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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A Black Hole - Cygnus X-1

A Bela Estrela Azul


Sistema Binário Cygnus X-1 (Cyg-1)

Neste maravilhoso complexo cósmico em Sistema Binário de Cygnus X-1, haverá a certeza total da sua composição, no que se define por Objecto Compacto dúbio, do que poderá ser em Buraco Negro ou uma Estrela de Neutrôns? E que relação «umbilical» estelar é esta que, se traduz por uma interacção muito maciça e luminosa entre estes e, a Bela e gigante Estrela Azul HDE 226868? E que mistérios haverá também - e ainda por desvendar - sobre os tão comentados Buracos Negros? Estaremos nós - na Terra - na eventualidade futura de desaparecermos ou simplesmente pactuarmos com esses mesmos Buracos Negros em viagens interestelares? Será isso possível...um dia?

O Mistério dos Buracos Negros
Poderá tratar-se de Universos - paralelos ou não - deslocando-se em sentido oposto?
Imagine-se uma estrela feita de matéria tão densa que, a quantidade dessa matéria - suficiente para encher uma caixa de fósforos - pesasse 10 000 milhões de toneladas.
Para vencer a gravidade da Terra, um foguetão precisa de atingir uma velocidade de cerca de 40 000 km/h. Mas nem mesmo a 1080 milhões de quilómetros por hora - velocidade da luz - seria possível vencer a enorme força de gravidade dessa estrela, à qual a própria luz estaria sujeita, o que tornaria a estrela para sempre invisível.
Os Astrónomos consideram provável a existência de tais estrelas, a que chamam Buracos Negros. Embora estas sejam invisíveis - uma vez que a luz se encontra nelas retida - existem razões para prever a sua localização. Um dos primeiros indícios que levou a considerar-se a sua existência foi o estranho comportamento de uma estrela chamada Épsilon Aurigae, cujo brilho, uma vez cada 27 anos, diminui para metade da sua intensidade habitual.

Uma Companheira Invisível
É do conhecimento dos cientistas que Épsilon Aurigae tem uma companheira, que com ela roda em torno de um centro de gravidade comum e que, interpondo-se no campo visual da Terra, é provavelmente a causa da redução de luminosidade da primeira estrela. Torna-se, nesse caso, inexplicável que essa companheira não emita raios luminosos nem ondas de rádio como as outras estrelas. A solução do problema parece residir na natureza da companheira, que é provavelmente um...Buraco Negro!
Os cientistas explicam a origem possível de um Buraco Negro. O calor de estrelas como o Sol, provém de contínua fusão nuclear - o processo que se desenvolve na bomba de Hidrogénio. Após biliões de anos, a reserva de combustível nuclear da estrela começa a esgotar-se. A estrela então arrefece e, finalmente, implode - isto é, abate-se sobre si mesma numa questão de segundos.

Uma Anã Branca
O Sol sofrerá este processo dentro de cerca de 8000 milhões de anos e acabará como um pequeno corpo frio chamado Anã Branca. Mas as forças da gravidade em estrelas 1,5 vezes maiores do que o Sol são muito mais fortes. Quando implodem, estas estrelas reduzem-se, atingindo dimensões inferiores às das Anãs Brancas, até que o núcleo se torna tão quente que explode para o exterior. A massa excepcionalmente luminosa resultante é uma Supernova.
Quando este fenómeno se verifica, uma porção reduzida da estrela permanece no centro, fantasticamente comprimida pela gravidade. É a chamada Estrela de Neutrões.
Mas há estrelas incomparavelmente maiores - o tamanho de algumas das quais equivale a 50 vezes o do Sol! Quando um destes astros se extingue, contrai-se, atingindo dimensões inferiores ainda às de uma estrela de neutrões. Se atingir dimensões equivalentes a apenas dois terços das de uma estrela de neutrões, a força gravitacional será tão forte que nada - nem sequer a luz - a poderá vencer! Mesmo uma estrela Rubro-Branca seria invisível, razão por que se chama ao fenómeno: Buraco Negro!
Comparados com a vastidão de outros corpos celestes, os Buracos Negros são de pequenas dimensões. Uma vez que estes corpos não emitem luz nem ondas-rádio, as teorias que os astrónomos formulam sobre a sua existência baseiam-se apenas no comportamento dos astros vizinhos, sujeitos à sua influência. Possuindo uma força gravitacional desmedida, os Buracos Negros atraem toda a matéria que surja nos céus nas suas proximidades. Há mesmo uma uma teoria segundo a qual acabarão por absorver tudo quanto existe no Universo...!
Entretanto, vão absorvendo parte dos corpos celestes existentes nas proximidades. Uma Estrela Super-Gigante da Constelação de Cisne, denominada HDE 226868, em cujas proximidades - segundo se supõe - existe um Buraco Negro que parece estar a perder nuvens de gás turbilhonante, atraídas pela força gravitacional do seu invisível vizinho.
Assim que se aproxima do Buraco Negro, o gás torna-se invisível, penetrando no que é designado o «Horizonte de Acontecimentos». Até mesmo a atracção gravitacional dos Buracos Negros tem um limite. e deve haver um ponto em que a luz não possa libertar-se nem ser absorvida. Neste Horizonte de Acontecimentos a luz permaneceria imóvel ou deslocar-se-ia muito vagarosamente.

Um Astronauta Imortal
A concretização desta hipótese permite encarar a possibilidade fascinante de nos ser dado poder continuar a ver, durante talvez uma eternidade, as imagens luminosas no Horizonte de Acontecimentos. Se, por exemplo, se dirigisse para um Buraco Negro, um Astronauta poderia continuar a ser visto através do «Horizonte de Acontecimentos» decorridos milhões de anos. No entanto, as hipóteses de qualquer ser humano aterrar num Buraco Negro são de facto reduzidas. Ao aproximar-se do Horizonte de Acontecimentos, aquelas partes da sua nave espacial - ou do seu corpo mais próximas do Buraco Negro - submetidas a uma força gravitacional mais intensa, seriam esticadas ao longo de uma faixa de quilómetros de comprimento, enquanto a compressão lhes reduziria o volume.
Se o Astronauta tivesse a possibilidade de observar um relógio bastante longe do Buraco Negro, os ponteiros parecer-lhe-iam mover-se mais rapidamente à medida que se aproximasse do Horizonte de Acontecimentos - até que deixaria de poder vê-los. Durante a travessia deste Horizonte, os ponteiros descreveriam a trajectória em sentido inverso; começariam a mover-se mais lentamente e, os Astronauta teria a sensação de recuar no tempo, embora o marcado no seu relógio não se alterasse.
Uma vez atravessado o Horizonte de Acontecimentos, o Astronauta não poderia escapar! Na realidade, quanto mais esforçadamente tentasse evitar o destino que o esperava, mais rapidamente este se adivinharia, pois a energia despendida na tentativa, produziria nada mais do que um aumento de massa, intensificando a atracção gravitacional.
Assim que o Astronauta se aproximasse do Buraco Negro - ele e a sua nave espacial - seriam desde logo despedaçados pela tremenda força da gravidade, muito antes de aterrarem.
Num Buraco Negro de pequenas dimensões, de massa equivalente (por exemplo) ao dobro da do Sol, demoraria apenas 20 milionésimos de segundo a cair no centro da estrela.
Na realidade, para que a experiência tivesse alguma duração perceptível, o Buraco Negro deveria ser de enormes dimensões. Mesmo num Buraco Negro de tamanho 1 milhão de vezes superior ao do Sol, o processo da queda demoraria apenas 10 segundos!

Recuo no Tempo...até outro Universo!
Uma teoria que gera sempre polémica e confusão na mente humana, é a de que um homem que alguma vez penetrasse num Buraco Negro e, evitasse a destruição, poderia encontrar-se noutro Universo - recuando no tempo.
Esta ideia é baseada no facto de um Buraco Negro parecer comportar-se como o resto do Universo, mas ao inverso. Enquanto este se expande constantemente para o exterior, um Buraco Negro sofre uma implosão contínua, recuando para o interior de si mesmo. E, embora a Ciência possa explicar um processo de compressão de Matéria que a reduza a uma cabeça de alfinete - de uma densidade incalculável - não pode explicar o seu desaparecimento completo.
Assim, da mesma maneira que o Universo representa um processo de expansão para o exterior aparentemente infindável, também o Buraco Negro representa a expansão para o interior sem um limite calculável.
Foi sugerida a existência de um Buraco Negro na nossa Galáxia de estrelas; e alguns cientistas consideram mesmo a hipótese de existência de um desses corpos celestes de dimensões reduzidas, no meio do Sol que afecte a produção solar de algumas espécies de radiações.
De acordo com algumas teorias, o Homem poderia utilizar o Buraco Negro na produção de energia que satisfizesse os seus próprios objectivos, dirigindo Matéria na sua direcção e, armazenando a energia gravitacional expelida pelo Buraco Negro, quando este a absorvesse.
O Buraco Negro exerceria assim as funções de uma espécie de incinerador cósmico, produzindo energia sempre que nele fosse lançada Matéria Terráquea!
No entanto, outros cientistas contestam a própria existência dos Buracos Negros...sendo estes em menor número na actualidade, pelo muito que se tem vindo a descobrir sobre os mesmos. Apenas uma coisa é certa: os Buracos Negros são uma das noções mais intrigantes que chamaram a atenção do Homem neste século e, que ocuparão os pensamentos dos Astrónomos nos próximos anos!

Estando nós em pleno início do século XXI e muito ainda está por saber quanto a estes misteriosos Buracos Negros que exaltam na Humanidade um pouco de temor e suspense, sobre toda a sua contínua existência de sucção e negrume em que estão envolvidos.
Da NASA/ESA ecoam sons de seus cientistas virem a complementar seus estudos e investigações sobre os mesmos, no que, em missão especial sua, vão tentando fazer na medição da Energia Escura, no que concerne a calibrar adequadamente as suas medições dessa Energia Escura. Existe a possibilidade (provavelmente...) destas estarem a acelerar a expansão do Universo, determinando o seu futuro agora, do que concluem os cientistas aqui intervenientes.
Em imagem inicial, do Sistema Binário Cygnus X-1 (Cyg-1) é uma fonte muito brilhante de Raios-X, situada na Constelação de Cisne. Foi descoberta em 1964, usando-se um detector de Raios-X, a bordo de um foguete sub-orbital «Aerobee», lançado pela White Sands Missile Range Cig-1, sendo uma das fontes de Raios-X mais brilhantes do Espaço! (Raios-X com energia de mais de 30 KeV)
É um exemplo clássico de uma Binária de Raios-X, um sistema binário formado por um Objecto Compacto - que pode ser um Buraco Negro ou uma Estrela de Neutrôns, e a estrela Super-Gigante Azul HDE 226868. Esta, de Magnitude Aparente: 8,9. Na Matéria envolta (gás e plasma) forma-se então um Disco de Crescimento que orbita ao redor do Buraco Negro, alcançando temperaturas de milhões de graus Kelvin. A massa do Objecto Compacto está entre 7 e 13 vezes a massa do Sol.
Por intensa pesquisa e conclusão dos cientistas, há a quase definível certeza de que o Objecto Compacto é um Buraco Negro! Cyg-1 é, por conseguinte, o primeiro caso em que se pode provar a presença de um Buraco Negro! Observando-se também jorros de Matéria que se estendem desde algumas unidades astronómicas até vários parsecs, onde se colidam com o meio interestelar - dando lugar a um Arco de Emissão no óptico. Para gerar este Arco, o jorro deve ter uma potência de 1000 vezes a do Sol...! O Sistema encontra-se a aproximadamente 2000 parsecs (6000 anos-luz) da Terra!
Apenas restará registar então que, a bem da Humanidade, tudo possa fluir em conhecimento e identificação, no que todos desejamos em proeminência cósmica de toda uma nossa ascendente sabedoria que a todos engrandeça e sobrevalorize. A bem da Humanidade, para sempre assim o seja!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Zooming in on the active galaxy NGC 1433 | ESO

A Absoluta Luminescência




Quasar 3C 273 Imagem do Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope`s) - NASA/ESA

Serão os Quasares formados unicamente por estrelas que explodem em rápida sucessão ou...haverá algo mais? Poderá a colisão da Matéria e Anti-Matéria ser a causadora principal da colossal descarga de energia dos Quasares? Haverá um limite destes no Universo? E estará o próprio Universo em perigo ou, simplesmente, num recomeço cíclico eternamente reversível?

Mais Luminoso que Miríades de Sóis!
(Correndo para o extremo do Universo - e mais além?)
Os mais intrigantes de todos os corpos celestes são provavelmente os Quasares. Só foram identificados em 1963, e até agora não foi formulada qualquer hipótese segura sobre a sua verdadeira natureza. Crê-se que são os objectos de luminosidade mais intensa e mais distantes conhecidos do Homem. Não é ainda absolutamente seguro, porém, que a sua interpretação tenha sido correctamente formulada. Embora em Astronomia as surpresas sejam habituais, a descoberta dos Quasares causou completa estupefacção!
A Via Láctea conta 100 000 milhões de estrelas, muitas das quais mais brilhantes do que o Sol. No entanto, um Quasar é 200 vezes mais luminoso do que toda a Galáxia da Via Láctea. E toda esta luminosidade provém de um corpo cujo diâmetro corresponde a 1 milionésimo da nossa Galáxia.
O primeiro Quasar foi detectado por um radiotelescópio no Monte Palomar, na Califórnia, pelo astrónomo holandês Maarten Schmidt, quando este tentava encontrar uma das estrelas da Via Láctea que, segundo se pensava, emitia estranhos sinais radiofónicos.
Schmidt detectou os sinais no ponto previsto do Céu, mas descobriu que estes não provinham de uma estrela. O corpo que os emitia - muito mais luminoso que qualquer estrela - encontrava-se a uma distância calculada em 1000 milhões de anos-luz.
Além disso, o corpo apresentava o que os cientistas designam por desvio para o vermelho no espectro de cores, pormenor de particular significado, pois indicava que ele se afastava da Terra, através do Espaço.

Afastando-se no Espaço
Dirigindo a luz de um corpo celeste através de um prisma e decompondo-a num espectro solar, é possível obter um grande número de informações acerca desse corpo. E é convicção assente dos astrónomos que, a deslocação da zona vermelha - desvio para o vermelho - significa que a estrela sujeita a observação se afasta no Espaço, tal como a diminuição de intensidade do som do apito de um comboio indica a quem o escuta, aquele ter já passado.
O espectro do Quasar de Maarten Schmidt apresentava um desvio para o vermelho bastante acentuado. Concluiu-se, portanto, logicamente que este corpo não só era incomparavelmente mais luminoso do que qualquer outro até então observado, e o mais distante no Céu - mas também que se afastava a uma velocidade enorme!
Este corpo celeste foi chamado fonte de rádio quase estrelar (quasi stellar radio source) - nome depois encurtado para Quasar. Desde 1963 foram descobertos cerca de 200 quasares - numa das últimas descobertas até à década de setenta, uma equipa internacional de cientistas que em 1974 trabalhava no Arizona.
Sendo um dos mais distantes objectos conhecido pelo Homem, calculou-se então que este Quasar se afastava para o espaço exterior a uma velocidade superior a 280 000 km/s. - mais rapidamente do que qualquer quasar anteriormente observado. É opinião de alguns cientistas que os quasares são formados por um grande número de estrelas que explodem em rápida sucessão.

Cadeia de Estrelas em Explosão
O fenómeno da explosão de estrelas não constitui qualquer novidade para os astrónomos, pois verifica-se na Via Láctea cerca de uma vez em cada século - originando o aparecimento de uma Supernova - estrela em explosão, cuja luminosidade se torna de súbito invulgarmente intensa.
Uma das teorias vigentes é a de que os Quasares podem ser uma reacção em cadeia de explosões de supernovas, cada uma das quais provoca, ao explodir, a explosão da estrela mais próxima. Mas existe uma outra teoria mais abrangente e já solidificada nestas últimas décadas - por cientistas e astrónomos - de que o Universo para além de ser composto por Matéria, possui a existência de uma substância negativa chamada Anti-Matéria - podendo a colossal descarga de energia dos quasares ser causada pela colisão entre a Matéria e Anti-Matéria no espaço exterior!
Admitindo que os desvios para o vermelho são verdadeiros efeitos Doppler, causados pela deslocação dos quasares para as regiões exteriores do espaço, levanta-se a questão da natureza finita ou infinita do mesmo. Qualquer dos conceitos é de difícil apreensão pela mente humana. Não podemos imaginar nem uma fronteira limitando o nosso Universo - nem um espaço que se prolongue sem fim.
Quanto mais afastado o Quasar se encontra, mais rapidamente parece deslocar-se. Progredindo esta aceleração continuamente, chegaria uma altura em que se deslocaria a uma velocidade superior à da luz. Neste caso, as suas ondas de luz e de rádio nunca chegariam, passando além das fronteiras do Universo observável. A distância em causa seria superior a 10 000 milhões de anos-luz.
Pode acontecer que, toda a Matéria do Universo, tenha sido criada num momento particular (a Teoria da Grande Explosão ou Big Bang) e, que a expansão a que este fenómeno deu início - e que estamos a testemunhar nos Quasares - continue indefinidamente. Neste caso, o Universo tem um futuro limitado, até todas as Galáxias e Estrelas desaparecerem na distância.
Uma alternativa é a concepção do Universo cíclico. De acordo com esta teoria, o precipitado afastamento dos Quasares atingirá um limite, sendo então invertido.
No futuro longínquo (talvez daqui a 60 000 milhões de anos) as estrelas convergirão de novo para se unirem num ponto único. Então o Universo renascerá, começando uma nova expansão!

Sobre a célebre Teoria do Big Bang já muito se falou na consistência do início do Universo. E nesse início: Nada! Após esse «nada» ou vácuo que instaura em nós humanos alguma fragilidade de raciocínio - no que se conceptualiza da não-existência - para o Elemento-base que constitui a Matéria ou Partícula Fundamental que se designa por Quark. Para além dos Gluons e Neutrinos que fazem parte também de todo o Cosmos. Em relação aos Quarks - na Física de Partículas - é, como já se referiu, um dos elementos básicos que constituem a Matéria ( o outro, é o Lépton) sendo o único, entre as partículas, que interage através de todas as 4 forças fundamentais. Os Quarks ocorrem em 6 tipos de natureza: Top; Bottom; Charm; Strange; Up e Down. As primeiras são formadas em hádrons instáveis  em aceleradores de partículas. As últimas (Up e Down) formam protões e neutrões.
Voltando à Teoria da Grande Explosão (Big Bang), 1º Nada. 2º Quarks. 3º Criação e Aniquilação num estado constante. 4º Da fase inicial dos Quarks (e isto em termos mais generalizados), em que se juntam, formando os Neutrões e Protões, no que muitos foram aniquilados em colisões com as suas anti-partículas e esse resíduo, formou então a Matéria. Na fase seguinte, os protões e neutrões uniram-se para formar núcleos de Deutério. Fase posterior, foram criados núcleos de Hélio (2 protões + 2 neutrões). Passados 300 000 anos, formaram-se Átomos quando os electrões foram capturados pelos Núcleos. A Gravidade: A mais fraca das forças, começou a dar forma ao Universo, fazendo com que a Matéria se reunisse em nuvens que, mais tarde, formaram as Galáxias e as Estrelas! Supõe-se assim e desta liminar forma, a formação do Universo!

Em relação aos Quasares, pertencentes ao grupo dos objectos AGN (Active Galactic Nuclei) - tal como os Blazares - são a manifestação real da presença dos Buracos Negros que atraem a Matéria à sua volta, a velocidades próximas da, da luz!
Actualmente também se usa a designação QSO (Quasi-Stellar Object) para englobar os Quasares que não emitem radiação-rádio.
Os Quasares podem assim ser observados - nos dias de hoje - através de radiotelescópios, uma vez que as suas dimensões são extremamente elevadas e, na distância enorme a que se encontram de nós, na Terra. Pela Lei de Hubble, os Quasares estão tão distantes que se afastam de nós a velocidades próximas de 90% da velocidade da luz!

Na Galáxia NGC 1433 - Galáxia Espiral barrada (SBa), localizada na direcção da Constelação de Horologium ( a 32 milhões de anos-luz da Terra) -  efectiva-se já uma Pesquisa Hubble (NASA/ESA), em observação exímia destas muitas estrelas brilhantes e luminosas, comparadas à Via Láctea. Estão a estudar na parte ultra-violeta - que deriva de discos de acreção dos seus buracos negros (estrutura formada por materiais difusos em movimento orbital em redor de um corpo central) - como o gás se comporta perto do buraco negro! A Pesquisa Hubble vai assim fornecer uma base única para futuras observações com o Telescópio Espacial James Webb (J WST) e o Atacama Large Milimeter (ALMA) nos resultados relacionados com o centro de NGC 1433.
Espera-se então resultados positivos (e de facto surpreendentes), relacionados com o centro de NGC 1433 - Galáxia descoberta em 28 de Setembro de 1826 por James Dunlop -  (no que já foi encontrado) em deslumbrante surpresa também - uma estrutura espiral surpreendente no gás molecular, próximo ao centro de NGC 1433.
Optimizando estes esforços de todos os envolventes e intervenientes da NASA/ESA e, desejando que tudo resulte em objectividade e conclusão sobre a NGC 1433 (entre outras de futuro...), apenas restará dizer (no tanto que ainda está por conhecer e acrescentar) que não falte voraz empenho, vislumbre e continuidade...nesta dinâmica cósmica dos homens na Terra! A bem da Humanidade, assim seja!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

o Orbitador - Nebulosa do Caranguejo

A Cintilante Nebulosa


Nebulosa de Caranguejo

Que magnificente poder é este -  das estrelas que transmitem para o Universo - em impulsos regulares mas naturais, de radioenergia? Serão os sinais dos Pulsares um dia «desligados», tornando-se efectivamente indetectáveis ou longe disso, ao contrário do que supõem os cientistas, permanecendo apenas invisíveis mas aí presentes no cosmos? Estará em perigo a Nebulosa de Caranguejo em espécie de contracção - no que um dia todas as estrelas convergirão num ponto único - ou, ao invés disso, o Universo renascerá em renovada explosão de energia e cintilante surpresa de vida estelar?

Sinais do Espaço Exterior - Estrelas que transmitem para o Universo
Embora ténue, o sinal de rádio emitido do espaço exterior era transmitido a intervalos exactos de 1,33 730 113 segundos. O professor Anthony Hewish, chefe do grupo de astrónomos da Universidade de Cambridge que primeiro ou ouviu, em 1967, declarou que os sinais eram «tão regularmente espaçados como um sinal horário radiofónico».
O estudante universitário Jocelyn Bell receptara casualmente os sinais quando trabalhava com equipamento de radiotelescópio destinado a gravar sinais pouco intensos.
Os Astrónomos dificilmente podiam dominar a excitação que os possuía, ventilando a hipótese de alguma civilização desconhecida no Espaço Sideral tentar entrar em contacto com a Terra!
Vezes sem conta localizaram o mesmo sinal proveniente de idêntico ponto do Céu, exterior ao Sistema Solar. Porém, à medida que os sinais prosseguiam sem alteração durante meses, tornava-se concludente que haviam descoberto uma nova forma de estrela - que transmitia impulsos regulares, mas naturais, de radioenergia.

Pulsar Visível
Desde então, muitas outras estrelas - actualmente denominadas Pulsares - foram detectadas por radiotelescópios, tendo sido visível uma, que foi descoberta em 1969 pelos astrónomos do Observatório Steward, no Arizona. Cintilando tenuemente com os seus radio-sinais, encontra-se na Nebulosa de Caraguejo, algures entre 5000 e 6000 anos-luz de distância.
Uma primeira teoria admitia a hipótese de o Pulsar ser uma estrela Anã Branca vibrando rapidamente - um Sol que tivesse consumido a maior parte da sua energia e estivesse prestes a extinguir-se. Porém, embora reduzidas, as dimensões das Anãs Brancas, não o são suficientemente para lhes permitirem vibrar a velocidades que possibilitem a transmissão dos sinais.

Enorme Densidade
Segundo os cálculos dos radio-astrónomos, o rádio-sinal emitido do ponto mais distante de um Pulsar de dimensões equivalentes às do Sol - 1 340 000 km de diâmetro - levaria mais tempo a chegar à Terra do que outro emitido do seu ponto mais próximo.
O resultado seria um ruído contínuo, e não um sinal intermitente regular. Uma vez que os impulsos são claros e precisos - chegando por vezes à razão de 30 por segundo - os especialistas supõem que os Pulsares são corpos celestes de dimensões reduzidas, cuja densidade aumentou consideravelmente devido à compressão dos seus componentes atómicos.
Crê-se actualmente que os Pulsares são restos de estrelas maciças que entraram em colapso sob o peso da sua própria gravidade e implodiram - isto é, contraíram-se violentamente sobre si mesmas.
Os Pulsares são tão densos que, na Terra, um simples centímetro cúbico de matéria de um Pulsar pesaria 623 000 toneladas.
A regularidade de emissão de sinais de um Pulsar pode depender da sua rotação no Espaço. O pólo magnético de um Pulsar, que possui um poderoso campo magnético, pode não coincidir com com o pólo de rotação. À medida que a estrela roda em torno de si mesma, a Terra fica colocada a espaços regulares, dentro do «Feixe Emissor», tal como um navio no mar fica regularmente sob o feixe luminoso de um farol. Como, porém - na sua maioria - os sinais dos Pulsares parecem tornar-se quase imperceptivelmente mais espaçados, os cientistas esperam que eles acabem por ser «desligados», tornando-se indetectáveis.

A Nebulosa de Caranguejo
A Nebulosa de Caranguejo (também catalogada como Messier 1, NGC 1952, Taurus A) é uma remanescente de Supernova e, uma Nebulosa de Vento de Pulsar na Constelação de Touro.
A Nebulosa é a mais intensa fonte de Raios-X e gama para energias acima de 30 KeV com fluxo de energia luminosa. Dista a cerca de 6500 anos-luz (2 quiloparsecs da Terra) e tem um diâmetro de 11 anos-luz (3,4 parsecs) expandindo-se a uma taxa de aproximadamente 1500 quilómetros/s.
Observada por John Bevis em 1731, esta corresponderia a uma Brilhante Supernova (SN 1054), uma vez que já anteriormente havia sido registada por astrónomos chineses e árabes em 1054.

Pulsar de Caranguejo
No centro da Nebulosa há o Pulsar de Caranguejo, uma estrela de nêutrons com 28 a 30 quilómetros de diâmetro, que emite pulsos periódicos de radiação que abrange quase todo o Espectro Electromagnético, com uma frequência de 30,2 vezes por segundo, evidenciando uma rotação com período de apenas 33 milissegundos. Foi o primeiro «Objecto Astronómico» associado a uma explosão de Supernova.
Em 2003, a espessura da atmosfera de Titã - satélite de Saturno - foi medida através do bloqueio de Raios-X provenientes da Nebulosa pela atmosfera do satélite.
Em última análise e reiterada referência sobre a Nebulosa de Caranguejo de seus dados:
Distância da Terra: 6.523 anos-luz
Idade: 1000 anos
Magnitude Absoluta: -3,1
Coordenadas: Ascensão Reta 83, 633º, Declinação 22, 014º

A magnificência cósmica aliada a esta poderosa energia, resume nos cientistas a consciência do muito que ainda há por desbravar em conhecimento e identidade no Universo. Havendo em muitos de nós essa mesma consciência de querermos saber mais, aludir a mais, vamos assim estudando e registando passo a passo, todas as avançadas medidas que os astrónomos realizam na actualidade por vias de poderosos telescópios, sondas, naves espaciais e tantos outros meios no conhecimento da Astronomia e Astrofísica. É incomensurável esses avanços e, não falar deles, seria omitir um erro crasso. Mais haverá por descobrir, sondar e observar, sem dúvida. Cá estaremos então para que essa renovada ascensão se faça, no oposto do que muitas estrelas farão em sua remissão ou contracção, desejando nós que outras aconteçam em explosão (e não implosão como se efectiva de facto) pela expansão e suposta reestruturação do Universo. A bem da Humanidade na Terra assim aconteça, ainda que sejamos um pequeno grão de areia planetário em tão elaborado cosmos envolvente...! Mas que assim seja, de facto, é o desejo de todos nós...Humanidade!