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sexta-feira, 13 de março de 2015

A Era Espacial X (Propulsão Futura)


Foguetões Térmico Nucleares/Propulsão Nucleares da NASA


Foguetões de Propulsão Nuclear em Futuro próximo          NASA

"O Tempo não existe. É uma ilusão. Porque mesmo para nós, que estamos no tempo, de uma certa forma estamos também na Eternidade. A Vida é já a Eternidade que começa. Para Deus, o que existe é o presente, o eterno presente (...) tudo o que não é presente é uma ilusão. (...) A verdade profunda é que o Passado, o Presente e o Futuro formam um só instante!"      
                                                                                     (Filósofo Cristão, Guitton - 1995)

Será que o Universo, composto de todas as suas partículas de alta energia (em constante interacção) - sendo geradoras de tudo quanto existe - são por si mesmas, Deus? Einstein questionou-se por tal, no que perguntaremos nós agora, se ele - Einstein - teria razão para essa dúvida ou inquirição? Sendo tudo Energia - e nada estático no Cosmos - em partículas que se movem gerando campos electromagnéticos, estaremos assim perante a omnipotência desse mesmo Deus que todos invocamos sem que Lhe visionemos um estado físico - mas abrangente - do que somos no Universo? Estará o Homem perto, muito perto, dessa verdade? Como diria Stephen Hawking em 1995, numa sua observação sobre a idiossincrasia humana:« O Homem sempre gostou de ver para lá do seu limitado ângulo de visão, olhando mais além...», no que nos questionamos também nós se, porventura, haverá limites para essa aventura Astronómica (em toda a linha), para essa Cosmogonia ambiciosa e mesmo para a Fisica e Mecânica Quânticas tão deslumbrantes quanto confusas em relação ao comum de todos nós? Será tangível de tocarmos o Céu com eminente tecnologia de ponta e Foguetões de Propulsão Futura ou estaremos a desafiar todas as forças do Universo e, de Deus, por tal instigarmos? Ser-nos-à dada essa chance, essa holomaturidade ou, omniclarividência humanas para ascender aos céus e...possivelmente a Deus e a todo o Universo? Estaremos seguros disso? Preparados para isso? Merecedores disso??? Quem nos ouvirá...? Quem nos seguirá...? Deus...ou o próprio Universo no seu todo??? E que mais será o Universo ou esse mesmo Deus que é, no fundo, a Energia de Todas as Coisas...? Serão um só? E nós, humanos que seremos nós...?

Propulsão Futura
(Como serão (no futuro imediato) propulsionados os Veículos Espaciais...)
Estamos em inícios do século XXI. Até aqui defendia-se outras teorias outras práticas espaciais; mas, agora, em pleno ciclo de viragem de viagens espaciais comerciais, tudo se impulsiona. Desde as cimeiras entidades espaciais, a parcerias que com estas objectivam um rumo mais abrangente e, populacional, na certeza de um futuro que já se cumpre hoje!
Em relação aos custos (elevadíssimos) a questão impunha-se: quem financia tal dispêndio espacial? Sabe-se que, cada Vaivém Espacial da NASA, custava mais de meio bilião de dólares, requerendo a perícia combinada de 40.000 Cientistas e Engenheiros.
A Exploração Comercial do Espaço - que irá desenvolver-se certamente neste preciso século XXI - não terá suportado tais custos, não podendo ter sido mantida única e exclusivamente sem ser em parcerias, como se já referiu. Essa exploração não pôde ser mantida pela geração de Foguetões caros e temperamentais, até aí densamente dispendiosos. Daí que, a procura futura teve de obter respostas através de Novos Veículos, muitos dos quais em vias de concepção já muito desenvolvidos ou em finalização, do que se quer instaurar dentro em pouco na sua viabilização espacial.
Utilizando novos materiais e tecnologias, estes Veículos poderão entrar em Órbita com a frequência, fiabilidade e, economia dos Modernos Aviões de...passageiros!

Uma Técnica de Precisão
A Construção de Foguetões é um negócio extremamente dispendioso, como se já aludiu. Não admira, portanto, que os Cientistas desta área tendam a ser conservadores, baseando-se na tecnologia que já deu provas quando concebem Novos Veículos de Lançamento.
O resultado é que, os Foguetões actuais, são essencialmente descendentes - muito aperfeiçoados - dos Mísseis Balísticos construídos pela primeira vez na década de...1960!          
A sua complexa concepção requer uma técnica de precisão e, materiais caros, para reduzir o peso e aumentar a eficiência. Estes motores têm margens de funcionamento muito apertadas, o que significa que até um pequeno problema técnico pode fazer adiar - ou cancelar - um Lançamento!

Mais barato, mais Simples e...mais Seguro!
Num futuro próximo (que se estabelece já hoje, na actualidade que vivemos), a concepção de Foguetões será enquadrada por uma nova filosofia, em que o baixo peso e o elevado desempenho serão sacrificados em favor da fiabilidade, da simplicidade e...do baixo custo!
A NASA, por exemplo, está a planear o seu Sistema Nacional de Lançamentos - uma família de Veículos não-tripulados que, operará a partir de instalações de lançamento económicas.
Estes Veículos serão propulsionados pelos Novos Motores principais de Transporte Espacial (STME), com muito menos componentes que os actuais Foguetões de combustível líquido.
Estes Motores ainda seguem a concepção normal da Era Espacial, mas também estão a ser considerados outros Sistemas de Propulsão que divergem radicalmente deste modelo.
Os Foguetões Híbridos, em que o oxigénio líquido oxida uma carga de combustível sólido, poderão assim oferecer muitas vantagens em relação aos modelos tradicionais. São mais seguros que os Motores de combustível sólido convencionais, porque, a Propulsão pode ser facilmente controlada pela manipulação do fluxo de oxigénio, sendo que o seu fabrico e funcionamento é então muito mais barato porque a injecção de combustível e, o sistema de alimentação, são muito simplificados!

Um Único Estágio para...entrada em Órbita
Num futuro que se julgava mais distante (em décadas passadas), a comercialização do Espaço dependeria de Veículos totalmente reutilizáveis - colocados em órbita por Foguetões de um único Estágio ou até por variantes exóticas de...Motor a Jacto.
Levantando voo e, aterrando nos aeroportos existentes, estas Naves poderiam (ou poderão, no que se lhes reconhece hoje em avanço tecnológico), fazer meia-volta entre Missões no Espaço de...um único dia! É de referir que, teriam assim uma vida útil de pelo menos 20 anos, necessitando de uma revisão completa de 200 em 200 voos - números comparáveis aos de um moderno avião de passageiros.
Estes «Autocarros Espaciais» (ou «Ónibus Espaciais») - duráveis e económicos - estão a ser actualmente desenvolvidos e um protótipo à escala de um terço - chamado Delta Clipper X (experimental) - que efectivaria um voo com êxito.

Delta Clipper X/DC-XA

O Delta Clipper do tamanho real transportaria para órbita, cargas úteis de 10 toneladas. Propulsionado por um motor sofisticado de hidrogénio/oxigénio líquido, conhecido por «Aerospike», sofrendo, por isso, das principais desvantagens dos motores de Foguetão: uma percentagem substancial do peso na altura do Lançamento é constituída por oxidante e não por carga útil.
Este problema terá sido ultrapassado com o advento do Veículo Hipersónico. Levantando voo na horizontal a partir de uma pista, esse moderno Veículo poderá então acelerar até Mach 25 e atingir uma altitude de 50.000 metros, propulsionado assim por Motores de Aspiração, conhecidos por «Estratorreactores de Combustão Supersónica». Em seguida, acciona um conjunto de pequenos Motores de Foguete que o levam para fora da Atmosfera até...à Órbita!
Entre 1994 e 1995, o Delta Clipper X continuaria a ser testado mas, a partir de 1996, a tecnologia do DC-X foi transferida para a NASA que desse modo actualizou o design para um melhor desempenho, criando então o DC-XA.

Viagens Nucleares
Num futuro ainda mais longínquo (ou novamente, que o Homem julgaria ainda muito distante...) a concepção - não só teórica mas prática - na Propulsão Prolongada Necessária para se efectuarem Viagens a Marte (e até mais longe...), poderá então ser proporcionada por Foguetões Nucleares!
O Foguetão Térmico Nuclear, por exemplo, é lançado de forma convencional - antes ainda de pôr a funcionar o seu Gerador Nuclear a uma altitude segura.
O Gerador Nuclear é utilizado para aquecer hidrogénio líquido, que é liminarmente ejectado, gerando...Propulsão!
Modelos Nucleares mais radicais utilizam a Propulsão Eléctrica Nuclear, em que um pequeno reactor gera electricidade, que é utilizada para produzir uma Corrente de Iões com carga a partir  de um «combustível» inerte.
Podem gerar-se Velocidades de Escape de até 70 km/s, mas a aceleração até uma velocidade elevada demora muito tempo, tornando a Propulsão Eléctrica Nuclear mais próxima para Missões de Longa Duração.

Viagens Tripuladas em Foguetão de Propulsão Nuclear
A NASA está a desenvolver (na actualidade) Foguetões para enviar Astronautas a Novos Planetas do Sistema Solar! Esta informação foi criteriosamente explanada no Daily Mail em absoluta veracidade do que, neste momento, se resume a NASA em actividade, desenvolvimento e ambição espacial.
Os Cientistas da NASA estão a desenvolver, por conseguinte, Novos Foguetões de Propulsão Nuclear que podem ser usados para viajar - nas necessárias ou enormes distâncias - em transporte dos exímios Astronautas a Marte, como também na devida exploração do Sistema Solar!
Altos Engenheiros desta Agência Espacial Americana (NASA), já elaboraram criteriosos planos no uso da Propulsão Térmica Nuclear numa Missão a Marte na data de 2033. (Estará iminente uma colisão meteorítica na Terra em 2034, no que se induz em especulação mas igualmente numa suspeição assaz fulminante no mundo científico e não só...?) Não se sabe o que instiga a NASA sobre este Programa Espacial, a não ser os (dados emitidos) que já são conhecidos do grande público, no entanto, há que nos interrogarmos se, para além da busca astrofísica e astrobiológica que o Homem almeja alcançar noutros planetas, não o será por «indevida imposição» de alterações no nosso Planeta Azul - que assim não ficará (supostamente), se algo de muito tenebroso ou cataclísmico suceder. Prosseguindo...
Os Foguetões com Propulsão Térmica Nuclear pesam cerca de metade do que os Foguetões Químicos para a mesma quantidade de pressão, afirmam os especialistas.
Os Planos foram traçados sob a perspectiva de uma série de Relatórios e Apresentações...por funcionários de altos créditos na pesquisa e, investigação, afectos à NASA.

Missão Oficial da NASA
De acordo com os Especialistas, as Reacções Nucleares do Urânio-235 são utilizadas para aquecer o hidrogénio-líquido dentro de um Reactor, transformando-o assim em Gás Ionizado ou...Plasma!
Este Plasma é então canalizado através de um bocal de Foguetão (foguete) para então gerar o arranque, deslocamento ou empuxo (força que actua de baixo para cima ou força de deslocamento).
O doutor Stanely Borowski, um conceituado engenheiro do Centro de Pesquisa John Glenn, da NASA, descreveu em pormenor como a Propulsão Térmica poderia ser usada então para lançar uma Tripulação no Espaço - em determinada (ou pioneira) Missão Oficial da NASA.
Stanely asseverou então que, a Nave Espacial chamada «Copernicus», consistiria de carga separada e, Veículos de Transferência Tripulados - cada um alimentado por uma fase de Propulsão Térmica Nuclear. Estes, serão construídos a partir de um «Núcleo» que usam três (3) Motores, cada um capaz de produzir um arranque ou fluxo de deslocamento (o tal empuxo) de cerca de 11.339,82 kg de força!
Sem querer induzir em pleonasmo há que referir a curiosidade de que, a Nave Espacial Mars Science Laboratory que transportou o Robô Curiosity para Marte...levou 253 dias para chegar ao Planeta Vermelho!

Parcerias em Programas Espaciais/Comerciais
Está a começar a implementar-se um projecto conjunto entre a NASA e outros parceiros empresariais em Novos Programas Espaciais.
Criando assim parcerias com algumas Companhias Privadas de Transporte Espacial para levar Astronautas até à Estação Espacial Internacional (para além de cidadãos comuns que a isso se prestem e, a isso se imponham em contribuição de custos), através de Foguetões Comerciais.
O que ontem nos pareceria completamente inusitado e totalmente descabido (sem ser no foro científico de somente Astronautas preparados para o efeito, assim se cingirem no Espaço), agora coloca-se em questão essas mesmas viagens serem incentivadas a nível mais abrangente.
As conversações estão em curso, assim como o desenvolvimento das mesmas em projectos a avançar nesta diversificada parceria espacial no que implica a construção de Naves Comerciais para o tal Transporte de Tripulação. A NASA conta ainda com a colaboração do Foguetão Russo «Soyuz» para a realização destas viagens até à Estação Internacional Espacial (ISS).
As Empresas em questão são a Boeing, a Space -X, a Bue Origin e ainda a Sierra Nevada Corporation em total empenho e missão conjunta a levar a cabo nos próximos anos. Todas estas eminentes empresas estão no momento a trabalhar entre si e, com a NASA, no desenvolvimento de um Sistema Comercial de Transporte Espacial, do qual receberam inicialmente um investimento de 1,1 biliões de dólares da NASA para o financiamento desse mesmo projecto.
A NASA espera assim que, um Veículo destes possa estar pronto para iniciar a realização do Transporte de Astronautas, até...2017! O que, se afirma uma tarefa hercúlea e sem mãos a medir, pelo que se reconhece de árdua e incisiva actividade sobre todos os aspectos a conferir.
Estas informações foram-nos concedidas pelo Site Space e Tecmundo, sendo obviamente verídicas no intento e, no empenho, insta-se!

Procuraremos nós a...eternidade assim? Estaremos a subestimar outros poderes, sobrevalorizando o nosso na humana condição de esventrar o Cosmos, de neste perfurar e fazermos um pouco a nossa própria história de Vida e Morte?
Guitton, um grande Filósofo Cristão contemporâneo, terá aferido (igualmente) e deste modo:
"Eis-nos chegados ao limite do Mundo Material, perante nós estão essas Entidades Ténues - e estranhas - que encontrámos no nosso caminho com o nome de «Quarks». São as últimas testemunhas da existência de qualquer coisa que ainda se assemelha a uma partícula. Mas que há para além disso? A Observação mostra-nos que o comportamento dos Quarks é estruturado, ordenado. Mas por quem? Qual é essa marca invisível que intervém por debaixo da Matéria observável? E como é garantida essa ordem?    (Guitton, 1996)

Não queremos ser «Super-Seres» mesmo que confraternizando ou estimulando em nós a tal presciência cognitiva ou meramente mental (ou de maior consciência) nesta Nova Era que se avizinha em nós, humanos, não nos destituindo de outros deveres, outras missões na vida.
Não queremos ser simples humanóides pensantes, marionetas cosmológicas em que tudo e todos nos manuseiam e manipulam à sua passagem (e...semelhança?); ou mesma na diferenciação de géneros, espécies ou locais planetários onde pertençamos. Seremos um dia Seres Cibernéticos e sem querer, sem desejos, sem emoções, sem pretensão a sermos algo mais do que a cópia, a réplica, o clone, a imagem em reposição - ou em fractura - de tantos outros seres biológicos e, anatómicos do Universo...!? Alcançaremos a perspectiva tridimensional que nos revela que somos uma espécie repartida noutras espécies pelos mundos planetários - fora e dentro do nosso Sistema Solar? E estes Outros Seres, Outras Almas prescientes do Universo, terão consciência disso mesmo? Ser-nos-ão igualmente afectos, amistosos, inimaginavelmente carinhosos e, caridosos, para com a nossa causa humana e terrestre? Ou banir-nos-ão do seu círculo organizacional galáctico, por tão atrasados, primitivos, básicos e selvagens sermos - em Humanidade perdida e não conquistada - que todos fizemos em nós e...ao longo dos ancestrais tempos até ao momento actual???
Atingiremos o «Nirvana» da tecnologia suprema (dentro ou fora do nosso planeta Terra) em vias de nos fazermos ser merecedores desta mesma causa-efeito em importância máxima de sermos também parte integrante do Cosmos...? Será mera ficção ou despótica realidade, que hoje já observamos em verdade terrestre, mas ainda não conseguimos discernir em absoluta reminiscência de um passado não tão distante assim, que nos leva a supor hoje, que somos, afinal, os tais «Eleitos» de um Universo que também é nosso - mesmo  e apesar de todas as nossas limitações humanas!?

«Precisamos de mais Investigação Científica e de mais contenção Tecnológica. talvez seja demasiado esperar que desça lá do Céu algum Guardião do ecossistema...para pôr ordem nos nossos desmandos ambientais. Temos de ser nós a fazê-lo!"        (Carl Sagan, 1998)

E tudo seria muito mais redutor e, tranquilizador, se o soubéssemos afrontar, defrontar e fazer estabilizar...mesmo sem a ajuda ou beneplácito dos seres estelares!

"A Raça Humana não pode voltar as costas à Ciência, mas precisa de ser ensinada a usá-la com Sentido de responsabilidade!"                         (Stephen Hawking, 1998)

A Humanidade...essa tão impiedosa massa de gente que povoa a Terra e não sabe para quê! Energia, Movimento, Tempo, Espaço (no Espaço) que compõe o Universo, sob outros Universos! E nós, humanos...tão perto e, tão longe de o reconhecermos...! Alcançá-lo-emos (a esse conhecimento da Verdade em origem, nascimento, morte e...Vida que nunca deixa de o ser?) algum dia???

"Nem no Espaço nem nas profundeza do Oceano,
 nem nas Montanhas mais escondidas, enfim!
 Em nenhuma parte do Mundo há o mínimo sítio
 em que a Morte não nos vença!"                     (Siddharta Gautama - Buda)

O Universo é Inteligente! Muito Inteligente! E tudo...a partir do caos! Este Universo possui efectivamente uma inteligência transcendental à que existe no nosso plano de realidade. Diz então e, para finalizar este longo texto, Guitton:
"Concluo que, ao observar a assombrosa complexidade da vida, o próprio Universo é «inteligente»: uma Inteligência Transcendente ao que existe no nosso plano de realidade (...) ordenou à Matéria que deu origem à Vida. Mas (...) qual é a natureza profunda dessa «Ordem», dessa Inteligência perceptível em Todas as Dimensões do real. Admitamos que podemos estar a viver numa pequena fatia de um Grande Universo, onde o comportamento das partículas elementares parece imprevisível, desordenado, ilógico e aleatório. Admitamos que «o que nós chamamos acaso», é apenas a nossa incapacidade para compreender um Grau de Ordem Superior (...) O Universo não contém acaso, mas diversos Graus de Ordem cabendo a nós decifrar a sua hierarquia. Ao observarmos a Natureza e as leis que dela surgem, parece-me (...) que o Universo é feito para engendrar o Ser Vivo, a Consciência e a Inteligência. (...) Sem nós - seres vivos - , sem uma consciência para testemunhar de si próprio, o Universo não poderia ter existência: nós somos o próprio Universo, a sua Vida, a sua Consciência, a sua Inteligência!"                                              (Guitton, 1997)

Como questionaria (ou mais exactamente afirmaria) também Einstein, autor da Teoria da Relatividade:
"Procurando uma «Teoria Unificadora» para explicar o Universo, admito (informalmente), que as partículas de alta energia - em constante interacção - geradoras de tudo quanto existe, talvez essas...sejam Deus!"

E quando um homem da Ciência admite que Deus possa existir e «Ser» Todas as Coisas no Universo...então a Humanidade viverá feliz, pois que não separe o Homem o que Deus uniu em matrimónio estelar de todo um seu conhecimento!!!

quinta-feira, 12 de março de 2015

A Era Espacial IX (Missão Planetária)


Planeta HD 4030 g (Novo Planeta recém-descoberto, em 2012) semelhante à Terra

«Nós, Humanos, somos recentes (...) a nossa actual civilização técnica não tem mais de uns séculos. Não temos grande experiência recente de cooperação voluntária inter-espécies (ou mesmo intra-espécie). Somos muito fiéis ao curto prazo e raramente pensamos no longo prazo. Não podemos continuar a imaginar que as «coisas» se resolvem «per se», sem cooperarmos entre nós, principalmente em relação às questões primordiais e vitais, como é o caso da morte - tão ligada a tantas outras, como as de índole psico-social ou ambiental. Precisamos de aquilatar muito sensatamente o que fazemos (ou não), manifestando a consciência, a inteligência, a diligência e a coragem de modificarmos o nosso comportamento em conformidade com essa compreensão».
                                                                                     - Carl Sagan, (1998) -        

Vasco da Gama, Cristóvão Colombo ou James Cook terão sentido essa mesma chama de conquista, bravura e novo alcance, no que agora o Homem (no seu todo) se impulsiona na descoberta de Novos Planetas, Novos Mundos? Estariam eles - na época - tão motivados, tão exuberantemente empenhados em fazer-se conhecer, em fazer-se comunicar como agora os cientistas, astronautas e todos os homens da Ciência e da boa-ventura cosmológicas? Estará a Humanidade pronta para se imiscuir numa outra realidade planetária, seja esta semelhante ou não à do ser humano até aqui? Poderemos almejar o futuro da Humanidade em outros planetas - mesmo que fora do nosso Sistema Solar? Haverá essa esperança, essa glória de nos perpetuarmos noutros solos e, noutros céus do imensurável Universo que nos acolhe? Seremos seres do Mundo, seres do Cosmos, seres Estelares - um dia - à semelhança dos que já nos visitam e, prospectam, no espaço aéreo e terrestre???

Missão aos Planetas
(De que modo as Naves Espaciais sondam o Sistema Solar...)
Deslocando-se a uma velocidade de mais de 30 km por segundo, a Nave Espacial Ulisses foi o objecto mais rápido até há recentes décadas construído.
A Ulysses era ( e é, em continuada missão que se cingiu até cerca de 2009 para estudo do Sol, estando esta condenada a vaguear à volta deste (Sol), possuindo já 18 anos de vida), uma Sonda Não-Tripulada, em que a sua Missão era observar os Pólos-norte e sul do Sol, que são normalmente invisíveis a partir do nosso planeta.
Desde a década de 60 que sondas espaciais como a Ulysses têm vindo a explorar o Sistema Solar, visitando todos os planetas, à excepção de Plutão. Os dados por ela recolhidos continuam a melhorar a nossa compreensão, do modo como o Sistema Solar se formou, fornecendo assim informação preciosa sobre o destino possível do nosso planeta.
A Exploração do Sistema Solar começou em 1959, com uma passagem sobre a Lua pela Nave Espacial Soviética não-tripulada «Luna».
A Luna foi seguida até à Lua por uma sucessão de Sondas, que testaram a tecnologia necessária às viagens tripuladas à Lua nos finais dos anos 60 e 70.
Estas primeiras Missões recolheram dados importantes sobre o Vento Solar - a corrente de partículas com carga que flui do Sol - e sobre as condições na superfície lunar.
A Superfície da Lua, que permaneceu basicamente inalterada durante biliões de anos, detém o recorde de actividade solar passada - no que se veio a reflectir muito interessante na base de estudos e fornecimento de informação (essencial), com muitas implicações para a História da Terra!

Vizinhos do Lado...
A Primeira Sonda Planetária bem sucedida, «a Mariner 2», foi lançada pelos Estados Unidos em 1962. Passando a 35.000 km de Vénus, os seus instrumentos conseguiram medir a temperatura (425ºC) e a pressão (90 atmosferas terrestres) à superfície do planeta e detectar a ausência de campo magnético. Desde então, mais de 20 Sondas visitaram Vénus, algumas passando perto do planeta e outras penetrando na sua densa atmosfera de Dióxido de Carbono!
Os dados recolhidos por estas duas Missões revelaram que, o terrível clima de Vénus, resultou assim de um efeito de estufa descontrolado, semelhante ao princípio do fenómeno que ameaça alterar o clima da...Terra.
O outro «vizinho» da Terra, o planeta Marte, também foi visitado por uma série de Naves Mariner. Estas enviaram imagens espectaculares do Planeta Vermelho (Marte), que mostravam uma paisagem cheia de crateras, esculpida por vales gigantes e, salpicada de vulcões extintos.
A Medição da intensidade dos sinais-rádio recebidos das Sondas na sua passagem por detrás de Marte, permitiu aos cientistas medir o efeito de dispersão da sua atmosfera e, assim, obter informações preciosas sobre a sua densidade. Na actualidade (2014/2015), em princípios deste novo milénio, a Curiosity-Rover em Marte ou Robô-Curosity fornece dados absolutamente surpreendentes em registo do solo e de toda a sua agreste atmosfera em formação de quase 95% de dióxido de carbono, 3& de azoto e 2& de árgon. Para além de outros muitos dados diversificados sobre os organismos vivos neste corpo celeste gelado, assim como a verificação da existência de nanobactérias que vivem no interior das pedras sem depender da energia solar. Um feito extraordinário, revelado assim pela inexcedível Curiosity em Marte numa verdadeira prospecção de todo-o-terreno!
As Missões Viking de 1976 permitiram alargar muito o conhecimento que temos de Marte (desde aí). Duas Naves Espaciais foram então enviadas para aquele planeta, cada uma delas constituída por um Satélite Artificial Orbital que traçou um mapa do planeta a partir do Espaço e, por um Veículo Espacial com um equipamento de aterragem que desceu com o auxílio de pára-quedas para fazer medições à superfície.
Os Veículos com Equipamento de Aterragem transmitiram dados sobre a composição da Atmosfera (principalmente dióxido de carbono, mas com vestígios de azoto, de oxigénio e de gases inertes) e, sobre a humidade. Cada uma delas estava equipada com um braço mecânico para apanhar amostras de solo. Estas foram analisadas por laboratórios sofisticados no interior da Nave, para se conhecer a composição química do solo de Marte, assim como para procurar (sem êxito, neste caso) vestígios de vida no planeta.
A Exploração Recente de Marte sofreu vários reveses; Sondas como a «Mars Observer» (Observadora de Marte) da NASA, avariaram antes da chegada. Contudo, várias outras Missões previstas nos anos seguintes em década de 90, continuariam a estudar o planeta - até aos nossos dias. São assim recolhidas hoje, na actualidade, amostras da superfície de Marte por Veículos todo-o-terreno Robotizados, capazes de percorrer 1 km por dia - por Penetradores (sondas disparadas para a superfície) - e por sensores transportados em balões. Cada balão enche-se com o calor do dia, transportando a sua sonda através da atmosfera, e arrefecendo à noite, desce até à superfície para colocar os sensores em contacto com o solo.

Viagem até aos Planetas Gigantes
As Sondas Espaciais que têm por alvo Vénus, demoram cerca de 145 dias a chegar ao seu destino. As Missões a Marte levam cerca de 260 dias.
As Visitas aos Planetas mais Exteriores, levariam no entanto, muitas décadas, mesmo utilizando os Foguetes mais potentes. Este tempo é consideravelmente reduzido se se utilizar uma técnica conhecida por...«Funda Gravitacional».
A Nave Espacial voa perto de um planeta e utiliza o seu campo gravitacional para acelerar em direcção ao seguinte. A utilização desta técnica depende de, os Planetas, se encontrarem na posição certa na altura certa, o que efectiva que as janelas de lançamento sejam muito pouco frequentes. Por exemplo, a Missão da Voyager 2 a Saturno, Úrano e Neptuno, dependeu de uma configuração planetária que tinha ocorrido pela última vez - 180 anos antes do...Lançamento!
A Nave Espacial Cassini - projecto conjunto da NASA/ESA/ASI - lançada no Espaço em 1997 entraria em órbita de Saturno a 1 de Julho de 2004, na continuada operação de estudo deste planeta e seus Satélites Naturais, a Heliosfera, assim como testando a Teoria da Relatividade.

Novos Planetas
Planetas 20 e/20 f, dois Novos Planetas descobertos pela Sonda Espacial Kepler

Descobertos pela maravilhosa Sonda Espacial Kepler, os planetas Kepler-20 e, assim como Kepler-20 f são os menores descobertos em distâncias próximas.
Em 2011, a NASA anunciou então a descoberta destes dois Novos Planetas fora do Sistema Solar. Localizados a 950 anos-luz de distância, Kepler-20 e e, Kepler-20 f parecem ser do mesmo tamanho da Terra, orbitando em volta de uma estrela parecida com o Sol!

Identificados pela Missão Espacial Kepler, 20 f é praticamente igual ao nosso planeta. 20 e, é um pouco menor, com o tamanho próximo de Vénus. Os dois, são assim os  menores planetas descobertos em distâncias próximas.
Os Cientistas suspeitam que a composição dos planetas seja parecida ou muito semelhante com a da Terra e que, 20 f, possa inclusive ter uma Atmosfera com...vapor de água! A registar-se tal, seria uma descoberta ímpar, neste domínio da concepção de vida.
Em busca de um «Planeta-Gémeo» da Terra, os pesquisadores têm-se empenhado na busca de novos exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar), para assim se estabelecer vida no futuro! Humana e não só! Abertas essas eventuais possibilidades, estar-se-à perante uma outra e nova dimensão na esperança da Humanidade em prevalência e, continuidade extraplanetárias, supõe-se.

Recentes descobertas têm colocado o Sistema Planetário Kepler como um dos principais objectos de estudo dos Cientistas da NASA. Além das outras recém-descobertas, o Sistema também é composto por outros três (3) Planetas, que estão mais próximo da sua estrela do que Mercúrio está do Sol. E, diferentemente do Sistema Solar, o processo de formação dos planetas parece assim ter sido outro efectivamente! Aqui, astros de estrutura rochosa e de pequeno porte (como a Terra, Marte, Vénus e Mercúrio) ficam mais perto do Sol. Enquanto que, os Gigantes Gasosos, tais como Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno...ficam mais longe!
Neste resumido texto em estudo analisado sobre a Kepler-20, a organização do sistema intercala cinco (5) Planetas - grandes e pequenos - desafiando então o que se sabia até aqui sobre a sua formação.

Outras Descobertas...outras revelações Planetárias
Também no ano de 2011, uma equipa de Astrónomos Norte-Americanos revelaria então a sua fantástica descoberta à Imprensa e, ao Mundo, de um Novo Planeta - semelhante à Terra - e assim, com maiores probabilidades de ser habitável do que qualquer outro.
O Planeta extra-solar está situado perto da estrela Gliese 581, a cerca de 20 anos-luz da Terra, numa área denominada «Zona Habitável» - com condições semelhantes à Terra!
Embora não exista ainda a confirmação da existência de água, este Novo Planeta é, de entre os restantes 374 candidatos (os já reconhecidos pelos especialistas, numa esfera incomensurável de planetas desconhecidos) a planetas habitáveis, já detectados, o que apresenta maiores probabilidades de o ser. Esta revelação foi feita pelos Astrónomos da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos EUA - em emissão dos que se autenticaram responsáveis pelo exuberante estudo efectivado.
A NASA aferiu então posteriormente que, um Planeta estar localizado numa zona habitável, não significa de todo que seja um lugar onde possam viver humanos, pois a possível colonização do planeta em si, depende de muitos factores, mas os mais importantes são a existência de Água líquida e, uma Atmosfera!
Verificou-se deste modo que, este é já o sexto (6º) Planeta descoberto em redor da Estrela Anã Vermelha Gliese 581. Provavelmente rochoso e, com um tamanho superior à Terra, o Novo Planeta apresenta suficiente Gravidade para poder ter uma Atmosfera - dando uma volta à Estrela Gliese 581 a cada 37 dias, apresentando assim uma característica muito especial: Não gira sobre o próprio eixo! Ou seja, como apresenta sempre a mesma face à Estrela, numa metade do planeta é sempre de dia e, na outra, sempre de noite. Uma invulgar certeza, admite-se.

O HD 4030g
Este recentemente descoberto planeta possui em si uma massa sete (7) vezes maior do que o planeta Terra. Gira em torno do seu próprio eixo e, o Movimento de Rotação, é similar ao da Terra. Está localizado a 42 anos-luz de distância da Terra na Zona Habitável da sua estrela hospedeira.
Os Cientistas determinaram que, existem mais de 800 Exoplanetas (planetas fora do Sistema Solar), onde uma escassa ou pequena minoria se encontra em «Zona Habitável»!
Estes últimos dados foram-nos generosamente dados a conhecer (ao grande público e a todos nós) -recolhendo nestes todo um seu grande mérito de pesquisa e análise planetárias do que agora sabemos -  pela captação do exímio Espectógrafo HARPS, do ESO (Observatório Europeu do Sul), no que concerne como o mais fiel ou preciso do Mundo (o nosso mundo) em busca de Planetas fora do Sistema Solar. Com pretensos aplausos para a Kepler também!

O Homem está em vias de um Progresso Espacial nunca visto e, havendo hoje essa dignidade em toda a Humanidade imposta, no que se já alcançou e mais virá em suposta contribuição estelar no nosso conhecimento humano e terrestre, então estaremos de facto no bom caminho.
A Missão Planetária será infindável, assim seja a nossa condição absoluta de investimento e consideração tanto a nível pessoal e, individual, como geral ou globalizante de um único desejo a cumprir: descobrir Novos Mundos, Novos Planetas e Deus do Universo nos permita, conceder vida através destes! Mesmo que, o seja, por colonização in extremis da Humanidade, se acaso o nosso amado planeta Terra sucumbir em maior ou menor tragédia apocalíptica como os ventos maus nos apregoam certas vezes. Mas, optimizando o que se quer de facto instituir, afastando assim tais nuvens negras de uma incrédula profecia além os tempos, só temos que nós, Humanidade, fazer por isso, em prol de uma continuidade planetária neste belo Planeta Azul que nos vê ser vida. Neste, ou noutro qualquer espaço planetário que os deuses ou o Deus Supremo do Universo (ou Universos) nos queira retomar em si - em abraço, candura ou conforto... que para mais males do Mundo já nos basta os terrenos! E desses é melhor nem falar...
E que tudo se faça em luz - e feliz condição - do que alguém nos disse um dia em total revelação ao Mundo sobre outros Mundos: «Na casa de meu Pai há muitas moradas...!»        - Jesus Cristo -  (e nós, Humanidade...acreditamos!)

quarta-feira, 11 de março de 2015

A Era Espacial VIII (Observatórios no Espaço)


Telescópio Espacial Hubble

«Nós somos poeira das Estrelas, ínfimas parcelas no seio da Humanidade. Porém, qualquer parte desinserida do Todo é filosoficamente inexistente. A parte só existe, só tem realidade, se (ou porque) não isolada e destacada desse Todo - Único, por definição.»             (CLUC, 1995, p. 51)

Estaremos próximos de recriar vida noutros planetas? Começando pelas Bases Lunares (na face oculta da Lua?), na propagação de Observatórios registados em nome do Homem, poderá haver essa idêntica implementação noutros planetas e mesmo fora do nosso Sistema Solar? Será um projecto a longo prazo, milenar e extremamente ambicioso ou simplesmente a ocorrência normal desse avanço tecnológico que hoje (e num futuro próximo) dispomos? Estaremos a ser induzidos nisso? E com que fim? Poder-se-à continuar a negar que também nós, humanos, somos seres já hoje híbridos e potencialmente inteligentes para o Cosmos afrontar e...desbravar? Teremos essa apetência (e presciência) do que «eles» - os seres estelares - confinaram ou consignaram em nós, vulgo terrestres??? Continuaremos a merecê-lo por parte dessas mesmas superiores entidades que nos regem e comandam os caminhos na Terra (e agora fora dela...?) Sentirão «eles» que já estamos preparados para tal esforço, empenho e dedicação além o Todo, além o próprio Universo???

Observatórios no Espaço
(De que modo os Satélites Científicos contribuem para o aumento do conhecimento que temos do Universo...)
A Astronomia com base na Terra tem sido comparada a um olhar para o Céu desde o fundo de um tanque de água turva,
A Atmosfera do nosso planeta é uma tremenda barreira à Observação, obscurecendo e distorcendo a radiação proveniente das estrelas distantes. Mas, os Observatórios que se encontram em Órbita, fora desta camada turbulenta, estão agora a propocionar aos Astrónomos uma visão sem obstáculos do Universo!
O Telescópio Espacial Hubble, por exemplo, tem uma resolução tão superior à dos melhores telescópios terrestres quanto o Telescópio de Galileu tinha em relação à vista desarmada...

Observatórios Astronómicos
Os Observatórios Astronómicos são normalmente construídos no cimo de altas montanhas - acima de camadas de nuvens e longe de quaisquer fontes de poluição. Se bem que os efeitos atmosféricos possam ser minimizados graças a uma localização cuidadosa, não é possível eliminá-los.
Bolsas de ar de densidade diferente funcionam como lentes, distorcendo a luz antes de esta chegar ao Telescópio, e as partículas existentes na Atmosfera dispersam os raios luminosos, tornando os objectos ténues difíceis de observar, mesmo com os mais potentes instrumentos em terra. Para além disso, a Atmosfera funciona como um filtro gigantesco, deixando passar algumas frequências e bloqueando a passagem de outras.
A Radiação mais enérgica (Raios-X, Raios-Gama e Raios Ultravioleta) é absorvida, bem como grande parte dos Raios Infravermelhos. Os objectos que emitem radiação - principalmente a estas frequências - são invisíveis a partir da Terra.

Clareza de Visão
Os Astrónomos ultrapassaram as limitações da observação a partir da Terra, colocando Telescópios em Órbita. Até à data, o mais ambicioso Satélite Astronómico é o Telescópio Espacial Hubble, lançado pela NASA em 1990, com um custo exorbitante de mais de 2 biliões de dólares.
O desempenho inicial do Hubble foi afectado por uma falha no seu espelho principal de 2,4 metros de diâmetro - que só após a instalação de Instrumentos Ópticos de Correcção em 1993, é que realizaria então todo o seu potencial. Na época toda esta perturbação foi alvo de muita curiosidade e mesmo de jocosas expressões ao afirmar-se que o Hubble era «míope», o que não deixava de ser verdade (em termos populistas e gerais) no objectivo e finalidade a que se propunha.
Após essa intempérie óptica - prontamente resolvida - o Hubble passaria a ver objectos 100 vezes mais ténues do que os detectáveis pelos maiores telescópios na Terra! Pode focar a luz sobre qualquer um de cinco (5) detectores, fornecendo aos Astrónomos a exímia informação sobre a estrutura e composição do Universo.

Ver o...Invisível!
As regiões quentes do Espaço - por exemplo, as atmosferas de grandes estrelas e as nuvens em que as estrelas se formam - emitem energia sob a forma de Raios Ultravioletas.
Ao chegar à Atmosfera Terrestre, grande parte desta radiação é então absorvida pela Camada de Ozono e não pode ser detectada por um Observador no solo. Esta parte do espectro electromagnético tem sido explorada desde a década de 1960 por uma sucessão de Satélites - com mais êxito pelo Explorador Ultravioleta Internacional (IUE), lançado no ano de 1978.
Enquanto o IUE utiliza um espelho parabólico convencional de 45 centímetros para formar uma imagem, os Telescópios que observam as frequências mais elevadas têm uma concepção totalmente diferente. Os Raios-X e Gama têm assim tanta energia que passariam de imediato através de um espelho reflector convencional. Por isso, faz-se com que apenas aflorem a superfície de um espelho revestido de Ouro, posicionado quase paralelamente ao feixe incidente - antes de atingir conjuntos de detectores.
Estes Telescópios são utilizados para examinar objectos de alta energia - como as Anãs Brancas, os Buracos Negros e as Estrelas de Neutrões.
O «Compton Gamma Ray Observatory» (Observatório de Raios Gama de Comptom) da NASA, lançado em 1991, detecta Raios-Gama, que são a formação de radiação electromagnética com mais energia. Os Raios-Gama são emitidos durante alguns dos acontecimentos mais violentos do Cosmos, tais como as explosões de...Supernovas!
Os Telescópios Espaciais também podem ser sintonizados para a radiação infravermelha: esta tem menos energia que a luz visível e, um comprimento de onda ligeiramente maior.
A Radiação Infravermelha é absorvida pelo vapor de água existente na Atmosfera Terrestre, mas pode ser detectada por Observatórios Orbitais - permitindo assim aos Astrónomos ver pequenas estrelas e outros objectos mais frios.
O Satélite Astronómico de Infravermelhos (IRAS), que traçou um Mapa do Céu em 1983, descobriu então a classe de estrelas Anãs Castanhas, anteriormente desconhecida, detectando também Anéis de Poeira à volta de estrelas vizinhas - possivelmente as primeiras fases da formação de novos Sistemas Planetários...

Universo Violento?
Os instrumentos a bordo do Compton Gamma Ray Observatory produzindo mapas por Raios-Gama de todo o Céu, como já se referiu, revelam-se em zonas brancas que correspondem assim às emissões mais fortes e as azuis às mais fracas. A faixa branca central que se observa, representa as emissões de Raios-Gama da nossa Galáxia - a Via Láctea. Outras fontes brilhantes detectáveis são as Pulsares - Estrelas de Neutrões em rotação - e Quasares distantes.
Os detectores do Compton incorporam um material que produz um clarão luminoso quando é atingido por um Raio-Gama. A luz é então registada electronicamente, produzindo um sinal digital.

Um Regresso à Lua
Embora os Observatórios Orbitais tenham melhorado muito a visão que temos do Universo, ainda são obstruídos por poeiras e gases existentes na Alta Atmosfera, travados pela resistência aerodinâmica atmosférica e ameaçados pelos detritos que se deslocam a alta velocidade em torno do nosso planeta.
Para além disso, os seus Instrumentos de Observação contraem-se e expandem-se quando o Satélite entra ou sai da sombra da Terra - o que complica terrivelmente as medições delicadas!
Por estas razões, as Primeiras Bases Lunares (que eventualmente já estarão aí instaladas no que se previa para este nosso novo milénio) são (ou serão... provavelmente) Observatórios!
Situadas na Face Oculta da Lua, terão assim uma visão sem obstáculos do Universo. Para além disso, na baixa gravidade da superfície lunar, as restrições de tamanho, assim como o peso dos Telescópios Ópticos, seriam reduzidos - o que, efectivamente a suceder já na tal Face Oculta da Lua terá (hipoteticamente) um desempenho perfeito!

Pilares da Criação captado pelo Telescópio Espacial Hubble no mesmo Espectro de Luz que os olhos humanos vêem - à esquerda (imagem de 1995); à direita, na actualidade no ano de 2014.

Telescópio Espacial Hubble volta a olhar para Pilares da Criação...20 Anos depois!

Os Pilares da Criação elevam-se no meio da Via Láctea. A cerca de 6.500 anos-luz, três (3) colunas de poeiras e gases densos estão contornadas por uma luz esverdeada. Estrelas vermelhas pontuam o espaço à volta, que por sua vez é preenchido por vários tons de azuis.
Observámo-los pela primeira vez em 1995, tornando-se mundialmente famosas estas imagens não só na esfera astrofísica como por todos nós em deslumbramento e vibrante espectacularidade, por captação fantástica do Hubble. Tornou-se assim, deste modo, a mais icónica paisagem estelar - segundo os especialistas - que ficaria conhecida em designação e, portento estelar, como os Pilares da Criação!
Por ocasião do 25º Aniversário do Telescópio Espacial Hubble - marcando exemplarmente os 20 anos da primeira viagem dos Pilares da Criação - os Astrónomos voltariam a apontar o Telescópio Hubble durante algumas dezenas de horas para a Constelação da Serpente (mais precisamente para a Nebulosa da Águia), também conhecida por Messier 16 (M 16), onde se erguem os tais Pilares.
As abençoadas imagens foram-nos fornecidas, segundo o jornal português Público - emitidas agora como fruto de novas observações - pela Sociedade de Astronomia Americana, em Seattle, nos Estados Unidos da América.
Uma das imagens captadas revela-nos assim a luz no Comprimento da Onda do Visível (o mesmo que os olhos humanos conseguem captar); a outra, regista a Radiação Infravermelha, emitida pelos Pilares da Criação.

Pensa-se que, as Estrelas da Nebulosa da Águia, fazem parte de um enxame estelar com 5,5 milhões de anos e que ainda estejam a formar-se Novas Estrelas!
Paul Scowen e Jeff Hester, ambos da Universidade Estadual do Arizona, nos EUA, decidiram inicialmente apontar o Hubble - que pertence à NASA e à ESA - para a Nebulosa da Águia, não esperando de todo aquele espectacular resultado! - Admitiram ambos.
"Acabámos de fazer uma data de Estrelas Maciças!" - Exclamaria em puro êxtase o astrofísico Paul Scowen ao seu parceiro Jeff Hester, uma vez que as regiões nebulosas de formação estelar tal como a M 16, são como Néones Interestelares - frisou.
Estas Imagens foram observadas em Setembro de 2014 com uma Câmara Campo Largo 3. O Telescópio Espacial Hubble está a cerca de 560 km de distância da Terra, não tendo assim a interferência da Atmosfera Terrestre na...distinta Observação do Universo! - O que se não verifica nos telescópios em terra, como já se referiu. O esforçado Hubble gastou 53 horas para obter assim estas Novas Imagens. Um feito único que muito o sobrevaloriza, no que de início se subestimou (pela sua falha óptica) mas que, no momento actual, se dignifica a olhos de Astrónomos, Astrofísicos e a todos nós em geral.
O maior dos Pilares tem uma altura de 4 anos-luz, tendo 37,84 biliões de quilómetros (milhões de milhões de km) de altura, quase tanto como a distância do «nosso» Sol à estrela mais próxima de nós (terra) - a Próxima do Centauro - a 4,2 anos-luz!
Como os Pilares da Criação estão a cerca de 6.500 anos-luz em distância, a imagem que se obtém hoje, revela-nos como estas estruturas eram há cerca de 6.500 anos - o tempo que a luz demorou a chegar à Câmara do Hubble!

Que dizer de tudo isto então? Que o Homem está a, cada dia que passa, mais e mais absorvido na sua «luta» incessante e, quase acessível, de um ponto cimeiro em conhecimento astronómico e astrofísico sobre um Universo maravilhoso! Se os seres estelares nos minimizaram à sua própria escala planetária ou nos dignificaram em avenças cósmicas que hoje se fazem através destes telescópios e destes anúncios fantásticos no seio estelar, é algo que ainda não sabemos mas suspeitamos. Nada será mais omnipotente e, transcendente nessa mesma causa cosmológica do que, o sentirmos que estamos no caminho certo e...na abençoada profusão dos tempos em que, sendo pó um dia ou poeira estelar, seremos também componentes indissociáveis dessa mesma realidade! Com ajudas ou sem elas! Pois que a Humanidade prevalece em inteligência e avanço, proeminência ou evolução; mesmo por outras (civilizações) que igualmente o mereçam ( e existam) e tenham essa idêntica revelação cósmica de querer atingir mais, alcançar mais! Algo que, os Pilares da Criação em Observação do Espaço nos diz ser apenas e tão-só um mero começo...do que, o que está por detrás de todo um ou mais Universos!!!

terça-feira, 10 de março de 2015

A Era Espacial VII (Observação da Terra)


Planeta Terra observada do Espaço por Satélites

Atentará o Homem contra as Leis do Universo ao querer aprofundar-se neste, por vias de uma mais cuidada observação e, ingerência em si? Observando a Terra, em todo o seu mágico esplendor de azul e branco, estará o Homem a igualar-se aos deuses ancestrais que um dia nos visitaram e por cá deixaram marcas e vestígios? Havendo a prospecção de Satélites e todo um sem número de ostentação massiva em nova Era Espacial, estaremos preparados para o que se avizinha? Tendo chegado ao apogeu de um Grande Colisionador de Hadrões que ambiciona o poder de Deus (ou dos deuses) de recriar o Big Bang, estará o Homem a incorrer - na profusão dos tempos - ao que lhe não é devido, para além do seu próprio espaço? Estaremos correctos (ou não, em abusiva ambição) a querer tocar os céus, a querer tocar o Deus do Universo em partícula sua (Bosão de Higgs ou Partícula de Deus) sem que para isso tenhamos o conhecimento na totalidade da sua consequência, indução ou mesmo finalidade? Não estaremos nós a transcender - contraproducente e levianamente - a esta mesma realidade de um Universo que tem tanto de encanto quanto de mistério no seu todo???

«Cada momento contém em si a Eternidade!»       - Goethe -

Olhos no Céu
(Como se observa a Terra e a sua atmosfera no Espaço...)
A partir do seu posto de observação, centenas de quilómetros acima da Terra, os Satélites estão numa situação ideal para observarem o nosso ambiente.
Repletos de Sensores avançados, fornecem uma imagem cada vez melhor do nosso planeta e, do que nós lhe estamos a fazer. Para o bem e...para o mal!
Os Instrumentos instalados nos Satélites conseguem distinguir entre diferentes tipos de Vegetação, controlar Sistemas Meteorológicos, para além de traçar Mapas Pormenorizados de áreas ignotas.
Nos últimos anos, os seus olhos sempre vigilantes, identificaram o Buraco de Ozono na Antárctida - detectando intensos Fogos Florestais que espalharam (intensamente também) poluição ambiental.

Observação da Terra
O valor da Observação da Terra (ou Detecção Remota) a partir do Espaço, foi reconhecido pela primeira vez em 1960 - apenas 30 meses após a viagem pioneira do Sputnik - quando os Estados Unidos lançaram o seu Satélite Meteorológico «Tiros 1». Mas só vários anos mais tarde, quando os primeiros Astronautas informaram que viam estradas, edifícios e chaminés a deitar fumo a partir de Naves em Órbita, é que se reconheceu todo o potencial da detecção remota. Dado este ímpeto, as Agências Espaciais desenvolveram, rapidamente as técnicas e, o equipamento necessários, à Observação do Planeta - a partir do Espaço!
Os anos que se seguiram viram o Lançamento de Satélites para recolha de informação com valor científico, comercial e militar, numa imparável missão de intensa recolha de dados pormenorizados e, actuais sobre a Terra.

Ver/Observar a Terra sob uma diferente perspectiva
Os Instrumentos de Detecção Remota transportados pelos Satélites podem ser «passivos ou activos».
Os Sensores Passivos registam a radiação reflectida ou emitida pela Terra; pelo contrário, os Instrumentos Activos sondam o planeta com impulsos de Ondas-Rádio.
Entre os Sensores Passivos contam-se as câmaras fotográficas e de televisão, que registam a luz visível, e os scanners de infravermelhos, que detectam o calor emitido pela superfície terrestre.
Podem combinar-se séries de Detectores Passivos num único scanner - como o Cartógrafo Temático - transportado a bordo dos Satélites Americanos Landsat. Este funciona focando a radiação sobre sete (7) Sensores em que, cada um do quais é sensível a uma banda de comprimentos de onda diferente - desde a luz visível ao infravermelho mais afastado.
Cada Banda transmite informação diferente sobre o terreno situado por baixo. Por exemplo, a Banda 1 (luz visível) consegue distinguir o solo nu da vegetação, sendo, por isso, utilizado na Cartografia Florestal. A quantidade de luz verde reflectida pela vegetação é medida na Banda 3, permitindo a identificação de colheitas com doenças.
Os comprimentos de Onda-infravermelhos, mais compridos (bandas 6 e 7), podem determinar a humidade do solo e das plantas, avisando assim de prejuízos iminentes, provocados pela tórrida seca. Também distinguem entre diferentes tipos de Rocha, sendo, portanto, utilizados em levantamentos geológicos.
A principal desvantagem da Observação Passiva é o facto de, as Zonas-alvo, estarem frequentemente obscurecidas por nuvens. Para além disso, os Instrumentos Passivos dependem da iluminação do solo pela luz solar, que varia de direcção e, de intensidade, de um lugar para outro. Isto significa que, as medições efectuadas a partir de diferentes zonas, não podem ser comparadas directamente.
Os Instrumentos Activos não estão sujeitos às mesmas limitações: emitem Impulsos-Rádio de intensidade constante a frequências que penetram na cobertura de nuvens. Podem, assim, obter-se imagens comparáveis sob quaisquer condições de tempo.

Satélites de grande Acuidade Visual
Os Satélites de Observação da Terra são normalmente colocados numa Órbita Polar a uma altitude que vai dos 250 aos 100 km. Enquanto se deslocam entre os Pólos, a Terra roda por baixo da sua trajectória, de tal modo que passam sobre o mesmo ponto da superfície do planeta apenas uma vez de 16 em 16 dias. Todavia, a baixa altitude a que se encontram, significa que podem então produzir imagens de alta resolução (até 30 metros) desse ponto.
Os Satélites Meteorológicos, pelo contrário, são normalmente colocados em Órbitas Geostacionárias muito mais altas, de onde têm uma visão contínua mas de baixa resolução (cerca de 1 km) da mesma vasta zona. Este tipo de visão é mais útil para o seguimento de Superfícies Frontais, que mudam de direcção de uma hora para outra.
Os dados obtidos por Detecção Remota são digitalizados e, armazenados, em suporte magnético a bordo do Satélite. Quando este passa sobre uma Estação Terrestre, a informação é então enviada para baixo sob a forma de...Sinal-Rádio. Como alternativa, os dados podem efectivamente ser retransmitidos em «tempo real», via Satélites Geostacionários de Telecomunicações.

Olho Europeu
Em 1991 foi lançado para uma Órbita Polar o Primeiro Satélite Europeu de Detecção Remota (ERS-1). Equipado com uma série de Sensores Activos de Radar, tem enviado uma grande quantidade de informações  preciosas sobre a terra e os mares.
Os Sinais de Radar enviados para a Terra pelo ERS-1, a partir da sua órbita a 780 km de altitude, têm de ser fortes para produzirem ecos detectáveis - sendo por esse facto são necessárias grandes Antenas! Em consequência disto, o Satélite é pesado (cerca de 2,4 toneladas) e gasta 1 kW de energia eléctrica, fornecido por um painel solar de 12 metros de comprimento.
A posição exacta do Satélite sobre a Terra tem de ser conhecida para que, os dados por ele fornecidos, tenham assim algum valor.
Utilizam-se dois sistemas para seguir a trajectória do Satélite: um Sistema de Exploração por Microndas (PRARE) e um Reflector Passivo, que reflecte impulsos de luz de Laser, dirigidos sobre o Satélite a partir da Terra.
O Satélite transporta um Radiómetro de Infravermelhos (o ATSR) que permite a obtenção de medições precisas das temperaturas do mau e do conteúdo em vapor de água da atmosfera. Mas o maior Sensor do ERS-1 é o Instrumento Activo de Microndas (AMI), que compreende dois sistemas de radar: o Dispersómetro de vento, que mede a velocidade e a direcção do vento e, o Radar de Abertura Sintética (SAR). Este último produz com o radar, mapas muito detalhados de faixas da superfície terrestre com...100 km de largura.
As grandes quantidades de dados científicos provenientes destes instrumentos são transmitidas através do Sistema de Tratamento e Transmissão de Dados dos Instrumentos(IDHT).

A Interferência do Homem
Perante esta nova realidade de há décadas, que se tem vindo a propagar nos céus e, sobre a Terra, haverá que perguntar se, alguma vez, o Homem terá parado para se questionar também, se porventura estará no rumo certo? A nível da Física, da Astrofísica e mesmo da Nanotecnologia e Astrobiologia, o mundo está virado do avesso; ou seja, existe hoje, na actualidade uma «mundiversidade»  (ou multiplicidade conceptual) de objectivos, conceitos, inovações e mesmo surpreendentes revelações sobre o Universo. O Homem quer explorar, tem disso necessidade e assomo, mas há que manter as expectativas não tão altas assim ou o «tombo» poderá ser maior num refrear do mesmo.
Não se quer dizer com isto que, todos estes avanços não sejam efectivamente aplaudidos por todos nós mas, por conseguinte, há que haver igualmente uma maior consciência da profundidade do que agora se alude. Em relação ao Bosão de Higgs ou Partícula de Deus - descoberta pelo Físico Britânico, Peter Higgs (ou já prevista por si em 1964), que a 4 de Julho de 2012 seria manifestada ao mundo como a célebre Partícula de Deus em revelação bombástica da efectivação da partícula de Higgs. Algo que os Maias em civilização antiga já saberiam, por seu calendário evidenciar e, eclodir, sobre os finais de 2012? Teriam eles sabido que uma Nova Era se avizinharia...? Não se sabe. Mas intui-se. Peter Higgs foi então obsequiado, no que de resto se autenticou com o merecido Prémio Nobel da Física, em ex aequo com o Físico Teórico Belga, François Englert, entretanto já falecido (2011). Quanto à civilização Maia, a interrogação permanece...

Em Genebra, na Suíça, o Grande Colisionador de Hadrões (LHC) tem estabelecido recordes de êxitos nunca vistos, na obtenção de novas partículas em estudo, análise e investigação. Não se sabe ao certo, quais as consequências imediatas desse objectivo, havendo quem remeta que se está a «brincar» com coisas muito sérias no mundo do desconhecido e, do provável reinício de um outro Big Bang em explosão miríade no Universo. Não se sabe. Para já, o que se enfatiza deste LHC, é que venha em futuro próximo (já neste ano de 2015), a formular e a promover a colisão de partículas com quase o dobro da energia da que até aqui se instituiu. Espera-se então e, a partir daqui, que seja possível simular a formação do Universo, 13,82 milhões atrás. Para além do que, o que os pesquisadores aferem tratar-se de uma operação hercúlea no mundo da Física, esperando que a Partícula de Higgs estabeleça o contacto entre a Matéria Visível e a Matéria Escura. Novos estudos se reportam com este LHC que, tal como dança cósmica de Shiva (que se vê em homenagem estimulante sob uma escultura aí edificada, no CERN - Centro de Pesquisas Nucleares) em paralelismo com o que os ancestrais terão sabido e, os actuais exibem agora em função máxima de um conhecimento maior. A aventura é colossal mas os receios de tal...também! Poder-se-à abrir um «wormhole» ou Buraco de Verme intraduzível, impressionante e mesmo destrutível à escala total do Universo? Ou nada disso, aventando-se a hipótese de se poder estruturar um canal, portal ou apenas uma ligação com outros mundos, sem margem de erro ou maiores consequências que não sejam o de se estar perante a descoberta de novos comportamentos estelares no imenso Cosmos que nos ampara...? Não se sabe.

Se Erik von Däniken foi contestado até às últimas instâncias (e consequências) pela sua Teoria dos Astronautas Antigos, que dizer então agora de Peter Higgs, por se ter desenvolvido na descoberta do «Campo de Higgs» em Bosão e Partícula de Deus??? Para além do LHC que tudo esventra em profusão radical de análise e colisão de milhões de partículas, intuído num túnel circular de 27 quilómetros de comprimento...e tudo isso analisado por uma vasta gama de cientistas que se empenham na análise, investigação e observação através de detectores - em mais de dez triliões de colisões - até se ter encontrado o dito Bosão. Uma agulha no palheiro (que se encontrou de facto) dando finalmente frutos científicos!
Sendo especulativo mas não totalmente isento de verdade que se pode (eventualmente) destruir o mundo que conhecemos, pela ânsia louca de busca e encontro por outros mundos - no que a matéria, antimatéria ou mesmo na diversidade de outros mundos (Paralelos ou multi-Universos) possam de facto existir - há que ter em conta a extrapolação do mesmo. Ou extravaso de objectivos e finalidades, se não se comprimir e, instituir muito bem essas determinações para com o Universo. E acima de tudo para connosco, no nosso belo Planeta Azul que é de todos nós. Por enquanto. Não havendo estimativas de que algo corra mal, há que ovacionar e incentivar feitos científicos, não sem antes  rectificar que todos temos direito a uma opinião, mais que não seja por vias de todos fazermos parte deste planeta. Há que ter cuidados acrescidos, apesar da motivação fantástica de todos os intervenientes nesta causa cosmológica em mundo da Física no LHC. Desejando muitos êxitos deste sobre o conhecimento (e sobrevivência) da Humanidade, que tudo se faça e estabeleça segundo a vontade do Homem e...de Deus, em partícula de seu nome que nos seja clemente e piedosa e nunca o contrário! Que a bem da Humanidade este possa continuar a funcionar, segundo os desígnios de um ou mais Universos proeminentes em nós e, sobre nós!

segunda-feira, 9 de março de 2015

A Era Espacial VI (Satélites em Órbita)


Satélite Russo Sputnik 1 - (Lançado a 4 de Outubro de 1957)

Estará o Homem a precipitar-se e mesmo a fazer um julgamento espacial sobre si, perante os mais de 3000 Satélites em Órbita nos céus? Sendo compreensível a sua ânsia de comunicação e, interligação - interior e exterior - haverá também a ilusão de que possamos ser ouvidos pelos seres estelares? Do Satélite Russo Sputnik houve - certa vez - um estabelecer de contacto por entidades desconhecidas, mas saberemos nós decifrar tão emaranhada e complexa mensagem matemática? Que nos terão querido transmitir? Ter-nos-ão submetido assim ao seu escrutínio de inteligência superior ou simplesmente pretenderam testarem-nos, detectando as nossa muitas falhas humanas (tecnológicas e outras, em esparsos e parcos conhecimentos), na prospecção psicológica ou cognitiva do que ainda não alcançámos? Conhecer-nos-ão ainda melhor do que nós próprios...? E como tal, mantêm-se afastados do nosso limitado horizonte humano e terrestre? Ou nada disso, estando apenas à espera do momento correcto para se fazerem apresentar, energizar e identificar como os nossos progenitores cósmicos???

Girando à Volta da Terra
(Como os Satélites se mantêm em Órbita...)
Desde a viagem do Sputnik 1, em 1957, mais de 3000 Satélites foram lançados para Órbita à volta da Terra. Actualmente, o nosso planeta está rodeado de uma cintura de «hardware» espacial.
Dia e Noite, centenas de Satélites Artificiais, deslocando-se a velocidades que podem atingir 8 km por segundo, giram à volta da Terra transmitindo sinais de telefone e, de televisão, entre os Continentes - observando pormenorizadamente o nosso planeta e..o Universo além dele! A Órbita de cada Satélite é cuidadosamente planeada face à sua função e, continuamente ajustada, por motores de propulsão existentes a bordo.
Um Satélite de Comunicações corre à volta da Terra a 3 km por segundo - Dez (10) vezes mais rapidamente do que um avião a jacto! Tal como qualquer objecto em movimento, a sua tendência é para se deslocar em linha recta, numa trajectória que o levaria cada vez para mais longe da Terra.
Esta tendência é contrariada por forças gravitacionais,que constantemente aceleram o Satélite na direcção da Terra. A trajectória do Satélite é, pois, continuamente «desviada» pela Gravidade para um círculo (ou eclipse) que rodeia a Terra.

Tempo para uma Revolução
O Campo Gravitacional da Terra é mais forte à superfície do planeta, mas diminui rapidamente com a altitude, aproximando-se do zero a uma distância de 1 milhão de quilómetros. Quando mais intensa for a força gravitacional que actua sobre um Satélite, mais depressa ele terá de se deslocar para evitar cair em espiral para o solo.
Os Satélites com orbitas baixas (à volta de 400 km de altitude) deslocam-se a cerca de 8 km/s, completando ma rotação em torno da Terra, aproximadamente de duas (2) em duas horas. Os que se encontram em órbitas mais altas deslocam-se a velocidades menores e têm um período orbital mais longo. São poucos os Satélites colocados em órbitas mais baixas que 300 km, porque, a certas altitudes, eles entram em atrito com a Alta Atmosfera. Retardados por forças de atrito, perdem gradualmente altitude e, por isso, têm uma vida operacional curta.

Opções de Órbita
Um Satélite colocado em Órbita a 35.900 km acima do equador, demora exactamente um dia a completar uma órbita. Neste espaço de tempo, a Terra que fica por baixo gira exactamente uma vez sobre o seu eixo: assim, o Satélite roda em perfeita sintonia com a Terra, permanecendo sempre no Céu - exactamente sobre o mesmo ponto da superfície do planeta.
O escritor de ficção científica Arthur C. Clarck foi o primeiro a sugerir uma utilização prática para esta Órbita Geostacionária: três (3) satélites colocados em anel a essa altitude, funcionariam como relés de rádio entre quaisquer dois pontos da superfície terrestre. Actualmente, os Satélites Geostacionários transmitem tudo, desde chamadas telefónicas a sinais de navegação; de facto, a Órbita está a ficar de tal modo superlotada que, a sua utilização, tem de ser sujeita a regulamentação internacional!
São necessários Foguetões muito grandes - e dispendiosos - para lançar Satélites para uma Órbita Geostacionária elevada, mas Veículos de Lançamento menos potentes (como o Vaivém Espacial da NASA) podem colocar Satélites em órbitas mais baixas com custos bastante mais reduzidos.
A Órbita «mais barata» (ou de menores custos) é a Órbita Terrestre Próxima - onde o Satélite gira à volta da Terra, por cima do equador, a uma altitude de cerca de 400 km. Reduz-se (assim) ainda mais o custo se se lançar o Satélite em direcção a leste, de modo a que este «roube» parte da energia gravitacional da Terra na altura do lançamento.
A Órbita Terrestre Próxima é utilizada para «estacionar» Satélites antes de serem impelidos para órbitas de altitude superior, mais úteis; alguns Satélites Astronómicos e de monitorização da Terra também ocupam esta órbita mais baixa.

De Pólo a Pólo
Uma Órbita Polar faz um Satélite percorrer - a grande velocidade e a uma latitude relativamente baixa - um círculo sobre os Pólos.
Normalmente, o Satélite efectua 14 rotações em torno do planeta num único dia. Como o Satélite atravessa o globo de Norte para Sul (mais ou menos paralelo às linhas de longitude), a Terra gira por baixo dele de...Oeste para Este. Isto significa que o Satélite «vê» todas as partes da superfície terrestre de perto, embora passe por cima do mesmo lugar pouco frequentemente.
As Órbitas Polares são particularmente apropriadas para os Satélites de Detecção Remota, que são utilizados para observar o solo, controlar o ambiente terrestre, assim como para operações militares de vigilância.
Embora quase todas as Órbitas sejam circulares ou quase circulares, algumas são marcadamente alongadas ou...elípticas. Os Satélites que se encontram em Órbitas Elípticas passam assim pela Terra a grande velocidade (o ponto mais próximo chama-se «Perigeu») antes de se afastarem do planeta na etapa mais longa da sua viagem em direcção ao «Apogeu» (o ponto mais distante).
A Energia de um Satélite - em qualquer Órbita Circular ou Elíptica - é a mesma, desde que as duas órbitas tenham o mesmo eixo semimaior (o eixo longitudinal da elipse ou o diâmetro do círculo), de modo a que a deslocação entre estas duas órbitas apenas requeira um curto período de funcionamento do motor no ponto certo da órbita.
As Órbitas Elípticas são, portanto, utilizadas como um modo «barato» de levar Satélites para longe da Terra; por exemplo, para estudar os Campos Magnéticos e, as Cinturas de Radiação à volta do nosso planeta.

Muitas Luas
De todas as Órbitas de Satélites, a Órbita Geostacionária - a 35.900 km acima do equador - é talvez a mais útil. está ocupada por Satélites Meteorológicos como o «Meteosat», que têm uma visão constante de todo um hemisfério do planeta, e por Satélites de Comunicação como o «Intelsat».
Pode enviar-se uma mensagem da superfície terrestre para um dos Satélites que formam a constelação Intelsat, onde é ampliada e transmitida através de um segundo - ou até terceiro Intelsat - para qualquer parte do globo.
O «TDRS» é um Satélite de Telecomunicações Especializado, que retransmite mensagens provenientes de qualquer Nave Espacial para o Centro de Controlo em terra.
O Lançamento de um Satélite pesado como o TDRS para uma Órbita Geostacionária elevada é efectuado por etapas. Primeiro é lançado para uma Órbita Equatorial baixa «de estacionamento», a 400 km de altitude. Em seguida, os Foguetões auxiliares são accionados, levando-o para uma Órbita de Transferência Elíptica. À altitude geostacionária, os motores são de novo accionados para tornar a Órbita Elíptica Circular.
Embora os Satélites Geostacionários de Telecomunicações cubram grande parte do globo, transmitem com má qualidade para as latitudes elevadas. Zonas como a Sibéria são cobertas 24 horas por dia pelos Satélites Molniya que se encontram em Órbitas Elípticas inclinadas.
Os Satélites de Detecção Remota giram em torno do globo de Pólo a Pólo - enquanto a Terra roda por baixo. O «Landsat» - a 9000 km de altitude - gira em volta da Terra 14 vezes por dia e «vê» assim a totalidade do globo uma vez de 18 em 18 dias.
Os Satélites Astronómicos, como o «Gamma Ray Observatory» (Observatório de Raios Gama), ocupam normalmente órbitas baixas e «baratas» (de menos custos) que os elevam acima da atmosfera terrestre.

Transmitir Mensagens
Os Satélites transportam sistemas de telecomunicações avançados. O satélite TDRS, que retransmite sinais provenientes da Terra para numerosas Naves Espaciais, possui em si sete (7) sistemas de Antenas. As duas Antenas em forma de chapéu-de-chuva retransmitem informação a grande velocidade (300 megabits por segundo) de e, para uma Nave Espacial de cada vez.
A Antena Central - de acesso múltiplo - pode enviar mensagens em simultâneo para 20 Satélites, embora os dados sejam enviados a um ritmo mais lento (50 quilobits por segundo).
Um Satélite de Telecomunicações pode transmitir cerca de 1200 chamadas telefónicas ou um sinal de televisão de uma só vez.

Lixo Espacial
Uma verdadeira ameaça para qualquer Satélite é a quantidade cada vez maior de resíduos que se deslocam em órbita a grande velocidade.
Os maiores estágios de Foguetão ejectados, chaves-inglesas abandonadas, etc. - são acompanhados a partir da Terra, sendo que até pequenos pingos de tinta podem causar danos ou prejuízos graves, muito graves ao nosso planeta!

Satélites Sazonais
Em condições ideias, um Satélite de Detecção Remota numa Órbita Polar passa sobre o mesmo ponto da superfície terrestre à mesma hora - todos os dias. Isto, faz com que o solo que fica por baixo, esteja sempre iluminado pelo Sol em cada passagem. Todavia, como a Terra se desloca à volta do Sol, o ângulo de iluminação alterar-se-ia normalmente com as Estações do Ano. Para evitar isto, os Satélites de Observação da Terra, são então colocados numa órbita síncrona do Sol. Uma «oscilação» no movimento do Satélite mantém o plano de órbita sempre igual em relação ao Sol - independentemente da Estação do Ano!

Perante todo este quadro, por certo invulgar, de tanta actividade em multiplicidade de Satélites em comunicação e vigília sobre a Terra, não haverá muito que esconder, ofuscar ou sequer bloquear, caso entidades exteriores nos venham visitar. Como parece ser o caso.
Em relação ao Satélite Russo Sputnik que, desde o seu lançamento em 1957 se mostrou impressionante e prodigiosamente activo - no que posteriormente se soube de um determinado contacto exterior em mensagem matemática de uma complexidade intensa - até aos dias de hoje, sem que o Homem ou o ser humano no seu todo, o soubesse decifrar, descodificar ou simplesmente interpretar convenientemente. É sabido, de que se tentou desvendar tal mensagem em procedimento exímio e, sob os parâmetros dos mais altos dignitários ou dos mais conceituados cientistas mundiais, pelo que nada se registou de grande sapiência ou resolução - como espécie de anátema pouco triunfal da idiossincrasia humana em toda a sua esfera limitável. Mas continua a tentar-se...supostamente.

Também já muito foi dito sobre a acintosa opinião do Físico britânico Stephen Hawking que não nutre simpatia particular por esta vertente de telecomunicação externa ou extraplanetária em exo-apresentação terrestre, pelo que assume (o próprio), numa certa leviandade terrestre de, nos poder ser uma posição de risco (nossa) de nos estarmos a expor demasiadamente sob olhares e objectivos desconhecidos que, provavelmente, nos serão nocivos, hostis ou mesmo fatais - se estiver em causa a paz e a continuidade da existência da Humanidade!
Não o sabemos. Mas ficar parados à espera de algo, é talvez dos maiores defeitos (ou qualidades) que o ser humano evoca, pois que se assim fosse, ainda não se teria descoberto as Américas ou as Índias, como porventura se reconhece em autenticidade vitoriosa do Homem querer alargar fronteiras - e horizontes - em longitudinal ambição do que sente ser merecedor. Ou não. Poderemos estar a incorrer de facto, a uma viagem sem retorno (ainda mais louca e consequente do que a de Marte em projecto da Mars One), mas que, se tem de outorgar e mesmo viabilizar, pelo que se deseja instaurar na Terra de mais conhecimento e mais espaço sobre o próprio Espaço!

Estarão os seres estelares em vias de se processarem em vigência e existência assumida sobre nós, humanos, agora que tanto atingimos, que tanto e tão alto já chegámos? Estarão «eles», à beira de se darem a conhecer em origem e proveniência suas (pelas tantas civilizações estelares que comungam entre si no Cosmos) - e que, segundo Paul Hellyer, ex-Ministro da Defesa do Canadá veio à revelia governamental autenticar, tratar-se já de 57 civilizações distintas, como espécies reconhecidas que nos visitam, nos vigiam e...(nem todas) nos protegem e seguem os passos terrestres? Revelar-se-ão a nós, comuns terrestres, dessa mesma realidade cosmológica em que também pertencemos? Ou ser-se humano é ser-se inferior aos das estrelas - aos seres inteligentes e ultra-dinâmicos em tecnologias, matemáticas e saber-se-à lá mais o quê...? Poderemos fugir nós, humanos, dessa realidade que em breve (talvez) nos irá ser mostrada na Terra? Estaremos preparados para isso? E não estando...teremos alternativa, caso estes nos não sejam amistosos e nos desequilibrem ainda mais toda a nossa coexistência planetária, ínfima no Cosmos mas tão particularmente grande e bela para nós, da qual não abrimos mão...nem tão-pouco o coração? Saberão «eles» o que é isso do «Coração que sofre», da «Alma grande que tudo abarca», da emoção, da sensação, do sentimento, da amizade e...do Amor???
Serão «eles» seres inócuos, inexpressivos, não-emotivos, racionais, implacáveis e...arrogantes ou prepotentes, fascínoras e absolutamente impermeáveis à nossa dor humana, à nossa vulnerabilidade física e mental, à nossa essência humana e terrestre que, mesmo não tendo sido uma escolha aleatória ou metafísica em existência de panspermia cósmica objectivada por «eles», tenhamos também a hipótese, a capacidade e...a veleidade sã e considerável em nós de aqui pertencermos e aqui continuarmos a estabelecer, na Terra, como Humanidade que somos? Respeitar-nos-ão tal facto? Haverá essa consideração, mesmo que tenham sobre nós, Humanidade, direitos e avenças genealógicas, genéticas e anatómicas sobre o que nos manipularam em elaborações milenares sobre o ser humano desde os primórdios? Fabricantes ou progenitores, dar-lhes-à o direito de nos submeterem à sua vontade? Poderemos nós ripostar se as suas intenções não forem todas (ou quase todas) absolutamente fiáveis e creditadas na continuidade do ser humano? Teremos opção? Poderemos lutar, fugir ou enfrentar tais desígnios estelares em superioridade total «deles» sobre nós? Deixar-nos-emos experimentar, manusear, convencer, hipnotizar (na teoria e práticas de nos microchipar) ou mesmo abater como raça e espécie sem interesse e sem finalidade alguma para consigo? Estaremos no limiar - ou poder limítrofe - das nossas forças e dos nossos avanços tecnológicos, dos quais «eles» fizeram parte mas agora se subjectivam a deixarem-nos exterminar? Será o nosso futuro recente um não-projecto em eliminação terrestre de não continuidade em aferição ou sublimação estelar...ou teremos a sorte e a bendita desdita (de alguns desses seres estelares) apelarem por nós, clamarem que fazemos falta ao Cosmos, insistirem na nossa existência ou simplesmente deixarem-nos sobreviver...mesmo com toda a maledicência ou hedionda subjugação de uns povos por outros na Terra? Estaremos prontos para a erradicação nuclear - segundo os seus parâmetros pacifistas de não nos deixarem sacrificar e matar uns aos as outros - ou, recuaremos na intentona secular de uma Humanidade sem regras nem escrúpulos, observando «eles», aos seus olhos estelares que, afinal, o Homem não merece mesmo continuar a viver, a existir e a conceber Morte em vez de Vida???
São muitas perguntas, eu sei. Mas chegará o dia em que todos as veremos ser respondidas, eficaz e liminarmente, sem que para isso o tenhamos merecido ou conquistado, rejeitado ou repudiado, instado ou questionado sequer, pois que chegará o dia em que «eles» farão do planeta azul que vêem do seu exterior, a sua obra terminada. E por essa questão abordada, a Humanidade se revelará também: se soube ou não merecer o veredicto final em absolvição ou condenação terrestres! Algo que...só «eles» o sabem! Que a Humanidade prossiga e «eles» assim o desejem. Que A Humanidade prevaleça...acima de todas as coisas, até...da sua vontade estelar de duvidarem  (e outros nos preservarem) dessa nossa continuação na Terra! E bem-hajam por isso! Uns e outros!