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sábado, 25 de outubro de 2014

A Brilhante Estrela-Cão


Sirius - Alpha Canis Majoris (Sirius/Sirius B - Constelação de Cão Maior ou Grande Cão)

Que poderosa energia é esta, sob a mais brilhante estrela do Céu - em Anã Branca - que refulgente e rutilante ante o nosso olhar e campo de visão estelar, nos encanta e redimensiona na nossa pequenez? Estará ela na fase final da sua evolução - como afirmam os cientistas e astrónomos - ou eternizar-se-à nos céus em total contradição do que se supõe? Poderá o Homem saber mais sobre esta «Estrela-Cão» e todos os outros mistérios na perspectiva de matéria estelar, seja em estrelas, planetas ou «simples» cometas no que se dispõe hoje de nova e complexa tecnologia espacial?

Quando uma Estrela morre...
Não longe da brilhante estrela Sirius, da Constelação do Cão Maior (Canis Majoris), encontra-se um ténue ponto de luz, uma estrela consideravelmente menor conhecida como o «Cão» ou (Cachorro).
Embora de pequenas dimensões, o seu núcleo contém matéria tão densa que, a quantidade da mesma necessária apenas para encher uma caixa de fósforos, pesaria 50 toneladas! O que pressupõe, metaforicamente falando, tratar-se de milhões de toneladas nessa tal hipotética caixa de fósforos, como exemplo de referência para uma melhor compreensão.
O Cão - ou Sirius B - foi pela primeira vez detectado através de um telescópio, em 1862, pelo norte-americano Alvan Clark, embora 30 anos antes o astrónomo prussiano Friedrich Wilhelm Bessel tivesse assinalado desvios na órbita de Sirius que atribuiu à proximidade de outra estrela.
Na realidade, o brilho de Sirius B só pode ser considerado frouxo em termos relativos: Sirius, nas suas proximidades, é tão brilhante que ofusca Sirius B - a qual pode ser observada através de um telescópio potente. As duas estrelas descrevem uma rotação completa em 50 anos em torno de um centro de gravidade comum. Embora a massa contida em Sirius B seja equivalente à do Sol - suficiente para provocar alterações na órbita que Sirius descreve - o diâmetro daquela estrela é de apenas 40 000 km, comparada com os 1 390 000 km do Sol, pelo que uma massa idêntica se encontra concentrada apenas em 1/27 000 do volume dessa estrela.

Dimensões anormalmente reduzidas
Por outras palavras, Sirius B é 27 000 vezes mais densa do que o Sol. A temperatura à sua superfície é 2000ºC mais elevada do que a desta estrela e, cada centímetro quadrado da sua superfície irradia 3,75 vezes mais calor e energia do que o Sol, embora a sua luminosidade seja apenas 1/360 da deste astro. Tais factos levaram os astrónomos a deduzir que Sirius B é uma estrela de dimensões anormalmente reduzidas.
Sirius B, foi a primeira de uma classe de estrelas, actualmente conhecidas como Anãs Brancas, a ser detectada - seguindo-se-lhes a identificação de muitas estrelas deste tipo.
Entre as mais densas que figuram no Atlas Astrográfico existe uma estrela conhecida por +70 8247, cujo volume equivale aproximadamente a metade do da Terra, embora cada centímetro cúbico pese 38 toneladas! Segundo a opinião dos astrónomos, estas estrelas excepcionalmente densas encontram-se na fase final da sua evolução, estando prestes a extinguir-se.
Segundo se crê, as estrelas nascem da condensação de nuvens de gases e poeiras, que se contraem sob a acção da sua própria força gravitacional à medida que os os seus núcleos aquecem.
Em consequência das reacções nucleares que então se verificam, o Hidrogénio, de que estes astros são em larga escala compostos, é convertido em Hélio, libertando energia - o que explica que as estrelas brilhem, rutilantes no Céu.

A Fase de Gigante Vermelha
Devido às reacções químicas que se verificam quando o fornecimento de Hidrogénio principia a escassear, a estrela dilata-se, tornando-se mais densa e mais e mais quente no núcleo e mais fria à superfície. Nesta fase é conhecida como uma «Gigante Vermelha».
Quando todas as reservas nucleares são consumidas, uma estrela de dimensões suficientemente grandes pode explodir como uma supernova, enquanto uma mais pequena pode concentrar-se sobre si mesma, sob a força da gravidade, tornando-se uma Anã Branca.
Uma Anã Branca é, por conseguinte, uma estrela prestes a desaparecer, sem possibilidade de reactivar o calor que a animava. Seguir-se-à uma fase em que a estrela se contrairá mais ainda e, se condensará numa estrela de neutrões, reduzindo-se tanto que forma uma massa densa capaz de pesar 1,2 mil milhões de toneladas por centímetro cúbico!

Cientificamente, tanto há ainda por conhecer no imenso cosmos que nos envolve. Seja em estrelas, planetas, cometas ou tantas outras diversas matérias estelares, o Homem sempre se nutrirá por uma base de conhecimento e sapiência maiores que o não deixará impotente, face às sempre inovadoras descobertas. A NASA é imparável, aliada ou não à ESA e aos programas espaciais Russos ou Chineses, activa-se uma evolução já pronunciada pelas múltiplas sondas ou naves espaciais de alta tecnologia - ou Tecnologia de Ponta, como é designada.
Ultimamente têm-se objectivado muitas missões de recolha de dados científicos relevantes em missões de baixo custo, pois que os tempos são de recessão e não de esbanjamento, supõe-se aqui também. Empregando-se Tecnologia de Ponta - minuciosamente supervisionada por todos os intervenientes - tenta-se assim obter o máximo proveito e consistência de resultados positivos em missões obtidas num curto espaço de tempo. Tudo ascende nos dias de hoje a uma velocidade de facto superior, à que até aqui se submetiam testes, experiências e efectivamente missões espaciais. Hoje, tudo é ultra-dinâmico, ultra-imperativo na sequência e obtenção firme deste conhecimento do Cosmos e de toda a esfera estelar que se possa estudar, retirando dividendos dessa mesma sabedoria.
Há a sonda Stardust que, sendo já quarta nave espacial e, sequencial de outras, tais como: a Mars Pathfinder, a Near Earth Asteroide Rendezvous (ou NEAR) e, a Lunar Prospector.
Há que ter particular atenção a esta última sonda espacial, a Stardust, pelo que foi lançada a 7 de Fevereiro de 1999 (aquele mágico ano em que toda a massa populacional temia um evento catastrófico mundial pela quase viragem do século, sendo infundados esses receios...) pelo foguete Delta II, no Cabo Canaveral (Florida). A sua missão era subtil mas incisiva, pelo que tinha de investigar no chamado Cometa Wild 2, onde chegou a 2 de Janeiro de 2004 - quatro anos depois de ter iniciado o seu percurso espacial. Recolheu amostras de poeira do Cometa Wild 2, poeira interestelar que passou pelo Sistema Solar, dirigindo-se depois para a Constelação de Sagitário. Para além da obtenção e registo de espectaculares fotos detalhadas do núcleo gelado do Cometa em questão. Ainda teve de fazer 3 voltas em torno do Sol, tentando insinuar-se no Cometa, o que sucedeu à segunda volta na ocorrência de trajectória de intersecção com este. Utilizaria então uma substância chamada «Aerogel» , capturando e armazenando assim e em segurança, amostras do Cometa. Ela é constituída de «silício» (material que foi construído junto com uma grade de colector de Aerogel, similar a uma raquete de ténis). Voltaria então à Terra a 15 de Janeiro de 2006 para entregar todo esse material do Cometa em amostras deveras surpreendentes, dentro de uma cápsula.

A NASA tem vindo pontual e, criteriosamente a publicar, esses mesmos resultados com imagens e conclusões suas sobre este objectivo de missão Stardust. Asseveraria que, este magnífico Aerogel, teria retido e preservado na nave estas tais partículas do Espaço (partículas microscópicas) em multiplicidade de mais de 10 000 fragmentos de cometas, sendo estes preservados em datação aproximada de 4000 milhões de anos.
Outras posteriores conclusões houveram e que não deixaram dúvidas aos cientistas de que, os cometas possuem de facto uma quase enciclopédia de informação sobre o nosso Sistema Solar. Que existem cometas suicidas (cometas rasantes que se desintegram no encontro com o Sol!)
A 12 de Março de 2010, uma sonda da NASA observou que, há 40 milhões de anos, um cometa terá colidido com a Terra (no que se percepciona na extinção dos dinossauros que têm a datação de existência na Terra de há aproximadamente 65 milhões de anos). Nesse impacte de cometa enorme, designado «Impacte Cometário» na Terra, a destruição terá sido devastadora. Existem 84 cometas (até agora conhecidos) ao pé da Terra, em corpos ou artefactos gelados que nos circundam a todo o momento e que, serão assim efectivos agentes de destruição ou...de criação noutros planetas!
Assim sendo, apenas restará enunciar que, a bem da Humanidade, nenhum destes 84 portentosos gigantes gelados em torno de nós, na Terra, se venham a repercutir em desgraça, infortúnio e extinção da nossa espécie e vivência. E que, por vias de uma superior tecnologia, nos possa salvar da mesma agrura que um tal de nome «Shoemaker-Levy» colidindo com Júpiter (o maior planeta do nosso Sistema Solar) - em invasiva demanda de destruição - aí criou crateras do tamanho da Terra! Deus nos livre e guarde disso mesmo e, que essa força superior de Deus-Uno, Deus estelar ou Deus outra coisa qualquer...nos abrigue dessa má sorte em vizinhança hostil! A bem da Humanidade que assim seja!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Sam Smith - I'm Not The Only One

A Artilharia do Espaço


Imagem Ilustrativa de Meteoritos sobre Planetas

Poderemos estar descansados ou, ao invés disso, ficar deveras preocupados com esta constante ameaça de meteoritos sobre a Terra? Haverá alguma forma de os travar sobre o planeta? E havendo, será realmente eficaz, no que todos desejamos em fragmentação e inocuidade perante um iminente impacte? Observando agora a Lua e Marte, registaremos o que provavelmente sucederia na Terra se um meteorito de grandes dimensões o nosso planeta atingisse?

Os Meteoritos sobre a Terra
Os meteoritos e a constante ameaça que representam para a Terra é sem dúvida e, ao longo dos tempos, uma temeridade humana. Nos inícios do século XX, a 30 de Outubro de 1937, a Terra escapou a uma possível destruição por menos de 3 segundos quando um planeta menor - Hermes - pesando cerca de 500 000 toneladas, passou por ela à distância de 800 000 km.
Uma ligeira alteração no ângulo da sua trajectória, e ele teria atravessado a atmosfera e chocado com o nosso planeta, provocando uma catástrofe que poderia destruir parte da sua população.
A ameaça de que a Terra possa ser atingida por um Meteorito Gigantesco pesa constantemente sobre nós. Os cientistas calculam que cerca de 7 meteoritos de pequenas dimensões vêm todos os anos enterrar-se na superfície da Terra, enquanto outros mergulham no mar.
A Terra é diariamente bombardeada por fragmentos pétreos espaciais chamados«Meteoróides», de dimensões geralmente pequenas e, que se desintegram com a fricção causada pela entrada na atmosfera. A trajectória do seu voo é assinalada por um brilho intenso que frequentemente se vê riscando o Céu nocturno.
Quando tal sucede, o Meteoróide desfaz-se em meteoros. Se um Meteoro consegue atingir a superfície terrestre, é conhecido como Meteorito.

Ferro Celeste
Os Meteoritos, compostos de pedra ou de uma liga de níquel e ferro, são usualmente arredondados, pois a fricção elimina-lhes as superfícies salientes. Fragmentos de Cometas e Asteróides (os Asteróides são planetas menores que povoam o vazio entre Júpiter e Marte) formam-se provavelmente, segundo acreditam os cientistas, no nosso Sistema Solar.
Há 20 000 anos, um meteorito de níquel e ferro, pesando aproximadamente 2 milhões de toneladas, abriu uma cratera com cerca de 1,5 km de diâmetro e 170 metros de profundidade no deserto do Arizona. A sua força destruidora foi superior à de uma bomba H de 30 Mt, ou sejam 30 milhões de toneladas de TNT.
Na manhã do dia 30 de Junho de 1908, uma área vastíssima da região de Tunguska, na Sibéria, foi totalmente devastada por um Meteorito Gigantesco.
As ondas de choque causadas pelo impacte foram tão violentas que um maquinista do caminho de ferro transiberiano, que se encontrava a 560 km de distância da área atingida pelo meteorito, pensou que a sua locomotiva explodira.
Devido à distância e às dificuldades de acesso da região onde se verificou o fenómeno, só em 1927 uma expedição científica pôde investigar o meteorito. O choque, cujos efeitos foram sentidos numa área superior a 400 000 ha, derrubou árvores num raio de vários quilómetros, embora não abrisse qualquer cratera.
O peso do Meteorito Siberiano está calculado em 1 milhão de toneladas. O Meteorito, cuja velocidade excedia os 146 000 km/h., rebentou antes de atingir a Terra.
A mais potente colisão de um meteorito até agora observada pelo homem ocorreu também na Sibéria em 1947. Centenas de pessoas viram uma brilhante bola de luz que se deslocava velozmente no Céu, em direcção ao Sul - deixando atrás de si um rasto de faíscas. Ao fim de 4 ou 5 segundos a bola desapareceu, erguendo-se na atmosfera,, a uma altura de 32 km - uma gigantesca coluna de fumo acastanhado.
Nas vertentes das montanhas de Sikhoe Alin, os investigadores descobriram mais de 100 crateras, cujas dimensões chegavam a atingir 23 metros de comprimento e 12 de profundidade.
Aparentemente, o meteorito explodiu imediatamente antes do impacte, espalhando ferro meteórico ao longo de quilómetros. Segundo os cálculos dos cientistas, o meteorito pesava cerca de 1000 toneladas.
Em diversos locais na Carolina, colisões de meteoritos verificadas nos últimos 50 000 anos abriram 3000 covas pouco profundas, rodeadas por paredes circulares de terra. As explosões e o calor gerados destruíram toda a vida existente numa área de cerca de 130 000 ha.


Na actualidade, e mais recentemente no dia 15 de Fevereiro de 2013, nos Montes Urais, na Rússia, houve uma ocorrência de certa forma trágica e não esperada que resultaria em mais de 1200 feridos e toda uma nação estupefacta perante o sucedido. Assim como o resto do mundo.
Em todos nós ficou bem presente aquela enorme bola de fogo, rastilho endemoninhado que rasgaria os céus da Rússia sem qualquer clemência. Foi observado por todos. Registado em vídeo e sentimento, supõe-se, de toda a nossa fragilidade humana ante um demónio de fogo em espécie de «artilharia espacial» que nos esventrou até a alma. Geográfica e biológicamente quem mais sofreu - para além da massa humana como é óbvio - foi o lago Chebarkul, por onde o imenso meteoro se estatizou. Este fragmento gigante deixaria pedaços de rocha porosa enegrecida - encontrados depois nesse mesmo congelado lago - na suposta interrogação de cientistas e demais investigadores de sua origem, proveniência e estrato, pois que poderiam ser ou não fragmentos ou meteoro, aquilo que terá então caído na Rússia. Até à data poucos pormenores nos são dados - ao público em geral - especulando-se muito e, como se sabe sempre nestas iguais circunstâncias...nem tudo é verdade mas também nem tudo será mentira, esperando que se faça luz sobre este e outros assuntos tabu, que não têm razão de ser.
Em relação à Lua e a Marte no que se regista em crateras imensas e inexistência de vida, remete-nos para essa mesma evidência de brutais impactes de múltiplos e rasantes em si, meteoros. Ou, em específica análise, a de um Meta-Meteorito em Marte. O planeta Vermelho terá sofrido algo do género em impacte brutal, provocando neste uma explosão colossal. As partículas solares destruíram a maior parte do planeta, registando-se depois - em consequência disso mesmo - um campo magnético fraco. Marte é hoje, frio, seco e desértico ao que se impõe até mesmo pelas imagens captadas pela sonda Curiosity-Rover no terreno. Desejaríamos isso para a Terra? Suponho que não.
Mas há que referir também e no meio de tudo isto de que, há avanços tecnológicos e outros...em sabedoria e maiores conclusões científicas, no que nos auspiciará novos tempos e novas mudanças e acções a nível espacial. A sonda Mars Global Survyver (M 04 - 00291) registou túneis em Marte, vestígios fósseis de um rio marciano e, na sua densa atmosfera, a elevada concentração de dióxido de carbono (CO 2). Houve vida então, insinuante nestas mesmas descobertas, o que é optimista e deveras positivo no que se tenta elucidar e não efabular sobre Marte. Mas a questão permanece: haverá hoje tecnologia suficiente e, potente o suficiente, para derrubar tamanho gigante que se aproxime da Terra?...Não o sabemos. O que se interpõe dizer, em jeito de conclusão e beneplácito desta Nova Era Espacial que se avizinha é a de que, já há razões efectivas para se acreditar na vida noutros planetas, sendo estes: Kepler 62 e/ Gliese 581 g/ Gliese 667 c/ Kepler 22 b/ Tav Ceti c/ Kepler 62 f/ Gliese 163 c/ HD 40307 g/ Gliese 581 d.

Potencialidade - ou credibilização deste nosso conceito de vida - assim se augura e deseja que hajam outros novos e distintos planetas que (sofrendo ou não com esta mesma repercussão espacial terrífica de colisão de meteoritos no seu território e espaço interno), com estes venhamos um dia a aprender e, a franquear, sobre a eventualidade desta «Artilharia do Espaço» - nos ser invasiva.  Assim o possamos também confrontar, defendendo-nos pontual e incisivamente em tecnologia supostamente superior - pelo menos até à data. Ou, há que conhecemos até hoje...
Esperando sinceramente que em futuro próximo nenhuma destas ocorrências se registem - de insinuantes Meteoritos destruidores sobre a Terra - e, havendo a preservação e pacificação dos povos e bens no planeta em continuação da Humanidade, assim se registe, assim se aluda...e assim seja...além os tempos!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

OVNI visita Cometa 67P Churyumov Gerasimenko (sonda Rosetta)

A Bola de Fogo


Visualização do Cometa Halley

Que espectacularidade é esta a do Cometa Halley que, desde há milénios até aos dias de hoje, nos mantém reféns de si na Terra, ante tão bela perspectiva visual mas, simultaneamente, tão temeroso em todos nós? Que «Bola de Fogo» é esta então, que nos seduz, encanta e faz render ao longo dos séculos em observações astronómicas de relevo, sob um Céu surpreendente de estrelas cadentes em si? Será a aparição de Halley, o prenúncio de algo mais crepuscular e nocivo à Terra ou longe disso, em natural viagem sua - e de um espaço só seu - em Cosmos infinitamente maravilhoso?

Temíveis Presságios no Céu
Os Cometas - fogos de artifício nos céus - Oráculos de desastres na Terra. Quando observavam um cometa nos céus, os povos antigos eram possuídos de pavor.
Uma Bola de Fogo de volume equivalente ao de metade do da Lua, com uma cauda que se estendia pelo Firmamento, devia obviamente pressagiar acontecimentos funestos, uma vez que perturbações nos céus - o local habitado por deuses caprichosos - significavam forçosamente perigo na Terra.
Já na Era de Cristo se pensava que os cometas anunciavam acontecimentos funestos. Em 1066, foi observado um cometa quando Guilherme, o Conquistador, se preparava para invadir a Inglaterra. Pouco tempo depois, quando Haroldo, o Rei Saxão, foi derrotado por Guilherme, os anciãos relacionaram ambos os factos.
Embora actualmente não sejam, de modo geral, considerados como prenúncios escatológicos, os cometas continuam a intrigar os cientistas. Tal como a Terra e os outros planetas descrevem órbitas em torno do Sol. Contudo, muitos deles deslocam-se a tão grandes distâncias no Espaço que apenas são visíveis da Terra, uma ou duas vezes em cada século - ou ainda menos frequentemente.
Ainda que a sua composição continue a ser objecto de conjecturas, sabe-se que não são sólidos como os meteoritos, mas compostos de pequenas partículas geladas e, de gases milhões de vezes, menos densos do que o ar.
Segundo alguns cientistas, o núcleo de um cometa é semelhante a uma «bola de neve suja». Parece, contudo, ser opinião geral que os cometas são objectos sem consistência, que pouco mais causariam além de prejuízos locais, no caso de colidirem com a Terra.
Admite-se que a cauda do cometa é composta de gás e poeiras extraídas do núcleo do mesmo pela irradiação solar.
Um Cometa não emite luz, apenas reflecte a luz do Sol. Assim, a sua luminosidade aumenta de intensidade à medida que o astro se aproxima do Sol e decresce à medida que aquele se afasta no Espaço.

Observado com Regularidade
Embora haja alguns cometas de pequenas dimensões que descrevem órbitas em torno do Sol - de períodos de 2 ou 3 anos - o único verdadeiramente brilhante a ser observado com regularidade é o Cometa de Halley. Ao examiná-lo, em 1682, Edmond Halley, os astrónomo real britânico, ventilou a hipótese de este ser o mesmo cometa brilhante que fora detectado várias vezes no passado.
Estudando os registos existentes, concluiu que o cometa aparecia de facto todos os 76 anos, sendo o mesmo fenómeno que precedera a Batalha de Hastings.
A descoberta de Halley veio permitir aos historiadores localizarem no tempo acontecimentos que, segundo descrições antigas, haviam sido precedidos pelo aparecimento de um cometa fatídico.
Em 1973 gerou-se uma certa expectativa em torno da aparição de um cometa até então desconhecido - o Kohoutek, assim chamado em homenagem ao seu descobridor, o astrónomo checoslovaco Lubos Kohoutek - o qual, segundo se esperava, apresentaria uma cauda brilhante, e que os astronautas americanos que descreviam órbitas em torno da Terra no Laboratório Espacial «Skylab» se prepararam para fotografar.
Os factos, porém, não corresponderam à expectativa. Segundo cientistas soviéticos, uma camada de poeira cósmica impediu a formação da cauda do Kohoutek, que seria visível em todo o mundo.

21/22 de Outubro de 2014
O Cometa Halley retorna assim ao Céu, e isto é uma frase retirada da informação actual e presente nas redes sociais na iminente perspectiva de uma nova observação do Cometa Halley!
O Cometa Halley vai deixar então um rasto de poeira cósmica, enquanto se desloca pelo Sistema Solar. Nos exactos dias 21/22 de Outubro, a Terra vai passar por remanescentes do cometa, enquanto esta orbita o Sol. As partículas do cometa fluem para a nossa atmosfera na Terra, mas não há perigo algum (segundo os cientistas): Elas são minúsculas (partículas), não maiores do que grãos de café instantâneo, regista-se então. Viajando a alta velocidade elas queimam-se sem causar ou provocar danos, em cerca de 60 quilómetros, acima da superfície da Terra!
O resultado é assim uma espécie de queima de fogos - ou fogo de artifício - cósmicos. E, em chuva de Meteoros. Os Meteoros vêm em trajectórias paralelas, mas a distância faz com que pareçam emanar de um ponto no Céu (semelhante ao que se visiona sobre as pistas de auto-estrada que parecem convergir).
Não sei se as perspectivas actuais serão ou não demasiado altas para o tanto que se deseja observar, registar e, se possível, consolidar sobre esta mesma observação do Cometa Halley no exacto dia em que estou a escrever este texto mas, auspicia-se tal. Será de facto um espectáculo maravilhoso poder assistir a tão festiva obra dos céus e por certo, da omnipotência estelar. Assim sendo, poderá inclusive haver uma eminência de aproximadamente 25 estrelas cadentes por hora. São os chamados Meteoros em movimento rápido, deixando uma «poeira» persistente atrás deles - após a sua incineração.

Em actualidade máxima, há ainda o registo de que o Cometa 2013 A-1, descoberto pelo astrónomo britânico Rob Mc Naught, do Observatório Siding Springs, na Austrália, irá passar brevemente também a uma distância de 120 mil quilómetros de Marte! Para além de - em objectividade e interesse mundial - de exímia e pontual informação de que, Rosetta - a Sonda Espacial da ESA - vai ser a primeira Nave Espacial a testemunhar as mudanças de um cometa que fica exposto à radiação solar! Rosetta descolou da Guiana Francesa em Março de 2004 para, vir agora revelar ao mundo, a sua missão em Cometa 67 P (Churyumov-Gerasimenko) que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter. Colocando uma sonda Philae na superfície deste cometa, em breve saberemos se foi feliz ou não na sua objectiva e concretizada missão e, finalidade, que tanto os cientistas aguardam.
Nada mais a acrescentar, desejando-se toda a sorte do mundo em pesquisa, análise e proventos futuros espaciais, no que a Humanidade toda ela se baseia, investe e progride - tanto na Ciência obtida, como num mais lato conhecimento e obreira condição de estarmos sempre um passo à frente e não atrás - de toda uma sabedoria (ou quiçá sapiência universal) de interesses vários. Pois que assim seja, a bem desta mesma Humanidade que somos todos nós!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A Enigmática Lua


Foto do Astronauta Norte-Americano Edwin E. Aldrin na Lua, tirada pelo seu companheiro, o Astronauta Neil Armstrong, ambos tripulantes da Apollo-11

Que mistérios encerra este tão enigmático Satélite - fonte de mitos e lendas ao longo dos tempos - numa suposta complexidade, ultrapassando todas as barreiras de suposições dos cientistas? E que, perante novas investidas de sondas, recolha de elementos e amostras da superfície lunar (e posteriormente em Marte) se deparou com nova informação, compreendendo assim a actividade do Sol, no qual este manterá a vida sobre a Terra...ou não. Haverá futuro na Terra, pelo que se conheceu da Lua? A Panspermia - do que se sabe na actualidade - será toda a nossa verdadeira origem na Terra?

"Onde uma pedra pode permanecer intacta 3000 milhões de anos!"

Mistérios da Lua
Mesmo com as amostras de rocha que as missões Apollo trouxeram consigo para a Terra, deixaram sem resposta os muitos enigmas da Lua, que continua a ser, actualmente, o Satélite controverso - fonte de mitos e lendas, desde que o homem pré-histórico o contemplou - e se interrogou a seu respeito.
A Lua é o mais próximo companheiro da Terra na sua interminável jornada em torno do Sol. A distância entre a Terra e a Lua é de 382 000 km. São precisos 27,3 dias para a Lua completar uma revolução em torno da Terra; tempo que coincide exactamente com o de que necessita para descrever uma volta completa em torno do seu próprio eixo. Tal facto significa que a Lua permanece imobilizada em relação ao movimento da Terra, apresentando-lhe sempre a mesma face. Só aos astronautas, até agora, foi dado contemplar a outra. Ainda que, na actualidade mais recente, se tenham imposto mais imagens desta por vias de uma tecnologia superior que a NASA e a ESA têm vindo a repercutir em revelação ao mundo.
Chegou a pensar-se que que a Lua fora parte da Terra e se desprendera, deixando um enormíssimo vazio, agora preenchido pelo Oceano Pacífico. Esta teoria há muito que foi posta de lado por cálculos matemáticos, que demonstraram assim não haver correspondência entre as dimensões da Lua e o volume do Oceano Pacífico.
Provavelmente, a Lua e a Terra surgiram concomitantemente - há aproximadamente 4700 milhões de anos - processando-se a sua formação a partir da mesma acumulação de poeiras e gases transportados nos ventos solares do Sol.

A Sonda Russa
Em Outubro de 1959, uma sonda lunar soviética - Luna III - circulou em torno da Lua e tirou fotografias, mais tarde transmitidas para a Terra. Tal como se esperava, essas fotografias revelaram a existência de montanhas, vales e crateras, mas nenhum sinal de vida. Por meados de 1976 reconhecer-se-ia que a Lua era completamente estéril - tal como, no pensamento de então, o foi ao longo de toda a sua história dominada pela violência.
Actualmente, (2014), surgiram outros rumores e afirmações dadas pelo astronauta da USAF, William Rutledge em revelações bombásticas sobre as várias missões da Apollo (14/17) que terão explorado a região polar do lado escuro da Lua, em término de uma Apollo 20 que terá - subsequentemente também - pesquisado internamente uma suposta Nave-Mãe aí implantada. W. Rotledge revelaria ao mundo - atónito com esta sua audaz confirmação - da existência de uma antiga cidade na Lua (agora desactivada e sem vida) em que a sua incisiva missão era recuperar a antiga tecnologia alienígena!
Retornando à década de 70, desde então, mais sondas - incluindo as missões tripuladas Apollo - investigaram a face oculta da Lua, como já foi referido, o que permitiu que os cientistas viessem a dispor de mapas pormenorizados de toda a superfície do planeta.
Em Julho de 1969 foi entregue, no Lunar Receiving Laboratory de Houston, no Texas - em embalagens de chumbo seladas - a carga mais valiosa da História. Consistia em 22,5 kg de rocha e poeira recolhidos na Lua, no Mar da Tranquilidade, trazidos para a Terra pela tripulação da Apollo-11.
Esta nave trouxe 46 fragmentos de rocha, todos retirados da camada superior da superfície lunar. Eram de pequenas dimensões, de tamanhos compreendidos entre o de uma ervilha e 12 centímetros de comprimento. Embora à primeira vista apresentassem bastantes semelhanças com as vulgares pedras terráqueas, ao serem observados através de microscópios, esses fragmentos revelaram diferenças surpreendentes.
As pedras lunares apresentavam pequenas marcas, semelhantes a picadas de varíola, raiadas de cristal. Algumas eram revestidas de fragmentos vítreos que formavam manchas esbranquiçadas à superfície. Enquanto apenas uma parcela escassa de vidro entra na composição do solo da Terra, as amostras do solo lunar revelaram-se compostas de 50% de vidro - a maior parte duro, angular e incolor. Outros 10% das partículas de vidro eram esféricos e de cores vermelha, castanha, verde, amarela e violeta.

Proporções Diferentes
Todas as pedras provenientes da Terra, da Lua ou de qualquer outro lugar são compostas basicamente dos mesmos elementos que existiam no Espaço antes da formação do Sistema Solar, o que justifica o facto de os cientistas não terem encontrado nas pedras lunares elementos de composição diversos dos que existem nas pedras da Terra, mas agrupados em proporções diferentes.
A proporção de Urânio em relação ao Potássio, por exemplo, era 4 vezes mais elevada nas pedras retiradas do solo lunar do que nas da Terra e, 15 vezes superior à proporção em amostras de meteoritos encontrados na Terra. Na totalidade, foram detectados nas rochas lunares 68 dos elementos conhecidos, em número superior a 100.
O enigma da Lua foi acentuado pelos investigadores que experimentaram os efeitos da poeira lunar em bactérias e plantas. Algumas bactérias foram submetidas a contacto com 4 amostras da superfície lunar, 3 das quais não lhes provocaram qualquer efeito. Quando, porém, foram expostas à acção de amostras do subsolo trazidas pela Apollo-12, morreram, não tendo ainda sido encontrada qualquer explicação para os resultados das experiências.
Durante outros testes, o milho, planta de maior complexidade, não revelou aparentemente sofrer qualquer efeito do contacto com as amostras lunares. No entanto, algas simples - expostas à poeira lunar - pareceram desenvolver-se graças ao «alimento» proveniente do Espaço, acentuando-se, sem qualquer razão aparente, a coloração verde que apresentam.

Gases Solares
Os cientistas já conseguiram, porém, obter algumas informações que podem conduzir a modificações sobre o actual conhecimento do Universo. Sabe-se agora que as pedras lunares contêm partículas solares, nelas incluídas sob a forma de gases, os quais podem fornecer a chave-vital que permite compreender a actividade do Sol e calcular até quando este manterá a vida sobre a Terra.
O facto é que o grau de complexidade da Lua, ultrapassa as suposições dos cientistas. O astro em questão não é uma espécie de bola de bilhar congelada no espaço e no tempo, como à priori se pensara. Foi uma massa vulcânica activa há 4600 milhões de anos, que mais tarde mergulhou num silêncio eterno.
As primeiras pedras encontradas pelos astronautas tinham mais de 3000 milhões de anos, tendo-se descoberto que, pelos padrões lunares, eram relativamente recentes. Pelo menos uma das pedras tinha 4600 milhões de anos. Na Terra, só pesquisando remotas fendas no solo africano é possível encontrar pedras com 3500 milhões de anos.
É importante salientar o facto de, estas rochas lunares, não terem sido sujeitas à erosão dos ventos, da água e das outras forças existentes na Terra. As pedras recolhidas pelos astronautas permaneciam no local em que se encontravam há 3000 milhões de anos - sem se moverem um milímetro sequer!

Extrapolando um pouco ou nem tanto, mas acrescido que sobre estes temas os cientistas se têm imperado, há que referir o que na actualidade já se sabe, até por vias de novas investidas sobre o planeta Marte. O meteorito ALH 84001 que, revelaria então aos cientistas pequenas esferas de carbonato que se formaram organicamente. Chegaram à conclusão de que havia de facto microrganismos desenvolvidos em Marte! Mineral Cálcio, Microbactérias (Nanobactérias) que vivem no interior das pedras sem depender da energia solar, como uma espécie de sobreviventes-natos.
Outros desenvolvimentos além a Lua e mesmo além Marte se têm instituído nesta última década de invasão espacial ultra e ergo-dinâmica em toda a sua dimensão pelo que a NASA, a ESA e outras entidades espaciais por todo o mundo se têm induzido. Houve a fantástica descoberta em revelação ao mundo (criando alguma polémica) sobre a Panspermia na célebre já teoria das primeiras formas de vida no planeta Terra. Acredita-se que, pelo impacto dos meteoritos nos oceanos, houve a formação de complexas moléculas orgânicas que mais tarde originaram vida.
Na Panspermia Cósmica em espécie de teoria embrionária dos primeiros seres vivos da Terra terem origem nos «Cosmozoários» - microrganismos flutuantes no Espaço Cósmico (Espaço C). E que, pelo impacto aí instado do meteoro nos oceanos da Terra - em ocorrência «natural» ou provocada ingerência cósmica (e estelar), criando amnioácidos simples e ácidos graxos. Toda esta sapiência cósmica foi dada a saber ao mundo pela «mão» da Galáxia NGC 5426/NGC 5427.
Por último e só em jeito de referência máxima, do que se sabe hoje da verdadeira magnitude e resistência destas bactérias no Espaço, temos a mais poderosa de todas, ou seja, de facto a mais resistente: a Bactéria «Deinococcus». Entre outras não tão resistentes mas quase nessa mesma plataforma, tais como: (Lua) Bactéria «Streptococcus Mitis Comuns» com uma sobrevivência microbiana interplanetária! Existem ainda outros 5 organismos que podem viajar no Espaço. São eles: 1 - UO - 20 (cerveja). 2 - O «Sea Plankton» (Partenogénese ou reprodução não-assexuada) ex: Pulgas de água. 3 - Lichen (Líquen). 4 - Esporos de Bacillus pumilus Saf. - 032 (forma endósporos dormentes e não-reprodutivos). 5 - Tardigrades. Micro- animais aquáticos com 8 pernas; «Tardigradum Milnesium» - reproduzem-se sexualmente através da Partenogénese (reprodução assexuada).

Múltiplas missões, projectos, descobertas e revelações ao mundo são-nos dadas quase diariamente - ou sequencialmente - a cada dia que passa em maravilhas vindas do Espaço, únicas, em beleza e certa fantasia intocável que só podemos mesmo admirar. Talvez um dia, quem sabe...todo este imenso Cosmos e fantástico Universo se nos redescubra também em presença mais efectiva. Por enquanto, vamos sonhando com as maravilhosas imagens das muitas galáxias que nos rodeiam, desde a NGC 1433 (que está a 32 milhões de anos-luz da Terra), à NGC 6302, a «minha» Nebulosa Planetária preferida e que a Hubble 3 captou (em 2009) em portento de seu exímio Telescópio Espacial, estando a 4000 anos-luz de distância da Terra na Constelação de Escorpião, com uma temperatura de 250 mil graus centígrados (no centro o calor é ainda maior!). A sua composição química nos leques pode conter carbonatos como o «Calcitel» (em evidência quase exacta de ter havido água líquida no passado). É formada por gases e radiação ultra-violeta, sendo 35 vezes maior que a superfície do Sol! O Complexo move-se a mais de 960 km por hora no Espaço - velocidade capaz de levar um homem à Lua em 24 minutos!  Chamam-lhe «Borboleta», no que até sou suspeita por a ter escolhido para o meu blog. Ou então...foi ela, a belíssima NGC 6302 que me escolheu a mim...não sei. Só sei que é maravilhosa! E enigmática...tão ou mais do que a Lua...! E que um dia, certamente...tornarei a ver e a continuar a respeitar doce e subtilmente como sempre faço. Até lá, que a Humanidade evolua, os homens possam angariar mais do que apenas imagens - mas em devida condição sua - de um maior conhecimento que não a de conquista e, todo o Cosmos, nos possa ser então uma feliz e saudável surpresa na comunhão de esforços e sentimentos de podermos augurar mais, saber mais, estudar e pesquisar mais, muito mais...além o próprio Universo. Que a bem da Humanidade assim seja então!


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Bela Estrela Amarela


A Anã Amarela - O Sol

Será exactamente como a definem os Astrónomos, uma Estrela normal como milhões de outras ou, por conseguinte, a mais mágicas de todas as estrelas que nos acorda, aquece e protege ao longo de milénios? Mas, inversamente a isso, que consequências poderá trazer para o planeta-Terra, as suas erupções solares? Sobreviverá o ser humano ao percurso do Sol quando este atingir a fase de Anã Branca?

O Sol Selvagem
Uma Estrela normal, como milhões de outras...embora, segundo a ordem do Universo, o Sol seja uma estrela vulgar, típica, de tamanho médio, a sua energia e violência quase desafiam a imaginação.
É uma massa densa de matéria incandescente, com 1 milhão de vezes o volume da Terra e, num estado de actividade nuclear permanente. Cada segundo, 4 milhões de toneladas de hidrogénio são destruídos em explosões que têm início algures - perto do núcleo - onde a temperatura é de 13 milhões de graus centígrados.
Esta Estrela normal irradia em cada segundo mais energia do que a que o homem dependeu desde o dealbar da civilização.
As reservas totais da Terra em petróleo, carvão e madeira alimentariam o dispêndio de energia solar aplicada na Terra durante apenas escassos dias.
A enorme explosão termonuclear que se verifica no núcleo do Sol, onde 564 milhões de toneladas de hidrogénio se fundem para formar hélio, projecta do astro, com a força de 1000 milhões de bombas de hidrogénio, línguas incandescentes desse gás. A matéria que se encontra no núcleo solar está submetida a uma temperatura tão elevada que, um fragmento dela com as dimensões de uma cabeça de alfinete, irradiaria calor suficiente para matar um homem a 160 milhões de quilómetros de distância!

Bomba que se consome...lentamente
O Sol é, por conseguinte, como uma enorme bomba de hidrogénio ardendo lentamente. São somente as suas dimensões gigantescas que tornam tão fantástica a sua produção de energia. Na realidade, essa produção, relativamente ao volume, corresponde apenas a um quinto da que se verifica no corpo humano.
Por vezes, a superfície do Sol é alterada por sombras escuras conhecidas como manchas solares, com o comprimento de milhares de quilómetros, provavelmente causadas por perturbações magnéticas - ainda não inteiramente compreendidas. Da superfície do Sol, irrompem a cada segundo dezenas de milhares de jactos de gás incandescente - chamados «Faculae» - que se projectam a alturas de 9600 km e voltam a cair no espaço de minutos.
As manchas solares aparecem em ciclos de aproximadamente 11 anos, surgindo paralelamente fenómenos terrestres de variação das Auroras Boreais, tempestades magnéticas e interrupções nas transmissões de rádio - em ciclos de igual duração.

Fulgurações Solares
Na atmosfera exterior do Sol - ou Coroa - jactos de gás luminoso, ou protuberâncias, pequenos comparados com as Fulgurações Solares, formam arcos de 160 000 km.
As Fulgurações Solares emitem ondas electromagnéticas, que se deslocam à velocidade da luz e atingem a Terra em cerca de 8 minutos, seguidas por outras partículas que chegam ao nosso planeta ao fim de de meia hora e, por outras mais lentas ainda, que chegam um dia mais tarde.
Uma das Fulgurações Solares mais intensas ocorreu a 12 de Novembro de 1960. Os Astrónomos detectaram uma gigantesca explosão no Sol. Em consequência, uma nuvem de hidrogénio - com 16 milhões de quilómetros de largura e estendendo-se ao longo de 74 milhões de quilómetros - colidiu com a Terra, provocando uma sucessão de violentas perturbações.
As Auroras Polares, normalmente observadas num raio de 2400 km dos pólos, revelaram-se sensivelmente mais espectaculares e mia coloridas do que habitualmente, facto causado pelas partículas de radiação solar que penetravam na zona superior da atmosfera.
Dois dias mais tarde, os Tele-Impressores transmitiam mensagens sem nexo e as comunicações via rádio encontravam-se interrompidas. As luzes eléctricas vacilavam como se trovejasse, embora o Céu se apresentasse límpido. Alguns destes efeitos mantiveram-se durante uma semana.
Uma explicação sugerida para este facto foi a de, as Radiações Solares, emitirem núcleos de átomos de hidrogénio e electrões, os quais, deslocando-se a uma velocidade que medeia entre os 640 e os 960 km/s., começariam a atingir a atmosfera terrestre cerca de 50 horas depois de produzida a Fulguração e, causariam essas perturbações.

Uma Anã Amarela - O nosso Sol
O Sol é classificado como uma Anã Amarela, a meio caminho entre as estrelas de maiores e mais pequenas dimensões e entre as estrelas mais quentes, branco-azuladas, e as mais frias, vermelhas.
O brilho de Rigel (B Orionis), por exemplo, é entre 25 000 e 50 000 vezes mais intenso. A estrela Antares (ou Scorpii), de temperatura pouco elevada, é uma super-gigante vermelha 27 milhões de vezes mais volumosa.
Embora a reacção química que mantém o brilho do Sol implique uma perda de matéria de cerca de 4 milhões de toneladas por segundo, o Sol é tão volumoso que não deve transformar-se numa gigante vermelha antes de 8000 milhões de anos.
Quando tal acontecer, libertar-se-à calor em quantidades tão elevadas que, mesmo que a Terra não seja consumida, a vida tal como actualmente existe não poderá manter-se. Contudo, ainda que os habitantes da Terra dessa época consigam - de alguma forma - proteger-se do calor, os seus descendentes terão de enfrentar o frio extremo que se seguirá depois de o Sol atingir a fase de Anã Branca.

A História Triste de Hsi e Ho
Um dia, no ano de 2136 a. C., um Dragão esfomeado tentou devorar o Sol. O Imperador da China e o seu povo ficaram aterrorizados.
De começo, uma pequena dentada destruiu uma parcela do disco. Depois, um quarto, metade, e subitamente o Sol inteiro...tinham desaparecido; restava apenas um estranho círculo de luz branca em torno do espaço negro que o disco incandescente ocupara.
Os Chineses, assustados mas engenhosos, sabiam o que fazer. No estranho crepúsculo em que haviam mergulhado, correram, gritando e insultando o Dragão, tocando tambores, fazendo soar gongos e batendo com instrumentos musicais sagrados uns nos outros, até que o Dragão assustado, se afastou relutantemente da refeição ainda por devorar.
O Sol foi salvo, mas o Imperador - agora mais enraivecido do que assustado - ordenou que os astrónomos imperiais, Hsi e Ho, fossem então decapitados por não o terem avisado a tempo da aproximação do Dragão.
Desde há muito que são motivo de divertimento para os Astrónomos, os versos de autor anónimo que chegaram até nós como o seu epitáfio:
Aqui jazem Hsi e Ho
De destino triste, mas visível:
Foram mortos porque não viram
O Eclipse que era invisível.

Hsi e Ho, como astrónomos experientes, deviam ter previsto o Eclipse total do Sol - observado nessa época na China - uma vez que este ocorre todos os 18 ou 19 anos.
O que sucede é que, movendo-se a Lua em torno da Terra - e girando esta em redor do Sol - se verifica por vezes um alinhamento perfeito dos 3 astros, em consequência do qual a Lua oculta a luz solar, que deixa de ver-se da Terra durante um período de tempo que pode prolongar-se até 7,5 minutos. Não se desejando mais que a ignorância ou a prepotência arrogada de alguns faça mais vítimas - mesmo na actualidade - há que estudar então estes fenómenos em todo o seu rigor e conceptualização astral, sem receios ou medos que são obviamente infundados em toda a Ciência da Astronomia, Astrofísica e sequenciais vertentes tanto de Eclipses como desta nossa bela estrela que se designa por Sol! Assim sendo, e a bem da Humanidade, este possa continuar a brilhar em fulgurante amostragem, ainda que nos faça temer por suas erupções ou fulgurações solares num futuro próximo, bloqueando comunicações e toda a nossa energia eléctrica em sub-consequência por todo o planeta Terra. Mas vamos ser optimistas e, congratularmos em nós, todo esse potencial de Estrela normal e Anã Amarela que é, em toda a sua capacidade na distância - e substância - nos continuar a originar e a desenvolver vida no planeta. Assim desejamos, assim possa continuar a ser!