Translate

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Rainbow Serpent - Elements 18

UFO Sightings over Portugal - 2014 HD

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Rui Veloso Cavaleiro Andante (com letra)

A Lenda dos Anjos de Mons


Cavaleiro-Anjo de Mons                                       Bélgica - Europa

Terá sido um exército fantasma que salvou os Ingleses de uma morte inevitável? Teriam os soldados regressados da guerra recorrido a uma história que lhes agradava e que apoiavam determinadamente? Ou teria acontecido algo - uma miragem, por exemplo - que induzira os Ingleses e os Alemães a acreditarem que haviam visto um exército espectral de Anjos? Ou nada disto. E antes, uma brava Companhia Estelar ou Exército Cósmico que terão vindo em nome do bem e, do fim das hostilidades entre estes dois exércitos antagónicos?

Os Anjos de Mons
Um mês após a dura Batalha de Mons, na Primeira Guerra Mundial, foi publicada no «Evening News», de Londres, uma notícia que causou sensação na época e provocou uma controvérsia que ainda dura.
A notícia assinada por um jornalista e escritor galês, Arthur Machen, referia como uma pequena força expedicionária britânica - numa desproporção numérica de 3 para 1, relativamente ao inimigo - fora aparentemente salva por reforços celestiais.
O Anjo ou os Anjos de Mons (os relatos variam entre um, e um pelotão) surgiram repentinamente entre entre os Ingleses e os Alemães, que se defrontavam numa batalha. Compreensivelmente, estes últimos recuaram em grande confusão.
A batalha travou-se no dia 26 de Agosto de 1914, e quando a notícia foi publicada, em Setembro seguinte, a maioria dos sobreviventes encontrava-se em França. No mês de Maio do ano seguinte, a filha de um pastor de Clifton, na cidade de Bristol, publicou anonimamente - na revista da Paróquia - o que afirmou ser a declaração, prestada sob juramento, de um oficial britânico.
Nela o oficial declarava que, quando a sua Companhia se retirava de Mons, fora perseguida por uma unidade de Cavalaria Alemã. O oficial tentara alcançar um local onde a Companhia pudesse abrigar-se e combater, mas os Alemães haviam-nos precedido.
Esperando uma morte quase certa, os Ingleses voltaram-se e viram então, para seu espanto, uma Companhia de Anjos entre eles e o inimigo. Os cavalos alemães, aterrorizados, fugiram desordenadamente em todas as direcções.
Um capelão do Exército, o o Reverendo C. M. Chavasse, irmão de Noel Chavasse, condecorado com a Victoria Cross e mais tarde bispo de Rochester, declarou ter ouvido relatos semelhantes a um brigadeiro e a dois dos seus oficiais.
Um Tenente-Coronel descreveu como, aquando da retirada, o seu batalhão fora escoltado - durante 20 minutos - por um esquadrão da Cavalaria-fantasma!
Do lado alemão, surgiu a notícia de que os combatentes germânicos se haviam recusado a atacar em determinado ponto onde as linhas inglesas tinham sido cortadas, devido à presença de grande quantidade de tropas. Segundo os registos dos Aliados, não havia nessa altura um único soldado inglês na área.

Um Escritor com Imaginação
Um pormenor notável no que respeita a todos os relatos sobre Mons é que nenhum deles foi divulgado em primeira mão. Em todos os casos, os oficiais que transmitiram a notícia quiseram permanecer no anonimato, temendo que o seu relato não fosse considerado digno de crédito e, que tal facto constituísse um possível obstáculo que dificultasse a promoção.
Anos depois, Machen, autor de Histórias de Terror e do Sobrenatural, que fora membro da Sociedade Mística conhecida pelo nome de Ordem Hermética da Aurora Dourada, reconheceu que a primeira notícia que divulgara não passara de imaginação.
O mistério tornou-se assim mais intrigante ainda. Apesar do desmentido, muitos soldados de regresso à Pátria, entregaram-se então a reminiscências sobre os estranhos acontecimentos de Mons, e os investigadores chegaram a acreditar que, de facto, algo de sobrenatural ocorrera.
Daí as questões: Teriam os soldados regressados da guerra recorrido a uma história que lhes agradava e que apoiavam determinadamente? Ou teria acontecido algo - uma miragem, por exemplo - que induzira os Ingleses e os Alemães a acreditarem que haviam visto um exército espectral de Anjos? Ou nada disto. No que na época não se poderia imaginar ou sequer supor em total crédito e obstinação visual do que efectivamente terão visto e, assistido: uma Companhia Estelar, um Exército Cósmico ou algo assim tão eficaz e determinante que terá objectiva e assertivamente sido parcial - ou tomado partido por uma facção (a do bem) - apartando desse modo os dois exércitos. Algo sucedeu de facto! E que foi prontamente dissipado, pondo um ponto final naquela dura e cruel batalha, admite-se. Os testemunhos focam isso mesmo.
Qualquer que seja a explicação, os Ingleses conseguiram algo semelhante a um milagre! Apesar de uma desvantagem esmagadora e de pesadas perdas, a retirada foi realizada com êxito, e a Força Expedicionária Britânica manteve-se uma efectiva força de combate.
Apenas nos resta consolidar que, Anjos ou seres estelares que tal tenham interferido, o fizeram efectiva e irrefutavelmente pelo bem e não pela mortandade aí iminente. Que assim possa eventualmente também continuar a ser, desejamos todos nós Humanidade, pelas tantas e tamanhas guerras internas que na Terra e, no momento, ecoam sem fim à vista. Seria de facto muito bom que este imponente e omnipotente exército divino ou estelar descesse de novo à Terra, mais que não fosse para ensinar aos homens (de novo!) os errados caminhos que estes seguem em desvio tenebroso. Evocando a sua boa vontade, assim o clamamos. A bem da Humanidade, assim seja!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Declaração Profética


Imagem/Foto de Adolf Hitler e Símbolo do Nacional Socialismo: A Suástica

"O homem e o sinal desaparecem e ninguém sabe para onde. Se no número do ano há um quatro e um cinco (45), a Alemanha será acossada de todos os lados e o «Segundo Acontecimento Mundial» terá terminado. A Alemanha está destroçada e aparece um novo homem que dirige e levanta a nova Alemanha!"                                              - Declaração Profética do desconhecido «Profeta Francês» -

A Ultima Noite
Na noite de 29 para 30 de Abril de 1945, Hitler preparava-se já para o acto final. As últimas notícias do mundo exterior chegaram de tarde. Mussolini morrera. Capturados por guerrilheiros na insurreição geral da Itália do Norte, Mussolini e a sua amante, Clara Petacci, haviam sido executados e os seus corpos - pendurados pelos pés na praça do Mercado de Milão - sofriam os ultrajes de uma multidão sedenta de vingança. Este acontecimento - se Hitler e Eva Braun o chegaram a conhecer em todos os pormenores - deve tê-los induzido a repetir as ordens que tinham já sido dadas: Os seus corpos deviam ser destruídos «de forma que não ficasse deles o menor rastro».
 - "Não quero cair nas mãos do inimigo que tem necessidade de um novo espectáculo para divertir as suas histéricas multidões!" - Asseveraria Hitler em máxima ordenança sua.
À tarde, Hitler ordenou que sacrificassem «Blondi» - um cão Alsaciano de que era muito amigo. Deu em seguida algumas cápsulas de veneno às suas duas secretárias, para que as utilizassem em caso de necessidade. Declarou não poder oferecer-lhes melhor presente de despedida e, felicitando-as pela sua coragem, acrescentou, de modo significativo, que desejaria poder ter tanta confiança nos seus Generais como nelas.
À noite, quando os habitantes dos dois refúgios exteriores jantavam no refeitório do Führer, um soldado de guarda comunicou-lhes que Hitler desejava despedir-se das senhoras. Ninguém devia deitar-se sem autorização. As horas chegaram cerca das duas da madrugada: Todos foram convocados pelo telefone para o refúgio do Führer e ali se reuniram umas 20 pessoas entre funcionários e mulheres. Quando todos estavam reunidos, Hitler apareceu, acompanhado por Bormann. Percorreu o corredor em silêncio e apertou sucessivamente a mão a cada uma das mulheres. Algumas falaram-lhe, mas respondeu apenas com palavras ininteligíveis.
Quando se afastou, os assistentes desta estranha cena ficaram durante momentos a discutir o seu significado. Concordaram em que o suicídio de Hitler era iminente!
Aconteceu então algo de inesperado, como se uma nuvem densa se dissipasse bruscamente em todos os cérebros. O temível bruxo, o tirano que transformara os seus dias naquele horrível Inferno, ia em breve desaparecer; entregaram-se a toda a espécie de manifestações de alegria.
Na cantina da Chancelaria - onde soldados e ordenanças tomavam as suas refeições, estavam a dançar quando a notícia chegou - e ninguém interrompeu a sua diversão. Do refúgio do Führer mandaram-lhes um recado pedindo que não fizessem tanto barulho; mas a festa continuou.
No dia seguinte, nova cerimónia de despedida, a que assistiram Bormann, Goebbels e outros altos dignitários Nazis. Hitler e Eva Braun apertaram-lhes as mãos e voltaram para o seu compartimento. Todos os assistentes foram mandados embora, excepto os altos sacerdotes do Culto Nazi e, as poucas pessoas cujos serviços iam ser necessários. permaneceram no corredor. Apenas se ouviu um tiro.
Esperaram algum tempo e depois entraram no quarto. Hitler estava estendido no sofá manchado de sangue; disparara um tiro na boca. Ao seu lado, Eva Braun estava também morta. Havia um revólver junto dela, mas não fora utilizado: envenenara-se! Eram três e meia

«O Chefe Morreu»
Terá sido por estas palavras que Guensche - ajudante de campo de Hitler - confrontaria Kempka, o motorista particular do Führer. dois S.S. entraram no aposento. Envolveram o corpo de Hitler numa manta, tapando a cabeça destroçada e sangrenta, e transportaram-no para o corredor, onde os circunstantes puderam reconhecê-lo pelo casaco que trazia vestido. Depois outros dois oficiais S.S. subiram com o corpo os 4 lanços da escada até à saída de emergência e chegaram ao jardim. Bormann transportou o corpo para o corredor e entregou-o a Kempka que o levou para a base da escada. Ali o foi buscar Guensche que, por sua vez, o passou a um terceiro oficial S.S. que o levou para o jardim.
Os dois corpos foram colocados um ao lado do outro, a poucos passos da saída, e regados com petróleo. Um bombardeamento Russo veio somar-se à singularidade e ao perigo da cerimónia; e os presentes tiveram que procurar refúgio debaixo da porta. Depois, Guensche molhou um trapo no petróleo, deitou-lhe fogo e atirou-o sobre os cadáveres que imediatamente foram envolvidos pelas chamas. Os assistentes puseram-se em posição de sentido, fizeram a Saudação Hitleriana e voltaram para o abrigo subterrâneo, onde dispersaram.

O Final
É isto tudo quanto se sabe sobre os restos mortais de Hitler e de Eva Braun. Os seus ossos nunca foram encontrados. Talvez se tenham misturado com os dos soldados que baquearam em defesa da Chancelaria.
Os Russos procederam a pesquisas e encontraram alguns destes corpos. Talvez - assim parece ter declarado Guensche - as cinzas hajam sido reunidas numa caixa e levadas para fora da Chancelaria. Ou talvez não seja necessário procurar explicações complicadas. Ou quem sabe se as investigações realizadas não o foram com a diligência e a perfeição exigidas...!? Em qualquer caso, a última ambição de Hitler foi satisfeita. Como Alarico, enterrado secretamente no leito de Busento, este moderno instrumento de tortura da Humanidade encontra-se agora ao abrigo de todas as indiscrições.
«Um só povo, um só chefe!» - Esta a divisa de Hitler que consigo levaria para a morte em pronúncio talvez, daquelas que terão sido as suas últimas ou derradeiras palavras.

Declarações do «Francês Profético»
"A Guerra está perdida para a Alemanha quando começar o quinto ano. Dentro de um ano (1916) - e ainda no exultar da primeira Grande Guerra - a Itália irá declarar-nos guerra. Haverá então uma revolução, que não será levada até ao fim. Uns vêm e outros vão. E as pessoas enriquecem. Todos se tornam milionários e haverá tanto dinheiro que o atirarão pela janela, sem que ninguém o recolha."
Em 1914, ninguém pensava que a Alemanha pudesse perder a guerra. Poucos acreditavam na possibilidade de a guerra desembocar numa revolução que trouxesse consigo o final do Império Alemão. A inflação, prevista de um modo impressionante, não tivera nenhum antecedente histórico.
Continuando a Declaração Profética: "Vem um homem de baixo que faz tábua rasa na Alemanha e as pessoas já não podem dizer o que quiserem, e tudo isto com uma acrimónia que nos faz sair a água por todas as fendas. porque esse tira mais ás pessoas do que o que lhes dá e castiga-as espantosamente, pois a justiça deixa de ser justa e há muitos heróis falsos e vigaristas! As pessoas estão cada vez mais pobres, mas não notam. Todos os dias há leis novas e muitos vivê-las-ão ou então morrerão. O tempo começa aproximadamente em 1932 e dura nove anos - a ditadura de um homem!"

A ditadura desumana que o profeta previu pode ter sido a que começou no dia 30 de Janeiro de 1933 sob a liderança de Adolf Hitler. Quando o desconhecido francês reverte: «O homem e o sinal desaparecem e ninguém sabe para onde.» sugere talvez a cruz gamada - a suástica - pelo que, no final da Segunda Guerra Mundial - esta deixou de se mostrar em público. No que também e, ainda hoje, se especula sobre o paradeiro de Hitler depois da guerra. Afere na sua Declaração a seguir: «Se no número do ano há um quatro e um cinco (45), a Alemanha será acossada de todos os lados e o Segundo Acontecimento Mundial terá terá terminado!»
O final da guerra deu-se efectivamente em 1945. Nos dias 7, 8 e 9 de Maio desse ano, a Alemanha assinou a sua capitulação incondicional. Rematando em final mais benevolente termina assim: « A Alemanha está destroçada e aparece um novo homem que dirige e levanta a nova Alemanha.»
O «Francês Profético» terá talvez previsto a divisão da Alemanha entre a RFA e a RDA - assim como a entrada em cena do chanceler Konrad Adenauer (1949).

Previsões Erradas...?
Juntamente com muitos prognósticos correctos, o «Profeta Francês» terá sido porventura, adulterado nas suas mensagens e profecias, pelo que o já citado anteriormente soldado da Alsácia, Andreas Rill assim terá formulado, como por exemplo estas: «Quando a Suíça se unir à Alemanha» ou «Então a Inglaterra será o país mais pobre da Europa». A estas juntam-se temas proféticos com especulações ocultistas como: «Nessa altura, diz (o profeta alsaciano) que nascerá o Anti-Cristo no extremo da Rússia, filho de uma judia, mas não aparecerá até aos anos cinquenta (50).»
Na carta de Rill são também mencionados «Sete homens sombrios que trazem o infortúnio». Na transcrição das palavras do profeta (qual deles...?) misturam-se continuamente previsões correctas com outras erradas, no que se imagina e supõe que o soldado Rill talvez se tenha exercitado e acrescentado algo de seu, às ditas eloquentes profecias do francês desconhecido. Não sem antes especular-se também um pouco de que, a ser verídica esta última profecia dos «Sete homens sombrios que trazem o infortúnio...» poderem ser as grandes nações em G-7 reunidos nos comandos do mundo. Polémico sem dúvida mas consistente de dúvida - ou certeza, porém.
As possíveis causas de erro são:
-  Andreas Rill - o soldado alsaciano que tomou notas sobre as profecias ou Declarações Proféticas do francês desconhecido - que apenas pôde escutar o interrogatório feito a este de uma certa distância, não reportando em palavra escrita toda a correcta mensagem do verdadeiro profeta.
 - Diz que o Francês falava vários idiomas, mas não se sabe se falava bem alemão. Tanto expressões incorrectas alemãs como a pronúncia do prisioneiro francês podem ter dado azo ao erro.
 - As lacunas de memória de Andreas Rill.
Que se conclui então: que Rill tenha deturpado ou simplesmente baralhado algo do que foi expressa e rigorosamente dito pelo profeta francês e, que hajam aí essas tais lacunas - ou imprecisas previsões - em tradução ou interpretação erráticas. Que homem seria este então...? Que a tudo previu e a tudo aludiu perante um seu inimigo na época? Que retiro foi esse que o daria como morto logo após a entrada no convento e no qual mais ninguém de si soube?...Terá sido um «simples» terrestre e cidadão comum com especiais ou superiores poderes paranormais ou nada disso, sendo antes de mais um ser omnipresente que, vindo talvez do futuro, terá emitido a sua verdade em sequência ou quiçá consequência, dos desmandos terrestres de tantas guerras, tanto sofrimento, tanto desvio sobre a Humanidade? Que homem terá sido este, efectivamente...? Aqui deixo a imperiosa questão sobre esta subliminar figura de um tempo que se verificou extemporâneo em profecia ou...Declaração Profética, de um ser de facto, muito, mas muito especial na Terra! Que a bem da Humanidade assim o possamos então lembrar e recordar carinhosamente. Que Assim Seja!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A Profética Carta


Imagem Ilustrativa da Segunda Grande Guerra Mundial

Extractos da Primeira Carta, do dia 24/08/1914:
(Relativamente a 1938) "Então abunda a infâmia e nas cidades impera o caos! Disse que nessa época não se deve aceitar nenhum cargo nem nada do género, já que todos serão executados, enforcados à porta das casas ou pregados às janelas: porque a fúria das pessoas será terrível e acontecerão coisas verdadeiramente desumanas. As pessoas ficarão muito pobres; apenas os mais ricos se poderão vestir bem e quem se puder abrigar com sacos de areia ficará feliz."
Sobre 1943: "E em 1943 chega primeiro a bonança. Vêm bons tempos. Disse também que a Itália se viverá contra nós e que dentro de um ano nos vai declarar guerra - apesar de na Segunda Guerra - estar do nosso lado. A Itália será terrivelmente devastada e muitos soldados alemães encontrarão ali a sua sepultura!"
                                 Carta escrita pelo soldado alemão Andreas Rill à sua mulher e filhos na Baviera

O «Francês Profético»
"É na realidade incompreensível a forma como esta catástrofe quando já se encontrava tão próxima, trazendo consigo tantas desgraças, não projectou de modo mais claro a sua sombra ameaçadora sobre nós. Um segredo tão grave deveria ter pesado sobre todas as existências e provocado premonições e, revelações. Mas nada disto aconteceu.
Despreocupados, íamos e vínhamos à sombra da desgraça terrível que se aproximava de ano para ano, de dia para dia; finalmente de hora para hora, e não nos apercebemos dela até que nos caiu em cima das cabeças."
O poeta flamengo Maurice Maeterlinck analisou oitenta e três (83) profecias da época anterior à Primeira Guerra Mundial. Em nenhuma delas fora anunciada a catástrofe bélica e nenhum sensitivo suspeitou sequer dos terríveis acontecimentos. Apenas as declarações de um francês anónimo, apontadas em Agosto de 1914, se referem à feroz contenda.
As Profecias do desconhecido contêm inclusivamente detalhes sobre uma Segunda Guerra e acontecimentos que ocorreram nas décadas de 1930 e 1940. Se Maeterlinck houvesse tido conhecimento destas profecias, sem dúvida que se teria mostrado menos desconsolado nas suas análises.

As Cartas do Soldado Rill
As Profecias do francês anónimo estão registadas em duas cartas do soldado alemão Andreas Rill para a família, datadas dos dias 14 e 30 de Agosto da 1914.
As indagações exaustivas realizadas em torno da autenticidade dos documentos, dissiparam assim todas as possíveis dúvidas a esse respeito.
No início da Primeira Guerra Mundial, a Companhia em que servia Andreas Rill deteve na Alsácia um civil francês que foi interrogado pelo Tenente em presença de toda a tropa. O homem desconhecido não respondeu apenas às perguntas que lhe colocaram, mas também se apresentou como um Profeta.
Aquilo que disse aos homens da Companhia, atemorizou todos os presentes. Outros classificaram as previsões do forasteiro como puros disparates. Ainda que Rill chamasse ao prisioneiro por brincadeira »O Francês Profético», escreveu à sua mulher e aos seus filhos na Baviera - com plena consciência do que dizia - sobre as coisas que o então francês profético dizia e a ele contaria, sobre uma Primeira e uma Segunda Guerras Mundiais, porque «(...) Quem sabe se de facto não o viveremos, e não é que devam acreditar nisso, eu apenas escrevo para que saibam o que ele disse, já que de certeza que alguma das crianças viverá por inteiro estes anos vindouros». - Arrematou Rill.
Nas suas cartas, Andreas Rill ergueu assim um monumento único ao dito Profeta Francês - que também servirá então de testemunho para investigações posteriores.

A Procura do Profeta
O Parapsicólogo de Friburgo, Hans Bender investigou o caso 60 anos depois, mas não conseguiu reunir mais do que factos fragmentados.
O encontro de Rill com o estranho homem teve de acontecer entre os dias 14 e 18 de Agosto de 1914. Mas a identidade do Profeta continua a ser um mistério. Quem terá sido efectivamente este cidadão francês ou comum civil de então que originou tamanha profecia sobre a Segunda Grande Guerra?
Diz-se que era membro de uma Loja Maçónica e que, já mais tarde, ingressou num convento como religioso secular.
É muito provável que, o dito interrogatório a si instado, tenha sido realizado ou tido lugar num convento e que o francês tivesse lá entrado mais tarde (talvez como protecção...?) já que uma parte da Companhia de Rill esteve alojada a partir de meados de Agosto de 1914 no Convento Capuchinho de Sigolsheim, nas proximidades de Colmar.
No registo do convento aparece, no dia 6 de Novembro de 1917, um secular cujo nome não é indicado. Rill, que poucas semanas depois procurou o francês desconhecido - e que pensava tê-lo encontrado no referido convento - infelizmente já não conseguiu falar com ele. Disseram-lhe que o homem que queria ver...estava morto!

Ainda sobre o tão enigmático Profeta Francês e sobre as suas profecias, Rill terá proclamado:
"Dizemos que não é bom de cabeça, que está louco! De certeza que se irão rir, porque ninguém acredita no que ele disse! O homem falava vários idiomas. Nós fizemos troça, mas o tenente esteve a falar com ele durante toda a noite e nem imaginam tudo o que disse...! Já estou cansado de escrever e não espero que acreditem em nada disto. Apenas o escrevo para que vejam que tipo de pessoas há. De resto, hoje sei pouca coisa, estou bem, e amanhã seguimos. Estamos noutro país e espero que a guerra acabe depressa, ao contrário do que disse o outro."

Rill não acreditou. Fez mal. Sucedeu efectivamente a Segunda Grande Guerra e, no mesmo exacto ano em que o desconhecido cidadão francês recolheria ao convento aqui anunciado, em meados de Novembro de 1917, neste mesmo mês deste mesmo ano, seriam capturadas na batalha de Cambrai (20-29 de Novembro de 1917) peças de artilharia ligeira.
Quem terá sido então este homem desconhecido que tão fielmente concedeu à Companhia Alemã (seu inimigo, opositor e invasor no seu país) destas suas profecias, tão exactas ou nem tanto assim, no que muitos ainda hoje debatem em polémica aberta sobre as mesmas? Terão sido transcritas também assim tão fiel e correctamente pelo soldado Rill ou nem por isso? Tê-lo-à registado numa outra carta que levou sumiço no tempo e na ausência de um maior conhecimento por parte deste? Terá sido um embuste, este «Profeta Francês» ou...liminarmente um cidadão extraordinário de incomuns aptidões e poderes sensitivos e paranormais que a tudo via? Porque não investigar mais? Porque não haver mais em verdade histórica, documental e factual - em espécie de homenagem póstuma a este cidadão de então - a premente necessidade de se saber mais sobre este civil que de comum talvez nada tivesse, sendo antes uma figura de estilo próprio e muito à frente o seu tempo ou...a sua verdadeira identidade que não deste mundo!? Muito haverá certamente por saber, aguardando-se que mais se investigue e analise, corroborando assim desta presciência profética e sobre tão estranha personagem do princípio do século XX. Este mesmo século, neste mesmo ano em que se indiciaram as Aparições de Fátima, em Portugal...no que se apreende em mera coincidência ou não, pelo facto de, também neste mesmo exacto ano, se estar a iniciar também a dita Revolução Bolchevique na Rússia. Será coincidência...? Aqui deixo essa questão. Para além de tudo o mais, terá sido (talvez) alguém que se destacou na Humanidade, nem que mais não tenha sido, por vias de uma sua aguçada premonição. A bem dessa Humanidade que somos todos nós...estas (profecias) nos continuem a ser reveladas, sendo ou não verídicas, credíveis ou solventes da nossa atenção e interesse. Que assim seja então!