Translate

sexta-feira, 6 de março de 2015

A Era Espacial V (A Plataforma)


Estação Espacial Internacional

«A Ciência encontra-se mesmo no limiar dos mundos subtis. Lá, onde se avançou mais longe, sente-se a presença de algo que é geralmente ainda imponderável mas que já se pressente como Energias, Leis e Princípios que escapam ao que alguns pensaram ser tudo.
(...) Quando a energia interna e subtil do Espírito se unir à energia externa da Matéria e...a luz brilhar, as nossas viagens levar-nos-ão mais longe, mais alto e mais fundo!» (CLUC, 1991, p. 173)
                                                                                 - As Novas Escrituras -

Deus quis, o Homem sonhou e...a Obra nasceu! Será assim tão inoportuno e inadmissível, mesmo para os mais cépticos, que um dia (em breve) o ser humano possa aludir a novas e longínquas fronteiras estelares? Poder-se-à negar essa evidência já estabelecida de outros mundos sobre o nosso, em Terra de solo e Céu tão limitados quanto o Homem até aqui? Estaremos perante as honrarias das portas dos céus em Cosmos surpreendente, se unirmos esforços - e vontades - todos juntos (em abraço espacial fraterno mundial) numa só finalidade: a de se abrir mundos ao Mundo? Será assim tão incompreensível que seres estelares estejam já entre nós, em pacto e cumplicidade, determinando-nos a melhor via científica para lá chegarmos? Seremos ingratos ao ponto de o não reconhecermos???

Espaço para Viver
(De que modo as Estações Espaciais constituem uma Plataforma para a Ciência e a Exploração...)
Em 1988, Musa Manarov e Vladimir Titov foram os primeiros Cosmonautas a passarem um ano - sem interrupção - longe da Terra.
A sua longa permanência a bordo da estação Mir foi mais do que uma demonstração do domínio soviético no Espaço. As Estações Orbitais constituem um ambiente único para a Ciência fundamental e, aplicada, permitindo assim que as Agências Espaciais desenvolvam as técnicas necessárias a futuras Missões prolongadas à Lua. e aos outros planetas.
Os avanços realizaram-se e, como prova disso mesmo, em princípios do próximo milénio que é o que vivemos no presente (século XXI, ao que se sugestionava já que sucedesse), os conhecimentos Russos e a tecnologia Americana deram as mãos (literalmente) - sendo uma determinação para ambas estas nações, o acordo e o trabalho conjunto, combinados então numa Nova Estação Espacial Internacional.

Êxito dos Programas Espaciais
Após os primeiros êxitos dos Programas Espaciais Soviético e Americano, o estabelecimento de Estações Orbitais permanentemente tripuladas foi considerado como a continuação lógica da conquista do Espaço pelo Homem!
A Primeira Estação Espacial - a Salyut 1 soviética - foi lançada em 1971 e mais 6 Salyuts se lhe seguiram, a última das quais foi retirada de serviço e, mantida assim em órbita em 1986.
A Salyut 6 esteve ocupada durante dois anos, ajudando os cientistas do Espaço a desenvolverem a tecnologia necessária à manutenção de tripulações em órbita durante longos períodos.
Em 1973, a NASA lançou então o Skylab, uma Estação Espacial construída  a partir de um tanque de hidrogénio convertido de um foguetão lunar Saturno.
No total efectuaram-se 4 Missões Skylab, , tendo sido de 84 dias a permanência mais longa de uma tripulação. Tanto as Salyuts como o Skylab eram de concepção bastante simples, combinando zonas de habitação e de experimentação.
Pelo contrário, A Estação Espacial Soviética MIR, lançada em 1986, era muito mais sofisticada e espaçosa, incorporando módulos pressurizados - individuais - destinados a finalidades diferentes.
A concepção da Estação Espacial é modular, com seis (6) portas de acoplamento para atracagem de uma Nave de Reabastecimento - até cinco (5) módulos laboratoriais.
O Primeiro Módulo Científico a ser ligado à MIR foi o laboratório de Astrofísica, Kvant - que continha instrumentos de Raios ultravioleta, Raios-X e Raios gama expostos ao vácuo do Espaço.

Liberdade Restrita
A 5 de Janeiro de 1984, o Presidente de então, Ronald Reagan, anunciou o início da mais ambiciosa aventura espacial americana desde as aterragens na Lua. Com um custo de mais de 8 biliões de dólares (os Estados Unidos em franco progresso sócio-económico, bem longe da recessão que mais tarde se implantaria), captando horizontes espaciais nunca vistos, ergueu então uma gigantesca Estação Espacial chamada Freedom (que significa Liberdade). Esta foi montada em órbita em meados da década  de 1990, mais exactamente em 1998. A sua montagem finalizaria no dia 8 de Junho de 2011, tendo um custo total de 150 biliões de dólares.
Desde o anúncio de Reagan, os planos da Estação Espacial foram refeitos várias vezes, reflectindo os sucessivos cortes no orçamento do projecto. Na sua nova forma, a Estação Espacial seria um empreendimento internacional, combinando a concepção original Americana, com elementos da Estação Espacial Russa MIR e módulos laboratoriais construídos pelas Agências Espaciais Europeia e Japonesa. A Estação Espacial Internacional percorre uma órbita com uma inclinação de 52º em relação ao equador, o que faz com que esteja bem colocada para observar a Terra, assim como para efectuar Observações Astronómicas.
Os seus Módulos Laboratoriais foram equipados com 33 «prateleiras de clientes» normalizadas, , de modo a poderem ser efectuadas várias experiências em simultâneo.
As condições de Baixa Gravidade (ou Microgravidade) existentes na órbita terrestre abriram novas perspectivas para a Investigação Científica. Processos fundamentais podem agora ser observados sem a interferência da Gravidade: as Leis do Movimento, por exemplo, podem ser observadas sem os efeitos do atrito. Podem fazer-se misturas de dois componentes em que, o mais denso, não assenta no fundo: isto tem implicações comerciais porque permite assim que os Semicondutores sejam uniformemente «dopados», criando Microprocessadores cada vez mais eficientes.Podem fazer-se crescer Cristais separados a velocidades aceleradas até atingirem um tamanho superior ao que é possível na Terra - o que tem implicações na Investigação Farmacêutica.
Os Astronautas a bordo das Estações Espaciais utilizam muitas vezes os seus próprios corpos como objecto de experiências. Estas podem implicar a Monitorização Fisiológica para avaliar os efeitos prejudiciais de longas estadas no Espaço, tais como a desmineralização dos Ossos e, a progressiva deterioração do Sistema Imunitário. Estes efeitos têm de ser compreendidos e, controlados, se quisermos atingir os objectivos de exploração do Espaço pelo Homem a..mais longo prazo - colonização da Lua e mesmo sob o planeta Marte em Missão sem retorno.

«Vista em Alta Definição da Terra»
Recentemente, a NASA elaborou um Projecto Internautico, ou seja, por vias de exposição através da Internet, em que se pode visualizar o planeta Terra por meio da (ISS) ou (EEI) - International Space Station, o que quer dizer Estação Espacial Internacional.
Há que referir que esta Estação Espacial Internacional é um Laboratório Espacial completamente concluído, cuja montagem em órbita começou em 1998, acabando oficialmente em 8 de Junho de 2011 na projectada Missão STS 135. Regista-se a uma Velocidade em Órbita de: 7,66 km/s e a uma Altura de 400 km e na Velocidade Máxima de 27.600 km/h. A Data de Lançamento reportou-se a 20 de Novembro de 1998. De então para cá, a ISS tem sido uma fonte reveladora para o Homem, no Espaço. Algo de que todos nos devemos orgulhar!
Retornando ao que de início se referiu, há actualmente um projecto cimeiro que fez do cidadão comum o mais expectante observador sobre o seu belo planeta azul: a Terra! Foi feita (a partir de Maio de 2014) uma Transmissão ao Vivo através de quatro (4) câmaras das 720 píxeles instalados na ISS ou EEI, permitindo assim ver o planeta Terra em directo, sendo possível ainda ouvir as comunicações de toda a tripulação. Um feito impressionante e inolvidável, por certo!
O Projecto (brilhante!) chama-se «Vista em Alta Definição da Terra», pelo que está referenciado na própria notícia sobre este projecto da entidade espacial. Sabe-se que, sempre que a Estação Espacial estiver a orbitar na escuridão, não se pode ver ou observar nada - algo que sucede a cada 90 minutos durante 40. A finalidade desta Transmissão consistia em observar qual o comportamento dos equipamentos expostos à radiação no Espaço. Tinha como objectivo da experiência também, avaliar a resistência (ou resiliência como agora se diz) das 4 câmaras de Alta Definição que existem no mercado, no que se traduz por saber (no Futuro), qual usar em eficiência e longevidade. Estas foram mantidas dentro de cápsulas, evitando assim as temperaturas muito baixas no Espaço, sendo contudo sujeitas a elevadas radiações.

Destino: Marte!
O custo dos Maiores Projectos Espaciais tornou-se de tal modo elevado que até os países mais ricos se declinaram a financiá-los sozinhos, daí que, este empreendimento conjunto se tivesse tornado uma realidade. O desenvolvimento da sucessora da Estação Espacial Russa MIR, envolta em problemas financeiros - o mesmo acontecendo com a Estação Espacial Freedom, da NASA - veio assim complementar e, incentivar, a que esta Estação Espacial Internacional se consolidasse.
Reunindo os melhores elementos dos dois projectos - em empreendimento conjunto - o êxito estava garantido à partida. Para além de, efectivamente, se contar com todos os outros: Europeus e Japoneses.
Relativamente a um possível destino a Marte - no que hoje tanto se fala de projectos privados da Space X no projecto Mars One - é possível de facto efectuar-se uma viagem tripulada a Marte, utilizando a tecnologia existente. Todavia, a distância entre Marte e a Terra (55 milhões de quilómetros na maior aproximação) e as Leis da Mecânica Orbital tornam essa Missão altamente problemática: a mais curta viagem de regresso - chamada Missão de Tipo Oposição - demoraria 519 dias, com uma estada em Marte de 20 dias.
Uma Missão de tipo Conjunção demoraria 693 dias, contando com 60 dias de estada em Marte. A Missão Vénus «Relançamento», que utiliza a ajuda da Gravidade de Vénus na viagem de ida, demoraria 1009 dias ( a mais extensa de todas), com uma estada de 530 dias. Em todos os casos, a Missão imporia uma considerável pressão fisiológica e, psicológica, aos empenhados Astronautas. Não obstante a sua extraordinária capacidade para tal, ser-lhes-ia muito difícil (a nível emocional e sensorial) suportar essa viagem de ida e volta, presume-se.
Há, como se sabe, um recente projecto designado por Mars One, impulsionado por um engenheiro holandês de seu nome, Bas Lansdorp que, para além de todas as coisas, se afirma o pioneiro na elaboração fantástica de uma Colónia Humana instalada em Marte! A Ideia-base do projecto (que inicialmente se coloca de imaginária ou louca) teve uma aceitação pública estratosférica, ou seja, teve argumentação, patrocínios e mesmo geradores de maiores consciências sobre uma hipotética colonização exo-planetária. Projecto este que se estipula para meados de...2025!
Este projecto em Missão Tripulada a Marte (constantemente adiada pelas Agências Espaciais), determina-se como um portento viável em organização, sistemas de manutenção, produção da atmosfera, electricidade, reciclagem de água em logística no solo marciano de módulos diversos para a sustentação e continuidade de sobrevivência humanas. Em habitáculos capsulares - ou módulos de suporte-vida - esta organização quer assim permitir e, conseguir, instaurar a primeira colónia num planeta que não o seu. Se o alcançarão...é algo que ainda não se sabe.
Para já, numa fase inicial de 6 biliões de dólares, o projecto teima em avançar. É um projecto financiado por privados através de diversas doações a nível global, exploração de direitos intelectuais sobre eventos tecnológicos desenvolvidos, segundo afirma o seu precursor Bas Lansdorp, entre outros patrocínios igualmente fabulosos.
Mars One tem rejeitado desde o seu início a aceitar verbas governamentais, aludindo a que se deve manter no direito à total identidade e incisiva finalidade a que se propôs, sem vínculos especiais, evitando assim as barreiras da burocracia ou de uma submissão a esses patrocínios.
Existem vários patrocinadores de entre eles Gerardus `t Hooft (Prémio Nobel da Física 1999) ou a púbere mas mui simpática Alyssa Carson, possuindo um respeitável leque de conselheiros nesta causa espacial (de entre eles Robert Zubrin, presidente da Mars Society e autor do livro «The Case for Mars»). Entretanto, Gerardus `t Hooft enfatizaria esta mesma causa, exclamando em jeito conclusivo e, assertivo, o que lhe ia na alma:
"Este projecto parece-me ser a única maneira de realizar os sonhos de expansão da Humanidade no Espaço. Soa como uma experiência incrivelmente fascinante!"

Esperando que `t Hooft tenha razão, assim se cumpra tudo (mesmo para além de uma irracionalidade que mesmo assim não deixa de ser impeditiva ou maior de um não-regresso...), no que todos os intervenientes da Mars One perspectivam no futuro. Haver colonização auspicia-se bom ou de certa forma positivo para a continuação da Humanidade, já o seu não-retorno à Terra, uma convenção demasiadamente alta para se ver cumprir, a não ser que o altruísmo, a ambição ou a sapiência-mor de dar o corpo às balas ( em terreno hostil como o de Marte), seja uma condição menor. Para tudo, existe um ponto de partida mas por certo também...um ponto de chegada, que não se sabe muito bem (ainda) se haverá para a Humanidade; seja em solo e céus de Marte seja no de outro qualquer longínquo planeta neste imenso Cosmos que nos rege. Mas...como diz o poeta: o infante Deus quer, o Homem sonha e...a Obra nasce! Penso que Fernando Pessoa estava certo! Ainda que, o que Deus quer e o Homem sonhe, veja feita nascer a sua Obra mas...num outro qualquer espaço estelar que não na Terra! E assim possa ser...um dia. A Humanidade merece-o!

quinta-feira, 5 de março de 2015

A Era Espacial IV (O Fato Espacial)



 
Astronauta em Exercício-teste na Actualidade

Escultura na Pedra representando um Astronauta Ancestral (Teoria dos Deuses-Astronautas)

"Chegará a hora de, a Ciência, a Religião e a Filosofia transcendental darem as mãos, dialogarem, unirem esforços e encontrarem a Verdade Unificadora, na compreensão do Universo, do Homem e dos seus reais propósitos na Terra!"
                                                                        - Físico e Filósofo Britânico Stephen Hawking -

Poder-se-à contrapor ou mesmo contrariar o que vaticinou Stephen Hawking na sua homilia de homem da Ciência, para além de todas as coisas? Haverá algum traço mais exponencial, do que este refere em analogia mundial de uma outra Filosofia (na vida), que trará ao Homem essa outra vertente em caminho a seguir? Aventará algum dia o ser humano, uma outra forma de ascender aos céus, sem necessitar de camuflagem artificial de elaborados Fatos Espaciais? Estaremos numa corrente contra o tempo (e espaço) na mimetização constante do que outrora existiu em semelhante realidade?

Um «Passeio» longe da Terra
(De que modo um Fato Espacial proporciona protecção vital a um Astronauta...)
Entre as imagens dos princípios da exploração espacial que mais ficaram na memória conta-se a de um homem a andar na Lua. À medida que a exploração do Espaço foi aumentando, também a importância dos passeios no Espaço - ou actividade extraveicular (EVA) - foi crescendo.
Os Astronautas têm muitas vezes de deixar a sua Nave para efectuarem reparações e realizarem experiências ou para desenvolverem novas técnicas - como as necessárias à construção da Estação Espacial Internacional em finais dos anos 90.
Longe da segurança da Nave, os Astronautas dependem dos Fatos Espaciais para os protegerem do ambiente hostil do Espaço.

A Outra Atmosfera
Para lá da Atmosfera do nosso planeta, com uma espessura de 100 km, não existe ar para respirar e, sem a pressão exercida pela atmosfera, o sangue ferve nas veias e artérias humanas - tornando-se deste modo completamente impossível a vida humana sem esta exímia protecção espacial.
A Atmosfera filtra quase toda a radiação prejudicial emitida pelo Sol, dispensando o seu calor. No Espaço, o corpo humano recebe toda a intensidade do espectro da radiação solar. Esta contém níveis elevados de Raios ultravioleta, de Raios-X e de Raios gama, que podem queimar a pele, provocando consequentemente Cancro da Pele e mesmo Cegueira!
O lado de um corpo exposto ao Sol aquece até mais de 100ºC, enquanto o que fica à sombra não recebe calor e, sem insolação, irradia o seu próprio calor para o espaço e...congela!
O impacto de Micrometeoritos é outro enorme risco para os Astronautas. Muitos milhões de Partículas Minúsculas - na sua maioria, menores do que um grão de areia - vagueiam em torno do planeta a velocidades que podem atingir os 18.000 km/h. Alguns são sobra da formação do Sistema Solar, há 4,5 biliões de anos, mas muitos são feitos pelo Homem - «relíquias» de explosões de Satélites ou...de Foguetões.
Os Fatos Espaciais utilizados nas EVA têm assim de proteger os Astronautas dos Micrometeoritos e da radiação, manter a temperatura dentro de limites toleráveis e, proporcionar uma atmosfera respirável - permitindo simultaneamente a um Astronauta a mobilidade necessária para realizar operações muito delicadas.
Os primeiros Fatos Espaciais não eram concebidos para a EVA, servindo de apoio em caso de despressurização da cabina. Quando cheios de ar, tornanavam-se rígidos como um balão: qualquer movimento do Astronauta reduzia o volume do fato, o que tornava qualquer outro movimento ainda mais difícil. O Fato Espacial do Vaivém, ou Unidade de Mobilidade Extraveicular (EMU), foi o primeiro Fato Espacial concebido para a EVA.

Protecção em Camadas
O Fato do Vaivém não é (ou não era, pois entretanto houve mais avanços nesta área) uma peça única, mas sim 3 peças de vestuário separadas. Junto à pele, fica um revestimento macio de chiffon de nylon, coberto por 90 metros de tubagem fina. A água bombeada através dela pode ser aquecida ou arrefecida pela Mochila Espacial do fato, para assim controlar a temperatura.
Por fora desta tubagem, um Fato Pressurizado - feito de nylon revestido de poliuretano - isola o fato do vácuo do Espaço. As 6 camadas exteriores do fato formam então o revestimento térmico micrometeorítico.
A primeira camada de nylon - revestido de neopreno - evita assim a penetração dos Micrometeoritos. As 4 camadas seguintes são aluminizadas, formando uma barreira contra o fortíssimo calor do Sol! A sexta camada (6º), é de um compósito resistente, à prova de rasgão e de fogo.

Voo a Solo
Um Veículo Espacial de uma pessoa, chamado Unidade Tripulada de manobras (MMU), permite ao Astronauta voar livremente no Espaço sem qualquer ligação ao Vaivém. Esta Unidade é propulsionada por 24 Propulsores de Azoto dispostos em grupos de 3 em cada um dos 8 canais da Unidade. O Azoto é mantido então a alta pressão em 2 Reservatórios de Alumínio com um forte revestimento. Quando o Astronauta manuseia os controlos das extremidades dos dois braços laterais, o gás vai alimentar um (ou mais) dos propulsores. O Gás que sai numa direcção propulsiona a Unidade lentamente...na direcção oposta.
O Controlo do lado direito faz rodar a Unidade, enquanto o do lado esquerdo regula a velocidade: com a prática, o Astronauta pode efectuar manobras complicadas.
Um Controlador Automático de voo pode manter assim a Unidade numa determinada posição, libertando desse modo as mãos do Astronauta para outro tipo de trabalho.

Fato Rígido
O «Fato Rígido» - protótipo da NASA AX5 - foi concebido para suportar as exigências das mais longas e frequentes Eva que se revelaram necessárias nas décadas seguintes.
Com um corpo inteiramente metálico - e construído segundo técnicas de fabrico de Aviões - é muito mais durável do que o Fato do Vaivém.
O AX5 pode assim ser utilizado durante um ano, antes de regressar à Terra para manutenção. O volume do fato é fixo, sendo que, por essa razão, pode ser pressurizado à mesma pressão que a cabina.

A Anatomia do Fato Espacial
O Fato do Vaivém  fica permanentemente ligado a uma Mochila espacial, como já se referiu. contendo assim o seu equipamento de sobrevivência. 2 Reservatórios contêm 0,5 kg de oxigénio líquido - o suficiente para uma EVA de 7 horas: o oxigénio é então colocado no Fato e pressurizado a 0,3 atmosferas - um terço da pressão da cabina.
A Pressão mais baixa ajuda a manter o Fato flexível, mas tal significa que, os Astronautas têm de pré-respirar o oxigénio a baixa-pressão antes da EVA, para assim evitarem o Aeroembolismo - um estado muito doloroso e deveras perigoso!
A Mochila Espacial também contém água para aprovisionar o Fato de Arrefecimento Interior. Um Módulo de Controlo montado no peito permite ao Astronauta regular o fornecimento de água e de oxigénio, assim como um computador incluído que controla qualquer falha existente da Mochila Espacial.
O Capacete, tal como o Fato, é um conjunto de múltiplas camadas. Um Capacete de Plástico Transparente Pressurizado está coberto por um visor que protege desta forma das súbitas alterações da temperatura e do impacto de...Micrometeoritos. Por cima deste, um Visor revestido a Ouro, reduz o encandeamento devido ao Sol. O Capacete e as Luvas - que têm as pontas dos dedos em borracha de silicone para permitir um sentido de tacto limitado - estão ligados ao fato por ligações estanques.

Problemas com os Fatos Espaciais?
Poder-se-ia conotar com excentricidade espacial, toda esta envolvente de elementos que compõem estes inacreditáveis Fatos Espaciais, se não fosse a obrigatoriedade (e irrefutável condição anatómica) em si concebida, pelo que se conhece de um Espaço inóspito para o ser humano.
Por vezes, o inevitável acontece. Rupturas, falhas e alterações. Possivelmente o que terá sucedido neste caso que de seguida se reporta:
Um Astronauta norte-americano - Terry Virts - detectou a formação de água no interior do capacete, após uma Missão de 6 horas no Espaço, fazendo aumentar as preocupações da NASA sobre os Fatos Espaciais. Ambos o detectaram, efectivamente, ele, Terry Virts e Barry Wilmore, um outro seu colega em igual cumprimento daquela exaustiva Missão de longas 6 horas no Espaço, comprovando desse modo a falha ocorrida.
«A água no interior do capacete do Astronauta Terry Virts, parecia uma espécie de lago na parte da frente do capacete!» - Exclamou à Agência Noticiosa AFP, a Astronauta Samantha Cristoforetti da ESA (Agência Espacial Europeia), que no momento se encontra na Missão de Controlo em Houston, no Texas (EUA). Cristoforetti admitiu que Virts não estava em situação de perigo iminente, apesar do aumento do nível de água ter aumentado desde o momento em que se apercebeu da situação.
A NASA aferiu - na semana anterior a esta ocorrência - que os especialistas estão muito preocupados com os problemas recorrentes relacionados com os Fatos Espaciais, que formam água através da condensação - o que pode causar imensos problemas no Sistema de Controlo de Temperatura do equipamento. Esta notícia tem a data de 25 de Fevereiro de 2015.

Desejando que tudo ocorra de modo célere e eficaz - tanto na reparação da falha como na sua manutenção pelos Astronautas - em que se vêem agora envolvidos os Fatos Espaciais da NASA - no que se percepciona de uma preocupação latente nestes homens do Espaço. Há que haver mais investigação e reestruturação se possível, destes mesmos Fatos Espaciais, pelo que se insta de uma continuação de trabalhos e esforços dos Astronautas e todos os cientistas aí imbuídos na causa maior de telecomunicações e conhecimentos no Cosmos.
Havendo a maximização de tudo quanto nos rodeia em poder energético e genésico, supõe-se, talvez tenhamos de aprender com os antigos, com os ancestrais, com os que já souberam e conheceram uma outra realidade na Terra. Os petróglifos e registos na pedra são disso testemunho. Existem por todo o lado, sendo que não se poderá ser nem autista nem invisual para tal se não detectar. E se, sendo estes (os Astronautas-Antigos ou «Deuses-Astronautas») os nossos mesmos «eus» em perfil cinegético tridimensional ou hipoteticamente nós, seres humanos provindos de um outro futuro, algo nos poderá de facto ensinar o que tem corrido mal ou...o muito que ainda temos de aprender para tal erradicar de nós em erros, dúvidas, falhas - e fracassos mesmo - neste mundo espacial contemporâneo em que vivemos. Apenas isso. A Humanidade merece-o!
Como diria Carl Sagan: «Ainda há muito por fazer. Ainda é tempo de agir!»

quarta-feira, 4 de março de 2015

A Estelar Nuvem


Fotografia da autoria de Nuno Serrão, tirada na Madeira e já distinguida pela NASA

«Donde vem esta doce esperança, este desejo profundo,
  Este anseio pela imortalidade?
  Donde vem este medo secreto, este horror íntimo, De cair do nada?
  porque se retrai a alma, E estremece diante da destruição?
  É a divindade que se agita em nós; é o Céu que aponta o futuro
  E anuncia a eternidade ao Homem.
  ETERNIDADE! Pensamento doce e horrível!»

                                                                             Addison, citado por Blavatsky (s.d., p. 267)

Haverá a bonomia dos tempos, a submissão da alma ou, em tão conturbados tempos, quem não admire e glorifique quem olha o Céu e se vislumbra com este? Haverá a quimera ou doce ilusão de não se acreditar que os deuses nos olham, nos visitam e nos glorificam igualmente com as suas muitas visitas, ainda que camuflados de Nuvem insuflada em estelar condição em beleza e, movimento? Existirá uma outra verdade que não seja...a de estarmos perante a glória dos céus, ante uma visão fotográfica tão nobre quanto omnipresente? E...omnipotente???

Esta foto, da autoria e beneplácito do português Nuno Serrão - Artista Plástico e promotor Cultural, oriundo da Ilha da Madeira (Portugal) - está a ser devidamente obsequiado (e premiado pela NASA), devido a esta excelente fotografia que se destacaria de imediato no sitio da Internet da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA).
A foto, é ainda destacada no Astronomy Picture of the Day (APOD) em apod.nasa.gov/apod/astropix.html

Esta maravilhosa Nuvem está a ser alvo de muito interesse e por certo pesquisa, sob os auspícios da National Aeronautics and Space Administration (NASA) pelo que, se reflecte de uma Nuvem Lenticular que emergiu e se fez observar no Céu, no belo e límpido dia 21 de Fevereiro deste mesmo ano (2015), revelando em toda a linha a sua majestática performance em que se distingue a Lua, Vénus e Marte. Um portento mágico em preciosa jóia estelar...sob a observação miraculosa também, de uma hipotética Nuvem Estelar que se nos presenteou em céus portugueses.
Parabéns a Nuno Serrão que pronta e eficazmente a captou em sua objectiva, referindo ainda o que, em autêntico deslumbre e, ênfase, terá exclamado ao mundo jornalístico sobre este consignado e merecido prémio da NASA:
"You`ve made my day! E...o «Eu» adulto também agradece!"

Agora cabe à NASA desvendar tão misteriosa Nuvem que se fez passear pelos belos céus da Ilha da Madeira, se esta será tão só e «apenas» uma bela e exótica Nuvem ou...uma Nave estelar que, como já todos sabemos, se faz camuflar e, esconder (supostamente), aos olhos do ser humano - não o conseguindo de todo, como é o caso...ou parece ser. Seja como for, é sem dúvida alguma uma bela foto, que ficará para a posteridade, caso Nuno Serrão seja ainda uma outra vez brindado nos céus por estas ou outras similares nuvens que se deixam «apanhar» em singela condição de nos dizerem, aos humanos, que nos vigiam, que nos protegem; no fundo, que nos tutelam o sono e o sonho dos dias e das noites mais estremecidas nas almas de todos nós. Muitos parabéns Nuno, por esta...Estelar Nuvem! E que se repita então tal feito; pelos céus da Madeira ou...pelos de outra qualquer parte do globo em anunciação cósmica de um Universo que é de todos nós...acredito! Parabéns Nuno Serrão!

A Era Espacial III (Manobras em Órbita)


Satélite Solar Max - Reparação «in situ» por Astronauta no Espaço

Que diriam os nossos antepassados recentes de avós e bisavós, deparando-se com esta exímia tecnologia espacial que faz dos Astronautas perfeitos «mecânicos» em suspensão no Cosmos? Poder-se-à negar todos estes avanços numa luta imparável contra o espaço e o tempo, sobre tudo aquilo que dantes consignado Magia é hoje pura tecnologia de ponta? Como se processa então toda esta dinâmica espacial, interagida pela mão do Homem (e talvez ) a de um outro Deus gravitacional que tudo vê, que tudo absorve e considera em si, como um outro passo - presumivelmente de gigante - da Humanidade sobre o Universo? E quem nos deu esse «empurrão» estelar em conhecimentos até aqui opacos e sem vislumbre, na reposição de tudo o que o Homem deveria ascender em eloquência espacial???

Manobras em Órbita
(Como se põe o Vaivém Espacial a trabalhar...)
A 10 de Abril de 1984, o Vaivém Espacial Challenger colocou-se ao lado do Satélite Solar Max, avariado e, numa órbita a 463 km acima da Terra.
O braço estendido do Robô do Vaivém, com 15 metros, agarrou o Satélite e puxou-o para dentro do gigantesco compartimento de carga do Avião Espacial.
Após ter sido reparado por Astronautas vestidos com fatos espaciais, o Solar Max voltou a ser colocado em órbita. A realização de reparações «in situ» em Satélites muito caros é, apenas, uma das muitas capacidades do Vaivém! Também é utilizado como veículo de Lançamento e, ainda, para experiências científicas - que na década final de 90 - desempenhou um papel importante na construção da Estação Espacial Internacional.

A Chave do Sucesso
A chave do sucesso do Vaivém Espacial é a sua grande flexibilidade. O compartimento de carga do Avião Espacial tem 18 metros de comprimento e 4,5 metros de largura - o suficiente para engolir um autocarro - o que lhe permite transportar várias cargas úteis da carácter comercial, científico e militar.
O Vaivém também transporta até 7 Astronautas - 4 membros da tripulação e 3 cientistas - que podem realizar muitas tarefas diferentes numa única Missão, tirando assim o maior partido possível do precioso tempo passado em órbita.

Um «Ferry» para o Espaço...
O principal objectivo de uma Missão do Vaivém, é muitas vezes colocar em órbita uma Sonda Espacial ou um Satélite.
Durante o Lançamento do Vaivém, a preciosa carga (um satélite de telecomunicações pode valer 500 milhões de dólares e o telescópio espacial Hubble custou mais de 1,5 biliões de dólares) é acondicionada em segurança - em compartimentos de apoio.
Uma vez em órbita, as portas do compartimento de carga do Vaivém abrem-se e a carga é protegida da radiação solar por protectores térmicos em forma de «concha».
O Vaivém coloca-se então em posição, utilizando os foguetes do seu sistema de controlo de reacção, e a carga é ejectada do compartimento de carga por meio de molas ou levantada por um braço robotizado.
Dado que o Vaivém foi concebido para atingir uma órbita terrestre próxima (480 km de altitude), as cargas úteis destinadas a órbitas geostacionárias (35.800 km) - ou superiores - transportam foguetes adicionais que são accionados após o Satélite se ter separado do Vaivém.

Estação Espacial Provisória
Na ausência de uma Estação Espacial Americana permanente, o Vaivém passou a desempenhar o papel de laboratório orbital.
Na sua cabina de dois andares pode levar-se a cabo a investigação em Ciências do Espaço em pequena escala.  As experiências de maior dimensão são realizadas a bordo do «Spacelab» - um Laboratório Espacial Europeu construído para o efeito e que, se encontra no compartimento de carga do Vaivém.
O Vaivém também pode lançar uma plataforma experimental em voo livre, chamada Unidade de Exposição de Longa Duração. Esta pode levar a cabo numerosas experiências em órbita durante mais de um ano - antes mesmo de ser recuperada por outra Missão do Vaivém.
Durante as operações em órbita, o Vaivém permanece em contacto com a Terra, através de um conjunto de 5 Satélites de Telecomunicações - conhecido por Sistema «Tracking and Data Relay Satellite» (Satélites de Vigilância e Retransmissão de Dados).
A partir de um ponto da órbita geostacionária, estes satélites transmitem os sinais de comando e dados do Vaivém para o terminal de White Sands, no Novo México, nos EUA - e vice-versa em feliz reciprocidade.

Convéns de Voo
A tripulação e os passageiros do Vaivém ocupam uma cabina situada na parte da frente da Nave Orbital. Esta cabina tem dois níveis: um convéns de voo, a partir da qual a Nave e a carga são controladas, e um convéns intermédio - onde a tripulação vive e descansa.
Os painéis de controlo na frente do convéns de voo contêm os sistemas de voo da Nave, controlados pelo Comandante , e pelo piloto. O resto do convéns de voo alberga os sistemas para...Manobras em Órbita. Os controladores de manipulação da carga útil encontram-se na parte de trás do convéns, tal como os sistemas que colocam a Nave em posição para a recuperação de Satélites.

Lançamento de Satélites
O Vaivém não é capaz de colocar directamente satélites numa órbita geostacionária. Para atingir esta órbita mais alta, a carga útil está ela própria equipada com um sistema de propulsão como o estágio superior de navegação giroscópica (IUS). Este compreende 2 foguetes de combustível sólido, separados por um estágio intermédio. Ao atingir uma órbita terrestre baixa, o sistema IUS/Satélite é levantado do compartimento de carga segundo um ângulo de 58º. Todo este conjunto é ejectado por molas a aproximadamente 0,1 m/s. Uma hora mais tarde, depois de o Vaivém se ter afastado até uma distância segura, o motor do primeiro estágio é ligado e...o Satélite afasta-se da Terra! Seis horas depois, quando chega à distância geostacionária, o motor do segundo estágio é accionado para tornar a órbita do satélite circular.

Reparações por Robô
O Vaivém pode ser utilizado para fazer a manutenção de Satélites em Órbita ou até...para voltar a trazê-los para a Terra para serem reparados!
As operações no exterior do Vaivém podem assim ser realizadas por Astronautas vestidos com fatos Espaciais ou por controlo remoto, utilizando então um braço articulado de 15 metros de comprimento. Este Sistema de Manipulação Remota (RMS) é utilizado para puxar satélites para o Vaivém. Um local de acoplamento normalizado - ou gancho - que existe em todas as cargas úteis lançadas pelo Vaivém, é agarrado por um mecanismo de captura, situado no interior da «mão» do braço. Quando o gancho se encontra dentro da mão, um triângulo de 3 cabos fecha-se, prendendo o gancho da carga. Também se utiliza o RMS para içar Satélites muito grandes - como o Telescópio Espacial Hubble, do compartimento de carga na altura do lançamento.

Vaivém e Laboratório Espacial
O Laboratório Espacial é um laboratório modular que permanece no compartimento de carga do Vaivém durante uma Missão.
Não tem fonte de energia própria e conta com o Avião Espacial para lhe fornecer calor e luz. Podem então realizar-se experiências no vácuo do espaço - em Plataformas - ou em módulos pressurizados, que proporcionam assim um confortável ambiente de trabalho até ao limite de três cientistas.
Diferentes combinações de Módulos e Plataformas permitem a realização de várias experiências científicas.
O Módulo Pressurizado Cilíndrico é constituído por um segmento «nuclear», que contém o equipamento de suporte de vida e de processamento de dados e ainda algum espaço de trabalho. Pode adicionar-se um segundo segmento pressurizado, caso seja necessário mais espaço para essas ou outras experiências a realizar.
Os Cientistas vestidos com roupa normal passam do convéns intermédio do Avião Espacial para o Módulo Pressurizado através de uma escotilha em forma de túnel.
Entre as experiências de Física realizadas nos módulos, inclui-se o crescimento de Cristais em condições de...«microgravidade», sob as quais estes permanecem perfeitos!
O Laboratório Espacial também foi utilizado para estudar os efeitos da ausência de peso nos seres vivos. Sendo que - muitas vezes - os próprios Astronautas são o objecto dessas mesmas experiências, embora também se levem por vezes animais e plantas para o Espaço.
As Plataformas têm a forma em U para assim suportarem e, protegerem o equipamento, normalmente instrumentos astronómicos e/ou instrumentos  de detecção remota da Terra!
O Sistema de Apontagem de Instrumentos montado nas Plataformas permite dessa forma a orientação precisa dos instrumentos em relação ao Vaivém.

É de facto fascinante toda esta exo-dinâmica em plataformas suspensas no Espaço, tais como Jardins da Babilónia de outrora. O Homem quer mais, precisa de mais, para assim poder comunicar para a Terra e desta para fora em vias únicas de uma sua identificação cósmica.
São múltiplos os Satélites que hoje vagueiam por esse Espaço, sondando, pesquisando e mesmo recolhendo dados científicos sobre o planeta Terra e tantos outros do Sistema Solar. É quase inimaginável o portento espacial que nas últimas décadas se reportou em avanço exponencial do que até aí se aludia. É reconfortante saber de que, além a inteligência e descobertas humanas, o Homem se pode autenticar, mesmo que para isso precise também de alguma «ajuda» estelar.
Será assim tão escuso ou inviável que tal não possa ser admitido ou ter de facto sucedido? A não ter havido uma interferência de outros seres, outras inteligências, qual a razão - ou o que motivou em potencialidade e mesmo genialidade - esse click, ou essa indiciação espacial? Terá sido Roswell a impulsionar o dito Programa Espacial Americano ou estamos perante apenas só mais uma teoria da conspiração em potência e, ingerência, dos seres estelares sobre nós??? O que terá levado a que todos estes homens da investigação espacial - na sua multiplicidade de cientistas em seus diversos sectores e áreas distintas - a debaterem-se por uma via mais directa, não só do empenho «in situ» em reparação dos seus instrumentos e satélites com falhas mas, também...de já se arcar com a possibilidade de hipotéticas viagens interestelares no Espaço...? O que leva a que muitos cientistas e especialistas na matéria, a referirem já os tais «Buracos de Verme» (Wormholes) nas sequenciais aberturas no Espaço até a uma época indefinida de um passado já extinto (ou um outro que não conhecemos...) ou em futuro igualmente incerto sem viagem de retorno, sem retorno para algo que não seja uma outra realidade nunca vista ou observada pelo Homem...? Para além da Teoria dos Universos Paralelos onde todos somos uma espécie de clones ou vegetativas criaturas de outras dimensões em multiplicidade também, pelo que já se fala de múltiplos Universos...
Numa pesquisa mais intensa aflui-se de que, a Matéria sobre a Antimatéria se podem efectivamente destruir, assim como uma forma mais terrena de nos dizer, a nós, humanos, de que mesmo possuindo toda a sapiência, a originalidade e mesmo a criteriosa ambição de nos deixarmos iludir ou apaixonar por essa aventura no Espaço, tenhamos igualmente que nos patentear em mais esforços mas sempre com a consciência sã de que não somos deuses; somos homens e mulheres com o desejo de aprender...só isso! E na qual, a destruição sobre nós mesmos não poder ser uma vertente considerável, antes uma enormidade inexequível em nós e sobre nós. Ou deixaremos de continuar como Humanidade que ainda somos...

terça-feira, 3 de março de 2015

La tragedia del Challenger/Challenger's tragedy

A Era Espacial II (O Lançamento)


Nave Espacial Challenger no acto do Lançamento  (NASA)


Desastre do Vaivém Espacial Challenger - 28 de Janeiro de 1986 (73 segundos após o Lançamento)

Terá havido negligência ou «somente» uma preconizada aferição de insucesso - ou letal fracasso - nesta malograda missão do Challenger? Não se podendo regredir pelos êxitos de tantas outras missões em voos regulares, a NASA terá estabelecido outras regras, outros convénios a cumprir, que não ditasse mais «baixas», ou mesmo mortes infundadas de astronautas preparados para tal? Falando-se já de viagens comerciais ao Espaço, estaremos na iminência extraordinária de uns quantos privilegiados terem o livre acesso às estrelas? Ser-nos-à permitido tal? E...com que fim???

O Avião Espacial
(Como é lançado para o Espaço o Vaivém Espacial da NASA)
O voo inaugural do Vaivém Espacial da NASA - Columbia - a 9 de Abril de 1981, marcou o início de uma Nova Era Espacial!
Com uma dimensão semelhante a um pequeno avião de passageiros, o Vaivém leva para a órbita 13 vezes mais carga do que um Foguetão Delta convencional, com um custo de «apenas» uma vez e meia superior. O Avião Espacial é lançado para a órbita pela propulsão combinada de Foguetões a combustível líquido e, a combustível sólido, colocado assim em posição por mais 2 sistemas de Foguetões. Depois de terminar a sua Missão, desliza de novo para uma pista de aterragem, podendo ser preparado para um novo lançamento em 100 dias de trabalho.

Programa Espacial Americano
Durante todo o seu desenvolvimento, em finais da década de 1960 e na de 1970, o Vaivém foi considerado como uma componente vital do ambicioso Programa Espacial Americano.
Planearam-se então voos regulares de ida e volta do Vaivém, em que o Avião Espacial transportaria pessoal e materiais para estações espaciais permanentes - elas próprias pontos de paragem para a exploração do Sistema Solar.
Embora os cortes orçamentais e os problemas técnicos tenham cortado as asas a este ambicioso empreendimento, o Vaivém sobreviveu, se bem que numa forma bem mais modesta. Actualmente é utilizado sobretudo para lançar cargas importantes do ponto de vista nacional ou científico.
Foram construídas 6 Naves Espaciais orbitais: o protótipo Enterprise, o Columbia, o Discovery, o Atlantis, o malogrado Challenger e o seu substituto, o Endeavor. Num futuro previsível muitas mais missões serão levadas a cabo, no que, na actualidade, se resume pela efectuação de um total de 6-8 voos por ano aproximadamente.
Orion - Esta missão da NASA teve o seu lançamento-teste efectuado no Centro Espacial Kennedy. Aventou-se então a possibilidade de se concretizar um voo não tripulado, o que efectivamente veio a suceder depois no Lançamento no Cabo Canaveral (Florida, EUA), a 5 de Dezembro de 2014. O veículo de lançamento consigna a designação de Delta IV Heavy, na proeminente Missão da exploração do Espaço profundo.

Fila de Espera para a...Plataforma de Lançamento
O Vaivém pode ser lançado de qualquer de 2 locais - conforme o tipo de Missão. Os Lançamentos feitos de Cabo Canaveral, na Florida, dirigem-se para leste sobre o Atlântico, captando mais energia da rotação da Terra, entrando em órbita por cima do equador.
Esta trajectória é utilizada para lançar Satélites de comunicação, assim como Sondas Espaciais. Como alternativa, o Vaivém pode lançar-se para sudoeste a partir da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, entrando numa órbita polar onde leva a cabo Missões de Monitorização Ambiental ou...Lançamentos de Satélites de detecção remota.

Contagem Decrescente
Os motores principais do Vaivém Espacial - 3 sofisticados foguetes de combustível líquido situados na parte posterior da Nave Espacial Orbital - são activados 3,8 segundos...antes do Lançamento.
O primeiro estágio do foguete de combustível sólido é activado quase em simultâneo e, a velocidade dos motores principais, é então reduzida para manter a aceleração abaixo de uns confortáveis 3 g.
Cinquenta segundos (50 s.) após o Lançamento, o Vaivém transpõe a barreira do som. Em dois minutos (2 m.) atinge uma velocidade de Mach 4,5 e, uma altitude de 45 quilómetros.
Nesta altura, o primeiro estágio é separado, com o combustível esgotado - e cai de novo para o mar. Após a queda, os invólucros dos motores podem então ser recuperados e, reutilizados.
Os motores principais aumentam de velocidade, levando o Vaivém até Mach 15 e 130 km - antes de estes iniciarem um mergulho de 10 km - no fim do qual os motores principais são desligados e o tanque exterior ejectado.
O Sistema Orbital de Manobras (OMS) - um conjunto de foguetes alimentados por combustível transportado na própria Nave Orbital - é então activado, colocando o Vaivém numa órbita elíptica baixa. Meia órbita mais tarde - 45 minutos após o Lançamento - os motores do OMS disparam de novo e elevam o Vaivém até uma órbita circular normal - a 400 km de altitude - onde efectua uma volta em torno da Terra de 92 em 92 minutos.

Descida Controlada
Os voos dos Vaivéns duram 7 dias, período após o qual a Nave Espacial Orbital entra na fase de descida. Os 44 pequenos foguetes do Sistema de Controlo de Reacção (RCS) disparam, fazendo a Nave Orbital rodar 180º no Espaço, de modo a passar a deslocar-se de cauda para a frente a 27.000 km/h. Os motores do OMS são então activados, travando o Vaivém, que começa de a descer. Este dá de novo uma volta e o seu nariz é levantado, de modo a expor os mosaicos altamente isolantes, situados na parte de baixo.
A uma altitude de cerca de 122 quilómetros (122 km), o atrito da atmosfera superior da Terra começa então a gerar uma grande quantidade de calor, sendo que, a temperatura no exterior do Vaivém, pode chegar a atingir mais de 1500ºC!
O ar que circunda a Nave Espacial é esvaziado de electrões, criando assim uma zona de ionização que impede a comunicação por rádio durante aproximadamente 12 minutos. À medida que a atmosfera se vai tornando mais densa, o comportamento do Vaivém passa de uma Nave Espacial para o de um avião e, as superfícies dos seus planos de sustentação, são utilizadas para controlar a descida.
A Aproximação e a Aterragem são semelhantes às de um simples avião convencional. O Vaivém desce então em voo planado até aterrar a 340 km/h e o seu sistema de travagem pode ser auxiliado pela abertura de um pára-quedas de travagem existente na cauda.

Manobras Espaciais
A propulsão necessária para entrar em órbita e sair dela é fornecida por dois motores do Sistema Orbital de Manobras (OMS) instalado em «nacelas» - situadas na parte de trás da Nave. O hélio obriga o combustível e o oxidante a saírem dos respectivos reservatórios e, a entrar nos motores do sistema, onde se misturam e inflamam.
Uma vez em órbita, o Sistema de Controlo de Reacção (RCS) - 44 pequenos motores de foguete agrupados em três conjuntos, um em cada um das nacelas do OMS e um no nariz da Nave - efectua delicados ajustamentos na trajectória do Vaivém. Os motores do RCS utilizam assim os mesmos combustíveis que o OMS.

Conseguir o Arrefecimento
O Vaivém está coberto de milhares de mosaicos, como já se referiu, para isolamento contra o calor na protecção eficaz desse outro enorme calor da reentrada.
As suas partes mais vulneráveis - os bordos de ataque das asas e o cone do nariz - estão revestidas de um composto de carbono que suporta temperaturas até 1650ºC.
A parte inferior da Nave - onde a temperatura atinge os 1275ºC - está coberta de mosaicos à base de sílica, enquanto as superfícies (superior e média), estão revestidas de mosaicos mais leves que aguentam temperaturas até 650ºC. Parte do lado de cima, onde não se excede os 370ºC, está coberta de feltro resistente ao calor.

Desastre do Vaivém Espacial Challenger
A trágica explosão do Vaivém Espacial Challenger ocorreu apenas a 73 segundos depois do Lançamento - naquele fatídico dia (para a NASA e para o resto do mundo) de 28 de Janeiro de 1986.
A tragédia - ao que se operou após intensa averiguação - causada pelo rompimento de um anel de vedação no tanque externo combustível sólido da Nave, causando de imediato um incêndio seguido de explosão, foi desta forma o primeiro acidente fatal - em voo - de uma missão tripulada do Programa Espacial Norte-Americano.
A Missão STS - 51 - L, o 25º voo do Programa Espacial Americano, que marcaria o primeiro voo de um civil a bordo de uma Nave Espacial - a simpática professora Christa Mc Auliffe. Para além de toda uma tripulação de bravíssimos guerreiros dos ares, exímios astronautas que com ela pereceram naquele triste e mui infeliz dia para todos quanto o presenciaram.
A investigação da causa do acidente e, a subsequente remodelação do Sistema do Vaivém, atrasaram o projecto durante quase três anos. Uma tragédia sobre outra...tanto a nível pessoal nas vidas que se perderam, quanto a nível espacial no que se resfriou de ânimos e mesmo avanços nesta área.
O objectivo da Missão do STS - 51 - L tinha como base essencial o Lançamento de um Satélite denominado «Tracking Data Relay Satellite 2 (TDRS-2)»; o Transporte de material instrumental para voos espaciais das Naves para Astronomia (SPARTA-109), relacionados com o Cometa Halley em toda a envolvente e observação sequencial sobre este. Programa para Monitorização (ou Monitoramento) Activo na observação do Halley (CHAMP). Experimentação de Fluidos (FDE); Partição de Fases (PPE); Programa para Inserção de Estudantes (SSIP) e, finalmente, Aulas para Projecto «Professor no Espaço» (Teacher in Space).

Uma calamidade de facto. Para além de todas as perspectivas e subsequentes objectivos em missão fracassada; a todos os níveis. Mas não tornou imparável os processos espaciais. Não todos.
A partir daqui começou a pensar-se seriamente nos voos não tripulados, podendo evitar-se eventualmente futuras tragédias, idênticas ou não, ao sucedido com o malogrado Challenger.
Sendo inquestionável os avanços e todas as futuras medidas registadas sob o prisma espacial da NASA/ESA (ou mesmo de outros centros espaciais pelo mundo inteiro), o conhecimento hoje obtido deve-se em grande parte a esses heróis - todos eles - os que participando activamente em toda a dinâmica espacial, dão assim o seu contributo para essa mesma causa. E isto. logicamente, desde os Astronautas aos Astrónomos e Astrofísicos - passando até por todos os que, não se conhecendo nomes nem maiores dignidades - se esforçam por fazer deste nosso mundo em planeta Terra, a alavanca ou a espécie de rampa de lançamento para outros voos planetários e estelares.
Não sem antes, referir em homenagem póstuma os seus nomes - a todos quantos pereceram naquele fatal voo do Challenger - pois que, pelo bem da Humanidade e pela ascensão e maior conhecimento astral deram o corpo, a vida e a alma...supostamente. E disso, não duvidamos! Nem nunca o faremos! Aqui fica então os seus glorificados nomes para a posteridade de, homens e mulheres com uma sigla muito grande, enorme, que se não gasta nem se esquece por muito grande (ou infinito) que o firmamento nos seja; a nós e a eles! Serão sempre lembrados. Serão sempre dignificados....na Terra e no Céu! São eles:
 - Comandante Francis Scobee
 - Piloto Michael Smith
 - Especialista de Missão 1, Judith Resnik
 - Especialista de Missão 2, Ellison Onizuka
 - Especialista de Missão 3, Ronald McNair
 - Especialista de Carga, Gregory Jarvis
 - Professora Civil, Christa McAuliffe

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Era Espacial I (A Descolagem)


Nave (Foguetão) Espacial Ariane 5 (ESA) - Base de Kourou (05/06/2013) - 21 h 52 TMG

Que terá impulsionado o Homem na pesquisa e desenvolvimento espacial para além das suas fronteiras terrestres - até aí tão inacessíveis quanto ínfimos - nessa procura estelar? Ter-se o conhecimento cósmico do que nos rodeia, será uma necessidade básica do ser humano em origem e proveniência ou somente um alargar de horizontes de solos planetários na perpetuação da Humanidade? Estaremos perante uma Era Espacial completamente nova que nos irá consolidar nos tais «Buracos de Verme» (ou minhoca) - ou no termo internacional de Wormhole - abrindo caminhos e novos mundos a este nosso pequeno mundo chamado Terra? Ou tudo não passará de um longo processo ambicioso demais para o Homem? E não sendo, seremos «auxiliados» pelas tais entidades estelares em protectorado ou tutela sobre nós? Haverá ainda dúvidas para essa suposição...?

A Era Espacial - A Descolagem
Pousado na rampa de lançamento - um pouco a norte do equador, na Guiana Francesa - um Foguetão Ariane 4, de 57 metros, está preparado para ser lançado. Os seus motores principais de combustível líquido, bem como os foguetes auxiliares acoplados, produzem propulsão suficiente para lançar uma carga de 4 toneladas para uma órbita a 400 quilómetros. Mas este lançador europeu parece um anão ao pé do gigantesco Foguetão Russo «Energiya», que pode transportar satélites de 90 toneladas até uma órbita terrestre baixa. Apesar de um custo elevado que chega mesmo a ser superior a 100 milhões de dólares americanos por lançamento, grande parte de um foguetão é apenas utilizada uma vez, sendo queimada quando volta a cair através da atmosfera.
Um Foguetão é uma demonstração simples da terceira lei do movimento de Newton: para cada acção (ou força) existe uma reacção igual e oposta. No interior do Foguetão, o combustível reage violentamente com um oxidante - produzindo gases de escape muito quentes. Estes são impelidos para trás a alta velocidade através da tubeira, produzindo uma força de reacção que impele o lançador para cima.
A saída da atmosfera terrestre requer uma enorme quantidade de energia. Consequentemente, grande parte do peso de um veículo lançador de foguetões na altura do lançamento é o peso do combustível - o Foguetão Russo Energiya pesa mais de 2000 toneladas no lançamento, mas transporta uma carga máxima de 90 toneladas.

Motores
O combustível queimado existe em duas formas. Os propulsores que utilizam combustível líquido necessitam de tubagens complicadas, assim como de turbobombas para fazerem com que enormes quantidades de combustível líquido (muitas vezes hidrogénio) e de oxidante (oxigénio puro) se misturem numa câmara de combustão - onde ardem explosivamente e com tal calor que, a tubeira de jacto, tem de ser arrefecida pelo combustível líquido.
O Hidrogénio e o Oxigénio são conhecidos por combustíveis Criogénicos, porque têm de ser mantidos a temperaturas muito baixas (- 253ºC no caso do hidrogénio). Podem utilizar-se combustíveis mais fáceis de armazenar - como a Hidrazina - mas estes não fornecem tanta propulsão por quilograma.
Os propulsores que utilizam combustível sólido são mais simples.Tal como um foguete de fogo-de-artifício, neles o combustível e o oxidante são misturados com um aglutinante semelhante à borracha, formando então uma carga cilíndrica ou grão.
Uma faísca inflama uma extremidade e, a reacção explosiva, empurra por conseguinte os produtos gasosos para fora da tubeira. A quantidade de propulsão produzida depende assim da superfície do grão que é exposta num determinado momento. Quase todos os grãos têm um furo que vai de uma extremidade à outra. Se este for circular, a zona que arde é progressivamente maior, de tal modo que a propulsão aumenta durante o voo. Se o furo tiver a forma de estrela, a propulsão permanece constante. Podem conceber-se combinações complicadas de secções que fazem variar a propulsão auxiliar de um motor de Foguetão...ao longo de toda uma missão!
Estes Propulsores são muito potentes para o peso que têm, mas têm uma desvantagem importante que é o facto de, uma vez ligados, não se poderem desligar até o combustível se ter esgotado.
Os queimadores de líquido, pelo contrário, podem ser cativados e desactivados para responder a necessidades diferentes, durante as várias fases de uma missão. É também muito mais fácil manobrar estas complexas máquinas fazendo rodar um motor relativamente pequeno - à volta de uma chumaceira central.

Estágios para «Entrada em Órbita»
Um veículo de lançamento típico utiliza vários propulsores diferentes. Estes são normalmente constituídos por um estágio principal a combustível líquido - em simultâneo com vários foguetes auxiliares a combustível sólido - que se separam do veículo principal quando o seu combustível se esgota, regressando por conseguinte à Terra anexados com pára-quedas.
Os Propulsores principais continuam em combustão durante vários minutos, até se ter atingido uma órbita baixa e, estável. Um segundo estágio é activado então para inserir a carga na sua órbita correcta, ainda mais longe da superfície terrestre.
A localização da base de lançamento pode, ela própria, ter um efeito crucial na quantidade de combustível que um Foguetão tem de transportar.
A Agência Espacial Europeia lançou assim - a partir de Kourou, na Guiana Francesa - o seu projecto espacial Ariane, numa zona muito perto do equador. Isto significa que, os veículos, têm o máximo de ajuda da rotação da Terra, necessitando de menos combustível para atingirem órbitas altas em comparação com veículos lançados de Centros mais para norte ou...para sul.

Ariane 5 - Lançamento por Foguetão
O mais recente veículo de lançamento da Agência Espacial Europeia (ESA) que, no dia 5 de Junho do ano de 2013, se veria projectar em lançamento com êxito na Guiana Francesa, é exemplo disso.
A sua potência de descolagem provém principalmente de 2 foguetes auxiliares a combustível sólido que produzem cada um 540 toneladas de...propulsão. Cada um deles, é um «foguete» de 30 metros de comprimento, cheio de um cilindro de combustível sólido.
Um dispositivo de ignição inflama o combustível na altura do lançamento e, os foguetes auxiliares, ardem até o combustível se esgotar. No topo de cada um deles encontra-se então um pára-quedas que permite assim a recuperação do foguete auxiliar após esta missão. No meio, encontra-se o propulsor principal, que queima oxigénio e hidrogénio, controlando a propulsão nas fases críticas do voo.
Uma vez queimados estes estágios, o estágio superior assume o comando, transportando cargas úteis da quase 7 toneladas para órbitas geostacionárias altas ou 20 toneladas para uma órbita terrestre próxima. A carenagem separável pode ser de tamanhos diferentes para acomodar cargas úteis diferentes - um ou dois satélites diferentes ou até missões tripuladas.

Perfil de Missão
Na altura da Descolagem, o motor de combustível líquido principal do Ariane 5 é o primeiro a entrar em ignição, seguido dos foguetes auxiliares a combustível sólido. Após 2 minutos de voo - a 60 km de altitude - os foguetes auxiliares já esgotaram o seu combustível. As cavilhas explosivas são activadas, separando os foguetes gastos, que caem suavemente para a Terra com pára-quedas.
A 110 km, a carenagem divide-se então e cai. O motor principal arde durante 615 segundos, levando o foguetão até 145 km. Aqui, separa-se do estágio superior, ardendo na atmosfera. O estágio superior continua a deslocar-se pelo Espaço, impulsionado pelo seu próprio propulsor - indo colocar a carga em órbita.
O Ariane 5 e o H-H japonês (descolagem da Ilha de Tanega, no Japão) conseguem ambos assim lançar satélites por uma fracção do custo do Vaivém Espacial Americano tripulado.

A Era Espacial sendo particularmente dispendiosa mas em simultâneo de uma quase obrigatoriedade humana nos avanços tecnológicos de que se compõe, teve de reduzir custos, não sem antes ter tomado medidas de prevenção para esse efeito. Contudo, foi imparável este processo ao longo destas últimas décadas que, embora não se negligenciando a contenção de gastos ou mesmo a recessão mundial, se tenham envidado esforços para tal se continuar.
O Homem avança; a tecnologia também. A Humanidade não pode parar e, se para isso se tiver de correlacionar custos-benefícios mesmo além vidas (que na perspectiva militar se designa por «baixas») - nos voos tripulados em que nem todos são (ou possam ser) de sucessivos êxitos - então há que resumir objectiva e generalizadamente a finalidade a que se propõem. Aventar novos mundos em miríade planetária e estelar, no que o Homem tem o dever mas também o direito e a incentiva feroz - determinada e audaz - de se perpetuar, expandir ou fazer continuar nessa mesma linhagem idiossincrática que o confere como ser humano: conhecer, descobrir, colonizar ou simplesmente sonhar com essa possibilidade. Se estamos a ser ajudados ou não nessa afronta espacial ou ambição desmedida de também neste imenso Cosmos pertencermos e, laborarmos numa outra verdade, é algo que ainda está no «Segredo dos Deuses». No entanto, o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha, o projecto avança! Com Deus ou deuses (múltiplos) do seu lado. Mesmo que haja heroicidade e vidas suplantadas que se não esquecem mas se nos eternizam pelas missões que cumpriram; falhadas ou não. A Humanidade não esquece; oxalá os «Deuses» também não...