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sábado, 23 de novembro de 2013

A Heresia IV

Algures no Atlântico
Ano 2121/2122

Que terá pensado Maria da incumbência a si exigida de tão árdua tarefa na salvação dos homens na Terra? Que terá sentido esta, ante a imposição divina instituída em si, numa informação inexorável e obrigatória mesmo, em cumprimento e rigorosa ordem, ainda que dos céus?

Sinto frio. Um frio glaciar que me congela as veias da alma. Estou só. Tiraram-me tudo!
Pensei que lhes podia fugir, que os podia enganar, sabendo que me perderia para sempre se acaso os meus intentos não se tivessem logrado logo à partida. Compuseram-me uma sonata de medos, receios e objectivos a cumprir a que nunca na minha vida supus considerar. Falaram-me na salvação do mundo, o meu mundo, o que conheço e vivi até aqui aqui. Revelaram-me de que vêem aí tempos difíceis, muito difíceis para toda a Humanidade e isso confrange-me existencialmente. Dizem que vem aí um bloqueio a nível global de toda a energia eléctrica, atómica, nuclear e toda e qualquer outra energia alternativa que não seja a da força humana em primórdios da sua existência. Alegam que, esse enorme «apagão» energético mundial provém de causas e efeitos nefastos, resultantes de nocivas acções pela mão do Homem, consubstanciado pela proximidade a cada dia maior, de um outro planeta que se vai plantado na mesma órbita da Terra. E que a Humanidade vai perecer. Uma grande parte desta...e eu custa-me a acreditar mas depois aquiesço na dimensão dos factos, argumentos e planificação que me fazem em observação distinta no grande computador deles, dos Anunnaki. Não posso duvidar. Relatam que têm de ser rápidos, que têm de ser prontos e concisos na trasladação de corpos e almas que têm de mudar, que têm de transportar até outro planeta colonizado por si, na sobrevivência, continuação e desenvolvimento do ser humano. E eu ouço novamente, ouço tudo com uma inevitabilidade mórbida que me faz roer as unhas e saltar o coração pela boca, aquando me impõem respeito, obediência e mesmo paciência de tudo o que me pedem para fazer na contingência obrigatória de os ouvir, de os seguir, de os cicatrizar em mim na verdade que me dói e não quero ouvir. Eu não pedi para ser salva. Eu não pedi para ser escolhida como um dia uma certa Maria por terras da Galileia, da Nazaré e de outras que tais, levando o seu filho no ventre e, montada num burro. Eu não quero ser essa Maria...eu quero ser a Megan de Portland, a bióloga marinha, não quero ser a salvadora de nada nem de ninguém. Mas tenho escolha? Posso continuar a ser egoísta, a pensar só em mim?...E se for verdade...se os meus filhos, os meus descendentes fizerem a diferença e assim serem a esperança na Terra??? Quem me acode? Quem me protege? E se tudo correr mal, quem me vinga?...

Tantas interrogações, apesar da cascata imensa de informação estelar que me ditam a todo o momento. Na conturbada gravidez fui sendo notificada dos muitos caminhos a seguir e do que me esperava...só não sabia (ou não queria acreditar que a crueldade fosse tanta que me deixasse assim tão vazia...sem vontades e, sem alma) ao ter de obedecer, ao ter de registar e aceitar, ter de ficar só sem os meus filhos, só...sem nada!
Tiraram-mos de mim. Ou matarmos-iam, afiançaram-me na mais rigorosa e absurda verdade do que eu ainda nem suspeitava poder suceder. Não lhes senti o odor. Não lhes dei colo nem carinho...não mo permitiram e aí, numa nudez de alma completa, vi-me morrer esbracejando, pedindo clemência, pedindo reiteração reversível do que me impunham ao retirarem-me os meus filhos de mim, do meu útero e...da minha vida. Não compreendi. Já sabia que a missão era deveras difícil, complexa e tortuosa...só não sabia que tanto!...Mas sobrevivi. Por eles, Josh e Melina e por mim. Pelo Kevin também. Mas, acima de tudo...pela Humanidade, só depois compreendi mas não sei se aceitei. Eu era mãe. Eu fui mãe! Não me podiam tirar isso de mim, nunca!!! Penei. Chorei (meu Deus, como chorei!...) mas recuperei. De vez em vez, davam-me novas deles e eu via-os no grande ecrã da sala maior, da sala dos comandos deles, dos Anunnaki. e não sei o que mais doía, se sabê-los bem ainda que à distância (ainda que, perdidos para mim) se tê-los ainda em mim ou perto de mim e em perigo como me aferiam os Anunnaki de cada vez que eu os instigava e amaldiçoava por me terem pungido com tamanha missão doentia de uma mãe decepada de filhos. Mas tinha de arcar com isso, tinha de aceitar, tinha de comportar tal dor, tal anunciação futura na pessoa dos meus filhos gémeos que me revelariam estes - mais tarde - virem a comandar os destinos na Terra. Josh, o meu filho, reportar-se-ia no solo em altos comandos por via terrestre, marítima e aérea e Melina, nos altos comandos de elite dos mestres de comandos estelares em acção, vigência e correcção de tudo o que se insurgisse de desmandos e guerrilhas tanto na Terra como nos satélites próximos.

Que poder tem uma simples mãe em relação a todo um contingente mundial de preservação e ramificação do ser humano? Se para isso, tinha de abdicar de ambos os meus filhos - mesmo que isso me ferisse em chaga aberta como lança espetada no peito - que mais poderia fazer se não aceitar? Os Anunnaki foram bons para mim, apesar da finalidade e uso que de mim fizeram. E mesmo, quando tentei fugir deles numa barcaça a remos para o meio do oceano (numa tentativa desesperada de fugir até de mim...) eles não retaliaram, antes compreenderam, retomando em normalidade e continuação tudo a que se tinham proposto. Eu estava em perigo, o meu ventre enorme, também...acrescentaram-mo no momento. Não tive os meus filhos numa caverna ou, numa gruta com animais do campo mas numa sala asséptica e isenta de instrumentos cirúrgicos em harmonia plena de vozes, música suave e toda uma ambiência morna, doce e confluente com um nascimento «divino». Depois, a recolha. A partida, ainda que não brusca e acintosa por parte deles, me terá arrancado o coração no mesmo instante em que de mim, do meu ventre os levaram. Foi duro, muito duro! Reneguei Deus que não conhecia, não gostava e nem sequer venerava em oração, rezas ou simples idas à igreja local onde nasci e vivi até à altura. Cometi perjúrio, remetendo injúrias e insultos, lamentos, gritos, súplicas e demais piedosas rogações a todos eles para que me ouvissem, para que de mim se apiedassem, para que voltassem atrás, para que me deixassem ficar com eles um só momento. Tive direito a, apenas este último pedido, desejo, súplica. Só este. E um raio atingiu-me! Dor, muita dor! Mas sabia ter de o fazer. Eles, os meus filhos, iam salvar o mundo, salvar os homens, salvar o planeta e eu só podia estar orgulhosa disso. Ainda que doesse mais do que mil raios e trovões sobre mim, ainda que, eu quisesse ter morrido para não vivificar tamanha dor, tamanha agrura que, vindo igualmente dos céus me partia em mil pedaços, desfazendo-me em pó, cinza e nada como um dia uma certa poetisa afiançou. E eu, ainda de corpo e alma, comecei a acreditar, comecei a rezar, a orar, a meditar e...a acreditar de facto que era uma mulher de poder e muita força e muita fé, pois dera ao mundo no belo ano de 2122, os heróis, os ícones e, os Messias deste novo mundo que era meu e de todos na eterna contemplação divina de uma galáxia maravilhosa que cuidava e olhava por nós. Valeu o meu sacrifício pois, comparado ao de tantos seres humanos que nunca acreditaram e por essa razão pereceram, eu só tinha de agradecer e continuar a acreditar de que a Humanidade teria esperança, teria continuidade. Mesmo sofrendo pela ausência, continuarei também eu a esperar vê-los um dia e a acreditar que tudo mas tudo, valeu a pena, até as lágrimas havidas!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Pirâmide Misteriosa

Ter-se-à afundado há alguns milénios - num testemunho surpreendente de uma cultura japonesa de tempos remotos - ou será, o admirável poder de modelagem da Natureza que nos está a pregar partidas?

Yonaguni - A Pirâmide no Mar
Na Primavera de 1985, Kihachiro Aratake, dono de um hotel e entusiasta do mergulho subaquático, fez ao largo da costa da ilha japonesa de Yonaguni uma descoberta que daria novo alento ao mito da Atlântida. Debaixo de água, durante um dos seus mergulhos, deparou com aquilo que deverá ser o que resta de uma civilização até hoje desconhecida - estes pétreos testemunhos do passado deverão ter esperado cerca de uns 10 mil sonolentos anos, até serem encontrados.
Aratake começou por tomar esta sua descoberta por uma formação rochosa perfeitamente natural, mas após uma observação mais cuidada, não pôde deixar de reparar nos pequenos degraus e plataformas que pareciam ter sido esculpidos por mão humana. Arakate ficou logo convencido de que havia descoberto um templo antiquíssimo e, misterioso, a 30 metros de profundidade e a 300 metros da costa de uma ilha pequena e até então, perfeitamente desconhecida.

Mundo Submarino Controverso
O professor Masaaki Kimura, um especialista em geologia marítima da Universidade de Ryukyu, em Okinawa, visitou este achado subaquático ao largo da ilha de Yonaguni e chegou à mesma conclusão que o leigo Aratake: esta massa rochosa fora criada pelo Homem. Kimura considera este monumento, um santuário com milhares de anos! No entanto, nem todos os investigadores partilham esta opinião.
Alguns dos colegas do professor Kimura, alertam para o facto de a Natureza poder também ser responsável pela formação de plataformas semelhantes a socalcos em ângulos de 90 graus, bem como por buracos na rocha, por acção da erosão. O gigantesco templo subaquático - defende o geólogo alemão Wolf Wichmann - não é afinal nem mais nem menos, do que um bloco de rocha sedimentar perfeitamente natural e, essa massa de arenito, é percorrida por fendas e fissuras horizontais. Todas as superfícies angulosas e degraus surgiram precisamente nessas zonas enfraquecidas; para além do mais, nenhuma das paredes formava efectivamente um ângulo recto, e, os supostos degraus não conduziam a lugar algum.
O professor Kimura, por seu lado, defende que noutros lugares do mundo existem mais exemplos dessas «construções impossíveis». No Peru, por exemplo, houve uma cultura desconhecida - anterior aos Incas - que esculpiu massas rochosas de acordo com um princípio semelhante, pois também aí as escadas e os corredores não conduziam a lugar algum. Se Kimura tiver razão quanto ao facto de Iseki Point (iseki, significa ruína) - o nome actualmente atribuído a este insólito achado - se tratar de uma construção humana, toda a Proto-História, terá de ser reescrita: os Sumérios, deixarão assim de ser a civilização mais antiga da História da Humanidade, dando lugar a estes desconhecidos do Japão.

Uma Civilização que Emerge do Nada
Ter-se-à efectivamente afundado há alguns milénios - num testemunho surpreendente de uma cultura japonesa de tempos remotos - ou, como referimos no início, será o admirável poder de modelagem da Natureza que tal justifica? A maioria dos geocientistas japoneses está firmemente convencida da existência de uma cultura antiga, reforçada por em quatro outros locais - ao largo do arquipélago no Sul do Japão (ao qual também Yonaguni pertence) - terem sido encontradas ruínas semelhantes. Também diante de Okinawa, a 500 quilómetros a nordeste, jazem nas profundezas do mar, pedras que constituem um testemunho do passado. Como prova de que todos estes achados são o que resta de uma cultura desaparecida, os investigadores chama a atenção para uma espécie de estrada que rodeia este enigmático bloco de rocha numa curva bastante pronunciada. Essa estrada tem uma largura que varia entre os 6 e os 20 metros. Alinhadas umas atrás das outras, terão sido colocadas ao longo desta estrada pedras com um diâmetro de até 6 metros, formando assim uma enorme cerca. Na opinião dos defensores de uma cultura primitiva, apenas seres humanos teriam capacidade para fazer algo semelhante. Para além disso, em certas zonas da pirâmide subaquática podem ser encontrados vestígios que revelam a acção de instrumentos usados no talhamento da massa rochosa. Vestígios semelhantes existem também, nas proximidades de uma parede escarpada da costa. Será um sinal desta «cultura submarina»? Terá apenas parte destas enigmáticas construções sido tragadas pelo mar?

Interrogações Infinitas
Se estes achados ao largo da costa japonesa forem o que resta de construções realizadas por seres humanos, estaremos perante um trabalho de detective para investigadores de todo o mundo. Em Julho de 1998, treze anos após a descoberta da formação rochosa de Yonaguni, uma equipa de cientistas de antropologia, de geologia e de arqueologia levou a cabo uma expedição subaquática. O professor Kimura também esteve presente. O director da expedição, o arqueólogo Michael Arbuthnot, era um opositor da teoria de Kimura, mas depois de analisar mais de perto vários achados, passou a admitir que terão sido seres humanos e não a Natureza que, em proveito próprio, deram forma àquela massa rochosa. «Acresce ainda que este monumento, contém diversas formas que tornam difícil ao observador acreditar que tenham sido forças naturais a talhar a pedra», argumenta Arbuthnot.

No Encalço dos Nossos Antepassados - Parte I
Para determinar a que época pertencem os achados arqueológicos de Yonaguni, ter-se-à de começar por esclarecer por que razão essa construção se terá afundado no mar. Terá sido um tremor de terra ou uma erupção vulcânica a causa do afundamento ou, pelo contrário, terão ocorrido alterações climáticas graduais, como por exemplo, degelos ou subidas do nível do mar, que levassem esta grande massa de rocha a ficar coberta de água? Em todo o caso, em favor da teoria do afundamento, surge o facto de o Japão estar situado numa zona com actividade sísmica frequente. Por outro lado, o facto de o templo de Yonaguni estar tão preservado e de pé, aponta para um processo muito gradual, quer tenha sido de afundamento ou de subida das águas. Uma vez que aquela rocha apenas poderia ter sido lavrada e talhada em terra firme, deverá o Oceano - aquando da construção deste templo - ter estado 30 metros abaixo do actual nível.
De acordo com o professor Masaaki Kimura, isso poderá ter acontecido há 12 mil anos , antes ainda do fim da última glaciação, milhares de anos antes da construção das pirâmides e, do início daquela que se pensa ter sido, a primeira civilização humana.

No Encalço dos Nossos Antepassados - Parte II
Também a história dos primórdios do Continente Americano teria de ser reescrita se, no mar do Japão, efectivamente descansassem as ruínas de edificações feitas pelo Homem. Anteriormente, partiu-se do princípio de que a América fora povoada de Norte para Sul, por povos migrantes que teriam atravessado o estreito de Bering, então congelado. Desde que na América do Sul, tanto no Chile como no Peru, foram feitos achados arqueológicos que são bastante mais antigos do que quaisquer outros jamais encontrados na América do Norte, passou a considerar-se possível que, tivesse havido uma vaga de migração anterior e que esta tenha atravessado o Pacífico, podendo efectivamente assim, estes migrantes ser (precisamente), o mesmo povo misterioso que fugiu de Yonaguni.

Misterioso povo este, misteriosa pirâmide esta...e no fundo, toda uma majestosa, enigmática, poderosa e subtilmente digna de um mistério assumptível que nos conduz a uma magia ténue mas livre em imaginação do que foram estes povos, civilizações e toda uma dinâmica de um remoto passado. Veneremos então, essas nossas possíveis origens e idiossincráticas heranças feitas, geradas e multiplicadas na Terra, nosso berço ainda, que nos continuará a ver nascer e, possivelmente «morrer» por muitos séculos ainda também. Assim o desejamos, assim o merecemos, acredito! Assim seja então!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Cidade do Céu





 


Eram os Deuses Astronautas?

Terá uma espécie de deuses-astronautas, provenientes de estrelas distantes, querido deixar aqui um sinal sobre o qual, futuras gerações pudessem «tropeçar» e, interrogar-se?


A Pirâmide do Sol

A cidade outrora próspera era dominada pela chamada Pirâmide do Sol. Com 250 metros de comprimento em cada um dos lados da base e 70 metros de altura, esta construção é de todas a pirâmide mais alta da América Central. Para cima de dois milhões e meio de toneladas de tijolos e seixos foram utilizados na construção destes impressionantes edifícios. Em 1971, os arqueólogos descobriram que sob a pirâmide se escondia uma gruta com a forma de um trevo de quatro folhas. Esta gruta parece ser consideravelmente mais antiga do que a pirâmide em si, talvez fosse mesmo ela que, antes da construção daquele monumento que se erguia rumo aos céus, tivesse atraído àquele local os peregrinos das civilizações pré-colombianas.
Ainda hoje os descendentes dos Astecas, depositam à entrada daquele local de culto as suas oferendas de flores.

A Pirâmide da Lua

A Pirâmide da Lua, com os seus cinco andares, os seus lados com «apenas» 145 metros de comprimento e a sua altura de 46 metros, é menor que a Pirâmide do Sol e, debaixo dela, uma equipa de arqueólogos do México, dos EUA e do Japão, sob a orientação do doutor Rubén Carbera, encontrou - aquando as escavações levadas a cabo em 1998 - duas sepulturas que continham restos mortais de seres humanos sacrificados. Tal como nas primeiras valas comuns encontradas, os mortos estavam dispostos de uma determinada maneira e também aqui haviam a seu lado sido colocadas oferendas e artefactos, tais como esqueletos de jaguares, ossos de coiotes, de águias, de serpentes, facas, pontas de lança, figuras de culto e, objectos de adorno. A presença das ossadas não-humanas, pode ser entendida se se pensar no valor simbólico que os pré-colombianos atribuíam a cada um desses animais e, às qualidades destes. Ao jaguar associavam a força, ao coiote a subtileza e, a ambos, a velocidade.

As pirâmides de Teotihuacán distinguem-se um pouco das egípcias: enquanto os Egípcios usavam o interior dos seus monumentos de pedra como um espaço funerário, as pirâmides das cidades mesoamericanas, pretendiam imitar os montes circundantes e serviam tanto como locais de sepultura como para ser escaladas.
Os seus vértices aplanados parecem indicar uma função semelhante à de um altar. Degraus conduziam directamente até ao ponto mais alto, onde - de acordo com hipóteses avançadas por investigadores - se encontravam santuários cobertos de palha que serviam de palco a cerimónias de culto e, à oferta ritual de sacrifícios humanos. Talvez se encontrem aí mesmo, os fundamentos para as mortes rituais levadas a cabo pelos Astecas. Os guerreiros astecas viviam imbuídos na crença de que apenas havia duas maneiras honrosas de morrer: numa batalha ou, às mãos de um sacerdote.

O Templo do Deus da Serpente Emplumada

 

 

A par das pirâmides, o Templo de Quetzalcóatl parece ser capaz de produzir um poderoso feitiço sobre os que o visitam. É possível que, para os construtores de Teotihuacán, Quetzalcóatl tenha sido um «Deus» relacionado com a vegetação, já que a sua representação - sob a forma de uma serpente emplumada - surge na fachada ocidental do templo, alternada com a cabeça do Deus das Chuvas Tlaloc. Ricamente ornamentado com as representações dos deuses, o templo conta com um total de 354 relevos, aos quais se juntam ainda as 12 cabeças da serpente de fogo que, de acordo com as crenças pré-colombianas, o Sol transportava consigo na sua viagem através dos céus durante o dia.
Os investigadores chegaram à conclusão que o número total de cabeças de pedra é de 366, o que corresponde ao número total de dias num ano bissexto. Quatro escadarias exteriores de 13 degraus cada uma têm 52 degraus, o número de semanas de um ano. Treze, é também o número de meses de um ano, se tivermos em conta o ciclo lunar de 28 dias. Tudo isto parece comprovar que, os edificadores de Teotihuacán estavam em perfeita sintonia com o tempo celeste. Se contemplarmos toda a cidade do ponto de vista da astronomia, revelar-se-ão aspectos efectivamente surpreendentes.

 

Tão Próximo do Céu

Os conhecimentos geométricos e astronómicos dos responsáveis pela construção de Teotihuacán, estão efectivamente encerrados e contidos na totalidade deste enorme recinto. O responsável por tal descoberta é o engenheiro Hugh Harleston, que conseguiu em 1974 descortinar a unidade de medição usada pelos construtores, correspondente a 1,059 metros, ao analisar a proporção existente em todas as edificações de Teotihuacán. Munido desta unidade de medição, não tardou a reconhecer com clareza de que a disposição dos edifícios ao longo do eixo central da cidade, apresentava grandes coincidências com os valores relativos às órbitas dos planetas do nosso sistema solar. Passadas as «marcações» das órbitas de Mercúrio, de Vénus, da Terra e de Marte, segue-se a cintura de asteróides, simbolizada pelo leito de um pequeno ribeiro coberto de seixos, que representam os asteróides.
Seguem-se construções que representam Júpiter, Saturno e Úrano. Nos locais onde segundo os cálculos deveriam estar as construções representativas de Neptuno e Plutão - e para grande espanto seu - os investigadores conseguiram encontrar as ruínas de dois templos.
Erich von Daniken, autor de um bestseller chamado: «Eram os Deuses Astronautas?» e investigador dos grandes enigmas da Humanidade, supõe ter havido a intervenção de um poder extraterrestre. Daniken interroga-nos então: "Terá essa espécie de deuses-astronautas (vindos de estrelas distantes) querido deixar aqui um sinal para que as futuras gerações se interrogassem também?...Terão eles fornecido aos arquitectos destas construções, um modelo do sistema solar como mensagem transformada em pedra para os tempos vindouros? A teoria de Von Daniken terá recolhido mais alguma consistência, mediante a descoberta de que as proporções das medições das pirâmides parecem remeter para o sistema triplo de estrelas Alfa do Centauro, a 4,34 anos-luz de distância.

 

O Amargo Fim

A causa do fim abrupto de Teotihuacán é tão desconhecida como a sua origem. Certos investigadores tentam explicar o declínio da cidade, através de uma sucessão de catastróficos períodos de seca nos séculos V e VI d. C., que tiveram como consequência, uma redução drástica da produção agrícola que abastecia aquela metrópole comercial; Outros porém, defendem que terão sido convulsões religiosas. Seja qual for a hipótese correcta, os motivos concretos da decadência de Teotihuacán poderão nunca vir a ser conhecidos.

Terão de facto existido estes deuses-astronautas como defende Erich von Daniken, uma sumidade nesta matéria em que, por vias de um seu enorme conhecimento, nos transporta radicalmente para a quase certeza destes seres iluminados vindos das estrelas? Terão eles fornecido a sabedoria arquitectónica, astronómica e de engenharia técnica diversa, ajudando, compondo, elaborando estruturas e saberes nestes povos de outrora? Terão desejado que o soubéssemos em resiliência na demonstração na pedra e no solo, através destas pirâmides e seus cálculos geométricos, matemáticos, astronómicos?
A ter sido assim, respeitamos, veneramos e consolidaremos com a devida pesquisa e investigação permanentes sobre tudo o que nos deixaram ou...encaminharam para que o compreendêssemos e, aceitássemos como verdade sua. Assim será, acredito. A bem de todos...que assim seja!

A Cidade dos Deuses

Teotihuacán: «o lugar onde os homens se transformam em deuses»

A Cidade dos Deuses

A cerca de 40 quilómetros a nordeste da cidade do México, a 2300 metros acima do nível do mar, fica situada uma cidade histórica com pirâmides impressionantes e ruínas de palácios que remontam ao ano 200 a. C. Achados arqueológicos em redor e abaixo destas construções permitem tirar algumas conclusões acerca do seu aparecimento e, da utilização que lhes era dada; quem, porém, terá sido o construtor de tão maravilhosas pirâmides e palácios e qual a razão para o seu abandono, permanecem ainda hoje questões em aberto, de resposta incerta. Contudo, uma coisa é certa: Teotihuacán - como o povo asteca lhe chamou mais tarde - estava por volta do ano 700 da Era Cristã, novamente abandonada.

A Metrópole dos Deuses
Quando os Astecas, que se espalharam pela região central do México por meados do século XV (a partir de 1428), deram com esta cidade abandonada, tendo ficado tão impressionados com a sua localização e as suas construções nela existentes que não tiveram quaisquer dúvidas: esta cidade havia sido construída pelos próprios deuses! Em consequência disso, todas as construções realizadas pelos Astecas se inspiraram naquelas que encontraram em Teotihuacán. Com as suas pirâmides e palácios, a cidade viria também a servir de modelo a muitas outras obras e realizações importantes das civilizações mesoamericanas.
Pouco mais do que suposições podem ser feitas sobre os motivos que levaram à construção desta cidade. Não foram encontrados registos escritos, não se sabe qual a língua que esses construtores desconhecidos terão falado, nem tão pouco as ruínas fornecem qualquer pista ou facto concreto. Apenas a descoberta de alguns ossos humanos e, de cálculos geoastronómicos, permitiram a reconstituição de uma história possível, de acordo com a qual Teotihuacán poderá ter sido a capital de um povo dominado por sacerdotes que praticavam cultos religiosos.

Construída com Sacrifícios Humanos
A possibilidade de os construtores de Teotihuacán terem sido um povo guerreiro é algo que, determinados investigadores, propuseram com base nos restos mortais de seres humanos achados nas imediações dos templos. No início dos anos 80, aquando as escavações arqueológicas levadas a cabo pelo Instituto Nacional de Antropologia e História do México, encontraram sob o Templo de Quetzalcóatl uma vala comum. Foram desenterrados os restos mortais de 120 pessoas, dispostos em grupos de 20 e acompanhados por numerosas e, valiosas oferendas sacrificiais e também, peças ornamentais para o corpo como seria de esperar numa casta de guerreiros. Infelizmente as idades das vítimas do sacrifício devem ter rondado entre os 10 e os 25 anos, facto esse que, pensando sobretudo nas crianças mais novas, torna a «teoria dos guerreiros» pouco provável.

O Quotidiano numa Cidade Florescente

Teotihuacán experimentou o seu período áureo por volta de 500 d. C., tendo então aí vivido cerca de 200 mil habitantes em cerca de 70 mil casas. Com uma área de pelo menos 13 quilómetros quadrados, esta cidade magistralmente planeada era maior e mais moderna do que qualquer outra sua contemporânea.
Locais de culto em forma de pirâmide atraíam numerosos peregrinos, o que leva a acreditar que se tivesse desenvolvido um comércio bastante próspero. Indícios disso mesmo, constituem alguns artefactos encontrados em sepulturas que datam de um período entre 150 e 600 d. C., fabricados em Teotihuacán e, encontrados por todo o México. Sob as ruínas da cidade, encontram-se também vestígios de um sistema de esgotos perfeitamente funcional, sem dúvida um factor de conforto que terá beneficiado tanto os habitantes da cidade como aqueles que a visitavam.
Hoje em dia, o olhar fascinado dos turistas, concentra-se sobretudo em três construções: a Pirâmide do Sol, a Pirâmide da Lua e o Templo de Quetzalcóatl. Todos estes três monumentos estão ligados pela Avenida dos Mortos, outrora a principal artéria de Teotihuacán.

O Mito de Quetzalcóatl

O mítico Quetzalcóatl, que os habitantes de Teotihuacán muito possivelmente adoravam como um «Deus» relacionado com a vegetação e que, no decurso dos séculos se tornou para os Astecas o patrono dos sacerdotes - o protector dos artificies e inventor do calendário - adoptou em quase todas as culturas mesoamericanas, uma posição cimeira no panteão divino. Após o surgimento de um Quetzalcóatl real, o Rei-sacerdote dos Toltecas, o Quetzalcóatl mítico e, o «verdadeiro», terão possivelmente sido reunidos num só, muito embora não haja indícios concretos nesse sentido.
Segundo a lenda, havia uma rivalidade entre Quetzalcóatl e Tezcatlipoca, o «Deus da Noite e do Norte»: enquanto o Rei-sacerdote Quetzalcóatl apenas exigia dos seus súbditos o sacrifício de animais, o seu adversário não se contentava senão com sangue humano. Esta diferença deu origem a uma disputa da qual Tezcatlipoca saiu vitorioso, pelo que Quetzalcóatl foi em 987 banido de Tula, a sua capital.
Diz-se que, motivado por uma profunda tristeza, se terá imolado pelo fogo e que terá renascido sob a forma do planeta Vénus. O mesmo planeta Vénus surge associado a um símbolo guerreiro dos Astecas, a «Serpente Emplumada», o que explica por que razão o Quetzalcóatl «real» era também adorado e, frequentemente representado sob a sua forma de serpente emplumada.

O Templo de Quetzalcóatl foi construído em seis níveis, num estilo conhecido como «talud y tablero», caracterizado pela conjugação de superfícies horizontais e inclinadas. Figuras de pedra que representam serpentes, contemplam com uma expressão severa, os visitantes...
Pronúncio, estigma ou vigília permanente dos deuses, não o sabemos mas registamos em todos quanto o observam nessas figuras exóticas e mesmo agressivas que, em ostentação superior, nos visionam a todos. Esta Cidade dos Deuses tem ainda muito por contar, por revelar e nos elucidar de toda a sua existência, hábitos e confluências nos ditames de outrora que, supostamente, já nos eram superiores pelo que constatámos em relatos arqueológicos e aqui documentados em argumentação histórica. Possamos nós então evoluir e não regredir pelo que se impunha nos sacrifícios humanos e, de animais em que ainda hoje, na actualidade (e incrivelmente) se registam ainda sob estandartes de uma irracionalidade pouco ou nada estrutural de uma sociedade que se deseja a cada dia mais transparente, evolutiva e consciente. A bem da Humanidade, assim seja então!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Catástrofe

A água simboliza o reaparecimento após o afundamento, uma nova vida após a morte.

Uma Catástrofe Mundial

Na Índia como na China, nas ilhas do Pacífico e na Austrália, na América do Norte e na América do Sul, bem como na antiga Germânia e em Roma, em todos estes lugares o mito do dilúvio destruidor é conhecido. De acordo com a tradição grega, Zeus quis exterminar a «perversa raça humana» e decidiu destruir os humanos com chuvas torrenciais. A grande quantidade de chuva combinada com a acção das vagas do mar deram origem a inundações que, apoiadas por tremores de terra, desencadearam uma destruição infernal sobre toda a Humanidade. Na Pérsia, o «Bundahishn», ou o «Livro da Criação», relata o modo como uma estrela com um terrível brilho iluminou a Terra e, como  de seguida, a chuva torrencial a inundou.
Também um dos mais antigos textos do hinduísmo, o «Rigveda», se refere ao dilúvio.
Muitas outras culturas descrevem o episódio da salvação de, pelo menos um casal de seres humanos e de vários animais numa arca. Até mesmo os Esquimós falam de uma arca na qual, os membros do povo Tlingit puderam ser salvos.

Das Profundezas do Universo

É interessante reparar no modo como alguns mitos fornecem indicações precisas. No Livro Sagrado dos Quichés (Guatemala e Honduras), o «Chilam Balam», é descrita uma chuva de fogo e cinza pouco tempo antes de se dar a inundação. Com base no estudo desta espécie de recordações da Humanidade, os geocientistas austríacos Alexander Tollmann e Edith Tollmann, de Viena, publicaram em 1993 um livro onde defendem que o dilúvio aconteceu mesmo, mais concretamente em resultado da colisão de um cometa com a Terra há 9600 anos. A aproximação deste cometa ao Sol, tê-lo-à feito então desintegrar-se, mas ainda assim terão caído fragmentos dele nos oceanos da Terra.
Diversas medições, por exemplo relativas ao carbono radiactivo na atmosfera ou, a transformações sofridas em materiais rochosos, comprovaram esta teoria. Vários relatos sobre a ocorrência de dilúvios dão indicações precisas sobre a direcção em que o cometa seguia (para sudeste) e, referem o Outono, como a estação do ano em que se deu a colisão.
Os índios Chipewyan, do Noroeste do Canadá, chegam mesmo a falar concretamente do mês de Setembro. Surpreendentemente, tal coincide com um texto babilónico que é ainda mais exacto e aponta o dia 14 de Setembro como aquele em que se deu a catástrofe.

 

Inundações Mortíferas, vindas do Alto

Torna-se assim mais clara, a passagem bíblica que fala das «Fontes do Grande Abismo» e, das «Cataratas do Céu», pois há 10 mil anos haveria ainda grandes quantidades de água na Terra, resultantes do período glacial. Com a onda de choque resultante da colisão que terá percorrido todo o planeta, não admira que grandes massas de água tenham sido impelidas para cima, após o que uma enorme e poderosa enchente terá varrido a superfície terrestre. Vê-se assim confirmada uma antiquíssima recordação da Humanidade e a Bíblia, cuja comprobabilidade histórica tantas vezes é posta em causa, parece desta vez ter razão.

O Pecado Original

Nas ilhas Fidji, foi o deus Mdengi que, irado com a decadência moral dos seres humanos, decidiu mergulhar o mundo nas profundezas de uma grande massa de água. Os índios Hoka, das pradarias do Midwest americano, falam do deus Morumba, que enviou uma enchente para castigar o Homem que se havia tornado mau. Para o povo Kuba da África Central, a catástrofe mundial foi desencadeada pelo incesto praticado entre o fundador da tribo e a sua irmã. Este motivo da punição por uma prática sexual não aceite está, em termos psicológicos, intimamente ligado ao renascimento do ser humano que a água permite, uma vez que a água é um elemento purificador: na Bíblia, por exemplo, é com ela que João realiza o baptismo de Cristo.
A água simboliza o reaparecimento após o afundamento, uma nova vida após a morte, mas talvez no motivo do renascimento, se aluda também à separação de um mundo ainda conduzido pelos instintos, um mundo que teria de desaparecer com o dilúvio para poder dar lugar a uma cultura marcada pelo espírito e, pela razão.

Um dos cometas mais magníficos do nosso sistema solar é o Hale-Bopp, assim chamado em honra de dois astrónomos amadores americanos. A sua cauda iónica tem mais de 100 milhões de quilómetros de comprimento. Em Março de 1977, esteve bem visível no Céu ao entardecer, ao passar a «apenas» 197 milhões de quilómetros da Terra. O cometa que de acordo com uma determinada teoria poderia ter provocado o dilúvio, era possivelmente de um tamanho semelhante ao do Hale-Bopp.

Poderemos então questionarmo-nos sobre a quantidade de chuvas intensas, inundações, erupções vulcânicas, furacões, tornados e demais intempéries da actualidade que aqui e ali nos vão surgindo em vários pontos do planeta. E nessa mesma linha de pensamento - originados pela passagem de cometas ou outras teorias menos científicas - da semelhante e também terrífica devastação que se subleva na Terra e nós, humanos, com esta sofremos pelas muitas consequências de epidemias, doenças virais e pandemias no total em globo terrestre sem que com isso o possamos deter ou ter o vão poder de o limitar. Queira Deus ou o Uno do Universo que nos guia, se renegar a sujeitar-nos a novas provações bíblicas ou de coexistência verídica de um dia em idêntica amostragem, sermos de novo banidos da Terra por fogo, inundação ou «simples» reiteração dos céus em «cataratas» anunciadas. Acreditemos de que assim não seja. Influência do Nibiru ou Planeta X (seja este ou não o mesmo) ou de outras iguais referências fatais para nós na Terra, por vias de cometas, meteoritos, planetas próximos ou em órbitas similares à Terra, que Deus, os anjos, os extraterrestres nas ditas chamadas civilizações inteligentes, nos poupem disso em mortandade efectiva e, colossal. Que a catástrofe não penda sobre nossas cabeças e que «eles» nos protejam de tal e Deus vele por nós que, acredito, ainda merecemos salvação. Pois que assim seja!

A Arca de Noé

"Ao cabo de sete dias, as águas do dilúvio submergiram a Terra (...). Nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo e abriram-se as cataratas do Céu. A chuva caiu sobre a Terra durante quarenta dias e quarenta noites (...). As águas cresceram e levantaram a arca, que foi elevada acima da Terra."
O Grande Dilúvio
Terá ou não ocorrido esse grande dilúvio? A maior catástrofe de que há memória narrada, foi a destruição do mundo por uma gigantesca onda de maré. Um dos relatos mais impressionantes surge-nos na Bíblia, no Génesis (7, 10). O Antigo Testamento não é, porém, a única fonte que fala de uma tal enchente de carácter universal. A epopeia Suméria de Gilgamesh - a mais antiga narrativa épica sob a forma escrita da História da Humanidade (1800 a. C.) - refere-se já, ao mito da grande inundação.
E o que dizem os cientistas dos nossos dias acerca disso? Será possível que continentes inteiros tenham sido inundados por uma onda dimensões gigantescas? Existem factos concretos que provem e justifiquem uma tal ocorrência?


O Castigo Divino

Por muito surpreendente que possa parecer, o mito do dilúvio contém um fundo de verdade. Os cientistas apenas têm dificuldade em chegar a um acordo em relação ao facto de, se ter tratado de uma catástrofe de carácter universal ou de terem ocorrido vários dilúvios de menores de menores proporções.
A Bíblia refere que «a maldade dos homens era grande na Terra», pelo que decidiu exterminar a Humanidade. Apenas um homem, Noé, mereceu a misericórdia do Senhor. Foi por Deus incumbido de recolher um casal de todos os animais existentes e, de construir um navio enorme onde os pudesse guardar. Seguiu-se então a catástrofe.


Provas Geológicas

Aquilo que parecia a muitos cientistas do século XIX ser pouco mais do que uma lenda fantástica, começou a partir de 1922 a ser comprovado com bases concretas, na sequência das escavações levadas a cabo pelo arqueólogo inglês Leonard Woolley (1880-1960). Na cidade suméria de Ur, pôs a descoberto diversas camadas correspondentes a diferentes épocas da civilização; camadas essas, que se encontravam divididas por uma faixa de argila. Da observação dessa faixa, concluiu que por volta de 4000 a. C. dever-se-à ter abatido sobre os habitantes da Mesopotâmia, uma tremenda enchente. Poucas foram as pessoas que terão sobrevivido a essa catástrofe, razão pela qual se interpretou o ocorrido como uma punição imposta por Deus, pelo modo pecaminoso como a vida era conduzida pelos seres humanos.
Em todo o caso, os críticos da teoria do dilúvio argumentam que esta camada de argila apenas pode ser encontrada em determinadas regiões, pelo que a inundação que deu origem à lenda do dilúvio, deverá ter sido um fenómeno com um impacte meramente local. Assim sendo, todos os restantes dilúvios deveriam ter sido igualmente catástrofes de âmbito local e não universal. É precisamente isso que os especialistas que estudam a «História da Cultura» põem em causa, ao depararem um pouco por todo o mundo com o mito do dilúvio narrado de modo quase idêntico.

No Encalço da Arca

Bob Ballard, um especialista americano em assuntos do alto mar, é conhecido como o «caçador dos navios afundados». O seu maior sucesso de sempre foi ter achado o local onde o «Titanic» se encontra afundado. Em 1999 organizou uma expedição para ir em busca da Arca de Noé, uma expedição que tinha como destino o Mar Negro. Os geofísicos William Ryan e Walter Pittmann, da Columbia University nos EUA, avançam com a hipótese de que este mar tenha sido em tempos, um lago de água doce que no final do último período glacial, terá sido inundado com uma catastrófica violência. No final do ano 2000, Ballard deparou efectivamente com uma descoberta sensacional: a cem metros de profundidade, ao largo da costa da Turquia, encontrou restos de edifícios com 7500 anos de antiguidade. Com câmaras de filmar subaquáticas conseguiu também registar e, constatar, a existência de uma antiga linha costeira que se encontra actualmente a 170 metros de profundidade. Esta parece ter sido então, a pátria de Noé.

Finalizando e concluindo, do que hipoteticamente se insurgia de remota e pura descrição lendária, temos agora a revolucionária e factual teoria da existência e veracidade da Arca de Noé. Comenta-se (por entre os meios da ciência e da descoberta) de que vários historiadores, cientistas e análogos conhecedores da matéria, terão estado já em solo turco, iraquiano e outras paragens que aqui não serão reveladas porque simplesmente não nos elucidaram das mesmas, estando em secretismo ultra-confidencial essas pesquisas.
Bob Dean ( o tal militar na reserva e já reformado há muito dos serviços militares norte-americanos) tem consequente e obstinadamente referido, de que essa maravilhosa descoberta tenha já sido feita em futuro prenúncio da real existência desse navio, dito «Arca de Noé» - em cascos de madeira datados da Antiguidade - e que, militares dos SEAL, aí terão estado em cumprimento rigoroso militar e, de missão secreta, na investigação e recolher de dados para a recorrente análise e estudo da mesma. A seu tempo se verá (ou se assim se determinarem a revelar ao mundo e, a desbloquear esse segredo...) da verdadeira existência da tão falada e enigmática Arca de Noé. A bem do conhecimento e, de toda a Humanidade, que assim seja! Merecemos isso!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

A Abdução

O Genoma humano foi uma troca? A concepção havida no Espaço uma prioridade? Haverá filhos meus no Universo que nunca conhecerei? Estarei a enlouquecer...? E se tudo não tiver passado de um simples sonho?...

 


1979 - Planeta Terra/Orion

Eu tinha 19 anos; a mesma idade com que a minha avó se casou no belo ano de 1919, um ano após a Primeira Grande Guerra de 1914-1918. Ainda possuo o seu retrato numa imponência sua muito austera e, pouco feminina. Não sorria, parecendo que mostrar emoções (mesmo que houvesse o beneplácito das mesmas pelo dia em questão do seu matrimónio com o meu avô) seria fraqueza, seria luxúria e possivelmente leviandade. Não lhe reconheci a felicidade no rosto mas soube posteriormente de que foi muito feliz nessa sua união em que concebera nove filhos, dos quais dois morreram cedo, precocemente. Dela, ficou-me os genes abençoados ou não, de ser uma mulher de força e guerreira do seu espaço e, do seu casulo familiar. Nunca lhe cheguei aos calcanhares, que é o mesmo que se dizer, nunca seria como ela foi em persistência, exuberância e fortaleza endémica da matriarca que era.

Mas voltemos a 1979: um ano complicado. O bom e o mau em coabitação tenebrosa num maniqueísmo doentio por entre as várias nações do mundo. Um acidente na central nuclear norte-americana de Three Miles Island em Harrisburg na Pensilvânia em 28 de Março desse ano que levaria à retirada de todas as crianças e mulheres grávidas existentes num raio de oito quilómetros. No Império Centro-Africano, numa manifestação de estudantes do liceu, mais de uma centena é massacrada: na repressão terá estado implicado pessoalmente o «imperador» Bokassa a 17 de Abril. Em 22 de Agosto, no Irão, uma mulher é executada por adultério, enquanto o seu cúmplice recebe cem chicotadas. A 14 de Outubro, a Amnistia Internacional apresentaria uma lista de 21 países onde as crianças eram torturadas. Estas, as coisas más. As boas...é galardoada com o Prémio Nobel da Paz, a albanesa Madre Teresa de Calcutá e na Universidade de Mineápolis, nos Estados Unidos, fez-se a primeira transfusão de sangue sintético.
Quanto à tecnologia, uma notícia boa e outra má. A boa: os cosmonautas soviéticos V. Liakhov e V. Riumine regressariam à URSS após terem permanecido 175 dias no espaço, e isto a 19 de Agosto desse ano de 1979. A má: o laboratório espacial norte-americano Skylab, que pesava 775 toneladas, despenha-se ao largo da Austrália em 11 de Julho, também deste fatídico ano de 79.

Talvez por esta última ocorrência ou não (não sei dizer) a minha vida mudaria. Não lembro exactamente do dia, da hora ou do momento pontual em que aquela luz incidindo em mim, me fez transportar para um mundo ou, uma dimensão que eu não julgava possível atingir. E muito menos, quando se tem apenas dezanove anos de idade. O Céu estava estrelado, disso recordo-me. Um aroma adocicado a flores gaseado numa atmosfera nocturna toda esta dócil e sem perturbação de espécie alguma que não fosse o cantar das cigarras e um ou outro som mais agreste ao longe, do fogo pirotécnico que estalava no ar pelas muitas romarias circundantes à aldeia dos meus avós. Tudo normal. Até que a luz se aproximou de mim, mais e mais e eu, sem latejar sem fugir, sem reacção que não fosse aquela «paixão submissa de uma entrega em hipnose total» deixei-me levar. O que recordo a partir daí...é nada! Até há uns anos atrás, após quase trinta anos dessa data. E o que recordo, é tão intenso, profundo e inconcebível que levaria outros tantos para o redigir ou expressar por palavras. Mas vou tentar.

Estou numa nave. Cinza, metalizada, branca. Olho em frente e tudo é mecanismos que não conheço. Os guias, os que me seguem e conduzem nesse espaço limitado onde estou, olham-me circunspectos. Não há maldade, hostilidade ou sequer a mais tangencial agressividade para comigo. Não me sinto incomodada, antes surpresa e até mesmo curiosa pelo que me defrontam (ou confrontam) necessitar fazer através de mim. São gentis. E bonitos. São muito altos de estatura e feições nórdicas uns quantos, outros são do tipo aleitado e de porte muito esguio e também estes me circundam, vigiam, e sinto que dão ordens de entre eles em relação a mim. É tudo muito estranho mas não há perguntas, não há hesitações, apenas o cumprimento de algo que já estaria predestinado em mim, sinto-o. Não me aflijo. Entrego-me. Se sou cobaia ou mero elemento de estudo, não sei ainda mas confio. Eu ouço-os mas não através dos lábios. É perceptível a língua sensorial de entendimento e correlação entre eles e depois também para comigo. De seguida, uma névoa, não sem antes eu lhes perscrutar igualmente as intenções e...os olhos. São fundos, brilhantes mas dóceis, numa compreensão telepática que me faz sentir afável e não revoltosa como seria de esperar. Aglutinam-me a dor. Não a sinto. Anestesiam-me, ao que julgo mas consigo ainda ter a percepção da análise fisionómica que começam a fazer em mim. Primeiro: testes sanguíneos, intrusão no plasma sanguíneo terrestre, oiço-os comentar. De seguida: extracção de óvulos; manipulação genética, aperfeiçoamento da espécie e suposta reprodução futura. Por fim: testes neurológicos. Destes, a visualização de: ondas cerebrais, memória, locomoção, fala, prontidão aos estímulos de dor, ambiente, sucção e libertação. Parte cognitiva: retenção da memória, do conhecimento, de contenção e expulsão dessas mesmas memórias em actividade cerebral remota ou imediata. Finalmente, o descanso. Os olhos pesaram-me e eu...deixei-me levitar no que supus ser um sonho aberto em sono pleno mas, sem agitação ou tumulto refractário do que estava a viver, além o que podia ou não imaginar fora do meu âmbito terrestre, único local por mim conhecido até à data.

Abdução, (ou violação íntegra...) na pessoa anímica, metabólica e psíquica que eu era como simples terrena do género feminino e que mal deixara ainda a púbere adolescência. Não tive consciência de nada. Acordei no dia seguinte na minha cama. É certo que levei dois dias a recompor-me sem saber a causa, limitando-me a considerar ter apanhado uma gripe de Verão (as piores, segundo alguns médicos) e que me fariam reter em casa, nauseada e meia moribunda, sentindo um certo desequilíbrio físico e talvez mental...não sei. Na época, considerei que devia estar a abusar não de tranquilizantes ou ansiolíticos (pois não os tomava) mas de qualquer outra maleita juvenil de festas, bebidas ou simplesmente horas mal dormidas. O que era plausível pois não me recordava de nada. Até há década seguinte...luzes, vibrações, memórias pontuais, tremuras, alucinações, pesadelos, febres e demais patologias em consequência dessa ou dessas abduções, reconheci. Passado o susto, recriaria a vivência dia a dia e não me fragilizei mais até por que não valia a pena, fundamentar mais esse desequilíbrio para o resto da minha vida. Havia que estudá-lo, dissecá-lo e fragmentá-lo como se faz a uma ave no laboratório de ciências, aquando aulas de estudo de outrora. Foi o que fiz. Apaziguei maus espíritos e almas, outras almas que me ergueram, conduziram e vivificaram, ainda que eu não lhes tivesse dado licença ou permissão para isso...

Após 1954, as abduções no ser humano tornaram-se uma constante. Houve trocas «militares» de abduções por tecnologia. E o que à priori nos parece horrível demais para ser verdade, torna-se simbólica, usual e mesmo compassivo de se tornar no futuro próximo, uma singularidade cómoda para todos os intervenientes nessa troca de favores. Nós somos apenas «peões» de pouco préstimo e direitos adquiridos pois há muito que os deixámos de ter e possuir em cada um de nós. Recentemente, já não são tão invasivos, inquisitivos ou mesmo admoestadores como até aí, julgo. A nível cerebral ou por vias de uma acintosa repercussão de consequências nocivas na parte neurológica do ser humano, começaram então a usar «pinças cirúrgicas» ou seja, a ser mais meticulosos em rigor específico sobre as mentes humanas que, a serem apagadas em amnésia temporal e factual - reconheceriam mais tarde, talvez - em errónea interpretação, estes virem a recordar os mesmos. Daí as luzes, as alucinações, os pesadelos e, os pequenos fragmentos da memória e que, em mnemónica acentuada, se faria emergir então. Psiquiatria, distúrbios mentais, inadaptabilidade e demais repercussões anómalas vigentes, onde - no espaço terrestre - continuariam as suas simples e módicas vidas quotidianas.

A minha experiência metafísica ou «simples» sonho terá contribuído em parte para esta minha fluente e acirrada maquinação - em consistência e determinação - para o estudo e investigação sobre «eles», os extraterrestres que não alienígenas. O que concluí: pactuam - orientam - determinam - certificam - autenticam - concluem. E essa conclusão é feita em extrema exactidão sobre o ser humano em intromissão e verdadeira autonomia licenciada, certificada e autenticada como já referi. Essa autonomia é-lhes fidedigna, assumem-no com toda a rectidão e consciência extraterrestre que os assiste também num poder supremo e superior a si também, seja no nosso globo terrestre, seja no universal. Cépticos ou não desta verdade, ela é apenas uma: não estamos sós, nuca estivemos e não estaremos de futuro. Com abduções ou sem estas. De preferência sem estas, digo-vos eu. A bem do que resta da Humanidade, assim seja!