http://youtu.be/JgvKMnrig74
Há almas eternas, outras imortais e talvez até mesmo outras confortavelmente emanentes sobre o Universo; cabe-nos a nós descobrir quais as que nós somos, por outras que andam por aí...
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
«Mare Nostrum»
Em solidariedade com os desaparecidos no mar. Todos eles. A todos os guerreiros que fazem do mar a sua obra mais que perfeita, mesmo que com isso tenham de dar a vida - em corpo e alma numa vã recordação de um Neptuno nem sempre clemente, piedoso ou sequer benevolente com a sua causa: a causa dos homens do mar! Que vivam para sempre na espuma dos dias e, na bravura das vagas que os colheu...um dia. Bem-hajam, todos!
A Venenosa Luminescência
Radioatividade no Ser Humano
Terá havido já na Antiguidade, a certeza da fatalidade - e mortalidade - no Homem, sob os compostos venenosos do chumbo? Que «panaceia» venenosa era então esta, que tantas vítimas fez, na luminescência radioativa que a todos encantava...até sucumbirem na doença e na morte anunciada? Poder-se-à ainda hoje negligenciar as muitas substâncias radioativas, resíduos tóxicos (e venenosos), que se derramam de cada vez que há um incidente em vazamento de Reactores Nucleares???
Vinho e Declínio
(Roma sucumbiu devido ao envenenamento pelo chumbo...?)
Os Romanos abastados gostavam de vinho e, dispondo de cerca de 370 variedades - segundo escreveu Plínio, (o Moço), no século I - bebiam-no sem moderação.
Ao fazê-lo, estavam inadvertidamente a envenenar-se com o chumbo das tampas ou dos revestimentos dos cascos - dissolvido em ambos dos casos pela acidez do vinho.
Um investigador americano de Medicina Ocupacional, o doutor S. C. Gilfillan, acusa indefectivelmente o chumbo como o grande causador do declínio do Império Romano. Gilfillan argumenta então que, o envenenamento, atingia em especial as classes dirigentes - as principais consumidoras de Vinho, Azeite, bebidas derivadas do Mel e, conservas de frutos - sendo todos eles guardados em vasos forrados de...chumbo!
Tais produtos eram assim inacessíveis aos Romanos pobres e escravos, libertando-os em parte desta maleita. Mas, em relação aos cosméticos que, sendo de livre acesso e abertamente populares entre as classes mais abastadas, sendo estes compostos à base de chumbo, terão criado uma profusão de envenenamento, gradualmente instalado nas patrícias mulheres.
Embora todas as classes fossem em certa medida vulneráveis às canalizações de chumbo dos sistemas de abastecimento de água, Gilfillan explica que a própria Roma, onde se congregava a Aristocracia, tinha água mais pura, que absorvia o chumbo dos canos - o que não acontecia nas zonas rurais.
A data crucial do declínio, segundo Gilfillan, é 150 a. C. - ano em que as mulheres romanas foram autorizadas pela primeira vez a beber vinho. A acumulação gradual de chumbo nos organismos, reduziu-lhes assim o índice de Fertilidade e, as poucas crianças que posteriormente geraram...eram fracas e apáticas. As classes governantes perderam deste modo o vigor e a firmeza, pois hoje é sabido e sobejamente conhecido de que, o Chumbo, prejudica terrivelmente o Cérebro, os músculos e os nervos, causando também Anemia.
A Teoria de que o Império Romano sucumbiu devido a um lento mas fatal envenenamento pelo chumbo, foi apoiada recentemente (nas últimas décadas) por ensaios efectivados em ossos antigos. Inicialmente usou-se a que era até há três décadas a mais recente e moderna técnica para o efeito - espectroscopia por absorção atómica - na análise forense nestes revertida, onde se detectou desde logo...chumbo. Outras posteriores análises terão sido feitas e todas elas confirmaram tal.
A Venenosa/Mortal Luminescência
(Quando a Luminescência traz a morte...)
Em 1915, Sabin von Sochocky, entusiasta pintor amador, preparou uma tinta que brilhava na escuridão - graças a um ingrediente especial, o Rádio - uma substância branca, radioativa, descoberta por meados de 1898. Então criou a US Radium Corporation para pintar algarismos luminosos nos mostradores de relógios de pulso, crucifixos e pequenos interruptores.
A moda expandiu-se. Em breve, Sochocky empregava centenas de mulheres e raparigas para pintarem mostradores de relógios e ainda instrumentos luminosos para o Exército dos EUA.
Panaceia Venenosa
Na fábrica, em New Jersey, mulheres e raparigas - algumas de apenas 12 anos - traçavam finas linhas luminosas nos mostradores com as pontas dos pincéis molhados em Rádio.
Os encarregados encorajavam-nas então, dizendo (ou insinuando) que o Rádio as tornaria sexualmente atraentes, deixaria o cabelo ondulado e faria bem à pele. Isto não era uma fraude cruel: nesta época, o Rádio, era considerado por muitos médicos uma panaceia para tudo - desde a diminuição da líbido à hipertensão arterial ou à fadiga do stress.
Apesar de se saber que a exposição à radiação do Rádio destruía células, ninguém jamais (até aí) acreditava que, a tinta, pudesse causar cancro.
Em 1924, porém, um dentista (ou estomatologista) de Nova Iorque - Theodore Blum - notou que uma das suas pacientes que trabalhava na US Radium, tinha uma grave infecção na mandíbula. escreveu então um artigo no Journal of the American Dental Association (Jornal Americano da Associação de Dentistas), observando em rodapé o que pensava ser a infecção em efeito-causa de uma substância radioativa ou, causada por essa substância nociva.
Foi então desencadeada uma série de investigações - intensas e proeminentes - descobrindo-se de seguida que, «cabelos, faces, mãos, braços, pescoços e até os espartilhos das pintoras de mostradores estavam luminosos». A partir daí, houve de facto uma sucessividade de acontecimentos nada felizes: as raparigas e todas as mulheres aí envolvidas começaram a sofrer de terríveis cancros da mandíbula e outros, em patologias oncológicas daí derivados. Quanto à Radium Corporation, demitindo-se de alguma ou qualquer responsabilidade, afirmou na época que tal se devia à deficiente higiene dentária das suas operárias e colaboradores fabris...
Final Trágico
Em 1927, cinco antigas empregadas da fábrica US Radium Corporation, que sofriam então de doenças ósseas, processaram a Companhia norte-americana.
Duas dessas mulheres estavam tão debilitadas e tão doentes que,tiveram de ser transportadas até ao tribunal, onde, uma delas, nem conseguia levantar a mão direita para prestar juramento.
A US Radium insistiu em que não havia prova científica de que as lesões das mulheres eram provocadas pelo Rádio. O caso prometia arrastar-se nos tribunais durante anos mas, num súbito acordo fora do tribunal, a US Radium concedeu (em 1928), 10.000 dólares a cada uma das mulheres, além do pagamento de despesas médicas. Algo inédito para a época mas que terá ficado nos anais da História recente dos Estados Unidos, reconhece-se hoje.
A despeito dos riscos conhecidos, os fabricantes de alimentos e bebidas dietéticas baseados no Rádio, terão feito bom negócio nos EUA até meados dos anos 30. Havia água de Rádio (uma Companhia de Nova Iorque afirmava então ter já 150.000 clientes) numa plataforma de produtos tais como pasta de dentes, creme facial, tónico capilar e até uma bebida não alcoólica recomendada por um campeão amador de golfe - Eben Byers - que bebia duas garrafas pequenas todos os dias. A sua maxila depressa se deteriorou, morrendo de anemia...ao fim de poucos anos. Uma ignorância ou credibilidade inusitada que pagou caro, este campeão de golfe.
Numa rápida cronologia em analogia dos factos, há que registar da descoberta da Radioatividade Natural por parte de Henry Becquerel (em 1896), ao observar que o Sulfato duplo de Potássio e Uracila conseguia registar a impressão de chapas fotográficas. Em 1898, Pierre e Marie Curie identificaram o Urânio, o Pulônio (400 vezes mais radioativo que o Urânio), e depois o Rádio (900 vezes mais radioativo do que o Urânio).
As Substâncias Radioativas são todas as que possuem propriedades de emitir espontaneamente partículas e/ou radiação electromagnética perigosa, devido ao seu elevado poder de penetração e, de ionização. Um alerta geral nas populações é a de que, não se deve nunca manipular, manusear ou sequer deflagrar estas substâncias radioativas sem se estar devidamente preparado e protegido para tal. Como exemplo: os fatos de peça única, assim como a devida máscara apropriada para o efeito. Entre outros mais elaborados recursos que entretanto os cientistas vão reproduzindo à medida que a tecnologia vai dando espaço a uma maior protecção nesse campo também.
Quanto aos conhecidos já Resíduos Radioativos ou resíduos tóxicos e venenosos, formados por substâncias radioativas - resultantes do funcionamento de Reactores Nucleares, Pára-raios e de serviços de Rádio e Quimioterapia - há que registar que todos eles devem ser obrigatoriamente acondicionados de forma segura, atendendo às normas das Comissões Nacionais e Internacionais de Energia Nuclear.
Mesmo havendo essa atenção e essa especificidade, não raras vezes surgem incidentes peculiares mas desastrosos para a Humanidade. Observe-se então - não sem alguma mágoa geral - do que se passou recentemente em terras nipónicas, sobre as explosões ocorridas na Usina Nuclear de Fukushima-Dalichi, no Japão. Anteriormente houve Chernobyl, o que foi desde logo um desastre obviamente terrível para as suas populações e tudo o que lhes era circundante, no que tudo tiveram também de deixar para trás. Uma tragédia! Quanto a Fukushima a mesma incidência, ainda que no Japão estivessem bem mais preparados ou, solidificados na esperança dos efeitos colaterais não lhes serem tão igualmente pesados...mas foram. Infelizmente! Ou não fosse o Tsunami, o causador prioritário de tudo isso. Mas a mão humana tem de estar atenta, alerta a todos estes acontecimentos da Natureza... ou não. Há que não ser negligente nem descurar algo que à priori pareça mínimo ou fortuito de atenção, no que se relaciona com Centrais Nucleares ou todo o envolvimento de substâncias radioativas, pois que pela Humanidade e só por ela, todos nos temos de preservar em inteligência, saúde e...continuidade. Só assim evoluiremos. Não se deve contaminar solos, freios de água, rios, mares ou oceanos. E muito menos quem vive nestes, que somos todos nós. Assim termino, em jeito de beneplácito (e não radioatividade) que não seja a de um belo sorriso em mostras de uma exemplar e saudável vida que desejo para com todos em felicidade e, bonomia dos tempos. Por toda a Humanidade, assim seja, serão sempre os meus votos fiéis de alguém comum que apenas quer poder ainda respirar ar puro, a banhar-se em águas não contaminadas ou, a ingerir algo que nos não envenene de imediato. Assim seja então! Pela Paz, pela Saúde, pela Humanidade!!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
A Temível Alzheimer
Doença de Alzheimer
Haverá esperança de cura nestes pacientes nos próximos anos? Que mecanismo é este que tão eficazmente em processo degenerativo seduz os indivíduos numa total demência? Haverá de facto a existência nociva no Alumínio da água - ou dos utensílios domésticos - na interferência (ou contribuição) para que a Doença de Alzheimer se instale no ser humano? Indivíduos com maior nível educacional - ou de escolaridade - permitirão assim adiar a doença num permanente exercício mental e, das suas funções cerebrais? Retardar-se-à a doença sobre estes mesmos estímulos, retardando-se paralelamente a velhice, a demência e...a inevitabilidade de uma morte precoce???
Distúrbios da Mente
(Quando a Mente fica emaranhada...)
Amanda Fairhurst era uma senhora activa e sociável de plácidos 74 anos de idade. Frequentava a igreja e tinha muitos amigos. De repente, começou a mudar: deixou de frequentar a igreja e começou a ser deveras indelicada até para com o sacerdote afecto à sua igreja. O seu comportamento alterou-se significativamente. Esquecia-se de pagar as contas - algo que nunca até aí sucedera - onde posteriormente se via limitada pelo corte sucessivo de gás e electricidade devido ao não pagamento das facturas que se acumulavam, obviamente.
Nos últimos tempos já não reconhecia os familiares nem amigos, e ficava muito confusa ao executar as mais simples tarefas domésticas do seu lar. Os parentes, preocupados, chamaram então o médico, onde este se cingiu a diagnosticar a doença de Alzheimer, após testes efectivados.
Internada num hospital, morreu poucos anos depois sem memórias, recordações ou sequer...a lembrança das faces dos parentes mais chegados.
Fios Cruzados
Alois Alzheimer, um neurologista alemão, identificou a doença pela primeira vez em 1907, depois de uma sua doente - com 55 anos - ter falecido, manifestando uma confusa combinação de Depressão, Alucinações e...perda de Memória.
A autópsia revelou então que, as células da zona pensante do Cérebro, - o Córtex Cerebral - estavam emaranhadas, à semelhança de fios telefónicos derrubados por um temporal.
A descoberta de Alzheimer levou à percepção de que há dois tipos principais de demência: A Perda das Faculdades Mentais e, a do Equilíbrio Emocional. Uma é causada por Apoplexia e outros problemas circulatórios, a outra caracteriza-se pelas Células Cerebrais emaranhadas e degenerescentes ou seja, em processo de degenerescência activa. Mas enquanto a maior parte das demências ataca pessoas acima dos 65 anos, a de Alzheimer atinge sobretudo as de 40 e de 50, na sua maior parte. Estatisticamente a Doença de Alzheimer abrange uma camada de população mais jovem do que à priori é suposto nestas patologias mentais de demência e, do foro cognitivo.
Nos anos 80, a Doença de Alzheimer foi a principal causa dos internamentos nas Casas de Saúde, assim como a 5º causa de morte nos EUA, matando por ano cerca de 100.000 pessoas devido à má nutrição, acidentes, e por fim, colapso cerebral.
Julga-se que cerca de 2 milhões de Americanos com mais de 65 anos sofrem desta doença (em número mais elevado agora do que já se conhece da doença) e ainda mais de 60.000 na casa dos 40 e dos 50 anos. Na Grã-Bretanha havia por meados dos anos 90, cerca de meio milhão de pessoas com este mal, sendo a causa da morte de uma em cada cinco - com mais de 80 anos.
Procurando a Cura
Ninguém sabe a causa da Doença de Alzheimer, por muito que se especule e se investigue nesta área sobre a verdadeira razão de tal disfunção mental e cognitiva. Ainda não tem cura.
Alguns cientistas crêem que o Alumínio da água e dos utensílios da cozinha podem efectivamente acumular-se no Cérebro e, interferir nas substâncias químicas que transportam as mensagens cerebrais; outros, pensam que a doença é hereditária. Outros ainda, terão descoberto porém que, as vítimas desta endemoninhada doença, parecem ter carência de uma ou mais substâncias químicas que transmitem mensagens no Cérebro - no que os induz até aos dias de hoje na pesquisa e a ensaiar medicamentos para corrigir estas anomalias. Sem grande sucesso, infelizmente.
Estudos Recentes
Um estudo realizado pelo Instituto de Psiquiatria do Kings College em Londres, Inglaterra, analisou dados relativos a pacientes portadores da Doença de Alzheimer, avaliando assim se haveria (ou não) relação entre o grau de escolaridade, tipo de emprego e, a idade de Reforma (ou Aposentadoria) com o tempo de aparecimento da referida doença.
Este estudo perspectivou então dados muito interessantes sobre esta temática, no que se sabe já sobre esta doença na forma comum de demência cerebral em perda progressiva das Funções Cognitivas. Uma vez que o risco de demência aumenta drástica e dramaticamente com o incremento da idade, foi muito importante nessa avaliação, registar todos os factores que assim criariam influências perniciosas (directa ou indirectamente) no aparecimento desta doença.
Nesta experiência de grupo estudado, não foram observados efeitos de escolaridade ou do tipo de emprego em questão, mas, para os referenciados 382 indivíduos que se reformaram com uma idade mais avançada, os sintomas da doença também se revelaram mais tardiamente. Ou seja, um ano a mais no activo - em adiamento dessa Reforma ou Aposentadoria - retarda a idade do início dos sintomas em cerca de 6 semanas!
Estudos anteriores haviam demonstrado que aqueles indivíduos com um maior nível educacional, desenvolvem geralmente sintomas de demência muito mais tarde, devido ao facto de aumentar as suas conexões cerebrais, tornando-as assim mais fortes com o exercício permanente das Funções Cerebrais! Este fenómeno é conhecido como: «Reserva da Função Cognitiva».
Mais estudos podem então ser realizados para sabermos os reais motivos que explicam as conclusões deste interessante estudo.
Acredita-se que o Estímulo Intelectual que as pessoas mais velhas obtêm no ambiente de trabalho ajuda a evitar a demência, ou seja, a Doença de Alzheimer. Os resultados deste estudo foram publicados no periódico médico: "International Journal of Geriatric Psychiatry" (Jornal Internacional de Geriatria Psiquiátrica).
Elaborando teses, estudos, pesquisa e muita investigação subsequente de toda esta temática geriátrica e do foro psiquiátrico - dentro da perspectiva da Doença de Alzheimer - haverá ainda muito a percorrer sem dúvida mas, sugestionados pelas sucessivas investidas da comunidade médica e científica mundiais - que assim exploram uma possível cura para esta temível doença - acreditamos (sinceramente) que em breve haverá novidades. No mundo cognitivo tudo nos é ainda muito misterioso, no que a Neurociência nos tem ainda para desvendar mas, forçando a crença do que nestas últimas décadas se tem imposto em empenho e profunda investigação, há que acreditar de facto que estejamos mais perto de uma cura do que o contrário. Há que ser optimista! Há que acreditar! A bem de uma velhice bem vivida, de uma mente sã em corpo são e...um final de vida contemporizado por memórias, recordações, lembranças e carinhos que já vivemos, e não...o oposto em total opacidade, negrume ou mesmo silêncio, reiterando-se esse optimismo de uma cura para breve na Doença do Alzheimer. Doença esta que, que já fez de facto muitas vítimas (de entre elas a Senhora Margaret Thatcher, a dita Dama de Ferro por terras de Sua Majestade), no que já foi em cérebro, razão e raciocínio, alguém de suma importância - como todos sabemos - sobre a inquestionável ex-Primeira Ministra. Que haja então memória e tudo o mais, e que, tão vil e temível doença, nos não deixe adormecer para sempre sem a lembrança do sorriso de uma criança...nem que essa criança tenhamos sido nós...há muito, muito tempo...! A bem da Humanidade essa cura possa acontecer brevemente. A bem de todos nós!
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
A Maldita Doença
Vírus do Ébola
Haverá de facto o antídoto eficaz no combate ao Ébola? Estaremos em paz perante uma «simples» gripe ou comum constipação sem consequências de maior? Terá influência o stress actual nas populações na probabilidade de se apanhar o vírus da gripe? Os compostos antivíricos do momento serão para sempre eficazes nessa erradicação da gripe ou vulgar constipação? E na «Maldita Doença» que tudo arrasta - Ébola - estaremos perante a iminência irreversível de uma pandemia mundial sem estanque ou equilíbrio e controlo sobre esta mesma doença?
A Praga da Constipação Comum
As Constipações foram sempre um incómodo e, ao longo dos tempos, uma preocupação mundial no que se tentou por várias medicações, vários remédios curiosos na esperança de as curar - todos sem resultado.
Os Gregos acreditavam no tratamento por sangrias, eo historiador romano Plínio - o Moço - recomendava «beijar o nariz peludo de um rato». Mas, apesar de a Constipação ser a doença que mais detestamos, estaremos ainda assim em vias de aproximação (ou um pouco mais perto) à descoberta na cura desta infecção moderada - e desagradável - do que os médicos da Antiguidade e suas práticas pouco ortodoxas, há que acrescentar.
Muito se tem tentado e experimentado nestas últimas décadas - especialmente na Unidade da Constipação Comum, em Wiltshire, Inglaterra. Fundada em 1946, foi o primeiro Centro de Pesquisas a dedicar-se só e unicamente à investigação da Constipação. Desde então, houve diversas equipas e grupos compostos por 30 voluntários - agrupados aos pares durante 10 dias - onde foram inoculados com várias culturas de Vírus, assim como vacinas e antivíricos, na esperança de se resolver este tão complexo ou perturbador sintoma.
Os Factos em Questão
Graças às 500 cobaias humanas anuais (na época de 80/90) da Unidade, sabemos agora que a Constipação não é causada por um único Vírus mas sim por muitos - especialmente os 100 diferentes do nariz.
Esta Unidade conseguiu na época desenvolver e, identificar, estes vírus - começando por pesquisar imunizações e vacinas. Destes vários ensaios ou experiências havidas, provou-se então que as pessoas sob stress tinham maior probabilidade de contrair Constipações - mas ignora-se porquê. Novos Ensaios e novas Experiências confirmariam também de que, as mulheres, têm mais constipações do que os homens - embora não se tenha provado se pela razão de estarem mais em contacto com crianças (que as propagam mais depressa do que os adultos), se por terem sistemas imunológicos diferentes.
Outras Experiências determinaram que os introvertidos têm Constipações mais severas e, excretam mais Vírus do que os extrovertidos - e que apanhar frio não faz mal, se obviamente não se atingir temperaturas muito baixas. Para esta Experiência, um grupo de voluntários foi mantido molhado em corredores com correntes de ar, onde aí permaneceu algum tempo, enquanto outro grupo se conservava seco e numa sala aquecida.
A conclusão mais tarde objectivada foi a de que, os Vírus, se espalham pelo vapor de água da respiração - o que explica os maiores surtos de Constipações no Inverno: as pessoas passam mais tempo fechadas em casa, afastadas do frio, mas também do ar fresco.
Em 1990, quando então esta Unidade fazia progressos com um composto sintético antivírico que suprimia a multiplicação dos Vírus em 6 dias, foi inexplicavelmente encerrada por...«falta de verbas ou patrocínios» que a permitisse continuar...
Ébola - O Vírus Maldito
Peter Piot lembra-se perfeitamente daquele dia. Estava-se em Setembro de 1976 quando um piloto da Sabena Airlines chegou ao laboratório em Antuérpia onde ele era investigador com uma amostra de sangue de uma freira belga que tinha adoecido misteriosamente numa aldeia perdida no Zaire.
O pedido era para analisar e, despistar, a Febre Amarela. Sem qualquer noção da perigosidade do vírus, Peter vestia apenas as suas luvas e a bata branca. Os testes à Febre Amarela vieram negativos, claro, assim como os seguintes, à Febre de Lassa e, à Febre Tifóide.
O Investigador e a sua equipa injectaram então o vírus em ratos - que, passados alguns dias...estavam mortos. Todos! Tornava-se por de mais evidente - ou esclarecedor - de que algo extremamente mortífero existia naquela amostra de sangue!
Quando Piot e a sua equipa observaram o vírus pela primeira vez ao microscópio, depararam-se com uma imagem diferente de tudo o que conheciam. Peter Piot evidencia-nos então:
- "Algo grande e comprido, parecido com uma minhoca!"
De imediato, o Governo Belga decidiu mandar cientistas para a aldeia onde entretanto as freiras tinham morrido - e Peter não hesitou: "Tinha 27 anos e sentia-me como o meu herói de juventude - o Tintim! Estava doido com a possibilidade de descobrir algo completamente novo...! - Confessou Peter Piot ao "Guardian".
O Microbiólogo e outros cientistas recolheram sangue de 10 pacientes infectados e, baptizaram então a doença com o nome do rio que julgavam ser o mais próximo. Ébola.
Estava encontrada a designação para um dos Vírus que, ainda hoje, é um dos mais mortais. De então para cá, passaram...38 anos. Mas o actual director da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres começou a ficar seriamente preocupado em Junho de 2014, quando percebeu que as características deste surto eram diferentes das anteriores - breves e controláveis. Afirma por conseguinte sem margem para dúvidas:
- "Isto já não é uma Epidemia. É uma Catástrofe Humanitária!"
Este surto de Ébola teve início na Guiné Conacri em Dezembro de 2013, mas só foi detectado em Março de 2014. Entretanto espalhou-se pela Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa, somando até aí um total de 3338 mortes confirmadas e 7178 casos suspeitos (todo o universo de pessoas que pode ter tido contacto com os infectados).
O contágio dá-se através dos fluidos corporais, mas o período de incubação desta doença - de 21 dias - dificulta a contenção dos doentes. Esta Febre Hemorrágica não tem cura, embora haja um tratamento experimental, o «ZMapp» (droga resultante da combinação de três anticorpos gerados pela clonagem de uma única célula) que teve efeito em dois voluntários norte-americanos infectados.
A Origem
Tendo início na Guiné Conacri como já foi referido, esta estirpe tem-se registado a cada dia mais complexa e evolutiva, nem sempre no bom sentido. Existe a determinação de que teve o seu início por vias dos morcegos «Mops condylurus» (morcegos insectívoras sem cauda).
Mais de 20.000 casos de Ébola foram registados, assim como pelo menos 7.800 mortos - dados efectivos da OMS (Organização Mundial de Saúde) - desde a morte de um rapaz de dois anos na aldeia de Meliandou em Dezembro de 2013. A causa aponta então para estes tais morcegos que em latim se denomina de «Mops condylurus» e que, por viverem numa árvore a 50 metros de distância do infeliz rapaz, terá criado desse modo a oportunidade ideal para a infecção ou contaminação da mesma. Uma catástrofe, se tivermos em conta a disseminação e, proliferação contínua desta estirpe por vários países africanos.
Uma equipa de cientistas liderada por Fabian Leendertz, do Instituto Robert Koch, em Berlim, investigou então as circunstâncias relacionadas com a morte desta criança na Guiné Conacri e todo o envolvimento destes morcegos na contribuição da dita estirpe, fazendo posteriormente declarações ao jornal EMBO Molecular Medicine: «O Vírus pode infectar humanos que entrem em contacto com esta fonte directamente ou indirectamente através de contacto com animais que tenham adoecido. Altamente contagioso, o Vírus é transmitido entre humanos através de contacto com fluidos corporais. Um Reservatório conhecido é um Morcego que se alimenta de frutas (Epomophorus Wahlbergi), uma espécie amplamente disseminada na África tropical e que, nalguns países, é morto para servir de alimento, transmitindo assim infecções aos caçadores e carniceiros deste mamífero. No entanto, o papel desta espécie de morcegos na epidemia actual, nunca foi confirmado!»
Ainda segundo os mesmos cientistas, testes concretizados em laboratório demonstraram que os Morcegos sem Cauda - uma espécie prima - podem transportar o Vírus sem adoecerem, o que os tornaria também Reservatórios - mas nunca foi encontrada qualquer prova disto mesmo na Natureza.
A equipa alemã afirmou imperiosamente também que, as provas de que esta espécie ajudou a espalhar o actual surto eram fortes, mas não a 100%. Ou seja, não há a completa e absoluta certeza disso mesmo. Contudo, há a registar que, além de brincarem com os morcegos nas árvores, as crianças locais também as caçavam; no que posteriormente grelhavam em casa estes animais para assim se alimentarem, sendo hábito frequente tal.
Os Investigadores não encontraram na região provas de qualquer mortandade entre mamíferos maiores que poderiam ter sido uma fonte secundária de infecção para as pessoas. Por outro lado, não foi também encontrado qualquer vestígio do Vírus do Ébola em nenhum dos Morcegos que os cientistas capturaram e cujo sangue foi analisado - dito por fonte segura desta equipa alemã.
No entanto, outra questão se impõe: Não havendo vestígios nestes morcegos, poder-se-à afirmar com toda a certeza de que o não haveria nos que foram anteriormente consumidos pelas crianças??? Não se sabe. Mas há que investigar tudo neste campo.
Os primeiros casos nos EUA - e depois em Espanha - fizeram accionar novos planos de contingência, higiene e circulação de pessoas no Ocidente, para assim evitar uma Pandemia Mundial - que pode muito bem ser pior, muito pior...que qualquer filme de terror!
Há que o evitar a todo o custo. Há que organizar equipas próprias dentro e fora de África para a contenção e se possível eliminação desta Maldita Doença, estirpe e vírus mortal que tantas mortes já ceifou. Há que criar organismos estatais e não só, para que o declínio desta terrível epidemia possa estancar, tal como a sua impressionante Febre hemorrágica, alvo de todas as atenções. Há que dar luta à acérrima luta e batalha desta doença sem tréguas no ser humano. Esperando que toda a Comunidade Médico-Científica Mundial nos possam pacificar o desassossego - e a alma perene - por todo o sofrimento e mortalidade desta doença em novos antídotos, novas vacinas eficazes e seguras, erradicando de nós também todos estes receios e angústias de uma morte injustificada. Assim sendo, que a bem da Humanidade a saúde nos seja um bem mais do que precioso, nos seja um bem a pertencer agora e num futuro próximo - em novas e fantásticas descobertas sobre a vida que todos queremos fazer alongar e, perpetuar, até onde nos for possível e a Ciência Médica nos permitir. Assim seja então! A bem de todos nós!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
A Mortal Bactéria
Bactéria da Legionella
Será um mal dos tempos modernos esta vil bactéria denominada de «Legionella Pneumophila» em eficácia funesta - e mortal - no ser humano? A Síndrome do «edifício doente» que outrora foi verificada, terá sido o início de todo este percalço contemporâneo, legitimando sintomatologias diversas desde a hipertensão à ocorrência de abortos espontâneos? E como poderemos erradicar tal? Haverá a suspensão desses sintomas, se acaso tivermos em conta a necessidade de maiores cuidados e, maior higienização (ou limpeza) sobre tubagens, sistemas de arrefecimento ou refrigeração???
Doenças que germinam
(O Mistério do «Mal» de um escritório ou gabinete de trabalho modernos)
O Conselho de Rotherham considerava o seu novo edifício de escritórios - Norfolk House - uma obra tão bem concebida que o propuseram para um prémio inglês de Arquitectura, no início da década de 80. Mas, quando o pessoal se mudou para lá, surgiram então queixas de dores de cabeça, letargia, erupções cutâneas, respiração difícil, náuseas e irritação nos olhos.
Uns desconcertantes 91% dos empregados queixaram-se assim de um ou mais destes sintomas - que apenas ocorriam no trabalho ou enquanto se mantinham no edifício em questão. Norfolk House tinha a Síndrome do «edifício doente».
Epidemia Nacional
Há duas ou três décadas ninguém imaginaria que tais sintomas poderiam ser causados por «inofensivos» interiores de escritórios, mas hoje e à luz de novos conhecimentos médicos e dos especialistas do Ambiente, foi comprovado que os edifícios podem de facto fazer adoecer as pessoas. Ou seja, há uma influência directa e nociva no ser humano em contacto com determinadas bactérias que se prostram em certas localizações, alterando e danificando o ambiente.
Em 1982, numa conferência sobre o assunto realizada em Washington, citou desde logo a referida Síndrome do edifício doente como uma epidemia nacional, sendo posteriormente reconhecida como doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde).
Alguns investigadores sugeriram então que, edifícios doentes, causavam hipertensão e...abortos espontâneos. Daí a pertinente questão imposta por muitos:
Como pode um edifício fazer adoecer os seus residentes...? Prontamente então, os investigadores anunciariam de que a Síndrome conhecida era mais comum em modernos blocos de escritórios com maus sistemas de ventilação e de ar condicionado, responsabilizando por esse facto Fungos, Micróbios e Ácaros - assim como produtos químicos usados no sistema de humidificação para matar insectos.
Materiais modernos de construção e mobiliário tais como divisórias de aglomerado e também produtos de limpeza e dissolventes - como o Clorofórmio - podem emitir vapores, incluindo o Aldeído Fórmico, que os investigadores associaram a irritações de pele e dos olhos.
A simples colocação de uma alcatifa sintética pode causar extrema fadiga e, perda de voz! Isto foi o que sucedeu precisamente a 60 empregados do...(quem diria?), Edifício da Agência de Protecção do Ambiente em Washington, afectados por substâncias químicas libertadas pela nova alcatifa.
O pulsar da Iluminação Fluorescente e, os Ecrãs de Computadores, também causam graves problemas de encadeamento, assim como dores de cabeça e outras queixas colaterais ou secundárias daqui derivadas, encabeçando igualmente um alonga lista de perturbações análogas nas pessoas.
Especialistas em Edifícios «Doentes»
A Síndrome do edifício doente vulgarizou-se assim na existência a cada dia mais premente no combate a si. Equipas especializadas de brigadas para investigar e «curar» edifícios generalizaram-se mais num quotidiano também a cada dia mais eloquente e, pro-activo nesta matéria.
Utilizou-se então tecnologia de Fibras Ópticas para sondar tubagens inacessíveis na posterior eliminação de bactérias, fungos, poeiras e até mesmo ratos mortos. Ainda hoje se faz tudo isto. Desligam-se humidificadores, deixando desse modo entrar mais ar fresco, retirando-se igualmente as lâmpadas fluorescentes. Na já referida Norfolk House - após alterações deste tipo em método pontual mas cíclico - registou-se então um acentuado decréscimo de sintomas da doença entre o pessoal.
A Doença do Legionário/Legionella Pneumophila
Caracterização: A bactéria Legionella Pneumophila provoca uma infecção pulmonar conhecida por Doença do Legionário. Para além desta doença (ou patologia) também pode causar uma síndrome gripal designada por «Febre de Pontiac».
A infecção por Legionella Pneumophila ficou então conhecida como Doença do Legionário em 1976, após um surto de infecção na Convenção da Legião Americana, em Filadélfia nos EUA.
Esta bactéria é geralmente encontrada em reservatórios naturais como rios, lagos ou poços. está também presente em reservatórios artificiais tais como Sistemas de Arrefecimento (torres de arrefecimento, condensadores, evaporadores, humidificadores, sistemas de ar condicionado), Redes Prediais de água quente e fria, Cisternas de Água Climatizada de uso recreativo ou terapêutico (piscinas, Spas, jacuzzzis), Cisternas de Abastecimento/Distribuição de Água; de lavagem de automóveis, de água contra incêndios, de rega por aspersão, Fontes ornamentais, Repuxos e Tanques recreativos...entre outros.
Nestes sistemas, o desenvolvimento da referida bactéria ocorre quando estão presentes os nichos ecológicos favoráveis à sua multiplicação e desde que estejam reunidos alguns factores: Zona de reduzida circulação de água, Temperatura entre 25ºC a 45ºC, Humidade relativa superior a 60% e pH entre 5-8.
Transmissão da Doença
A Legionella transmite-se por via aérea através da inalação de gotículas de água contaminada - Aerossóis - não sendo possível a transmissão directa entre seres humanos ou através da ingestão de água. O período de incubação da doença varia entre 2 e 14 dias.
A infecção causada por esta bactéria da dita Doença do Legionário pode manifestar-se por: Febre, Calafrios, Dores de Cabeça, Desorientação, Dores Musculares, Tosse Seca, Dificuldades Respiratórias, Diarreia e Vómitos.
Os adultos com doenças Pulmonares, doenças Renais, Imunodeprimidos, Diabetes Mellitus ou...fumadores, têm maior risco de ficarem doentes. O diagnóstico é estabelecido pela avaliação médica e, exames laboratoriais. O tratamento inclui Antibiótico e, cuidados gerais.
Prevenção da Doença
Os programas de vigilância, inspecção e limpeza dos meios contaminados são assim a principal medida preventiva!
Na Rede Pública de água potável a desinfecção química é então assegurada pela «cloragem» (0,2-0,6 mg/L) da água. Nos sistemas de água quente sanitária recirculante, a desinfecção térmica é feita com o aquecimento da água nos depósitos a temperaturas superiores a 750 C. Nos demais sistemas aquáticos e, de Ar Condicionado, deve ser promovido um programa regular de limpeza/desinfecção e, manutenção dos mesmos.
Urge limpar regularmente os crivos das torneiras e chuveiros, seja nas residências ou nos locais de trabalho em higienização e cuidados sanitários em processo diário, se possível. Deve-se sempre que possível (também) substituir torneiras, chuveiros e canalizações em mau estado de conservação.
Os Cilindros e Termoacumuladores de águas quentes devem manter a temperatura acima dos 750 C; Utilizar água destilada nos aparelhos de Aerossóis/Terapia Respiratória; Limpar e desinfectar regularmente os aparelhos de Ar Condicionado. Em Fontes decorativas, deve-se então renovar a água regularmente (ou por períodos cíclicos de manutenção e limpeza), aplicando desinfectante nestas.
Nas Piscinas e nos Jacuzzis recomenda-se especificamente a efectivação de um maior controlo e manutenção regular da qualidade da água e, de todos os seus equipamentos.
Todos estes conselhos, recomendações e anúncios prévios na erradicação bacteriana em questão, são-nos facultados pelas Unidades de Saúde Públicas nacionais e internacionais, pelo que todos o devemos fazer cumprir e, obrigatoriamente seguir, em união de esforços e complementaridade na prevenção e cuidados a tomar em face a esta doença. E proliferação ou extinção da mesma!
Assim sendo, mais esclarecidos e obviamente também mais atentos quanto a esta patologia endémica destes novos tempos - tempos modernos - em que só nos resta estar um passo à frente em preventiva abordagem de novas e ramificadas doenças (que alternadamente vamos observando estas criarem novas defesas) por novas «batalhas», nessa luta bacteriológica entre as pandemias surgidas e, o Homem. Seja nos edifícios (por onde o nefasto Amianto se recria em doença oncológica no ser humano) ou nos reservatórios hídricos públicos ou mesmo nas canalizações domésticas, todos temos de actuar, sendo que, não será uma luta perdida se tivermos em conta essa mesma prevenção. Estancar é necessário, toda a nocividade em nós imposta por estas espertas bactérias que se vão modificando à medida que lhes damos luta laboratorial eficaz. Só temos de ser perseverantes, cuidadosos e, se possível, exemplares, nesse longo combate entre essa e outras mortais bactérias com as quais vivemos habitualmente neste Mundo Novo - que não deixa de nos ser ou poder ser...mortal. Precocemente. Pela vida e pela saúde do ser humano, assim o seja (mas pela Vida!)! Por todos nós, Humanidade - em prevenção, acção e maior conhecimento sobre tudo o que nos rege!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
A Outra Guerra
Terrorista Islâmico/Europeu
Haverá limites para a mortandade e, expansão islâmica, contra tudo e contra todos os que lhes contrariem esse pensamento, esse caminho sem retorno? Será esse Deus piedoso, clemente e omnipresente, que a todas estas vítimas abrace em consolo só seu? Ouvirei eu ainda as vozes dos Anjos que me debitem o desejo de não ascender aos céus? Poderá ser irreversível esse desejo, esse regresso??? Poderei declinar a minha fé, sob uma alma que já não me pertence?
7 de Janeiro de 2015 - 9 horas da manhã - Paris
Estou nervosa, muito nervosa. É o meu primeiro dia de trabalho após uma intensa e desvairada procura de trabalho nas cercanias desta bela cidade-luz que agora me alberga.
Sou emigrante. Uma emigrante portuguesa em terras de iluminados, segundo se consta. Na terra de gente ilustre, culta e por vezes um pouco doida - no que se reporta a ideias liberais, fortuitas e nada convencionais ou ortodoxas, nas liberdades havidas - e mantidas - por todos quantos aqui vivem. Penso mesmo que é um mundo aparte do resto do mundo...como uma ilha gigante em que todos se cruzam, ninguém se conhece entre si mas todos se cumprimentam - mais que não seja por entre um café quente e um croissant estaladiço. Estou a dar-me bem com isso. Sou muito gulosa e atenta nestes pormenores da Alta-cozinha e da deliciosa gastronomia francesa. Por incrível que pareça, não tenho aqui familiares. Nenhuns. O que é estranho, por certo, quando se sabe que não existe uma só aldeia portuguesa que não tenha alguém emigrado por estas paragens. Sabe-se que Paris é a cidade com mais emigrantes e, descendentes ou seres viventes nesta, de origem portuguesa e cariz lusitana. Os anos sessenta foram profícuos nessa área de densidade populacional que zarpou até terras de França com mala de cartão e poucos centavos ou escudos (a moeda de então) nos bolsos. Não sei se agora é muito diferente na escala meteorítica de...uns quantos euros que vão escasseando e deixando esses mesmos bolsos mais vazios, à medida que os empregos rareiam e as economias diminuem. Mas dá para aguentar. Comigo deu. Comecei por lavar pratos num café perto do Quartier Latin e hoje, pasme-se, vou entrar na redacção do jornal satírico francês Charlie Hebdo. Um luxo!
As minhas pernas tremem-me. Nem sei porque estou assim. É certo que já não durmo bem há três dias, sem sequer ter degustado convenientemente o «Bolo-Rei» que os pais me mandaram por uma vizinha amiga que se deu ao trabalho do mo trazer à porta deste pequeno quarto onde estou hospedada, numa pensão nada conveniente para uma donzela como eu. Não raras vezes oiço os «dilúvios» gritados a duas vozes de almas carentes (e pagas) das prostitutas da zona com os seus clientes ainda mais carentes e frustrados que as ditas senhoras de lingerie duvidosa e cosmética carregada, sob arcadas de ligas pretas e vermelhas como chamariz sexual de predadoras de ocasião. Nada é escondido, tudo é absorvido e de certa forma admitido igualmente, sob uma mesma capa uniforme e consensual de um trabalho como outro qualquer que até já desconta para a segurança social - em alguns casos pontuais.
Mas é com estes pensamentos que me vou distraindo. Até porque me falta tudo o resto: a comida caseira da mãe, as parvoíces humorísticas do pai e...até daquele safado do meu irmão menor que me punha os cabelos em franja de cada vez que me invadia o quarto sem pedir licença, estando eu em vias de aprofundar mais o espaço corporal do meu namorado do que propriamente da anatomia do esqueleto que eu possuía no quarto. Queria ter sido médica ou enfermeira mas não fui. Por descuido ou negligência com os estudos e, com uma nota inferior para tal - de média de final da secundária - vi-me ejectada para um curso de comunicação social que dava (e dá) perfeita e directamente para o desemprego em Portugal e, como não tendo mais recursos ou ser de facto rica, muito rica que não sou, só me restar a opção da emigração, «ponto».
Estou gira. Estou mesmo muito gira! O meu casaco é vermelho. Muito vermelho, condizente com a cor que detenho nos lábios de um batom que me foi ofertado no Natal e me dá ares de diva americana dos anos quarenta. «Je suis une femme fatale!»
Vou entrar nas instalações agora. Vou ter de fechar o meu gravador. Sei que pareço cabotina e algo provinciana por me lançar na sombra de uma miragem mas que, aqui, sem familiares ou retaguarda que me valham ou amparem na oscilação de algo mais incerto, eu ter de, forçosamente, me fazer à vida sem escrúpulos ou preconceitos. Ou não dormiria paredes meias com a promiscuidade. E não ouviria os lancinantes grunhidos orgásticos de todos eles. Nem privaria das suas casas de banho que, sem descuidos ou pruridos, eu me empenho em higienizar (e desinfectar) desde a mais pura lixívia ao mais esterilizado álcool. Fujo das doenças transmissíveis como o Diabo da cruz! Das infecciosas e de todas as outras. Inventassem um preservativo gigante e eu seria, porventura, a primeira consumidora de tal. É claro que estou a ironizar, mas doenças do foro infecto-contagioso (sexual e outros) não são para mim: até o contacto de pele me faz confusão, no que a mãe um dia me disse eu nunca poder ter sido médica nem nada que se parecesse, tal como o meu distúrbio psicológico - ou disfunção - para com esse tipo de situações. Mas nada é levado ao extremo, ou então eu ainda seria virgem hoje...com a bonita idade de vinte e três anos de idade. O que era uma pena...de facto.
11 horas da manhã - Jornal Charlie Hebdo
O ambiente é bom. Muito bom. Estão a ser todos muito simpáticos, afáveis e até galantes para com esta recente aquisição que se limita (por enquanto) a servir cafés, a limpar algumas secretárias de camadas infinitas de papéis e cigarros mortos (há muito) sobre esteiras de cinzeiros em catadupa. Mas isto, nos confins dos gabinetes que se vão modernizando à medida que hierarquicamente se vão instalando os gráficos, os editores e por fim os redactores principais em salas próprias, munidas de computadores e até esteiras de arquitectura sobre o que me foi dado observar dos desenhos (e caricaturas) que tão bem eles fazem, os seus autores.
Disseram-me que de início seria assim. Como uma espécie de mascote em que teria de acudir a tudo e todos. E eu...aquiesci. Até porque, a remuneração em questão não era nada de se deitar fora, levando-me a pensar que, a partir de alguns meses depois, eu poderia até inclusive mudar-me de localização e aposentos, sonhando já em poder alugar uma simples apartamento nem que este apenas tivesse uma só assoalhada do tipo T-0. Seria sonhar alto demais...?
Estou um pouco aflita. Tenho um mau pressentimento mas não sei o que é. Desde pequena que a mãe me anda a dizer eu ter «a caixa aberta», ou lá o que isso seja. Deve ser assim como um caminho aberto de alma sã por outras que se colam a nós, no que a mãe me levou vezes sem conta a mulheres que se diziam «espíritas», dizendo para a mãe rezar, rezar muito, para que os «encostos» de mim saíssem; eu, que só via fantasmas e almas penadas assim que algum familiar meu morria, como se me desejasse presentear com a sua vã presença ainda antes de partir para o Além.
Mas algo me incomoda que eu não sei o que é. Dói. É como um aperto no peito. É estranho, pois o trabalho está a correr muito bem. Sorriem todos para mim, apesar de eu saber que é mais para me sentir à vontade pelo desconforto e náusea do primeiro dia...que algo me diz ser o primeiro ou...o último da minha vida. Que estupidez, não é??? Mas que sinto, sinto. E não é bom.
Sinto frio. Mais estranho ainda. Paris está a tremer de frio, eu sei. As temperaturas são muito baixas, até mesmo para a época em questão. Mas na redacção está quente. A minha alma essa, é que está gelada! Que sensação horrível...não sei explicar.
11,30 horas da manhã
Olhei para o relógio. Aquele que o pai me deu e me disse latejando por entre uma lágrima e, uma recordação sua, ter pertencido à sua falecida mãe. É um relógio bonito. Pré-histórico mas bonito. Não tem pilha. É de corda, daqueles à antiga e de aro vermelho e fundo branco com os números em itálico. Por ser da minha querida avó paterna eu aceitei. Era como se ela estivesse ali para me proteger, pensei. E, ao ter este pensamento...gelei de novo. Um arrepio. De seguida...algo inexplicável (novamente): eu estava a arder em febre. Porra! Logo agora...no meu primeiro dia de trabalho, não pode ser...é mau de mais! (pensei eu por breves momentos) Mas tudo bem. Tomo um anti-pirético ou um anti-histamínico (para o descongestionamento nasal) e tudo bem.
Virei-me. Não tive reacção. Nem podia. Um estrondo toldou-me a visão, Parecia uma bomba mas não era, Parecia uma explosão, algo que não sei identificar. Não...enquanto viva. O som abrupto das rajadas de metralhadoras Kalashnikov fizeram-se ouvir de um modo tão violento e inusitado que muitos de nós - ainda sem se aperceberem do ataque terrorista - se deixaram estatizar e...matar. Outros refugiaram-se como puderam debaixo das mesas, debaixo de algo que os protegesse, de algo que os camuflasse e se possível, emparedasse, entre uma invisível parede ou uma barreira à prova de bala que os salvasse de tamanha incursão selvagem daqueles malditos agressores que ninguém sabia ainda de que identidade ou...finalidade, que não fosse o vil acto terrorista em si.
O jornal satírico parisiense já tinha sido alvo de várias ameaças dos radicais islâmicos (no ano de 2011) que, por se verem afrontados pela publicação da caricatura do profeta Maomé e ultimamente pelo seu carismático líder Abu Bakr Al-Bagdadi - satirizando o líder do grupo EI ou Estado Islâmico (El, ex-Isis) e, em reprodução no Twitter (15 minutos antes do ataque) - se sublevaram em total violência nesta terrível manhã de chacina horrenda sobre quem aí se encontrava.
Eu...não fui excepção. Caí mortalmente. Ou pensei cair. Pensei nos meus pais, nos meus avós, no meu irmão e até no meu caniche que ainda hoje lhe ouvia os gemidos e lamentos aquando a minha partida de terras lusitanas. Depois...o silêncio. Nada mais. Nem o cheiro acre de toda a destruição, o cheiro a sangue, o cheiro a morte. E a morte me levou. E eu deixei-me levar. Ainda tenho o relógio no pulso...o relógio da minha avó. Que veio morrer comigo em terras de França. Que a vida tão precocemente de mim levou...de mim, que nada vivi. Nem os amores, nem os desamores. Apenas os rancores, os ódios, os lamentos e todo o sofrimento pungente daqueles breves minutos (dez longos minutos...dez «séculos» de rajadas incessantes, inclementes) sobre nossos corpos, nossas vidas rasantes de nada! Como é fria a morte...! Como é injusta a...vida! E quão cruel é o desígnio de quem é inocente entre uma margem e outra, entre um culto e outro, entre...um fundamentalismo, uma crença indefectível mas monstruosa de um Deus (ou de um Alá) que se diz matador e não justo para com os pecadores. Que pecadores, santo Deus???
Vi os Anjos. Acho que até vi Cristo...não sei. Vi uma cruz. Vi...tanto mais que aqui não posso ou não devo dizer. Vi todas as siglas, os símbolos e as determinações de todas as religiões e fui levada aos céus por todos eles: fui magnânime! Fui uma uma alma que subiu ao Céu! Cedo demais...ou nem por isso; apenas cumpri a minha missão na Terra no tempo que Deus me deu. Fui apenas uma alma que esta deixou, por outra que mais tarde virá em busca de outra missão terrena. E tudo...sem raiva, sem ódio, rancor ou perdição, pois que a alma me é leve e eu já estou em paz. Eu, apenas eu...sou uma alma que ascende por outras que ainda na Terra se debatem pelo mundo inferior em que estão. Se é determinação metafísica ou não...não sei...ainda. Mas lá chegarei, na grande lição dos meus Mestres que agora me abraçam e, acolhem e eu...bem, eu já sou de Outro Mundo, que este já não é meu. Vou em paz, estou em paz. E todos os que comigo vieram...também. E somos todos, mas todos, abençoados por um só e mesmo Deus que nos acolhe, brinda e connosco festeja na glória dos céus (ou mundos) que a partir de agora veremos com as nossas almas de dentro para fora e...vice-versa. A luz nos conduz, a luz nos ilumina, a luz nos abençoa e para a luz todos vamos em paz e amor, esse amor que na Terra escasseia por ódios e males que jamais parecem estancar em hemorragia latente. Deus é amor. Deus é paz. Deus é tudo! ( mesmo para quem acredita que Ele não existe). Até para quem matou em seu nome...por mais incrível e estranho que nos pareça. Deus está presente e assim continuará - mesmo que estas acções continuem e se repercutam no tempo e no espaço que o Homem a si consigne. Deus está lá. E..para todos nós.
Este texto é ficcional e por certo nada condizente com o que se terá eventualmente passado nesta terrível manhã do dia 7 de Janeiro de 2015 no jornal Charlie Hebdo. Estando ainda em choque - como de resto todo o mundo, suponho - aqui fica a minha homenagem e devido respeito aos familiares das vítimas (hoje e sempre) pronunciadas sobre este terrível acontecimento, no que, por mão de radicais islamistas se consumou e, no que assim se registou, fazendo cumprir por meio do medo, terror e assassinatos na sua obra em nome de Alá. Sem me querer alongar pelo enorme sofrimento em que vítimas, familiares e restante população parisiense estarão agora (e por muito tempo ainda, acredito) só posso mesmo prestar a minha solidariedade com a sua incomensurável dor e, perca, de seus estimados parentes e concidadãos.
Espero sinceramente que a Liberdade de Expressão se vincule, assim como o rastreio destas actividades terroristas no mundo se possam vir a declinar (sem idêntico e execrável êxito) ou chacinas como a que no actual momento estamos a viver. Em nome de todas as vítimas pelo mundo inteiro destas acções criminosas em nome de uma religião, de um profeta ou de um Deus que nós (no mundo ocidental) não aceitamos, não queremos nem desejamos a ninguém, que se faça luz, que se faça lei, imputação, e mesmo imposição de homens de boa vontade sobre outros que o não são! As Almas que partiram agradecerão, acredito. Que se faça justiça. Mas também e acima de tudo...que se faça um outro caminho em que o Homem possa prosseguir sem clamar por entre armas e sangue o que acha que lhe é devido e, em nome desse seu Deus tão implacável quanto sangrento, não deixando nada em réstia de vida. Nem mesmo por entre os seus. Quanta dor...quanto sofrimento...quantas almas perdidas...valerá a pena? Penso que não. Pensamos todos que não, acredito! Que a Paz volte, o Amor se reinstale e...as trevas possam ser banidas da face da Terra é o meu indelével desejo, sabendo de antemão as dificuldades de tal - por mão do Homem. Mas quero acreditar que um dia...(muito em breve) isso se cumpra. Que descansem em paz as vítimas do terrorismo mundial e todos os que lutam por essa mesma Paz na Terra!
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