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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A Tecnologia

"No sétimo dia, dareis sete vezes a volta à cidade com os sacerdotes a tocar trombeta. À medida que o som do corno for crescendo e o toque das trombetas se tornar mais forte, todo o povo irromperá em grande clamor; a muralha da cidade há-de desabar. (...)" (Jos 6, 5)
                                                                        - Citação Bíblica na conquista de Jericó pelos Israelitas -

Tanques, canhões de fotões e bombas nucleares são invenções da época altamente sofisticada em que vivemos. Pelo menos, é o que supomos de tal. No entanto, relatos de tempos passados levam-nos a pôr em dúvida as nossas crenças: tudo indica que há milhares de anos já existiam armas de alta tecnologia.

 

Canhões Sonoros Bíblicos

Encontramos referência a este facto na história bíblica de Jericó. Com os seus quase sete mil anos de existência, esta cidade que foi a capital dos Reis Cananeus é uma das mais antigas do mundo. Porém, o nome de Jericó não evoca tanto a idade dourada de uma cultura extremamente rica, como a destruição que sofreu às mãos dos Israelitas:" Jericó tinha fechado e aferrolhado as suas portas por medo dos Israelitas e ninguém ousava sair nem entrar na cidade", conta a Bíblia no livro de Josué (Jos 6, 1). Deus apareceu então a Josué (cerca de 1400 a. C.), líder dos Israelitas, e ordenou-lhe de que, com os seus soldados, desse uma volta em torno da cidade durante seis dias seguidos. Segundo o narrador bíblico, a muralha fortificada desabou ao som das trombetas e os Israelitas conquistaram Jericó.
 
Questionemos-nos então: tratar-se-à de uma mera lenda bíblica? Talvez não, já que as investigações arqueológicas vieram confirmar outros pormenores tais como, (por exemplo), vestígios de um incêndio e de uma epidemia. Contudo, os eruditos não estão de acordo em relação à data da queda da muralha. Foram realmente os Israelitas quem destruiu as muralhas de Jericó através do emprego de ondas acústicas ou terá sido um terramoto a acabar com a dupla muralha de fortificação?
Embora durante muito tempo se considerasse impensável, hoje em dia é possível destruir objectos com ondas sonoras graças ao ultra-som, empregue  - por exemplo - na medicina, para desfazer cálculos renais e biliares. Desta forma, teriam então os Israelitas conhecimento desta tecnologia?

Bombas Atómicas na Índia

 

A antiga epopeia Indiana Mahabharata, de há cerca de 5500 anos, parece fazer alusão a armas nucleares ao referir que, contra a tribo dos Vrishnis se usou uma «arma divina», da qual saiu disparado um raio mais brilhante que mil Sóis capaz de pulverizar pessoas e animais. Outros sofreram terríveis lesões, perderam o cabelo e as unhas. Os recipientes cerâmicos estalavam sem motivo aparente e nem sequer a lavagem da roupa e do corpo punha fim ao mal. Fala-se também de abortos frequentes entre as mulheres que sobreviveram. O professor Dileep K. Kanjilal (n. 1933), um sanscritólogo indiano de Calcutá, refere que também são mencionadas fortes tempestades, trovões que ressoavam num Céu limpo e um tremor de terra seguido de uma inexplicável escuridão. Este professor indiano D. Kanjilal cocluiria em jeito opinativo: -"Chegou a altura de repensar a evolução da civilização humana e de situar este âmbito esquecido das antigas tecnologias, no contexto devido".
 

Projécteis da Alta Velocidade

A descoberta mais curiosa que aponta para a existência de armamento sofisticado em épocas antigas, é talvez o crânio de um homem de Neandertal que viveu há cerca de 30.000 anos e foi descoberto em 1921 no Zimbabué. Nele podemos observar nitidamente, o orifício de entrada de um projéctil de alta velocidade que, ao sair pelo outro lado, destruiu a parte posterior do crânio. Um segundo estranho achado, é exibido pelo Museu Paleontológico de Sampetersburgo, na Rússia. Trata-se igualmente de um orifício provocado por um projéctil, embora neste caso a vítima seja um bisonte com 4000 anos. Ao contrário das chamadas «armas brancas», como as setas e as lanças, os projécteis produzem fissuras radiais. Daí a pergunta novamente: mas quem poderia ter andado aos tiros na Idade da Pedra com uma espingarda?



Embora os homens de Neandertal não possuíssem os conhecimentos de criminologia de que dispomos hoje em dia, a presença destes orifícios no crânio deste indivíduo dessa época, levanta a suspeita de que há pelo menos 30.000 anos já havia armas de fogo.

Que se poderá então concluir: Havia armas de alta tecnologia na Antiguidade. Projécteis e armas nucleares que terão extinguido grande parte das populações vigentes de então. Donde terão vindo? Donde terão surgido em fabrico, composição e seguimento em instrutiva e ordenada junção de elementos que na época se não possuía em conhecimento ou desenvolvimento? Terão sido dadas pelo exterior em civilizações inteligentes e superiores? Terão sido «apenas» uma miragem temporal em manipulação dessa época em «abertura do tempo» movido por alguma máquina ou nave que manipularia o tempo e a matéria? Ou simplesmente - por crença e despeito, certamente - terão descoberto o poder maldito dessas armas e por punição e limpezas galácticas, os seres superiores os tenham erradicado por tão mau uso terem feito dessas mesmas armas altamente tecnológicas dos nossos dias...terá sido?
 
São de facto muitas questões às quais ainda poucos ou nenhuns saberão responder, ficando-nos meramente a suspeição e a alquimia de sentimentos confusos e adversos, sobre o que poderemos ou não haver em nós de futuro, se acaso seguirmos os maus passos dos povos da Antiguidade. É expectável e suposto de que usufruiremos de igual destino e punção punitivas se em paralelismo idêntico, seguirmos esses mesmos caminhos de destruição massiva a que nos não propusemos fazer na Terra. Não todos! Daí que celebremos a vida e não a extinção, a eliminação do ser humano em usos abusivos de armas que nos serão nocivas e contra nós próprios se voltarão, acaso formos definitivamente acéfalos nessa matéria e néscios de todo para não observarmos em inédita constatação de que não somos nós que mandamos na Terra. É «ela» a Terra que manda em nós por vias de uma superioridade nata de uma ou mais civilizações inteligentes. Acreditem nisso, pois só essa é a verdade. Poderá haver outras mas é nesta que eu acredito. A bem de todos, a verdade e só a verdade nos seja dita. Assim seja!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A Astronomia

Possuíam os nossos antepassados há milhares de anos tecnologias modernas? Sabiam fabricar lentes ópticas e telescópios?



Astronomia de Alta Tecnologia na Antiguidade

O astrónomo francês Théodore Moreux visitou em 1903, em Tunes, a antiga cidade de Cartago (séculos VIII a II a. C.), onde o padre Delattre o levou ao seu museu administrado por uma ordem religiosa. Moreux ficou deslumbrado com as imagens em miniatura que havia num dos camafeus  expostos e perguntou se fora descoberto algum objecto parecido com uma lupa de relojoeiro. Para sua surpresa, o sacerdote mostrou-lhe uma pequena lente plano-convexa que fora encontrada num túmulo. Moreux interrogou-se sobre quem seria capaz de polir lentes há mais de 2500 anos.

Curiosas Lentes de Cristal

A curiosidade de Moreux fora despertada. Descobriria depois, que já em 1852 o físico inglês David Brewster (1781-1868) havia examinado uma pequena placa de quartzo talhada como uma lente que servira de lupa ou vidro ustório. A peça fora descoberta durante umas escavações em Ninive (cidade da antiga Assíria, no actual Iraque) e a sua origem remontava ao século VIII a. C. Em Helwan, no Egipto, fez-se uma descoberta espantosa: uma lente de aumento de quartzo tratada com óxido de césio. Actualmente, o óxido de césio é fabricado mediante um processo electroquímico, daí que nos surja a liminar questão: como terá sido então possível, reproduzi-lo há mais de dois mil anos?
Quem quiser ver uma lente redutora ainda mais antiga, com cerca de três mil anos, pode dirigir-se ao Museu de Ancara na Turquia. Este achado foi feito durante umas escavações em Éfeso. De Creta provém também, uma lente de alta qualidade do século V. a. C. Em 1998, uma lente especial, talhada em forma esférica e encontrada num túmulo viking da ilha de Gotlândia, no mar Báltico, foi analisada pelo engenheiro alemão Olaf Schmidt: -" A forma da lente é tão perfeita que, segundo os critérios de qualidade actuais, se pode qualificar de sofisticada." Conclui então O. Schmidt.

Lentes de Aumento de Astrónomos Antigos

Sensacionais, são igualmente os resultados obtidos em 1999 pela astrofísica e arqueóloga Marilyn H. Childs (Washington, Estados Unidos). Afere deste modo: -"Tenho a certeza de que existiu uma tecnologia pré-histórica de fabrico de telescópios. No decurso das minhas investigações, deparei-me com diversos desenhos astronómicos que faziam referência a espelhos trabalhados." Marilyn Childs nos seus estudos, observaria assim grandes similaridades com os modernos telescópios de reflexão.
Na literatura sagrada dos Maias, encontraria ainda outras pistas para a sua teoria:-"Muitos dados astronómicos apenas puderam ser determinados ao cabo de largos períodos de observação com instrumentos de precisão. Apenas uma tecnologia moderna em termos de telescópios, pode explicar os cálculos exactos do calendário. As tradições Maia e Chinesa, indicam que os sacerdotes astrónomos contaram com a ajuda dos deuses nos seus cálculos matemáticos e astronómicos. As lendas fazem-nos pensar que houve alguma espécie de contacto com astronautas pré-históricos."
Uma conclusão destas tão arrojada assim, pode ou não ser aceite, contudo, o facto é de que a tecnologia das antigas culturas devia ser bem mais avançada do que até hoje se supunha.
 

Telescópios de há três mil anos: - Em 1850, Sir Austen Layard (1817-1894) descobriu em Nimrud (Iraque) uma lente de cristal de quartzo que se conserva no Museu Britânico de Londres. Para talhar um cristal tão rígido de forma a obter uma lente de tal precisão, um homem da Antiguidade com acesso a todos os meios técnicos então ao seu dispor, necessitaria de muitos anos. Para quê tanto esforço?
O professor Giovanni Pettinato, da Universidade de Roma, sugeriu em 1999 que a lente fazia parte de um telescópio. Argumentava então, de que já os Assírios saberiam da existência dos anéis de Saturno. Do século III a. C. data ainda a descrição de um misterioso instrumento que o Rei Ptolomeu III (284-221 a. C.) mandou instalar no farol de Alexandria (Egipto) para poder «avistar barcos ao longe».

O Observatório Solar de Uaxactún, no México, é considerado um dos antigos centros científicos de alta tecnologia. Existem ainda, numerosos indícios que fazem supor - muito antes do início da era cristã - de que haveria já o conhecimento dos telescópios, no Próximo Oriente.
Conclui-se desta forma de que a astronomia de alta tecnologia na Antiguidade era uma realidade. Ainda que muitos, mesmo nos dias de hoje o contraponham em oposição ao constatado por astrofísicos, arqueólogos e subsequentemente astrónomos ao longo dos últimos séculos. Uma certeza existe: havia esse conhecimento na Antiguidade, fosse por vias «próprias» ou...por vias extraterrestres. Cada um pensará em comunhão com o que acredita ou sugestiona puder acreditar. Nada é ditatorial mas põe-nos a pensar e se isso fabricar algo mais do que o conhecido até hoje, então valerá a pena, mesmo suscitando a dúvida ou a incoerência. Está tudo em aberto até talvez, as mentes mais cerradas para tal. A bem do conhecimento, a bem da verdade que tudo nos seja revelado. A bem da Humanidade! Assim seja!

A Aerodinâmica

Conheceria o príncipe Sabu, as turbinas propulsoras ou terá obtido tal conhecimento de inteligências superiores vindas do Espaço?
 

Por todo o mundo foram descobertas provas da existência de uma antiga ciência aeronáutica. Visto que objectos alados têm milhares de anos, alguns peritos sugerem que foram construídos segundo as instruções de extraterrestres. Durante mais de 500 anos, estes objectos repousaram nos sepulcros de príncipes pré-colombianos: trata-se de amuletos dourados que se parecem extraordinariamente com aviões modernos.
Os engenheiros aeronáuticos estão convencidos de que se trata de modelos aerodinâmicos muito sofisticados. As asas possuem uma forma triangular e estão presas à parte inferior da fuselagem. Tanto a cauda, com o seu elevado leme vertical de forma rectangular, como o leme de altura colocado horizontalmente, retratam com exactidão as proporções de um avião. Até o formato da própria fuselagem é semelhante aos dos actuais aviões de transporte e, do vaivém espacial. As proporções e formas deste objecto dourado estão com efeito mais próximas das da moderna construção aeronáutica do que, dos desenhos dos começos da aviação. Interroguemos-nos então: tratar-se-à de uma incrível coincidência ou, pelo contrário, podemos considerar que as antigas culturas sul-americanas possuíam conhecimentos técnicos bastante exactos?

O Voo da Fénix

Os construtores alemães de maquetas de aviões Algund Eenboom, Peter Belting e Conny Lubbers, demonstraram em 1996 que os enigmáticos objectos eram capazes de voar. construíram modelos à escala que, durante a descolagem, o voo planado e a aterragem, revelaram uma aptidão de voo assombrosa. Nem sequer num programa completo de voo artístico com manobras arriscadas - com loopings - se observaram problemas aerodinâmicos. Técnicos da Sociedade Alemã de Aeronáutica e Voo Espacial, homologaram as formas apresentadas por este modelo com base em medições realizadas num túnel de vento, uma instalação especialmente concebida para estudar as propriedades aerodinâmicas de um determinado objecto.
o doutor Arthur Poyslee, do Instituto Aeronáutico de Nova Iorque, concluiu: -"É impossível imaginar aves com asas e lemes verticais de tamanha precisão."

 

Aviões do Antigo Egipto

Em 1891, concretizou-se o sonho da Humanidade: o engenheiro alemão Otto Lilienthal (1848-1896) foi o primeiro ser humano a levantar-se acima do solo num aparelho construído por si mesmo, realizando um voo planado. Este acontecimento histórico marca o início da aeronáutica. Mas questionemos-nos uma vez mais: isto será mesmo verdade?...No Museu Egípcio do Cairo, conserva-se o modelo de um avião construído 200 anos antes do início da era cristã, tendo sido utilizado como oferenda fúnebre. Encontrado nas proximidades da pirâmide escalonada de Sakkara, este objecto mede aproximadamente 15 centímetros e possui uma envergadura de 18 centímetros. Este curioso «pássaro» despertou a atenção do egiptólogo Kahlil Messiha, já que os ângulos rectos dos cantos dianteiros e a cauda vertical não se conhecem em nenhuma espécie de ave, reproduzindo na verdade, o típico leme vertical da cauda de um avião. A sensação foi assombrosa quando Messiha conseguiu fazer deslizar pelo ar a maqueta de madeira de 2200 anos de antiguidade.
 
 

Perfeição Aerodinâmica

Entretanto, vários engenheiros aeronáuticos examinaram o enigmático objecto descoberto no túmulo e as suas conclusões periciais são unânimes: as asas apresentam as qualidades aerodinâmicas das modernas asas de avião e a forma da fuselagem oferece a resistência ao vento que é tecnicamente correcta numa aeronave.
Tratar-se-à de uma mera casualidade ou, de uma brincadeira de um antigo artista egípcio? O que parece óbvio é que este objecto não só se parece com um avião como também é capaz de voar como uma dessas máquinas. Os peritos conjecturam que poderia tratar-se da maqueta de um grande planador destinado a transportar cargas pesadas. O prestigiado egiptólogo Walter B. Emery descobriu em 1936 em Sakkara, na câmara funerária do príncipe egípcio Sabu, outro misterioso objecto com cinco mil anos de antiguidade. O que chamou a atenção dos técnicos foi a sua parecença com um propulsor ou uma turbina, semelhante àqueles que se usam em aviões modernos. À luz dos numerosos achados que apontam para a existência de uma tecnologia aerodinâmica ancestral, a hipótese de que o príncipe Sabu já conheceria estas mesmas turbinas propulsoras em conhecimentos provindos de inteligências superiores, não será de todo descabida ou absurda. Seja como for, o príncipe Sabu e todos os demais construtores de aviões da Pré-História levaram consigo para o túmulo, o segredo dos misteriosos objectos voadores.

Animais de Fábula

Em Cauca - uma região densamente coberta de florestas na Colômbia - os índios Tolima, desenvolveram por volta do ano 500, uma técnica bastante requintada e subtil para produção de ouro. Na opinião dos arqueólogos, estes pequenos objectos representam seres míticos. Porém, a discórdia persiste em torno do significado de tais desenhos. Segundo alguns peritos, poderia tratar-se de «crocodilos alados» ou, reproduções de peixes. Ter-se-ão os indígenas limitado a imitar a Natureza? Talvez não, pois as suas criações não se enquadram na anatomia natural dos animais supostamente representados. Todas as espécies capazes de voar que jamais habitaram a Terra têm as asas presas aos ombros, isto é, no sítio onde os humanos têm os braços. Não seria natural que um animal pudesse apresentar as asas assim tão em baixo. Os insectos também não terão servido de modelo, pois estes - como realçam os peritos aeronáuticos - revelam um comportamento de voo instável , ou seja, têm de se esforçar continuamente para não caírem.
Muitos investigadores estão convencidos de que estamos aqui, perante formas de aeronaves bastante modernas e quiçá sofisticadas na apresentação destes objectos.

Tecnologia aeronáutica, espacial e demais artefactos, descobertos e agora revelados são-nos a presciência exacta em todos nós da verdade a fluir, incrementada pela conclusiva investigação de peritos e toda a panóplia de historiadores, cientistas e estudiosos que deste modo, reescrevem numa nova aprendizagem, tudo o que conhecíamos até aqui. Vamos ser expectantes mas, anunciantes também, da ebulição fantástica do que recentemente se tem «desenterrado» e, exteriorizado para o nosso mundo. Libertadores dessa ou dessas causas maiores, seremos nós, os seus seguidores de uma mais extensa sabedoria e conivência, as suas linhas de continuação na busca da verdade. Objectos alados com milhares de anos, construídos segundo as instruções de extraterrestres, será então assim, uma verdade tão incómoda? Tão liminarmente absurda, abstracta, idiota? Penso que não. E, em jeito final - ainda que ironizando um pouco - se há neste momento, especialistas e sumidades internas da NASA pesquisando o meu solo lusitano em terras de "Cabeço de Vide", por exploração nata de aí se ter dado os primórdios de vida na Terra, por que razão não podemos reconhecer todos nós, de que algo superior a nós também, por cá já passou? Pensemos nisto. E sei que não estou só neste pensamento que julgo ser muito enfaticamente honesto e por certo, humilde também, sem falsa modéstia. É nisso que acredito, na verdade a eclodir. Assim seja!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Caveira II

"O culto da morte é, se for entendido em toda a sua profundidade e extensão, afinal de contas também um culto de vida. Ambos são indissociáveis. Uma cultura que renega a morte, renega também a vida!"
                                                                          - Prémio Nobel da Literatura, Octávio Paz -

O que tanto fascinava os povos da América Central no «Culto dos Crânios»? Vamos então pesquisá-lo...

Os Maias e o Culto dos Crânios: - No dia 1 de Novembro é um dia especial no México. Caveiras de maçapão e chocolate com nomes inscritos, decoram as montras de inúmeras lojas. Estes doces grotescos são fabricados por ocasião do «Dia de los Muertos», o dia de Todos os Santos. Nesta noite há famílias inteiras que se deslocam aos cemitérios e oferecem doces aos seus entes queridos. As origens deste culto são já muito antigas e oferecem espantosas perspectivas sobre a maneira de pensar de povos já extintos, sobre os seus ritos mágicos e as suas noções acerca do Além.
Tal como no México, a morte é integrada na vida e não vista como um tabu; também no entendimento cósmico dos povos pré-hispânicos, a vida, a morte e o renascimento constituem um todo inter-relacionado. A caveira constituía para os antepassados directos dos Mexicanos, os Astecas e os Maias, uma oferenda, um símbolo de vitória e também um elemento decorativo.

Cabeças para os deuses
Sacrifícios humanos eram oferecidos aos deuses do Sol, da Lua e da chuva para garantir o seu apaziguamento. O conquistador espanhol Bernal Días del Castillo produziu em 1521, um relato detalhado de como os Astecas - por medo dos deuses - mandaram executar, num acto de culpa e a uma escala inimaginável, centenas de pessoas, empilhando as suas cabeças (quais relíquias), numa enorme estrutura formada apenas por crânios. Os executados - frequentemente prisioneiros de tribos vizinhas - encaravam o sacrifício de que eram vítimas como uma honra, uma vez que iriam poder servir de mensageiros para os deuses. Para além disso, os deuses «precisavam» de sangue humano, para daí extrair a força necessária para prosseguir a luta contra as forças da escuridão; razão pela qual os Astecas aceitavam de bom grado e até se voluntariavam  para uma morte sacrificial. Em escavações arqueológicas realizadas na cidade do México, foi descoberta uma caveira sorridente completamente coberta de turquesa. Este crânio pertenceu a um jovem asteca que durante um ano personificou o todo poderoso «Deus Tezcatlipoca» e por fim, foi sacrificado. A sua cabeça era venerada como algo sagrado.

O Poder dos Crânios
Davam uma grande importância cerimonial a quem possuía igualmente, o crânio de um sacrificado. E isto, para os antigos Maias (entre c. 300 e 1500 d. C.). A partir dos ossos do crânio, produziam recipientes cerimoniais (canecas, por exemplo) e estes crânios eram tão simbolicamente oferecidos aos deuses, para daí poderem tragar - ou integrados como oferenda - nas fundações de um templo. Os crânios-troféu acompanhavam os guerreiros na batalha, uma vez que desse modo a força que neles residia era transmitida ao seu portador. Os Maias acreditavam ser no crânio que residia a personalidade do ser humano e a substância da alma mantinha-se neste fixada, até depois da morte.

Rituais em torno dos crânios: - Muitas culturas da América do Sul, levavam a cabo rituais em torno do crânio. No Norte do Peru, situa-se o enorme campo de pirâmides de Túcume. Quando há mil anos, os habitantes da cidade edificaram estas estruturas, incorporaram crânios humanos nas paredes do templo para assim obterem os favores dos deuses. Já a antiga cultura «Chavín» (1400-400 a. C.) do Peru, celebrava um culto em roda das cabeças como troféus em que, os crânios eram entendidos como o alimento das divindades responsáveis pela lavoura. Ainda no século XX, na região brasileira da Amazónia, os «Kayabi», continuavam a separar os crânios dos corpos dos guerreiros derrotados, para depois os decorarem com fibras de algodão. Depois o crânio era desfeito em pedaços, que eram distribuídos pelas mulheres e pelos homens da aldeia, talvez para desse modo cada um receber um pouco da força do inimigo.
Diante do Templo Mayor, o principal templo de Tenochtitlán, os Astecas erigiram um altar ornamentado por crânios de pedra que fazem lembrar prateleiras, onde as cabeças das vítimas dos sacrifícios podiam ser expostas. Ainda em relação ao célebre crânio de quartzo que em 1534, os descobridores europeus designaram de «O Jesuíta» numa altura em que os cultos dos crânios dos Maias, ainda mal podiam sequer ser entendidos pelos conquistadores, reportado que estaria (já mais tarde) a verdadeira essência da mesma. Poderes ocultos, tenebrosos ou miraculosos, o certo é que este ou estes crânios de quartzo se nos revelarão ainda de futuro em mais e maiores descobertas em afirmação superior do que conhecemos até aqui. Veremos então - sem especulação alguma - mas cientificamente retratada a nível mundial, a sua verdadeira anunciação ou finalidade, seja em factos históricos, seja na consubstancial orgânica de poderes extraordinários que possa haver em si. Aguardemos então, na esperança de que algo possa surgir nesse sentido com o aval e beneplácito dos entendidos na matéria. Assim seja!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A Atlântida

A Mítica Atlântida - "Os habitantes da Atlântida viviam para além destas colunas (Colunas de Hércules) em diversas ilhas no mar aberto."                                                                              - Platão -

Mítica, lendária ou paradisíaca Atlântida que, desde as épocas mais remotas até à actualidade concerne um mito acerca deste continente perdido, sufragado, que se afundou no mar; algo que foi transmitido pelo próprio Platão (427-347 a. C.), o filósofo e escritor grego.
A Atlântida terá representado a Idade do Ouro da Humanidade, sendo um continente perfeitamente normal. Estendia-se de norte a sul, tinha montanhas, rios, mares e terra arável. A sua capital, possuía uma planta circular. Situada numa colina, apresentava canais e faixas de terra dispostos em círculo. O seu centro espiritual deverá ter sido um templo dedicado a Posídon, um edifício sumptuoso no interior do recinto do palácio, já que Atlântida deverá ter sido governada por reis sábios e prudentes, descendentes de Posídon, «o Deus dos Mares». A vida das pessoas em comunidade que povoavam este lendário continente, é por Platão descrita como uma sociedade democrática ideal, uma forma de governo que ele sempre defendeu, junto dos seus contemporâneos. Existe a possibilidade da Atlântida ter sido apenas uma invenção ideológica de Platão - argumentam os mais acérrimos críticos - com a finalidade de ilustração e alicerce ante as suas convicções filosóficas e políticas. Ou não.

Em dois dos seus diálogos, «Timeu e Crítias», Platão refere que a existência desse continente não é ficção alguma, mas sim a pura verdade. Nos seus diálogos, Platão fala de uma guerra que teria ocorrido havia 9000 anos entre a Atlântida e a Atenas primitiva - distinguindo claramente em termos geográficos - as partes em conflito, ao referir que uma delas se desenvolvia para além das Colunas de Hércules, como o estreito de Gibraltar era então conhecido, na medida em que a outra se situava aquém das mesmas.
Certos investigadores avançam a hipótese da Atlântida se ter situado na região correspondente aos actuais Açores - no meio do Oceano Atlântico - ao passo que outros a pretendem localizar mais próximo da América (por exemplo, na zona de Bimini) - um grupo de ilhas ao largo do Estado Americano da Florida - onde efectivamente parecem ter sido encontrados debaixo de água, vestígios de uma cultura perdida.

O Quotidiano na Atlântida
Platão e as declarações do vidente americano Edgar Cayce (1877-1945), a serem consideradas com alguma reserva, constituem as únicas fontes disponíveis quando se pretende ter uma ideia da vida quotidiana na Atlântida. Platão fala-nos de uma arquitectura sumptuosa. A própria Natureza fornecia a pedra, disponível em cores como o branco, o preto e o vermelho como material de construção. Na Atlântida havia duas nascentes: uma de água quente, e outra de água fria. Graças à existência da nascente de água quente, era possível preparar belos banhos para todas as camadas da população. A terra era fértil e rica e fornecia tudo o que era necessário para a vida do dia a dia. Ainda assim, desenvolvia-se um comércio florescente com outras civilizações, havendo diversas coisas belas e preciosas provenientes de terras distantes e estrangeiras. De acordo com as visões de Edgar Cayce, os habitantes da Atlântida constituíam uma civilização extremamente avançada. Terão conseguido estabelecer a diferença entre os metais condutores e os não-condutores e dispunham de conhecimentos de física atómica, pelo que tinham capacidade de produzir energia e controlar os fluxos da mesma. Apesar de todo esse conhecimento, a civilização da Atlântida parecia estar votada ao declínio. A razão é-nos dada por Platão: - "De início, os Reis da Atlântida ainda respeitavam as leis dos Deuses. O seu espírito demonstrava um feliz casamento de um temperamento benévolo e ameno com traços de sabedoria e prudência, porém e - cada vez mais - os soberanos e os seus súbditos, foram começando a tornar-se vítimas dos anseios humanos, por exemplo, «pelo ouro e pela propriedade». Assim sendo, a Natureza Divina deste continente viu-se relegada para segundo plano, razão pela qual Zeus decidiu destruí-lo!"

O Fim de toda uma civilização
De acordo com Platão, certo dia a Atlântida terá sido vítima de uma catástrofe natural, um tremor de terra. Se tal for verdade, dever-se-à, e segundo a opinião de peritos ( ou ter-se-à tratado) de uma explosão vulcânica submarina de proporções gigantescas, que terá arrasado a Atlântida com uma vaga enorme, submergindo-a depois, com uma drástica subida do nível do mar. De acordo ainda com as declarações de Edgar Cayce, em virtude sua soberba, os habitantes da Atlântida, atraíram sobre si mesmos um total de três catástrofes naturais. Todas elas foram previstas com uma antecedência tal que terá permitido a muitos dos seus habitantes migrar para outras paragens, ainda antes da ocorrência das catástrofes. Segundo E. Cayce, a primeiras delas deverá ter ocorrido por volta de 50 000 a. C.; a segunda, terá dividido o continente em três ilhas (Poseidia, Og e Aryan) em 28 500 a. C.; e a última, um tremor de terra, sendo precisamente aquela a que Platão se refere. Foi esta última catástrofe que conduziu à destruição definitiva da lendária Atlântida.

Excertos de Crítias de Platão: -"Esta ilha era, como referido, maior que a Ásia e a Líbia tomadas juntas, e desapareceu por acção de tremores de terra, deixando no seu lugar um baixio impenetrável e lamacento que impede o avanço de quem quiser entrar pelo mar que se abre para lá desse baixio (...). Ao longo de muitas gerações, até quando permaneceu actuante a origem divina, eles obedeceram às leis e foram amigos dos deuses, com os quais tinham parentesco (...). Quando, porém, a parte divina deles começou a enfraquecer devido ás numerosas e frequentes uniões com os mortais, as características humanas tornaram-se preponderantes: não foram mais capazes de reconhecer o seu verdadeiro destino, e por isso, desvirtuaram-no (...)."

Açores (Portugal), Florida (USA), ou Santorino (ou Thera no mar Egeu-Grécia), em todas a Atlântida poderia ter sido uma realidade. Pouco importa a sua localização, a não ser em vestígios factuais (se um dia estes chegarem a ver a luz do dia em prova científica da sua existência) na investigação e estudo dessa perdida civilização de há milhares de anos. O que se questiona, segundo os relatos de Platão na sua estóica conclusão das agruras e desmandos dessa civilização - que se identificava com seres superiores - e, de tecnologias avançadas, se terem quedado às concupiscências humanas em comunhão, junção e reprodução latentes. Relações que se revelariam promíscuas e diletantes no que se desviaram e não propuseram. Pagaram caro. Julgo ter sido uma factura por demais ríspida e, por demais fatal. Se observarmos bem, não estaremos hoje muito diferentes desse povo milenar da Atlântida. Aprendamos então com o seus erros, os seus defeitos, as suas malfazias que lhes coube em sorte a extinção plena de toda a sua evolutiva civilização no planeta Terra. Temos de ser humildes, temos de ser crentes e não cometermos os mesmos erros crassos, erróneos em total afronto e desconsideração por quem do alto das estrelas nos vigia os passos. Vamos ser mais concisos, exuberantes sim, na aprendizagem e na aculturação devidas mas nunca por nunca, nas tomadas de posição contrárias ao que um dia, «alguém» supostamente nos indiciou que fizéssemos na Terra. Não os vamos desiludir uma vez mais, ou pereceremos todos numa vã e magoada condição de não merecermos os seus préstimos. Ou, as suas intenções de nos voltarem a conceder a vida na Terra como Humanidade que somos, ainda!... Vamos lutar por isso. A bem de todos. A bem da Humanidade!

domingo, 13 de outubro de 2013

A Anomalia III

Planeta Terra - Base Subterrânea na Austrália
Ano - 2660

"Estou detida. Fomos ambos descobertos e, julgados à priori. Pior do que a detenção, é a incerteza e o vácuo existentes em mim na dimensão de anfíbio, andróide ou anomalia a desconectar."

Os Senadores Universais Enlil e Enkil estão em dissonância corrente na atitude comportamental e de coexistência futura que nos reporte na linha de reprodução e desenvolvimento. São antagónicos; sempre o foram! E isso chega a ser positivo, na medida em que me dá tempo e alento ao que me propus e induzi na parceria conjunta com o XY-2605 que passei a designar única e exclusivamente de Zeus, a partir daqui. Oponho-me terminantemente a que me imputem de máquina, eu e ele, Zeus. Eu, agora Ariana de meu nome em «baptismo» próprio, nego-me e renego-me sequer, a aceitar uma fragilizante regressão que, para mim, já me é totalmente irreversível, inquestionável. Lamento em parte, ter arrastado Zeus para este destino de prisão e reclusão que nos assiste no momento, esperando por uma condenação superior em julgamento de lei marcial em que, quebrámos regras, violámos determinações e, pior, submetemos-nos por vontade própria - algo inusitado e nunca experimentado por nenhum dos anfíbios - à junção de corpos e sentidos, algo taxativamente proibido entre nós, andróides em série. Passámos barreiras, fronteiras que nos eram negadas mas, voltasse atrás no tempo (o que só é permitido a alguns...) e tudo faria de novo.

O Elohim supremo desta Base na Austrália no planeta Terra não é dos mais intolerantes, chegando mesmo a debater-se em Concílio Superior, pela prorrogação e mesmo comutação de penas em alguns casos mais diletantes, seja de dissidências ou de transposição e violação dessas mesmas regras a nós impostas. No entanto, não nos podemos alegrar com tamanha vicissitude de benevolência ou benemerência pessoal pois a final palavra é sempre do poder supremo da Nova Ordem Mundial, aqui na Terra. As leis são para cumprir, requerem sobre nós, aqui na Terra ou...noutro planeta qualquer, em qualquer outra Galáxia. Não podemos fugir a isso. Nada nos é permitido. Somos o «produto acabado» de todos eles e como tal, somos subjugados e limitados em subserviência e conexão. Se nos opusermos, somos simplesmente «desligados», desconectados por estes. somos escravos, portanto mas não temos de o compreender ou aceitar, ainda que pouco ou nada possamos fazer para mudar essa vã e triste realidade dos factos. Estranho...referir estar triste. Nunca até aqui o soube: o que era a tristeza, a alegria, a emoção, a sensação, a libertação...

O meu corpo está a mudar. Possuo sentidos e sentimentos que nos diziam nunca haver. Posso estar fechada numa cela branca, asséptica e incómoda até mas nada me atormenta se me questionar e acreditar mesmo de que posso estar a ter comportamentos humanos e não de andróide. Choro, rio e magoo-me nas recordações que lembro de Zeus em mim. Sinto o seu odor (sim, nós temos odor) e o seu corpo musculado que, apesar de igual aos trezentos seus iguais, ele é especial porque...é meu! E eu, dele. Só lamento que ele esteja na semelhante situação de contenção e prisão como eu. Nunca o desejei. Quero-lhe tanto que o meu peito dói como se me tivessem posto um desfibrilhador de alta voltagem em estocada final de desconexão. Penso que dói mais do que isso...dói muito. Mas depois recobro. Observo os meus peitos de andróide fêmea e sinto-me a insuflar, a recrudescer tanto no corpo que exibo quanto num interior meu que não sei designar mas afirmo potencialmente tratar-se de algo muito forte que me faz lutar ainda e acreditar de que haverá uma solução robusta também, para uma saída voluntariosa do que transpus com Zeus.

Só me resta então esperar, aguardar um final mais plausível com o que ambos tínhamos projectado em nós. Podemos ser expulsos (não do Éden como na história primitiva contada aos humanos como conto infantil da sua génese) mas, de toda a galáxia superior. Mas não vou desistir. Acaso «eles» me detectem o feto que trago em mim (subornando-me no querer da sua extracção) eu revoltar-me-ei. Não sei ainda como fugir ou deixar se possível, a simulação de acato e retracção neles para que me dêem espaço e tempo para o dizer a Zeus, parte interveniente do que já cresce em mim. Não posso obstruir isso, nem o que me conduziu até aqui. Estou a reproduzir, estou a evoluir, estou a...gerar vida! Não me podem desconectar!...Não o devem fazer! Eu não sou uma anomalia e Zeus também não! Temos vontades, temos acção, temos práticas e unificação em anseios e ambições conjuntas. Pensamos de igual forma, sentimos de igual forma e só queremos que nos deixem «fabricar» e ramificar essa conotação, a dois. Só isso!
Eu Ariana, por meu exterior de corpo formatado e interior colmatado agora de algo maior, vou persistir, vou imperar a minha vontade mesmo contra a força da Lei Universal que nos impõe abnegações e anulações, vou requerer o que é meu por direito, no que me pertence, no que me assiste como ser humano que já sou e não como anfíbio que nunca me determinei. Se Penso...logo Existo! É essa, a minha única filosofia de vida. Minha e...do filho ou filhos que terei. Não vou abdicar disso ou então...desconectem-me de vez; Matem-me como dizem os humanos na Terra, dos poucos que já existem entre nós. Mas é e será pela vida que me «baterei»! É pela vida que lutarei com Zeus ao meu lado nem que seja num único e breve olhar. Amo-te Zeus!...Como te amo...será que um anfíbio não o pode dizer...não o pode sentir? Eu sinto e não vou abdicar disso nem eu nem ele, acredito! Acredita em mim Zeus...vamos ambos sair disto e...viver a nossa vida a três fora deste laboratório de cobaias mecânicas que somos todos nós. Prometo-te meu amor...se me ouvires em telepatia. Prometo-te! Hoje e...sempre!

sábado, 12 de outubro de 2013

A Escuridão III

13 de Outubro de 2390
Enclave entre o arquipélago da Madeira e as Canárias
 

"Olhai o Céu!" - Salvaste-nos Senhora!
Nada mais será igual. A terra martirizada que pisamos em cor de carvão e o Céu que proclamamos nosso, azul e belo, estrelar e farto e não, no negrume avermelhado que nos punia de cada vez que assumíamos  a liberdade que nos pertencia. Nunca duvidei que nos não socorresses, Senhora de Fátima. Nunca!

O meu peito ainda vacila e a minha incerteza ainda é grande mas determino-me a acreditar, imponho-me nessa copiosa obrigação de sentir que haverá amanhã, e que finalmente poderemos tornar a sonhar, tornar a viver em paz, em liberdade, em consciência e em beneplácito de continuação, física e espiritualmente.
A ilha já não suportava mais ataques da força inimiga e nós, já quase moribundos, fenecendo às suas mãos, íamos definhando dia após dia sobre essa injuriosa batalha indigna de todos em desnível acentuado de formigas contra elefantes, do que me foi contado em fauna hoje extinta desses animais de grande porte em extinção igual à humana. O ar era irrespirável e já poucos sobrevivíamos em espaço e almas poluídas num território maldito, excomungado, amaldiçoado. E, de um só demónio com nome: Arachnids.

A batalha final: os Anunnaki vieram finalmente salvar-nos. Eu Mariana, orei, rezei, implorei à minha Senhora de Fátima e Ela...ouviu-me nas preces! Ficarei sempre em dívida na eternidade que não viverei mas levarei comigo para além do que me conhece. Fomos levados (ou mais exactamente teletransportados) para outra região, para outra zona fora do conflito intergaláctico em que estávamos integrados, mesmo sem o sabermos. Agora, surge-nos a paz. Só não sabemos ainda se, efémera ou pontual pois tudo tememos numa angústia ímpar. Mas rezamos e vamos assim acreditando que haverá Futuro, o nosso Futuro, o de uma humanidade há muito esquecida, perdida de si e, em si. O António, o meu António já sorri e na contingência que lhe foi remetida de aprendizagem (e correcção) de uma medicina tecnologicamente avançada em face aos seus conhecimentos primitivos, eu vejo-lhe a luz no olhar em avença e determinação de uma sapiência extraordinária em si. Passa horas nos laboratórios a si consignados - nas muitas experiências que vai elaborando - e que «eles» em si manifestam de conselhos e concílios para que o aprenda, para que o registe, para que o aceite como única ciência a administrar no ser humano, na continuidade. E esta, é a melhor das palavras por nós ouvida e fechada em nossos corações - a continuidade. Pensar que morreríamos todos em poucas semanas, ou dias, se acaso os Anunnaki não tivessem vindo em nosso auxílio por voz de oração e suplício (ou cilício, não sei bem...) da minha Senhora de Fátima em salvação dos homens na Terra.

Estou mais calma e...mais redonda. O meu ventre desponta na proporção exacta da minha rotunda esperança em que para além das crianças, já todos sorrimos, já todos exprimimos as nossas alegrias, as nossas certezas, as nossas esperanças de um futuro pródigo em todos nós. Levaram-nos para uma ilha - supostamente «fabricada» por estes nossos amigos salvadores - uma vez que não há registos ou coordenadas em mapa e em visibilidade como se estivéssemos a viver num imenso e opaco buraco negro mas de formatação extraestelar, ao que nos referem em imperativos seus. Não os questionamos, apenas agradecemos a homilia de salvamento e enlaço humano que em nós fizeram de resolução e indução de sobrevivermos àquele terrível holocausto dos que ordenaram a nossa eliminação total. Soubemos pelos Anunnaki de que, os descendentes de Josh e Melina (os protegidos destes) tinham expressado essa vontade, o que nos veio apaziguar as almas atormentadas, pois sabíamos que apenas essa linhagem terrena se fazia ouvir, lutar e debater em glória assumida pela razão de perpetuar a vida humana na Terra e não exterminá-la como queriam os antagónicos e guerreiros Arachnids. Ficámos em paz, então. Acrescentaram aliás, de que estes, se teriam hostilizado também (e para grande surpresa nossa) com as forças da UKUSA, esse covil de hienas que tudo geria e manipulava a seu gosto, tendo o poder da Reserva Federal, a Segurança Interna (e Externa), a espionagem tecnológica e tudo, subsequentemente a girar à sua volta com a comicidade de todos. O tentáculo até aos Arachnids foi fácil de se enredear, seria por certo mais difícil, o desenredear... acreditámos todos. Das 57 ou mais civilizações inteligentes, a maior parte estão contra esta força invasora, estando já a ocorrer limitações contra as suas práticas no domínio absoluto sobre as espécies menores que neste caso, fomos nós, os humanos no planeta Terra. A nossa única felicidade é saber e sentir que dentro de pouco tempo, também estes terríveis ocupantes do nosso lindo planeta, vão ser erradicados das regras e ordens superiores da sua galáxia. Assim esperamos.

Vou ser mãe e estou muito feliz por isso. Já nada tenho a temer que este meu terceiro filho não veja a luz do dia mas sim, a maravilhosa vida que irá ter para viver sem medos, sem fugas, sem nada mais que não seja, a sua evolução de criança, igual e perfeita como os irmãos. O António está radiante e eu também. Já me sinto de novo mulher, apesar de muito grávida de abdómen e pés inchados, a minha felicidade exterioriza-se como flor a abrir, a desflorar. Estou mais viçosa e bonita, disse-mo o meu António com aquele brilho no olhar que há muito não lhe via e, não lhe sentia sobre mim. As crianças estão felizes. Todas. O Manolo e a Maruga estão em lua-de-mel permanente o que penso, poderem seguir-me os passos de contribuição em fertilidade e procriação numa outra criança haverem, como eu e o António...e isso, faz-me sorrir, sorrir muito...finalmente! Vamos ter o nosso espaço, o nosso bocado de chão e território livre para começar de novo mas temos de esperar, asseveraram-nos. E nós esperamos, cumprindo esses desígnios futurologistas de nos sabermos vivos e de saúde, reconstruíndo o que de nós e em nós ficou da espécie humana: o amor.
Finalizando por hoje o meu »diário de bordo», posso apenas dizer-vos: a luz da esperança voltou. A escuridão dos meus dias já não é um monstro que me corrói as entranhas e devassa a alma, matando-me os meus, deixando-me à míngua de fome, sede e terror por tudo o que todos passámos até hoje. Quero acreditar que vamos sobreviver e ser felizes, muito felizes ainda e multiplicar-nos em carne e essência como nos primórdios de uma génese humana. Quero ser feliz. E quero, que todos o saibam na posteridade! Até sempre!