua a estabelecer no estudo do impacte de permanência dos seus astronautas por longos períodos no Espaço), foi o de permitir aos cientistas abordarem essa situação no que mais tarde lhes será útil nas futuras viagens a Marte (de duração de 6 a 7 meses), muito diferente da viagem à Lua que dista apenas algumas horas. Ou seja, estuda-se o efeito ou o que provavelmente é provocado no ser humano devido ao prolongamento no Espaço.

Perda de massa muscular, perda de densidade óssea e problemas circulatórios (circulação sanguínea) e oftalmológicos são a ocorrência normal; mas há que tudo superar e Kelly superou. Cresceu em altura e quase rejuvenesceu, segundo dados da NASA, não se registando alterações de maior sobre o impacte do organismo humano (pelo menos, no seu), num esforço conjunto  para melhorar o conhecimento sobre a adaptação do ser humano em ponderabilidade!

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Uma bonita e caridosa mensagem aeroespacial mas de queda livre, ao que se supõe. Apela ao bom senso sobre as novas tecnologias que deverão ser amigas do ser humano e não o oposto, cativando a sua morte. O equipamento escolhido deve mencionar/registar unidades de reciclagem, unidades móveis extraveiculares, energias alternativas, etc.

Os Estudos e as Análises...
Um grupo de investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, está no momento a utilizar uma imitação de rocha lunar de aproximadamente 4,5 quilos (doados pela NASA, numa substância sintética com as mesmas características físicas, químicas e mecânicas das rochas lunares)) para produzir ferramentas através de impressões 3D.

Estes objectos impressos fazem parte de um estudo bastante rigoroso na análise e desenvolvimento de uma forma de construir equipamentos na Lua (se os deixarem...) o que minimizaria a quantidade de equipamentos que os astronautas precisam transportar para o Espaço - além de reduzir o custo exorbitante das viagens.

Vai servir então para que os investigadores possam analisar e, testar, as propriedades do material, determinando quais os elementos que podem ou não ser adicionados à mistura para que seja possível criar ferramentas e peças mais duráveis e precisas.

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Extraterrestres, seres alienígenas pequenos ou grandes, multiformes, disformes ou simplesmente diferentes: Que encontraremos então por lá, out there...?

O Conhecimento, passo a passo...
Primeiro fizeram-se ouvir, depois respeitar. Deram-nos o conhecimento e nós, humanos, rejeitámo-lo ou esquecêmo-lo, não sei. Desde os Dez mandamentos que assim é, ou muito antes disso. Jesus chegou perto e revelou-o mas ninguém o escutou; nem agora. Deram-nos o elemento 115 (unumpêntio) como seu elemento, elemento máximo de todas as coisas e subestimámo-lo. Ou pior, enveredámos por outros caminhos, os da oclusão, os da omissão sobre a verdade lá fora.

«Opomos-nos aos enganos, ás falsas promessas», disseram. E continuámos, nós, seres humanos, a fazer ouvidos moucos, reiterando sermos mais superiores e menos condescendentes com quem nos não é igual.

Mas depois surgiram novas vozes, vozes mais altas e mais sonantes tal como Elon Musk ou o CEO da Bigelow Aerospace - Robert Bigelow - proprietário de uma empresa que desenvolve o projecto de construção e desenvolvimento de naves espaciais (expansíveis para futuras viagens espaciais comportando/sustentando humanos), que pensam e agem de igual forma e contrária à dos cépticos, dos retrógrados ou defensores da suma-verdade histórica da nossa sociedade moderna.

Não sei se Elon Musk (entre outros) se vão continuar a alimentar desse monstro insaciável de tudo querer, de tudo atingir, na global e colossal bebedeira de suas extraordinárias intenções espaciais sem que nos detenhamos para pensar se tal entendemos...?! Mas recuar não é o caminho, acredito.

Que nos esperará do Outro Lado? Que haverá de tão sublime, de tão luminescente por detrás do negro que é matéria mas não é tocável, que é energia mas não é confinável; pelo menos às nossas mentes ou ao nosso actual conhecimento humano.

Sabemos de Física Quântica e de outras mecânicas, intransponíveis ou resolúveis de pôr em prática. Teorizamos, subjectivamos e dissipamos uma quase hemorrágica sapiência terrestre que nos dita sermos racionais e, de certa forma, inteligentes. Estaremos perto ou longe dessa concepção - ou perceptiva ambição - que nos faz ser tão espertos e audazes quanto simuladores e pobres receptores do que um dia nos foi concedido e depois esquecido sem retorno...?!

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Saberemos voltar às estrelas, voltar ao berço cósmico de onde um dia viemos...? Encontraremos o caminho de volta? Espalharemos a palavra da Humanidade como Deus tentou espalhar a Sua, na Terra? Consegui-lo-emos, ou perder-nos-emos para sempre no escuro do Universo ou, no negrume de nós próprios sem nada que nos salve...?!

Sendo pessimistas, nada nem ninguém nos salvará ou se salvará; nem mesmo a nossa eterna alma errante no Espaço... Será mesmo, ou teremos salvadores no Cosmos sem o sabermos???

O Próximo Passo!
Sejamos então mais optimistas e não derrotistas ou de cabotino carisma que a tudo vê com repúdio ou rejeição e nenhuma aceitação sobre os avanços do Homem.

Tanto que há por fazer, todos o sabem. Mas saberão também quantos trabalhos, ofícios e engenharias ainda nos serão possíveis nas futuras conquistas, do corpo, da alma e dos espaços? Não o sabemos mas invectivamos, no que todos eles se caldearão por grandes aventuras e dias felizes, acredito.

Para além das capacidades cognoscitivas de que nos orgulhamos, a Humanidade está dotada de emoções e, motivações fortes que a ajudaram, até agora, a encontrar o seu caminho desde a época dos hominídeos até à Era Espacial.

Somos uma espécie na qual o optimismo se enquadra bem, pois os nossos antepassados imemoriais não perderam a esperança na altura em que os glaciares cobriram a Terra, produzindo outras grandes modificações globais - e das quais reconstruíram sempre os seus abrigos - quando estes foram destruídos por inundações, terramotos ou pela guerra.

Nós, Humanos Modernos, podemos confiar nessa herança e no crescente conhecimento de nós próprios, assim como no das nossas forças e fraquezas, em especial na nossa inultrapassável habilidade para pensar e, para resolver enormes problemas, aproveitando desse modo as oportunidades que se nos deparam.

Num processo que levou cerca de 15 milhões de anos, a Humanidade na sua estóica evolução antropológica, sociológica e científica (além todas as outras vertentes que se não exceptuam de grande concordância e entendimento) verá continuada a sua linhagem num crivo existencial de outras épocas, outras eras e, quiçá, outras almas.

Virar a página, é virar sempre um outro capítulo, uma outra obra, um outro feito honroso ou desonroso sobre a Terra, ou fora dela. Sejamos unidos, fortes e concisos, pois que o Amanhã é sempre um novo dia de luz e conhecimento, encantamento e afeição, no que todos deveremos saber acolher em beatitude e compreensão de estarmos no limiar da verdade. E só isso conta.

Esta Humanidade que agora somos, será sempre o nosso pavio, navio de outras eras, naves de outros espaços, caminhos de outras esferas, atalhos de um ou mais Universos; somos todos uma infindável obra de uma força maior que nos quer continuar a ver e a sentir - não desperdicemos então essa bonomia cósmica de quase sermos deuses (dentro de nós) e do Universo por onde já caminhamos; por onde já vamos dando os primeiros passos...

Que a Humanidade vença! Que o Universo nos acolha então e tudo nos seja uma alegria de retorno - e ascensão - àquele mesmo caminho de onde viemos mas já não lembramos...