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sábado, 14 de fevereiro de 2015

A Noite de São Valentim


Amor ou Despudor numa Noite de São Valentim

Serei como todas as mulheres que se despem de corpo e alma só para poder tocar numa ponta de...Céu? Estarei errada se disser que todas as mulheres apenas querem um suave toque - mais na alma do que no clítoris - e, sobre todas as coisas, terrenas e não terrenas? Haverá a suspeição e mesmo a sublimação maior de um corpo entre outro corpo, que não seja na mais pura certeza do Reino dos Sentidos ou num outro Império que não o da Terra? São Valentim terá sido disso testemunha ou somente um peão eclesiástico das forças maiores do Universo, na junção de dois corpos, duas almas terrenas? Ascender-se-à a um clímax extraterreno (ou extraterrestre), no que um dia nos impuseram - a nós, humanos - na sublevação dos sentidos e, quiçá, das emoções? Poder-se-à limitar esses sentidos a uma mera condição física - e abstracta - da reprodução e não apenas do desejo limite, do desejo havido sobre todas as coisas? Será isso...pecado???

A Noite de Todas as Coisas...
Esperei por ti. Demais. Esperei anos. Séculos! E continuaria a por ti esperar se me  tivesses dito que para isso teria de penar outros tantos anos de incerteza - e vã esmorecimento - do que me fez recordar de ti. Tão só. Como só fiquei. Acima de todas as coisas...
Não gostei de esperar. Envelheci: no corpo e na alma! Demoraste! Muito! Amei-te como louca, como leoa no cio...como mulher sem alma que se entrega ao primeiro que por si passa e fica só...depois.
Não mereceste isso. Não mereceste nada de mim. Mas eu não consigo esquecer-te; não consigo sentir que te estou a perder de mim e torno a errar, e torno a esperar...por ti! Valerá a pena???
Vieste para mim, como vêem todas as coisas perenes, fúteis e destruidoras em vendaval de noite estanque, de noite frutuosa sem margens férteis de ti...ou de mim. És um eunuco na vida, que não sabe pedir, que não sabe dar, que não sabe sequer de si. Tu és assim e eu...bem, eu sou a coisa mais pecaminosa do mundo por apenas te desejar assim...perdido em mim!
Estou nua. Nua de mim, nua do mundo...e até de ti! Não tenho frio mas anseio pela busca do teu corpo no meu e que, tu fazes em mim, como ladrão de ocasião de ruinosas explorações devassas, e não concedidas por mim. Vilipendias-me todo o ser e eu deixo...substituindo-me na mera condição de tudo ser sem nada ficar para trás, no que te consigno em mim de: «Em mim...tudo! Sem mim...Nada!»
Não existem horas, não existe nada, para além do momento em que chegas. Despes o casaco, despes o disfarce (mau) que há em ti, de me não quereres na evidência total da tua entrega, da tua rendição...ao meu corpo, à minha alma e até ao meu sexo, que te coloca numa posição de mendigo, de carente, de sem-abrigo - que no meu colo vê o seu cais, o seu recolher em estandarte erecto que me penetra...esventra e seduz, mais na alma do que no ser! E eu deixo...no que nem mil «Sombras de Grey» nos fariam revolver, pelo que em erotismo vigente, tu e eu pudéssemos ser, mesmo sem sombras, névoas ou simples penumbras em esteio ou permanente pousio...sobre teu corpo e meu!
Revolvo-me em mil acções de te ver meu. Sustenho-me na vontade de te tocar, de te morder...de te fazer meu. E tu impacientas-te. E eu sorrio, dengosa mas densamente, como flor aberta que se não deixa tocar, só pelo simples facto de apreciar esse momento...esse indelével momento de todas as coisas em que te vejo enrubescer por me aflorar e...pertencer! E este momento é meu! Só meu!
Espalhas-me champagne no colo do abdómen - que os humanos dizem ventre ou regaço (em tempos idos) - lacerado, amassado, congestionado de todo o prazer que pressente nele...sem que efectivamente me tenhas tocado com um dedo sequer. Lambes-me os seios como se me sorvesses a alma, vertendo-me o desejo intenso (e recíproco) de uma sensação estratosférica que nem sei descrever. Gemo. estremeço de desejo, sentindo as minhas «Mil e uma Noites» de ímpar excentricidade e desejo...muito desejo de ti! De te ter em mim, de te ver penetrar, induzir, morrer no fundo...em mim. Seria só erotismo se não fosse algo mais...se não fosse a lânguida certeza de te saber em mim, de te saber meu escravo em corpo e todos os outros sentidos ainda por inventar. És meu prisioneiro, és meu guerreiro...és meu e só isso conta!

Todas as Noites serão...Noites de São Valentim!
Ruges! De desejo. E eu oiço. E vejo como estás sedento de mim e me queres num todo. Mas, parte de mim, não é teu nem meu...é só de algo que eu nem sei explicar, definir ou...descodificar.
Sou uma massa informe em corpo de mulher. Sou um ser que ninguém conhece: sou assim...só para ti! E tu...tocas-me finalmente. E eu emudeço, recebendo-te em mim. Sou um ser fervente, crepitante, exultando de todas as minhas forças como caverna escondida do mundo em vulva orgástica de toda uma Terra que mexe, que roda, que gira e circula em nós, e nos vê ser seus súbditos - frágeis e simples amantes que somos, dando-nos finalmente a permissão para todos esses sentidos vivermos.
Grito. Abocanho-te. Sugo todos os teus poros como tu os meus em devastadora intempérie de uma química só nossa: no que a paz se não finda por uma simples conquista ou submissa aquietação - tua e minha - sobre uma cama que não existe, um leito que não nos ampara mas amortece na queda de todos os limites, de todos os jogos de poder e, sedução. Beijas-me os olhos, os cabelos, o ventre, a púbis e todos os sentidos do meu corpo que, agora, menos frémitos de desejo suplica, retendo-me numa calmaria doce mas enganosa, de uma louca atmosfera sexual que os humanos proliferam em si (e mais tarde) recolhem em vida. Sou um vulcão! Sou uma cratera aberta...sou um ventre-mãe da Terra, que te acolhe e seduz no meu leito eterno quente e penetrante, retendo todos os fluidos do teu corpo como rio que desagua no mar, como enchente de uma Atlântida perdida sob um outro mundo: o nosso mundo!
Sou o teu Sol, dizes-me e eu acredito. Verto em ti os raios dourados do meu cabelo, assim como a intumescência dos meus seios que nos teus se fazem incrustar, emparedados numa acoplagem perfeita de ti e de mim, no que eu - enfeitiçando-te em mim - me enuncio voraz, louca, insana e tudo o que mais queiras de mim! Sou tua! Completamente tua! O teu Sol (que reafirmas eu ser-te) é luz, é cor, é toda a ejecção de massa coronal em ti..no que isso te possa fazer de bem ou de mal...
Sou uma estrela em ti! Sou um buraco de verme...dizes-me a sorrir, provocando-me na analogia cósmica do que eu sou em ti e tu...tão longe de mim, nem sequer adivinhas o que eu possa ser em ti: destruindo-te, perseguindo-te, amaldiçoando-te! Mas não o quero. Sou humana! Serei...?
Vim de outro mundo. Ou foste tu que para mim vieste e eu nem dei conta? Sou de muito longe...de tão longe que nem o saberia descrever-to e tu nem me acreditarias. Sou perfeita. Sou bela, muito bela e talvez até...inteligente. Mais do que devia; mas menos, muito menos do que o que me é pedido pelos meus irmãos estelares que aqui (na Terra) me dizem para acompanhar, seduzir, caminhar e por fim...amar? Será que sei o que isso é? Será que já sou mais humana? Será que me deixam em paz (finalmente) todos os meus parceiros planetários, se lhes disser que me apaixonei por um terrestre...? Será que me vão deixar ser morta, terrena e idiota...como são todas as mulheres que amam na Terra? Ou serão «eles», os idiotas, que me não deixam explorar todos estes Reinos de Sentidos havidos de...um homem e uma mulher? Será que me é permitido ir mais longe...?

Eternas são as Noites de São Valentim...e todas as outras!
Estás frio, meu amor. Porque estás tão frio? Ainda há pouco me amavas, revolto em mim, extasiado em voz, em chama, em ardor, em essência humana de ti...porque deixaste-te morrer em mim???
Que fiz eu de mal? Que fiz eu meu Senhor do Universo, para que tanta mágoa eu possa assim sentir, não o tendo já em mim? Que poderes são estes que te levaram de mim...? Que poderes são os teus, que te não deixaram ficar em mim? E porque terá sempre tudo de ser assim...mortificado, alterado, crucificado sem quietude, sem bonomia e...sem complacência - tua e minha - de sermos um só???
Eu não sou um ser do outro mundo. Não sou! Sou apenas...uma mulher que sofre...na Terra! Tenho de persistir, tenho de continuar - ou todos perecerão neste planeta! Não posso deixar...não, depois de saber como é o amor! E como explicá-lo? E como pronunciá-lo ou reproduzi-lo aos meus irmãos estelares...? Aferir-me-ão que estou doente, que estou afectada, que estou contaminada ou contagiada com a bactéria mortífera dos humanos que mais não é do que a existencial - e terminal - verdade e sequência de uma imortalidade perdida. Há muito! E esta...irreversível, corrosiva e fatal, ser-me-à também nociva se acaso eu persistir com esta teimosia de me fazer ser humana. Porque quero ser inferior num mundo inferior (asseveram-me em inquirição persuasiva ou coagida de meus maus ou escondidos intentos), e eu digo-lhes na minha inocência cósmica que, não sou «deles», não sou de mim, se não for humana...pois que de um já sou, de um que já partiu há muito de mim: o meu grande amor na Terra! E «eles» riem-se de mim. Já nem me questionam ou atormentam pelos desejos havidos em carne e osso, crânio ou metabolismo geral de que sofro agora...como os humanos!
Estou só! Tão só! Quero voltar a amar. Mas amá-lo a ele...que já não existe, que já faleceu. E eu apelo às forças maiores que mo devolvam, que mo voltem a entregar, que mo voltem a deixar viver só para mim...numa simples e bela noite de São Valentim!
Perdi-me. Por ele...e até por mim. Perdi-me de tudo e de todos. Já nem sei quem sou. Ejecto-me nas forças do Universo e faço pertencer-me como elemento estelar que sou...e apelo de novo ao Senhor de Todas as Coisas que me dê de novo o fulgor do que já senti, do que já admiti em mim: ser o amor de alguém! E «Ele» respondeu-me: «Serás humana, serás terrestre se  deixares a tua alma voar, crescer e solidificar numa imensa rocha, expelida num pulsar cósmico de Todas as Coisas! Abre-te para o Universo e serás feliz, colhe o fruto da tua bênção e serás vida! Anda...sente e possui, o que este caminho estelar te oferece e nunca mais dirás que estás só! Assim como eu sou a Essência de Todas as Coisas, tu serás o teu caminho, a tua luz, o teu corpo e a tua alma na vida que para ti escolheres...basta acreditares e verás!»
Hoje...é Noite de São Valentim...e ele vai vir para mim, eu sei que vai! Estou viva de novo e ele também. Só para mim! Os sentidos vão ser nossos, só nossos, e eu irei eternizá-los em mim. O meu amor é da Terra e eu...sou de todas as coisas, num mundo que não é mais meu. Mas que deixei para ele, só para ele. Iremos amar-nos num amor que não acabará mais - ele e eu - na Terra ou fora dela, pois que o Mundo lá fora é tão grande, tão vasto e tão belo que não chega para o nosso tão grande amor! Agora...fazendo um amor terreno (ambos) eu serei a sua supernova que se estilhaça e reduz a nada ou...a um brilho eterno que não pára mais e ele, o meu amor, será o que eu quiser...nos meus braços, no meu ventre...no meu galáctico querer infinito de múltiplos universos, onde espalharemos tudo o que aqui, na Terra, aprendemos: que o Amor...está acima de todas as coisas! Até mesmo...de uma ou muitas belas e intensas Noites de São Valentim! Na Terra...ou por todo o Cosmos - onde todos nós pertencemos!
Feliz Noite de São Valentim para todos! Humanos e não só...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A Obra do Fantasma


Novelas Escritas por Espíritos

Poder-se-à negar a evidência de transmissão espiritual - e mediúnica - entre entidades que já faleceram e os seres vivos? Haverá uma atitude comportamental de inconformidade e, de certa forma, consubstancial, de se perpetuarem no que fizeram na sua vida terrena - tanto os mortos como seus espíritos activos e, incessantes, servindo-se dos vivos? Por escrita literária, novelas, música, pintura e outras diversas artes, estarão os mortos bem «vivos» numa outra dimensão, do que se lhes conhece hoje em actividade paranormal de comunicação e, interacção com os vivos???

Novelas Escritas na...Sepultura!
(A mulher cujas obras eram ditadas por um «Fantasma» ou Espírito inquieto...)
A senhora J. H. Curran, de St. Louis, no Missuri, não era uma erudita. Possuía escassos conhecimentos de História, no que apenas e, muito superficialmente, se interessava pela Literatura, nada conhecendo das complexidades da linguística. No entanto, produziu uma série de obras que deixaram estupefactos os académicos mais eminentes de ambos os lados do Atlântico!
Não obstante lhe desagradarem o Espiritismo - e os Médiuns (em geral) - a senhora Curran foi persuadida a participar numa sessão, ainda que algo incomodada e não muito à vontade nessa abordagem espiritual.
No dia 8 de Julho de 1913, a sua mão traçou o nome de Patience Worth no tampo da mesa da sessão espírita. A partir de então, a senhora Curran e Patience Worth - fosse esta quem fosse - tornaram-se excelentes e, inseparáveis amigas.

Ligação Estranha...
Através da Escrita ou da Voz da senhora Curran em transe, Patience Worth começou por referir o seu nascimento no Dorset, na Inglaterra - no século XVII!
Descreveu então e, pormenorizadamente, a emigração de seus pais para a América, assim como o modo como morrera, às mãos de um grupo de índios em guerra. Seguidamente, em frequentes sessões ao longo de muitos anos, Patience ditou à senhora Curran, uma série de novelas históricas em diversos estilos literários, desde «The Sorry Tale», cuja acção decorre no tempo de Cristo, até «Hope Trueblood», uma novela do século XIX.

Aplausos da Crítica
«Hope Trueblood» obteve assim o aplauso geral da crítica. O crítico da revista «The Athenaeum», que ignorava a forma como a magnificente obra fora escrita, elogiou  entusiástica e incondicionalmente a mesma, referindo-se a esta assim: «Caracterização definida e clara, o diálogo vivo, as tiradas empolgantes e, a profundidade dos sentimentos, sobriamente expressos».
A senhora Curran era capaz de escrever duas ou mais novelas simultaneamente, ditadas assim por Patience Worth; conseguia escrever o capítulo de um livro, passar a outro de um livro diferente e, sobre um tema totalmente diverso, continuando o primeiro...sem perder a sequência dos factos.
Tão-pouco se limitava a escrever somente novelas. Desenvolvia - ou contestava facilmente em prosa - diversos temas que lhe eram apresentados.
Foi esse notável conhecimento da língua e, do estilo, que tornou possível a realização da sua obra mais aplaudida, «Telka», uma novela cuja acção decorre na Inglaterra medieval - escrita no inglês da época - que a senhora Curran nunca estudara e, desconhecia completamente.
A inteligência e o talento de Patience Worth continuaram a intrigar os Psicólogos ainda por muito tempo. Quanto à senhora Curran, porém - em relação a si - esta (Patience) era apenas uma amiga maravilhosa que lhe contava histórias fascinantes de outros tempos já passados. E que, através disso, lhe autenticava na vida a fama e porventura o proveito de tão belas obras...mesmo que vindas do Além, supostamente. Uma parceria que só findaria com a morte da senhora Curran, no que se não sabe (mas se perspectiva) tenham ambas - nessa outra dimensão celestial - continuado a ser amigas...

Um Sonho...Mortal!
A jeito de simples curiosidade, é relevante referir um acontecimento - algo insólito - que teve lugar no distrito de Maitland, Nova Gales do Sul, na Austrália, no século XIX.
Shaun Cott foi dado como desaparecido do distrito de Maitland. Presumiu-se depois que, partira com os exploradores em busca do ouro, naquela que era considerada a mais louca e, maravilhosa corrida, ao esplendor de toda uma vida, caso tivesse êxito essa busca e encontro com o dito vil metal.
Nada de novo. Até que, um homem recém-chegado à região, teve um sonho tão cruel que levou a Polícia a escavar parte da herdade em que Cott trabalhara. Encontraram então o seu corpo em avançado estado de decomposição, ao que se supõe, e com o crânio despedaçado.
O que se seguiu foi digno de registo: o patrão de Cott foi de imediato acusado do homicídio na pessoa de Cott e, enforcado pelo referente assassínio - que nunca teria sido descoberto se acaso aquele estranho sonho não se tivesse revelado no forasteiro. O que pressupõe, à priori que, há sonhos que devem ser (sempre) dignos de alguma observação mas também...ponderação, no que não se deseja de julgamentos precipitados ou ditados pelo impulso do momento. Contudo, há que referir que, na actualidade, estes poderes extra-sensoriais ou de sonhos havidos - premonitórios ou de extrema precisão de locais, nomes ou situações a cumprir - se devem tomar em consideração, pelas sucessivas coincidências ou mesmo factos comprovados - à posteriori - da veracidade dos mesmos.

Nada mais a reportar que não seja, o de se estar atento, caso estes Espíritos ou vulgo Fantasmas (não da Ópera mas de outros atributos...) se inclinarem sobre nós, os vivos, os carnal e insidiosamente assistidos por eles, os tais «encostos», que ninguém quer sentir, a não ser que sejamos bafejados pela sorte - à semelhança da senhora Curran - em autênticas obras maravilhosas, sejam estas da escrita, da música ou da bela arte pictórica em plágios esotéricos e, secretos, de...«Leonardos da Vinci»!?
Pelo mundo inteiro vão surgindo estes casos - múltiplos - de pessoas que se vêem de um momento para o outro, consignados numa genialidade algo estranha - e por vezes até absurda - em face aos requisitos (e recursos) individuais de pouco intelecto ou educacional caminho havido por parte destes mesmos indivíduos. Escrevem como Shakespeare, pintam como Van Gogh, compõem como Beethoven ou ainda - sem se esmerarem muito pelo que hoje se lhes reconhece - são portadores anónimos de outras eminências medievais que, através de transe, auspícios psicóticos (ou mesmo de relevância aditiva de psicotrópicos, em alguns casos), se nutrem por evidências algo exuberantes e, fantásticas, de mote ou origem quase sempre desconhecidos. Não deixam de ser génios por esse facto, mas algo muito insólito se traduz nestas pessoas - sendo que, beneficiados pela sorte dos anjos, espíritos ou benfazejos guardiões de algum templo desconhecido - celestial ou estelar - são assim escolhidos (em solo terreno) para dar voz e assomo às suas habilidades, qualidades e...competências.
Assim sendo, nada mais a dizer. Que sejam felizes...todos. Os escolhidos por estes espíritos e todos os outros que, não tendo em si esta «virtude» de serem abençoados pelas almas dos defuntos, se desdobram nas suas próprias qualidades e virtudes também, sem necessitarem de uma ajuda do Além para isso. E que a Humanidade prevaleça! Com amigos no Céu ou sem estes...pois que todos somos gente de bem e com uma alma imensa...ou pelo menos, muitos de nós, acredito!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Combustão Humana Espontânea

A Tocha Humana


Fenómeno da Combustão Humana Espontânea

Que estranho fenómeno é este que, sendo inevitável e, espontâneo em certos seres humanos, causando-lhes indubitáveis ferimentos e mesmo a morte, qual a sua proveniência ou origem sem que se possa travar tal processo? Estaremos perante um acontecimento científico de exagerada carga electrostática não descarregada (e multi-acumulada no organismo humano), ou será algo ainda mais enigmática e profusamente extraterreno em diabolizante alteração no Homem? Que leis anti-naturais serão estas então, no que ainda hoje a comunidade científica se debate por esclarecer?

A Combustão Humana
(Fogos interiores ou estranhos casos de bombas incendiárias humanas...)
Numa noite de Outubro do final dos anos 50, uma atraente secretária de 19 anos que dançava com o seu namorado numa discoteca de Londres, irrompeu súbita - e bruscamente - em chamas!
Como que provocado por uma tempestade interior, o fogo irrompeu furiosamente das suas costas e do seu peito, envolvendo-lhe a cabeça e, por conseguinte, incendiando-lhe o cabelo. De imediato (ou em escassos segundos), esta infeliz jovem transformava-se numa tocha humana e morria - perante o horror e impotência instalados no seu companheiro, assim como os restantes presentes, sem que tivessem tido oportunidade ou qualquer ínfima possibilidade de apagar as chamas em torno da jovem mulher. Um horror, de facto!
Com as mãos queimadas e, envoltas em ligaduras, o seu ainda aterrorizado namorado deporia no inquérito que as autoridades policiais assim inquiriram: «Não vi ninguém a fumar na pista de dança. Não havia velas nas mesas e não vi nada que incendiasse o seu vestido. Sei que parece incrível, mas afigurou-se-me que as chamas vinham de dentro para fora, como se tivessem origem no interior do seu próprio corpo».
Outros testemunhos coincidiram com o dele, e o veredicto do confundido (ou não totalmente esclarecido) magistrado foi, finalmente, «Morte por acidente, causada por um fogo de origem desconhecida».

Casos Raros mas...Verdadeiros!
Casos tão aterrorizadores de Combustão Humana Espontânea (designação actual) são felizmente raros - mas ocorrem, e têm sido relatados diversos ao longo de toda a nossa História Universal.
No Norte do Essex, em Inglaterra - no século XVII - uma mulher idosa foi encontrada totalmente carbonizada na sua casa. Embora o calor deva ter sido intenso, nada mais na casa - nem mesmo as roupas da cama em que se encontrava deitada - ficou sequer...chamuscado.
«Ninguém sabe o que este fenómeno pressagia», declarou então um observador local, referindo-se, sem dúvida, ao «fogo eterno» - embora não tivesse dito porquê ou qual a sua razão.
Nas últimas décadas o fenómeno começou a criar alguma curiosidade e mesmo certa temeridade. Há cerca de 30 anos, um empreiteiro de Yorkshire que passava no seu automóvel junto de umas obras de que se encarregara, acenou através de uma janela; um momento depois...irrompeu em chamas! Do mesmo modo, inusitadamente, um homem do Cheshire foi encontrado totalmente carbonizado na cabina do seu camião.
O Daily Telegraph, de Londres, noticiou desta forma: «Segundo testemunhas da Polícia, o depósito de combustível encontrava-se cheio e não foi atingido pelo fogo e, as portas da cabina abriram com facilidade, mas o interior era uma verdadeira fornalha. A Comissão de Inquérito - afecta a uma maior investigação no caso - declarou-se posteriormente incapaz de determinar como o acidente ocorrera».
Alguns anos depois, o Reynold`s News, noticiaria a morte trágica - em Londres - de um homem que, quando seguia na rua, «pareceu explodir. As suas roupas incendiaram-se violentamente, o cabelo irrompeu em chamas e as botas, de solas de borracha, derreteram-se-lhe nos pés...»

Prejuízos Avultados
Ao que parece, estas bombas incendiárias humanas nem sempre são «apenas» auto-destruidoras. O professor Robin Beach, de Brooklyn, em Nova Iorque e fundador da Agência de Investigação Científica «Robin Beach Engineers Associated, aferiu então na época que, esses seres desafortunados, eram involuntariamente responsáveis por prejuízos decorrentes de incêndios...e que, desse modo, custavam uma fortuna ao erário público, no que anualmente se revertia em muitos milhões de dólares. Dito isto, a sua clientela acumulou-se então, nos dividendos que daí tirariam.
Um dos seus primeiros clientes foi o proprietário de uma fábrica de Ohio, cujas instalações começaram (subitamente), a sofrer uma média de de oito pequenos incêndios...por dia.
A solução prontamente apresentada pelo professor Beach consistiu então em persuadir cada um dos empregados da fábrica, a colocar-se sobre uma placa metálica segurando um eléctrodo na mão, enquanto ele fazia leituras no seu Voltímetro Electrostático.
Um dos empregados era uma jovem recentemente admitida; quando esta pisou a chapa, o ponteiro do Voltímetro registou um salto tremendo. Assinalou então 30.000 V de electricidade electrostática e, uma resistência de 500.000 O.
Sensatamente (desta vez) o professor Beach recomendou então - e de seguida - a transferência da jovem para qualquer outra secção da fábrica - onde obrigatoriamente esta não tivesse de estar sujeita ou em contacto com materiais de natureza combustível.
Beach explicou assim que, em determinadas condições - como caminhar sobre tapetes durante o tempo seco no Inverno, exemplificando: a maioria das pessoas pode acumular uma carga electrostática de cerca de 20.000 V, o que origina o choque que, por vezes, se experimenta ao tocar na porta de um automóvel ou em qualquer outra superfície metálica. «Habitualmente - asseverou na sua analogia científica - a electricidade é descarregada sem causar qualquer dano, através da extremidade dos cabelos; no entanto (insistiria o professor), há algumas pessoas - talvez uma em cada 100.000 - cuja pele, anormalmente seca, lhes permite gerar instantaneamente até...30.000 V!»

Perigo para os outros...
Em determinadas circunstâncias, tais pessoas podem tornar-se altamente perigosas. Podem, por exemplo, ter sido os detonadores que provocaram as explosões verificadas em blocos operatórios nos hospitais cuja atmosfera continha uma mistura de vapor anestésico e...ar!
O professor Beach continua ainda hoje convencido de que, todos os operários de fábricas de Material de Guerra e, Refinarias de Petróleo, deveriam ser ostensivamente submetidos a um teste que permitisse assim determinar se estes (os operários), possuem ou não, o tipo de epiderme que retém as cargas eléctricas mais persistentemente que o normal das pessoas. Ou seja, na sua generalidade.
Citou então o exemplo de um homem que demonstrou ser um risco para si próprio. Beach registaria assim: «Num caso que investiguei, um motorista decidiu ir verificar o nível da bateria num dia seco e frio de Outono. Percorreu uma curta distância sobre um piso de cimento, ergueu o «capot» e desapertou os tampões da bateria. De imediato, produziu-se uma explosão, no preciso momento em que ele entrou em contacto com os vapores de hidrogénio que se libertaram da bateria do automóvel, estacionado havia pouco - em resultado da qual o homem sofreu ferimentos muito graves.

Regime Alimentar como...Terapêutica!
Felizmente, parece que a secura de pele capaz de produzir tais acidentes, pode ser corrigida através de um regime alimentar específico e, de vitaminas administradas sob controle médico.
Porém, embora as engenhosas teorias do professor Beach possam explicar grande número de incêndios - e explosões misteriosas - todos eles até agora considerados fogos postos ou mera sabotagem, subsiste ainda uma incógnita.
A infeliz jovem na pista de dança terá irrompido em chamas «de dentro para fora», de acordo com o testemunho dos seus companheiros...? - Há que questionar, tal.
Segundo afirmações de Engenheiros Electrotécnicos e vários outros especialistas, nenhuma forma conhecida de descarga electrostática pode produzir semelhante efeito. A sorte da anciã incendiada na sua casa, assim como a do condutor do camião estão também em contradição com as leis naturais; ambos os corpos foram totalmente consumidos pelo fogo, embora, de modo incompreensível, as chamas tivessem deixado intactos todos os objectos inflamáveis que os rodeavam.
Impõe-se a questão de novo: Haverá (supostamente) seres humanos semelhantes a bombas de relógio vivas, cujas condições fisiológicas - e psicológicas - (complexas ambas), os tornem vítimas potenciais de...Combustão espontânea? Aqui fica o repto para cientistas desvendarem.

Urge saber mais. Urge acautelar-nos, se acaso estas referências - físicas e psíquicas - de teor deveras profundo e de complexidade humana não menos premente, existir em cada um de nós, no que os cientistas têm obviamente de procurar e tentar elucidar em seus estudos e análises, sobre o que despoleta todas estas ocorrências. Assusta, e limita todos quantos se empreendam nestas andanças de fenómenos ainda desconhecidos - ou por desbravar - em sintomatologia, origem e se possível, prevenção e cura. Há que envidar esforços para que estes fenómenos sejam cada vez mais raros - ou, a surgirem pontualmente mas a verificarem-se nos tempos que correm, possam de imediato serem estudados - como o caso mais mediático e actual de uma criança de tenra idade (bebé ainda), nascido na Índia, que entra subitamente (diversas vezes) em combustão espontânea sem que tal se possa evitar. E que, se reflecte assim neste mesmo «síndrome» - ou fatalidade horrenda - do seu corpo queimado que entra instantaneamente em combustão lenta, martirizando-o, inevitavelmente.
O pânico é total. Imagina-se que sim. Para os progenitores desta (ou destas infelizes crianças) e, para todas as equipas médicas que as rodeiam de mil cuidados e desvelos clínicos para que a sua dor amorteça, sem que haja uma erradicação total ou explicação desta situação e, fenómeno em si. Adultos ou crianças... todos inexplicável e, sacrificialmente sofredores, nesta hedionda perturbação metabólica no organismo e do qual ainda se espera saber a causa real da mesma.
Sem mais assunto, no que todos desejamos de fogos extintos (provocados ou não no ser humano), que haja em breve uma solução para tal, no que, em espécie de imolação inconsciente ou subvertida consciência humana, todos temos de acreditar que haja cura; haja hipótese de nos não deixarmos matar por chamas desconhecidas e, de proveniência menos clara, no que nada nem ninguém se tem de submeter em tochas humanas que não somos nem queremos ser. A bem da Humanidade, este enigma se desfaça, no que brevemente todos desejamos saber e, sossegar, em final feliz!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Correspondência do Além


Mensagens e Correspondência Cruzada do Além

Haverá de facto a «Correspondência Cruzada» entre as várias almas que há muito deixaram a Terra? Será irreal - e mesmo contraproducente - se se aferir que, certas mensagens vindas do Além, foram (e porventura serão, em muitos outros casos futuros), a perduração da existência das personalidades «viventes» - para além da morte? Ou estar-se-à perante um nível tridimensional ou à escala extraplanetária (que não somente esotérica), num parâmetro que poucos atingem, captando assim essas mensagens ou correspondência cruzada de entidades não-terrenas?

Correspondência Cruzada
(Mensagens do Além na perspectiva do contacto estabelecido além-túmulo...)
Separadas por milhares de quilómetros, cinco mulheres que não se conheciam entre si, dispuseram-se a comunicar com os mortos. O método que utilizaram foi a escrita automática, mediante a qual o Médium, em transe, é aparentemente capaz de escrever mensagens enviadas do além-túmulo.
A princípio, as Mensagens que cada uma recebia pareciam mutiladas,sendo por vezes desprovidas de qualquer sentido. Quando porém - mais tarde - foram comparadas, apresentavam aparentemente também uma certa relação com três homens já falecidos.
Todos tinham sido fundadores da British Society for Psychical Research - Henry Sidgwick, Frederic Myers e Edmund Gurney. Já tinham todos morrido em 1901, quando as cinco senhoras em questão começaram as suas inusitadas experiências.
Em Inglaterra, a senhora A. W. Verrall, uma estudante de Literatura Clássica na Universidade de Cambridge, que conhecera pessoalmente os três homens, recebeu fragmentos de mensagens... expressamente de Frederic Myers.
Mais tarde, na América, a senhora Leonora Piper começou também a receber mensagens semelhantes, assinadas então de «Myers».
Na Índia, a senhora Alice Fleming, irmã do escritor Rudyard Kipling, começou a receber mensagens, tal como a sua filha, Helen. Ainda em Inglaterra, uma tal senhora Willett - natural da Cornualha - começou um dia a rabiscar mensagens de homens de quem nunca ouvira anteriormente falar.
Durante os trinta anos seguintes foram assim transmitidas cerca de 3000 mensagens - que se tornaram conhecidas como a «Correspondência Cruzada» - cujos conteúdos foram cuidadosamente investigados e, anotados de certa forma criteriosamente também...por toda a sociedade na época.

Uma Consciência Colectiva
Das diferentes Médiuns que então se induziram nesta experiência, surgiu um mosaico complexo de Mensagens fragmentadas - em grande parte baseadas na Literatura Clássica.
À excepção da senhora Verrall, nenhuma das outras possuía vastos conhecimentos dos autores clássicos nem por eles revelava qualquer interesse.
Os defuntos, por outro lado, tinham sido todos (e sem excepção), eruditos em Cultura Clássica!
Cientistas estudiosos e homens de negócios que examinaram os escritos - na época (primeira metade do século XX) - detectaram nestes um sentido intencional que parecia ser o produto de uma Mente consciente colectiva...!
Impunha-se a questão: Teriam estes 3 homens estabelecido contacto do além-túmulo?
Quanto às intervenientes deste método de Correspondência Cruzada post-mortem, foi considerado impossível que estas - as protagonistas deste caso - tivessem colaborado em tão completa e, complexa (supunha-se) mistificação. Ou...falsificação.
Se se tivesse verificado qualquer comunicação telepática inconsciente, esta continha uma série de tal modo complexa de referências clássicas que, apenas a senhora Verrall, seria capaz de as compreender.
Em 1903, a senhora Holland produziu um escrito dizendo que, (Frederic Myers), desejava falar a alguns velhos amigos. A Mensagem prosseguia com a descrição da senhora Verrall, da qual a senhora Holland nunca ouvira falar. Acabava assim: «É como confiar uma Mensagem de extrema importância a uma pessoa adormecida. Obtenha uma prova; tente encontrar uma prova, se pensa que sem ela é uma perda de tempo. Envie esta Mensagem à senhora Verrall, Selwyn Gardens, 5, Cambridge.

Referências pouco Conhecidas
Apesar da senhora Holland ignorar a existência da senhora Verrall, o endereço estava correcto. Na realidade, a senhora Holland enviou a Mensagem à Sociedade Britânica para as Pesquisas Psíquicas, onde os escritos começaram então a ser relacionados.
Finalmente, um Investigador Americano, G. B. Dorr, idealizou uma experiência. Perguntou a Myers, através da senhora Piper, o que significa para ele a palavra «lethe».
As seguintes respostas foram tão pormenorizadas - incluindo referências tão pouco ou quase nada conhecidas que apenas (ou somente) o mais consagrado classicista podia ter descoberto a sua origem e o seu significado - que ultrapassavam de longe os escassos conhecimentos que a senhora Piper possuía sobre o assunto.
Algum tempo depois, em Inglaterra, o Físico, Sir Oliver Lodge - também investigador psíquico - formulou a mesma pergunta à senhora Willett, que não tinha conhecimento algum sobre a experiência americana. Além de responder com as idênticas alusões clássicas, a sua escrita automática mencionou também Dorr - o nome do Investigador Americano que idealizara a experiência!
Os escritos da senhora Fleming, na Índia, continham (frequentemente), passagens que reflectiam uma profunda e incisiva frustração - e alguma angústia - consequentes do desejo desesperado de comunicação por parte do espírito emissor.

«Por detrás de um...Vidro Fosco»
Através dela, Myers escreveu: «A imagem mais aproximada que me surge para exprimir as dificuldades para enviar uma Mensagem...é que, pareço encontrar-me por detrás de um vidro fosco - que esfuma a visão e amortece o som - (ditando em voz fraca, a uma secretária relutante e pouco inteligente). Pesa sobre mim uma terrível sensação de...impotência.»
Mais tarde Myers escreveu: «Mais uma tentativa para atravessar o bloqueio - para conseguir que passe uma Mensagem. Como poderei torná-la suficientemente dócil...como poderei convencê-los?»
A senhora Piper, na América, e a senhora Willett, na Inglaterra, receberam então Mensagens semelhantes, na certificação desta «Correspondência Cruzada» além-túmulo.
Os escritos da senhora Willett sugeriram-lhe, finalmente, que tentasse travar uma conversação mental com estes três homens. Ela desenvolveu então esta técnica, de forma sui generis, no que uma segunda pessoa poderia, por seu intermédio, conversar com Frederic Myers, Edmund Gurney e, Henry Sidgwick!
Os temas da discussão obtida, ultrapassavam em muito os interesses normais e, a capacidade intelectual da senhora Willett que apenas servia de receptáculo para esta tertúlia do Além. Ou teria sido antes do...Céu estelar em plataforma tridimensional no que hoje sabemos sobre o mundo quântico e toda a sua envolvente mágico-científico? Poderão estes intervenientes extraterrenos ter estado eloquente e placidamente instalados numa certa e desconhecida dimensão, tentando transmiti-lo aos terrenos, aos humanos viventes? Ou será algo que ainda nos transcende, num local e paraíso universal para onde todos iremos um dia...?
Mas continuando...Sidgwick falou com Lorde Balfour - irmão do Primeiro-Ministro - sobre três teorias em conflito acerca da relação entre...Espírito e Corpo. Gurney falou então e, por sua vez, das origens da Alma Humana.
A discussão das Mensagens escritas prosseguiu assim por muitos e bons anos, sem que ninguém fosse capaz de explicar (satisfatoriamente), como se estabeleceram as tais comunicações do Além.
Foram apresentadas muitas teorias, desde a perduração da existência das personalidades para além da morte, à noção de um nível psíquico em que apenas as ideias sobreviveriam e, à espera de serem captadas por alguém suficientemente sensível para as receber. Porém, quando estas referidas senhoras morreram, os seus correspondentes deixaram automaticamente de falar.

Sabe-se que, no mundo da Percepção Extra-sensorial, da Telepatia, da Precognição ou da Clarividência - no mundo do Paranormal e de toda a envolvente sensitiva - (na actualidade), estas matérias estão mais do que resolvidas, no que hoje se percepciona também de mais - ou maior conhecimento e pesquisa - sobre o mesmo. O Paranormal já não é um fenómeno absurdo ou digno de um registo menos claro, no que vários cientistas dentro destes fenómenos - em estudo e investigação - se resumem por vias de múltiplas experiências efectivadas no ser humano.
Nem todos possuímos as mesmas capacidades de emissores, receptores ou simples veículos portadores destas Mensagens do Além. Nem todos somos criaturas sensíveis ou com um poder extremo em intuição, sensação ou maiores poderes sensitivos ou de estratos extra-sensoriais, contudo, há que não negligenciar (nem estigmatizar) quem assim o serve, nestas diligências de espíritos ou almas extraterrenas que se fazem anunciar por outros que ainda vivem. Há que respeitar e, consignar se possível, um maior ou menor interesse consoante a atitude ou determinação de vida em cada um de nós sobre estes assuntos. Não se deve é renegar tais fenómenos, pois que eles existem e, a cada dia que passa, mais e mais se avolumam em experiências, ocorrências e testemunhos disto mesmo sobre alguns de nós. Há que o estudar, analisar e chegar a certas conclusões...mesmo que estas sejam obviamente questionadas, enfatizadas ou anuladas de créditos, pois que do debate surge sempre a luz!

Assim sendo, que a luz se faça, surgindo em todos nós a boa-ventura de sabermos que «eles», as almas penadas - ou de outro mundo - são tudo menos isso...na voraz e libertina ociosidade de quem quer continuar nesse seu mesmo espaço (ainda que, fora da esfera terrena...) «vivendo» de uma outra forma mas em sintonia com essa mesma cumplicidade de reunião, debate ou simples mesa redonda celestial. E quem somos nós - terrenos - para tal negar? Se um dia o saberemos na totalidade...só há que esperar para tal poder observar e, se Deus quiser...participar! E que a Bem da Humanidade - na Terra ou fora dela - a discussão se faça e...a conclusão se unifique; a bem de todos nós, terrenos e não-terrenos, humanos e não-humanos ou, por todas as civilizações viventes. Desde que lá fora...haja luz, muita luz...mesmo na escuridão dos Buracos negros ou de todo um Universo que por nós espera!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Infeliz Caveira


Crânio Humano (Caveira encontrada em Leicester no Reino Unido)

Ouvir-se-iam também ainda os ecos de sofrimento ou laivos da loucura da batalha, pelo que se supõe Ricardo III ter estado envolvido? Haverá supostamente algum dado científico que nos demonstre que, as infelizes caveiras, se lamentem por gemidos - ou ruídos - no estertor de uma morte anunciada? Será lenda ou verdade profetizada - e a cumprir-se numa morte imediata - se alguém trasladar este suposto crânio (na caveira de Bettiscombe Manor) que tem a vontade de assim permanecer incólume e, inviolável, às mãos humanas? E o que dizer dos crânios agora descobertos no Peru, alongados e de ADN diferente do dos humanos? Estaremos perante uma nova dimensão craniana e, de espécie desconhecida ou...extraterrestre?

As Caveiras que Gemem
(Estranhas crenças sobre o enigmático e audaz poder das Caveiras...)
O Crânio humano inspirou um temor supersticioso a numerosos povos primitivos. Os caçadores de cabeças conservavam os crânios dos seus adversários decapitados, que consideravam troféus de guerra. Os guerreiros escandinavos bebiam em Caveiras, esperando adquirir o valor marcial dos seus inimigos. Os antigos Gregos decoravam os seus santuários com Caveiras.
As viúvas das ilhas Trobriand, na Papuásia, ora espetavam em postes os crânios dos maridos mortos - que assim constituíam uma espécie de sinal que induzia ao respeito pela sua casa - ora os usavam por vezes como...recipientes.
As Caveiras desempenharam sempre um papel importante na Feitiçaria e, na Magia Negra. Figuravam com proeminência num julgamento realizado em 1612 em Inglaterra, no qual Anne Chattox, chefe de um clã de bruxas do Lancashire e condenada à forca, foi acusada de desenterrar três Caveiras de um cemitério, para dessa forma as usar na prática de qualquer ritual ou...na preparação de alguma receita demoníaca.
Mas as Caveiras nem sempre foram apenas instrumentos passivos nas mãos dos Feiticeiros. Em Wardley Hall, no Lancashire, pode observa-se então, no cimo de uma escada, o crânio de um mártir católico do século XVI - o padre, Ambrose Barlow - que, segundo uma velha lenda, emitirá gritos arrepiantes...se for perturbado!
No século XVII, uma jovem de nome Anne Griffiths, que vivia em Burton Agnes Hall, no Yorkshire, foi atacada e violentamente espancada por ladrões. Antes de morrer, em virtude dos ferimentos recebidos, expressou o desejo curioso de que, a sua cabeça, fosse enterrada em sua casa - casa esta, que ela tanto gostava. Não obstante, e contrariamente ao que solicitara - no estertor da morte - foi sepultada no cemitério da vila onde habitava.
Depois do funeral, foram ouvidos na casa - com estupefacção e algum terror também - lamentos aterrorizadores, assim como o som misterioso de vários objectos partidos e...de portas a bater. Um autêntico susto, para quem negligenciou aquele último pedido da moribunda Anne Griffiths! Foi então que, para algum alívio e descanso - mais das almas vivas do que da morta...(ou não) - a Caveira da jovem morta foi exumada e, colocada num buraco aberto numa parede, e depois tapado com tijolos. Desde então, a paz reina em Burton Agnes Hall - e o espírito até aí conturbado de Anne Griffiths, certamente descansou!

Promessa Quebrada
A mais curiosa de todas as lendas sobre crânios, é efectivamente, a da «Caveira que geme», de Bettiscombe Manor, em Dorset - na mansão ancestral da família Pinney. Conta a história que, durante o século XVIII, um Pinney que vivera nas Índias Ocidentais, regressou a casa levando um escravo negro. Pouco tempo decorrido, o escravo morreu - depois de ter feito o seu amo prometer-lhe que seria enterrado na sua terra natal - a Ilha de Nevis - nas Caraíbas. Ao que parece, porém, o fidalgo terá quebrado a sua promessa, e o negro foi então enterrado no cemitério local.
Em breve, todos aqueles que passavam nas imediações eram amedrontados e outros tantos aterrorizados, por gritos lancinantes (e arrepiantes), provenientes da sepultura. Os actuais proprietários do solar, Mister e Mrs Michael Pinney, são, no entanto, de opinião que a última vontade do escravo foi respeitada - e que a lenda foi, em grande parte, inventada por J. S. Udal, um antiquário que viveu no século XIX.
Mrs Pinney declarou então a esse respeito: «Pensamos que a Caveira foi encontrada num santuário Celta atrás do solar e, trazida para casa, como um talismã entre 1690 e 1694. Udal visitou a Ilha de Nevis em 1897, onde ouviu contar a história do escravo que partira para Inglaterra. No seu regresso, presumiu então que a Caveira pertencia ao negro, e fez uma comunicação sobre o caso, na sociedade local de antiquários.»
Com efeito, quando a Caveira foi examinada por um perito, provou-se que pertencia a uma jovem, tendo a datação de há 2000 anos - o que desde logo desmistificou a história do ardiloso antiquário.
No entanto, mantém-se até aos dias de hoje a fantástica lenda de que, se alguma vez este for removido da casa, o crânio gritará e, quem o levar, morrerá no prazo de...um ano!
O macabro despojo continua assim (por vias das dúvidas...), intocável; mas mantendo-se na mesma plataforma de terror - e suspeição - perante todos os crédulos de Bettiscombe Manor...!

O Crânio de Leicester
Um grupo de investigadores britânicos encontrou em Setembro de 2012 e, nos escombros provocados pela construção de um parque de estacionamento, em Leicester, os restos mortais do que se presumiu (posteriormente) serem do rei Ricardo III. Um mistério que contava já 500 anos...resolvido agora cientificamente por uma equipa de Historiadores e Arqueólogos exímios, da Universidade de Leicester. Esta equipa divulgou então que, os ossos encontrados pertenciam efectivamente ao rei Ricardo III, no que o coordenador do projecto acentuou - Richard Buckley - à Reuters:
«Os ossos revelam 10 ferimentos, sendo 8 deles no crânio, e que a datação de carbono permitiu situar a morte entre 1455 e 1540».
Ricardo III era tido como um tirano, morrendo aos 32 anos quando lutava com o seu suposto sucessor - Henrique Tudor - durante a Batalha de Bosworth Field, que teve lugar no centro do país em 1485. A morte de Ricardo III colocaria assim o término à chamada «Guerra das Rosas», com a subida ao trono dos Tudor!
Nesta analogia actual da investigação forense, a mesma fonte explicaria que, os vestígios encontrados de ADN que foram obtidos através dos ossos, coincidiam com o ADN da família do monarca. Os ossos e respectivo crânio de Ricardo III, seriam posteriormente levados e, sepultados, para a catedral da cidade. O que não se sabe, ainda, é se estes se terão revoltado por tal e, como se disse anteriormente, este esteja em paz ou sem gemidos proeminentes e, provenientes da sua Caveira...

Crânios Alongados...e estranhas Caveiras
Mais recentemente, surgiram diversas especulações a nível científico e não só, sobre a proveniência e, descoberta, de crânios espectacularmente alongados. No Peru. As imagens reveladas, demonstram de facto, crânios e Caveiras de aspecto anómalo e nada condizente com a anatomia craniana humana.
O director assistente do Museu Paracas, no Peru - Brien Foerster - afirmou então que, uma série de crânios recentemente descobertos (estranhos e por demais intrigantes...), não possuíam ADN humano. Asseveraria mesmo, poder tratar-se de ADN alienígena (ou extraterrestre), pelo que se induzia em ADN desconhecido, não tendo qualquer tipo de relação ou similaridade com o ADN humano! O debate instalou-se em toda a comunidade científica mundial, estando ainda por esclarecer então, muitas dúvidas requisitadas sobre estes estranhos crânios. Por outros (os de cristal) que se diz emanarem energia e vibrações extraterrenas e que, por vias de um nosso desconhecimento humano, se resguardam de maiores revelações ao público em geral.

Havendo ou não o conhecimento total sobre estas profundezas cranianas - ou de poderes superiores de Crânios e Caveiras pelo mundo - o certo é que, todos temos de nos questionar se acaso estas, em toda a sua resquícia energia de uma vida que já não possui, poder ainda vislumbrar-se em...agonia, tristeza, revolta ou mesmo sublevação sobre os vivos - por imposição (ou a pedido seu em vida) não ter sido devidamente reposto. Não se sabe. Mas teme-se. Ainda hoje.
Há crânios que estimulam um poder incomensurável nos humanos, seja este de rejeição ou de certo deslumbre, pelo que todos devemos em respeito e mesmo autoridade - na devida análise forense - saber de suas vicissitudes; mesmo para além da morte...
Assim sendo, haja pesquisa, haja rigor mas também algum discernimento do que se não deve profanar nem desviar dos bons e civilizados (ou éticamente comprovados) princípios humanos, do que, um dia, foi uma alma humana! Entre outras...que não o sendo (podendo eventualmente ter origem externa à Terra, nos chamados alienígenas) que porventura terão sido outras almas que a Terra povoaram (ou simplesmente visitaram em determinada época), vindo aqui morrer. Tudo está em aberto...até mesmo a alma de quem o investiga em maiores considerações do que ainda hoje se diz desconhecido por nós, humanos! E que, a bem da Humanidade se alude na descoberta e, deseja-se, numa maior felicidade que não a destas infelizes cCaveiras que se não deixam descansar em paz. Pelo bem da Humanidade (e de todas as outras civilizações estelares no Cosmos) que todos estejam e assim fiquem - mesmo no post-mortem...em paz!