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terça-feira, 3 de março de 2015

La tragedia del Challenger/Challenger's tragedy

A Era Espacial II (O Lançamento)


Nave Espacial Challenger no acto do Lançamento  (NASA)


Desastre do Vaivém Espacial Challenger - 28 de Janeiro de 1986 (73 segundos após o Lançamento)

Terá havido negligência ou «somente» uma preconizada aferição de insucesso - ou letal fracasso - nesta malograda missão do Challenger? Não se podendo regredir pelos êxitos de tantas outras missões em voos regulares, a NASA terá estabelecido outras regras, outros convénios a cumprir, que não ditasse mais «baixas», ou mesmo mortes infundadas de astronautas preparados para tal? Falando-se já de viagens comerciais ao Espaço, estaremos na iminência extraordinária de uns quantos privilegiados terem o livre acesso às estrelas? Ser-nos-à permitido tal? E...com que fim???

O Avião Espacial
(Como é lançado para o Espaço o Vaivém Espacial da NASA)
O voo inaugural do Vaivém Espacial da NASA - Columbia - a 9 de Abril de 1981, marcou o início de uma Nova Era Espacial!
Com uma dimensão semelhante a um pequeno avião de passageiros, o Vaivém leva para a órbita 13 vezes mais carga do que um Foguetão Delta convencional, com um custo de «apenas» uma vez e meia superior. O Avião Espacial é lançado para a órbita pela propulsão combinada de Foguetões a combustível líquido e, a combustível sólido, colocado assim em posição por mais 2 sistemas de Foguetões. Depois de terminar a sua Missão, desliza de novo para uma pista de aterragem, podendo ser preparado para um novo lançamento em 100 dias de trabalho.

Programa Espacial Americano
Durante todo o seu desenvolvimento, em finais da década de 1960 e na de 1970, o Vaivém foi considerado como uma componente vital do ambicioso Programa Espacial Americano.
Planearam-se então voos regulares de ida e volta do Vaivém, em que o Avião Espacial transportaria pessoal e materiais para estações espaciais permanentes - elas próprias pontos de paragem para a exploração do Sistema Solar.
Embora os cortes orçamentais e os problemas técnicos tenham cortado as asas a este ambicioso empreendimento, o Vaivém sobreviveu, se bem que numa forma bem mais modesta. Actualmente é utilizado sobretudo para lançar cargas importantes do ponto de vista nacional ou científico.
Foram construídas 6 Naves Espaciais orbitais: o protótipo Enterprise, o Columbia, o Discovery, o Atlantis, o malogrado Challenger e o seu substituto, o Endeavor. Num futuro previsível muitas mais missões serão levadas a cabo, no que, na actualidade, se resume pela efectuação de um total de 6-8 voos por ano aproximadamente.
Orion - Esta missão da NASA teve o seu lançamento-teste efectuado no Centro Espacial Kennedy. Aventou-se então a possibilidade de se concretizar um voo não tripulado, o que efectivamente veio a suceder depois no Lançamento no Cabo Canaveral (Florida, EUA), a 5 de Dezembro de 2014. O veículo de lançamento consigna a designação de Delta IV Heavy, na proeminente Missão da exploração do Espaço profundo.

Fila de Espera para a...Plataforma de Lançamento
O Vaivém pode ser lançado de qualquer de 2 locais - conforme o tipo de Missão. Os Lançamentos feitos de Cabo Canaveral, na Florida, dirigem-se para leste sobre o Atlântico, captando mais energia da rotação da Terra, entrando em órbita por cima do equador.
Esta trajectória é utilizada para lançar Satélites de comunicação, assim como Sondas Espaciais. Como alternativa, o Vaivém pode lançar-se para sudoeste a partir da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, entrando numa órbita polar onde leva a cabo Missões de Monitorização Ambiental ou...Lançamentos de Satélites de detecção remota.

Contagem Decrescente
Os motores principais do Vaivém Espacial - 3 sofisticados foguetes de combustível líquido situados na parte posterior da Nave Espacial Orbital - são activados 3,8 segundos...antes do Lançamento.
O primeiro estágio do foguete de combustível sólido é activado quase em simultâneo e, a velocidade dos motores principais, é então reduzida para manter a aceleração abaixo de uns confortáveis 3 g.
Cinquenta segundos (50 s.) após o Lançamento, o Vaivém transpõe a barreira do som. Em dois minutos (2 m.) atinge uma velocidade de Mach 4,5 e, uma altitude de 45 quilómetros.
Nesta altura, o primeiro estágio é separado, com o combustível esgotado - e cai de novo para o mar. Após a queda, os invólucros dos motores podem então ser recuperados e, reutilizados.
Os motores principais aumentam de velocidade, levando o Vaivém até Mach 15 e 130 km - antes de estes iniciarem um mergulho de 10 km - no fim do qual os motores principais são desligados e o tanque exterior ejectado.
O Sistema Orbital de Manobras (OMS) - um conjunto de foguetes alimentados por combustível transportado na própria Nave Orbital - é então activado, colocando o Vaivém numa órbita elíptica baixa. Meia órbita mais tarde - 45 minutos após o Lançamento - os motores do OMS disparam de novo e elevam o Vaivém até uma órbita circular normal - a 400 km de altitude - onde efectua uma volta em torno da Terra de 92 em 92 minutos.

Descida Controlada
Os voos dos Vaivéns duram 7 dias, período após o qual a Nave Espacial Orbital entra na fase de descida. Os 44 pequenos foguetes do Sistema de Controlo de Reacção (RCS) disparam, fazendo a Nave Orbital rodar 180º no Espaço, de modo a passar a deslocar-se de cauda para a frente a 27.000 km/h. Os motores do OMS são então activados, travando o Vaivém, que começa de a descer. Este dá de novo uma volta e o seu nariz é levantado, de modo a expor os mosaicos altamente isolantes, situados na parte de baixo.
A uma altitude de cerca de 122 quilómetros (122 km), o atrito da atmosfera superior da Terra começa então a gerar uma grande quantidade de calor, sendo que, a temperatura no exterior do Vaivém, pode chegar a atingir mais de 1500ºC!
O ar que circunda a Nave Espacial é esvaziado de electrões, criando assim uma zona de ionização que impede a comunicação por rádio durante aproximadamente 12 minutos. À medida que a atmosfera se vai tornando mais densa, o comportamento do Vaivém passa de uma Nave Espacial para o de um avião e, as superfícies dos seus planos de sustentação, são utilizadas para controlar a descida.
A Aproximação e a Aterragem são semelhantes às de um simples avião convencional. O Vaivém desce então em voo planado até aterrar a 340 km/h e o seu sistema de travagem pode ser auxiliado pela abertura de um pára-quedas de travagem existente na cauda.

Manobras Espaciais
A propulsão necessária para entrar em órbita e sair dela é fornecida por dois motores do Sistema Orbital de Manobras (OMS) instalado em «nacelas» - situadas na parte de trás da Nave. O hélio obriga o combustível e o oxidante a saírem dos respectivos reservatórios e, a entrar nos motores do sistema, onde se misturam e inflamam.
Uma vez em órbita, o Sistema de Controlo de Reacção (RCS) - 44 pequenos motores de foguete agrupados em três conjuntos, um em cada um das nacelas do OMS e um no nariz da Nave - efectua delicados ajustamentos na trajectória do Vaivém. Os motores do RCS utilizam assim os mesmos combustíveis que o OMS.

Conseguir o Arrefecimento
O Vaivém está coberto de milhares de mosaicos, como já se referiu, para isolamento contra o calor na protecção eficaz desse outro enorme calor da reentrada.
As suas partes mais vulneráveis - os bordos de ataque das asas e o cone do nariz - estão revestidas de um composto de carbono que suporta temperaturas até 1650ºC.
A parte inferior da Nave - onde a temperatura atinge os 1275ºC - está coberta de mosaicos à base de sílica, enquanto as superfícies (superior e média), estão revestidas de mosaicos mais leves que aguentam temperaturas até 650ºC. Parte do lado de cima, onde não se excede os 370ºC, está coberta de feltro resistente ao calor.

Desastre do Vaivém Espacial Challenger
A trágica explosão do Vaivém Espacial Challenger ocorreu apenas a 73 segundos depois do Lançamento - naquele fatídico dia (para a NASA e para o resto do mundo) de 28 de Janeiro de 1986.
A tragédia - ao que se operou após intensa averiguação - causada pelo rompimento de um anel de vedação no tanque externo combustível sólido da Nave, causando de imediato um incêndio seguido de explosão, foi desta forma o primeiro acidente fatal - em voo - de uma missão tripulada do Programa Espacial Norte-Americano.
A Missão STS - 51 - L, o 25º voo do Programa Espacial Americano, que marcaria o primeiro voo de um civil a bordo de uma Nave Espacial - a simpática professora Christa Mc Auliffe. Para além de toda uma tripulação de bravíssimos guerreiros dos ares, exímios astronautas que com ela pereceram naquele triste e mui infeliz dia para todos quanto o presenciaram.
A investigação da causa do acidente e, a subsequente remodelação do Sistema do Vaivém, atrasaram o projecto durante quase três anos. Uma tragédia sobre outra...tanto a nível pessoal nas vidas que se perderam, quanto a nível espacial no que se resfriou de ânimos e mesmo avanços nesta área.
O objectivo da Missão do STS - 51 - L tinha como base essencial o Lançamento de um Satélite denominado «Tracking Data Relay Satellite 2 (TDRS-2)»; o Transporte de material instrumental para voos espaciais das Naves para Astronomia (SPARTA-109), relacionados com o Cometa Halley em toda a envolvente e observação sequencial sobre este. Programa para Monitorização (ou Monitoramento) Activo na observação do Halley (CHAMP). Experimentação de Fluidos (FDE); Partição de Fases (PPE); Programa para Inserção de Estudantes (SSIP) e, finalmente, Aulas para Projecto «Professor no Espaço» (Teacher in Space).

Uma calamidade de facto. Para além de todas as perspectivas e subsequentes objectivos em missão fracassada; a todos os níveis. Mas não tornou imparável os processos espaciais. Não todos.
A partir daqui começou a pensar-se seriamente nos voos não tripulados, podendo evitar-se eventualmente futuras tragédias, idênticas ou não, ao sucedido com o malogrado Challenger.
Sendo inquestionável os avanços e todas as futuras medidas registadas sob o prisma espacial da NASA/ESA (ou mesmo de outros centros espaciais pelo mundo inteiro), o conhecimento hoje obtido deve-se em grande parte a esses heróis - todos eles - os que participando activamente em toda a dinâmica espacial, dão assim o seu contributo para essa mesma causa. E isto. logicamente, desde os Astronautas aos Astrónomos e Astrofísicos - passando até por todos os que, não se conhecendo nomes nem maiores dignidades - se esforçam por fazer deste nosso mundo em planeta Terra, a alavanca ou a espécie de rampa de lançamento para outros voos planetários e estelares.
Não sem antes, referir em homenagem póstuma os seus nomes - a todos quantos pereceram naquele fatal voo do Challenger - pois que, pelo bem da Humanidade e pela ascensão e maior conhecimento astral deram o corpo, a vida e a alma...supostamente. E disso, não duvidamos! Nem nunca o faremos! Aqui fica então os seus glorificados nomes para a posteridade de, homens e mulheres com uma sigla muito grande, enorme, que se não gasta nem se esquece por muito grande (ou infinito) que o firmamento nos seja; a nós e a eles! Serão sempre lembrados. Serão sempre dignificados....na Terra e no Céu! São eles:
 - Comandante Francis Scobee
 - Piloto Michael Smith
 - Especialista de Missão 1, Judith Resnik
 - Especialista de Missão 2, Ellison Onizuka
 - Especialista de Missão 3, Ronald McNair
 - Especialista de Carga, Gregory Jarvis
 - Professora Civil, Christa McAuliffe

segunda-feira, 2 de março de 2015

A Era Espacial I (A Descolagem)


Nave (Foguetão) Espacial Ariane 5 (ESA) - Base de Kourou (05/06/2013) - 21 h 52 TMG

Que terá impulsionado o Homem na pesquisa e desenvolvimento espacial para além das suas fronteiras terrestres - até aí tão inacessíveis quanto ínfimos - nessa procura estelar? Ter-se o conhecimento cósmico do que nos rodeia, será uma necessidade básica do ser humano em origem e proveniência ou somente um alargar de horizontes de solos planetários na perpetuação da Humanidade? Estaremos perante uma Era Espacial completamente nova que nos irá consolidar nos tais «Buracos de Verme» (ou minhoca) - ou no termo internacional de Wormhole - abrindo caminhos e novos mundos a este nosso pequeno mundo chamado Terra? Ou tudo não passará de um longo processo ambicioso demais para o Homem? E não sendo, seremos «auxiliados» pelas tais entidades estelares em protectorado ou tutela sobre nós? Haverá ainda dúvidas para essa suposição...?

A Era Espacial - A Descolagem
Pousado na rampa de lançamento - um pouco a norte do equador, na Guiana Francesa - um Foguetão Ariane 4, de 57 metros, está preparado para ser lançado. Os seus motores principais de combustível líquido, bem como os foguetes auxiliares acoplados, produzem propulsão suficiente para lançar uma carga de 4 toneladas para uma órbita a 400 quilómetros. Mas este lançador europeu parece um anão ao pé do gigantesco Foguetão Russo «Energiya», que pode transportar satélites de 90 toneladas até uma órbita terrestre baixa. Apesar de um custo elevado que chega mesmo a ser superior a 100 milhões de dólares americanos por lançamento, grande parte de um foguetão é apenas utilizada uma vez, sendo queimada quando volta a cair através da atmosfera.
Um Foguetão é uma demonstração simples da terceira lei do movimento de Newton: para cada acção (ou força) existe uma reacção igual e oposta. No interior do Foguetão, o combustível reage violentamente com um oxidante - produzindo gases de escape muito quentes. Estes são impelidos para trás a alta velocidade através da tubeira, produzindo uma força de reacção que impele o lançador para cima.
A saída da atmosfera terrestre requer uma enorme quantidade de energia. Consequentemente, grande parte do peso de um veículo lançador de foguetões na altura do lançamento é o peso do combustível - o Foguetão Russo Energiya pesa mais de 2000 toneladas no lançamento, mas transporta uma carga máxima de 90 toneladas.

Motores
O combustível queimado existe em duas formas. Os propulsores que utilizam combustível líquido necessitam de tubagens complicadas, assim como de turbobombas para fazerem com que enormes quantidades de combustível líquido (muitas vezes hidrogénio) e de oxidante (oxigénio puro) se misturem numa câmara de combustão - onde ardem explosivamente e com tal calor que, a tubeira de jacto, tem de ser arrefecida pelo combustível líquido.
O Hidrogénio e o Oxigénio são conhecidos por combustíveis Criogénicos, porque têm de ser mantidos a temperaturas muito baixas (- 253ºC no caso do hidrogénio). Podem utilizar-se combustíveis mais fáceis de armazenar - como a Hidrazina - mas estes não fornecem tanta propulsão por quilograma.
Os propulsores que utilizam combustível sólido são mais simples.Tal como um foguete de fogo-de-artifício, neles o combustível e o oxidante são misturados com um aglutinante semelhante à borracha, formando então uma carga cilíndrica ou grão.
Uma faísca inflama uma extremidade e, a reacção explosiva, empurra por conseguinte os produtos gasosos para fora da tubeira. A quantidade de propulsão produzida depende assim da superfície do grão que é exposta num determinado momento. Quase todos os grãos têm um furo que vai de uma extremidade à outra. Se este for circular, a zona que arde é progressivamente maior, de tal modo que a propulsão aumenta durante o voo. Se o furo tiver a forma de estrela, a propulsão permanece constante. Podem conceber-se combinações complicadas de secções que fazem variar a propulsão auxiliar de um motor de Foguetão...ao longo de toda uma missão!
Estes Propulsores são muito potentes para o peso que têm, mas têm uma desvantagem importante que é o facto de, uma vez ligados, não se poderem desligar até o combustível se ter esgotado.
Os queimadores de líquido, pelo contrário, podem ser cativados e desactivados para responder a necessidades diferentes, durante as várias fases de uma missão. É também muito mais fácil manobrar estas complexas máquinas fazendo rodar um motor relativamente pequeno - à volta de uma chumaceira central.

Estágios para «Entrada em Órbita»
Um veículo de lançamento típico utiliza vários propulsores diferentes. Estes são normalmente constituídos por um estágio principal a combustível líquido - em simultâneo com vários foguetes auxiliares a combustível sólido - que se separam do veículo principal quando o seu combustível se esgota, regressando por conseguinte à Terra anexados com pára-quedas.
Os Propulsores principais continuam em combustão durante vários minutos, até se ter atingido uma órbita baixa e, estável. Um segundo estágio é activado então para inserir a carga na sua órbita correcta, ainda mais longe da superfície terrestre.
A localização da base de lançamento pode, ela própria, ter um efeito crucial na quantidade de combustível que um Foguetão tem de transportar.
A Agência Espacial Europeia lançou assim - a partir de Kourou, na Guiana Francesa - o seu projecto espacial Ariane, numa zona muito perto do equador. Isto significa que, os veículos, têm o máximo de ajuda da rotação da Terra, necessitando de menos combustível para atingirem órbitas altas em comparação com veículos lançados de Centros mais para norte ou...para sul.

Ariane 5 - Lançamento por Foguetão
O mais recente veículo de lançamento da Agência Espacial Europeia (ESA) que, no dia 5 de Junho do ano de 2013, se veria projectar em lançamento com êxito na Guiana Francesa, é exemplo disso.
A sua potência de descolagem provém principalmente de 2 foguetes auxiliares a combustível sólido que produzem cada um 540 toneladas de...propulsão. Cada um deles, é um «foguete» de 30 metros de comprimento, cheio de um cilindro de combustível sólido.
Um dispositivo de ignição inflama o combustível na altura do lançamento e, os foguetes auxiliares, ardem até o combustível se esgotar. No topo de cada um deles encontra-se então um pára-quedas que permite assim a recuperação do foguete auxiliar após esta missão. No meio, encontra-se o propulsor principal, que queima oxigénio e hidrogénio, controlando a propulsão nas fases críticas do voo.
Uma vez queimados estes estágios, o estágio superior assume o comando, transportando cargas úteis da quase 7 toneladas para órbitas geostacionárias altas ou 20 toneladas para uma órbita terrestre próxima. A carenagem separável pode ser de tamanhos diferentes para acomodar cargas úteis diferentes - um ou dois satélites diferentes ou até missões tripuladas.

Perfil de Missão
Na altura da Descolagem, o motor de combustível líquido principal do Ariane 5 é o primeiro a entrar em ignição, seguido dos foguetes auxiliares a combustível sólido. Após 2 minutos de voo - a 60 km de altitude - os foguetes auxiliares já esgotaram o seu combustível. As cavilhas explosivas são activadas, separando os foguetes gastos, que caem suavemente para a Terra com pára-quedas.
A 110 km, a carenagem divide-se então e cai. O motor principal arde durante 615 segundos, levando o foguetão até 145 km. Aqui, separa-se do estágio superior, ardendo na atmosfera. O estágio superior continua a deslocar-se pelo Espaço, impulsionado pelo seu próprio propulsor - indo colocar a carga em órbita.
O Ariane 5 e o H-H japonês (descolagem da Ilha de Tanega, no Japão) conseguem ambos assim lançar satélites por uma fracção do custo do Vaivém Espacial Americano tripulado.

A Era Espacial sendo particularmente dispendiosa mas em simultâneo de uma quase obrigatoriedade humana nos avanços tecnológicos de que se compõe, teve de reduzir custos, não sem antes ter tomado medidas de prevenção para esse efeito. Contudo, foi imparável este processo ao longo destas últimas décadas que, embora não se negligenciando a contenção de gastos ou mesmo a recessão mundial, se tenham envidado esforços para tal se continuar.
O Homem avança; a tecnologia também. A Humanidade não pode parar e, se para isso se tiver de correlacionar custos-benefícios mesmo além vidas (que na perspectiva militar se designa por «baixas») - nos voos tripulados em que nem todos são (ou possam ser) de sucessivos êxitos - então há que resumir objectiva e generalizadamente a finalidade a que se propõem. Aventar novos mundos em miríade planetária e estelar, no que o Homem tem o dever mas também o direito e a incentiva feroz - determinada e audaz - de se perpetuar, expandir ou fazer continuar nessa mesma linhagem idiossincrática que o confere como ser humano: conhecer, descobrir, colonizar ou simplesmente sonhar com essa possibilidade. Se estamos a ser ajudados ou não nessa afronta espacial ou ambição desmedida de também neste imenso Cosmos pertencermos e, laborarmos numa outra verdade, é algo que ainda está no «Segredo dos Deuses». No entanto, o sonho comanda a vida e sempre que o Homem sonha, o projecto avança! Com Deus ou deuses (múltiplos) do seu lado. Mesmo que haja heroicidade e vidas suplantadas que se não esquecem mas se nos eternizam pelas missões que cumpriram; falhadas ou não. A Humanidade não esquece; oxalá os «Deuses» também não...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A Observação Estelar


 
Radiotelescópio Very Large Array (VLA)                 Novo México  (EUA)

Atingiremos a perfeição - algum dia - na interferência e, comunicação, com as outras civilizações estelares num Cosmos (inimaginável) e infinitamente dimensional? Perante toda esta actividade terrestre de telescópios e radiotelescópios, estaremos a enfrentar um «inimigo» sórdido e abstruso se tivermos em conta não só essa dimensão como, as múltiplas intenções, situadas e havidas por entre novos planetas, novas estrelas do Universo? Stephen Hawking estará certo, ao afirmar que estamos a provocar um «dragão» adormecido, se acaso estabelecermos, efectivamente um dia, esse contacto, essa outra dinâmica estelar de comunicação e...interacção? Será isso um perigo consistente e, iminente, se tal se resumir em avença de descoberta e prelúdio recíproco entre o Homem e...«eles», lá fora???

Visionar as Estrelas
(Como os Telescópios penetram cada vez mais no Espaço...)
Encarrapitado a 4 quilómetros de altitude na encosta de Mauna Kea, na Ilha de Havai, encontra-se o Telescópio mais potente do mundo. O Telescópio de Keck permite aos Astrónomos ver para trás no tempo, até aos confins mais longínquos do Universo. O seu espelho de 10 metros capta 10 biliões de vezes mais luz do que a vista desarmada, assim como os seus instrumentos sensíveis podem revelar a estrutura pormenorizada de Estrelas e Galáxias. Mas não é só a luz que transporta para a Terra informação acerca de corpos distantes. as ondas-radio provenientes do Espaço são detectadas por enormes antenas parabólicas - a maior das quais foi construída numa cratera natural e tem 305 metros de diâmetro.

Telescópios Pequenos
Os Telescópios pequenos são Refractores - como os binóculos e os microscópios utilizam lentes para refractar a luz e formar uma imagem ampliada. Mas as lentes têm os seus inconvenientes. Estão sujeitas a aberrações cromáticas, franjas de cor que aparecem à volta da imagem, e acima de uma certa dimensão não conseguem suportar o seu próprio peso.
Os maiores Telescópios Astronómicos utilizam em vez de lentes um sistema diferente em que, a luz é captada e focada, por um grande espelho curvo ou...reflector. Os espelhos são relativamente leves e fáceis de polir até terem exactamente a forma hiperbólica pretendida, permitindo a construção de Telescópios cada vez maiores. Os Reflectores mais largos captam mais luz e proporcionam assim uma melhor resolução, permitindo aos Astrónomos verem até mais longe...no Universo!

Maior é Melhor!
Tradicionalmente, os espelhos eram muito lentamente polidos a partir de uma espessa placa de vidro. O maior Telescópio construído deste modo, é o Reflector de Hale - com 508 cm - situado no monte Palomar, na Califórnia. Mas qualquer Reflector mais largo do que este cairia sob o seu próprio peso, perdendo o delicado equilíbrio dos seus instrumentos ópticos.
O Telescópio de Keck evita este problema, utilizando um espelho mais leve, constituído por 36 secções hexagonais dispostas num mosaico de 10 metros de largura. Também se podem fazer grandes espelhos, fazendo girar vidro fundido enquanto solidifica. O bloco côncavo daí resultante pode ser polido com relativa facilidade até ter uma forma hiperbólica. os espelhos feitos desta maneira são muito finos e leves - o telescópio japonês Subaru tem um espelho de 8,2 metros de diâmetro com apenas 20 centímetros de espessura. Para ter em conta a flexão de um Reflector tão fino, este Telescópio tem 250 sensores e motores acoplados no seu suporte. Um computador controla constantemente a forma do espelho e pode corrigir quaisquer distorções provocadas pelo calor ou pelo movimento; bem como compensar os erros introduzidos por perturbações atmosféricas.

Sintonizar o Universo
O prazo de um Telescópio tem de ser muito mais largo do que o comprimento da onda da radiação que observa, de modo a detectar com precisão de onde provém o sinal. Isto não é um problema para os instrumentos ópticos, pois o comprimento da onda de luz é mais ou menos de um milésimo de metro. Contudo, as ondas-rádio que atingem a superfície da Terra podem ter dezenas de metros de comprimento e, consequentemente, os Radiotelescópios necessitam de Reflectores Parabólicos com pelo menos 25 metros de largura.
Estes focam as ondas sobre um «detector de cone invertido» - uma antena que transforma uma onda-rádio de um determinado comprimento de onda num sinal eléctrico. Os Telescópios têm - muitas vezes - vários cones invertidos, cada um deles sintonizado num comprimento de onda diferente.
Por si só, nem mesmo a maior antena-rádio consegue obter uma imagem comparável aos melhores resultados ópticos. Obtêm-se resultados mais nítidos com uma técnica chamada «Interferometria», pela qual os sinais provenientes de dois telescópios - apontados sobre o mesmo objecto - são combinados electronicamente por um computador.
Utilizando pares de Telescópios desta forma, obtém-se assim uma resolução equivalente à de uma única antena parabólica tão grande como a linha de base - a distância entre os dois Reflectores.
Mais de dois Observatórios completos podem trabalhar em conjunto desta maneira - um conjunto combina observações provenientes da Austrália e do Japão com dados provenientes de um Observatório não-tripulado em órbita, criando um Radiotelescópio com a resolução de um aparelho com duas vezes o diâmetro da Terra!
Também se pode utilizar a «Interferometria» para melhorar o desempenho de Telescópios Ópticos. Nas últimas duas décadas deu-se início à construção no Havai, do «Keck 2» - um gémeo do seu vizinho «Keck 1». Foi estipulado desde então que, a combinação dos dois iria, com efeito, produzir imagens provenientes de um Telescópio com 85 metros de largura.

O «Very Large Array» (VLA)
Imagens-rádio: Os Radiotelescópios funcionam assim com base no mesmo princípio que os instrumentos ópticos, mas numa escala maior, para se equipararem aos maiores comprimentos de onda das ondas-rádio.
A radiação é captada por uma Antena Parabólica e, reflectida para uma segunda superfície que a foca sobre um detector.
O Very Large Array (VLA) situado no Novo México, é constituído por 27 antenas, montadas sobre uma linha de caminho-de-ferro em forma de Y - com braços de 20 quilómetros de comprimento.
Utilizando o princípio da Interferometria, os sinais provenientes das 27 antenas são combinados de modo a, formar assim imagens com a clareza de um único Telescópio de 21 km.
As imagens são formadas pela medição das intensidades e frequências-rádio, provenientes de diferentes partes do...Céu. Adiciona-se então uma falsa cor - por computador - para tornar as imagens muito mais significativas.

Cientificamente, o mundo dos Telescópios é imparável no seu todo e, por toda a nossa esfera global terrestre. A cada década que passa, mais e mais se vai acumulando técnicas e esforços neste sentido.
O que nos espanta, contudo, é que para além de toda esta tecnologia surpreendente que aflui na Humanidade como o ar que se respira, não se tenha ainda chegado a grandes conclusões na óptica da comunicação e, interacção com os ditos seres inteligentes. No entanto, nada nos faz desistir, a todos nós, como seres terrestres interessados nessa causa, assim como aos muitos cientistas pelo mundo fora. Nisso, está acima de tudo o indubitável empenho de todos eles, acredita-se.
Astrónomos, Físicos e Astrofísicos têm-se debatido por esta vertente - embora nem todos estejam de acordo - como é o caso da mediática figura do Físico Stephen Hawking - que, para além de ser uma sumidade nestas matérias (e mesmo de se ver famoso em tela cinematográfica, na actualidade recente), este grande senhor chega a ter dúvidas sobre esta incisiva finalidade de comunicação estelar. Pensa que, sendo nós terrestres muito ingénuos, imaturos e mesmo inconsequentes nesta voragem de procura e encontro no estabelecer contactos com outras civilizações, nos podermos dar mal, muito mal...caso estes senhores ou seres do imenso Cosmos que nos rodeia, terem outros intentos, outras atitudes e maus comportamentos sobre nós, humanos, em ostensiva hostilidade e, animosidade.
Veremos o que nos aguarda esta extraordinária aventura de Telescópios e Radiotelescópios que desde o de Arecibo no Puerto Rico, aos desenvolvimentos actuais dos cientistas do SETI - e a tantos outros que comungam desta mesma teoria de não estarmos sós em biliões e, triliões de estrelas, planetas e até mesmo lixo espacial (pois que nem tudo na vida é para contemporizar, havendo no Cosmos algo de muito belo mas também de muito perigoso) - haverá posteriormente a certeza de que algo encontraremos. E que, consequentemente, nos pode vir a cair em cima, caso estejamos nessa rota, coordenada ou fatal destino de um ou outro meteorito que nos venha «presentear» com a sua destruidora e invasiva colisão. Desejamos que não. Daí a imponente tecnologia de ponta que hoje o Homem apresenta em toda a sua linha. Quanto aos receios - infundados ou não - só teremos de aguardar, no que pela Humanidade que todos nós somos, cientistas ou leigos, todos nos compomos de uma só verdade: a continuação e o bem-estar do ser humano! Se os Telescópios e Radiotelescópios o captarem em si, devolvendo-nos essa mesma certeza de estarmos um passo à frente, então tudo se resumirá a aguardar esse mesmo futuro que é feito por todos nós! Que assim seja para todo o sempre!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Surpreendente Tríade


Foto de Rita Redshoes          Porto  -  Portugal

Estaremos na iminência fulcral de algum acontecimento galáctico e do qual fazemos parte, interagindo...nem que seja por breves minutos ou segundos, no que esta imagem captou?
Rita Redshoes - uma cançonetista portuguesa - terá ela tido a verdadeira percepção do que, sobre a sua cabeça e sobre um céu de uma  cidade invicta se viu reportar em foto documental?
Magníficos são os dias - e neste caso... a furtiva noite - em que, sob desígnios estelares e, em solo lusitano, estes três (magníficos também) se deram a conhecer...?

22 de Fevereiro de 2015
(22 horas)
Uma noite normal. Estrelada e muito bela! Aliás, como são em grande parte todas as noites do Porto, esta tão bela quanto icónica cidade que já viu Reis e Rainhas a, por si passarem...com o rio Douro a dormir a seus pés. Mas, em pleno século XXI, com todas as atribulações de uma era contemporânea em que tudo exulta e fervilha, esta cantora portuguesa - Rita Redshoes - não podia nem saberia por certo, a verdadeira dimensão de uma sua fotografia (no seu smartphone), captada em noite límpida do Porto. Uma «simples» fotografia...!?
Rita tirou uma fotografia - que logo deu brado nas redes sociais - sobre uma das mais belas paisagens do Porto, sob o varandim de um Hotel da Ribeira. Nesta fotografia (o que se veio a registar mais tarde) observar-se-ia estes três pequenos pontos luminosos (a olho nu, mas supostamente muito grandes na dimensão real dos objectos), no que a cantora disse no momento não ter detectado. O que a entusiasmou, fazendo divulgar no seu Facebook, registando-se de imediato uma acesa discussão sobre a mesma, na paralela e esfuziante contribuição para que todos nós, agora, a pudéssemos também visualizar e, opinar. Para além de, obviamente, ter seguido os outros trâmites em investigação e, análise, de que o Grupo UFO Portugal já está fazendo parte.
Retirado de um contexto de entrevista ao jornal Público (em Portugal), Rita exclamaria por entre risos em evidente ênfase: - Foi a primeira coisa que fiz, mal cheguei, porque adoro o Porto!" (referindo-se à iniciativa de ter tirado as fotos sobre o Céu nocturno do Porto), no que prosseguiria por entre risos e, após o deleite de se constatar a visão daquela tríade estelar...(ou não):
 - "Qualquer dia vêm-me buscar!"
Rita apesar de não ser uma expert na matéria, sempre se nutriu por um certo interesse nestas áreas, chegando a referir (a este mesmo jornal) ser fã dos X-Files, tendo por hábito inspeccionar por vezes o Céu mas não esperando contudo, ver-se deste modo envolvida em tão denso mistério.

A Magia do Porto
É inquestionável a magia existente nas ruas e ruelas desta cidade. Para mais, quando se possui em si, tão belas canções (como especifica Rui Veloso, outro cançonetista português que tão bem assim a canta, a esta bela cidade), no que expressa de se atravessar o rio (junto à Serra do Pilar), que, além de se poder observar um velho casario que se estende até ao mar...se vê também (inusitadamente) - por cima do Mosteiro e do tabuleiro superior da Ponte Luís I - surpreendentes pontos luminosos!
A polémica está instalada, no que, sem o ter sabido ou provocado sequer, esta simpática e querida cantora portuguesa Rita Redshoes divulgou ao mundo, para além dos seus fãs, seguidores e até simpatizantes da causa ovnilógica. Eu...sou uma delas! E  por esse facto lhe agradeço muito! Galácticamente!

O Especialista
Na reportagem a que tive acesso via Internet, do jornal Público, sobressai a entrevista dada por Nuno Alves, um interessado investigador português - originário de Alcácer do Sal - e nestas andanças há muito (exactamente há 17 anos), referindo então e, na sua óptica, sobre estes fenómenos ovnilógicos do dia 22 de fevereiro na cidade do Porto:
 - "Um satélite está fora de questão, não só porque o objecto está a baixa/média altitude, mas também porque a câmara de um telefone nunca o conseguiria registar. Pelo tamanho e pela dimensão das luzes, perceptível numa comparação por escala com os elementos da rua, também será improvável que se trate de um drone. Os três pontos apresentam algo realmente grande!"
Nuno Alves chegou mesmo a aventar a hipótese de poder tratar-se de uma aeronave, o que de seguida rejeitaria, pelo rastreio efectivado no «Flightradar 24» que, indicaria que naquele local não houve qualquer sobrevoo de naves.
Para além da câmara do «smartphone» de Rita, houve ainda a captação e o registo de mais dois relatos comprovativos de avistamentos semelhantes, no Porto e em Coimbra respectivamente. Estes dados foram facultados pela organização UFO Portugal que, cruzando dados e emitindo referências sobre estas ocorrências, se viu assim engrandecer esta tese de visualização idêntica nos céus de Portugal.
Nuno Alves continuaria a sua descrição revelando deste modo:
 - Há Investigadores, por exemplo, que defendem que as Viagens no Universo seriam mais «viáveis» se feitas com objectos robóticos, não tripulados. Por outro lado, sublinha o Ovnilogista - relembrando a tecnologia militar a operar em segredo - não há nada que diga que seja de outro planeta (embora seja improvável que um «Projecto Militar Secreto» queira passar despercebido e, «opere com luzes». Não sabemos se é extraterrestre, se é tripulado ou quem comanda. Logo, não pudemos alegar directamente que é algo Extraterrestre!"
Ele próprio, Nuno Alves, teve a sua própria observação ou avistamento no ano de 1998. Aferiu então: "Tentamos esgotar sempre todos os recursos que permitem identificar os objectos. A partir do momento em que não conseguimos, estamos na presença de um Objecto Voador Não-Identificado!"

A Verdade em Solo Português
Por diversas partes do globo de reportam estes fenómenos que, desde os primórdios - da Antiguidade aos tempos modernos - se têm vindo a repercutir, ficando estes registados e, documentados ao longo da nossa História todas essas evidências.
No tempo presente, algo inteiramente novo e de forma já mais perceptiva - e ostensivamente observável - se remete  nos nossos céus, sem que entremos em pânico ou fujamos de imediato pelo medo do desconhecido ou do temível futuro que o ser humano possa ter, advindo daí. Não se sabe. Mas especula-se, aventa-se e, inventa-se. Mas, em tudo isto, há sempre um fundo de verdade e não fossem estas ocorrências percorrerem-nos os céus em qualquer parte do mundo fazendo-se ver e registar, qual seria então o seu verdadeiro objectivo, motivo ou finalidade de tal? Mesmo para os mais cépticos, tudo isto tem uma explicação, mais que não seja a mera hipótese de drones viajantes. Mesmo para Nuno Alves esta hipótese foi posta de lado imediata e sequencialmente - neste caso português do Porto - pois que, pelo tamanho e pela dimensão das luzes - perceptível numa comparação por escala com os elementos da rua - seria improvável (ou em diminuta relevância) poder dizer-se abertamente que se trataria de...drones. O que, neste caso da «Tríade Estelar» no Porto - convocados os sistemas de satélite e de tráfego aéreo - não havendo nada a registar nesse sentido, excluir-se-iam ainda outras hipóteses, tais como balões luminosos com LED ou outro tipo de objectos similares.
A UFO Portugal está a investigar em pormenor este registo que, pelas 22 horas do dia 22 de Fevereiro deste presente ano, na cidade do Porto (Portugal) - ocorrido numa idílica noite de Inverno (domingo) - se fez anunciar em três luminosos e, maravilhosos, pontos estelares em Cosmos surpreendente!

Se formos todos condescendentes com a boa ventura destes seres estelares que apenas nos querem (será...?)   presentear com a sua boa graça, tecnologia e avença futura de nos fazerem redescobrir as nossas origens terrestres, extraterrestres, extraplanetárias ou interestelares, o certo é que todos lhes devemos respeito e «eles» supostamente...a nós, terrestres também.
Neste recente e actual caso português - seja este de proveniência estelar ou não - todos teremos de aguardar pela eminente e rigorosa análise dos factos e sua adensada construção sobre a veracidade do mesmo. Que Rita captou a imagem, é um facto! Que «eles» são três em trilogia aeronáutica (como é insistentemente documentado noutras ocasiões), na incomensurável frota aérea em comportamento, deslocação, movimento, distância e mesmo...naquela perfeição que tão bem se lhes conhece, então estaremos livres para poder um dia reconhecer que...não estamos sós! Nem nunca o estivemos! Nem num futuro a longo ou a médio prazo, pois que «eles» se já fazem observar, registar e...anunciar! E quanto a mim, por meu chão-pátrio, solo e Céu Português...que «eles» nos possam ser promissores e não opressores, magnânimos e não pusilânimes. Que sejam superiores e não inferiores de causas menores, sobretudo, se estiver em causa a continuidade da Humanidade! Por enquanto, sendo Portugal tão pequeno...hoje, foi grande! E sê-lo-à sempre, mesmo nas causas menores ou indiferentes da raça humana. O que não é o caso! Brindo a isso, mais que não seja com um cálice de Vinho do Porto, «Vintage» em minhas mãos. E nas vossas. E nas «deles», se o souberem apreciar. E que o grupo gentil, devoto e empenhado (certamente) do UFO Portugal possa então desvendar o que, efectivamente, se fez passear por nossos lusitanos céus de mar e terra, de aquém e além mar; no fundo, de Além tudo o que se possa imaginar...até mesmo, que «eles» também gostam de nós!        

A Interior Luminosidade


A Fantástica Luz Interior dos Xamãs

Existirá nos Xamãs, o poder extremo da Clarividência em que chegam mesmo a observar o seu próprio esqueleto como se de um Raio-X se tratasse? E que Luz Interior é essa, que os encandeia de uma interiorização e, introspecção magnânimas, sob todas as coisas na Terra? Acederão desse modo ao «outro mundo»? A esse Mundo dos Espíritos, das Almas ou...de outras entidades cósmicas que povoam todo o Universo? Saberão os Xamãs algo mais, que nós - comuns mortais - ainda não alcançámos...ainda não conhecemos e nem sequer nos apercebemos em existência e, essência???

Xamãs - A sua Interior Luminosidade
Na Iniciação, durante uma viagem visionária, o Xamã verá o seu corpo ser estropiado e deitado a um caldeirão para cozer.. Então, um ferreiro do «outro mundo», volta a reconstruir-lhe o corpo, de modo a que para as pessoas comuns ele pareça ter de novo um corpo normal. Porém, o Xamã sofreu uma transformação: encontra-se agora repleto de luz!

Olhar para o Interior
O Xamã é capaz de olhar para o interior e, através do seu próprio corpo - visto que, nesse processo de transformação, adquiriu o dom da...Clarividência!
Para demonstrar que viveu e sofreu com esta experiência, irá então nomear os ossos do seu corpo numa língua secreta. Por exemplo, o Xamã Siberiano pode descobrir que tem três ossos e, por este motivo - mais tarde e enquanto dorme - encontra-se ao mesmo tempo em três estados diferentes. Pode assim estar (simultaneamente) em três lugares distintos, e quando pratica a Feitiçaria terá três pares de olhos (haverá a similar referência com a glândula pineal?), três narizes e três pares de orelhas.
Todos os seus sentidos serão mais receptivos do que o normal. Muitas das túnicas dos Xamãs têm em si esqueletos desenhados para indicar que, o seu portador, passou pela Morte, sendo também capaz de observar o seu interior, assim como o de outras pessoas.
Haverá desta forma uma percepção extra-sensorial extremada nos Xamãs em espécie tridimensional e, sob uma perspectiva paranormal, do que então conseguem aludir ou ascender? Saber-se-à responder exactamente a este estranho estado de espírito por parte dos Xamãs em transmutação total?

Os Ossos como «Semente da Vida»
No mítico caldeirão, a carne separou-se dos ossos e só ficou o esqueleto - a pedra primordial do nosso interior! Em redor dos ossos formou-se o corpo novo.
Os Ossos são a parte do organismo que mais perdura depois da morte física. Para os povos caçadores, os ossos representavam...a semente da vida: deles renascem os animais, do mesmo modo que, dos Ossos dos Xamãs mortos, nascem novos Xamãs!
Na Sibéria, os Chukchos devolvem ao mar os ossos dos animais marinhos capturados para que, as almas, regressem com eles.
Os Guilyak, pelo contrário, colocam os ossos de um Urso caçado num local de destaque - uma espécie de Altar de Madeira no meio do bosque - de onde o Urso sobe a correr para se encontrar com o senhor da montanha mais alta, que de seguida lhe envia novas presas; para si e, para toda a comunidade dos Guilyak.

Renascer da Luz
No Xamanismo existe uma estreita relação entre Visões de Luz, a capacidade de ver através do próprio corpo e, o dom da Clarividência - como já foi referido.
Em alguns ritos iniciáticos dos Xamãs, enche-se o interior do aprendiz com brilhantes Cristais de Quartzo. Em diversos mitos existe ainda uma relação íntima entre o Cristal e..os Ossos!
O Cristal é luz feita pedra, da mesma forma que os Ossos costumam representar a luz petrificada. A Luz é o símbolo do Espírito, assim como, o Interior Luminoso Imutável constitui a base do...Renascimento!
No processo de iniciação dos Aborígenes Australianos, o mestre-de-cerimónias, um velho Xamã, converte-se em esqueleto - uma figura que apenas é perceptível para um Xamã. deste modo, demonstra que tem a capacidade de dar vida a um novo Xamã. Transforma o aluno num bebé e leva-o pelos ares, onde lhe abre o corpo e o recheia de Cristais de Quartzo branco. De seguida, lança-o no vazio, matando-o desta forma. Às costas da serpente do Arco-Íris, o candidato converte-se em Xamã e...regressa finalmente à Terra. Quando o aluno desperta, toma então consciência da poderosa sensação que emana da Luz Interior.

A Metamorfose
Entre os Xamãs Siberianos dos Buriatas e Soyotes, entre os Sudaneses e os Esquimós, esta espécie de Iluminação produz-se (às vezes) involuntariamente, tal como um relâmpago, permitindo ao Xamã ver o seu próprio esqueleto. Quando o consegue, isso quer dizer que os seus ossos já estão transformados, como acontece entre os Kiwai da Papua Nova-Guiné.
Nesta tribo - dos Kiwai - o aspirante a Xamã morre às mãos do espírito dos antepassados mortos (Óboro). Este extrai então todos os ossos do corpo da vítima e, troca-os pelos seus próprios. Quando a vítima recupera a consciência, está igual aos espíritos, tendo-se convertido num Xamã.

A Luz do Corpo
Entre os Xamãs esquimós (Angakoq), a experiência da Luz Interior é a chave que permite assim aceder ao «mundo interior».
O aspirante deve buscar esta iluminação através da solidão e da abstinência. Só quando for capaz de encher todo o seu corpo de luz, poderá então ser visto pelos Espíritos e chamá-los até si.
Aua - um Xamã da tribo esquimó dos Igluliks, descreve desta forma a sua experiência iniciática:
 - "Comecei logo a ser capaz de ouvir e, ver, de uma forma muito diferente. Todo o Xamã tem de sentir uma chama dentro do próprio corpo, da sua cabeça ou do seu cérebro, algo que brilha como o fogo, que lhe dá a força para ver com os olhos fechados na escuridão, o interior de objectos ocultos ou o futuro - ou até os segredos de outras pessoas. Senti que possuía esta maravilhosa capacidade."

Do Continente Americano em essência tribal Índia, ao Continente Asiático, em que o Xamanismo se reveste de grande e primordial importância - em particular, no Nepal, na tribo dos Tibtibe, em que o capuz, as pulseiras e até o mandil são feitos de ossos humanos (imitando a indumentária ritual budista) - todos em geral dão grande relevo à emanação espiritual através dos ossos.
Os Xamãs dos Papuas Nova Guiné - talvez os mais acintosos - usam uma pintura que lhes cobre o rosto e o corpo, assim como um toucado de plumas que, desde tempos remotos, se registam como proeminentes símbolos de captação espiritual - ou de enlevo - ainda mais específico na esfera do desconhecido, tal como invocar outros espíritos, outras almas ou mesmo...outros seres do Além. Ou do Universo. À margem de qualquer tecnologia, será desta forma que os nativos-Xamãs se identificam com esta mesma linha de comunicação e, interacção estelar? Não se sabe.
Algo emerge das profundezas destes homens que, desde tempos imemoriais, se acometem. Desde os processos iniciáticos à desenvoltura e retorno de uma maior consciência na Terra. Que verão então eles? Que luz é essa que tudo desmistifica, que tudo ilumina e lhes dá a suma clarividência que, aos restantes, nada diz? Serão desta forma seres especiais ou apenas chegaram ao limiar de um outro conhecimento que até aqui nos era vedado?
O que não deixa de ser surpreendente é que, haja, para além disto, também uma outra vertente: a dos excessos. Comete-se o percalço ou a desfaçatez de uma maior racionalidade, ao atravessar-se (por vezes) fronteiras inacessíveis, podendo-se subalternizar outros por esses mesmos poderes. Comete-se então homicídio, sobre quem não corresponde a essa cimeira ou, a esses outros valores como sucedeu há pouco na Papua Nova Guiné em práticas primitivas de se acabar com a Feitiçaria. São assim perseguidas essas pessoas, degoladas ou incendiadas, sobre uma finalidade que é antes de mais absurda e, consequente, de toda uma desinformação ou mesmo ignorância sobre quem pratica também tais actos. Um mal da Humanidade que ainda se não deixou vislumbrar - ou apenas elucidar - neste povos remotos ou de remota condição humana! Um flagelo terrível, se registarmos igualmente as práticas correntes (ainda) de um canibalismo acentuado. E isto...em pleno século XXI!
Sem mais assunto que não seja, a evolução da Humanidade - para além de todas as vertentes do Xamanismo (e outras) - que essa ascensão se faça ou se cumpra, mas sempre na fulminante certeza do bem-estar e de um maior equilíbrio no ser humano e não, o seu oposto! Assim seja então!