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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A Terra dos Desejos


Cathedral Rock - Sedona - Arizona   -   EUA   -

Terão as profecias dos índios Hopis consistência ao referir que, após uma série de catástrofes naturais, se regressará à ordem natural do mundo, uma ordem na qual os Rochedos Vermelhos ocuparão uma posição reinante para toda a eternidade?

Os Rochedos Vermelhos de Sedona
A paisagem não parece pertencer a este mundo. As forças energéticas que por aí se fazem sentir, inspiram os seres humanos desde há milhares de anos. Ao longo de 200 milhões de anos, o vento e a água foram transformando os montes planálticos vermelho-escuros em fantásticas colunas de rocha com formas que inspiram respeito. Para os índios Hopis, que actualmente vivem um pouco mais a Nordeste, os rochedos de Sedona são como que um portão que dá acesso ás estrelas e, ao mesmo tempo, uma espécie de fortificações para onde as almas dos antepassados se escapam e ficam em segurança - por outras palavras, trata-se de lugares onde se manifestam as energias cósmicas.

Uma Terra, coesa de História
Sedona, no fim de Oak Creek Canyon, situado no estado do Arizona, atrai com os seus desfiladeiros e os seus Rochedos Vermelhos numerosos entusiastas da Natureza e, pessoas em busca de momentos de tranquilidade. A energia mágica que envolve este lugar, transformou esta antiga cidade de pioneiros num local bastante procurado para passar férias. O nome deve-se a Sedona Schnebly, a primeira pioneira que no início do século passado - juntamente com o seu marido - se fixou em Oak Creek Canyon. No entanto, desde há 10 mil anos que a região é habitada por seres humanos.
Nos rochedos e, em cavernas na região de Sedona, foi encontrado o que resta de antigos povoados índios, na maioria dos casos de pequena dimensão, mas também algumas aldeias maiores, mais densamente povoadas (pueblos). Mais tarde, a tribo Índia dos Sinagua viveu nesta região a sua época áurea, tendo posteriormente desaparecido. É possível que tivesse sido extinta ou se mudasse para outros lugares, mas não existem quaisquer vestígios concludentes.

Os «Vórtices» - Pontos de Energia
Os índios Hopis do Arizona consideram-se os sucessores da velha tribo dos Sinagua, que por volta de 1300 a. C. terão abandonado estes vales possivelmente devido a alguma profecia de um qualquer curandeiro.
Há já muitos séculos que os curandeiros dos Hopis encontraram nesta pitoresca paisagem, oito lugares concretos em que, alegadamente, se entrecruzam linhas de energia cósmica. Entre estes pontos mágicos, a que se dá o nome de «vórtices», contam-se lugares como Bell Rock e Boynton Canyon, aos quais os visitantes acorrem com satisfação para aí se deixarem invadir pela «universalidade das coisas», pela energia que emana destas paisagens.
Uma outra atracção é Oak Creek Canyon, em cujos meandros vai fluindo serpenteante a água de um pequeno rio. Sobre lajes de pedra lisas e, escorregadias, terão já em tempos pré-históricos os seres humanos acorrido, para aí recarregar as suas reservas de energia.
Os principais atractivos desta paisagem são, porém, os altos Rochedos Vermelhos - que se assemelham a gigantescos templos orientais, ou a bizarras formações calcárias com cumes largos e amplos - a que os geólogos chamam «hoodoos», palavra que também é sinónimo de «mau presságio».
Será que os Rochedos Vermelhos de Sedona e a paisagem envolvente não atraem apenas energias positivas?

O Percurso do Sol
As tradições religiosas e culturais dos índios Hopis mantêm-se intactas e fascinam os habitantes do Velho Mundo, que face às numerosas e variadas crises inerentes à vida moderna, andam em busca de orientação e, de um sentido para as coisas.
Ainda hoje os Hopis continuam a medir o tempo não pelos relógios mas, por meio do movimento aparente que o Sol realiza no imenso firmamento das vastidões desérticas. Esta é uma das razões pelas quais, procedem a demoradas descrições dos acontecimentos que dão forma à sua vida. Para eles, os Rochedos Vermelhos são a «Mãe Terra», que lhes foi confiada pelo Grande Espírito - uma espécie de Deus Supremo - no início dos tempos e a qual importa preservar e, cuidar, independentemente do que possa acontecer.
As profecias dos Hopis referem o declínio do mundo, do fim próximo dos nossos tempos. De acordo com esta tribo índia - após uma série de catástrofes naturais - regressar-se-à à ordem natural do mundo, uma ordem na qual os Rochedos Vermelhos ocupam uma posição reinante, para toda a eternidade!

Os Desejos tornam-se Realidade
Os Rochedos Vermelhos de Sedona exercem uma atracção quase mágica sobre os seres humanos. Na opinião - tanto de turistas como dos próprios autóctones - trata-se da sua cor, das formas que apresentam, do fluxo de energia que nos percorre quando nos encontramos na sua proximidade.
As forças sentidas próximo dos rochedos são descritas como sendo particularmente vigorosas. É comum as pessoas sentirem-se eufóricas, somente por permanecerem sentadas alguns momentos naquele local - como se se fosse atraído por um íman. Mestres e discípulos espirituais asseveram que, neste centro energético, tudo aquilo que se deseja pode tornar-se realidade.
Os índios Hopis contam que, de manhã bem cedo - quando o crepúsculo se anuncia, mas ainda o Céu se apresenta bastante escuro e sem qualquer raio de luz - dever-nos-emos colocar de pé, virados para leste, manter-nos em silêncio e, em adoração contemplativa, pronunciar para nós mesmos uma oração enquanto observamos a luz que, a pouco e pouco vem chegando. Assim se experimenta «Kuyiva`to», um estado emocional e, uma disposição íntima que os Hopis definem como sendo de respeito e, de gratidão.

Cathedral Rock é o nome dado a uma imponente formação rochosa no meio dos Rochedos Vermelhos de Sedona, dada a semelhança que esta apresenta com uma igreja cristã. Fica a cerca de duas horas de viagem a Norte de Phoenix, capital do estado norte-americano do Arizona. O clima seco em que estes rochedos se inserem e, a calma de morte que reina nos seus cumes, contribuem assim para alimentar a convicção de que se está aqui perante um centro energético.
No Arizona, onde ficam situados estes Rochedos Vermelhos de Sedona, estão também as maiores reservas de índios dos EUA. Tal como os Hopis o fazem no seu pueblo do Grand Canyon, também os habitantes primitivos do continente preservaram os seus mitos e, a sua sabedoria. Os rochedos de Sedona deverão estar realmente dotados de poderes curativos, os quais podem ser estimulados através de orações.
Orações feitas em introspecção, recolhimento espiritual e devoção, perante a magnificência de tais rochedos em energias incomensuráveis de uma Mãe-Terra igualmente omnipotente, é o que se apraz dizer. Terra-Mãe, Terra-curativa, Terra dos desejos e ambições ou venerações de tantos que a visitam e ornamentam em oração havida, cumprida também no que tanto desejam alcançar; corporal e espiritualmente!
A bem dessa continuidade, dessa interioridade e maravilhosa energia em ascensão, que assim possa continuar a ser. Com, ou sem profecias catastróficas. A bem da Humanidade, assim seja!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Montanha Sagrada


Canyon de Chelly  -  Arizona  -  EUA

"Não te aproximes daqui. Tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra «santa»" (Êxodo 3, 5).                                                      - Disse Deus a Moisés -

Montanhas Sagradas - Morada dos Deuses
Os povos primitivos sentiam-se particularmente atraídos por determinadas montanhas. Estas pareciam possuir singulares poderes, vendo-se nelas pontos de ligação aos deuses e, às forças celestiais, através dos quais estes últimos estabeleciam o contacto com os humanos.
Talvez as montanhas sagradas tenham sido os primeiros elementos a ser destacados do mundo quotidiano, passando as pessoas a ter de aproximar-se delas respeitosamente.

A Montanha da Criação
Na Califórnia, na zona de fronteira entre os EUA e o México ergue-se o monte Cuchama, «o local elevado». As populações indígenas julgavam que esse monte teria sido formado de um modo misterioso, com o fim de os humanos nele poderem entrar em diálogo com os deuses. Chamam-lhe também « A Montanha da Criação». Ainda hoje no local onde o Deus-Celeste e a Mãe-Terra realizaram a sua sagrada união se manifestam as divindades, fenómeno esse que só é dado a ver aos que o conseguem contemplar com «O Olho do Coração», como os índios norte-americanos dizem.

A Montanha da Revelação
Nas montanhas sagradas foram feitas revelações, e profetas receberam a inspiração divina. Foi no monte Sinai que Moisés dialogou com o Deus dos Judeus e que dele recebeu as tábuas com os mandamentos gravados. Também o profeta Elias subiu a um monte para aí poder falar com Javé.
O mais importante dos sermões de Jesus foi dado nem mais nem menos do que num monte e, foi igualmente num monte que, se deu a transfiguração de Cristo. O Anjo Gabriel deteve Maomé no monte Hira e, pediu-lhe que aceitasse e assumisse o seu papel de profeta.

Morada dos Deuses
Um motivo bastante frequente das mitologias de todo o mundo, diz respeito ao facto de os deuses fazerem dos montes mais altos a sua residência. Os mais conhecidos serão porventura o monte Olimpo, do deus grego Zeus, e o monte Kailasa, do deus hindu Shiva. Para os hindus, o Kailasa é o monte mais sagrado de todos, destino de muitas viagens de peregrinação.
Também os indígenas que habitam a Sibéria possuem montes sagrados. Para os Iacutos é o monte Dzokuo, para os Altaicos é o «Monte de Ferro», o monte Temir Taixa, cujo cume chega a tocar o Céu.
O pico de Adão - um monte no Sri Lanka - é para os hindus, muçulmanos e budistas, igualmente sagrado. Uma forma côncava na rocha no cume desse monte é pelos muçulmanos vista como sendo uma pegada de Adão; já os budistas a consideram pertencente a Buda, ao passo que os hindus a atribuem a Shiva.

Meru - A Montanha Sagrada
Uma montanha sagrada é, por assim dizer, um espelho do cosmos. Na mitologia indiana, o monte Meru é tido como a morada do deus celeste védico Indra: consideram que está no centro do Universo e, no seu cume, encontra-se a cidade dourada de Brahma. No seu sopé ficam situadas as oito cidades dos Lokapalas, os guardiães divinos, que reinam sobre os pontos cardeais e suas subdivisões. Debaixo do monte ficam os sete mundos inferiores. No último deles - e o mais profundo - vive uma enorme cobra chamada Vasuki. É ela que suporta o peso do monte Meru e, dos outros mundos acima.

Tai Shan
Já há 4000 anos, o lendário Imperador Shun, deverá ter oferecido sacrifícios em honra do Céu e da terra no monte Tai Shan (que quer dizer «monte elevado»). O Tai Shan é o mais importante dos cinco montes sagrados do tauismo. Para chegar ao templo situado no cume do monte, os peregrinos têm de enfrentar a escalada de um total de 7000 degraus. Ao longo do caminho encontram-se as moradas de diversas divindades, a quem os seguidores do tauismo prestam homenagem.

Montanhas-Templos
Com zigurates na Mesopotâmia ou com pirâmides erguidas noutras paragens - obras arquitectónicas que pretendem imitar montanhas - pretendeu-se chegar mais perto dos deuses. Também as pirâmides reflectem o cosmos. Os seus degraus representam a organização do próprio Céu em diferentes níveis; a planta quadrada representa os quatro pontos cardeais. Os Astecas e os Maias colocavam os seus templos no cimo das pirâmides, à semelhança das moradas dos deuses, situadas no cimo dos montes sagrados.

Glastonbury Tor
Em Glastonbury - onde as lendas em redor do Rei Artur se mantêm bem vivas - ergue-se uma colina conhecida como Glastonbury Tor. Aí deverá em tempos ter existido uma fortaleza pertencente ao Rei Artur, bem como a entrada para o mundo inferior, Annwn. Na Idade Média foi por monges erigida uma igreja nesta colina sagrada e que, mais tarde, terá sido destruída por um tremor de terra. Nas proximidades, encontra-se uma árvore sagrada. Supõe-se então, que nesse dito local deverá José de Arimateia ter atirado o seu cajado à terra e, este último, terá desde logo começado a lançar raízes à terra e a florir. Deste cajado insuflado de vida resultou então o Glastonbury Thorn, uma árvore de aspecto singelo que todos os anos continua a gerar novos rebentos e assim acrescenta uma pitada de veracidade à lenda.

Torres que ascendem aos Céus
Não eram apenas as pirâmides que pretendiam imitar os montes, cujos cumes alcançavam a morada dos deuses como já foi referido. Existe também os «gopurams», os mais impressionantes elementos da arquitectura de templos do Sol na Índia. Trata-se de torres que, à semelhança de uma pirâmide, se erguem nos céus em plataformas cada vez menores, mas que estão exuberantemente repletas e ornamentadas com cenas da mitologia hindu. Em certos gopurams é registada a própria composição do mundo. os animais no nível mais baixo, seguidos dos seres humanos; acima destes os seres celestiais e, por fim, os deuses.

No canyon de Chelly, no estado americano do Arizona, ergue-se uma agulha rochosa a 244 metros de altura, a chamada Spider Rock. De acordo com a mitologia dos índios Navajos, trata-se de Tsé Náashjéé ii (a sagrada fiandeira), uma das mais importantes divindades dos Navajos. Foi ela quem ensinou a Humanidade a fiar. Nas canções dos Navajos - como acontece na Canção da Terra - são feitas referências à sagrada fiandeira: "Sou realmente seu filho. Não há qualquer dúvida que sou um filho da Terra!"
Mitologia ou verdade anunciada através dos tempos, o certo é que ainda hoje elaboramos uma determinada mística de energias e poderes ocultos sob essas montanhas sagradas que, em todos os níveis do globo, se reportam na autenticidade devida de local ascético dos deuses. E nós, simples e passageiros terrenos que somos, só o poderemos enaltecer olhando o Céu, observando e sentindo que não estamos sós na previdente vigília e, cuidados, desses deuses em permanente obséquio da Humanidade na Terra! E, que para sempre assim seja!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A Relíquia do Japão


 
Santuário de Ise  -  Japão

Que misterioso espelho de cristal será este e, como terá alcançado uma posição tão destacada numa religião oficial? Qual a razão da peregrinação anual de oito milhões de pessoas a este santuário de Ise em veneração máxima a esta relíquia dos deuses?

O Santuário de Ise - A Relíquia do Japão
O Japão tem muitos lugares míticos, mas o local mais sagrado da antiga religião xintoísta é a cidade de Ise, em Honshu, não muito longe de Kobe e Osaka, onde numa ilha fluvial se ergue o santuário de Ise-jingu, que alberga um misterioso espelho de cristal feito pelos deuses. É o símbolo da autoridade divina do Tenno, o Imperador Japonês. Impõe-se a questão: Como alcançou este objecto uma posição tão destacada numa religião oficial? Mas, não fiquemos por aqui. Teremos de nos interrogar também de qual a razão da peregrinação anual de cerca de oito milhões de pessoas a esta venerada relíquia...?

Caminho dos Deuses
A religião primitiva do Japão, o Xintoísmo (literalmente, o «Caminho dos Deuses»), remonta ao culto de várias divindades (Kami) que habitam todos os fenómenos da Natureza. No centro da mitologia encontram-se a deusa do Sol, Amaterasu («Pessoa Sublime que faz o Céu resplandecer»), e os seus descendentes, que unificaram o povo japonês.
Jimmu-Tenno, tetraneto de Amaterasu, desceu à Terra a Sudeste de Kyushu e, iniciou uma perigosa viagem de conquista ao Centro do Japão, onde fundou o Império Yamato em 660 a. C. Foi assim o primeiro dos 125 tennos, cuja linhagem se mantém no trono até aos nossos dias e, que descende directamente da deusa do Sol.

O Espelho Celestial
Juntamente com Jimmu-Tenno, desceu à Terra um espelho sagrado, guardado no palácio do imperador durante várias gerações. No século I a. C., durante o reinado do décimo imperador japonês, Sujin-Tenno, este símbolo da legitimidade imperial foi levado para Kasanuinomura pela princesa Mikoro e, por fim, transportado no tempo do Imperador Suinin (4 a. C.) para a cidade de Ise, onde foi guardado num santuário de uma ilha do rio Isuzu, precisamente no local onde Amaterasu apareceu aos homens pela primeira vez.
O espelho sagrado, originariamente reservado apenas à Família Real japonesa, passou a poder ser adorado por todos os xintoístas a partir do século XIX. Mas ninguém tem autorização para o olhar de frente. Por isso, há séculos que é envolto em panos. A única excepção é o imperador, que - depois de subir ao trono - pode dirigir-se directamente ao enigmático espelho divino de cristal e, tocar o testemunho da sua divindade.
Talvez um dia se possa verificar as potencialidades ou propriedades divinas deste espelho se, porventura, uma comissão científica tiver autorização para investigar o artefacto divino. Que descoberta extraordinária então será, aquando essa revelação ao mundo...mas, por enquanto, entregue à fantasia e à fé dos crentes nipónicos, apenas nos resta esperar que se abram mentes e se dê resolução a essa esmerada investigação.

Tenno Divino
A fonte mais importante da mitologia japonesa é o «Kojiki», o «Relato dos Acontecimentos Antigos», mandado escrever pela Imperatriz Gemmei em 711 a. C. e que, contém a genealogia mais antiga da dinastia imperial e seus antepassados divinos. Até ao século VI a. C., diferentes clãs reinavam nos seus territórios.
O clã Yamato - que ainda hoje se mantém no trono - conseguiu então a supremacia, sendo as divindades suas antepassadas, aceites como as mais altas autoridades. O título «tenno» (literalmente, ser divino) encontra-se já em 677 d. C. nas sepulturas encontradas em necrópoles nos arredores de Osaka.

Fica-nos a dúvida da dimensão divina em genealogia e posse neste espelho mágico. Contudo, há que averiguar dessa verdadeira dimensão pois não somos proprietários de nada que nos transcenda!
A haver estas propriedades divinas no dito espelho de cristal - advindo de deuses do Céu - teremos a confluência neste de algo miraculoso ou simplesmente uma essência estelar e de total desconhecimento humano que o fará exultar na Terra, assomos seus de origem longínqua e, para nós, divina. A única ressalva que me apela a clamar ao imperador nipónico - o ser único que o pode observar e, tocar - é que deixe a comunidade científica estudá-lo, a bem da ciência e de todas as interrogações aí impostas. De facto, mesmo registando-se um poder imensurável nesse objecto de cristal, nem assim terá impedido este povo de sofrer pelos últimos acidentes ambientais, como é o caso de Fukushima, recentemente. Para além da razia territorial de Hiroshima e Nagasaki em guerra devastadora com os Estados Unidos, Fukushima é agora a preocupação mundial e que, não tendo havido mãos humanas inimigas (pois realizou-se infortunadamente dentro do seio nipónico) este registo terrível que invade mares e solos, poder tornar-se um gigante de dimensões infinitas. Não será o tempo do imperador quedar-se um pouco e, poder deixar os cientistas aprofundarem a verdadeira razão divina - ou científica - de tão magistral objecto de culto e veneração?
Penso que todos ganharíamos com isso. Não há tesouros escondidos em pertença única. Ou pelo menos...não deve haver. Espero que reconsiderem e como tal, sejam assim abençoados; pelos deuses e, por todos nós, em interacção permanente e fluída do que desejamos em continuidade e sapiência de toda a Humanidade. Que assim seja então!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Arca da Aliança



Estará a Arca da Aliança sagrada, oculta e escondida, numa das muitas igrejas de pedra nas encostas montanhosas da Etiópia? Construções sagradas - as igrejas de pedra - para albergar algo igualmente sagrado, vindo e eleito do Céu para protecção na Terra?

A Arca da Aliança na Etiópia
As origens da Igreja Cristã na Etiópia situam-se por volta do século IV. A epopeia nacional «Kebra Nagast» remete inclusivamente para raízes bíblicas: Menelik I era filho do sábio Rei Salomão e da lendária Rainha de Sabá, cujo reino - diz-se - ficava na Etiópia. Há 3000 anos, o príncipe visitou o pai em Jerusalém, mas o seu verdadeiro propósito era encontrar a grande relíquia dos Israelitas, a Arca da Aliança, um relicário de ouro carregado de energia divina, com o qual os sacerdotes podiam entrar em contacto directo com Deus, pois que foi construída por Moisés, segundo as instruções do Todo-Poderoso (Deus).
Com Menelik, a maravilhosa relíquia chegou à capital da Etiópia. Axum, onde os Etíopes acreditam que ainda hoje se encontra, fortemente guardada, na igreja de pedra de Maria Sião.
Para protegerem a Arca da Aliança dos invasores islâmicos, os Etíopes construíram na Idade Média mais 160 igrejas de pedra. Ocultas nas encostas montanhosas, os inimigos dificilmente poderiam descobri-las. Além disso, muitas delas comunicam entre si por meio de numerosos corredores.

Vestígios Bíblicos
O labirinto de túneis de Lalibela permite aos crentes chegarem à igreja de Beta Medhane Alem, a «Casa do Redentor». Para sacudirem o «pó do mundo», descalçam-se antes de entrarem na catedral. Sonoros cânticos ecoam na nave de 38 metros de comprimento. Palmadas rítmicas, o som monótono do sistro (um instrumento bíblico do género da matraca), o perfume do incenso e o fumo das velas envolvem os fiéis. Envergando magníficas capas, os sacerdotes rezam, segurando nas mãos grandes cruzes processionais.
Vigiam então a entrada de um segundo espaço, tapado por cortinados. Raras vezes conseguem lançar um olhar à terceira sala, onde se encontra o Altíssimo.
A forma tripartida da igreja Etíope tem uma relação directa com o Templo de Salomão em Jerusalém e mostra até que ponto, os cristãos deste país foram influenciados pela fé dos Judeus.
Na «Magda» - a terceira parte da Casa de Deus - está guardado o relicário da igreja, o «tabot» que é uma reprodução da Arca da Aliança. Uma vez por ano, por altura da mais importante festa religiosa, o «Timkat», os sacerdotes envolvem o original (partindo do princípio de que é mesmo o original e de que os sacerdotes Etíopes do passado não levaram para o seu país apenas uma réplica...) em panos, e levam-no em procissão até Axum, situada a 230 quilómetros a Norte de Lalibela.
O enigma das igrejas de pedra e, da Arca da Aliança, ainda não foi desvendado. Contudo, se as antigas tradições encerram alguma verdade, poderemos então deste modo (exultantes e felizes) um dia...ter à nossa frente uma descoberta sensacional. E, se acaso, não se fizer dessa descoberta mais um secretismo inviolável aos olhos do mundo e, na certeza porém e igualmente, desta não cair em más mãos...esperemos então que tal não suceda a bem de todos.

Templários na Etiópia
Para o escritor britânico Graham Hancock (n. 1950), é possível que a Ordem dos Cavaleiros do Templo tenha encontrado a pista da Arca da Aliança em manuscritos antigos e, estabelecido contactos com o príncipe Etíope Lalibela durante as cruzadas. Segundo G. Hancock, os «homens brancos», geniais construtores de que falam as lendas, foram os cruzados. O seu sonho de encontrar a Arca de Deus e a levar para França, talvez se tenha realizado, pois existem em igrejas francesas diversas ilustrações que remetem para esta possibilidade. Nesse caso, na Etiópia achar-se-ia apenas uma cópia.
A Ordem dos Templários, cujo nome oficial era Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, foi fundada em 1119 por dois cavaleiros franceses para proteger os peregrinos no tempo das cruzadas. Com a sua força militar e grande habilidade de negociação, os Templários depressa ocuparam uma posição destacada a nível religioso, tornando-se também uma potência comercial internacional dedicada ao transporte de dinheiro e, bens. Não se sabe por conseguinte, se a Arca da Aliança foi um desses bens...

O que se apraz dizer neste caso, é que, mesmo para além da enormíssima influência cristã e política dos Templários, não nos ocorre de todo afirmar se o príncipe Lalibela terá dado assim tão fortuitamente e sem contraposição, tão magistral espólio. Por ocultação e quase não profanação do que se desejaria bem guardado, é mais possível ou de maior credibilidade, que esta Arca de Deus esteja de facto ainda soterrada numa das muitas igrejas de pedra da Etiópia. As terras altas da Etiópia chegam a atingir os 4000 metros de altitude, daí que não fosse muito facilitada a tarefa de busca, procura e mesmo encontro final com tamanha relíquia incomensurável. Tudo isto será especulativo, tema de muitos debates e porventura origem de muitas outras questões e averiguações por cientistas, historiadores e arqueólogos ao longo da nossa História. Só teremos então de aguardar, se por acaso surgir algo mais na luz imediata que se deseja no reencontro de tal dimensão e glória na tão falada e, comentada, Arca sagrada de Deus, a Arca da Aliança. Assim seja!

A Igreja de Pedra


Igreja de Lalibela - Etiópia

Que segredos encerram estas igrejas de pedra e, que enigma cobrem em toda a sua extensão ou missão na terra? Além disso, que poder celestial ou superior as terá ordenado construir e, edificar na pedra?

As Igrejas de Pedra na Etiópia
As igrejas de pedra da Etiópia incluem-se entre os monumentos mais espectaculares do mundo. Construídas a partir de um único bloco de pedra, são casos particulares da arquitectura. Estas basílicas cristãs do Norte de África foram esculpidas directamente na rocha, abundante nas províncias de Tigré, Welo e Lasta.
Primeiro - nessa construção - cinzelaram-se-lhes os contornos no maciço rochoso e depois, escavou-se-lhes o interior. Ignora-se até hoje quem terá construído estas belíssimas obras-primas. De resto, também já ninguém sabe quantas pessoas trabalharam nelas nem a duração da sua construção. Só as lendas nos deixam intuir o passado indubitavelmente fantástico do país, seus habitantes e sua fé.

No País das Maravilhas
Quando entramos numa destas igrejas de pedra, é como se mergulhássemos na escuridão. Pouco a pouco, no entanto, aparece-nos à frente um espectáculo extraordinário. As paredes interiores atingem doze metros de altura. Colunas e capitéis semelhantes aos que se encontravam nos palácios imperiais etíopes, suportam assim as colossais construções escavadas na pedra, rematando em cúpulas e abóbadas.
Santos e Anjos fitam os visitantes de olhos muito abertos. É curioso que, não há perspectiva nem efeitos de profundidade, provavelmente porque os artistas achavam que nunca nenhuma reprodução poderia alcançar a perfeição do original. A missão das pinturas era guiar o observador até Deus, até um mundo divino.
Segundo a lenda, foi destas regiões celestiais que veio a ordem para a construção destes enigmas de pedra.
O príncipe Lalibela nasceu no século XII na Etiópia. Vendo nele uma ameaça ao seu poder, o irmão, o Rei Harbay, tentou matá-lo. A tentativa de envenenamento fracassou mas, enquanto esteve em coma, o jovem príncipe compareceu perante Deus, que lhe disse para confiar na providência, que em Jerusalém estaria seguro e - também - que um dia seria Rei da Etiópia. A seguir, deu a Lalibela instruções concretas para a construção da primeira igreja, sua forma e sua localização.

O Rei Lalibela
Está historicamente demonstrado que o príncipe Lalibela viveu em Jerusalém de 1160 a 1185. Quando regressou ao país do seu pai, conquistou então o trono Etíope e, deu imediatamente início à construção das enigmáticas igrejas de pedra.
A sede do governo, em Roha, tornou-se desta forma o centro da nova arquitectura. Lalibela sacrificou assim toda a sua fortuna para construir onze igrejas de pedra na sua capital. Uma vez cumprida a ordem divina, o soberano retirou-se para o isolamento. Depois da sua canonização, a cidade de Roha passou a chamar-se Lalibela em sua memória.

Património Mundial
As igrejas de pedra da Etiópia, declaradas Património Mundial pela UNESCO em 1978, não se erguem no alto das montanhas à vista de toda a gente. Pelo contrário: as suas fachadas são quase invisíveis no meio da rocha amarelada e, avermelhada dos arredores.
A Basílica de São Jorge, por exemplo, que tem a forma de uma cruz, foi escavada verticalmente a doze metros de profundidade no bloco de pedra. O telhado fica ao nível do terreno que a rodeia. Edificada no centro de uma fossa quadrada, só pode aceder-se a ela descendo uma galeria de degraus gastos.
Uma das igrejas de pedra mais conhecidas é a «Beta Giorghis» - um templo insólito - dedicado a São Jorge. Com a forma de uma cruz de 4 braços iguais, o edifício foi esculpido num monólito. No seu telhado encontra-se uma dupla cruz grega.
São Jorge ocupa um lugar de destaque na mitologia cristã: segundo a lenda, este mártir lutou sozinho contra um perigoso dragão.

Em mito ou verdade dos factos que nos é revelado pela mitologia cristã, o certo é que algo se terá passado entre São Jorge e, um portentoso e assaz violento inimigo que aqui se designa por «dragão». Seria este dragão - vindo dos céus - algo ou alguém em superioridade tecnológica e intentos maléficos contra este povo na Terra em solo africano? E São Jorge, tendo dado luta aguerrida e afronta exímia, tê-lo-à vencido então por obras suas (ou de superiores seus) em igual ou similar poder nessa batalha de Terra e Céu?
Questões estas que nos ficarão por responder ou em repleta insinuação, do que um dia provavelmente sucedeu entre o Bem e o Mal, num maniqueísmo incerto mas fugaz de cada um deles em busca e alcance de maior poder no Céu e...na Terra. Tendo vencido o Bem - ao que supomos - fica-nos a certeza desta maravilhosa riqueza na pedra de elogio, homenagem e prova de fé de todos os intervenientes em solo de África. Para a eternidade!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Função Mágica


 
Tiki - ilha de Nuku Hiva - Pacífico

Que função mágica teriam estes Tikis? Seriam deuses? Demónios? Seres de outro mundo?

Polinésia - Passado em Desintegração
O declínio dos lugares sagrados começou durante o colonialismo francês. Os Maraes foram usados como pedreiras para os alicerces das casas e das estradas. Muitos testemunhos do passado mítico da Polinésia, encontram-se assim espalhados pelos cais ou caminhos anualmente percorridos por milhares de turistas, que querem ver os últimos vestígios de uma civilização muito antiga e, deixar-se enfeitiçar pela paisagem paradisíaca do Taiti, a «pérola dos mares do Sul».

Litorais dos Deuses
Os ídolos divinos da Polinésia levantam muitas e pertinentes questões. Uma delas será: que função mágica teriam estes Tikis? Os «Vikings dos mares do Sul» esculpiram estes seres monstruosos de olhos enormes e certas proeminências de algum relevo nestas figuras nos seus altares. Que terão querido transmitir-nos em mensagem, arrogo ou dimensão futuras nessas tais figuras? Eram deuses? Demónios? Seres de outro mundo? Que seriam então...?
Os poetas Polinésios invocavam nos seus cânticos um passado lendário, ao qual chamavam a «Noite das Tradições». Acreditavam no Criador Taaroa e, em seres divinos, que fundaram a sua civilização vindos do «outro lado da terra», de onde os mensageiros dos deuses chegavam para visitar as suas ilhas.
O berço da Humanidade situava-se para eles em «Ilhas flutuantes» ou, conchas gigantescas, que vogavam em frente da costa ou pairavam no Céu.
Tane, Senhor da Floresta e da Luz, chegou deste modo a Huahine, cerca de 170 quilómetros a Noroeste do Taiti. O local mais sagrado da ilha - o Marae mata`ire`a-rahi - era-lhe dedicado.
Vinte e oito (28) plataformas artificiais com estruturas alongadas rodeiam o maior local de culto de todo o Pacífico. Segundo os mitos antigos, os deuses sentiam-se bem nesta ilha. Os nativos mostram aos visitantes o «leito de Tane», onde o deus dormia numa laje de pedra quando ia visitar o seu povo.

Enigmas dos Mares do Sul
O deus da Guerra, Oro, desceu directamente do Céu para Bora Bora (Filipinas). Ao deparar com a bela Vairumati, apaixonou-se por ela.
Quando os primeiros navegantes europeus chegaram às ilhas no fim do século XVIII, naturalmente que os nativos ofereceram as mulheres mais belas a estes falsos deuses. Um presente encantador que não podiam recusar. O mais importante local de culto de Oro tem um nome estranho: «Taputapuatea», (Santíssimo do ar). Título sugestivo ou naturalmente verdadeiro...?
No congresso de Arqueologia «Origem das Civilizações», realizado em San Marino no ano 2000, o escritor alemão Horst Dunkel falou da possível origem extraterrestre dos deuses Polinésios e, chamou a atenção, para relatos havidos que lembram avistamentos de Ovnis. Os Polinésios comparavam os veículos dos deuses com tartarugas submersas e chamavam-lhes: «Sombras dos Deuses que voam no Céu».
Mas, não eram apenas deuses bons...pois Oro exigia sangrentos sacrifícios humanos. Quando um dia uma árvore caiu no Templo de Oro, os sacerdotes previram a chegada de conquistadores estrangeiros. A sua profecia realizou-se pouco tempo depois.
No fim do século XIX, missionários e aventureiros saquearam e destruíram locais de culto que talvez tivessem podido dizer-nos de onde vieram os inquietantes deuses das ilhas do Pacífico.

Sacrifícios aos Deuses
Quando o capitão James Cook chegou ao Taiti em 1776, teve de assistir a uma cerimónia sacrificial horrível. Ao som dos tambores e das matracas, os nativos cavaram um buraco destinado a receber o cadáver de um homem atado de pés e mãos. James Cook viu então, ao fundo, um muro de pedra adornado com inúmeras caveiras humanas. Falaram-lhe também de alguns episódios de canibalismo.
O sacerdote invocou os deuses para a cerimónia de culto com uma oração: "Grande Tangaroa, única origem ancestral, a tua grande família divina: permanece aqui no ar sobre este local sagrado para os homens. Nós, mortais, vagueamos nesta terra."

Elementar é o que nos sugere dizer: sempre se fizeram sacrifícios humanos e que hoje, à luz de um nosso maior pensamento de abrangência evolutiva humana, nos carece de fundamentos, piedade e civilidade pelas monstruosas actividades dos nativos dessas remotas épocas. Contudo, é curioso verificar que, pelo mesmo motivo que deveria ser superior - ainda que de civilização extraterrestre - este deus Oro não se regesse por uma concordata celeste muito afável ou benigna em condescendência sua perante este seu povo na Terra. O que nos leva a concluir que, nem todas essas civilizações extraterrestres ou estelares possam ser dignas de nós em placitude ou pacifismo geral, sendo passíveis de nos fazerem mal. Ou ainda, corroborarem dos mesmos malefícios ou similares e hediondos actos de sujeição, submissão, contrição ou simplesmente pura maldade de quem nos poderá ser superior em tecnologias, viagens espaciais e conhecimentos astrais à dimensão extra-galáctica que, imaginamos existir, fora do nosso planeta Terra.
A voltarem, que o façam de forma ordeira, serena e em confluência com o que nos cinge na vida terrena: civismo, integridade física, moral e social e, se os deus quiserem e deixarem, a continuidade em solidária amostragem do que somos em quantidade e qualidade por todo o nosso globo terrestre. Assim seja!

A Morada dos Deuses


Ilhas Marquesas - Polinésia

Que poderes místicos ou magia de lugar sagrado dos deuses será este, que ainda hoje emana energias na profusão de enigma e, cerimonial, em maravilhosa mas secreta profundidade?

«Ahu» - A Morada dos Deuses
O último paraíso da terra situa-se no Oceano Pacífico. Os corajosos e intrépidos marinheiros que por volta de 1400 a. C. se fizeram ao poderoso deserto oceânico em pequenas embarcações, não faziam ideia de que os seus descendentes só 2500 anos mais tarde é que chegariam às últimas metas desta grande viagem de exploração. As ilhas da Polinésia, brilhantes farpas de terra, estendem-se da Nova Zelândia às Marquesas, a Nordeste, cobrindo uma extensão de mais de 5820 quilómetros.
Os primitivos Polinésios tiveram de vencer mais de 3880 quilómetros de um mar cheio de perigos para que, finalmente, colonizassem o Havai, a Noroeste, edificando misteriosas construções e templos de pedra que ainda hoje nos nossos dias nos permitem intuir os mistérios de tempos passados.

Pirâmides de Culto
O Marae Arahurahu, o «Templo da Cinza», esconde-se no interior do Taiti, rodeado por montanhas íngremes de 2000 metros de altitude. Num patamar nivelado, um muro baixo rodeia o local sagrado. Tábuas esculpidas onde antes se viam bandeirolas de casca de árvore, anunciam assim aos visitantes que aquele amplo terraço é um lugar tabu, onde os chefes mortos eram amortalhados. A entrada, ainda nos nossos dias é guardada por imagens de madeira nuas e, demoníacas.
É no entanto na extremidade do recinto cerimonial que se encontra o verdadeiro santuário dos ilhéus, o «Ahu», um altar de mais de três metros de altura, com a forma de uma pirâmide de degraus, esculpida em rocha basáltica. Trata-se do local místico da descida dos deuses do Taiti, onde só podiam penetrar eles, os seus sacerdotes e, uma única vez na vida - ao assumir o poder - o chefe da tribo.

Origem Enigmática
Tradições e construções estimulam-nos a fantasia. Daí, a seguinte pergunta: os Polinésios terão vindo da América? O etnólogo norueguês Thor Heyerdahl (n. 1914) descobriu semelhanças espantosas com as construções dedicadas aos deuses Sul-Americanos. Fascinou-o particularmente, uma distinta pirâmide «Ahu» de dez degraus no Taiti - que devia ter tido 100 metros de comprimento, 30 de largura e 120 de altura - e que, era espantosamente parecida com as pirâmides do México.
Em 1947, o investigador demonstrou com a sua jangada à vela de madeira de balsa, a «Kon-Tiki», que é possível ter havido contacto entre a América e a Polinésia, embora não exista ainda nenhuma prova definitiva.

O Poder dos Deuses Tikis
As ilhas Marquesas ficam dez graus a Sul do Equador. Também aqui damos com locais de culto escondidos na selva. Os seus muros são guardados por «Tikis» - monstros de pedra e protectores dos lugares sagrados. Quem os profanava insidiosamente, era atingido de imediato mortalmente também pelo seu enorme poder mágico, o «mana».
Quando, em 1966, se quis levar um Tiki de 2,74 metros de altura de Raivavae (Australásia) para o Taiti, os estivadores recusaram-se a fazer o transporte. Por fim, quatro corajosos homens prontificaram-se a aceitar o encargo. Durante o carregamento, um deles caiu ao mar e afogou-se. E nada disto ficou por aqui: parece que o Tiki também se vingou dos restantes três depois da viagem, pois morreram todos num curto espaço de tempo. Presume-se assim, que o Tiki não gostaria muito de viajar nem que o tivessem deslocado do seu local sagrado em que se encontrava...

Continua a instalar-se tanto em visitantes como nos locais, a ideia de cultos e sacrilégios que se não podem nem devem mexer, pelo que se conhece hoje, dessa tão enorme magnitude de deuses vindos à Terra.
No meio de grandes rochedos íngremes, como na imponente ilha de Ua Pu - uma das muitas ilhas Marquesas - onde se encontram então as ditas regiões sagradas e, onde se comenta que ainda hoje também, os deuses da Polinésia descem do Céu ao encontro dos mortais. Será assim de facto, ou a nossa imaginação correrá à solta ante tamanha profusão enigmática e, cerimonial, do que ainda estas montanhas emanam? Seja como for, a tradição, a beleza e por certo as energias fantásticas que destas ilhas se instila em todos nós, fará haver a certeza dessa mesma dimensão extraterrena de poderosos deuses em visita e morada na maravilhosa Polinésia, local sagrado destes na Terra.