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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aeone - I will remember you still

A Verdade dos Planetas III


Planeta Saturno em destaque/Úrano/Neptuno/Plutão

Haverá vida efectiva nos anéis de Saturno ou mesmo em si, pelo que se percepciona hoje de alguma movimentação estelar em seu torno? Que projecção ou construção cósmica aí existirá para tanta actividade aí observada por telescópios e, imagens captadas da NASA, que sempre omite, oculta ou muito simplesmente deixa cair no esquecimento geral o que então se regista? Que potencial astronómico - em toda a acepção da palavra - se traduz neste planeta, além os outros mais pequenos depois deste? E tendo Neptuno também esses mesmos anéis - do que se descobriu há poucas décadas - que mistérios encerram estes em si igualmente, no que a mente humana ainda não conseguiu discernir em análise e concludente afirmação por parte dos cientistas mundiais?

Os Anéis de Saturno
O planeta mais facilmente identificável é Saturno, que, apesar de reflectir um brilho pouco intenso, pode ser observado sem telescópio. O que torna este planeta tão facilmente reconhecível é o sistema (que se julgava único até às últimas duas ou três décadas) de anéis luminosos concêntricos que lhe rodeiam o equador, semelhantes aos que apresenta a secção de um corte de tronco de árvore.
Saturno é um planeta enorme, cujo volume excede 740 vezes o da Terra, e apenas pouco menor é, que o de Júpiter. Tal como este, é muito provavelmente composto de hidrogénio, apresentando um núcleo deste elemento em forma líquida ou metálica. Saturno tem três anéis e 17 satélites, as dimensões de um dos quais - Titã - quase equivalem às de Mercúrio. Observados de Titã, os anéis pareceriam  compostos de partículas de pedra revestidas de gelo, retidas no campo de gravidade do planeta. Os anéis, cuja espessura é apenas de cerca de 16 km, têm um diâmetro total de 332 000 km.
A aterragem em Saturno, cuja temperatura de -160ºC (-256ºF) é inferior ainda à de Júpiter, implicaria os mesmos problemas que uma viagem a este planeta. O dia em Saturno não teria senão 10 horas e dois minutos aproximadamente, enquanto um ano no mesmo planeta duraria uma geração em termos humanos - 29 anos terrestres!

Um Satélite de Saturno?
Até agora, os Astrónomos baptizaram e numeraram mais de 2000 Asteróides e estabeleceram as respectivas órbitas. O maior é Ceres, 1003 km de diâmetro, seguido por Pallas (com 608 km) e Vesta (com 538 km). O único que ocasionalmente se aproxima da Terra o bastante para ser visível a olho nu - embora à justa - é Vesta.
A Asteróide mais misterioso talvez seja Quironte, porque se julga ser um satélite de Saturno - fugido da órbita e não um Asteróide. A sua órbita situa-se principalmente entre as de Saturno e Úrano, e um sexto daquela cai na órbita de Saturno.
A primeira teoria sobre a origem dos Asteróides é que são o remanescente de um planeta que explodiu. Parece hoje certo que são formados por materiais que nunca apareceram num planeta em formação e, todos reunidos, apresentam uma massa inferior à da Lua.

Em relação ainda aos Anéis de Saturno e toda a sua pujante actividade exterior - no que se visualizou e captou em imagem extraordinária, obtida e devolvida ao mundo pela NASA - registando-se objectos de dimensões astronómicas (possíveis naves-mães estelares) sob os ditos anéis do planeta. Houve acérrimo debate e alguma polémica - após a projecção mundial e nas redes sociais sobre estas imagens de Saturno e seus anéis - em que se observava objectiva e insinuantemente, a tal estrutura voadora, sibilante e prostrada no espaço cósmico sobre os anéis. Havendo várias outras imagens desse objecto de dimensões astronómicas - para o conhecimento humano - houve igualmente e, por parte de cientistas, ex-militares altamente graduados e já na reserva e, outras patentes ou sumidades nestes assuntos do cosmos que, terão elaborado as suas próprias teses e teorias sob as quais determinaram sapiente e afincadamente de que se trataria muito provavelmente de uma Nave-Mãe que, em espécie de logística-mor ou edificação supervisora, aí se deslocava em especificidade de construção ou edificação sobre os gelados anéis de Saturno. O que se traduz por dizer ou afirmar, segundo estes intervenientes, tratar-se de uma entidade superior de origem estelar em civilização super-avançada tecnológica e racionalmente - ou de inteligência superior, além tudo o que se supõe humanamente...! Regista-se que estas conclusões possuem apenas escassos anos.

Úrano - Planeta Agreste
Todas as informações recolhidas sobre Úrano indicam que as condições vigentes neste planeta são impróprias à vida humana. devido à distância enorme que o separa deste planeta - 2875 milhões de quilómetros - o Sol surgiria apenas como uma estrela brilhante, e os seus raios, após atravessarem uma atmosfera saturada de Amoníaco e Metano, não produziriam qualquer impacte na superfície pantanosa de hidrogénio gelado.
A temperatura em Úrano é de -190ºC (-310ºF). Nestas condições precárias, o Astronauta viveria, no máximo, apenas um ano do tempo Urianiano, pois este corresponde 84 vezes o ano na Terra!
Apesar da enorme distância que o separa do Sol, o facto de Úrano percorrer uma órbita num plano que foma ângulo recto com o seu eixo, permite-lhe uma variação de estações - embora a diferença entre estas seja menos acentuada do que na Terra. Possui 6 satélites.
Um dos factos mais fascinantes relacionados com Úrano é a forma por que foi descoberto. Uma noite, no ano de 1781, um jovem astrónomo amador de nome, William Herschel, observava os astros com o seu telescópio - de fabrico artesanal - procedendo àquilo a que chamava a sua «Revista dos Céus», quando um disco luminoso desconhecido lhe chamou a atenção. Quando outros Astrónomos estudaram a órbita do disco, concluiu-se que Herschel, sem o saber, descobrira um novo planeta - Úrano! O jovem foi então recompensado pelo rei Jorge III com uma pensão e abandonou a sua profissão de músico para dedicar a vida ao estudo dos céus - tornando-se depois o homem que mostrou como as estrelas se distribuíam, formando a Via Láctea.

Neptuno - Um Planeta Gelado! Mas azul!
Se um ano em Úrano corresponde a uma vida na Terra, Neptuno, situado a uma enorme distância do Sol, necessita do dobro do tempo - mais que 164 anos - para realizar um movimento de transladação completo, enquanto descreve uma rotação total em torno do seu eixo em 15 horas. Encontrando-se o Sol a 4504 milhões de quilómetros de distância, não surpreende que em Neptuno a temperatura seja de -230ºC (-382ºF). Possui 2 satélites.
O Planeta Azul - Uma das últimas missões da «Voyager» (na década de 80/90) proporcionou muitas surpresas acerca do mundo mais distante no Sistema Solar: Em Agosto de 1989, a infatigável exploradora do Sistema Solar, a «Voyager 2» passou perante o distante mundo de Neptuno. Como em qualquer dos outros voos que realizou depois do seu lançamento, em 1977,  a Voyager alterou a maneira de ver dos Astrónomos, mas levantou tantas perguntas como aquelas a que deu resposta sobre este planeta gigante. Na opinião corrente, Neptuno é o mundo mais remoto da família do Sol. O pequeno Plutão ocupa usualmente essa posição, mas está agora no ponto da sua órbita mais próxima do Sol, o que o coloca exactamente à mesma distância do Sol que Neptuno. A essa distância, nunca menos de 4337 milhões de quilómetros da Terra, o brilho da luz solar é apenas 9% do que é para nós, e mesmo nessa obscuridade, cada fotografia tirada pela Voyager requer apenas uma exposição de três segundos até ser transmitida para a Terra.

Atmosfera Venenosa
Visto da Terra, Neptuno é um pequeno disco azulado sem contornos claros. A Voyager descobriu um mundo com atmosfera azul-escura de Metano venenoso. Complicadas operações realizadas com telescópios baseados na Terra, tinham levado os Astrónomos a acreditar que o dia de Neptuno durava 18 horas e 12 minutos. A estimativa estava errada em mais de duas horas; as ondas de rádio provenientes do planeta revelaram que o período de rotação da Voyager é de 16 horas e três minutos.
A Voyager descobriu pormenores intrigantes na face do planeta. Existe ali uma tempestade permanente, baptizada de «Grande Mancha Escura», que lembra a «Grande Mancha Vermelha» de Júpiter. Próxima do pólo sul do planeta, há uma mancha menor.
A Grande Mancha Escura é arrastada para oeste a 1100 km/h, ao passo que a tempestade mais meridional está quase parada em relação à superfície não vista do planeta. Aproximadamente a meio de duas tempestades, vê-se outra mancha duradoura de nuvens, chamada «Scooter» devido ao seu rápido movimento.

As Tempestades Violentas geram...Confusão!
Esta violenta actividade atmosférica é ainda mais intensa que a de Júpiter, cujas nuvens giratórias revelaram imagens impressionantes quando a Voyager por ali passou.
O poder da atmosfera de Neptuno resulta da energia proveniente da luz solar e do calor interno, apenas 1/20 daquele que apresenta a atmosfera de Júpiter.
Os cientistas procuram uma explicação para o motivo que faz com que a atmosfera de Neptuno se mova tão vigorosamente com tão pouca energia.
A orientação do campo magnético de Neptuno foi outra surpresa. Os cientistas tinham admitido que, tal como na Terra, os pólos magnéticos do planeta estariam próximos dos correspondentes pólos geográficos, mas observou-se então que, (não se esperando isto) a Voyager tinha sido programada para voar através de uma região do campo magnético que apresentou menos interesse do que o esperado. Cinco anos antes de, a Voyager ter alcançado Neptuno, os Astrónomos anunciaram a descoberta de Arcos que pareciam fazer parte dos Anéis que rodeiam Neptuno - o que foi confirmado pela Voyager! Os Arcos, e outros pormenores dos Anéis que adornam os planetas longínquos, são ainda hoje mistérios por explicar. Ou talvez não.

Mistérios de Plutão - O Planeta longínquo
Foi Clyde Tombaugh quem, no Observatório de Lowell, em 1930, confirmou a sua existência - já então suspeitada. É o Planeta mais afastado do Sol, a 5900 milhões de quilómetros de distância e, do centro do Sistema Solar. Pouco se pode formular sobre a atmosfera deste planeta, não sendo possível dar grandes dados sobre a temperatura sentida  à sua superfície, sabendo-se só de antemão que é um planeta frio, gelado. A massa em relação à Terra impõe-se nos 0,002. Possui um satélite.
O seu diâmetro é de 3000 quilómetros, na duração da rotação (do dia) sublima-se por 6 dias, na duração de transladação (do ano) 248 dias, sendo um planeta frio - incalculavelmente frio e sem vida!

O Duplo Planeta
Os Astrónomos descrevem frequentemente a Terra e a Lua como se formassem um «duplo planeta», por esta última ser tão grande: o seu diâmetro orça por um quarto do da Terra. Mas, em 1978, descobriu-se que o distante e pequeno Plutão ainda merece mais essa descrição, já que tem um parceiro cujo diâmetro é metade do dele.
Ninguém suspeitava da existência do companheiro de Plutão até que um astrónomo americano, James Christy, reexaminou velhas fotos do planeta que tinham sido rejeitadas porque a imagem de Plutão estava ligeiramente alongada e, com forma oval. Christy compreendeu que não se tratava de qualquer defeito: as fotos mostravam um satélite de Plutão que a câmara fora incapaz de separar do planeta principal. O corpo celeste então descoberto, baptizado de «Caronte» - o nome do barqueiro mitológico que levava as almas para o Hades através do rio Estrige - orbita Plutão à distância de 20 000 quilómetros, levando cerca de uma semana a fazê-lo.

Medição da Massa
A observação de Caronte proporcionou imediatamente um manancial de informações sobre o mundo obscuro de Plutão, o qual é visto apenas como uma cabeça de alfinete de luz pelos maiores telescópios. Até então, os Astrónomos não conheciam a sua dimensão ou massa, mas aplicando as leis da gravidade ao movimento de Caronte, concluíram que a massa combinada do sistema, corresponde apenas a 5% da, da Terra; sendo a maior parte pertencente a Plutão.
Significa isto que, a densidade deste, é aproximadamente dupla da, da água - o que sugere que é constituído principalmente por rochas, com algum gelo...provavelmente, água gelada!
Presentemente a órbita de Caronte está proporcionada de tal modo que, visto da Terra, ele passa primeiro em frente de Plutão e depois para trás, de modo que o brilho de cada um deles é alternadamente obscurecido. Este feliz alinhamento torna possível medir com rigor a dimensão dos dois corpos: os Astrónomos conhecem a velocidade com que viajam e podem determinar o tempo durante o qual um deles obscurece o brilho do outro.

Manchas Brilhantes
Os Astrónomos analisaram os momentos em que, por exemplo, o brilho de Plutão se reduz particularmente quando Caronte passa em frente dele. Acontece isto se, uma área iluminada da superfície de Plutão é obscurecida por Caronte, e os Astrónomos identificaram essas áreas iluminadas como sendo as Calotes Brilhantes de Gelo de Plutão!
Estas reduções do brilho não se verificam quando Plutão passa em frente de Caronte; é, por isso, provável que este não tenha essas Calotes de Gelo.
Os Astrónomos têm de se contentar com esta simples definição de Plutão e Caronte durante os próximos anos, pois não existem planos para enviar sondas para essas paragens tão distantes do Sistema Solar. Até pela consequente razão dos elevados custos financeiros espaciais sobre esta matéria.

Fechando este ciclo planetário do nosso Sistema Solar, há que referenciar que, por vias de nova e mais avançada tecnologia nos anos que correm, muitas mais descobertas foram entretanto assomadas, esclarecidas e pontificadas por toda a comunidade científica e da Astronomia em geral.
Quanto à perspectiva do ser humano - em ascensão e certo glamour espacial - se autenticar por «navegar» nos céus, conquistar o Cosmos ou sequer, colocar os pés em qualquer outro planeta que não a Terra, ainda muito haverá por almejar e, alcançar. Marte é o próximo passo, após o nosso satélite-Lua. Para isso, serão necessários mecanismos espaciais astronómicos em toda a linha, na repercussão cósmica que lhes assiste, não sem antes registar-se que, a não haver avanços reais...nada se sublimará. Ou imporá em Céu estelar...! Se o Homem inventar e, conseguir criar e sustentar a dita «Suspensão Criogénica» (que só observamos nos filmes de ficção científica) e, que nos poderia assim fazer subsistir e permanecer incólumes no Espaço, para além da posse e propriedade de naves imunes aos Raios-gama com um sistema próprio de propulsão avançada; com uma energia exótica poderosa em partículas subatómicas que não interferissem com os nossos tão frágeis corpos nessa viagem interestelar, havendo uma massa energética concentrada nessas tais exuberantes naves ou ainda, com a ajuda de inteligência artificial ou superior, alienígena (que assim o desejassem em corroborar dos nossos terrestres avanços espaciais...) ou, por último, houvesse uma grande evolução em que a NASA/ESA ou outras poderosas estações espaciais que surjam no resto do mundo, nos solidificassem a certeza estelar por vias sondas robóticas com tripulação artificial e não biológica (sem seres humanos) para a efectivação real de mais conhecimentos e afins. Então sim, estaria aberta a longa e complexa «porta» do Cosmos e ostensivo Universo a nós, terrestres!
No meio de tudo isto, em Cosmos maravilhoso mas imenso de 100 mil milhões de Galáxias, biliões ou triliões de Estrelas, havendo o Tempo-Espaço-Matéria e, Antimatéria conjuntas que nos seria fatal, para além das velocidades titânicas existentes (160 milhões por hora); enfim...o que dizer deste nosso futuro a breve prazo...? Uma grande, uma enorme interrogação talvez. Mas, em esperança também de algo surgir e nos suscitar esses mesmos avanços que por vezes aludimos unicamente a seres superiores e muito mais inteligentes do que nós! Seja como for, o futuro a Deus pertence...a esse mesmo Deus-Uno universal e omnipotente, e cósmico, de todo o seu ou seus Universos!
Finalizarei então com a célebre frase já por muitos instituída na Terra como a frase ou o «verbo» de um certo Deus ou seus secretários estelares que, por vias da Missão STS - 115 - Atlantis, terá evocado e perpetrado uma sua mensagem estelar: "Não Estão Sozinhos! Mas Também Não Estão Preparados Para o Saber! Ainda!" - Estarão «Eles» certos e nós, terrestres, errados??? Aqui ficará a questão. Espero sim, é que com o continuar dos tempos...já não estejamos assim tão sós e «Eles» tão certos na sua crença de nós, humanos, não estarmos preparados para isso. Não tem de haver confronto mas...colaboração. Afinal...de onde viemos nós terrestres? Que passado foi o nosso...? Mas acima de tudo, que futuro nos aguarda...? Com «Eles» ou sem «Eles»??? Penso que em breve saberemos essa resposta. Que «Eles» há muito que a sabem, certamente! A bem da Humanidade, a resposta nos seja favorável e que Deus-Uno nos resguarde sempre de um qualquer pecado ou cataclismo cósmico, pois há tanto por saber ainda...tanto por descobrir ainda...pois que «Eles» o desejem e assim possa ser!!!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Verdade dos Planetas II


Planeta Júpiter - O «Gigante» do nosso Sistema Solar

Sendo o maior planeta do Sistema Solar - Júpiter - e, inexequível em sobrevivência humana, redimensionar-se-à então como pensam os astrónomos num determinado encolher em si?
Poderá ramificar-se vida em Júpiter, à sua superfície, um dia, à semelhança da Terra? E que mancha vermelha é esta, a de Júpiter, que ainda hoje confunde os cientistas entre a sua loquaz intermitência - desaparecendo mesmo por vezes - até à razoabilidade de ser «apenas» uma grande nuvem de gás? Ou matéria desconhecida...!? Poderá ser uma «cidade estelar»? Uma nave tele-transportada no que consideramos pura ficção ou simplesmente...algo indefinível por nós humanos, em maior clarividência científica? Que mistérios e segredos possuirá esta tão enigmática mancha sobre Júpiter?

A Energia do Gigante que Encolhe
 - O maior planeta do Sistema Solar é aquecido pelo movimento de gases -
Júpiter é o monstro dos planetas, com 1300 vezes o volume da Terra. É uma grande bola de hidrogénio, na maior parte gasoso mas possivelmente comprimido pelas enormes forças gravitacionais do seu centro, o que lhe confere um estranho estado metálico. O que da Terra se vê da superfície de Júpiter, com as suas faixas amarelas e castanhas, é o nível mais alto de nuvens profundas de amónia e de compostos sulfúricos.
Estas nuvens leves e altas consistem provavelmente em cristais de amónio, que existem em estado sólido porque as temperaturas são de -167ºC ou ainda inferiores.
Júpiter ferve de energia - vê-se isto pelos estampidos das ondas de rádio provenientes de tempestades que rebentam na sua atmosfera e, pelas vastas auroras. A nossa recepção destes estampidos é perturbada pelos movimentos de «Io» - a mais interior das quatro maiores luas, mede 3630 km de diâmetro e é ligeiramente maior do que a Lua.
As partículas que redemoinham no intenso campo magnético de Júpiter dão origem a outra e mais firme corrente de ondas de rádio. Este campo magnético opõe-se ao da Terra (em relação ao seu eixo de rotação) e é por isso que uma bússola terrestre apontaria, em Júpiter, para sul e não para norte.

Perigos na Sondagem do Espaço
Este poderoso campo é uma terrível armadilha, mesmo mortal, já que faz mover rapidamente partículas subatómicas - um perigo para os Astronautas!
Por pouco não inutilizaram os instrumentos do Pionner 1 da NASA quando voava para Júpiter nos finais de 1973. A sonda encontrou uma radiação 500 vezes mais intensa do que seria necessário para matar um ser humano. «Io» ( a tal lua interior de Júpiter) move-se no interior dessas cinturas de radiação, que destroem o material da sua superfície para formar um anel de gás ao longo de toda a sua órbita. Existe ainda um terceiro tipo de emissão de rádio por Júpiter: o que provém de alguma fonte interna de calor. Os astrónomos pensam que ele continuará a encolher, como sucedeu após ter sido criado a partir de uma nuvem primordial de gás, e que isso liberta energia. As moléculas de gás adquirem velocidade à medida que caem para dentro e, ao colidirem com a matéria densa existente nas proximidades do centro do planeta, a energia do seu movimento converte-se em calor, que o aquece.

Vida em Júpiter?
Pode afirmar-se que o Homem provavelmente nunca aterrará em Júpiter (pelo menos no século vigente), pois todos os factos conhecidos indicam nada existir neste planeta em que se aterre. Se Júpiter tem uma superfície - o que não é de modo algum garantido - esta não passará de um lamaçal sem consistência de hidrogénio comprimido. Sendo Júpiter o planeta de maiores dimensões e, parecido com o Sol, composto essencialmente de hidrogénio - matéria básica da formação do Universo - produz a própria energia que despende. Devido ao seu volume considerável - é maior que todos os outros planetas juntos -  e, consequentemente, à enorme força de gravidade que exerce, retém todo o seu hidrogénio original que o envolve completamente, tornando-se impossível a existência de vida. Vida humana.
Os outros planetas perderam o hidrogénio atmosférico quando este, aquecido pelos raios solares, escapou á acção da gravidade. Contudo, e embora o hidrogénio seja a mais leve substância conhecida, a força da gravidade exercida por Júpiter é tão poderosa e o planeta encontra-se tão distante do Sol (778 milhões de quilómetros) que nenhuma força exterior foi capaz de lhe arrancar este manto de gás. Quando o Sol - seguindo o padrão imutável das estrelas - se expandir e queimar os planetas interiores, o aspecto de Júpiter poderá sofrer uma alteração espectacular. De acordo com as últimas previsões, o Sol aumentado, dotado de uma maior força gravitacional, atrairá o hidrogénio de Júpiter, permitindo então ao planeta contrair-se num denso globo de elementos pesados.
A vida baseada no elemento-Carbono tornar-se-ia então possível à superfície, podendo eventualmente Júpiter vir a ser uma outra Terra.
Estas considerações não são, porém, senão previsões, cuja concretização se verificaria apenas num futuro longínquo - cerca de 7000 milhões de anos a partir do momento presente. Entretanto, o gigantesco planeta terá de ser explorado a partir de um dos seus satélites (em número actual de 16), num dos maiores, Calisto, que é mais volumoso do que o planeta Mercúrio. dele, Júpiter assumiria o aspecto de um disco maciço coberto de faixas de nuvens turbilhonantes e, coloridas.
No caso improvável de ser dado a um homem equipar-se de forma a poder penetrar na atmosfera de Júpiter, teria de considerar-se a travessia prévia das nuvens que rodeiam o planeta. Provavelmente constituídas de Amoníaco e Metano, condensar-se-iam em em chuva amoniacal e neve, à medida que o explorador nelas mergulhasse; antes de esta chuva poder atingir qualquer ponto próximo do misterioso núcleo do planeta, o Amoníaco evaporar-se-ia de novo em nuvens, soltando enormes descargas de electricidade, em comparação com as quais os relâmpagos terrestres poderiam considerar-se como faíscas de um isqueiro.

A Mancha Vermelha
O Astronauta a 8000 km de distância seria submetido a uma pressão intensa, e à sua superfície teria 2,5 vezes o seu peso normal. Em nenhum ponto da sua viagem encontraria oxigénio para respirar. As nuvens teriam uma temperatura de -140ºC (-220ºF) - inferior à de qualquer matéria conhecida na Terra - excepto oxigénio líquido produzido artificialmente.
O Sol, de uma luminosidade pálida, tão distante que pareceria apenas uma estrela tremulante, nasceria e pôr-se-ia com o intervalo de 9 horas e 45 minutos.
A velocidade de rotação deste planeta tão maciço é, proporcionalmente à sua massa, espantosamente rápida. A força centrífuga gerada provoca a acumulação de matéria no equador, pelo que Júpiter é mais notoriamente achatado nos pólos do que a Terra. Júpiter necessita de 11 anos e 8 meses para descrever a sua órbita em torno do Sol, facto pouco relevante para um hipotético visitante, uma vez que, devido à distância que o separa dessa estrela, nele não existem estações diferenciadas.
O primeiro Astronauta a visitar Júpiter receberia certamente instruções no sentido de dedicar um estudo especial à chamada «Mancha Vermelha», que começou a ser registada nos desenhos dos Astrónomos em 1631.
A mancha Vermelha - assim denominada devido ao seu brilho avermelhado - varia de intensidade com o tempo, desaparecendo por vezes completamente. Há muito que a sua natureza confunde os observadores e cientistas. Uma das hipóteses ventiladas presume que se trata de uma grande nuvem de gás que se ergue da «superfície» de Júpiter. Outra, considera-a matéria sólida, de natureza desconhecida - flutuando assim na atmosfera do planeta.
Sabe-se indubitavelmente - pois foi cuidadosamente estudada e medida por telescópios - que a Mancha Vermelha é, na realidade, uma mancha enorme, cujas dimensões se calcula serem de 48 000XX11 200 km.

Júpiter comanda os Asteróides
A velocidade com a qual um objecto orbita o Sol determina-se pela distância a que está deste: quanto mais afastada se achar uma órbita, mais devagar o objecto a percorrerá. Um Asteróide, portanto, situa-se numa órbita mais perto da do Sol do que daquela que Júpiter percorre regularmente. Cada vez que o Asteróide se aproxima, o seu movimento é perturbado pela poderosa força gravitacional de Júpiter. Nalgumas órbitas, estas perturbações são cumulativas e podem forçar o Asteróide a mudar de órbita. Suponhamos então que, forçado por qualquer perturbação, um Asteróide se desvia para uma órbita que leva quatro anos (4)a circular à volta do Sol. A órbita de Júpiter leva 12 anos, de modo que o Asteróide se aproximará de Júpiter de 6 em 6 anos, tempo que completará meia órbita.
Os dois corpos passarão num ponto 180º distante do seu anterior encontro. Após outros 6 anos, o Asteróide volta a aproximar-se de Júpiter, na mesma parte da sua órbita em que se situava originalmente.
O campo gravitacional de Júpiter atrairá repetidamente este Asteróide para os mesmos dois pontos da sua órbita, repeli-lo-à para nova órbita, ora mais afastada ora mais próxima da do Sol. Na realidade, na órbita dos 4 anos não se encontrarão Asteróides, como em nenhuma outra de um grande número de órbitas «proibidas». Estas zonas são chamadas os intervalos de Kirkwood, nome do astrónomo americano Daniel Kirkwood que, em 1857, predisse a sua existência.
Existe um exemplo ainda mais impressionante da influência da órbita de Júpiter: efectivamente, dúzias de Asteróides têm sido «captados» por Júpiter e estão compelidos a partilhar a órbita do planeta gigante. Estes Asteróides prisioneiros dividem-se em dois grupos. Um deles centra-se num ponto 60º à frente de Júpiter, o outro 60º atrás, mas alguns isolados, afastam-se muito destas posições.

Toda uma série de Sondas Espaciais inovadoras, construída pela Agência Espacial Europeia (ESA) e lançada pelos EUA, aumentará o nosso conhecimento do Sol e destes planetas do nosso Sistema Solar. Entre outros, ao que se congemina já nos dias de hoje.
A sonda Ulisses, lançada pelos EUA em 1990, seria a primeira sonda a voar sobre os pólos do Sol. A princípio, «Ulisses» avançou afastada do Sol a caminho de Júpiter - o maior planeta do Sistema Solar como já foi tão insistentemente referido - e, atraída pela poderosa gravidade do planeta gigante, foi forçada a guiar-se como uma pedra atirada por uma funda, sendo levada para fora da eclíptica - o imaginário plano onde assentam as órbitas dos planetas.
Muitas outras sondas se perspectivaram ao longo destas últimas décadas e muitas outras se reportarão porventura, no que nos vai consolidar ainda mais a certeza do pouco que se conhece sobre toda esta esfera dinâmica de planetas, estrelas, nebulosas e todo o potencial cósmico do Universo. Júpiter, por sua vez, terá muito ainda por desvendar no que se percepciona deste imenso gigante planetário!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Verdade dos Planetas I


Planetas Vizinhos da Terra: Mercúrio / Vénus / Marte

Para nós humanos ainda é impensável haver vida nestes planetas vizinhos, mas será assim efectivamente? Existirá uma outra forma de vida interestelar que os habitem, povoem, visitem ou sequer permaneçam ainda que por breves «momentos»? Sendo todos eles hostis à condição humana de sobrevivência e habitat, sê-lo-à também para os seres estelares do Cosmos ou, ao invés disso, lhes sejam completamente indiferentes - ou mesmo imunes -  na interferência nociva de atmosferas agressivas e temperaturas intoleráveis? Que segredos nos esconde ainda o nosso próprio Sistema Solar em planetas vizinhos da Terra?

O Império do Sol
(Mercúrio: um Inferno de rochas e crateras em solo incinerado, Vénus demasiado quente para a vida, Marte demasiado frio). Restando a Terra, em planeta amistoso à vida no ser humano, será possível esta existir algures noutros planetas? Certamente que sim, mas fora do nosso alcance espacial.
Os planetas vizinhos da Terra, Vénus e Marte, pareciam á priori serem os locais mais prometedores no nosso Sistema Solar, no que se refere a condições apropriadas à vida.
As sondagens espaciais, porém, descobriram que Vénus é demasiado quente (460ºC, em média) e que suporta uma pressão esmagadora: 93 vezes superior à nossa. Quanto a Marte é um planeta gelado (-60ºC, em média) com uma fina atmosfera de dióxido de carbono. Nenhum seria apropriado à vida, ainda que muito primitiva. A Terra, porém, teve sempre um clima suportável: houve sempre água, mesmo quando, há milhares de anos, o brilho do Sol era apenas 70% do actual. A explicação reside na forma como o calor do Sol é captado pelo dióxido de carbono na nossa atmosfera.
Ao longo dos anos, os níveis desse gás ajustaram-se para manter uma temperatura correcta na Terra. Em Vénus, existe sempre demasiado dióxido de carbono; em Marte, nunca há o suficiente. Em relação à Terra, a distância a que esta se encontra do Sol (exactamente a 149,6 milhões de quilómetros) condiciona a sua temperatura máxima que se localiza nos 60ºC (140 F). O perigo que poderiam representar raios saturados de radioactividade é evitado pela existência de um campo magnético, conhecido como o Cinturão de Van Allen, que recolhe esses raios e os conserva retidos no Espaço a uma distância considerável. A inclinação do eixo da Terra origina as estações e a composição da atmosfera - oxigénio, azoto, vapor de água, dióxido de carbono e árgon - fornece os ingredientes vitais para a manutenção da vida orgânica.

Mercúrio - O Planeta de menores dimensões
Mercúrio é o planeta interior de menores dimensões e o que oferece condições menos amenas. Recentemente ainda, supunha-se que o dia em Mercúrio tinha a mesma duração do seu ano - 88 dias na Terra. Os Astrónomos afirmavam que uma face do planeta nunca recebia a luz solar, mantendo-se mergulhada num frio intenso permanente, enquanto a temperatura elevada da outra, constantemente sujeita à acção dos raios do Sol, provocaria a ebulição de metais macios, como o chumbo ou o estanho. Actualmente, porém, está provada a falsidade desta suposição, explicada pela coincidência de Mercúrio apresentar sempre a mesma face voltada para a Terra no mesmo ponto da sua órbita em torno do Sol. Na realidade, a rotação dura apenas 58,6 dias terrestres, em consequência do que todas as zonas do planeta recebem a luz - e o calor - solar.
A temperatura da face de Mercúrio, supostamente gélida, é consideravelmente superior ao que se pensava. Se alguma vez for possível a um Astronauta viajar até este planeta - a distância varia entre 80 e 218 milhões de quilómetros e a viagem demoraria bastante mais de 6 meses - encontrará nele uma temperatura nocturna muito semelhante à de um belo dia de Verão na Terra, ou sejam 22ºC (72 F). Como a órbita que Mercúrio descreve em trono do Sol corresponde apenas a metade da sua rotação, o Astronauta teria de esperar o equivalente a 176 dias  na Terra por uma manhã escaldante. Se, de qualquer forma, tivesse possibilidades de subsistir até ao «meio-dia», a temperatura atingiria 400ºC eo mercúrio dos seus instrumentos ferveria!
Admitindo que, nestas condições, o Astronauta conseguisse sobreviver, o considerável peso do seu equipamento isolador não lhe impediria provavelmente os movimentos, como seria de supor. Devido à reduzida acção da gravidade que se faz sentir em Mercúrio, um homem de 75 kg. pesaria apenas 25.

Um Passeio por Mercúrio
Um passeio por Mercúrio revelaria um solo bastante queimado e desprovido de mares ou rios que impedissem um veículo de percorrer a distância de 16 000 km que constitui a sua circunferência.
Descrevendo Mercúrio uma órbita mais clíptica do que a de outro qualquer planeta, à excepção de Plutão,  a temperatura varia de um dia mercuriano para outro. Num dos dias mais quentes, deparar-se-ia ao visitante uma paisagem rochosa e de crateras, sob a luz ofuscante de um Sol enorme. De noite, uma vez que Mercúrio não possui qualquer satélite, apenas seriam visíveis as estrelas e a distante luminosidade de Vénus e da Terra.

A Verdade acerca de Vénus
Embora Vénus se encontre consideravelmente mais perto do Sol do que a Terra - respectivamente - 108 e 149 milhões de quilómetros - a sua superfície é protegida do calor escaldante por uma nuvem densa e permanente. Apenas há 70/80 anos os Astrónomos imaginavam, sob esta nuvem, um planeta palpitante de vida: uma espécie de floresta tropical e saturada de vapor, que alguns astrónomos mais imaginativos viam percorrida por monstros semelhantes a dinossauros - enquanto outros interpretavam o halo luminoso (que por vezes se avista em torno de Vénus) como o brilho de cidades durante a noite.
Agora que as nuvens venusianas foram atravessadas por Sondas Espaciais Americanas e Russas, as construções fantasistas ruíram, vindo a provar-se que a realidade é muito diferente. O planeta, cuja temperatura à superfície é de 500ºC (932 F), está envolvido por um gás venenoso - o dióxido de carbono. Poeiras e cristais de gelo fundem-se conjuntamente num «smog» amarelado, que só ocasionalmente é atravessado por uma pálida luz solar, que empresta às rochas um brilho avermelhado. Em torno tudo é areia juncada de calhaus, que as constantes tempestades de pó moldaram em formas estranhas. O calor asfixiante não permite o desenvolvimento de qualquer espécie de vida conhecida. As partículas de gelo existentes na nuvem derretem-se e transformam-se em vapor muito antes de, sob a forma de chuva, poderem cair na superfície do planeta.
As dimensões de Vénus, cujo diâmetro é de 12 104 km e cuja força de gravidade é ligeiramente inferior à da Terra, quase equivalem à deste planeta com um diâmetro de 12 756 km. O movimento de rotação de ambos os astros processa-se em sentidos opostos, pelo que um homem a quem fosse dado aterrar em Vénus e descortinar o Sol através da nuvem de smog que o encobre, veria esta estrela nascer a oeste e pôr-se a leste. Não existem estações em Vénus, e como o planeta necessita de 242 dias para completar um movimento de rotação e apenas de 225 dias para descrever uma órbita em torno do Sol, um dia venusiano é mais longo do que um ano.

Vida em Vénus?
Um dos problemas de mais difícil resolução que os cientistas teriam de enfrentar antes de lhes ser possível ventilar sequer a hipótese da possibilidade da concretização de um voo de três meses até Vénus, seria o da enorme pressão atmosférica de 105,4 kg, por centímetro quadrado, 100 vezes superior à exercida pela atmosfera terrestre. Assim, mesmo que um Astronauta pudesse sobreviver a todos os outros perigos, seria mortalmente esmagado - a menos que dispusesse de equipamento de protecção adequado.
Apesar do carácter pouco atraente da realidade sobre Vénus revelada pelos astrónomos modernos, este planeta desde sempre excitou as imaginações fantasiosas. Mas só se o seu permanente invólucro de nuvens se dispersasse, permitindo à água atingir a superfície e, libertar oxigénio na atmosfera, se tornaria possível que este sombrio Inferno sem vida sofresse uma transformação, aproximando-se de algum modo do sonho de muitos dos escritores de ficção científica.

Marte e os seus Canais
Poderá acontecer que o primeiro visitante de Marte traga consigo uma espécie da única vida orgânica que existe no Sistema Solar fora do nosso mundo - provavelmente uma espécie primitiva de musgo.
A noção de que as condições em Marte eram tão semelhantes às da Terra que aquele planeta poderia ser habitado por uma raça de homens persistiu até ao fim do século XIX.
Recebeu um poderoso incentivo quando, em 1877, o milanês Giovanni Schiaparelli anunciou a descoberta de linhas estreitas e regulares que atravessavam os desertos marcianos, que assinalou no mapa que traçara do planeta e às quais chamou «canali» - ou seja, canais em italiano.
Embora Schiaparelli nunca afirmasse peremptoriamente que estes canais eram construídos artificialmente, a palavra «canais» causou impacte e, alimentada por piadas de music-hall e pela ficção científica, a imaginação popular facilmente concluiu que a existência de canais implicava a dos respectivos construtores. Estaria assim tão errado Schiaparelli? Haverá alguma sustentação no que este defendeu em canais, túneis ou sequer estruturas que algo - ou alguém - assim e aí determinou em solo marciano? Do que se sabe hoje por vias de naves,sondas e robôs - em particular do Robô Curiosity Rover em Marte na actualidade (2014) sobre outras (sondas e imagens recolhidas) - no que prospectam, recolhem e mandam analisar na Terra, (havendo imagens da NASA/ESA sobre suspeitas estruturas aí montadas) que objectivamente intrigaram o mundo.Será que poderá ter tido algum fundamento o que Schiaparelli registou? Mas continuemos na fulgurante descrição sobre estes ditos canais em Marte.
Também o astrónomo americano Percival Lowell, a quem foi dado observar os «canali», defendeu a teoria de que estes eram prova de existência de vida, argumentando que os Marcianos, dotados de inteligência, tinham aberto esse vasto sistema de canais para irrigarem os desertos, aproveitando os reservatórios de humidade existentes na camada polar marciana de gelo.

A Negação da existência de Marcianos
As teorias de Lowell contribuíram para a idealização do quadro fascinante de um mundo onde existia uma raça (ou espécime) altamente culta, vivendo em paz e trabalhando na prossecução de projectos, que permitissem a conservação da água.
Estas teorias encontraram, porém, oposição. Objectou-se que, a extrema finura das camadas polares de gelo - que provavelmente não excediam alguns centímetros - só dificilmente lhes permitiria serem a fonte de um vasto sistema de irrigação e bombagem que cobrisse todo o planeta. Além disso, outros observadores - utilizando telescópios tão grandes e potentes como os de Lowell - ou não conseguiram ver os canais ou, opinaram que estes, eram apenas formações naturais.
As pesquisas realizadas nos últimos 80 anos anularam, finalmente, a teoria do homem marciano. Mas outras emergiram. Não havendo vida em Marte à superfície, haveria vida no centro em periférica e subterrânea condição de sobrevivência? Ou estaremos perante mais uma alucinação de massas que quer a todo o custo exigir vida neste planeta? E havendo de facto, por que se não mostram? Mas continuemos com a descrição deste planeta vermelho.
Os canais são apenas fissuras geológicas, que astrónomos imaginativos transformaram em longas linhas rectas. As condições em Marte são, na realidade, mais agrestes para a vida orgânica do que o Sahara ou a Antárctida. De qualquer modo, o primeiro homem a quem for dado visitar Marte, contemplará um mundo desconhecido e fascinante - mais semelhante à Terra do que qualquer outro dos planetas solares - daí a teoria de podermos nós na Terra sermos todos ou em parte provenientes de Marte, por surgimento de um grande impacte (Meta-meteorito) sobre Marte, tendo esta população fugido para a Terra onde provavelmente se terá instalado, adaptado e desenvolvido até aos nossos dias. Apenas mais uma teoria. Como tantas outras.
Marte tem atmosfera, embora não susceptível de ser respirada por um ser humano. O ar, mais rarefeito do que no pico do monte Evereste, é principalmente constituído por dióxido de carbono, com uma escassa parcela de oxigénio. Observado através desta atmosfera, o Céu surgiria Azul-escuro. Este planeta está mais distante do Sol (228 milhões de quilómetros) do que a Terra (149 milhões), razão por que, observado de Marte, o Sol pareceria mais pequeno.
Enquanto o dia marciano é meia hora mais longo do que o da Terra, o ano tem quase o dobro do nosso - 23 meses terrenos. O fenómeno da gravidade reduziria o peso de um Astronauta em Marte a pouco mais de um terço do normal. Uma viagem completa em torno do planeta seguindo o seu equador, corresponderia a uma distância superior a 20 800 km.

Vida em Marte?
O explorador de Marte aterraria numa superfície aparentemente desprovida de vida, revestida de poeiras acastanhadas e perfurada por crateras, em que as montanhas se erguem a alturas equivalentes, talvez, ao triplo do Evereste.
Perto do equador, o Astronauta encontraria uma uma temperatura amena, de cerca de 22ºC. Verificaria que os pólos não são revestidos de uma camada de gelo, mas de uma camada fina de dióxido de carbono, que na estação quente se transforma em vapor. Com a mudança de estações, ventos fortes sopram da atmosfera polar, mais fria, para substituírem as massas gasosas ascendentes da zona equatorial.
A Primavera Marciana seria a estação indicada para o primeiro explorador partido da Terra, procurar então... encontrar vida. Por essa altura, quando a camada de gelo recua, observadores na Terra têm visto áreas escuras que se expandem e parecem mover-se em direcção ao equador de Marte.
É possível que o explorador transmitisse pela rádio o seu desapontamento. Chegou a pensar-se que estas áreas escuras eram cinturas de vegetação, que variavam com as estações. Mas uma explicação mais aceitável é a de que são apenas rochas de terras altas que os ventos fortes varrem de poeiras. No entanto, seria talvez dado ao astronauta que se encontrasse em Marte descobrir os robustos líquenes que, segundo crêem alguns cientistas, aí se desenvolvem, extraindo do vapor que se desprende a água necessária à sua vida - ou indo mesmo buscá-la a reservas que existem abaixo da superfície ressequida. Novamente se instaura a elucubração de vários cientistas sobre uma potencial vida subterrânea - e emergente - em seres vivos ou habitantes deste planeta. Há ainda a referência de que, seja mesmo possível que estas «pedras» existentes entre os líquenes sejam, na realidade, animais de corpos arredondados e desprovidos de membros, capazes de extraírem água do óxido de ferro existente nas poeiras vermelhas do planeta.
Esta era a hipotética insinuação bacteriológica de então, há décadas. No que, na actualidade, se veio desmistificar e mesmo comprovar os cientistas estarem certos dessas suas teorias de então, sobre os múltiplos organismos refugiados nas profundezas do interior do planeta. Muito se esventrou até aos dias de hoje por tantas perseguições e recolhas dos robôs aí instalados - em Marte - sob a perspectiva e óptica de novas e mais avançadas tecnologias. Sabe-se hoje que, objectos em forma de verme - semelhantes às nanobactérias terrestres (com cerca de 3400 milhões de anos) - aí existem, assim como estruturas moleculares orgânicas em forma de anel, típica da desintegração dos microrganismos terrestres. Há finas cadeias cristalinas que se assemelham às bactérias magnetostáticas da Terra. Possuem uma estrutura magnética, sendo capazes de se orientar como uma bússola no campo magnético terrestre. Existem nanobactérias que vivem no interior das pedras - como já inicialmente se suspeitava - sem depender da energia solar. Observou-se também que, as bactérias expelidas de Marte (por violento impacte) nos fragmentos que trouxeram consigo em organismos vivos (bactérias) estas tinham resistido à viagem no Espaço. Por conseguinte, há quase a certeza de ter havido vida em Marte sob rios, mares e lagos há 4000 milhões de anos neste planeta. Quanto às bactérias sobreviventes em Marte - e mesmo as outras, resistentes no Espaço - só vem confirmar ou reajustar talvez, a teoria de certos cientistas de que, muito provavelmente, havendo vida neste planeta mas por perigo eminente da sua destruição por Cometas, Meteoritos gigantes ou mesmo um qualquer outro planeta invasivo no seu, tenha havido certa e ponderada sobrevivência além este. Se as bactérias resistem à viagem espacial, porventura também os seus habitantes terão procurado outras paragens antes do grande impacte. Ou, como se já referiu, se tenham deslocado para o interior do planeta. Não se sabe. Quanto ao meteorito de Marte, o designado ALH 84001, (1994 na Antárctida) encontraram-se pequenas esferas de carbonato (mineral cálcio) que se formaram organicamente - nos tais microrganismos desenvolvidos em Marte! Apesar destas nanobactérias sobreviventes que não necessitam de energia solar para se reproduzirem, Marte continua a ser assim, um planeta gelado!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Planetária Vizinhança


Sistema Solar - (Lar Cósmico Terrestre)

Haverá ainda alguns mistérios por desvendar no nosso Sistema Solar, num conhecimento mais ostensivo ou digno de registo em vida planetária? Poder-se-à «fabricar» essa mesma vida interplanetária e, estelar, vivificada entre planetas numa base artificial humana? Ascenderá o Homem nos próximos séculos a uma vida mais além - interestelar - do que apenas hoje pode concretizar através das naves e sondas espaciais não tripuladas? Estaremos a anos-luz disso ou...a um mero e simples passo para que a Humanidade possa efectivamente dar um passo de gigante nessa sua missão?

Os Vizinhos da Terra
Não existe um consenso geral sobre a formação dos planetas. A teoria mais largamente aceite é a de que, há cerca de 5000 milhões de anos, nuvens turbilhonantes de matéria se começaram a condensar. Devido à acção de forças centrífugas, as moléculas mais pesadas concentraram-se junto do centro dos redemoinhos, enquanto as mais leves, de material gasoso, foram lançadas para a periferia. O que de facto se sabe é que 9 corpos - os Planetas - começaram a descrever órbitas em torno do Sol.
O planeta Terra é o terceiro mais próximo do Sol com a terceira das órbitas mais pequenas. A sua velocidade de rotação é a quinta, como quinta é a sua força de gravidade; ocupa o terceiro lugar em temperatura e o quinto em massa. É ainda dotado de uma característica que nenhum dos outros possui - uma atmosfera capaz de alimentar a vida em todas as múltiplas formas sob as quais esta existe. Há satélites que circulam em torno de outras estrelas certamente e, noutras partes do Universo que contenham os elementos que permitam que neles se desenvolvam espécies de vida análogas às nossas, mas até agora do que se conhece, a Terra é o único nessas condições no Sistema Solar. Ainda que, na actualidade a Kepler esteja a recolher dados no sentido de vida - similar ou não - noutros planetas por onde circunda, sendo esta, provavelmente, uma outra realidade nos séculos vindouros...!

O Passado Recente
Em 2 de Março de 1972, no Centro Espacial Americano de Cabo Canaveral, foi lançado para o Espaço um foguetão que transportava a sonda Pioneer 10. Além de aparelhos de medida, levava a bordo uma carga especial: uma placa de ouro gravada com signos e figuras simbólicas. O seu objectivo consistia em informar eventuais seres inteligentes de corpos celestes distantes sobre a origem da sonda e, convidá-los para uma visita à Terra. É improvável que este correio cósmico chegue a encontrar um destinatário capaz de entender a mensagem terrestre; porém, se tal acontecer, um dia poderá certamente indicar o caminho para a Terra.

O Nosso Lar Cósmico
No seu caminho para a Terra, um visitante vindo do Espaço encontrará primeiro, entre miríades de outros sistemas estelares - cujo total se estima em 10 000 milhões - o nosso sistema da Via Láctea.
No braço de Oríon, que sob a forma de uma faixa nebulosa em espiral se enrola em torno do núcleo do sistema da Via Láctea, o visitante extraterrestre depara então com o Sol, uma das 100 000 milhões de estrelas da Via Láctea. Do Sol à Terra vai apenas um pequeno passo quando se mede a distância em unidades astronómicas. Porém, mesmo nesta última parte do caminho, qualquer viajante se poderá perder, pois à volta do Sol giram incontáveis corpos celestes que não têm luz própria e que, em comparação com as estrelas, são pequenos e pouco vistosos. Juntamente com o Sol, estes corpos celestes formam o Sistema Solar.
O Sol emite para o Espaço uma corrente constante de partículas carregadas de electricidade que constituem o quente vento solar. Ao espaço preenchido pelo vento solar e pelo campo magnético do Sol, os Astrónomos dão o nome de «Heliosfera», a qual se alonga pelo Espaço numa extensão de cerca de 15 000 milhões de quilómetros a partir do Sol.

A Avelã no Braço de Oríon
O Sistema Solar, o nosso lar cósmico, encerra ainda muitos mistérios, e não se passa um ano sem que se façam descobertas surpreendentes. Há, porém, muitos dados sobre as dimensões do Sistema Solar que ultrapassam a nossa capacidade de abstracção e que, por essa razão, só se tornam compreensíveis quando reduzidos a ordens de grandeza da Terra. deste modo, na nossa imaginação o Sistema Solar terá de ficar reduzido a um milésimo de milhão do seu tamanho real. Nesta proporção, o Sol seria uma esfera de 1,4 m de diâmetro, a Terra e Vénus teriam o tamanho de avelãs e, a Lua, corresponderia a uma pequena ervilha. Do tamanho de uma ervilha seriam também os planetas Mercúrio, Marte e Plutão, enquanto Úrano e Neptuno seriam comparáveis a tangerinas e os planetas gigantes, Júpiter e Saturno, a meloas. Mesmo com uma redução a tão grande escala, a Heliosfera teria um diâmetro de 30 km.

Vagabundos em Órbitas Fixas
Para o ser humano, os movimentos dos corpos celestes são tão difíceis de conceber como a vastidão do Sistema Solar. O Sol encontra-se a uma distância de 32 600 anos-luz do centro da nossa Galáxia e, gira à inimaginável velocidade de, 720 000 km/h em redor do centro do sistema da Via Láctea, o qual percorre por sua vez o Universo a um ritmo que se supõe ainda mais rápido.
Para os corpos celestes do Sistema Solar, que o Sol atrai a si com a sua poderosa força gravitacional, este é, no entanto, uma estrela fixa - um pólo e um centro firme de rotação. Os nove (9) planetas principais, incluindo a Terra, giram em torno do Sol no sentido dos ponteiros dos relógios, descrevendo órbitas quase circulares. Para uma transladação, Mercúrio necessita apenas de três meses, ao passo que Plutão leva quase 250 anos terrestres a completá-la.
Estes planetas giram também incessantemente com piões à volta do seu próprio eixo, e é precisamente essa a razão de ser da sua denominação. Com efeito, a palavra grega «planetes» significa «errante», «vagabundo», embora as trajectórias destes vagabundos, que obedecem às leis rígidas da mecânica celeste, sejam rigorosamente fixas!
Segundo a sua natureza, os planetas classificam-se em dois grupos: Mercúrio, Vénus e Marte - planetas semelhantes à Terra, possuindo um diâmetro inferior ou ligeiramente superior a 10 000 km, uma forma esférica ligeiramente achatada  e compõem-se essencialmente de elementos pesados; os planetas exteriores - Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno - são bastante maiores e acentuadamente achatados; e neles predominam os elementos gasosos. Plutão é o menos conhecido.

Bolas de Neve no Vento Solar
Além dos grandes planetas, o Sol mantém no seu campo gravitacional inúmeros corpos celestes de menores dimensões, como por exemplo, os Asteróides - na sua maior parte, vastos pedaços de rocha de forma irregular com um diâmetro que pode atingir cerca de 1000 km e que, com poucas excepções, gravitam à sua volta, descrevendo órbitas compreendidas entre as de Marte e Júpiter.
Na sua maior parte, os planetas têm ainda um ou mais satélites que descrevem órbitas próprias em torno dos planetas principais. O maior de todos, Ganimedes - satélite de Júpiter - tem um diâmetro superior aos dos planetas Mercúrio e Plutão.
No Espaço, existem ainda corpos celestes de menores dimensões e partículas de poeiras cósmicas, parte dos quais se transformam em rutilantes Estrelas Cadentes e Meteoros ao penetrarem na atmosfera dos planetas - ou acabam por embater na superfície dos corpos celestes, abrindo crateras onde se dá o impacte. Nas partes recônditas do Sistema Solar, aparecem igualmente com frequência Cometas, constituídos essencialmente por gelo e outras substâncias solidificadas, incluindo poeiras e grandes fragmentos de rocha. Quando estas «bolas de neve suja» se aproximam do Sol, ficam brilhantemente iluminadas, aquecem e algumas dessas substâncias passam à forma de gás, o que dá origem - sob a acção do vento solar - à típica cauda.
Em Agosto de 1979, um Cometa tocou no Sol. O acontecimento foi observado por uma câmara de vídeo ligada a um telescópio colocados num satélite da Força Aérea dos EUA. A colisão não foi conhecida até as provas serem estudadas mais de dois anos depois. O Cometa nunca tinha sido visto até então, e os detritos fizeram com que a coroa , a «atmosfera» exterior do Sol, brilhasse mais durante algumas horas. Após esta ocorrência, já muitas outras colisões têm sido observadas posteriormente de outros Cometas com o Sol.

Vida noutros Planetas
A primeira proposta para mandar sinais para Marte foi feita pelo matemático alemão Karl Gauss, em 1802. Sugeriu então que se desenhassem nas estepes da Sibéria diagramas geométricos grandes para serem observados pelos astrónomos de Marte. Em 1874, um francês, Chales Cros, propôs a ideia inversa: focar com grandes lentes os raios do Sol para os desertos marcianos, e enviar depois mensagens. Marte talvez tivesse, outrora, um clima benigno - vales abertos pelas correntes ainda são visíveis, mas, devido a ser pequeno, o seu calor interno desapareceu e a crosta não está em constante turbulência como a da Terra. O dióxido de carbono permaneceu retido nas rochas, deixando uma atmosfera fina que já não consegue captar o calor. Sendo Marte um planeta gelado (-60ºC em média) com uma fina atmosfera de dióxido de carbono, não seria apropriado à vida a não ser...num ambiente auto-mantido como o que os cientistas esperam construir em Marte (especula-se que por meados de 2024 estas edificações possam estar prontas a ser habitadas). O protótipo foi criado no deserto do Arizona. Oxigénio, água e alimentos são reciclados no interior da estrutura, com plantas a fornecerem oxigénio a homens e animais em troca de dióxido de carbono. Só há uma fonte exterior de energia: o Sol! Arquitectou-se assim um novo mundo em Marte!
A superfície de Marte é um deserto, colorido de vermelho-ferrugem por óxidos de ferro. Os cientistas têm um plano ambicioso para o transformar num planeta como o nosso. Será necessário então, transportar para lá grandes quantidades de gás para, adensando-a, tornar a atmosfera capaz de captar mais calor do Sol. Se estes (cientistas) conseguirem criar um «efeito de estufa» que evite que o calor reflectido pela superfície do planeta se escape para o Espaço,as calotes de gelo marcianas provavelmente derreter-se-iam, criando um oceano polar. Derretido o gelo suficiente, poderiam assim ser introduzidas plantas, que lentamente iriam introduzindo oxigénio na atmosfera. E tudo isto de tal modo que, passado pouco tempo, o planeta ficaria então apto a sustentar a vida animal.
Todo este megalómano projecto marciano tem sido altamente analisado por diversos cientistas do mundo inteiro, em particular Russos e Americanos que, de início, se perspectivaram a recorrer a balões não tripulados para observar a superfície do planeta Marte. Mais tarde, criaram - com fundos específicos de vários sectores privados  mundiais - uma biosfera, em espécie de cidade-espacial comunitária. Ultimamente tem-se falado muito sobre um tal Projecto Space X, que intenta esta mesma percussão em Marte - sem viagem humana de regresso, devido à sua impossibilidade - e permanência desta em solo marciano. Projecto viável ou não, sendo alvo de muitos debates, o certo é que parece imparável esta mesma estranha missão que, compõe já seis biliões de dólares de financiamento na sua primeira fase. São assim aí supostos (em biosfera) vários módulos de suporte de vida a uns quantos ilustres - e por certo altruístas seres humanos - que para aí se desloquem sem alternativa logística alguma de retorno em nave e viagem de regresso à Terra. Missão suicida ou...avanços dignitários sequenciais de uma expansão da Humanidade (mesmo com baixas humanas ou efeitos colaterais ainda não totalmente expostos a si...?) Seja como for, é um passo de gigante...de facto!
Potenciando toda a magnitude planetária de todos os outros planetas do nosso Sistema Solar que, não tendo esta mesma possibilidade de vida humana em si, tem obrigatoriamente de se registar, no que a Humanidade não se esquecendo em Planetária Vizinhança ainda muito terá, por certo, a descobrir!


Os Planetas em Números:
Mercúrio - Massa: 0,06 da massa da Terra / Diâmetro: 4878 km / Duração da Rotação: 58,6 dias / Distância do Sol: 58 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 88 dias / Satélite: nenhum.

Vénus - Massa: 0,8 da massa da Terra / Diâmetro 12 104 km / Duração da Rotação: 242 dias / Distância do Sol: 108 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 225 dias / Satélite: nenhum.

Terra - Massa: 5975 triliões de toneladas / Diâmetro: 12 756 km / Duração da Rotação: 23,9 horas / Distância do Sol: 149,6 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 365 dias / Satélite: 1.

Marte - Massa: 0,1 da Terra / Diâmetro: 6796 km / Duração da Rotação: 24,6 horas / Distância do Sol: 228 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 687 dias / Satélites: 2.

Júpiter - Massa: 318 vezes a massa da Terra / Diâmetro: 142 796 km / Duração da Rotação: 9,8 horas / Distância do Sol: 778 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 11,8 anos / Satélites: 16.

Saturno - Massa: 95 vezes a massa da Terra / Diâmetro: 120 660 km / Duração da rotação: 10,2 horas / Distância do Sol: 1429 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 29,5 anos / Satélites: 17.

Úrano - Massa: 14,5 vezes a massa da Terra / Diâmetro: 50 800 km / Duração da Rotação: 15,5 horas / Distância do Sol: 2875 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 84 anos / Satélites: 6.

Neptuno - Massa: 17,2 vezes a massa da Terra / Diâmetro: 48 600 km / Duração da Rotação: 15 horas / Distância do Sol: 4504 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 164,8 anos / Satélites: 2.

Plutão - Massa: 0,002 da massa da Terra / Diâmetro: 3000 km / Duração da Rotação: 6,4 dias / Distância do Sol: 5900 milhões de quilómetros / Duração da Transladação: 248 anos / Satélite: 1.