Translate

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Galeria Mágica


 

Haverá um segredo oculto nestas montanhas mágicas que escondem petróglifos e gravuras rupestres, fadas e espíritos que visitam estes locais e aí se demoram em danças e festejos seus?

Caracórum - Galeria de Petróglifos Enigmáticos
Em 1995, o professor Karl Jettmar, da Universidade de Heidelberg, descobriu pinturas rupestres antiquíssimas entre Shatial, Chilas e Gilgit. Juntamente com o professor Ahmad Dani, etnólogo paquistanês da Universidade Quaid-i-Azam, de Islamabad, empreendeu dezassete anos mais tarde uma expedição até esses locais. Foi uma viagem repleta de perigos, que atravessava a região de Caxemira, continuamente assolada por crises e disputas políticas. Porém, a viagem dos investigadores revelou-se compensadora, pois encontraram milhares de petróglifos - da Idade da Pedra e da Idade do Bronze até ao período pré-islâmico.
É surpreendente que peregrinos e comerciantes, nómadas e guerreiros de muitas nações tivessem considerado este local como sendo algo de especial, pois na verdade a expedição deparou com inscrições em dez línguas, entre as quais o chinês, mas também hindu, persa e mesmo hebraico.

Multiplicidade de Religiões
Desenhos pré-históricos de elefantes, cavalos e também de guerreiros persas fortemente armados, mas sobretudo de símbolos religiosos, adornam este museu ao ar livre da características únicas.
Nos altares de pedra era frequente aparecer o motivo budista do «stupa». Os stupas são símbolos do fim da viagem da vida, mas constituem também um meio de transporte para o mundo dos deuses. Estas construções semelhantes a capelas serviam de objecto de meditação aos fiéis e estes traziam e dedicavam-lhes oferendas, mas já com a participação na construção dos stupas ( a nível prático ou apenas prestando apoio financeiro) era possível obter-se méritos religiosos. Aqueles que estavam sempre a viajar apenas e raramente, tinham essa possibilidade. Em vez disso recorriam às pinturas rupestres para dar expressão à sua fé. A proliferação de um símbolo que é comparável à cruz cristã, indica que esta região na proximidade do rio Indo, terá sido um lugar de culto muito especial.
Algumas dessas gravuras têm desde 1981 sido libertadas da areia branca que as cobria, sendo conservadas pelo arqueólogo alemão Volker Thewalt. Não foram poucas as vezes que teve de realizar o seu meticuloso e laborioso trabalho com temperaturas de até 55 graus C, mas foi deste modo que encontrou verdadeiras histórias em imagens.

O Fim das Pinturas
Se no Primeiro Milénio, depois de Cristo, o Vale do Indo era na região de Chilas - ainda um centro religioso importante - a partir de então começa a desenvolver-se e, a ganhar terreno, um novo culto.
Machados e discos solares tornam-se símbolos de divindades guerreiras. Com o avanço do islamismo no século XIV, este local sagrado fica imerso numa espécie de modorra e os autóctones acreditavam ver fadas a pairar sobre os antigos locais de culto. Hoje em dia, as pessoas perderam todo o respeito e veneração pelos locais mágicos dos seus antepassados, chegando mesmo a utilizar as pedras com pinturas rupestres para a construção de casas. Mais ameaçadora ainda parece ser, a perspectiva de vir a criar-se uma barragem que inundaria toda a região. A concretizar-se este projecto, seria assim por tempo indeterminado, cortada uma última ligação ao mundo dos nossos antepassados, dos seus demónios e divindades, bem como a possibilidade de investigar os aspectos desconhecidos do seu mundo, tão diferente do nosso; e, da sabedoria que deste modo permaneceria por desenterrar.

Fadas e Espíritos
Durante muito tempo os arqueólogos tiveram conhecimento de um indício bastante vago, registado pelo peregrino chinês Hiuen Tsang no início do século VII, o qual referia a existência de estranhas rochas no Norte do Paquistão: «Nestas montanhas ocorrem muitas situações prodigiosas. Trata-se de vestígios das «arhats» e dos «sramaneras» (fadas e espíritos), que visitam estes locais em grande número e, com os dedos, desenham como se cavalgassem ou andassem a pé de um lado para o outro.»
Hoje sabemos que, esta galeria de petróglifos enigmáticos foi criada por seres humanos, que por meio dos seus símbolos mágicos tentavam exercer alguma influência sobre o mundo envolvente.

Antes ainda das numerosas civilizações que aí se desenvolveram, a região Norte do Vale do Indo, fora já povoada por seres humanos. Entre Caxemira e Tashkent foram encontrados nas paredes de rochedos, milhares de petróglifos e gravuras rupestres, bem como inscrições em várias línguas também já referido aqui. Nómadas, peregrinos, comerciantes e outros viajantes foram-nas deixando ao longo de muitos séculos nas paredes rochosas dos desfiladeiros do Vale do Indo em pinturas de Thalpan, próximo de Chilas na chamada Rocha do Altar. Ficar-nos-à assim para a história futura universal, estas relíquias rupestres na sua imensa galeria de arte ao ar livre, isto é, se não construírem a já referida barragem que as eliminará por completo, caso esta construção vá avante. Lamentamos para todo o sempre se tal vier a acontecer na trágica proporção de vestígios e pinturas seculares dos nossos antepassados aí deixados.
Quanto às fadas e aos espíritos nessas montanhas vagueantes e presentes de vez em vez, ocorre-nos possivelmente (ou hipoteticamente...) acrescentar de que, talvez se trate de possíveis viajantes do Espaço ou do imenso Céu extraestelar que nos vigia e guia nos passos e, nas ditas pinturas que se atrevem a fabricar, a desenhar, no fundo a registar em grafismos seus a sua passagem pela Terra. Daí que, a bem de toda a Humanidade se faça luz nos comandos e governos asiáticos, do Paquistão à China e à Índia e mesmo a todos os que possam ser parte interveniente na não extinção destas obras de arte a Céu aberto. Acreditemos nisso então e, finalizando, só posso dizer-vos: a bem de todos, assim seja! A bem da Humanidade e do seu conhecimento! 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Visita dos Deuses


 

Terão os habitantes do Vale do Indo sido testemunhas da presença de astronautas pré-históricos?
Terão eles tido contacto com inteligências extraterrestres que decidiram perpetuar em pedra?

Caracórum - A Auto-Estrada dos Gigantes
A pouca distância do monte Nanga Parbat, com mais de 8000 metros de altitude e coberto por glaciares, na zona oeste dos Himalaias (na região de Caxemira, no Paquistão), o rio Indo abre caminho através da cordilheira centro-asiática de Caracórum.
No local onde o Paquistão faz fronteira com a China e a Índia - aquando da construção da auto-estrada de Caracórum - foi descoberta uma gigantesca galeria pré-histórica com mais de 40 000 pinturas rupestres.
As pedras estão repletas de cenas de cerimoniais e cultos budistas, bem como representações de deuses neolíticos, de guerreiros, caçadores e animais, que atestam o carácter sagrado deste local há mais de oito mil anos.

Pinturas Rupestres Mágicas
O «verniz do deserto», que se depositou como uma pátina ao longo de milhões de anos sobre os rochedos de granito - e que consiste em pó de manganésio fixado pelo calor do Sol à superfície da pedra - forneceu aos artistas de tempos primitivos uma tela de características singulares. Estes souberam usá-la, conjurando neste lugar energias mágicas, seres divinos e forças demoníacas.
Um dos grandes enigmas das paredes de granito é constituído pelos chamados «gigantes». Trata-se de representações de seres estranhos, venerados como sendo sagrados.
O professor Harald Hauptmann, arqueólogo da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, examinou em 1989 os motivos mais antigos que foram encontrados e datou aquelas figuras - que medem mais de dois metros - em pelo menos seis mil anos de antiguidade.
Estas gigantescas figuras foram esculpidas na pedra, aquando do auge das antigas culturas nómadas da Ásia; com pernas e braços muito abertos e afastados, lá estão elas, equipadas com elmos e acessórios semelhantes a antenas na cabeça. Afastadas de todas as restantes pinturas, estas imagens sobreviveram incólumes aos milénios que se seguiram. Nunca foram riscadas, nenhuma camada de tinta lhes foi sobreposta, jamais sofreram qualquer dano. Os seres superiores que aqui surgem representados deverão ter causado sobre os humanos de épocas posteriores um efeito poderoso e mágico, uma vez que as figuras foram sempre tratadas com muito respeito, muito embora os seus criadores - bem como as suas motivações - permaneçam até hoje desconhecidos.

Visita dos Deuses
As figuras enigmáticas dão azo a todo o tipo de especulações. Enquanto alguns investigadores pretendem ver nelas representações de seres divinos com coroas de cabelo ou de raios, ou mesmo penteados bizarros, outros há que apontam para a possibilidade de serem relatos de estranhos encontros que os habitantes do Vale do Indo poderiam ter tido. Daí a pergunta inicial: terão eles sido testemunhas da presença de astronautas pré-históricos tendo assim tido contacto com inteligências extraterrestres que decidiram perpetuar em pedra? Que terá ocorrido aí, para que o tenham expresso em vínculo futuro registado na pedra e através desta, pormenorizarmos essas figuras?

Imagens Religiosas
Impressões pré-históricas de mãos e pés, com cerca de 8000 anos de antiguidade, encontradas entre Shatial e Chilas, apontam para épocas bastante remotas do passado da Humanidade.
Os nómadas de outrora colocavam as palmas das suas mãos contra as rochas escuras. Com instrumentos de pedra cinzelaram em redor dos contornos, criando assim testemunhos únicos da sua existência.
É possível que estas afirmações simples da existência humana tenham exprimido uma relação religiosa com o ambiente que os envolvia. Talvez pretendessem apenas dizer: «Aqui estou eu. Eu existo! Conjuro o mundo, a Natureza, os deuses!» Mesmo ao lado, aparecem representações estilizadas de cabras e ovelhas, bem como de animais de caça. Possivelmente destinavam-se a apaziguar os espíritos dos animais mortos e, a rogar aos deuses que lhes fosse concedida sorte na prática da caça.

Caracórum terá sido influente tanto para o povo do Vale do Indo como para os seus visitantes, supomos. Auto-estrada dos gigantes ou simples rotas terrestres em que uns e outros poderiam ter coabitado e mesmo interceptado alguns interesses comuns a ambos, denunciando-se cúmplices e amistosos numa interacção simples e de boa cortesia. Algo que hoje, na actualidade, talvez não fosse assim tão possível...admitamos. Esperando que haja novas de Caracórum por descobertas e pesquisas feitas a quem de direito, aguardaremos tácita e placidamente por esse ou esses ressurgimentos de um seu passado distante. A bem da Humanidade, assim seja então!

A Aura Fantasma



Existirá de facto uma aura em nós ou tratar-se-à simplesmente de uma ilusão?

A Luminosidade do Campo Energético
Segundo o ideário dos povos primitivos, através do organismo humano e de todo o Universo flui uma enigmática energia vital. Esta energia tem vários nomes, porém nas últimas décadas é conhecida sobretudo pelo termo chinês «chi». Os efeitos desta energia vital são estudados em numerosos institutos científicos desde a década de 1970. As pessoas dotadas de capacidades paranormais afirmam ser capazes de vislumbrar o campo energético do ser humano sob a forma de luz colorida, ou seja, a aura.
Os ocultistas asseveram que esta energia rodeia cada pessoa como se fosse uma espécie de ovo luminoso, tratando-se de uma irradiação «ténue» do corpo humano. Muitos estão convencidos de que também os animais estão rodeados por este campo energético luminoso. Em pessoas que se destacam das demais, por exemplo as que alcançaram um elevado nível de espiritualidade e os Santos, diz-se que a aura possui uma força e uma intensidade especiais.
Ao que parece, as cores permitem tirar conclusões sobre o carácter, eventuais doenças ou o destino das pessoas. A Teosofia e a Antroposofia - em especial - ocuparam-se intensamente do conceito de aura.
A Antroposofia distingue cinco estratos. Interessante é a observação de que as crianças são por vezes capazes de se aperceber das auras, porém este dom especial perde-se com a idade. Esta afirmação baseia-se no facto de nas experiências conduzidas, as crianças referirem com maior frequência, uma percepção da aura.

Óculos para Auras
O médico inglês Walter J. Kilner (1847-1920) desenvolveu um dispositivo com o qual pretendia tornar visível a aura humana. Trata-se de um filtro que apenas deixa passar a luz azul. Se observarmos durante algum tempo, através desse tipo de lentes escuras, podemos ver uma débil aura em redor de uma pessoa.
Quando se vislumbram leves resplendores em torno de um objecto, não se trata da aura mas, de uma ilusão óptica provocada pelas lentes filtrantes.

Depuração da Aura
Entre os povos primitivos, a energia vital é uma espécie de campo energético em torno do ser humano como já foi referido. No rito de cura dos Shipibo, uma tribo indígena da região amazónica peruana, o Xamã limpa o «campo de aura» do doente com molhos de determinadas ervas. Em estado de transe vê padrões geométricos que atravessam o corpo do doente. Ao limpar a aura, reordena de novo esses padrões, harmonizando deste modo a energia vital da pessoa tratada. A indumentária, as cerâmicas e, as pinturas faciais dos Shipibo, mostram esta «anatomia espiritual» do organismo sob a forma de linhas energéticas.

Os Chacras
Mediante um determinado exercício de introspecção praticado na Índia, o chamado «pranayama», os centros energéticos do ser humano (chacras), que giram como rodas e estão dispostos ao longo da coluna vertebral, tornam-se visíveis sob a forma de nuvens luminosas e, coloridas. Claro que não existem indícios irrefutáveis  de que se trata de um fenómeno objectivo e não apenas figurado. Existem algumas referências soltas a fotografias de iogues indianos em que se vêem débeis fenómenos luminosos sob a forma de neblina, mas estes documentos não são suficientes para provar seja o que for.

As Fotografias de Kirlian
O engenheiro electrónico russo Semyon Davidovich Kirlian, de Krasnodar, desenvolveu entre 1939 e 1958 um método fotográfico combinado com correntes de alta frequência, a chamada fotografia Kirlian.
Quando se submete uma placa metálica a uma tensão de alta frequência, forma-se então, entre a placa e qualquer objecto que se encontre imediatamente sobre ela, um campo eléctrico. Sempre que este campo atinge uma determinada intensidade, o ar que se encontra entre ambos ioniza-se, formando-se assim canais de descarga de pequenos raios luminosos, fenómeno a que se dá o nome de «corona». Estas manifestações luminosas ficam registadas em material fotográfico sob a forma de uma corona radiante. Tal significa que, numa fotografia Kirlian, não aparecem os objectos fotografados mas sim, a imagem radiante do seu contorno.

Um Fenómeno Físico
Embora se trate de um processo físico absolutamente normal, os ocultistas afirmam que a fotografia Kirlian permite tornar visível a aura. As mais populares, são as fotografias das pontas dos dedos.
As imagens são muito diferentes em termos de densidade e de coloração. Supõe-se que estas diferenças resultem do estado energético do corpo. De facto, o efeito de Kirlian nada tem a ver com a aura. É possível obter este tipo de imagens a partir de todos os objectos condutores de electricidade.

A Folha Fantasma
Um fenómeno que causou sensação na época, foi o que supostamente se terá registado num laboratório sul-americano. Numa fotografia Kirlian aparecia a imagem de uma folha inteira, embora previamente lhe tivesse sido cortada uma ponta. Por outras palavras, isto significa que a amputação de uma parte da folha não se traduz num recorte da fotografia da aura. O chamado «efeito de folha fantasma» foi interpretado como prova da teoria de que a fotografia Kirlian permite visualizar a aura. De acordo com os seus defensores, mesmo que falte uma parte ao objecto físico, a corona mística colorida conserva a sua integridade.
Os cépticos argumentam que se trata de uma ilusão esotérica, já que uma folha mais não é que uma parte de um ramo e este, é parte de uma árvore. Porque não aparece então na fotografia, a totalidade do organismo?

Diagnósticos com Fotografias Kirlian
As fotografias Kirlian das pontas dos dedos das mãos e dos pés são usadas sobretudo para fins de diagnóstico na medicina não convencional, por exemplo, pelos curandeiros ocidentais. Os defensores deste método asseveram que a imagem reflecte estados físicos e mentais da pessoa. Tal não deixa de ser possível, mas as fotografias dependem de numerosos factores difíceis de controlar que, teriam de manter-se constantes para que servissem realmente, para efeitos comparativos ou de diagnóstico: o ângulo de inclinação das pontas dos dedos, a pressão aplicada, a pressão e a humidade atmosféricas, a temperatura ambiente, as características da pele, a transpiração, etc. Para além disso, a cor da imagem depende também do papel fotográfico utilizado.

Ingo Swann, um «sensitivo» nova-iorquino, tornou-se conhecido na década de 1970 quando participou nas primeiras experiências de remote «viewing» (telepercepção) nos Estados Unidos. Destacou-se não apenas pelos seus talentos telepáticos mas também como artista que estuda fenómenos paranormais. Existe uma tela pintada por si, intitulada de «A Aura» que nos revela em imaginação individual, a coroa luminosa em redor de uma pessoa e o que, a meu ver, cada um de nós pode então exibir em ostensiva luminosidade, ainda que a não observemos a olho nu. Assim sendo, estaremos mais perto da verdadeira afirmação de sermos todos seres de luz e de uma energia vital incomensuravelmente bela e feliz, ao que se deseja. Pois que então, tal nos glorifique em alegria, bonomia e pacifismo autónomo mas solidário em trazer, reverter e multiplicar em dimensão e anunciação na vida, essa mesma luz em todos os outros como em nós. Para todo o sempre!
 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Árvore Sagrada



Terão as árvores, alma? Serão espíritos de uma mágica força vegetativa na transmissão de igualdade entre homem e árvore?

O Eixo dos Mundos
A tribo siberiana dos Iacutos acredita que no «umbigo dourado da Terra» está uma árvore que estende os seus oito ramos até ao Paraíso. Sobre esta árvore nasceu o primeiro homem. Alimentava-se do leite de uma mulher, cujo corpo emergia do tronco da árvore. Aí Tonyon, o Criador da Luz, vive com os seus filhos nos ramos da copa da árvore.
Dado que, as suas raízes penetram nas profundezas do mundo inferior e a sua copa se estende até ao Céu, esta era árvore era considerada o eixo que liga os mundos. Enquanto eixo dos mundos, a árvore está no centro; tal como o freixo Yggdrasil, a árvore do mundo dos povos nórdicos que, com as suas três majestosas raízes, alcança o Reino dos Gigantes, do nevoeiro e o lar da família de deuses germânica dos Ases. Sob a terceira raiz nascia Urd, a fonte sagrada, onde os deuses tinham o seu patíbulo.
Os ramos da Árvore do Mundo alcançavam muitos outros mundos como por exemplo, o Reino dos Vanes, a segunda estirpe divina germânica, ou o Reino dos Elfos. Era ainda do freixo de Yggdrasil que emanava toda a sabedoria e o conhecimento secreto. O deus supremo dos Ases, Ódin, esteve pendurado na árvore do mundo durante nove noites para descobrir o segredos das runas.

A Árvore da Vida
Segundo as lendas de muitas tribos siberianas, as almas das crianças antes de nascerem aninham-se, tal como pequenos pássaros, nos ramos da Árvore dos Mundos. É aí que o Xamã as vai procurar para as levar aos pais. Uma lenda dos Iacutos descreve que as almas dos xamãs nascem num pinheiro, situado na montanha sagrada de Dzokuo, no Noroeste da Sibéria. Os xamãs mais poderosos crescem nos ramos mais altos; os menos poderosos nos mais baixos. Um Xamã da região montanhosa de Altai, na Mongólia, durante a sua viagem extática aos céus, sobe a uma bétula que se encontra no centro da tenda, passando por sete, nove ou doze céus, até alcançar o Reino do supremo Bai Úlgan. Os Buriatas, um povo do Sul da Sibéria, chamam a esta árvore dos xamãs, a «Udes-i-burkhan», o guarda do portão, pois é ela que abre o caminho para o Céu, tal como para os Maias a «sumaúma» se erguia através dos buracos das sete camadas do Céu.

Árvores Sagradas na Índia
Em muitos locais da Índia também se veneram árvores sagradas. A mais sagrada para os budistas é a árvore «bodhi» (Ficus religiosa), em Bodh Gaya, pois foi debaixo dela que Buda se tornou iluminado.
No Templo de Ekambaranathar, em Kanchipuram, os adeptos de Xiva veneram Sthala-virutcham, uma mangueira sagrada que terá cerca de três mil e quinhentos anos. Reza esta lenda que um crente, Kamakshi Amman, foi penitenciar-se debaixo da mangueira para depois desposar espiritualmente Xiva. Mais tarde, o templo foi erigido à volta da árvore. Mas, não são só os mitos indianos que falam de árvores sagradas; em quase todas as culturas da Humanidade, as árvores, enquanto pontos de confluência de forças cósmicas, ocupam um lugar nas lendas sobre a criação do mundo.

A Árvore com Alma
Muitas lendas antiquíssimas estão ligadas às árvores. A crença na igualdade entre Homem e Árvore - enquanto seres vivos - está profundamente enraizada em muitas regiões.
A veneração de árvores sagradas e um grande número de costumes em torno desse fenómenos, baseiam-se na observação de que a árvore é um ser dotado de alma, na qual habitam espíritos. Criou-se a ideia de que a mágica força vegetativa da árvore poderia ser transmitida ao homem. Assim, surgiriam cultos da vegetação e da fertilidade, bem como a noção de «árvore da vida», a qual é conhecida em variadíssimos povos.
Na Acrópole de Atenas, junto ao Templo de Erecteu, encontrava-se uma oliveira sagrada. Na Antiguidade os Gregos consideravam esta árvore sagrada, constituindo um símbolo multifacetado: como fornecia azeite para as lamparinas e, portanto, estava ligada à luz, era um símbolo da força espiritual e do conhecimento; devido à capacidade purificadora do azeite, era o símbolo da purificação, da fertilidade e da força vital. Era ainda, o símbolo da vitória - dada a sua resistência e longevidade - assim como da paz, devido às propriedades mitigantes do seu azeite.

Yggdrasil, a árvore sagrada eternamente verde, desempenha um papel importante na mitologia germânica que, ainda hoje, se faz ressentir nos demais. Ela está no centro do mundo e fornece apoio a Midgard, o mundo intermédio povoado de humanos - representado sob a forma de disco com um monte fortificado e envolto pela cobra de Midgard. Este mundo intermédio, por sua vez, está ligado ao mundo divino dos deuses Ases (como já foi referido) os quais habitam na raiz da Yggdrasil, e aos ramos, onde habitam os deuses Vanes. Seja em mitologia premente ou simples insinuação espiritual através dos tempos, o ser humano conflui directamente com estas poderosas forças divinas que se chama de árvores. Elas prevalecem, subsistem e sobrevivem ao longo dos tempos também, na sua total e incomensurável misericórdia beneplácita inserida na Humanidade. Merecemos-la nós? Destruímos florestas imensas, saqueamos campos, pradarias, selvas e o que mais houvesse em vegetação vária de flora e fauna infinitas que só não o são, pela devastação territorial agreste e sem limites que o Homem se propôs na vida. Abate árvores de todo o tipo, como se abatesse um mal maior, não vendo que se abate a si próprio na ignomínia de uma ignorância lascívia e fatal, acima de tudo para si próprio. A seiva das árvores é o nosso sangue e com este derramaremos um dia o nosso, igualmente, se...não pararmos esta carnificina vegetal de completo saque na Terra. Elas, as árvores vigiam-nos com o seu portentoso olhar de uma alma sua em ramos e fortificação dessa mesma fertilidade no planeta. Quebrarmos isso, é quebrarmos a nossa própria fé em conhecimentos maiores, espirituais e outros. Somos tão pequenos ao seu olhar, ao seu quebranto...a continuar assim não recrudescemos, antes regredimos na paralela ou inferior dimensão do que nos assiste como humanos. Um dia, a Humanidade verá tudo isso mas aí...talvez já seja tarde; veremos...a bem de todos nós, reconsideremos de que as árvores sagradas ou não, possam também ter alma como nós. A bem da Humanidade, que assim seja então! Por todos nós!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A Viagem Astral


O Corpo Astral é feito de uma matéria subtil?


O Corpo Celeste
Entre os povos primitivos estava muito difundida a ideia de que, em determinadas condições, a alma do ser humano pode migrar. Os seus feiticeiros ou Xamãs eram até capazes de enviar a sua para longe.
A ideia da transmigração das almas foi incorporada em muitos sistemas filosóficos das grandes civilizações.
Também na literatura ocultista do Ocidente se desenvolveu bem cedo a ideia de que o ser humano possui uma espécie de corpo «subtil» que, de certo modo, serve de veículo para a viagem empreendida pela alma.
Recebeu o nome de «corpo astral» ou «sideral», o que remete para as estrelas, visto que se acreditava que o referido corpo constituía o nexo entre o mundo físico e as esferas superiores associadas ás estrelas. Já o erudito renascentista Paracelso (c. 1493-1541) falava de «arqueo» quando se referia a um corpo etéreo deste tipo.


Viagens Astrais ou Clarividência?

A parapsicologia tenta provar que a viagem astral constitui um fenómeno autónomo. As pessoas capazes de auto-induzir as chamadas «experiências extracorporais» afirmam que conseguem perceber o que ocorre em lugares distantes. Muito poucas, porém, puderam confirmar esta afirmação por via experimental.
As experiências bem sucedidas são escassas e, seja como for, não se diferenciam da capacidade da clarividência. A explicação para o facto de alguém ser capaz de «adivinhar» o que há noutro quarto não tem necessariamente a ver com a ideia de que esse alguém se encontre nesse preciso instante em viagem com o seu corpo subtil. Há poucos anos foi conduzida uma experiência muito interessante a esse respeito, baseada no seguinte pressuposto: quando «alguma coisa» abandona o corpo, é possível que exista um detector capaz de tornar perceptível essa misteriosa «coisa». Por exemplo, houve gatos e cães que manifestaram reacções como miadelas nervosas ou latidos e rabos encolhidos. Não ficou claro no entanto, se reagiram deste modo ante um corpo subtil que se evadia do organismo ou, se terá existido uma outra explicação para estas reacções.


Vencer as Fronteiras do Corpo

Um critério decisivo para a apreciação crítica das viagens astrais é o facto de que, na altura das experiências extracorporais se vêem não só apenas objectos ocultos aos sentidos, como também paisagens e lugares insólitos. Durante essas viagens, a realidade é apreendida como que num estado alterado de consciência. Por esta razão, não se pode falar tranquilamente de um voo realizado pela alma, pois, por muito que o que ocorra se assemelhe a um voo, está-se perante experiências em que os limites da percepção sensorial desaparecem. As viagens astrais assemelham-se mais a uma transformação do plano da experiência, que permite que nos deixemos imergir num mundo sem limites que, embora parecido com o nosso, não é tão limitado. Uma referência a esta vastidão constitui o corpo astral flexível, capaz de percorrer distâncias infinitas.


O Cordão de Prata

Nas Ciências Ocultas considerava-se que o Corpo Astral era o portador das qualidades da alma, o responsável pelos fenómenos paranormais. Ao abrigo das especulações ocultistas desenvolveu-se a partir desta ideia o conceito da «trindade» do organismo, corpo astral e espírito.
Especialmente na Teosofia e na Antroposofia, levaram-se a cabo outras subdivisões em formas corpóreas cada vez mais subtis , que supostamente seriam inerentes ao ser humano, até se chegar ao espírito imaterial.
Alguns ocultistas que asseveram ser capazes de partir voluntariamente numa viagem astral, acreditam que o corpo físico está unido ao corpo astral mediante um cordão de prata. Graças a esse cordão, o corpo astral consegue sempre regressar ao corpo material ao terminar a viagem. Estas afirmações não podem ser comprovadas. Em geral, toda a ideia de um corpo astral dificilmente resistiria a uma análise científica.

Na Idade Média supunha-se que entre o microcosmos do ser humano e o macrocosmos do Universo havia uma interacção e que, a comunicação entre estes mundos, era veiculada por uma matéria subtil, o corpo astral. Na actualidade, vencendo por vezes as fronteiras do corpo material em viagens ditas astrais, supostamente, tentamos de alguma forma reequilibrar todo o nosso conturbado sistema físico e mental numa relaxante atmosfera que nos faz vaguear para longe. Sendo mais benéfico do que o contrário - para esse nosso bem estar - sob resultados de uma maior plenitude e acalmia geral, então estaremos perante uma nova dimensão em transformação no plano dessas experiências em que os limites da percepção sensorial desaparecem por completo, como já foi referido. Percorrendo distâncias imensas, infinitas - nesse mundo sem limites de espécie alguma - viajamos na essência pura e perfeita de sintonia total em corpo e mente na exímia constituição de um corpo astral flexível como foi referido também.
Resistindo ou não a uma pormenorizada e mesmo dissecada análise científica, acreditemos de que será possível se não hoje num futuro próximo, uma maior certeza na confluência e incidência de factos entre si na existência efectiva de um nosso corpo astral que por vezes...viaja para uma outra dimensão. Assim seja!  

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Luz da Vida


Deus disse: "Faça-se luz." E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa (Gn 1,3). Deu aos homens os dias e as noites, mostrou-lhes o caminho para sair da escuridão e, com o Sol, proporcionou uma fonte de calor e saúde.                                                                         - Livro de Pentateuco - "O Génesis"

A Essência da Luz
A História Bíblica do início do mundo começa com a frase «Faça-se luz». A luz faz com que as formas se tornem visíveis; sem luz os olhos não poderiam ver. A luz é a base da vida no nosso planeta e já os nossos antepassados a idolatravam. A luz é energia, transmite informação e a falta de luz produz transtornos mentais e físicos. A luz do Sol pode provocar cancro, porém se empregue correctamente, também pode curar.
Embora os cientistas ainda não tenham conseguido compreender a fundo a essência da luz, sabem muito sobre os seus efeitos.

Corpos Celulares Radiantes

O físico Fritz-Albert Popp, director do Centro Tecnológico de Siegelsbach, na Alemanha, descobriu que as células dos seres vivos irradiam pequenas quantidades de luz. Esta luz, a que chamou biofotões (os fotões são as partículas energéticas mais pequenas de radiação electromagnética), é a verdadeira força motriz de todo o metabolismo, ou seja, da morte e, da renovação celular. Em cada célula produzem-se cerca de 30 a 100 mil reacções químicas por segundo. No organismo de um ser humano, isto dá mais ou menos um trilião de processos metabólicos por segundo: um número inimaginável.

Luz Interior

A medicina convencional acredita que estes processos são de origem química. Popp argumenta que os fotões simples, como unidades físicas, possuem a velocidade necessária para activar com precisão as reacções químicas. A «luz interior», ou seja, os biofotões, mantém a vida em marcha.
Quando numa célula ocorre uma perturbação, a irradiação luminosa aumenta até que a célula morre, emitindo num último estertor a energia que lhe resta de uma só vez, como uma estrela que se extingue. No entanto, se levarmos luz às células desde o exterior, estas regeneram-se e começam a emitir luz por elas mesmas.


Canais e Pontos Energéticos

A acupunctura, originária da China, está na base das análises de Popp. Esta divide o corpo em canais energéticos, os chamados meridianos. Cada meridiano é formado por inúmeros pequenos pontos energéticos, correspondendo dessa forma a um determinado órgão do corpo humano. Na acupunctura destrói-se uma zona muito pequena de pele sã para espetar ligeiramente a agulha. Por causa disso, as células vizinhas começam a emitir luz concentrada no mesmo comprimento de onda para produzir um efeito curativo no órgão doente que, comunica através dos meridianos, com este ponto de incisão. Também a acupressão, ou seja, a massagem manual dos referidos pontos, se baseia no princípio de que mediante uma destruição celular limitada (pressão forte) se provoca um aumento selectivo da emissão de luz para estimular de forma positiva um determinado meridiano.


Harmonia de Ideias

Peter Mandel (n. 1941), curandeiro e director do Instituto de Fotografia Científico-Energética e Diagnóstico de Bruchsal, na Alemanha, trata os seus pacientes através da chamada «cromopunctura»: trata-se de uma espécie de acupunctura à base de luz colorida que é projectada sobre determinados pontos do corpo humano e foi desenvolvida por ele. Os doentes são deste modo conduzidos a um estado de calma e despreocupação, imprescindíveis em qualquer processo de cura. Mandel afirma então: "Visto que as cores influenciam directamente as nossas energias informativas, a acupunctura aparece como uma terapia fascinante para incidir sobre os processos vitais centrais."
Com a ajuda da cromopunctura, é possível levantar ou acalmar os ânimos das pessoas de acordo com as necessidades terapêuticas. Um excesso de tristeza, por exemplo, pode converter-se numa alegre indolência mediante um tratamento com luz encarnada.


A Luz da Vida

Os místicos estão convencidos de que todos os organismos - humanos, animais e vegetais - estão rodeados por um corpo energético normalmente invisível. Segundo esta teoria, as lesões da alma manifestam-se primeiro no estrato da matéria subtil antes de chegar aos órgãos. Confirmarão as investigações da biofísica estas antigas teorias?...Na opinião de Fritz-Albert Popp, o campo de biofotões por ele descoberto ocupa um patamar superior ao do corpo material e, o efeito de todos os agentes que influenciam o organismo (para o bem e para o mal), parte deste corpo energético. Isto é válido tanto para os medicamentos, como para todas as substâncias nutritivas e ambientais que podem influenciar a nossa saúde, mesmo em quantidades ínfimas. Popp conseguiu demonstrar experimentalmente, por exemplo, que os ovos de galinhas criadas em liberdade apresentam um campo de biofotões muito maior do que os das galinhas de aviário, cuja «irradiação» quase não é perceptível. Isto significa que os produtos animais com que nos alimentamos também transmitem informações sobre o estado daqueles seres.
Terão os místicos razão ao afirmar que, ao ingerirmos a carne de um animal sacrificado, captamos o medo que este sentiu antes da morte? Pensemos nisso...também nós.


Teoria das Cores

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) foi, não apenas um poeta genial mas também, um reconhecido entusiasta das Ciências Naturais. Através da sua teoria das cores formulou uma lei da harmonia - válida tanto para as cores como para os sons. Constatou que apenas são precisas três cores primárias: o encarnado, o amarelo e o azul. E, para criar todas as restantes, bastaria a mistura daquelas.
Já os médicos do Antigo Egipto, preparavam nos seus templos aposentos de cores diferentes, nos quais os pacientes se curavam, permanecendo durante um certo tempo no seu interior. As pessoas com problemas de circulação ou tosse crónica, iam para o quarto encarnado. O vermelho é a cor do coração e dos pulmões, alegra os ânimos e afugenta a melancolia. Hoje em dia, muitos pacientes são tratados mediante a chamada «Luminoterapia», através da qual determinadas cores provocam determinados efeitos. Por exemplo, o amarelo estimula a criatividade e a vontade de comunicar; o verde desperta a simpatia pelo próximo e o castanho transmite uma sensação de amparo.


Quatro Tipos Humanos

O médico romano Galeno, conselheiro do Imperador e filósofo Marco Aurélio, publicou um tratado de medicina que manteria a sua autoridade durante e mesmo depois da Idade Média.
Galeno foi, tal como Hipócrates (460-370 a. C.), um dos médicos mais reputados da Antiguidade. Combinou a teoria hipocrática dos 4 humores - que, em função da composição dos seus fluidos orgânicos, classifica os seres humanos em melancólicos, sanguíneos, fleumáticos e coléricos - com a sua própria doutrina sobre o pneuma. Nesta atribuía aos citados tipos humanos, de acordo com as suas observações de doenças, determinadas cores: Galeno associava ao melancólico - considerado solidário mas muito sensível - a cor azul; o colérico, com o seu entusiasmo - e, normalmente também o seu carácter pendenciador - é identificado (mesmo hoje em dia), com o encarnado. O sanguíneo, é de espírito alegre e aproveitará da melhor forma a cor do Sol, o amarelo; ao fleumático por último, considerado o racional, o que aprecia sobretudo o sucesso material - está associado o verde - que simboliza a captação de luz e de calor.

Concluindo: quais sejam as vossas respectivas cores em simbologia e comportamentos de humor, tipos humanos ou doutrinas, sejam assim felizes e que, através das diversas correntes de luz em energias próprias (nos ditos biofotões) possam contribuir interna e externamente para uma filosofia de vida mais natural e bela. Em vós e nos demais. Irradiem luz, transmitam luz pois dessa mesma energia somos todos nós feitos e realizados por alguém a nós superior também. Sejamos lúcidos, alegres e audazes numa confluência extraordinária que nos traga e solidifique a felicidade eternamente desejada por todos, confirmando ou não, as muitas investigações da biofísica ou dos místicos que tal a apregoam e veneram em ofício superior do que nos vai na alma e nos faz revivificar num poder extremo do ser humano que somos. A bem de todos e, por todos, sejamos felizes em cor, humor e...amor. Assim seja!

domingo, 1 de dezembro de 2013

A Energia Mágica


As lâmpadas mágicas: terão elas sido mais do que fruto da fantasia de intrépidos visionários?

Tecnologias Espantosas na Antiguidade
Quando o escritor grego Luciano (120-180) visitou no século II a cidade de Hierópolis, na actual Síria, ficou boquiaberto ao ver o templo da deusa Hera. Uma espécie de «jóia brilhante», alimentada por uma fonte de energia «mágica», inundava o espaço interior de uma luz radiante. Nos textos antigos fala-se repetidamente deste tipo de lâmpadas mágicas. E daí, a nossa interrogação sobre estas se terão sido ou não, fruto da fantasia de intrépidos visionários...?
É muito provável que sábios e cientistas de antigas civilizações dispusessem já de conhecimentos surpreendentes. Para os seus contemporâneos tratava-se de magia pura.

Antigos Corpos Luminosos
Nos livros de História lemos que Luigi Galvani (1737-1798) descobriu a electricidade em 1791 e que Thomas A. Edison (1847-1931) inventou em 1871 a lâmpada eléctrica. Todavia, ao que parece, a electricidade era já conhecida desde há pelo menos três mil anos por alguns eleitos. Existe um escrito da época do reinado do Imperador Romano Justiniano I (527-565) onde se afirma que, em Antioquia, havia uma lâmpada que dava luz permanentemente.
Conta-se que já no século VII a. C. o Rei Numa Pompílio, mandou instalar em Roma uma «lâmpada de luz perene» na cúpula de um templo. Uma luz dourada artificial ardia também no santuário da deusa romana Minerva, refere o historiador grego Pausânias (século II). Santo Agostinho (354-430), um filósofo e teólogo da Igreja Latina bastante crítico, fala-nos de uma «lâmpada mágica» que, segundo ele, iluminava sem cessar um templo pagão consagrado a Ísis. Nem o vento conseguia apagá-la. Para além disso, dizia-se que o mago Virgílio havia erigido no meio de Roma um poste, no qual pendurara uma «grande lâmpada de vidro que ardia continuamente sem se apagar». É curioso observar que, tal como hoje em dia, se usava um invólucro de vidro para a lâmpada.

A Luz dos Faraós
Quando os turistas penetram nas profundas câmaras funerárias dos faraós egípcios no Vale dos Reis, perto de Luxor, no Egipto, interrogam-se muitas vezes como foi possível decorar as escuras galerias com maravilhosos frescos coloridos. Os raios do Sol reflectidos com a ajuda de espelhos acabam por se perder na escuridão. Dado que nos grandiosos sistemas de túneis também não há marcas de fuligem de possíveis tochas para alumiar as paredes, os egiptólogos interrogam-se como terão podido realizar-se há 3500 anos as fantásticas obras de arte nas paredes das galerias. Conheceriam os faraós a luz eléctrica?...
O naturalista Atanasius Kirchner (1601-1680) referiu uma lâmpada incandescente que foi descoberta nas criptas da antiga capital egípcia de Mênfis. Não obstante, devemos perguntar-nos: estarão estas histórias de alguma maneira documentadas?

Alta Tecnologia Milenar
Uma dessas provas poderia encontrar-se num templo situado a 60 quilómetros de Luxor. Numa série de criptas subterrâneas do templo de Hathor, em Dendera, com uma profundidade de três andares, descobriram-se uns baixos-relevos bastante interessantes: junto a umas figuras humanas, os sacerdotes da deusa Hathor mandaram reproduzir, por volta de 100 a. C. uns engenhos em forma de ampola que se assemelham a lâmpadas gigantes, os quais repousam sobre uns suportes denominados «djed», que é o hieróglifo que significa «força». No interior destes objectos vêem-se serpentes ondulantes que brotam da ponta de uma flor de lótus.

Lâmpadas Divinas
O engenheiro eléctrico vienense Walter Garn (n. 1940) demonstrou em 1980 que estas figuras eram reproduções de lâmpadas realmente existentes. Garn comentaria: "A forma de as representar é espantosa!" E acrescentaria ainda: "Os suportes «djed» parecem modernos isoladores de alta tensão. As serpentes seriam as faíscas eléctricas ou descargas luminosas de um gás que, em resultado da tensão, saem da flor de lótus. Este relevo seria impossível sem um conhecimento elementar de electrotecnia. Há simplesmente demasiadas coincidências", reafirma Garn.
Seguindo o modelo egípcio, o engenheiro fabricou um recipiente de vidro de 40 cm de comprimento cujo extremo foi selado com resina, colocando um eléctrodo em forma de placa num dos lados e, uma ponta de ferro na outra. Então ocorreu algo que Garn descreve com as seguintes palavras: "Se tirarmos o ar a uma lâmpada com duas peças metálicas no interior, já se produzem descargas com uma tensão muito baixa. Com uma pressão de 40 torr, um fio luminoso começa a serpentear entre ambas as peças metálicas. Se continuarmos a extrair o ar da lâmpada, o fio dilata-se até encher toda a lâmpada. Isto, coincide exactamente com as imagens descobertas então nas galerias subterrâneas do santuário do templo de Hathor."

A Magia da Luz
Podemos imaginar a demonstração de poder que semelhante mecanismo constituiria para os crentes de há mais de 2000 anos, quando o raio de luz iridescente se movia como uma serpente sibilante na escuridão da cripta, emitindo luz azulada e, alumiando as paredes. Nestas havia, entre outras, uma esfinge de Tot, o deus da Lua, que era também o deus dos cientistas. Segundo um dos seus numerosos mitos, o deus Tot chegou à Terra, procedente do Céu numa flor de lótus com a missão de trazer a «luz» à Humanidade.

Enigmas Vítreos: muitas nações da Antiguidade conheciam já o método para fabricar vidro. Há vários milhares de anos, os Indianos, os Chineses e os Assírios produziam toda a espécie de objectos em vidro. Quando o Imperador Romano Augusto (63 a. C. - 27 d. C.) conquistou o Egipto em 31 a. C. exigiu que uma parte do tributo lhe fosse paga sob a forma de vidro. Mas como terão conseguido os sacerdotes do templo de Hathor extrair o ar do recipiente de vidro para reduzir a pressão ao mínimo? A resposta encontra-se no próprio templo: mesmo ao lado de um dos objectos em forma de lâmpada, aparecem representados 4 homens que vertem água através de um tubo ou uma mangueira. Surpreendentemente, isto poderia ser um ejector, capaz de gerar vácuos relativamente grandes.

Detectives da Ciência - No Museu de Bagdade (Iraque) existe uma bateria eléctrica. Já o homem que fez a descoberta deste achado com mais de 2000 anos de antiguidade, o arqueólogo alemão Wilhelm Konig, anotou no parecer sobre a escavação de uma povoação parta, em 1938, que um recipiente de argila em forma de vasilha, com 14 cm de altura - que continha um cilindro de cobre e uma vareta de ferro - fazia pensar num elemento galvânico, ou seja, uma célula eléctrica com um cátodo (cobre) e um ânodo (ferro).
Em 1978, o restaurador Rolf Schulte construiu, em conjunto com o egiptólogo Arne Eggebrecht, um dispositivo de ensaio que era a cópia exacta daquele achado. Encheram-no de vinagre de vinho (que fez as vezes de ácido) e o dispositivo gerava uma corrente eléctrica de meio vóltio.

Por conclusão e elementar sugestão do que nos foi documentado, aqui fica também a seguinte pergunta: se já na Antiguidade ou, há pelo menos três mil anos a electricidade era conhecida, que terá acontecido para que esta se tenha esfumado ao longo da História em recuo e certa regressão primitiva de velas e candeeiros a petróleo até ao século passado...? Quem a terá trazido para a Terra ou mesmo...quem desta a terá levado para que, durante séculos e séculos na escuridão, tivéssemos que a redescobrir? Muitas perguntas sem dúvida, que poucos ou nenhuns saberão responder em sapiência total. Mas, a bem de todos como sempre afirmo, que a resposta surja e que a verdade nos seja dita e revelada; a bem da Humanidade!