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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

A Ascensão do Demónio


 

Lúcifer, Satanás, Satã, Belzebu, Azazel e tantos mais num só anjo caído do Céu da queda no tempo e, na matéria, para se vangloriar depois na sua iníqua ascensão na inversa evolução do Homem.

Lúcifer e o Santo Graal
Na tradição esotérica, o nome de Lúcifer está associado a uma mitologia própria. Vénus é a estrela vermelha para muitas culturas. Os Maias do México chamaram-lhe Chak Ek, «grande estrela vermelha». A este astro vermelho e brilhante corresponde na Terra uma pedra preciosa vermelha: quando Lúcifer caiu da abóbada celeste, soltou-se-lhe da testa uma pedra preciosas vermelha. Para os alquimistas, trata-se da pedra da sabedoria, com a qual foi feita a taça da comunhão que José de Arimateia usou para recolher o sangue de Jesus, pregado na cruz. Esta taça ou cálice seria o Santo Graal, esse objecto enigmático e com poderes misteriosos que, desde a Idade Média, povoa a imaginação dos esoteristas e ocultistas.

Queda e Ascensão
Na mitologia esotérica, o significado de Lúcifer tem sempre um aspecto negativo e um positivo. Ser a serpente do Paraíso é a sua primeira função na Terra. Sem ela, o pecado original não existiria, mas também não teria havido nenhuma evolução espiritual, pois o ser humano só iniciou o caminho para se redescobrir a si próprio e, à sua prática espiritual, depois do despertar da consciência - narrado de forma mítica - na História de Adão e Eva no Paraíso.
Se virmos as narrativas bíblicas do ponto de vista da mitologia, reconheceremos as suas variantes típicas no tema da queda: a queda do anjo, a queda de Adão e Eva e até a queda de Deus no mundo, na medida em que assumiu a forma do seu próprio filho, Jesus.
Em todo o caso, trata-se da descida do Reino do Espírito Puro às sombrias regiões da matéria. Os anjos caem na Terra e tornam-se tenebrosos e maus; os primeiros seres humanos cometem o pecado original e conhecem as suas limitações terrenas com a sexualidade, a doença e a morte; de certa forma, o próprio Deus aliena-se ao assumir a forma humana na figura de Jesus.
A «Queda do Anjo» é uma História do tempo antes do tempo, que pretende explicar-nos como o Espírito desceu à Matéria. O Pecado Original foi o pressuposto para o ser humano alcançar a consciência e, a autoconsciência, e poder começar a entender que existe nele um espírito.
Jesus é a recordação directa do Reino de Deus e a lembrança de que a missão da evolução espiritual é fazer regressar a involução - ou espécie de regressão no ser humano no chamado processo evolutivo - na designada queda no tempo e, na matéria, inversamente à subida à nossa pátria espiritual em Deus.

A Pedra do Céu
Em Wolfram von Eschenbach, existe uma relação entre a jóia da testa de Lúcifer e a expressão «lapsit exillis», que já deu muitas dores de cabeça aos filólogos e que, tem muitas variantes, como «iaspis e lapis» para a primeira palavra e «exillix, erillis e exilis» para a segunda.
Em 1880, Ernst Martin sugeriu que este conceito de Wolfram era uma alteração de «lapis es coelis», (a pedra daquele que cai do Céu), e em 1901, Samuel Singer opinou que a frase original devia ser «lapis ex coelis», (a pedra vinda/ caída do Céu). Em todo o caso, Wolfram referia-se, sem dúvida, a uma pedra vinda do Céu (asteróide...?) trazida para a Terra por um grupo de anjos que permaneceu neutral na luta da Trindade contra Lúcifer. No entanto, se favorecermos a expressão «lapis ex coelis» (caído do Céu) a lenda adquire uma relação ainda mais estreita com a história de Lúcifer.
O termo foi também associado à «schechinah» da tradição hebraica, que é a manifestação visível da glória de Deus na forma da luz brilhante que simboliza a presença divina. Assim, são possíveis outras leituras: «lapis exilii», (a pedra do exílio), a diáspora ou «lapis exulis» (a pedra do desterro), ou seja, a pedra que se desterrou voluntariamente do Céu para manifestar a presença de Deus no mundo.
Estas poucas observações mostram-nos como a figura de Lúcifer se apresenta ambígua: enquanto, para o Catolicismo, ele é o chefe dos anjos revoltosos e, portanto, designação do Demónio. Uma outra tradição vê nele uma espécie de mensageiro de Deus, um ser celestial que anuncia a luz de Deus na Terra e de cujo espírito (testa!) se fez o recipiente onde foi recolhido o sangue de Cristo, esse grande símbolo da transformação e, da libertação.

O Cálice do Paraíso
Wolfram von Eschenbach (por volta de 1170-1220), o importante autor do poema narrativo «Parsifal», escreveu que teria caído uma pedra preciosa da coroa de Lúcifer, quando o arcanjo Gabriel o expulsou para a Terra. Nas Lendas Arturianas de Thomas Malory (século XV), podemos ler que, com a ajuda dos seus poderes mágicos, Salomão esculpiu um cálice numa pedra que Lúcifer deixou cair no momento da sua queda. Segundo versões mais antigas, a pedra que se desprendeu da cabeça de Lúcifer era uma esmeralda, da qual um anjo bom fez o Graal, que foi confiado a Adão até este ser expulso do paraíso terrestre. Set, filho de Adão, encontrou o cálice no Paraíso e levou-o consigo quando teve de o abandonar.

O Bem e o Mal, eternamente a luta endémica e extenuante no ser humano que a capta, absorve e institui como praga sanguínea de formação endógena ao longo da sua vida. Quebrar esse ciclo, seria voltar a nascer ou, a renascer em novas e multifacetadas origens morfológicas e anímicas no Homem. A haver uma transformação real no ser humano - nesse tal processo evolutivo e não regressivo ou mesmo recessivo em si - há que ponderar bem as virtudes e, as maledicências que fizermos na nossa vida e, na dos outros pois estamos todos conectados com a mesma realidade divina e de formatação genética, cromossómica e espiritual. Ainda que por vezes reconheçamos que a alma essa é muito especial em nós e nem todos a possamos exibir, ainda que todos a possuamos e nem sempre em benefício do próximo. Deus é justo. Deus não castiga. Já Lúcifer não sei...mas adivinho. Sejamos coerentes, prestimosos, benevolentes e altruístas e então veremos chegada a hora de nos anunciarmos também nós, seres divinos, seres de luz, seres que, mesmo caindo por vezes como anjos decadentes e sem brilho, nos conseguimos soerguer e dar luz e iluminação interior aos que mais desta necessitam. É por isso que finalizo sempre com uma frase de esperança e bonomia em prol e afecto de toda a Humanidade, porque penso e acredito de que ainda merecemos a compaixão e, a benemerência de Deus em fazer-nos seguir e continuar no nosso caminho. Assim seja, por todos nós!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Lenda de Lúcifer











"Como pudeste cair do Céu, astro brilhante da manhã! Foste precipitado por terra, tu, o Vencedor das Nações!"                                                         Bíblia Sagrada       (Isaías 14,12)

Lúcifer - A Lenda da Queda do Anjo
Chamaram-lhe Satã, Belzebu, Azazel, Asmodeu, Belfegor, Belial e muitos outros nomes, mas o ser é sempre o mesmo: o Demónio no Cristianismo. São nomes que encerram histórias, lendas e características.
A sua origem histórica e etimologia permitem-nos um olhar sobre o leque de significados do Demónio. Mas há um nome que envolve um mistério especial: Lúcifer.

Azazel - «O Bode Expiatório»
Um dos demónios mais antigos chama-se Azazel. Os Israelitas carregavam-no com os seus pecados na forma de um bode. No dia do «yom kippur», ofereciam-se dois bodes em sacrifício. Era o acaso que determinava qual seria sacrificado a Deus e qual a Azazel. Só o que se destinava a Deus era de facto sacrificado. O outro «coloca-o vivo diante do Senhor, para servir no ritual do perdão dos pecados, e depois manda-o para Azazel, para o deserto» (Lv 16, 10). É daqui que vem o nosso conceito de «bode expiatório». Sabemos por textos Sírios e Orígenes que, Azazel, era um ser sobrenatural que vivia no solo estéril do deserto.
A origem etimológica da palavra parece significar «poder de Deus». É um significado que também podemos atribuir àquele que usou o seu poder contra Deus. Ou seja, a um anjo que já foi bom e poderoso e, que se virou contra Deus. Estudos recentes mostram que o seu nome pode estar associado ao culto da divindade Azizos, muito difundido na antiga Síria, em Nabateus e em Palmira, e estreitamente relacionado com a adoração do Sol. Azizos era o «acompanhante do Sol», designação que os Sírios também davam à estrela da manhã, Vénus. Devido a esta característica, os Gregos chamaram-lhe Fósforo e os Latinos, Lúcifer. Ambos os conceitos significam «portador de luz». Foi deste modo que os Hebreus converteram a divindade pagã Azizos, que odiavam, no anjo caído Azazel, mais tarde Lúcifer, um outro aspecto do Demónio Cristão.

A Queda da Estrela da Manhã
Nos apócrifos de Henoch, Azazel é um dos principais anjos caídos. Quando ele e os seus foram expulsos do Céu para a Terra, uniram-se com mulheres das quais nasceram gigantes.
Lúcifer não aparece no Antigo Testamento na qualidade de anjo caído, mas existe na Bíblia (Isaías 14, 12) uma passagem que diz: "Como pudeste cair do Céu, astro brilhante da manhã! Foste precipitado por terra, tu, o Vencedor das Nações!"
Em consequência, a versão latina da Bíblia traduz estrela da manhã por «Lúcifer, filho da madrugada». Este trecho trata dos presságios do profeta sobre o declínio da Babilónia e anuncia a queda do seu Rei, metaforicamente designado pela estrela da manhã que cai do Céu. Pensa-se que Lúcifer pode ter-se convertido num dos anjos caídos por causa desta interpretação alegórica da Bíblia. A dificuldade de se considerar este nome uma designação do Demónio, é que ele também é aplicado a Jesus Cristo.
Na visão apocalíptica de João, Jesus designa-se a si próprio por «estrela brilhante da manhã» (Ap 22, 16). Na segunda carta de Pedro (2 Ped 1, 19), também se diz: «que a estrela da manhã alumie os vossos corações». O nome Lúcifer é usado na versão latina da Bíblia para designar a «aurora» (Job 38, 12), as «constelações» (Job 38, 32) e o «orvalho da manhã» (Sl 109, 3).
Lúcifer só tomou o seu lugar nas profundezas mais escuras do Inferno, depois da geografia do Inferno de Dante. Expulso do alto trono que ocupava, foi enviado para o centro da Terra, onde reina com os seus três rostos e as três bocas que, continuamente, devoram os grandes traidores Cássio, Bruto e Judas.

A Queda dos Anjos
O Apocalipse (Ap 12) descreve a guerra entre os anjos do Céu: Miguel e os seus apoiantes vencem Lúcifer e os seus partidários, que se tornaram muito orgulhosos, e expulsam-nos para a Terra. Ou seja, é uma discórdia celestial que traz o Inferno à Terra.
Para São Jerónimo, o principal anjo caído é Lúcifer, que chora a perda da sua luz, tão brilhante como a estrela da manhã. Esta interpretação impôs-se no Cristianismo, mas existem várias tradições esotéricas ligadas ao significado do nome Lúcifer, nas quais, a sua história é tratada como uma complexa alegoria.
Sob uma visão cósmica, poder-se-à acrescentar também o facto de estarmos perante uma determinada batalha de poderes extraestelares que, a ter ocorrido, se veio anunciar na Terra como prenúncio entre o bem e o mal na legitimidade suprema de um Deus universal que lhe terá retirado poderes, a Lúcifer, por má ingerência certamente nos destinos a cumprir. Mas isto, são apenas meras divagações de mentes humanas que num maniqueísmo acentuado e por vezes desequilibrado, se deixam seduzir e mesmo anular por poderes ditos maiores mas que nos fazem penar e perecer na Terra também. Tal como a Lúcifer.
No entanto, há que ter esperança que o bem vença o mal, pois só assim cresceremos na divina graça e condão do que nos assiste como seres humanos com todos os nossos defeitos e virtudes. Assim seja!










































































































































































A Liquefacção



Será milagre ou somente um efeito circunstancial de cariz científico ou natural, a liquefacção do sangue de São Januário?

São Januário - A Liquefacção do Sangue
Januário, bispo de Benevento, no Sul de Itália, foi decapitado cerca de 305 em Pozzuoli, em Nápoles, por altura da perseguição aos cristãos levada a cabo pelo imperador Diocleciano. Uma mulher teria recolhido o sangue em dois frascos, logo a seguir ao suplício. O sangue ter-se-ia liquefeito pela primeira vez em 313, quando foi transladado para Nápoles, juntamente com as ossadas.

O Sangue do Mártir
Todos os anos a 19 de Setembro, suposto aniversário de São Januário (San Gennaro), tem lugar um espectáculo extraordinário na Catedral de Nápoles. É neste primeiro dia de uma semana de festividades religiosas que se tira a famosa relíquia do seu relicário.
Numa vitrina encontram-se encerrados numa custódia dois frascos ligeiramente achatados, tapados com uma espécie de betume escuro. O mais pequeno contém apenas uns salpicos, mas vê-se no maior (teca) uma massa compacta e negra que o enche até cerca de dois terços. Trata-se, ao que se diz, do sangue do mártir. No aniversário de São Januário e, em determinados feriados religiosos, o sangue da «teca» liquefaz-se: um «milagre», cujo não cumprimento é considerado um mau presságio pelos Napolitanos.

O «Milagre»
Depois de retirar a custódia com o sangue de São Januário do relicário de prata, o padre aproxima-a da cabeça do Santo e mostra-a várias vezes aos fiéis reunidos na igreja. A emoção religiosa cresce, os cânticos intensificam-se e, as litanias, transformam-se em súplicas, acompanhadas de comportamentos dramáticos e fervorosos. Diz-se que, ás vezes, quando o milagre demora mais tempo do que o previsto, as orações se transformam em imprecações de um momento para o outro em verdadeira fleuma carismática de uma religiosidade ímpar. Quando a massa do frasquinho começa a liquefazer-se, o padre levanta-o bem alto e agita um lenço branco para indicar que se deu o milagre.

História das Investigações
De uma perspectiva cultural e histórica, a liquefacção do sangue de São Januário é muito interessante, tanto mais que representa o fenómeno insólito melhor documentado em termos históricos.
Existem textos sistemáticos sobre a liquefacção do sangue desde 1659, mas há registos do milagre de muitos séculos anteriores a esta data.
Investigações científicas, pelo contrário, existem muito poucas. Em 1902, registaram-se alterações da temperatura e do peso e fez-se então, uma análise espectral da substância com os métodos de que na altura se dispunha. A análise espectral revelou que, a substância contém mesmo sangue.
No seu trabalho «Prodiges Sanguins après la Mort» (Prodígios Sanguíneos depois da Morte), o médico francês Hubert Larcher, antigo director do Instituto Metapsíquico de Paris, dá a entender que o líquido contém apenas a quantidade de sangue necessária, para que as suas características apareçam no espectroscópio. Não ficou assim provado que o frasco só contém sangue, mas a investigação mostrou que, pelo menos, existe nele uma quantidade considerável. Não se pode no entanto saber se, como se diz, o frasco não é aberto desde o século XIV.

Uma das Primeiras Experiências
Desde muito cedo que surgiram dúvidas sobre a autenticidade do sangue do frasco. Um texto datado de 1734, relata uma demonstração feita pelo médico e químico Neumann que, perante uma assembleia de membros da Real Sociedade das Ciências de Berlim, tirou de uma caixa um frasco contendo uma substância seca e escura. Para dar emoção ao acontecimento, mandou vir um crânio e segurou-lhe o frasco por cima. A substãncia começou a liquefazer-se e, o seu volume a aumentar.
Neumann misturara uma substância que o químico italiano Luigi Garlaschelli pensa ser semelhante à que se encontra no frasco. Segundo ele, encheram-no na Alta Idade Média com uma solução à base de cloreto de ferro, cal e sal de cozinha e que, em condições estáveis, parece sangue coagulado. Uma tal substância, chamada «tixotrope», permanece no estado sólido quando está em repouso, mas liquefaz-se logo, assim que é agitada.

Verdade ou não, o certo é que se fazem verdadeiras romarias em honra e homenagem a este infeliz bispo secular na memória e, na eternidade de uma crença popular jamais vista. A Catedral de Nápoles chega a ser pequena, exígua mesmo, para a enorme multidão que assim acompanha estes festejos litúrgicos em devoção extrema a São Januário no dia 19 de Setembro de cada ano. Agitam-se numa estranha ousadia de curiosidade e sublimação, ante o especial ou particular líquido milagroso do Santo mártir que o padre subleva com admiração e rigorosa encenação espiritual. Todos o seguem expectantes, vendo em observações individuais se este sangue - em frasco apresentado - lhes reverte o milagre tão desejado. Cumprida a missão, todos se vangloriam ante a felicidade suprema de uma homilia abençoada e, concretizada. Se o sangue é mesmo de São Januário e este por si, é uma obra milagreira perante todos, então é porque deve assim mesmo ser preservado, sendo inexpugnável esse sentimento e acção ao longo dos tempos. Quebrar emoções ou simplesmente recolher na verdade dos factos, todo este potencial religioso nos crentes, é algo muito difícil de dissociar mas, como em tudo na vida, haverá sempre mas sempre, que respeitar e cobrar a verdade, só a verdade, ainda que esta nos doa pela circunstancial actuação científica em nos ditar essa outra verdade. Confuso? Nem tanto...basta acreditar! Pela crença, pela verdade científica ou religiosa, o importante é acreditar, só isso, independentemente do que nos rege na vida em ideologias ou simpatias, por umas e por outras vertentes paralelas nesta nossa vida. A Crença tem de andar de mãos dadas com a Ciência, apesar de todos sabermos, quão difícil e mesmo inatingível isso possa ser. Mas, a bem de toda a Humanidade, assim possa ser!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A Relíquia



Quem terá razão? Os vários investigadores que o consideram autêntico e julgam ter sido feito há dois milénios ou, a datação por radiocarbono?

Datação por Radiocarbono
Caso a mortalha seja verdadeira, Jesus Cristo teria de estar ainda vivo quando o baixaram da cruz. Em 1988, o Vaticano mandou datar a relíquia pelo método de radiocarbono. Ao fim e ao cabo, estavam em jogo os principais dogmas da Igreja: a morte na cruz e, a ressurreição. O resultado porém, foi que o tecido fora fabricado na primeira metade do século XIV. Quem tinha razão então? Os vários investigadores que o consideravam autêntico e julgavam ter sido feito há dois milénios ou, a datação por radiocarbono?
Ao cabo de uma minuciosa investigação, os investigadores alemães Holger Kersten e Elmar R. Gruber conseguiram demonstrar que durante a datação houvera manipulações e que, os vestígios de aloé e mirra encontrados na mortalha, não intervêm nos ritos fúnebres judaicos, já que apenas era praticada a unção com óleo. Estas substâncias também não eram utilizadas para embalsamar, um costume considerado sumamente repugnante entre os Judeus. As duas plantas - aloé e mirra - eram sobretudo empregues para tratar feridas extensas, pois são óptimas para confeccionar pomadas e unguentos.
Alguns cientistas defendem que os Judeus costumavam preparar emplastros e ligaduras misturando mirra com a resina de estevas. Ao que parece - com o tecido e as ervas - ter-se-à preparado um emplastro, pelo que o tecido não seria uma mortalha, mas antes uma ligadura. Esta hipótese é reforçada pelo facto de os Judeus costumarem envolver os mortos em tiras de pano largas e estreitas, como as múmias, não os envolvendo em panos largos, como ocorreu com o suposto Santo Sudário de Turim.
Nas suas análises, Gruber e Kersten demonstraram que os unguentos apenas puderam criar a imagem no tecido ao misturarem-se com suor e fluidos corporais: tal demonstra que a imagem só pode corresponder a uma pessoa que ainda estava viva.

Outros Indícios: As Feridas
A distribuição das feridas pela cabeça demonstra que, a coroa de espinhos não formava um aro, mas uma espécie de capuz que cobria todo o crânio, ao estilo das coroas ocidentais da época. Nos ombros e costas contam-se mais de 90 feridas pequenas, cujas características apontam para um determinado «látego romano» (o flagrum), que possui três tiras de couro com esferas de chumbo presas nas extremidades.
Na região dos ombros, também se vê o sangue resultante das feridas que coincidem com o antigo costume de obrigar o condenado que iria morrer na cruz, a carregar até ao local da execução e, sobre os ombros, a trave de madeira a que iria ser pregado.

A Experiência
Holger Kersten e Elmar R. Gruber untaram um voluntário com uma mistura de aloé e mirra e envolveram-no numa tela de linho. Aumentaram a temperatura ambiente para que a «cobaia» suasse e no tecido formou-se uma imagem em negativo, resistente à lavagem, e muito semelhante à da mortalha de Turim. É óbvio que não é exactamente igual ao original, já que não foi possível reproduzir as alterações sofridas por este, durante o processo de envelhecimento.

Reconstrução do Crucificado
A tonalidade das manchas da tela é mais intensa nos locais em que estava em contacto directo com o corpo, sendo mais clara nos pontos que ficaram mais afastados da pele. Um grupo de cientistas analisou as tonalidades de cinzento de uma fotografia a preto e branco da mortalha: os pontos mais escuros eram interpretados pelo computador como protuberâncias e, os mais claros, como zonas menos pronunciadas.
A partir desta relação entre a distância do tecido  e a intensidade da cor, um programa informático reconstruiu a forma de um corpo envolto na mortalha e, projectou um gráfico tridimensional com a imagem do «homem do sudário».

Datação Duvidosa
Entretanto, surgiram várias vozes - como a do microbiólogo Leoncio Garza-Valdéz, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de San Antonio, no Texas - que discordavam da datação, realizada através do método do radiocarbono. Garza-Valdéz descobriu que o Santo Sudário de Turim, tal como muitas relíquias antigas, está coberto por uma camada de bactérias e fungos que em parte ainda estão vivos. Deste modo, ao efectuar-se a datação com o radiocarbono, o que se datou foi uma mistura de linho com o revestimento biológico que o acompanha. O resultado tinha de ser uma data muito diferente. Para além do mais, Garza-Valdéz argumenta que, ao examinar uma mancha de sangue, constatou a presença de minúsculos restos de madeira. Na sua opinião, trata-se de uma espécie de azinheira que até agora não foi possível classificar com plena certeza. Pensa que poderia tratar-se de pequenos fragmentos da madeira da cruz. Visto que a maioria das relíquias conhecidas da «verdadeira cruz de Cristo» é de madeira de pinho, este resultado pode revelar-se uma nova fonte de inquietação para os crentes.

Particularidade nas Hemorragias
Nos quadros e pinturas da História da Arte é costume Jesus Cristo ser representado, crucificado com os pregos a atravessarem-lhe as palmas das mãos. As manchas de sangue da mortalha revelam no entanto, que na verdade, os pregos penetraram pela base da mão, pois esta era a única forma de assegurar que as mãos não se rasgariam com o peso do corpo. Dos três fios de sangue visíveis no tecido, apenas um poderia ter sido provocado ao serem retirados os pregos mas, visto que o sangue se espalhou em extensão, só pôde fluir quando o corpo repousava no chão.

O Códice de Pray
Uma miniatura do chamado Códice de Pray, reforça a ideia da incorrecta datação obtida pelo método do radiocarbono. Este manuscrito foi elaborado entre 1150 e 1195 e por isso, é pelo menos um século mais velho que a data atribuída ao sudário. Sem dúvida, o artista teria de conhecer a existência do Santo Sudário de Turim, já que a imagem desnuda de Jesus Cristo com as mãos cruzadas é única.
Enquanto isso, na actualidade, o pano de linho no qual o suposto corpo de Jesus Cristo terá sido envolto após a crucificação, é considerado a relíquia mais valiosa e também a mais controversa da cristandade.
Ao mesmo tempo que os crentes veneram a profundamente a mortalha, os cientistas vão discutindo no tempo - e nas experiências que vão continuamente fazendo, acredita-se - a autenticidade e origem da dita mortalha em eterna relíquia, para crentes e não crentes, supõe-se.
Que a verdade seja uma só e nos seja revelada a breve trecho e, a na consistência devida do muito que ainda há por descobrir e modificar na História das Religiões. A bem de todos, assim seja!


A Mortalha




Terá Jesus Cristo sobrevivido à crucificação, não passando portanto a ressurreição de uma lenda bíblica?



O Santo Sudário de Turim
Uma tela de linho com 4,36 metros de comprimento e 1,10 metros de largura, cuja origem e lugar de custódia são objecto de forte controvérsia desde o seu aparecimento, revela a parte da frente e a de trás do corpo de um homem nu e ferido como se de um negativo fotográfico se tratasse. A delicada imagem apresenta uma coloração sépia e cinzenta em algumas partes e, observam-se também claramente, restos de sangue. O pano é um dos objectos mais estudados pelos cientistas e é conhecido como o Santo Sudário de Turim. Não se trata de uma pintura, pois os vestígios de sangue encontrados são humanos; conseguiu-se também determinar o grupo sanguíneo a que pertencem.
Não restam dúvidas de que alguém de que alguém esteve envolto nele e, de que o seu corpo, terá deixado uma marca indelével no tecido. Mas quem será e quando aconteceu tudo isto?

Imagem de Jesus Cristo
As feridas fazem crer que o homem terá sido crucificado e são exactamente as mesmas que foram infligidas a Jesus Cristo na cruz. A coincidência com os relatos evangélicos da Paixão de Cristo e outros dados históricos sobre a sua crucificação é tão assombrosa que o historiador jesuíta Herbert Thurston escreveu: "Quanto à identidade do corpo cuja imagem aparece no sudário, não resta a menor dúvida. As cinco chagas, a cruel flagelação e as feridas em redor da cabeça são claramente visíveis. Em nenhuma outra pessoa (excepto em Jesus), se verificaram tais ferimentos, desde que o mundo existe." - Eis a mortalha de Jesus Cristo! Os cientistas, porém, discutem até hoje a sua autenticidade.

Argumentos a Favor da Autenticidade
O professor Gilbert Raes, do Instituto de Tecnologia Têxtil de Gante, na Bélgica, descobriu no tecido várias fibras de uma espécie de algodão que na época de Jesus Cristo era plantada na Síria. Naquele tempo, o algodão ainda não era cultivado na Europa. Ao que parece, o linho terá sido tecido num tear sírio no qual previamente, se havia trabalhado com algodão. O criminólogo suíço Max Frei conseguiu identificar as espécies vegetais, cujos pólenes foram encontrados no sudário. Muitas delas são plantas típicas do deserto, mais concretamente da zona que circunda o Mar Morto. Algumas encontram-se exclusivamente nos arredores de Jerusalém. O tamanho do pano corresponde ainda, a uma unidade de medida habitual na Palestina nos tempos de Jesus Cristo. Os vestígios de plantas como a mirra e o aloé - mencionados no Evangelho de São João - e achados também na mortalha, reforçam a tese da sua autenticidade.
Numerosos estudos trouxeram um sem-número de provas a favor da suspeita de que se trata da verdadeira imagem de um ser humano vivo.

Imagem de alguém Vivo
A análise efectuada por um grupo de patologistas provocou grande comoção: na imagem não detectaram nenhum indício de «rigor mortis» e, com base nos fluxos de sangue visíveis no tecido, concluíram que o homem envolto na mortalha teria de estar vivo. De diversos pontos que num corpo jacente ficam em posições mais elevadas - como a parte da frente do tronco e as mãos - brotou muito sangue, coisa que seria de todo impossível num cadáver. De especial interesse, revelou-se a hemorragia da ferida das costas: é possível observar uma grande mancha de sangue que se estende de forma transversal sobre toda a extensão das costas. O sangue espalha-se pela mortalha até aos lados do corpo. Isto tem apenas uma explicação: quando o homem foi envolto na mortalha e deitado de costas no chão, a ferida começou a sangrar de novo. Esta hemorragia não poderia ter-se verificado na vertical sobre a cruz. As diversas feridas apenas poderiam sangrar se, o sistema circulatório do homem, se mantivesse funcional. Contaram-se 28 feridas que, continuavam a sangrar mesmo depois de o homem ter sido despregado da cruz. O crucificado não poderia portanto, estar morto.

Genética Divina
Impõe-se então a seguinte questão: terá assim Jesus Cristo sobrevivido à crucificação, não passando portanto a ressurreição de uma lenda bíblica?
A igreja depara-se com outras revelações extraordinárias relacionadas com a mortalha de Turim: o doutor Victor V. Tryon, director do Centro de Tecnologias Genéticas Avançadas da Universidade do Texas, em San Antonio, analisou o ADN de uma das manchas de sangue da mortalha. Constatou que o sangue contém os cromossomas X e Y, pelo que pertence indubitavelmente a um homem. Todavia, Tryon realça que há outras análises possíveis: "Se se verificar que este ADN provém apenas da mãe, sem intervenção do pai, tal teria consequências religiosas que qualquer pessoa pode imaginar."
A informação genética respeitante ao homem - que na opinião de um quarto da Humanidade, foi o filho de Deus - pode confirmar ou deitar por terra assim, certos dogmas da fé.

Por ocasião da última apresentação em público da mortalha na Catedral de Turim, em 2000, preparou-se uma reprodução em alumínio da relíquia em tamanho original para que, o retrato de Jesus Cristo, fosse também palpável. Desta forma, os invisuais puderam tocar pela primeira vez na «imagem» de Cristo, ao passo que aos restantes visitantes, era dada a oportunidade de observar por breves instantes, o precioso tesouro da catedral protegido por um vidro à prova de bala.
Defensores ou opositores sobre esta questiúncula da mortalha pertencer ou não a Jesus Cristo, ainda levará o seu tempo em reposição de toda a verdade, contudo (tenham razão uns ou outros) aguardaremos com expectativa as novidades de investigação e análises científicas que a moderna tecnologia se nos apresenta. Assim sendo, vamos esperar que algo possa surgir em anúncio plausível e consensual com todas as hostes religiosas e não só. Especular, só deforma o verdadeiro sentido do que ambicionamos conhecer em autenticidade e veracidade dos factos registados então. A bem de todos, assim seja!











segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Estranha Morte


 

Terá Jesus Cristo sobrevivido à cruz, prosseguindo o seu caminho de profeta como simples mortal?
Estará o Salvador sepultado na cidade de Srinagar? Repousarão aí, os seus restos mortais?

Crucificação e Ressurreição
Para o Cristianismo, a crucificação e a ressurreição são aspectos essenciais da doutrina da fé. No entanto, o Alcorão contém uma «sura» (capítulo) que não só dá azo a diversas interpretações como levanta também a hipótese de que Jesus não teria sido executado. Na verdade, diz-se que morreu na Índia sob um pseudónimo e que, está enterrado naquele país, mais concretamente em Srinagar.
Alguns leitores mais atentos acreditam ter também encontrado na Bíblia indícios de que Jesus não morreu. Por exemplo, no Evangelho de São João surge, junto a alusões veladas ao facto de o enterro se ter efectuado de forma «incorrecta» do ponto de vista dos costumes judaicos, a referência a alguém que trouxe aloé e mirra até à sepultura. Para o Judaísmo, porém, estas duas substâncias não são usadas no embalsamento de cadáveres, mas no tratamento de feridas. Actualmente, muitas pessoas acreditam de que Jesus Cristo - depois de sobreviver à crucificação - foi escondido na sepultura e curado, fugindo depois para a Pérsia. Afirmam que nesse país terá continuado o seu trabalho de profeta sob o nome de Yuz Asaf. Depois terá prosseguido a sua viagem rumo ao Afeganistão e, finalmente, até à Índia.
Conta-se que, em Caxemira, fez muitos milagres e se casou, tendo muitos filhos. Afirma-se mesmo que viveu até aos 108 anos. Verdade ou heresia, nenhuma destas se pode corroborar ainda com toda a certeza, ainda que os relatos firmados ao longo dos séculos, tenham permanecido.

Jesus na Demanda de Buda
Não existem provas sólidas quanto a esta teoria, ainda assim algumas relíquias históricas apontam para a presença de Jesus em Caxemira. Mas por que razão, teria Jesus Cristo ido para a Índia?
Em pleno século XIX, o historiador e filósofo Rudolf Seydel (1835-1892), da Universidade de Leipzig, na Alemanha, demonstrou que os Evangelhos contém muitos elementos emprestados de textos budistas. Buda viveu na Índia de 560 a 480 a. C. É possível que Jesus Cristo, agora Yuz Asaf, se tivesse familiarizado na pátria de Buda com os seus ensinamentos e os adoptasse e, integrasse, na sua própria doutrina.
Segundo Seydel, os autores do Novo Testamento tiveram da basear-se em algo que seria uma espécie de Evangelho Budista, passado por um filtro cristão.

Cristianismo Budista?
Recentemente, o professor de literatura norte-americano Zacharias P. Thundy afirmou que a história da infância e juventude de Jesus coincide em muitos aspectos com a de Buda. Para além disso, os sermões de Jesus Cristo revelam muitos paralelismos com textos Hinduístas e Budistas.
Para o historiador alemão Holger Kersten, não restam dúvidas de que os traços fundamentais da doutrina cristã são de natureza budista. Tanto o milagre da multiplicação dos pães como o de Jesus caminhar sobre a água são idênticos a, histórias milagrosas que se contam de Buda. No caso dos pães, as coincidências abrangem não só o próprio fenómeno como também o número de pessoas, de pães e de cestos com as sobras. O milagre de caminhar sobre a água é, em termos de estrutura e conteúdo, quase idêntico ao da tradição budista, que é muito mais antigo. Ambos os apóstolos, Sariputta, no caso de Buda, e Pedro, no de Jesus, se afundam na água devido à sua falta de fé.

Simulação da Morte e Fuga?
Voltando à questão inicial, convém esclarecer então: Diz o Alcorão na sura 4157 e seguintes: «...e (porque) disseram: "Matámos Jesus Cristo, filho de Maria e enviado de Deus." Mas, (na realidade) não o mataram nem (sequer) crucificaram. Mas apareceu-lhes (outro) parecido (de modo que o confundiram com Jesus e o mataram)... E não o mataram com certeza (não podem afirmar com certeza que o mataram)...».
Tendo em conta as palavras escolhidas e a gramática árabe, é difícil traduzir e entender o capítulo da crucificação no Alcorão. As várias interpretações possíveis deram lugar especulações como a que afirma que Jesus Cristo não morreu na cruz ou que foi morto, mas não pelas pessoas que a Bíblia aponta.
No que diz respeito à crucificação e ressurreição, alguns investigadores falam de morte aparente ou até de morte simulada. Segundo eles, Jesus não bebeu vinagre, mas antes um opiáceo com o qual os seus aliados o anestesiaram. Para além disso, sustentam que Jesus morreu de forma «estranhamente rápida». Tudo terminou passadas três horas, embora a morte na cruz costume durar dias. Por fim, no túmulo, Jesus teria recuperado os sentidos e fugido para a Índia.

O Túmulo
Num lugar retirado nas montanhas do Norte da Índia, no meio do centro histórico da cidade de Srinagar, existe uma casa onde repousam os restos mortais do profeta Yuz Asaf. Os muros só foram erigidos em redor do sepulcro, depois de a mística relíquia ter em 1766 sido oficialmente classificada, monumento sagrado. No interior encontram-se dois sarcófagos de pedra sobre o chão, envoltos numa espessa coberta e rodeados por uma estrutura de madeira. O maior deles é o de Yuz Asaf, podendo na laje ler-se várias inscrições muçulmanas e datas. O túmulo propriamente dito do profeta, encontra-se debaixo do sarcófago, numa câmara mortuária que se pode ver através de uma pequena abertura.
Embora segundo o costume islâmico os túmulos sejam orientados na direcção norte-sul, o de Yuz Asaf, que se diz conter os restos mortais de Jesus Cristo, está colocado de leste para oeste, de acordo com a tradição judaica. Na opinião dos historiadores, Yuz Asaf não podia ser muçulmano. O lendário profeta também não era com certeza hindu, pois os hábitos religiosos do país determinam que os cadáveres sejam cremados.
A descrição do profeta - diz-se que era um homem afável, de pele clara, que vestia uma túnica branca e que, tal como Jesus, afirmava ser filho de uma virgem e, falava com os anjos - sendo desta forma para alguns historiadores, a prova determinante e mais do que suficiente de que Jesus era Yuz Asaf e que é ele, que se encontra aqui sepultado.

O Relevo
No sepulcro foi descoberto um relevo em forma de duas pegadas, junto ao qual terá havido um crucifixo e, um rosário. Na Ásia, a existência de pegadas junto aos túmulos dos Santos é uma tradição bastante comum. Estas estão sempre acompanhadas de «sinais característicos»: as de Buda, por exemplo, aparecem decoradas com uma suástica. Esta cruz gamada era originalmente, um antigo símbolo da sorte indiano. No caso deste túmulo, as cicatrizes das feridas nas pegadas constituem um vestígio que não pode ser ignorado.
Apesar disso, os críticos negam-se a interpretá-las como sendo as feridas da Paixão de jesus Cristo. Se tal acontecesse, as bases de toda uma religião mundial estariam ameaçadas, como é de prever; sendo igualmente expectável a disputa, a polémica e a completa (ou hipotética) desagregação da Igreja...

Espírito Investigador
O historiador alemão Holger Kersten propôs-se reconstruir a viagem de Jesus (ou antes, Yuz Asaf), até à Índia e a vida de profeta forasteiro que este terá levado por entre a população daquele país longínquo.
Numa das suas primeiras visitas a Srinagar, conseguiu mesmo convencer o governador de Caxemira, Farooq Abdullah, a mandar abrir o túmulo. Kersten pretendia sustentar a sua tese de que o profeta estrangeiro e Jesus Cristo eram a mesma pessoa. Porém, na data prevista para a abertura de tal, tiveram início violentíssimos distúrbios políticos na região. Caxemira é desde há muito tempo um foco de conflitos devido à divisão do antigo principado. Enquanto a zona em que se situa Srinagar está sob a administração da Índia, cidades como Ladakh ou Gilgit estão ocupadas pela China ou pelo Paquistão, respectivamente.
O chefe da polícia opôs-se então à abertura do túmulo. Isto passou-se em 1984 e desde então as lutas territoriais e de poder em Caxemira nunca mais foram apaziguadas, adensando-se cada vez mais. Assim, o túmulo de Yuz Asaf permanece fechado, ocultando até hoje o seu segredo.

Enquanto assim permanecer, a nossa sapiência ou ignoto conhecimento ficará para sempre nas trevas de algo ou alguém que se considera ser supremo em ferrolho acentuado de nunca sabermos a verdade. Com a alusão de tudo se quebrar em religião intocável e crença imperturbável - no que se acredita ser verdade - assim se prolonga mais uma defeituosa amálgama histórica que apenas se modificaria não alterando essa mesma crença ou fé subjacentes. Não se sabe. E enquanto a escuridão da ignorância se mantiver, nada mais se saberá. Por essa mesma razão - do enorme receio na alteração de crença histórica das massas humanas - é que também por cá, em solo lusitano, se não deixou abrir o túmulo das supostas ossadas milenares de um nosso primeiro e grande Rei fundador de Portugal, de seu nome Dom Afonso Henriques. Frustram-se investigadores, historiadores e estudiosos num maior e mais clarificador conhecimento que, na sua ancestralidade, se vai perpetuando no tempo sem mazelas ou modificação de espécie alguma em poder incólume e, impenetrável de quem quer saber mais e tem o direito a isso. E esse direito, é universal! Poder-se-à tirar poder a alguém só por ter continuado a sua obra como simples mortal e não, ter perecido na cruz em nome de todos nós?...Teria menos valor? Para quem?...Pensemos nisso. Que a verdade possa emergir em nós e sobre nós, a bem de toda a Humanidade!

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Fé



"Criamos o Mundo com o nosso Pensamento!"                                    
                                                                                    Buda

Força de Vontade e Meditação
As práticas de meditação e visualização ajudam a canalizar e reunir as forças do espírito sobre a matéria. Há muito que existem investigações que confirmam o efeito positivo de práticas meditativas como o «chigong», o ioga ou a oração e o pensamento positivo consciente. É frequente uma doença melhorar muito com estes «remédios», embora o processo da cura em si não esteja ainda suficientemente estudado a nível científico.
Tal como Buda o afirmou em síntese real de todo esse magnânimo poder sobre o potencial do nosso pensamento, também outras doutrinas do Oriente ( e, do Ocidente) - conhecendo a grande forças espiritual existente no ser humano - falam da vitória do espírito sobre a matéria.
"A Vontade move Montanhas!" - É esta, uma expressão bem conhecida também em todas as culturas ocidentais que comprovam assim a força e o poder incomensurável dos nossos sentidos, pensamentos, reflexão e uma vontade tão lúcida quanto indestrutível que muitos apelidam de Fé.

A Oração Cura
Afirmam muitas investigações empíricas de várias clínicas europeias que a oração tem um efeito curativo. A Fé num princípio mais elevado, activa forças espirituais que conduzem à cura física. O efeito positivo da oração parece funcionar também, quando um doente mantém uma atitude positiva: segundo um estudo da American Heart Association de Dallas, verificaram-se melhoras nalguns doentes cardíacos com angina de peito (deficiência nas coronárias) submetidos a uma experiência na qual, se orava por eles em todo o mundo. Os pacientes do grupo de controlo que recusaram este tipo de auxílio demoraram mais tempo a curar-se, chegando alguns a morrer.

Saúde sem Terapia
Quase todos os médicos já passaram pela experiência de classificarem de incurável um doente que, de repente, volta a ficar bom sem qualquer tratamento. Este fenómeno, para o qual não existe ainda nenhuma explicação, já tem no entanto um nome: «remissão espontânea». Trata-se de uma expressão utilizada em medicina quando os sintomas da doença desaparecem subitamente. «Espontâneo» deriva da palavra latina «sponte», que significa «de si» ou, «de dentro para fora».

Estudo dos Milagres
Com a investigação destas curas inesperadas, dá-se uma mudança revolucionária na história recente da medicina. O que o estudo de casos concretos designava até agora por «milagre» ou «cura milagrosa», parece indicar uma relação evidente entre corpo, espírito e sistemas nervoso, imunológico e hormonal.
O facto de se verificarem curas espantosas em pacientes que só tomaram placebos (simulacros de medicamentos sem qualquer princípio activo), apenas porque pensavam tratar-se de fármacos a sério, é mais uma indicação do efeito das forças espirituais humanas e, uma prova de que a vontade pode de facto mover montanhas.

A Fé Cura
No século IV d. C. houve um sacerdote de nome Augustinus que disse que os milagres não estão em contradição com a Natureza, mas apenas com o que sabemos da própria Natureza.
Não é só no Cristianismo que existem curas milagrosas como as dos Santuários Católicos de Lourdes ou Fátima. A deusa Egípcia Ísis livrou vários cegos do seu mal. Os crentes Muçulmanos veneram a água de uma fonte em Meca e, no Templo do deus Grego Esculápio, existia uma fonte de onde os doentes tiravam a sua água medicinal. Jesus terá dito a um doente que se curou espontaneamente: "A tua Fé, curou-te!"
Parece então que, é esta a convicção íntima do indivíduo de que determinado facto o ajudará e que, subsequentemente, lhe acabará por desencadear nele uma alteração positiva.

Em Epidauro, no Peloponeso, ergue-se o famoso Santuário do deus Esculápio, provavelmente construído no século VI a. C. Os doentes procuravam nele a sua cura, combinando a consulta dos oráculos com os métodos próprios da medicina académica. O símbolo de Esculápio ou Asclépio, deus da Medicina, é um bastão com uma serpente enrolada.
Em relação ao poder das massas e, de seus espíritos crentes, muitas pessoas ao juntarem-se para orar - como no caso dos Muçulmanos em Meca ou os Católicos em Lourdes ou Fátima (entre outros santuários Marianos) - dá-se a libertação e, a potenciação, de energias positivas e dirigidas para um mesmo objectivo na consolidação de uma só e imensa força divina, aclamada de Fé.

Por último e em jeito de homenagem e proximidade espiritual e que sem dúvida terão sido antes de mais  servos e servidores a Deus - em qualquer dimensão religiosa com que se tenham cruzado - nos ícones que nos vão deixando sós na Terra pelo muito que espalharam de amor e Fé. São eles: Madre Teresa de Calcutá, Martin Luther King, Nelson Rolihlahla Mandela (Madiba), Mahatma Ghandi, João Paulo II e tantos outros, nas «Luzes que se apagam na Terra mas que são (ou serão para sempre), Estrelas que se acendem no Céu!» Repousem em paz, iluminando-nos a nós simples humanos que somos em defeito e exíguas qualidades terrenas, tanto em comparação como em simples substituição. Bem-Hajam pela luz divina que nos deixaram na Terra!