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sábado, 15 de novembro de 2014

A Grande Colisão


Imagem captada pelo Telescópio Hubble da NGC 6240 na Colisão entre Duas Galáxias na Constelação de Ofiúco

Estaremos perante a iminência de uma Grande Colisão da nossa Galáxia, assim como se registou com a da imagem referente à NGC 6240? Fundir-se-à a Via Láctea com Andrómeda? Que Consequências encerram estas colisões no Cosmos e qual a sua origem? Que maiores mistérios haverá nesta dança, união e abrupta invasão de espaços em confronto entre si?

Colisão de Galáxias
(As simulações com computador podem ajudar os cientistas a explicar a forma de algumas Galáxias!)
Os cientistas de hoje podem fazer colidir Galáxias simuladas nos «ecrãs» dos seus computadores.
Estas simulações não são simples jogos de vídeo para matar o tempo:são imitações de acontecimentos reais. Ao longo da sua vida de milhares de milhões de anos, cada membro de um grande cacho de Galáxias tem uma probabilidade maior do que a média de, um encontro próximo com um dos seus vizinhos.
Num quase choque, cada galáxia é deformada pelo impulso gravitacional da outra. Ainda que o encontro consista numa colisão efectiva, as Estrelas individuais não colidirão todas umas com as outras: encontram-se demasiadas espalhadas através do Espaço para que isto aconteça.
Os Enxames de Estrelas penetram-se mutuamente como dois enxames de mosquitos. Contudo, as nuvens de gás interestelares das Galáxias colidem, aquecem pela energia da colisão, e originam luz e ondas de rádio.

Galáxias «Foot-ball»
Tais colisões podem explicar a origem das Galáxias Elípticas, que não revelam os sinais da estrutura  em espiral que a nossa apresenta. Quanto à forma, variam desde a esférica até ao «globo achatado» como a bola do futebol americano. Pouco têm do gás e da poeira de que nascem novas Estrelas, e às suas populações de Estrelas faltam os membros mais jovens. No seu coração contêm frequentemente poderosas fontes de luz e de radio-energia.
Em simulações efectuadas por Joshua E. Barnes e Lars Hernquist do Institute for Advence Study da Universidade de Princeton, foram aproximadas Galáxias em espiral: «agarraram-se uma à outra e, surgiram sob a forma de uma Galáxia Elíptica. A força da colisão esmagou grandes quantidades de gás no centro da recente Galáxia - formando então um Buraco Negro que foi rapidamente preenchido pelo gás. Aquecida pela sua queda para o interior, a matéria expele energia de radiação, imediatamente antes de se desvanecer no Buraco Negro.
Barnes e Hernquist tinham, ao que parece, criado uma Galáxia Elíptica no «ecrã» do seu computador. Simulações adicionais com computador tinham criado imagens que se assemelhavam surpreendentemente a outras Galáxias reais com aspecto menos usual. Isto sugere que, alguns dos objectos que podemos ver através de Telescópios são, na realidade, o que resta de acidentes na «auto-estrada» cósmica!

O Brilhante Túmulo das Estrelas
Os postos mais avançados do Universo caracterizam-se pelas violentas emissões de energia chamadas «Quasars». Um Quasar é mais brilhante do que a Galáxia que o hospeda, e conserva brilho constante. (As Supernovas podem ser mais brilhantes, mas apenas por uns segundos). Contudo, estes geradores cósmicos de energia estão tão remotos que parecem Estrelas, como o seu nome sugere: «Quasistellar-object» (em abreviatura).

Sempre mais Distante
A análise de luz dos Quasars mostra que alguns destes estão a afastar-se de nós a velocidade muito próxima da, da luz. A velocidade da recessão parece andar de mãos dadas com a distância: isto é verdade, pelo menos para as Galáxias!
Nesta hipótese, o Quasar mais afastado está tão distante que a sua luz percorre 14.000 milhões de anos para chegar até nós, aproximadamente o triplo da idade da Terra. A luz partiu do Quasar quando o próprio Universo tinha, provavelmente, poucos milhares de milhões de anos.
Paradoxalmente, a causa desta emissão de energia é invisível: um Buraco Negro ou coração do Quasar.
Um Buraco Negro é um abismo do Universo, do qual energia alguma consegue escapar! Aparece à volta de matéria tão compacta que nem a Matéria nem a Luz, nem qualquer outra forma de energia, podem fugir à sua poderosa energia gravitacional. Alguns Buracos Negros aparecem como remanescentes de Estrelas muito maciças que explodiram no fim das suas vidas. Um Buraco Negro está rodeado por matéria em órbita que ele se prepara para tragar, e, é esta Matéria Incandescente que constitui o...Quasar! É um Vortex no qual se desvanecem as Estrelas, o gás e a poeira do nosso Universo.

A Agonia Mortal de uma Estrela
Podemos acompanhar esta morte da Matéria com um terrível pormenor: Alguns Quasars revelam um pequeno aumento de brilho de tempos a tempos.
Os Astrónomos acreditam que este Pulsar de energia extra é então o grito de morte de uma Estrela - desaparecendo dentro do Quasar, antes que uma Estrela seja empurrada para o Buraco Negro absorve calor e liberta radiação.

Via Láctea versus Andrómeda
A 6 de Agosto de 2007, o Observatório Espacial Spitzer da NASA captou uma das maiores colisões cósmicas na História da Astronomia. Trata-se de Galáxias (4) que chocaram entre si, espalhando no Cosmos bilhões de Estrelas! Essas Galáxias - em última instância (como referem os Astrónomos) - ficarão reduzidas a uma só que terá massa superior 10 vezes à da Via Láctea, onde está o Sistema Solar da Terra - o nosso Sistema Solar, portanto.
A Fusão de 4 Galáxias foi descoberta acidentalmente pelo Telescópio Espacial quando realizava uma prospecção de um conjunto galáctico chamado: CL 0958 4702, situado a quase 5 bilhões de anos-luz da Terra. Os dados da Spitzer que nesta fusão há muito pouco gás - ao contrário de outras fusões galácticas, sendo a melhor evidência de que, as Galáxias do Universo, se formaram recentemente através de grandes fusões!
Daqui a cerca de 4 bilhões de anos, a nossa Galáxia - Via Láctea - entrará num processo de fusão com a Galáxia de Andrómeda que actualmente está a 2,5 milhões de anos-luz de distância. Apesar do Universo estar em expansão (como a maioria das Galáxias, se afastando umas das outras), as duas possuem interacção gravitacional mútua que as direccionam para uma grande colisão, com uma velocidade de aproximação de cerca de 400 mil quilómetros/h em relação à Via Láctea.
Todavia, as chances das Estrelas das duas Galáxias colidirem é muito remota, por causa da imensa distância que existe entre elas. Entretanto, elas são direccionadas para órbitas aleatórias totalmente diferentes em torno do novo centro galáctico que então se formará. Por isso, o nosso Sol e consequentemente os outros corpos do Sistema Solar, serão movidos para uma outra região da Galáxia - provavelmente bem mais afastada do centro, mas sem o risco de serem destruídos.
A Fusão das Galáxias levará mais 2 bilhões de anos para se completar e, no fim, formarão uma imensa Galáxia Elíptica! - Estes dados foram-nos dados e referenciados pela NASA (além a Wikipédia no que traduziu na generalidade) a 31 de Maio de 2012, na sigla identificada por: NASA`s Hubble Shows Milky Way (Via Láctea) Is Destined for Head-on Collision, o que desde já se agradece, enaltecendo a obra de investigação e revelação ao mundo de tal.
Assim sendo, parabéns NASA e seus muitos cientistas que brava e empenhadamente nos remetem em maior conhecimento e audaz perseguição - e estudos - sobre estas matérias do Espaço e todo um Cosmos surpreendente! Espaço-Cosmos-Universo...as mais belas palavras para Astrónomos, Astrofísicos e todos quantos se interessam por estas mesmas matérias. A bem da Humanidade assim continue a ser! Será o desejo de todos, certamente!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

NASA UFO, Apollo Anomalies - The Real Reason the Space Race Froze

A Queda da Super-Gigante


A Grande Nuvem de Magalhães - A Supernova 1987A

Qual a magia desta Supernova 1987A - na Grande Nuvem de Magalhães - em luminescência máxima, ainda mais brilhante do que o Sol? Será possível ao Homem, um dia, descobrir todos estes mistérios maravilhosos do Universo? E que nos contarão as múltiplas sondas espaciais que no Cosmos se vão instalando em progresso e êxitos almejados por todos nós?

A Queda de Uma Super-Gigante
(Os fogos de artifício celestiais numa Galáxia vizinha têm encadeado os Astrónomos!)
Em Fevereiro de 1987, os Astrónomos viram romper uma Estrela obscura numa Galáxia próxima - a Grande Nuvem de Magalhães.
Durante os primeiros 10 segundos desta agonia mortal, libertou mais energia do que o resto do Universo visível combinado! Acontecimentos tão violentos tinham-se produzido apenas quatro vezes - as chamadas Supernovas - tão próximo do Sol. E tudo isto ocorrera antes ainda da invenção do Telescópio!
A recém-chegada foi baptizada de Supernova 1987A. A Estrela da qual esta nasceu era conhecida apenas pelo seu número de catálogo, «Sanduleak -69º 202». Com base em relatos do passado e, na Teoria Astrofísica, a sua história foi reconstituída.

As Grandes Estrelas Morrem Jovens!
As Estrelas maciças ardem rápida e furiosamente, e as suas vidas são breves. O Sol, com cerca de 4500 milhões de anos está a iniciar a sua idade média.
A «Sandleak -69º 202», que se tornou conhecida como pertencendo ao tipo II Supernova, tinha sido 20 vezes mais maciça que o Sol e, consequentemente, a sua vida esgotara-se nuns meros milhões de anos. Durante os primeiros 10 milhões de anos, queimou hidrogénio e hélio em reacções nucleares, como o Sol faz! Quando o hidrogénio começou a rarear, o hélio começou a arder e transformou-se noutros elementos, incluindo Carbono e Oxigénio.
As partes externas da Estrela entumeceram então, tornando-a numa Supergigante Vermelha, tão grande que, se substituísse o nosso Sol, se alargaria até às dimensões da Terra.
Quando o hélio ardeu, a Estrela tornou-se mais quente, e passou à azulada. Reduziu-se um tanto, mas ficou suficientemente grande para se lhe poder chamar de Supergigante. Sucessivamente, queimou carbono e uma cadeia de elementos ulteriores.
Durante a última semana de vida, o seu centro transformou-se numa bola de ferro do tamanho de Marte, rodeada por camadas de elementos parcialmente consumidos.
A Estrela destruída era 80 000 vezes mais brilhante que o Sol. Chegou então o cataclismo! A cadeia de reacções tinha de acabar ali, já que o ferro não é um combustível próprio para a fusão nuclear.
O coração da Estrela estoirou então, libertando partículas subatómicas conhecidas por Neutrinos. Tudo isto despedaçou a Estrela, expelindo as suas camadas externas para formarem uma nuvem de gás em expansão e, libertando partículas e radiação.

Espalham-se os Sinais
Os sinais deste acontecimento viajaram através do Espaço durante 170.000 anos até atingirem a Terra. A 23 de Fevereiro de 1987, os detectores de «Neutrino» em Ohio e no Japão registaram o primeiro sinal da morte da «Sanduleak -69º 202».
As notícias espalharam-se rapidamente dentro de horas; todos os Telescópios disponíveis no mundo inteiro (na Terra, como é evidente) tinham-se voltado para a Grande Nuvem de Magalhães! No auge da sua luminosidade - em Maio de 1987 - a Supernova 1987A era 250 milhões de vezes mais brilhante que o Sol!

Poder-se-ia então registar a Supernova 1987A, como sendo o objecto brilhante no canto à direita na imagem em fotografia de telescópio. No canto oposto, situa-se a nebulosa Tarantula, uma nuvem de poeira e gás.
Outra imagem captada de uma Estrela em explosão, observou-se e registou-se então na chamada Galáxia-espiral M66. A imagem revelada nutria-se por cores falsas - tirada com uma câmara de infravermelhos. Observando-se uma mancha no canto superior direito  sendo a Supernova 1989B, uma Supernova Tipo 1 - sabendo-se que tal ocorre quando o gás de uma Estrela flui para uma Estrela Branca Anã próxima. O acréscimo da massa leva a Anã-Branca a explodir!

Exploradores-Robô
Enxames de Robôs auto-reprodutíveis poderão colonizar as Galáxias?
A luz viaja a 300 000 km/segundo. No entanto, a esta mesma velocidade, a luz da Estrela mais próxima - Próxima de Centauro - leva mais de 4 anos para nos alcançar. Ainda que admitamos que, um dia, será possível viajar a um décimo da velocidade da luz, continuariam a ser necessários 50 anos para chegarmos às Estrelas próximas. A exploração da Galáxia poderia ser acelerada se, usássemos Robôs auto-reprodutíveis...
Os cientistas da NASA discutiram seriamente a possibilidade de enviar um Robô-sonda para um sistema estrelar próximo que, a Ciência avançada do futuro tenha dado referências - ou mostrado conter planetas. Levaria uns 40 anos para ir até lá. Quando o Robô chegasse, extrairia materiais de um Asteróide conveniente e, fabricaria duas réplicas de si próprio. Então, ao passo que a sonda original se destinaria a observações no novo sistema e, a transmiti-las para a Terra, as duas «sondas-filhas» lançar-se-iam a si próprias para outras Estrelas mais afastadas - e ali repetiriam a manobra verdadeiramente extraordinária!
Assim, o número de sondas quase duplicaria - em cada 10 anos! Em cerca de 160 anos, existiriam já 16 Robôs em voo, sem mencionar os que estariam também já a estudar os diversos sistemas planetários...! Após outros 160 anos, existiriam assim 256 e, após 1000 anos, existiriam mais de 30 milhões na Galáxia!

Ficção, pura imaginação criativa espacial ou simplesmente a aferição de um futuro próximo, o certo é que tal não é de todo completamente irascível ou mesmo inexequível  de se impor, tal a dimensão e avanço tecnológico destas últimas décadas, supõe-se!
Estando agora em pleno século XXI e no belo mês de Novembro de 2014, em dia seguinte do êxito evocado pela ESA - Agência Espacial Europeia - que, garbosa e muito merecidamente se fez ouvir no mundo inteiro, pelo belo dia festivo (12 de Novembro) na aterragem do robô-Philae na superfície de Cometa 67 P., no que se impôs a mais um êxito espacial europeu! A Sonda/Nave Espacial Rosetta está de parabéns, no que se instou a projectar no terreno do Cometa 67 P (Churyumov-Gerasimenko) em prospecção e investigação do mesmo. Implementa-se na busca e testemunho de poder ser assim, efectivamente, a primeira nave espacial a colher elementos sobre este Cometa, nas mudanças que este sofrerá do que então fica exposto à radiação solar. Entre outros supostos elementos de busca em torno da própria vida existencial estelar, como é evidente.
A Nave Espacial Rosetta, tendo descolado em Março de 2004 da Guiana Francesa, pôde assim mostrar ao mundo, ao nosso pequeno mundo, a sua brilhante aterragem no Cometa 67 P, após 10 anos de viagem no Espaço, viajando entre as órbitas da Terra e de Júpiter.
Tudo o que se pode concluir é, de que, estamos todos de parabéns na razoável perspectiva de, a muito curto prazo, se poder saber em mais específica conclusão sobre a vida na Terra - em origem e proveniência - no que este e outros cometas nos insinuam ou induzem na sugestão do mesmo. Pois que, a bem da Humanidade, mais glórias se pontifique no mundo espacial terrestre e que, como será bem visto por todos, se possa eclodir em novos e estonteantes avanços nessas áreas. Ainda que, não seja de todo possível que estas sondas ou «Naves-Mães» solitárias nos Cometas ou algures um dia em certos Planetas, se reproduzam ou se desmistifiquem no que hoje ainda nos é absolutamente impensável. Mas lá chegaremos, acredito. A bem da Humanidade, assim possa vir a ser num futuro próximo, é o desejo de todos nós. Assim acredito também!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A Estrela Morta


Sol - Fornalha Solar

Será infinito o apoio do Sol sobre o nosso planeta Terra ou, haverá temeridade deste um dia se extinguir, perecendo a vida em tudo à sua volta? Existirá de facto um outro corpo celeste (ainda que débil) companheiro do Sol que ainda não foi observado pelos cientistas? Poderemos nós na Terra ficar descansados ou longe disso, na hipotética mas provável existência desta «Estrela-companheira em assalto ao nosso Sistema Solar, destruir o planeta em desastrosas consequências?

No Interior do Turbulento Sol
O poder da bomba de hidrogénio cria a luz solar da qual dependemos!
Para o não-Astrónomo, o Sol é um modelo de constância - um globo branco que tem brilhado ao longo da História Humana. Porém, os Astrónomos sabem que o Sol é um central nuclear em constante turbulência que não merece a confiança que nele depositamos.
O Sol é uma vasta bola de gás quente - principalmente hidrogénio - capaz de engolir 1,3 milhões de Terras. Para exprimir o seu peso em toneladas, temos de escrever um 2, seguido por 27 zeros. Este peso, umas 300 000 vezes o da Terra, submete o núcleo solar a uma pressão 300 milhões de vezes a da nossa atmosfera.
A temperatura no centro do Sol é de 15 000 000ºC. Nesta fornalha, manifesta-se a reacção nuclear que cria a luz e o calor - a mesma que confere poder à bomba H - a «queima» nuclear que transforma o hidrogénio em hélio. Como em todas as reacções nucleares, a Matéria é convertida em Energia! A quantidade de hélio produzida na reacção é apenas 92,3% de hidrogénio utilizada. A diferença converte-se em luz, calor, Raios-X e outras formas de energia.
Assim, desaparecem em cada segundo 4 milhões de toneladas da Matéria do Sol! À superfície, a temperatura do Sol limita-se a 5800ºC e, a parte visível é manchada: brilhante onde o gás quente acabou de sair das profundezas - mais escura, onde uma área resfriada começa a descer.
Campos magnéticos invisíveis, circulares, atravessam às vezes a superfície vindos das profundezas. Os Campos Magnéticos bloqueiam o fluxo de energia, de modo que as áreas onde os círculos emergem e voltam a entrar se tornam relativamente frias e, surgem como escuras manchas.
As Proeminências.- nuvens espectaculares de hidrogénio vermelho, de tamanho muito superior ao da Terra - ascendem para o Céu Solar e voltam a cair. Poderá acreditar-se que, um corpo tão violento como o Sol, venha a mudar o seu comportamento no futuro; deixar de nos queimar ou de nos gelar...?
Uma observação constante revela muitas irregularidades. Parece, por exemplo, que o Sol desde a data de 1979 terá esfriado - mais exactamente 0,01% - mas é possível que essa ligeira flutuação se inverta, mantendo-se instável de altos e baixos na actividade solar, bem como no número das manchas solares. Todos os teóricos concordam que o Sol continuará a apoiar a vida na Terra nos próximos 5000 milhões de anos. Mesmo que as reacções no coração do Sol se desencadeassem agora, passariam ainda 10 milhões de anos até que começasse a arrefecer a superfície solar e, a Terra, sentisse assim os respectivos efeitos desastrosos.

Bombardeamento vindo do Sol
A 7 de Julho de 1988, 3000 pombos-correios levantaram voo de gaiolas no Norte de França, descreveram círculos e partiram para a corrida anual até aos pombais no Sul da Inglaterra. Todavia, acontecimentos ocorridos no distante Sol, condenam esta corrida.
Dois dias antes, um súbito resplendor solar - uma colossal explosão na superfície do Sol - tinha atirado nuvens electricamente carregadas de protões e, de outras partículas subatómicas para o Espaço - algumas das quais perturbaram o campo magnético da Terra.
Quando o mau tempo impede os pombos de se guiarem pelo Sol, eles recorrem a bússolas internas, mas enganados pelas perturbações celestes, voaram (está claro), mas foram poucos os que chegaram ao seu destino.
Os pombos não são as únicas criaturas a quem os resplendores solares fazem correr riscos. As partículas altamente energéticas que o Sol lança originam doenças perigosas, devidas às radiações, e até patologias cancerígenas aos viajantes no Espaço!
Os Voos Espaciais são adiados sempre que os Astrónomos observam um resplendor! Se os Astronautas vierem a construir Bases na Lua ou em Marte (como já se especula que estarão a fazer) podem ver-se obrigados a cobri-las com rochas para se protegerem das radiações emitidas pelos resplendores solares.

Anãs-Brancas e Estrelas-Neutrões
O destino de todas as Estrelas com dimensão parecida com a do Sol é o de se tornarem numa espécie conhecida como Anã-Branca. Quando o hidrogénio existente no coração do Sol estiver gasto, ele reduzir-se-à a uma bola de gás quente menor que a Terra - tão estreitamente comprimido que um dedal cheio de gás, trazido para a Terra, pesaria uma tonelada!
Seja como for, qualquer Estrela cuja massa exceda a do Sol em mais de 40%, acabará inevitavelmente como Supernova. Pensa-se que o remanescente desta explosão será uma Estrela-Neutrão, que ainda é mais densa que uma Anã-Branca, pois não é constituída por átomos - é uma bola sólida de um único tipo de partículas subatómicas: o Neutrão.
Uma Estrela-Neutrão concentra uma massa igual à do Sol num volume com apenas 20 km de diâmetro. A força da gravidade à sua superfície é tão grande que uma «montanha» se reduziria a metade de um cubo de açúcar; seria porém, necessário para a galgar, mais energia do que aquela que o corpo de um ser humano gera ao longo da sua vida!
Pensa-se que, na velha Estrela-Geminga, na sua grande mancha laranja, seja provavelmente a de uma Estrela-Neutrão, uma matéria muito densa. Quando a Matéria é comprimida, o que acontece no centro das maiores explosões de Supernovas, a sua gravidade torna-se tão intensa que ela desaparece num Buraco Negro!

A Estrela Morta
As extinções - num passado distante - podem ser a prova de que o Sol tem um companheiro...
O Estudo dos Fósseis mostra súbitos desaparecimentos de milhares de espécies de plantas e animais ocorridos em poucas centenas de anos.
Por exemplo, a extinção dos Dinossauros no fim do Cretáceo, há uns 65 milhões de anos, é de facto o exemplo mais famoso. Contudo, não somente os Dinossauros mas todos os répteis voadores e nadadores - na realidade, cerca de 75% das espécies - morreram ao mesmo tempo que eles.
Uma extinção ocorrida há 245 milhões de anos foi ainda mais devastadora! Mais de 90% das espécies desapareceram, segundo se crê. Acontecimentos comparáveis ainda que menos drásticos, pontuam o registo dos fósseis.
Uma explicação muito discutida destes holocaustos foi proposta por Luís Alvarez e o filho deste, Walter, ambos professores na Universidade de Berkeley. Em amostras vindas de Gubbio, na Itália, descobriram uma fina camada de Irídio na fronteira entre as rochas do Cretáceo e do Terciário que se lhe seguiu. Descobertas similares foram feitas noutros locais.
O Irídio é raro na Terra, mas comum nos Meteoritos! Luís e Walter Alvarez sugeriram que a camada de Irídio tivesse sido depositada quando um Cometa colidiu com a Terra - o que asseveraram então, ter levantado enormes nuvens de poeira que velaram o Sol durante anos, perturbando o clima e causando uma extinção em massa!

Em Busca do Padrão
David M. Raup e J. John Seokoski Jr., Paleontologistas da Universidade de Chicago, nesse encalçe, descobriram que as extinções parecem ocorrer a intervalos de 30 milhões de anos e, os Geólogos, acompanhando esta orientação, verificaram uma regularidade similar nas datas em que as crateras de impacte - sinais de colisões de Cometas - se formaram na Terra. Contudo, todos estes dados são duvidosos. Porém, há que objectivar a seguinte questão: porque hão-de os Cometas colidir com a Terra com tanta certeza? Acredita-se sim, que tenham por origem um gigantesco enxame e sejam desviados para o Sol por, perturbações ocasionais de Estrelas que passam.
Que outras perturbações regulares os poderão afectar em cada 30 milhões de anos???

Um Vizinho Débil
A causa talvez seja um companheiro não descoberto do Sol - uma Estrela tão débil que ainda não foi observada. Se assim é, ela viajaria à roda do Sol numa trajectória altamente elíptica. A sua distância média seria de 1,4 anos-luz, mas em cada 30 milhões de anos tal distância baixaria para um quarto.
A sua aproximação atiraria cerca de um milhar de milhão de Cometas na direcção do Sol, durante um período de poucos milhões de anos - e alguns colidiriam com a Terra!
Por causa das suas desastrosas consequências para a vida na Terra, a hipotética «Estrela-companheira» foi chamada de Nemésis - o nome da deusa grega da Vingança. Felizmente, o seu próximo assalto ao Sistema Solar não é esperado para breve: ao que parece, estaremos a meio caminho...será mesmo?

A Nebulosa Orion é uma imensa nuvem de gás e poeira visível a olho nu na «espada» da Constelação Orion. Está distante cerca de 30 anos-luz (290 biliões de quilómetros). Como todas as Nebulosas Interestelares, está incrivelmente rarefeita. Uma amostra de 25 mm de diâmetro tirada da nebulosa inteira, pesaria tanto como uma pequena moeda.
A Estrela que mais rapidamente se move através do Céu nocturno, é a Barnard. Este débil corpo - demasiado sombrio para ser visto a olho nu - leva 180 anos a deslocar-se pelo Céu. No ano 11 800 passará pelo Sol à distância de 3,85 anos-luz - mais perto do que a Estrela mais próxima: a Próxima de Centauro!

Havendo ou não a perspectiva imediata de sofrermos com qualquer impacte meteorítico, cometas ou ainda da tal Estrela-companheira do Sol, o certo é que Astrónomos, Astrofísicos e demais cientistas se têm empenhado na análise correcta destes acontecimentos - ou futuras ocorrências nocivas - na Terra. Há que estudar efectivamente estas situações que nos transcendem mas, havendo sempre também a igual concordância de beneplácito e confiança, que estes mesmos cientistas nos merecem em créditos seus do que revelam posteriormente ao mundo. Estando a Terra no lugar certo, há hora certa, ou seja, estando localizada no ponto mais correcto do Sistema Solar em face à nossa vida humana, haverá que tal permanecer intacto; ainda que haja muitas interferências exteriores e no Cosmos sobre essa pacificação planetária - e estelar - do nosso pequeno mundo que dá pelo nome de Terra. As tecnologias vão-nos surpreendendo, assim como as descobertas e, as muitas surpresas da esfera estelar e, por conseguinte, de todo um Universo que jamais saberemos se será plano como se concerne hoje ou...em cordas ou numa outra dimensão quântica a descobrir e, revelar ao mundo, ao nosso mundo terrestre. Anuindo que tudo possa ser possível, pelo menos a muito longo prazo em próximos séculos (ou milénios) o Homem ascenda a essa mesma categoria de sábio e «estrela-cósmica» que no fundo, todos somos em atómica representação física. E não só. Pois que a bem da Humanidade, novos avanços se resumam para que todos vivamos em paz e, se possível, descansados de nenhuma catarse cósmica ou impacte brutal sobre a Terra se imponham! É o desejo de todos nós. Pois que em paz permaneçamos em vida e augúrio na Terra! Que Assim Seja!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Azam Ali - Feast of Silence (VAS)

A Bela Via Láctea


Via Láctea - Galáxia-Mater da Terra (A nossa Galáxia-Mãe)

Que berço triunfal é este, que ventre materno estelar é esta bela Galáxia - na Bela Via Láctea -  em espécie de cidade de estrelas magnificentes, na qual o nosso planeta Terra se integra e faz parte num todo? Haverá iguais, paralelos ou diversos outros sistemas solares no Universo? Outras iguais Galáxias tão maravilhosas quanto a nossa, para além da óptica, visão, alcance e mesmo conhecimento através dos poderosos telescópios da actualidade? Atingirá o Homem, algum dia, esse lato conhecimento do Cosmos???

Uma Cidade de Estrelas - A Via Láctea
A nossa Galáxia assemelha-se a um sorvedouro de estrelas no que se compõe como uma espécie de «cidade de estrelas». A pálida faixa de luz que rodeia o Céu e se chama de Via Láctea, não é mais do que um vislumbre da amálgama de estrelas, gás e poeira que representa.
A Galáxia tem a forma de um grande disco e, a Via Láctea, é o efeito que resulta de se olhar através do diâmetro do disco, no qual multidões de estrelas parecem fundir-se numa massa de fraca luminosidade.
Vista de fora, a Galáxia pareceria uma espiral - como é o caso de 30% das Galáxias! Os ramos da espiral, assinalados por carreiras de estrelas, gás e poeira, são na realidade, ondulações que percorrem o disco. A sua cor azulada mostra que são quentes - tal como a cor azulada de uma lâmpada em arco é mais quente, do que uma lâmpada vulgar. Onde quer que as nuvens sejam forçadas a reunir-se pela passagem de uma ondulação, o nascimento de estrelas é activado. Como resultado, cada ramo fica dotado de estrelas novas.
O coração da Galáxia é mais espesso do que o resto do disco; está livre de gás e poeira e, é formado pelas estrelas mais antigas - avermelhadas - porque estão mais frias do que as estrelas no auge da vida, tal como um ferro ao rubro é mais frio do que outro aquecido até ficar branco.
O centro da Galáxia é uma fonte forte de ondas de rádio, o que sugere que algo se está a processar. Todavia, há nuvens negras de gás e poeira na Constelação de Sagitário que obscurecem a fonte, a qual pode aparecer como um Buraco Negro a engolir milhões de toneladas de Matéria por segundo! Recorde-se que, um Buraco Negro, é o remanescente muito denso de uma Supernova: uma grande estrela que explodiu!

Um Ciclo de 200 Milhões de Anos
A Galáxia está a 100 000 anos-luz de nós e o nosso Sistema Solar a dois terços do caminho de saída do centro. O Sistema Solar, movendo-se à roda da Galáxia à velocidade de 250 km/s, gasta mais de 200 milhões de anos para a orbitar. À medida que o faz, balança para cima e para baixo ao longo do plano central do disco, passando através deste de 30 em 30 milhões de anos.
Acreditava-se outrora que este imenso alfinete de cabeça celeste compreendia todo o Universo...hoje sabemos da existência de milhões e milhões de outras Galáxias, para além do alcance dos maiores telescópios mundiais.

O Berço da Vida
(Um telescópio no Espaço (dos múltiplos que o percorrem hoje) pode ter visto nascer outros Sistemas Planetários...)
Se a vida tal como é na Terra existe algures na Galáxia, carece de planetas para nele viver. Há Astrónomos que pensam ter visto nascer, nas profundezas do Espaço (ou do Cosmos), estrelas e sistemas planetários, semelhantes ao Solar, mas nenhum telescópio vulgar é capaz disso.
O nascimento das estrelas ocorre no coração das nuvens interestelares de gás e poeira. Os raios infravermelhos (calor), porém, podem fazê-lo.
O satélite não-tripulado «IRAS» (Infrared Astronomy Satellite) foi colocado em órbita em Janeiro de 1983 para descobrir essas regiões e muitas outras fontes de infravermelhos que nunca se vêem sob a atmosfera, quando a Terra escurece. O telescópio a bordo do IRAS teve de ser resfriado com hélio líquido até 2,4ºC abaixo do zero absoluto para evitar ser ofuscado pela própria radiação de calor.
As estrelas podem começar a formar-se quando uma nuvem de gás interestelar é perturbada pelo impulso gravitacional das estrelas que passam, ou por uma onda de choque provocada pela explosão de outra estrela.
A nuvem fracciona-se em glóbulos, cada um talvez centenas de vezes maior que o Sol, que se transformam depois em densos nós de Matéria. No seu coração, forma-se uma «Proto-Estrela» (não é ainda verdadeira, pois não brilha ao libertar energia nuclear), aquecida pela energia liberta pela Matéria em queda.
Quando o coração da «Proto-Estrela» atinge a temperatura de 10 milhões de graus C, começam as reacções nucleares e uma nova estrela aparece a brilhar. Pode ser vista pelos Astrónomos da Terra como estrela «variável», flutuando num brilho aparente quando os últimos raios da Nuvem-Mãe giram à sua volta.
Os Astrónomos estão menos seguros sobre o que acontece a seguir - a Matéria sólida, sob a forma de partículas de pó e de pedras - pode ficar em órbita da nova estrela, pois o IRAS encontrou provas de partículas do tamanho de grãos de cascalho em torno de duas jovens estrelas!

Candidatos à Vida no Espaço
(Quando as Estrelas se movem devagar, revelam os seus ainda não vistos companheiros...)
Observado por potentes telescópios, qualquer planeta para além do nosso Sistema Solar perder-se-ia no resplendor da sua Estrela-Mãe. Existem, porém, maneiras indirectas de o encontrar, se ele existir.
Quando um planeta está na órbita da Estrela-Mãe, o seu campo gravitacional é atraído pela estrela a «mover-se devagar». O efeito de um planeta como a Terra é imperceptível, mas se tiver a dimensão de Júpiter, cuja massa lhe é 315 vezes superior, é substancial!
Tal redução de velocidade tem sido referida a propósito de diversas estrelas ma, algumas dessas observações não merecem crédito: devem-se a erros do telescópio. outros casos requerem confirmação independente.
Contudo, as observações parecem mostrar que dois corpos - um com 70% da massa de Júpiter e outro com metade desta - estão em órbita relativamente a uma próxima estrela fraca chamada Barnard.
Analisando outra Estrela com infravermelhos, julgou-se ver um objecto cuja massa seria 60 vezes a de Júpiter. É mais provável que se trate de uma pequena estrela que...de um grande planeta. Ou não.
Outra maneira de detectar companheiros ainda não vistos de estrelas consiste em analisar o comprimento da onda da luz vinda da Estrela. Se ela estiver vacilante, o comprimento de onda muda: reduz-se quando a Estrela se afasta. Este método revelou, por exemplo, um aparente companheiro 1,6 vezes maior que Júpiter, orbitando a estrela Gamma Cephei.
Um planeta suficientemente grande para o podermos detectar hoje seria uma bola gigantesca de gás, tão longe da estrela correspondente que estaria gelado, sem poder albergar vida como a que conhecemos. Todavia, onde houver planetas semelhantes a Júpiter, também poderá haver outros semelhantes à Terra!
O Telescópio Espacial Hubble, lançado em Abril de 1990 pelos Norte-Americanos,  proporcionou uma visão sem precedentes dos céus: órbita a 600 km, muito acima da nossa atmosfera enublada e variável. Pela luz de uma estrela, pode ser possível detectar os sinais característicos de uma atmosfera planetária rica em oxigénio - indicação quase certa da existência das condições necessárias para manter a vida.

Mais se concretizará a breve trecho ou em futuro próximo com as muitas investidas deste Telescópio Espacial Hubble (entre outros) que têm vindo a surpreender-nos ante toda a dimensão cósmica de Estrelas, Planetas, Galáxias e um sem número de evidências dessa sua existência. Desejar-se-à que, muito em breve, se possa concretizar o que há muito o Homem tem vindo a suscitar de encontro com o Espaço em reconhecimento de vida planetária, mesmo que consubstanciado pela anuência da existência de outras civilizações estelares. Até lá, só nos resta esperar que o Cosmos se nos abra como verdadeira caixa de surpresas ou de simples musicalidade a nossos ouvidos humanos no que compõe de tantos e, maravilhosos corpos celestes! Assim sendo, que haja progressos, avanços e muitos êxitos por vias de telescópios e sondas espaciais no Universo. E que, a bem da Humanidade, esse êxito nos seja uma virtude e nunca uma maldição em pertença e merecimento, pelo conhecimento lato deste mesmo Universo em que todos estamos inseridos. Que assim seja então!