Há almas eternas, outras imortais e talvez até mesmo outras confortavelmente emanentes sobre o Universo; cabe-nos a nós descobrir quais as que nós somos, por outras que andam por aí...
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segunda-feira, 14 de março de 2016
A Grande Viagem!
Planeta Marte: a mais empreendedora viagem em software/tecnologias actuais.
Portugal deu mundos ao mundo na Era Quinhentista. Hoje, assume-se como um dos cimeiros líderes em software e poderio tecnológico que não envergonha ninguém; ou antes, faz orgulhar todos os Portugueses - ou os que ainda acreditam que é possível avançar, fazer e conquistar. Mais que não seja, aquele pequeno espaço extraplanetário que, seguido da Terra, se vislumbra em terra vermelha e céus estranhos que jamais nenhum homem pisou - ou bisou.
Havendo essa premissa de se restaurar práticas de empenho, eloquência e feitos espaciais nunca vistos, poderá o Homem, em breve, rumar a outros horizontes, a outras fronteiras estelares se tal lhe for permitido e obsequiado pelos deuses...?! Ou não haverão deuses e tudo se resume à mais pura e elementar ciência cósmica ou tecnológica (em avença quântica) de uma outra cosmovisão...? E assim não ser, que oportunidades nos surgirão, de futuro, se pisarmos Marte e reconhecermos que, à superfície ou no seu mais profundo ventre interior (no subsolo), se reverte vida biológica, microbiana, ou de qualquer outro tipo bacteriano...?!
E que resolução então se irá tomar; seremos simples observadores ou ferozes conquistadores, além os ventos cósmicos, além os perigos tóxicos, além tudo o que o Homem possa imaginar...? Estaremos robusta, inviolável e ciosamente preparados para isso...? Conscientes e programados, robotizados ou sistematizados com tudo (mas tudo!) o que por lá se encontrará...?
Estão processadas e, suavemente programadas, viagens para Marte (em sentença e investimentos humanos) daqui a 30 ou 40 anos. Mas será de facto assim...? Não estaremos já lá, sem que ninguém o saiba ou sequer suspeite que, o Homem, já deu esse seu grande passo de gigante, maior, muito maior do que quando pisou a Lua...?! Será extrapolação, teorização maluca ou... a verdade factual do que por lá já se passa, ainda que a ESA, NASA, Roscosmos ou outras entidades espaciais o neguem, o não admitam - ou mesmo desconsiderem/ostracizem - referindo que tal não é ainda possível...?!
Quem falará verdade? Quem se assumirá o dono absoluto dessa verdade? E, quando no-la contarão a todos nós, Humanidade, quando...???

Viagem a Marte: a impressionante excursão espacial que leva 6 a 7 meses de percurso. Haverá coragem, certezas e júbilo em tal se aventar ou, ao invés disso, a oscilante decisão suprema na Terra de mandar homens para o vácuo ou para a morte, sem cuidar de todos os riscos ou perigos encontrados...?
O Homem - esse ser incómodo em esventrar espaços...
No ano de 1960, o «Vostok 1 uma nave espacial de 5 toneladas, colocava o então Major Yuri Gagarin, da antiga União Soviética, em órbita à volta da Terra. Tornou-se assim, como é do conhecimento geral, o Primeiro Homem no Espaço!
Menos de um mês depois, Alan Shepard, dos Estados Unidos, subiu a 170 quilómetros da altitude na Atmosfera Exterior antes de regressa à base em segurança.
A mais famosa ou icónica foto de Buzz Aldrin na Lua em captação de imagem por Neil Armstrong.
As Tentativas...
A Primeira Tentativa Americana de colocar na Lua uma nave espacial não-tripulada, teve lugar em 1958; falhou.
Depois, em 1959, o Engenho Soviético - Lunik 1 - passou próximo da Lua e enviou para a Terra informações sobre o seu campo magnético.
Dez anos mais tarde, o enorme Foguete Americano - Saturno 5 - lançava a Apolo 11 a caminho da Lua, permitindo assim aos astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisar a superfície do Mar da Tranquilidade. Desde então, várias naves tripuladas e não-tripuladas pousaram na Lua e enviaram uma enorme quantidade de dados sobre a sua história geológica.
Veículos todo-o-terreno permitiram então aos astronautas a recolha de uma grande variedade de amostras que foram trazidas para a Terra. Foram deixados na superfície lunar na época, instrumentos para medir a Actividade Sísmica, a Intensidade dos Raios Cósmicos e, os Campos Magnéticos.
A própria Terra tem sido intensamente estudada a partir do Espaço. No início da década de 70, do século XX, uma série de satélites «Landsat» - colocados em orbita - começaram a pesquisar a superfície terrestre, numa criteriosa e empenhada tarefa que continuaria (evolutivamente) até ao presente. Utilizando uma variedade de Comprimentos de Onda, os Landsat, assim como os seus sucessores, proporcionaram então dados globais sobre a Geologia, o Fluxo Térmico, a Vegetação, a Utilização do Solo, as Correntes Oceânicas, os Padrões Meteorológicos e a Gravidade Terrestres.
Planeta recentemente descoberto (na imagem, o que se vê em primeiro plano, é a sua radiosa estrela - a anã vermelha). Planeta algo semelhante ao planeta Vénus em toda sua característica morfológica planetária - ou talvez não, pelo que hoje os cientistas estudam sobre ele: GJ 1132b. (imagem do lado esquerdo)
Envio de Naves ao Espaço...
Muito mais difícil, reconhecível por todos, é a tarefa de enviar Naves Espaciais para outros planetas. É sabido que, por diversas vezes, foram mandadas naves em realização de grandes êxitos.
Imagens espectaculares da superfície de Mercúrio, foram então transmitidas pela «Mariner 10», em 1974; no mesmo ano, as sondas «Venera», que penetraram até à superfície coberta de nuvens de Vénus, obtiveram imagens de radar e, analisaram desta feita as suas rochas. Mais algumas sondas chegaram assim até Vénus, com especial referência para a «Magalhães» - sonda altamente especializada - e sofisticada - em cartografia por radar, tendo sido colocada em órbita e em torno de Vénus por meados de 1990. Os dados que na época enviou, fizeram desde logo com que a geologia desse planeta fosse então reescrita.
Uma equipa internacional de cientistas - de entre eles, dois portugueses - descobriu um planeta extra-solar (exoplaneta) que se distingue dos demais: é rochoso, tem uma atmosfera e encontra-se a 39 anos-luz de distância da Terra, ou seja, é o que se pode chamar do nosso mais perto vizinho planetário, em temática astronómica, como é evidente.
É um planeta rochoso à semelhança de Mercúrio, Vénus ou mesmo a Terra, e orbita uma sua estrela - anã vermelha (uma classe de estrelas mais pequena do que o nosso Sol) - não sendo muito maior do que o nosso planeta. Tem 1,6 vezes a massa da Terra e 1,2 vezes o seu diâmetro.
Planeta GJ 1132b (ao centro, na imagem) - A visibilidade sumptuosa de um planeta que, provavelmente, terá Atmosfera, supõem os cientistas.
O recém-descoberto GJ 1132b
Este maravilhoso exoplaneta GJ 1132b, tem a característica de que, um ano, só dura 1,6 dias - o tempo de completar uma volta à Anã Vermelha. Tal significa que, está só a 2,2 quilómetros da estrela, o que é muito perto, se olharmos para Mercúrio, o planeta do nosso Sistema Solar mais próximo do Sol, e que, ainda assim, dista dele a 55 milhões de quilómetros!
Calcula-se que a temperatura deste planeta possa estar entre 135 e 305 graus Celsius, sendo esta temperatura muito mais baixa do que qualquer outro exoplaneta rochoso conhecido até agora, frisou um comunicado do Instituto de Astrofísica e Ciências (IA) de Lisboa e Porto, assinados por Nuno Santos e Vasco Neves (este último a trabalhar actualmente no Brasil), os co-autores deste estudo e, divulgação, em 2015, pela revista Nature. Estimam ainda que, a proximidade entre este planeta GJ 1132b e a Anã Vermelha torna este planeta quente de mais para ter água líquida a escorrer na sua superfície rochosa, sobre vales ou montanhas (tal como Vénus) mas, reflectem ambos também, poder haver a possibilidade de não ser quente demais para que haja de facto Atmosfera, ao contrário então de Vénus, neste caso. Ambos corroboram dessa hipótese.
Detectando-se assim as Atmosferas de Planetas Extra-Solares ou Exoplanetas, há a inevitável sedução e, entendimento, de se pensar - segundo os cientistas - na probabilidade de vida. Ou seja, a viabilidade de, nesse processo biológico, haver a sequencial produção molecular, fundamental na existência de vida! Um outro passo de gigante que, em breve, se resumirá sobre muitos dos planetas que nos rodeiam, o que nos deixa entusiasmados e, felizes, com a hipótese agora alcançada cientificamente na existência de vida biológica ou bacteriológica nesses planetas!
Voyager - a sonda viajante do Espaço (entre 1979 e 1989). Na imagem, o planeta Saturno.
As Muitas Missões ao Espaço...
Algumas destas fulgurantes missões atingiram Marte. A primeira, em 1962 e, a partir daí, jamais se parou na eminente perseguição aos nossos planetas vizinhos de um ainda não totalmente conhecido Sistema Solar - em Via Láctea transbordante de estrelas e demais portentos estelares - que o Cosmos, surpreendentemente, nos traria em cor, beleza e magia. E tudo observámos, em perfeita sintonia com o que a NASA nos transmitia em alegoria espacial de soberbas e inebriantes imagens de um Espaço inimaginável no seu todo. E que ainda o faz. E que a cada dia engrandece com a robustez própria de quem sabe ser magistral em imagem e, divulgação, do nosso maravilhoso Universo!
Marte: Grande parte do que sabemos sobre este planeta proveio então dos dados enviados, inicialmente, pela «Mariner 9» e, pelas duas missões «Viking» em meados da década de 70, do século passado. Continham tanto sondas orbitais como sondas que pousaram no planeta, complementadas com dados térmicos, atmosféricos, geoquímicos e geofísicos.
Planeou-se por conseguinte o Lançamento de duas Missões: Marte 94 e Marte 96, para 1994 e 1996, respectivamente. Até aqui, o registo da missão mais bem sucedida de todas, foi efectivamente o da «Voyager», cujas duas sondas, entre 1979 e 1989, visitaram Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno - para além de muitos dos seus satélites.
Planeta Júpiter (a «Voyager 1» passou perto deste planeta, em 1979 e de Sturno, em 1980, antes de deixar o plano do sistema solar).
As Imagens que se não esquecem...
Fotografias espectaculares das Nuvens de Júpiter, do Sistema de Anéis de Saturno, de Vulcões em Io, de Géiseres em Tritão e, de enormes escarpas em Miranda, alargaram então a nossa até aí tão diminuta compreensão sobre esses desconhecidos mundos.
Uma outra sonda - Galileu - foi enviada (e catapultada via Vénus, Terra e Lua, em 1990 e o asteróide Gaspra, em 1991) - até Júpiter.
Uma pequena sonda foi então planeada para entrar na Atmosfera de Júpiter, enviando assim para a Terra um fluxo de informação acerca de relâmpagos, do campo magnético e de partículas carregadas.
Uma Sonda foi planeada para se manter em órbita em torno de Júpiter, por mais de 20 meses!
As Sondas enviadas para os Planetas Exteriores podem envolver nesse percurso órbitas complexas, nas quais a Nave Espacial usa a Influência Gravitacional dum planeta para se acelerar o suficiente para atingir o planeta seguinte. No caso da «Voyager 2», esta usou um alinhamento invulgar dos planetas para chegar a Neptuno, em 1989, a alguns milhares de milhões de quilómetros de distância - 12 anos depois do seu lançamento!

Astronauta Bruce McCandless, flutuando no Espaço, em 1984.
O Primeiro Passeio no Espaço...
Bruce, McCandless, astronauta famoso do Vaivém Espacial (pela ousadia, coragem e assumo que radicalizou no Espaço e, perante a temível Gravidade Zero) foi fotografado a flutuar no Espaço, ligado apenas a uma unidade de manobras, accionada por Propulsores de Azoto. Um grande herói ou um grande maluco; no bom sentido, como é óbvio!
O Vaivém Espacial deu desta forma exemplar aos Astronautas, a experiência prática no Espaço, enquanto as estações lhes permitiram conservar-se fora da Terra, durante meses a fio...
Condicionamentos políticos - e financeiros - tornaram um novo programa de visita a outros planetas uma possibilidade distante, no pensamento da época. No entanto, a História Humana veio dar razão a que nunca se deve dizer «nunca», aquando o término de alguma coisa, pelo que em poucos anos se tornou a expandir esta missiva espacial, actualmente ilimitável à ambição do Homem.
Algo que se comprovaria depois. Mas que, apesar do êxito dessas sondas não-tripuladas já aqui referidas, uma missão tripulada completa a Marte, na mais elementar ousadia e ambição humanas de neste planeta aterrarem - para permitir assim a continuidade dessa exploração - haveria de se estabelecer pela ExoMars (entre outras entidades espaciais que entretanto com fundos privados de financiamento e, empenho, se foram cumulando pelas mesmas vias de viagens ao Espaço).
Contudo, ainda não se têm certezas absolutas sobre o êxito das mesmas. Ou seja, há ainda um longo caminho ou percurso a fazer, no âmbito espacial dessa investida de seres humanos sobre Marte.
Lançamento do Primeiro Módulo do ExoMars (foguetão Proton-M), em 14 de Março de 2016, rumo a Marte.
Rumo a Marte...
O Foguetão Proton-M, em entusiástico lançamento previsto para o dia 14 de Março de 2016, foi efectivamente solto em asas de deuses, sob solos do Cazaquistão.
A Europa está de parabéns na sua mais recente exploração e, desenvolvimento espacial, em que conta com a tecnologia de ponta (software) dos Portugueses. Brindo a isso!
A Missão de Exploração a Marte (ExoMars) poderá revelar-se um êxito, se tudo continuar a correr bem, no que se envidou empenhados esforços para tal. Tendo sido lançado neste célebre dia, augura-se uma nova era transbordante no sector espacial. Em particular, pelo que aqui registo de mão portuguesa através das brilhantes empresas HPS Portugal e a Critical Software.
Desenvolvida em conjunto pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela Roscosmos - a Agência Espacial Russa - estima-se que esta nobre missão chegue a Marte por meados de Outubro deste ano.
Tenta-se com isto criar o objectivo de investigar, analisar e se possível concluir, a possibilidade da existência de vida neste planeta vermelho, assim como preparar futuras missões com Robôs ou Tripulação Humana. Um portento!
«Pretende-se assim, neste dia, que o foguetão Proton-M (de origem russa) transporte dois módulos de exploração desenvolvidos pela ESA para explorar Marte», contextualizou em pormenor Manuel Paiva, o responsável por diversas missões científicas da NASA e da ESA, tendo sido um exímio espectador da missão, ao que se apurou neste tão enfático e especial dia para o mundo espacial.
Foguetão Proton-M, do ExoMars (missão de exploração a Marte), lançado no dia 14 de Março de 2016. O mundo aguarda, uma vez que já foi lançado esta manhã... (mais exactamente às 9 horas e 31 minutos locais).
A Explicação em Português...
O Primeiro módulo, o «Trace Gas Orbiter» (TGO), vai orbitar o planeta vermelho durante vários anos, analisando assim a constituição da sua Atmosfera, focando-se também nos níveis de metano - gás que pode servir para evidenciar uma actividade biológica ou geológica - ou seja, formas de vida em Marte.
O Segundo Módulo - de nome, «Schiaparelli» - vai pousar na superfície do planeta, com o objectivo de perceber as condicionantes da aterragem e preparar missões futuras com Robôs e, possivelmente, Seres Humanos.
Sendo o Metano, uma recente descoberta em Marte do que se observou, em Dezembro de 2014, na possível revelação de vida biológica (devido à actividade vulcânica), sendo que a Exomares poderá daqui retirar ilações sobre esta evidência, o especialista Manuel Paiva acrescenta ainda que, tanto ele como os restantes cientistas, acreditam que exista então duas possibilidades: A primeira e mais espectacular, é que ainda haja formas de vida no subsolo de Marte (do tipo bacteriano) que se sabe serem dos principais produtores de metano; e, a outra, menos esfuziante mas ainda assim ponderada ou plausível de ser considerada, é a da existência de gás metano ser devido a uma actividade vulcânica, sendo esta hipótese muito interessante, uma vez que se julgara até aqui, Marte, ser um planeta morto por dentro, ou seja, sem vida do ponto de vista geológico.
Manuel Paiva, autor do seu mais recente livro »Portugal e o Espaço» destaca então o importantíssimo papel destas duas ilustres empresas portuguesas na área espacial: A « Critical Software» e a «High Performance Space Portugal».
Foguetão Proton-M, carregando a sonda ExoMars 2016 para Marte.
Empresas Portugueses em Destaque!
A primeira, é uma empresa de Software no sector espacial, fundada há 17 anos na inovadora indústria espacial, agora reconhecidamente uma das grandes pioneiras - ou cimeiras dentro desta área - em Portugal. Desde 2013 que vem trabalhando num acirrado projecto no desenvolvimento e validação do Software, que controla a Missão Europeia a Marte (e os seus respectivos instrumentos de bordo), bem como por validar o sistema implementado no satélite e, proceder também aos testes do funcionamento do equipamento real, garantindo que não existem quaisquer falhas e que todos os componentes dos vários fabricantes estão de acordo com os requisitos.
Esta Empresa Portuguesa, sediada em Coimbra, no centro de Portugal, desenhou, desenvolveu e testou exaustivamente o Software que controla a sonda «GTO» que vai estar exposta a condições atmosféricas imprevisíveis!
A Segunda Empresa envolvida na Exomars - High Performance Structures Portugal (HPSP) numa criação de «joint venture» entre a HPS Alemã e o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (ENEGI), com sede na Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP), teve um papel exemplar no projecto que desenvolveu, fabricou e aplicou na estrutura final, o MLI - isolamento térmico em camadas múltiplas - que cobre o módulo de descida em Marte, o «Schiaparelli». Também se fez o revestimento do «CASSIS» e o «NOMAD» - instrumentos de medição que estão colocados no corpo do módulo «TGO».
Lançamento do primeiro módulo do ExoMars 2016
Missão tripulada a Marte
A NASA estima um custo de 200 e 400 mil milhões, no que Manuel Paiva afere estar a ser estudado minuciosamente por esta agência espacial norte-americana. Ou essencialmente por esta, no que se deve igualmente de estudar o impacto de permanência por longos períodos no Espaço, reporta.
Neste momento, sabe-se que a viagem de percurso até Marte levará a seis ou sete meses a se chegar ao seu destino. No que em termos práticos se induz serem escassas horas na viagem até à Lua, em relação a Marte o problema é substancialmente mais complexo. Tudo tem um impacto: bom ou mau.

O agora mais alto e mais rejuvenescido astronauta da ISS, Scott Kelly: o nosso herói espacial!
Maravilhas do Espaço...
Scott Kelly, recentemente chegado do circuito espacial em órbita pela Terra da ISS (estação espacial internacional) delega na Humanidade o que há muito se suspeitava: a performance humana e toda a sua orgânica molecular acaba, invariavelmente, por manter propriedades e estas, mais saudáveis ou talvez imutáveis ou não tão visíveis a olho nu. Ou seja, tendo sido observado na perspectiva de qualquer alteração sofrida pelo tempo que no Espaço este astronauta permaneceu, os cientistas registaram que Scott Kelly tinha crescido 5 centímetros (apesar de se perder peso muscular e osso), este astronauta revelou-se mais alto - nos 340 dias que aí viveu. Além de que, possui uma compleição mais rejuvenescida, ao que parece, remetendo-se nesta avaliação sobre o impacto no organismo humano, algo de maravilhoso, do que futuramente se poderá saber em melhor conhecimento e, adaptação (ou maior adaptabilidade/ponderabilidade) do ser humano, no Espaço.
Havendo ainda um longo percurso até lá se chegar (a Marte) o professor Manuel Paiva afere que muito provavelmente daqui a 30 ou a 40 anos, esse passo será dado pelo Homem! Um pequeno passo para este percurso, talvez, mas sem dúvida um grande salto (ou o tal passo de Gigante...) para a Humanidade, admite, na Exploração Espacial Europeia!
Só nos resta tal consolidar pelo que sorvemos de todas as suas palavras online documentadas, através de vários órgãos de comunicação que, transpõem e transmitem assim para a realidade do cidadão comum, a mais bela e fantástica descoberta do Espaço; ou seja, na mais Bela e Grande Viagem que é, poder chegar-se, finalmente, a Marte! Se é que, já por lá não andam... mas isto sou eu a divagar, pois que sonho muito, uso muito da minha farta e fértil imaginação e, sonho como ninguém, que já lá estive e talvez, quem sabe, um dia lá voltarei - nessa tão estranha e tão pouco idílica Grande Viagem de um outro mundo no nosso mundo...
quinta-feira, 10 de março de 2016
A Revolução Verde V (Sobre-Exploração de Recursos)
Cataratas de Iguaçu/Iguazu («água grande»), no rio Paraná - Brasil/Argentina
Sem água, um planeta é inviável; inabitável e improvável de qualquer existência de vida. A insubstituível fonte da Natureza em cataratas, rios e mares, absorvem todo um percurso planetário de sustentabilidade de vida. Mas, sê-lo-à nos vindouros séculos em abundância, ramificação e salubridade ou, ao invés disso, a escassez, ou mesmo a sua quase inexistência na impotável ou coliformizada situação de não-consumo em letal veneno?
Sabendo-se das imparáveis acções e práticas de toda uma global Agricultura Industrializada, assim como da consequente erosão dos solos, do excesso de pastoreio dos animais ou mesmo dos ecossistemas que se rompem por vias de inundações das terras pelas albufeiras (a que as barragens dão origem) saberá o Homem - também - ao que lhe será devolvido em praga, maldição ou destino, se continuar a esgotar desta forma feroz e, inusitada, todo o potencial da Terra em sobre-exploração de recursos? Não haverá um sinal, um alarme, ou a imperativa aferição de que, sobre a Terra, se terá de tomar outras medidas, outras urgências, para tal mudar?
A Sobre-exploração de Recursos é, hoje, uma gorda contingência de magra consciência. Desde os valores e recursos naturais aos de mais lata condição dos biomas terrestres ou aquáticos, tudo o Homem põe e, impõe, a sua suja mão em insinuado (ou desenfreado!) desenvolvimento e proliferação.
A Irrigação imoderada (levando ao esgotamento dos lençóis subterrâneos) em breve se traduzirá numa extensa manta de neoplasias terrenas. Ou seja, de anómalo e descontrolado crescimento mas de águas pútridas, fecais, ou com óbvios resíduos tóxicos que dos rios chegam aos mares, quando chegam. E tudo secará. Antes de ser um anunciado Apocalipse, será a efectiva certeza planetária que o Homem - ainda que desperto para o erro - não suplantou. Todavia, ficará sempre a questão: Porque não o fez...???
Erosão dos solos: na imagem, esta óbvia consequência de origem humana em processos de engenharia/desenvolvimento urbano e rural.
Sobre-Exploração de Recursos
A Área da Terra adequada à produção de alimentos é limitada. Cerca de 51% das terras emersas estão cobertas de gelo, neve, desertos e montanhas.
A Maioria da População Mundial vive e é alimentada por 21% das terras. À medida que a população aumenta e a produção de alimentos cresce, essa terra fica sob pressão cada vez maior.
Trinta por cento (30%) da terra arável mundial está em risco de esgotamento por Excesso de Exploração! Nos países em em vias de desenvolvimento, 65% da terra cultivada actual pode ficar imprópria para a Agricultura dentro de duas décadas.
Tanto a Agricultura Industrializada em larga escala (tal como é praticada nos países desenvolvidos) como a Agricultura de Subsistência em pequena escala (praticada nos países em vias de desenvolvimento) contribuem assim para esta vil degradação dos solos.
A Erosão do Solo é dos principais problemas de Sobre-Exploração. Mais de 20.000 milhões de toneladas de solo perdem-se todos os anos; a China, a Índia, os Estados Unidos e grande parte dos países hoje independentes - mas anteriormente afectos à União Soviética - contam-se entre os países mais afectados.
As Técnicas de Agricultura Industrial - como a Monocultura (plantação de enormes campo com uma única cultura ano após ano) - esgotam deste modo os nutrientes essenciais do solo.
Erosão dos solos: dos Estados Unidos à Ásia, a mesma verdade observada a olho nu.
Explosão demográfica versus Reclamação de terras...
A maioria das culturas não possui raízes fortes para consolidar o solo e os campos são lavrados a seguir às colheitas, sendo então deixados nus antes das novas plantações, permitindo que o solo desapareça sob a acção dos elementos.
Em períodos de seca, grandes regiões podem assim transformar-se em campos de poeira, como aconteceu nas planícies centrais dos Estados Unidos em meados da década de 30, do século XX.
A Agricultura Industrializada também depende muito dos combustíveis fósseis, tornando as reservas de alimentos muito vulneráveis a qualquer escassez.
Nos Países em Vias de Desenvolvimento, o rápido aumento da população está a forçar a reclamação de mais terras e os pequenos agricultores já não deixam pequenas parcelas de pousio, durante vários anos, para recuperarem entre as culturas - massacrando árdua e ferozmente estas.
O Excesso de Pastoreio dos Animais em regiões áridas - e semi-áridas - está a contribuir também de forma exponencial para a destruição da cobertura vegetal, no que se observa a desertificação avançar a um ritmo igualmente extraordinário de 6 milhões de hectares por ano. O que, a tal não se travar, trará graves e sérias consequências, no que muitos investigadores ambientais já aludem ir-se tornar a metástase do século (e dos vindouros) em seca pronunciada de grande calamidade!
Seca, destruição e morte. Plantas e Animais, tudo sofre. A calamidade imparável de quem nada tem para recolher em recursos que escasseiam; a água - esse maior bem de África!
Consumo Excessivo de Água
Se uns países usam e abusam deste precioso líquido, há outros que fenecem por este não ter em seu seio. É o caso de África. Como na imagem acima referida, os solos secos, desérticos, potenciam esta mortandade, sendo que a água da chuva quando ocorre, não é retida nem mantida, o que vem originar a pobreza, a fome e a doença. A eterna tragédia africana...
Sabe-se que, nos países desenvolvidos, a Agricultura consome gigantescas quantidades de água, indo de 41% da utilização total nos Estados Unidos até 87% na China.
A disponibilidade de água é assim crucial para o cultivo de alimentos. Cerca de 40% da População Mundial vive em regiões onde as secas graves são frequentes. Em África, em meados da década de 80 do século XX, a seca matou dezenas de milhares de pessoas de fome e de doença, forçando a migrações em massa de 10 milhões.
A competição em torno do acesso à água está a aumentar de forma a tornar os povos ainda mais desta dependentes e, de uma maneira geral, até contraproducente. Desde África até à Índia (sem esquecer o Médio Oriente) a água tem sido o motivo da discórdia e da mais influente propriedade planetária se tivermos em conta a sua origem não inesgotável; ainda mais do que a do petróleo!

Uma imagem que vale por mil palavras! A evidência dos dejectos, lixo e cadáveres no rio Ganges, em pústula ornamental (e já vulgarmente observável) por parte de quem passa, se banha ou alimenta dessas pútridas ou infectas águas em tão carismático rio, na Índia.
Conservar/Dispersar Água
Conservar, dispersar - ou desperdiçar - água, é sempre a grande questão, em qualquer ponto do globo terrestre em que nos encontremos. Excessos ou escassez, tem sempre duas faces: haver e não haver água. Um exemplo disso, é no caso da Índia que mantém disputas com os seus vizinhos Bangladesh e Paquistão, sobre os caudais do rio Ganges - e Indo - e ainda o acesso ao rio Jordão, constituindo todos eles a questiúncula política de grande importância no Médio Oriente.
Está a construir-se um número crescente de Barragens e Reservatórios em todo o mundo numa assaz tentativa de assim regular o fornecimento de água às populações.
No entanto, os Reservatórios ficam bloqueados de sedimentos com o tempo e, as inundações das terras pelas albufeiras - a que as Barragens dão origem - rompendo os ecossistemas e obrigando à deslocação de grande número de pessoas. Além disso, as Barragens e os Reservatórios podem, na realidade, fazer diminuir o fornecimento de água porque a taxa de evaporação de uma massa de água estagnada é superior. O que tem sido uma preocupação neste sector do qual não se pode evitar.
Barragem de Alqueva - região do Alentejo - sul de Portugal
Irrigação mais eficiente
Calcula-se que a procura de água para Irrigação das culturas duplique à medida que os países em vias de desenvolvimento tentam aumentar a sua produção alimentar.
Os Métodos de Conservação podem tornar a Irrigação mais eficiente - por exemplo, empregando a rega gota a gota em vez de aspersão de grandes volumes de água e, libertando esta debaixo da terra - junto das raízes - em vez de a depositar à superfície.
Esta e outras técnicas permitiram que Israel reduzisse a perda de água de Irrigação de 84%. O uso pouco eficiente da Água não constitui apenas um desperdício, pode também danificar o ambiente. Sem drenagem adequada, a Irrigação pode dar assim origem à Salinização do Solo, ou ao seu alongamento, e os fertilizantes usados na terra podem ser arrastados para as redes de Água Potável, poluindo-a.
A Irrigação Imoderada, mesmo em áreas onde a água disponível é aparentemente abundante, leva inevitavelmente ao esgotamento dos lençóis subterrâneos, uma das mais importantes fontes de Água Doce do Planeta, que só muito lentamente e restaurada.
O Norte da China, partes da Índia e do México e mesmo no Sudoeste dos Estados Unidos, correm, todos eles, o risco iminente de esgotamento das águas subterrâneas. Se o esgotamento dessas águas for muito grave, em particular próximo do litoral, a água salgada pode começar a infiltrar-se e desta feita a contaminar a água doce.
Este problema tem sido uma constante (em especial ou mais comum) em redor do Golfo Pérsico; o que traduz uma urgência de tal se evitar ou tentar diminuir em risco elevado de, um dia destes, termos os solos todos salinizados sem probabilidades de consumo. Por muitos métodos ou processos de desalinização que actualmente já se produzem no globo, há que ter em conta de que a água das chuvas é - e será sempre - a mais saudável, a mais fiável desse consumo, por muito que haja igualmente um tratamento adequado por mão humana sobre esta, até que chegue ao consumidor final.
«Maria e José» (cidadãos anónimos) de outros nomes, outra etnia, religião ou cultura, provavelmente, mas sempre iguais no seio de uma sofrida África. E, no seio da maior secura e pobreza sobre a Etiópia - um dos países mais vulneráveis que se encontra, na actualidade, a passar um dos mais graves registos da sua história, após os anos 80 do século XX.
África: o eterno flagelo da seca...
O Chifre de África sofre hoje como nunca. Ou como tempos idos e outros que, ciclicamente, sempre voltarão para si, para as suas gentes e, quotidianos martirizados pela fome, pela seca, pela doença e mesmo pelas guerras infinitas que se destilam por toda a África.
Somália, Djibouti, Quénia, Uganda e Eritreia ou outros. Dentro e fora do já denominado «Chifre de África». Entre eles, a Etiópia, na parte mais oriental do Continente Africano. A calamidade continua... e o mundo assiste...
Tempestades de areia, nuvens de pó e e sofrimento que tudo varrem, nas alterações climáticas impiedosas ou, inclementes, que se abatem por todos estes seus povos sobre uma África massacrada de doenças e guerras; mais a fome e o desespero, de tudo isso ver terminado sem fim à vista.

Gunga: o animal resistente de terras de África. Foto tirada em Angola, nesta belíssima imagem de vida selvagem (e igual secura dos solos da qual Angola também sofre, não estando imune ou afastada desta tragédia).
Condições Locais: resistir, é preciso!
Em certas aldeias da Mauritânia, nas margens do deserto do Sahara (por ocasião dessas funestas tempestades de areia), observa-se então que, a terra tão degradada que está, que o solo simplesmente voa. É esta, indefectivelmente, a suma consequência do excesso de pastagem que nestes locais se acerva ou faz em prejudicial fruição dos solos, em particular por parte de espécies não nativas de Gado Bovino, que não estão adaptadas às condições locais.
Este Gado não possui imunidade natural às doenças envolvidas e, como tal, tende a comer toda a cobertura vegetal desses solos.
A Criação de Espécies Selvagens Nativas - como o Gunga - permite que mais animais possam ser suportados pela mesma terra sem tanta degradação.

Caça às Baleias, nas ilhas Faroé, na Dinamarca (UE) no que se apelida de «festival Grindadáp» (pedindo desde já desculpa pela brutalidade da imagem).
O Extermínio de uma espécie por outra...
Esta mortandade sanguinária (como o são todas) exibe-se aos nossos olhos em impressionante espectáculo de dor e morte, dos quais o Homem ainda hoje se gaba de cumprir; e pior, por países ditos desenvolvidos e cientes de toda a modernidade e, exequível determinação, de se fazerem prosperar em maior rentabilidade e progresso. Será esta imagem digna disso...? Penso que não!
As ilhas Faroé ou Féroe - em arquipélago pertencente à Dinamarca - localizadas entre a Islândia e a Noruega (mais exactamente entre as costas da Islândia e da Escócia), são dos locais mais belos e bucólicos do mundo (se registarmos o que o mundo nos trouxe destas, pela rodagem do filme do «Senhor dos Anéis» em que vimos suscitar, Hobbites, Elfes e Duendes...) mas que, na actualidade, é o circuito mais horrendo que por mão humana se cumpre em total despojamento e, exibição, em que até crianças participam em total desfasamento da realidade no sofrimento acometido sobre estes grandes animais marinhos. Ilhas Faroé, ilhas de sangue, que ninguém parece importar-se em estancar, numa desinteressada ou amorfa condição de se olhar para o lado em total e abominável estupidificação de massas, ante esta chacina por mares e terras adentro. Uma vergonha!

Não será isto caso de maus-tratos...? Violência gratuita e anormalidade ou enviesada realidade sobre uma espécie e outra, qual delas a que terá de ser mais protegida...?!
Desgraça de se ter rumado à Dinamarca...
Estas Infelizes Baleias são ainda caçadas por métodos tradicionais, por todo o Atlântico Norte. Todavia, a exploração industrial das baleias por todo o mundo (incluindo no Japão, onde se faz a incessante perseguição marinha desta espécie) colocou estes animais à beira da extinção.
Outras Espécies Marinhas também estão a desaparecer do globo terrestre em suas águas salgadas, devido ao impressionante excesso de captura e pesca. Outra calamidade!
Este espectáculo macabro de matança sem limites - ou contemporização mais consciente de tal se anular em breve - faz da população desta região e área, uma massa de gente sem escrúpulos e sem sentimentos, para quem extrair os recursos vindos das baleias, é algo muito natural e, sequencial, de toda esta mortandade no Norte da Europa.
Sendo um dos rituais mais bárbaros que nesta era moderna, era actual, se perfila - em barbárie inacreditável - este povo e esta terra punge-se de sangue, dor e morte, sem fim à vista. Estima-se que, por ano e em média, sejam mortas 1000 Baleias. Um absurdo! E uma tragédia marinha que convém parar. Já!!!
Uma festividade: A Matança das Baleias! Dá para acreditar... em pleno século XXI???
O Festival do Sangue e da Morte!
Há o registo de 4500 Baleias mortas durante este Festival de Carnificina que, nos tempos que correm, não se compagina ainda existirem onde povoação e, festividades, se confundem com o avassalador massacre das pobres baleias que se não podem defender de tão vis actos de gente que parece viver ainda na Idade-Média.
E se tantos se queixam dos povos do Daesh, em fundamentalismos exacerbados ou radicalismos não temperados que degolam e decepam cabeças dos seus semelhantes, que dizer deste «supra-sumo arquipélago» qual, ilhas malditas, que esventram, profanam e matam sem piedade alguma os infelizes cetáceos que são espécie a proteger - e não a abater - em tão cruéis actos demonológicos que só elas sabem dizer. Onde começa a loucura e acaba sanidade nestes actos, alguém o sabe...?
Uma Vergonha! Uma Grande e jocosa Vergonha, senhores das ilhas Faroé! Afinal, quem são os bárbaros... os do Médio-Oriente (apenas e só...?) ou todos vocês, que fazem da morte um festival de cantorias e folguedos sem estribeiras de se comoverem com os gemidos angustiados de quem sofre e morre nas vossa praias de sangue...? Para quando uma sanção a vós...? Afinal, no coração da Europa, somos todos iguais ou não? Ou uns são mais primitivos do que outros, aí, pelo sanguinário reino da Escandinávia...?! Para quando o término ou de novo a imposta sanção económica à vossa ignorância, à vossa ignomínia. Para quando...???
Baleia, nos Açores. A pacífica viagem sobre os mares que já não são de ataque mas de alegre convivência com o ser humano. Um exemplo que o resto do mundo deveria seguir...
A Actual Realidade nos Açores
Posso não me orgulhar do meu país (Portugal) por tão mal ser conduzido - social e politicamente - por quem só quer usar-se dos cargos políticos e não o contrário como deveria de ser e, como certo dia J.F.K. pronunciou: «Pergunta o que podes fazer pelo teu país e não o que o teu país pode fazer por ti!» Estava certo; certíssimo! Perante todos aqueles que, inversamente, extraem destes supremos lugares parlamentares, a magnitude não exemplar de estar acima do cidadão comum. E lamento por isso. Como por estarmos a viver (em Portugal) - novamente - um declínio pejorativo e descendente de esforços financeiros para pagarmos a nossa tão grande dívida de déficite orçamental excessivo; entre outras coisas. No entanto, apraz-me dizer, pronunciar e mesmo evidenciar, de que o meu pequeno e endividado país, foi um dos primeiros a nivel mundial que aboliu não só a pena de morte sobre o Homem, como, neste específico caso, o ter abolido A Caça à Baleia, nos Açores - arquipélago e ilha insular de Portugal.
E muito que isso nos custou em desfavor económico nas ilhas que só por si, isoladas e afastadas de tudo, no meio do Atlântico, em fervor e economia de subsistência, tinham até então nestas caçadas e pescarias de alto mar, os proventos e uma igualmente isolada abastança de ilhéu, em bens sacados das Baleias. Acabou, e ponto final. Felizmente!
A plácida e calma felicidade de quem nada teme nos mares dos Açores: Baleias, Golfinhos e todas as espécies envolventes marinhas em franco desenvolvimento, paz e harmonia, que só os visitantes e turistas desassossegam, sem que estes seres se escondam.
Açores: a bonança dos mares...
Parece que, em países ditos desenvolvidos (para quem esta carnificina parece ser mais de índole festiva do que propriamente económica...) continua a fazer-se sem ordem nem concílio de uma Europa sempre existente mas igualmente sempre ausente destes tristes casos - e regras - a reiterar. Oxalá me ouçam... um dia destes... oxalá não se percam em meandros golpistas de bastidores e façam ouvidos de mercador ou de cisternas invisuais para o que não querem ver ou tentam deixar passar ao lado, perpetuando no tempo estas atrocidades... o que se lamenta. E se desdenha. E pior, se invecta de se estar a ter dois pesos e duas medidas em face ao sofrimento e, à eliminação permanente de espécies em vias de extinção. E isso, eu não compreendo e muito menos aceito; eu, que não sou ninguém... mas tenho na palavra a minha única arma de arremesso para com tão vis actos de uma civilização que se diz evoluída e, a cumprir desígnios de um ou mais deuses, consoante lhes apraz ou se reverte então sob crenças ou religiosidades de muita, pouca ou nenhuma fé.
Fé nos homens... algo que eu não tenho nem posso ter, a continuar-se desta cruel forma a cometer estas horrendas cenas planetárias de uma Humanidade sem coração, sem cabeça... e pior, sem réstia alguma de alma, essa mesma alma que se apregoa aos céus quando esta se vê a braços com a morte que, por sinal, nunca ou quase nunca, é tão sanguinária e tão maldita quanto a destas pobres baleias dos nossos tão tingidos mares de vermelho-sangue. Um horror! E que nada nem ninguém parece assumir-se, responsabilizar-se, ou postar-se numa outra atitude de regras e legislação, sobre a anulação do que ainda se faz no mundo. É triste. Muito triste.

Cataratas no Brasil (Rota de Caparaó): as nascentes naturais de um belo planeta que urge não estragar.
Ser mais puro... e fazer por isso!
Se a Humanidade um dia acordar e vir, pasmada, que tudo em seu redor pereceu na deformidade ou informe circunstância do que empestou, envenenou e encimou ao seu redor, sem nada que lhe valha de arremesso ou de tal inverter no «Fim dos Dias» - ou no fim de alguma coisa que lhe não dê esperança de ainda ir a tempo de tudo mudar - será breve a sua causa na Terra.
Muito do que fizemos e fazemos hoje em dia, ser-nos-à devolvido em maior ou menor envergadura planetárias sobre o que neste impusemos de nós, e em nós.
Para o bem ou para o mal, do ar que se respira, dos solos que se pisam (e se extrai o alimento), às águas que se bebem, às outras por onde nadamos e nos banhamos na sublime condição de seres não aquáticos mas de perene ansiedade de neles nos fazermos ao mar, que todos devemos ampliar a certeza de estarmos a contribuir para algo mais ténue mas mais limpo - e não o oposto - em envenenamento das espécies vivas, desta maravilhosa Terra que é de todos nós.
Compete-nos, a todos, instaurar essas mesmas leis sobre rios, mares e oceanos; cascatas de água pura, ou simples poços esventrados no areal seco de uma qualquer terreola perdida no meio de nenhures. Em todos os locais, em todas as frestas do planeta, há a existência de águas subterrâneas que não convém conspurcar mais; à Terra o devemos, ao seu chão o teremos de incrementar, para que nada, um dia, nos seja reposto mas em agonia e toxicidade fatais. O Homem tem de ser mais do que isso e, perceber, que o seu semelhante, ser humano ou espécie vigente da Terra, é afinal o seu seguidor, o seu impulsionador e gerador de outras condições, outras gerações.
« Que não separe o Homem o que Deus uniu», sê-lo-à em conjugalidade ou quiçá em anúncio do que este deve ou não fazer na Terra. Só lhe cabe agora, a si se julgar, no bem ou no mal que nesta (Terra) imputou, executou ou alvitrou. Um dia, em breve talvez, ser-lhe-à pedidas contas de tudo isso... e que dirá ele, o Homem então...? Não o sei, mas suspeito que nada de bom. O que se lamenta!
terça-feira, 8 de março de 2016
Eu, Mulher

Viver o mundo por detrás de um pano quase opaco...
Kabul-jalalabad Afeganistão
A cidade está desperta. O Sol soou como que a nos dizer que está aqui presente; sempre! Tal como as pedras do meu país, inamovíveis mas transgressoras de vis actos sobre si. Choram: como eu.
Já vi muita coisa, muito mundo atrás deste pano, Atrás desta horrenda burka.
Não morri; ainda. Mas esmoreço a cada dia que passa, a cada dia que não vejo a luz de Alá sobre mim e sobre o que tanto esperei, o que tanto desejei e amei na vida, na minha curta vida ainda. Mas que me parece tão longa, eterna e dura, muito dura, e tão cruel que mais valia os cães terem-me decepado a cabeça, terem-me arrastado por cavalos alados ou, em praça pública, terem-me vazado todas as esperanças e todas as agonias vividas. Mas Alá não permitiu e ainda me encontro viva, apesar de saber que talvez essa sorte não me seja muito afecta nem longa, porquanto aqui estiver escondida e remetida ao mais pútrido silêncio dos covardes. Estou só, mas permaneço viva.
Tudo o que amava, tudo o que a vida me encimou nestes parcos dezoito anos de idade - a idade adulta no Ocidente (que ironia...) - é a que agora possuo, mas ainda mais encruzilhada e obscura, se realizar em mim o que esta já me trouxe, já me concedeu de tantas agruras, tantas dores e moléstias, piores que as da sarna dos jumentos. E como eu lamento por isso, e como eu peno por tão fraca ter sido, por tão admoestada ter desvalido essa minha dor e, a de minha amada mãe, que deu a vida por mim.
Oh, por Alá, como tal foi possível naquele que me tendo dado igualmente a vida, agora ma quer tirar, apregoando aos sete ventos e aos sete céus que quer a minha cabeça, que quer o meu sangue, que quer a minha alma, se tal lhe fosse possível...
Meu pai, é meu carrasco. É um verdugo, inculto e magnânimo - Pashtun - de vozeirão prepotente e comportamentos insanos que da honra máxima de ouro (zar), terra (zamin) e mulheres (zan) tudo ceifa, conquista, toma, faz pertença e abusa. Não exactamente por esta ordem. Matou-me a minha mãe que tanto me auxiliou na fuga e na comprazia de com o meu amado partir para longe; mas quem partiu foi ele, meu querido e amado Sayd que jorrou seu sangue, que jorrou sua vida por mim; ele, e quatro dos seus irmãos que seriam meus aliados e meus cunhados, mas nunca o chegaram a ser - Alá não deixou.
Algures na fronteira entre o Afeganistão e o Uzbequistão...
Sou uma refugiada, sou uma pedra no planalto ou nestas enrugadas montanhas martirizadas, também elas, sob os destinos de uma geografia nem sempre cordata nem sempre feliz ou concisa sobre si; sou uma pashtun fugida à lei dos homens da minha terra que, de Khost, Kandahar, Herat ou Kabul (outrora a minha cidade) se vêem debater com os mesmos problemas, com as mesmas reiterações - ou tiranos jugos familiares - excruciados de direitos, abolidos de afeição ou maiores relatos que não sejam os dos senhores que em muito ouro, muitas terras e muitas mulheres, nos vendem a nós, mulheres afegãs (filhas, sobrinhas e até mães ou avós) se lhes aprazer, se lhes der préstimos, proventos ou maiores colheitas de bolsos cheios em que a honra se mede por todos estes alqueires, por todas estas missivas, inconcebíveis no Ocidente. Mas eu estou longe, do outro lado; do lado do Oriente e de uma Ásia que se não comove com os olhos de quem não vê, com os olhos de quem não sente, tapados, invisíveis, inexistentes aos outros - aos olhos do mundo...
Noor, é o meu nome. Que tive de mudar e já nem sei decorar. Nem quero. Prefiro não ter nome, não ter nada. Sou uma sobrevivente que, não possuindo os tão carismáticos ou icónicos olhos verdes de Sharbat Gula, também não sou nada de desprezar. Pior ainda seria, o não ter nariz ou orelhas (como há pouco se desfez o mito ocidental de algo estar a mudar no meu país) por mão punidora e castrante - criminosa e assassina - de um esposo e marido, igual carrasco, que assim lavou a sua honra por sua pertença lhe ter fugido dos maus-tratos, da pancada do corpo e da alma e tudo o mais. E que esta história, triste história de muitas mulheres no meu país, ao mundo foi relatada em terror e alarme, ao reconhecerem na infeliz Bibi Aisha, o terrorismo conjugal em toda a sua máxima linha de desencanto e horror - que jamais se cumpriria por outras terras que não as deste inclemente Afeganistão.
Estou só e isso mete-me medo. Pelas sombras, pelos sons que ouço e, pelos fantasmas que comigo carrego, pelas almas que se devassaram de mim e sobre mim; de minha pobre mãe, de meus pobres quatro «irmãos» não de sangue mas de uma fidelidade a toda a prova (à prova de bala que não a da espada...) por tão mártires terem sido, por tão corajosos terem revestido os seus corpos, as suas vidas, por uma causa que não era a sua, mas minha. Quanto lhes devo, por Alá! Será que o pagarei alguma vez... até pelo meu próprio sangue...? Não sei, muito honestamente não sei e temo por isso. Não serei a mais fiel criatura sob Alá, mas ser-lhe-ei eternamente grata se me der o conforto e o bom senso de conseguir ter calma - e paciência - para me manter escondida, para me manter «morta» aos olhares dos que me querem ceifar a vida ou, fazer refém de uma angústia dolorosa ainda pior do que a própria morte. Meu pai. Meu tudo e meu nada.
Aquele que me deu vida há dezoito anos por ventre materno e dores (muitas!) de minha mãe, é hoje o meu perseguidor, tal como predador do deserto, implacável executor de presas e convénios, preceitos e preconceitos antigos, muito antigos, exortando garras afiadas e alma encrespada e negra, fechada aos sentidos, fechada a tudo - ou a qualquer outro sentimento que não seja o da pertinente vingança, a sua vingança, por eu lhe ter desobedecido, por eu lhe ter fugido, por eu lhe ter coarctado o direito paterno e total sobre mim. Por ter amado outro que não ele, de outra etnia, de outro nível - de outro mundo, quase se supõe; por ter, enfim, feito-me seguir nuns outros princípios e leis que não as suas da arrogância, do despotismo e da severidade máxima sobre mim, sobre minhas irmãs, sobre minha mãe que matou de uma paulada só. E que ainda hoje me aparece em sonhos dando forças, dando alentos para que não desista, para que persista nesta ânsia de daqui para fora me ver, do espartilho cilicioso desta fronteira afegã onde me encontro. Mas já falta pouco, muito pouco para chegar ao Uzbequistão, que fica a norte e, sensivelmente a 130 quilómetros do meu destino dourado que se chama Liberdade! Ah, por Alá... como eu quero esse sonho, essa luz, esse caminho e esse destino não pedregoso que me leve a ver o Sol que não seja através deste pano grosso, deste incólume presídio de todos os meus pedidos, de todos os meus suplícios por que já passei.
O meu valor é real: 100.000 dólares! 100.000 dólares de recompensa pela minha cabeça, pelo meu sangue e, pela sua honra lavada, tingida a vermelho, tingida em dor, desespero e sofrimento que lhe darão o meu cadáver, segundo se pronunciou meu pai. E sentir que, um dia, ainda o amei... ou pensei amar... aquando me lera os seus antigos e velhos «Landais» (pequenos poemas de dois versos recitados pelos pashtuns, uns aos outros, aquando festejos de casamentos ou à volta dos poços das aldeias) e que agora, melindre o meu, lhe sinto como o mais terrífico, o mais cruel ou o mais aterrorizador do mundo, como aqueles de um passado não muito distante de Mujahedins sobre Talibãs e estes sobre outros, sobre todos nós, em percurso medieval (segundo rezam as histórias que me chegam do Ocidente), em que o sangue é o asfalto que desenha os caminhos, que ensopa os campos inférteis e malignos de toda esta minha condição, só por ser mulher. Mulher... no Afeganistão. Que triste sorte a minha! Que triste sorte aqui ter nascido. Mas é assim e nada mais posso fazer que fugir, renegada e mal-amada ou não amada de todo, sem nada nem ninguém que me possa valer.
Privo esta gruta escura com os morcegos. E chego a gostar deles. Não me sugam o sangue nem a alma nem a pouca vida que já exulto de mim, mas vigiam-me; sinto isso. Talvez estejam à espera que eu sucumba às poucas forças que já tenho em mim. Ah, por Alá, se eu pudesse ter a força, a coragem e a dignidade suprema da Sahera Sharif, a nossa primeira parlamentar afegã, de sua condição e género, que jamais este sítio de leis e guerra tal pensou. Mas eu não sou ela, mesmo que partilhemos da mesma etnia, da mesma crença ou esperança de ver chegadas as liberdades, as igualdades ou as fraternidades a este meu sanguinário e antigo país que, estranhamente, eu continuo a amar como se raiz de mim ele fosse, em caule e corolas abertas, como belas flores, todas expostas a um Sol que deve ser para todos. Mas para todos não é. Continuo na penumbra, na escuridão e na dormência destes incipientes dias que me têm sequestrada também de uma outra alegria - ou de uma outra condição que não seja o ver-me enrubescer por outra alegoria. Ah, por Alá, como seria bom que esse dia não tardasse, que esse dia me não faltasse, como faltou ao meu querido Sayd e à minha querida mãe que Alá tem em seus braços; agora. Por minha mãe, por Sayd, por seus falecidos irmãos, que tudo eu tenho de vencer e não me deixar morrer às mãos de quem me viu nascer. Não permitirei dar-lhe esse triunfo, essa vã glória dos fracassados, dos frustrados e, acima de tudo, dos inimigos de Alá!
Quantas vezes pensei em envenenar-me... quantas vezes pensei em flagelar-me ou imolar-me em auto-defesa (ou confronto) contra o que se não pode já lutar, combater ou enfrentar. Mas não consegui. Eu, que ainda sonhava poder ingressar nas fileiras académicas da Universidade de Khost... que parva eu fui... como se meu pai, meu carrasco, tal me houvesse permitido ou sequer sonhado...
Predestinada a casar com um cunhado de meu pai (mais velho do que eu, 30 anos!) e pior, com quatro mulheres já, e qual a mais maléfica, a mais ardilosa, a mais pérfida entre si, ao que me disseram delas. E eu, qual galinha não desempoeirada, franganita de capoeira que não sabe fugir ou voar, no meio delas, no meio dessa selva de espinhos e fel, muito fel, sem ninguém que me valesse. Triste sorte a minha ter-me apaixonado - ou salvação maior (quem o saberá...?) - de me ter enredado em olhares e volúptias com meu amado e belo Sayd que agora dorme no colo e no seio de Alá! Assim como seus irmãos e... minha adorada e querida mãe!
Jamais o esquecerei. Tanta morte. Tanto sacrifício e tanto derramado, despojado sangue por nada. Ou por tudo, em auspicioso negrume de almas ainda mais fechadas do que as de demónios na Terra.
Quem me dará agora «melmastia» (hospitalidade) ou «nanawati» (abrigo ou asilo)? Ou apenas... «badal» (justiça ou vingança) - só «badal» - que vingança já me chega a de meu pai que me quer ver morta. Se morta já quase estou, vivendo de migalhas de sementes dos pássaros ou de algum fruto que das poucas sebes encontro, e da água suja que depois fervo para não ter febres, para não adoecer. Mas resistirei, chegarei ao meu destino; sei que chegarei. Estou à espera de uma boa alma que me vai ajudar (depois de lhe ter dado o único bem havido que comigo trouxe naquele desvio de vida de outros trilhos, outros ensejos percorridos). Uma Lua de Cobre que minha avó materna me dera em tempos idos, aquando ainda criança. Pouco valor deve ter, mas ainda assim esta mulher de mim levou, fazendo-se pagar em jumento e provisão na direcção de leste-oeste (ao norte do Afeganistão) até terras salvadoras do Uzbequistão. Espero por ela mas estou impaciente; a minha vida está por um fio... mas eu continuo à espera, pois sei que nada mais me resta do que essa elevação de alma; e por Alá que é Grande, que é o Maior que Tudo, se eu não vou arcar com outro destino, outra vida - e só não outra alma, por que esta me faz falta para tal empenhar. E vou continuar. E vou conhecer o mar que nunca vi nem senti; e outras terras, outros mundos. E se Alá me permitir, outros amores.
E vou viver: Por Sayd e por minha mãe. Mas acima de tudo (e Alá me perdoe...) por mim, que tanto já esperei por este dia, por esta luz, por esta designação de ser, tão-só e apenas, só mais uma Mulher que quer sobreviver. Uma Mulher... fora do Afeganistão!Eu, Mulher... assim me defino. Hoje e sempre, onde me fizer pertencer e a minha alma conceber ser feliz. Serei sempre, fielmente sempre...Mulher!
segunda-feira, 7 de março de 2016
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