Há almas eternas, outras imortais e talvez até mesmo outras confortavelmente emanentes sobre o Universo; cabe-nos a nós descobrir quais as que nós somos, por outras que andam por aí...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
A Força Invisível/Mágica Laser
Luz Laser
Poderá existir uma outra força poderosa - enigmática e, invisível - por detrás de tantos avanços na Medicina nestas últimas décadas? Robôs altamente sofisticados (tecnologicamente) e quase perfeitos em toda a sua dimensão e, eficácia, serão provindos de outras esferas estelares ou tão somente o Homem conseguiu assim atingir uma outra meta no desenvolvimento clínico e, cirúrgico? Terá o ser humano essa mesma capacidade que outrora só caberia a Deus ou...aos deuses de além estrelas? Terá havido interacção de conhecimentos interestelares e, o Homem, para que tudo resultasse num quase clímax médico - no mundo da intervenção cirúrgica e em todo o foro clínico - devido à exuberância total desta maravilhosa e agora descoberta Luz Laser, tão mágica quanto eficiente no seu todo???
O Neurocirurgião-Robô
Um avanço na Medicina inspirado numa Fábrica de Automóveis!
O Doutor Yik San Kwoh, director de uma Unidade de Investigação TAC de Long Beach, na Califórnia (EUA), senta-se diante de um computador ligado ao braço do Robô da sala de operações.
Um neurocirurgião assinala com rigor a área do Tumor Cerebral de um doente com um «scanner» bidimensional de Raios-X, e depois Kwoh tecla os comandos do computador. Motores zumbem e, o braço mecânico roda. Ole - o Robô - prepara-se então para extirpar o nefasto Tumor.
A ideia de usar Robôs para executar operações cerebrais delicadas, ocorreu a Kwoh - Engenheiro Electrotécnico - depois de ter visto na televisão uma Linha de Montagem Robotizada de...automóveis!
Graças a um donativo de 65 000 dólares - nos anos 80 e, por mão de um mecenas dinamarquês aí emigrado de seu nome, Sven Olsen - Kwoh conseguiu assim adaptar um braço de Robô Industrial, e deu ao protótipo do Neurocirurgião-Robô o nome de «Ole» - em homenagem a Olsen, o seu generoso patrocinador.
Ensaio no Melão
Em 1985, Kwoh fez então os primeiros testes das aptidões cirúrgicas do Robô. Comandado para extrair pequenas bolas de dentro de um melão, Ole actuou impecavelmente - confirmando de imediato que estava pronto a ser usado num doente.
Um Neurocirurgião localizou um Tumor num homem de 52 anos, por meio de uma TAC, que também traçaria o caminho que o instrumento cirúrgico devia seguir.
Kwoh ajudou os comandos para o computador calcular a localização exacta do Tumor e, transmitiu estes dados, aos motores das seis articulações de...Ole. Este, de seguida, rodou para a posição correcta. Depois, quando o computador indicou que a agulha da ponta do braço de Ole estava no local certo, o Neurocirurgião empurrou-a suavemente em direcção ao Tumor.
Pontaria Perfeita
Normalmente, um Neurocirurgião dirigiria ele próprio a broca cirúrgica ou, a agulha de biopsia até ao ponto de inclinação certos, mas a precisão de Ole obtida pelo computador - com uma margem de 0,0125 mm - não pode ser melhorada por uma operação de...«mão livre», ou seja, por mão humana - com todos os erros naturais que isso implica.
Ole, nunca mais parou. Incansável na sua função e missão impressionantes, Ole tem vindo a extrair múltiplos Tumores, onde já se inclui muitas biopsias numa exímia exactidão ( e onde Ole é tão exacto que exige apenas uma pequena incisão), no que o paciente só beneficia. A operação pode ser realizada com Anestesia Local, e alguns pacientes chegam mesmo a voltar para casa no dia seguinte à intervenção, perpetrada pelo fantástico Ole e, o neurocirurgião assistente.
O Coração Embrulhado
O ainda soviético Vassili Fokin de 58 anos, nascido na Lituânia (agora Republica independente, pertencente à UE), sofria de grave insuficiência cardíaca. Mal podia andar - o Coração afectado não controlava o volume de líquido que recebia, o que provocava uma acumulação de fluido nas pernas.
Na época, não estavam disponíveis um dador compatível nem sequer um Coração Artificial, por isso, os Médicos do Instituto Médico de Kaunas, na Lituânia, «treinaram» um músculo das costas - o Grande Dorsal - para se contrair regularmente por meio de um Neurostimulador Electrónico, produzido em Moscovo, na Rússia.
Após um mês de crescente estimulação, o Músculo modificou a estrutura para se assemelhar ao Músculo Cardíaco, que trabalha sem descanso. Na operação - até aí apenas testada em cães - o Músculo foi separado das costelas - com os nervos e vasos sanguíneos ligados - e colocado em volta do Coração de Fokin, onde continuou a trabalhar como uma bomba de apoio, produzindo contracções no...Coração. Meses depois, Fokin levava uma vida normal e, as suas pernas tinham finalmente deixado de inchar. Voltaria desse modo à sua vida normal.
Fortalecimento Electrónico
Este Coração «às cavalitas» não foi só uma ideia soviética nessa época. Cientistas parasienses testariam também por sua vez músculos treinados electronicamente, para desse modo fortalecer o Coração, enquanto investigadores londrinos se puseram a ensaiar o Músculo da Parede Abdominal. Entretanto, houve evolução. Mas, apesar de novos e mais instituídos procedimentos cirúrgicos nesta área, os Cirurgiões admitem que levará ainda muito tempo até se conseguir utilizar Músculos para se fazer um Coração inteiramente...novo! Será assim...?
A Luz Laser
A Força Invisível (para muitos ainda...mágica) que ajuda a cicatrizar feridas!
A Cirurgia Laser já está bem firmada em delicadas operações aos olhos (como fixar uma Retina descolada), mas alguns Médicos encaram-na como instrumento curativo mais geral.
Estudos que se realizaram nas últimas décadas na Europa, nos EUA e na Rússia sugeriram que existia uma certa «Magia Laser» que podia efectivamente ajudar a tratar queimaduras e, ferimentos até agora adversos à cirurgia convencional.
Estimular Crescimento
Os ferimentos são então submetidos a um Laser de baixa potência durante curtos períodos, pois uma exposição prolongada a alta potência, danificaria irreversivelmente os tecidos.
Os primeiros resultados mostraram que o tratamento estimulava Células danificadas a crescer e, a renovar-se. Num estudo feito na Hungria, 1300 doentes com úlceras incuráveis foram submetidos a um tratamento por Laser: 80% dos doentes ficaram curados, e outros 15% apresentaram significativas melhorias!
Apesar dos avanços tecnológicos nesta área - que se desenvolveram e expandiram - ainda consegue deixar os Cientistas intrigados pelo poder exponencial curativo desta tão enigmática e poderosa Luz Laser. Verificaram então (nessas muitas experiências actuadas em pacientes) que quando os leucócitos do sangue - os Macrófagos - são brevemente submetidos a Luz Laser de baixa frequência, libertam substâncias químicas que ajudam a restaurar o tecido danificado. Parece que o Laser de baixa potência coagula o sangue e, faz solidificar as proteínas. Assim, tecidos macios são ligados para fechar feridas ou...unir Vasos Sanguíneos. Quase um milagre da Ciência!
Experiências soviéticas na década de 80 (pouco antes da desagregação da URSS), concluíram que, a Luz laser, seria então eficaz para estimular Células envelhecidas - ou mal alimentadas - e de antigos ferimentos difíceis de curar, cicatrizar ou cauterizar pelos outros métodos até aí instaurados.
Os Médicos continuam a procurar insistentemente novas aplicações para os Lasers, incluindo a redução da Dor, curativo rápido de Lesões em desportistas, tratamento da Artrite e, já foi usado para voltar a ligar membros decepados: o Corte Perfeito do Laser nas delicadas fibras nervosas facilita o seu crescimento. Utiliza-se na extirpação de Cálculos Renais e outras intervenções subsequentes.
Até às últimas décadas era uma miragem e, um desejo intenso por parte da comunidade médica, não só a melhoria dos pacientes através desta técnica como o sucesso de intervenção cirúrgica de quem possuía tumores malignos, tanto na Medula Espinal como no Cérebro - onde se resumia ser impensável estas remoções tumorais por vias de cirurgias ditas normais, havendo sério risco para o paciente nestas intervenções. Hoje...tudo ou quase tudo se cumpre, por vias desta Força Invisível mas eficaz em modernos tempos científicos e, médicos, em toda a sua ascensão!
Da Antiguidade...à Actualidade!
A História regista alguns factos interessantes acerca da Antiga Medicina Babilónica. Por exemplo, o Código de Hamurabi, do século XVIII a. C., onde se determinava uma dura pena por morte de um doente na extracção de um abcesso: Cortar as mãos de um Cirurgião! Se, no entanto, o paciente fosse um escravo, o Médico tinha apenas de dar outro para o substituir. E, cerca de 1300 anos mais tarde, o historiador Heródoto relatou que era hábito na Babilónia pôr os doentes na rua para permitir que, os transeuntes, lhes dessem conselhos médicos.
Na Actualidade, as coisas são potenciadas de outro modo. E no que se refere ao Laser, neste caso o de baixa potência usado nas técnicas curativas, o Laser cirúrgico pode ser extremamente potente.
As aplicações cirúrgicas de Laser exigem de 10 a 100 watts de potência contínua, ou súbitas mudanças que podem atingir picos de 10 000 a 1 000 000 de watts. As ordens de potência são, grosso modo, iguais às que um Laser da Guerra das Estrelas necessitaria para penetrar no corpo de um míssil, mas a energia é concentrada num feixe estreito que pode ser dirigido com precisão cirúrgica!
Quanto ao Fibroscópios (ainda no campo cirúrgico) podem ser combinados com «Fibras de Potência» transportando energia-Laser para executar cirurgia-Laser no interior do corpo - como desfazer Cálculos Renais e, tratar Tumores.
Força Invisível/Luz Mágica(Laser)
Laser (Light Amplification by Simulated Emission of Radiation), ou seja, em português, Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação. Os Átomos de Cromo formam o meio activo. São eles que geram a Luz Laser por Emissão estimulada de Fótons! É um dispositivo que produz radiação electromagnética. Possui características muito especiais: é Monocromática (pois possui comprimento de onda bem definido); Coerente (todas as ondas dos Fótons que compõem o feixe, estão em fase), e Colimada (propaga-se como um feixe de ondas praticamente paralelas).
Nas aplicações-Laser há uma diversidade absoluta na Era Moderna, tanto na Medicina como noutros sectores em imparável evolução que nos deixa de facto surpreendidos a cada dia que passa. São eles:
1 - Na Fisioterapia (como Anti-inflamatório, Regenerador e Analgésico).
2 - Na Indústria (cortar materiais ou medir distâncias). Máquinas CNC aliadas ao Laser de dióxido de carbono (CO 2) no corte e soldadura de variados materiais, agilizando assim o processo.
3 - Pesquisa Científica (Pinças, Óptica, Hidráulica, Física Atómica, Óptica Quântica, resfriamento de Nuvens Atómicas, Informação Quântica).
4 - Comerciais (comunicação por Fibras Ópticas, leitores de Códigos de Barras).
5 - Sector Bélico (Minas-Lasers).
6 - Domésticos (leitores de CD/DVD/Blu-Ray e Laser-pointer, na apresentação de projectores).
É produzido ainda por materiais como o Cristal de Rubi dopado com Safira, mistura de gases, no caso do hélio - dispositivos de estado sólido como Laser-Díodo, moléculas orgânicas como os Lasers de Corante.
Em relação aos avanços da Medicina em uso e práticas correntes neste novo século, a Laser é já insubstituível, no que o ser humano faz tenção de a perpetuar em melhoria de saúde e bem-estar em si. O que ontem era um sonho, hoje é praticamente viável, possível e determinante no foro cirúrgico em patologias cancerosas de Tumores praticamente inoperáveis até aqui. Vejamos então:
- Na Cirurgia de Tumores Oculares, onde a aplicação do Laser se efectua, utilizando a Crioterapia (congelamento de Tumores).
- Na Cirurgia de Tumores da Boca, Faringe e Laringe.( a energia-Laser activa assim os medicamentos anti-cancerosos). Ainda no foro oncológico, em particular no Tratamento Cirúrgico do Cancro da Bexiga é usado o Laser de alta energia, no que, a Cistectomia parcial ou total, é realizada para Tumores de Bexiga com o auxílio do Cistoscópio e, um Laser da Alta Energia.
- Na Cirurgia do Cérebro em extracção de Tumor Cerebral. Neste tão complexo campo cerebral e neurológico, existe nos dias de hoje o tão clamado e por certo «abençoado» Neuronavegador, ou seja, todo um sistema muito interessante de Alta Tecnologia e, extrema mais-valia em Tumores Cerebrais!
Este potente aparelho funciona tal como um GPS (Global Positioning System) o que significa que, é um sistema em complexo multifuncional que pode ser anexado a uma antena e, calibrado, para informar o Neurocirurgião sobre qual a posição do instrumento em relação às imagens de Ressonância Magnética e, Tomografia. A localização do Tumor é assim determinada em três dimensões: Planos Sagital, Axial e Coronal. Portanto, um «monstro« no bom sentido da palavra em eficiência e pormenor técnico no que compõe de Ultra-Som, Laser, Monitorização Neurológica e Ressonância Intra-operatória.
Mas há que concluir sobre a Laser: esta não substitui o Acto Operatório! Mas é, antes de mais, um valioso instrumento cirúrgico que pode ser utilizado em Neurocirurgias, e tem o benefício de realizar cauterizações e cortes, no Tecido Neural - com muita precisão e dissipação de energia.
Nada mais a registar, a não ser...a eterna questão que se subleva nestes novos tempos de tecnologias incomensuráveis em toda a linha: De onde nos veio todo este supra-sumo de conhecimentos tão ferozes quanto magnânimos no ser humano em avanço, elevação e...certamente, sublimação? Dos deuses estelares como na Antiguidade, de um Deus-supremo cósmico ou universal que a tudo pode e a tudo comanda... ou tão-somente, a evolução fantástica do Homem em iluminações destes novos tempos? Haverá essa fronteira? Existirá mesmo uma barreira-limite entre o que poderá ter vindo das esferas estelares - como o próprio ser humano - e, essa outra misteriosa essência de raciocínio e, inteligência, que nos confronta com uma realidade agora mais visível...? Ou continuaremos a sonegar em nós próprios essa verdade dos factos e conhecimentos, leituras e ensinamentos além os tempos??? Algo está a mudar, isso é inquestionável. Em todos os sectores da nossa sociedade humana e terrestre, no que muitos de nós já consideramos em poder supremo e, especial, de algo ou alguém que nos ensina, nos vigia e nos comanda certamente também. Algo ou alguém com poderes muito superiores ao nosso mas que, por vias de algo maior (supostamente), nos está a dar e a fazer sorver este imenso conhecimento ( e aluimento de outros, até aqui mais conservadores e mesmo obsoletos) no que o ser humano só tem de fazer cumprir e, se possível, instaurar no Mundo Moderno que agora habitamos; no mundo e...em nós! Pois que, a bem da Humanidade, pelos estelares ou por um outro qualquer Deus que nos queira proteger e fazer evoluir e recrudescer, assim possa então continuar a ser! A bem das Forças Maiores (visíveis ou invisíveis) e...da Humanidade que, como sempre afirmo, somos todos nós! Assim seja!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
A Visualização Cerebral
Anatomia Cerebral por Tomografia Axial Computarizada (TAC)
Havendo a capacidade de visualizar e identificar as áreas lesadas do Cérebro, poder-se-à hoje ainda ir mais longe nesse conhecimento e, eventual tratamento, com pleno sucesso? Existirão ainda misteriosas zonas do Cérebro ou distintas áreas cerebrais de outras funções, outros poderes, que o Homem ainda não domina também? Será extrapolar ou fazer justiça aos galardoados com o Nobel da Medicina por tão árduo esforço, empenho - e provavelmente intenso trabalho - registado nesta tão fantástica descoberta computorizada designada por TAC?
Início da Ciência Neurológica
(Levantamento das Disfunções da Mente...)
O trabalho do Neurologista é semelhante ao do antigo Cartógrafo (salvo nas devidas diferenças, como é lógico), que, registava então as terras e mares desconhecidos do Mundo.
Os Neurologistas traçam o Mapa do Cérebro quando tratam de doentes mentais e, tentam assim assinalar com rigor a parte afectada. Com estes dados, podem prescrever tratamento específico e, terapias.
Funções Separadas
Pensava-se que, até meados de 1861, o Cérebro actuava como um todo governando as funções do corpo. Mas, nesse mesmo ano, Paul Broca - Anatomista e Antropólogo Francês - descobriu que as partes do Cérebro executam diferentes funções.
Concluiu isto após autopsiar um doente que, durante toda a sua vida, sofrera de um grande impedimento da Fala - apenas podia proferir uma sílaba, embora compreendesse a linguagem.
Como Paul Broca previra, a autópsia revelou lesão numa secção - agora conhecida por Zona Cerebral de Broca - no Lobo Frontal Esquerdo.
Três anos depois, confirmou a correlação da perturbação da linguagem com deficiências situadas apenas no hemisfério esquerdo do Cérebro e, cerca de 80 anos depois, o neurologista russo A. R. Luria, fez uma localização pormenorizada de todas as funções do hemisfério esquerdo do Cérebro - identificando assim áreas relacionadas com o Ouvido, a Visão e...o Movimento Voluntário.
Controlar as Doenças do Cérebro
Os estudos de A. R. Luria em doentes com distúrbios cerebrais, forneceria então um rico manancial para a análise do funcionamento da Mente.
Por exemplo, alguns eram incapazes de caminhar horizontalmente, mas podiam subir escadas ou passar sobre linhas desenhadas no chão. Luria identificou as várias partes afectadas do Cérebro que controlavam estas capacidades.
Neurologistas que assinalaram áreas com lesões menores e mais localizadas, revelaram muito acerca das subtis complexidades do Cérebro. Por exemplo, ferimentos limitados dos centros cerebrais da Fala e da Linguagem - situados na região frontal esquerda - produzem efeitos estranhos.
Há doentes que, embora capazes de escrever, não podem ler as palavras escritas momentos antes pela própria mão, ou que não conseguem falar espontaneamente, mas apresentam «Fala em série», como se dissessem uma oração.
Televisão no Cérebro
(Visualizando o Cérebro Vivo em Acção!)
Não só as imagens de televisão podem ser reflectidas por satélites no Espaço. Agora também podemos obter imagens do mesmo tipo do espaço interior - de dentro do Cérebro!
A TEP (Tomografia por emissão de positrões) funciona baseada no princípio simples de que quando uma parte do Cérebro entra em actividade, ocorre ali um abastecimento maior de sangue para oferecer oxigénio e glicose - extra necessários!
Injecção Radioactiva
Numa TEP, é injectado nos vasos sanguíneos do paciente oxigénio radioactivo ou glicose especialmente preparados. Quando o líquido «tracejante» radioactivo chega ao Cérebro, emite positrões - Partículas Atómicas de carga positiva - que colidem com os electrões das células do Cérebro e, produzem assim minúsculas explosões de energia, as quais são detectadas pelo aparelho da TEP. Aparecem então imagens num ecrã monitor, mostrando as secções activadas do Cérebro em vermelhos, azuis e amarelos que se dilatam ou movem, quando executam uma dada tarefa - Ler, Escrever ou Falar!
Os Exames da TEP são úteis para identificar doenças em que há consumos exagerados de energia. Mostraram, por exemplo, que os Esquizofrénicos têm uma actividade metabólica mais elevada em certas zonas do Cérebro.
Uma equipa da Escola Médica de Washington, nos EUA, utilizou a TEP para descobrir a Sede de, (pelo menos) uma das emoções - o Medo, controlado pelo lobo temporal do hemisfério direito do Cérebro.
TAC - Imagens do Interior do Cérebro
A descoberta dos Raios-X em 1895, teve pouco impacte na percepção do funcionamento do Cérebro. Embora as primeiras Radiografias dessem imagens claras dos tecidos duros do corpo, como os ossos, o tecido mole do Cérebro, sendo transparente aos Raios-X, não se via.
O primeiro avanço na Radiografia do Cérebro, surgiu então em 1919 com o desenvolvimento, pelo neurocirurgião americano Walter Dandy - do método conhecido por Pneumoencefalografia.
Dandy intrigara-se com a observação de um colega acerca de, os gases intestinais, encobrirem muitas vezes as doenças nas Radiografias, pensando de imediato que, se fosse possível introduzir ar nas cavidades do Cérebro - os Ventrículos - o ar seria opaco aos raios e apareceriam os tecidos circundantes.
Radiografias Avançadas
Dandy inventou uma máquina para fazer isto, e descobriu que podia então observar a distorção dos Ventrículos, a sua redução ou desvio para um lado - se deslocados por tecido cerebral doente.
Esta técnica levou ao desenvolvimento da Angiografia - ou injecção de uma substância opaca nos Vasos Sanguíneos - que possibilitou a detecção radiográfica de coágulos de sangue (que causam Tromboses) Tumores e outras anomalias na circulação sanguínea do Cérebro.
Embora a técnica de Dandy fornecesse as primeiras imagens pormenorizadas do Cérebro, o processo revelava-se muito doloroso - e de certa forma perigoso - para o doente. Tornar-se-ia depois completamente obsoleto (de um dia para o outro) pela fantástica descoberta da Tomografia Axial Computorizada (TAC) em 1973 - pelos cientistas Godfrey Hounsfield (inglês), e Allan Cormack (americano) que, com esta realização, ganharam o Prémio Nobel da Medicina.
Absorção da Matéria
A TAC trabalha segundo o princípio de que, tecidos diferentes, absorvem quantidades variadas de Raios-X. Por exemplo, como o fluido cerebrospinal é menos denso do que o tecido cerebral, absorve menor quantidade de Raios-X e, por isso, surge como uma área escura na imagem. Mas como os Tumores são geralmente e quase sempre mais densos do que o tecido normal, aparecem como áreas claras. Para o exame, o Paciente é colocado num tubo metálico rodeado por um aparelho rotativo de Raios-X, que emite feixes de radiações dispostos em leque.
De pouco em poucos graus são feitas medições da absorção dos feixes, enquanto a máquina anda em volta do Cérebro - uma TAC pode reunir 1,5 milhões medições de pontos de absorção - sendo obtida assim uma imagem de uma «fatia» do Cérebro com a espessura de uma hóstia.
Um Computador analisa então outras «fatias» ou sectores - desde a base do Cérebro até acima - construindo uma imagem completa.
Instrumento de Diagnóstico
A TAC, indolor e relativamente isenta de risco, é hoje usada para diagnosticar Tumores, hemorragias e apoplexias - e ainda para se investigar lesões na cabeça ou outros diversos traumas. É, antes de mais, um dos maiores auxiliadores dos Neurologistas na base e desenvolvimento de toda a complexa compreensão (ainda) do Cérebro Humano.
Descobriu-se acidentalmente com a TAC que, as duas metades do Cérebro não são - como se supunha - iguais, apresentando ligeiras variações na formação da área posterior!
Ultima-se boas perspectivas num futuro próximo em todas estas actividades (e novidades) que entretanto vão surgindo na clareira de novas descobertas - ou novas tecnologias de ponta em relação ao mundo da Medicina. É inquestionável o esforço, empenho e muito estudo subjacente de todos os cientistas e homens da Ciência aí intervenientes. Urge de facto essa continuidade - e por certo, genialidade - de todos quanto se debatem e, empreendem, nesta orla tecnológica de avanço e poder supremo na melhoria de condições de vida em saúde e bem-estar no ser humano. Há que insistir, continuar e nunca arrastar, protelar ou mesmo procrastinar (empurrar com a barriga, usar de delongas para não actuar, não executar) como na actualidade tanto se usa afirmar, de quem sempre adia (ininterruptamente) sem nunca querer alcançar. Aqui, não é o caso. Há esforço, há empenho, há determinação e sobretudo - em toda a Comunidade Científica e tudo o que lhe está adjacente - o maior interesse na vanguarda de novas e mais perfeitas técnicas - tanto no tratamento como na causa-efeito em final feliz de, sucesso triunfal; pelo menos, em muitos dos casos, no que a Humanidade agradece. Hoje e sempre! Sê-lo-emos sempre gratos e disso merecedores, pela luta, pela batalha e por uma vitória que em todos se reflectirá em futuro advindo. Pela Humanidade então...assim se cumpra, a bem de todos nós!
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
A Pesquisa Mental

O Cérebro Humano
Qual o motivo pela qual nos esquecemos por vezes de acontecimentos recentes e nos recordamos perfeitamente de outros há muito havidos? Haverá uma espécie de «arquivo cerebral» que nos mantenha retida a informação desejada? Existirá em alguns de nós essa capacidade chamada de memória fotográfica em Mnemónica surpreendente que a tudo regista num loquaz impulso cerebral de memória e, recordação de factos passados? E no sono, haverá alguma influência de se absorver informação ou longe disso, sem que se nada se capte enquanto dormimos?...
Gravado na Mente
Existe o registo - por efectivas experiências realizadas - de que as pessoas esquecem por vezes factos recentes, mas lembram-se ao pormenor e com curiosa exactidão, do passado distante. Por muito estranho que à priori possa parecer, comprovou-se tal. Relatemos então uma história de há 2000 anos, ocorrida em pleno Império Romano:
«Ao Jantar, no dia do ano 48, o imperador romano Cláudio, preocupado com a ausência da mulher - A bela Messalina - perguntou porque não estava a comer com ele. Mas Messalina morrera, executada então por adultério em pena máxima e, no cumprimento de ordens dadas por Cláudio, apenas uma hora antes! Ele esquecera-se por completo!»
O Imperador bebia de mais, e o álcool destruíra a sua capacidade de recordar factos mais recentes. Embora seja muito raro uma perda de Memória deste género, muita gente sofre de Amnésia parcial devido ao alcoolismo, danos cerebrais ou doença - ou apenas à idade avançada. Mas acontece que, pessoas sãs de todas as idades, esquecem-se também por vezes de coisas do passado recente. Porque, por exemplo, não fixamos um número de telefone que lemos minutos antes?
Criar Continuidade
Aparentemente, recordamos o Passado em dois níveis bastante diferentes. Afinal, Cláudio não se esquecera da mulher nem de que ela costumava jantar com ele. Apenas a Memória de curto prazo foi afectada pelo gosto - e excesso - de vinho assimilado, na parte da memória que, segundo os Neurofisiologistas, dá continuidade à vida.
A Memória de curto prazo permite-nos recordar os últimos minutos de uma conversa, que a chaleira está ligada - e o número de telefone que acabámos de ler.
Nos Indivíduos sãos, eventos e experiências que os afectaram emocionalmente, bem como factos importantes e conhecimentos adquiridos, são transferidos para a Memória de longo prazo, no que apenas temos um limitado controlo consciente sobre as informações que o Cérebro selecciona para serem transferidas.
O Mecanismo que muda o conteúdo da Memória de curto prazo para um armazém (ou arquivo) permanente de factos, eventos e aptidões....é ainda um tanto misterioso - tal como a capacidade de desenterrar recordações do passado distante.
A maioria dos Cientistas concorda que, a Memória de longo prazo, não é uma entidade única e que, as capacidades mentais, são conservadas de modo muito diferente dos factos. Há casos de pessoas que perdem a Memória, mas ainda podem falar - mesmo que se tenham esquecido do seu próprio nome. Poucos casos de perda de Memória são tão graves como este, sendo muitos deles terrivelmente traumáticos.
Depois de sofrer um ferimento muito grave na cabeça, uma mulher lembrava-se na perfeição da sua infância na Irlanda, mas não se recordava da viagem para a América na sua adolescência, do homem com quem ali casara nem tão-pouco dos filhos que com este tivera.
As Recordações do longo prazo são tenazes, e quanto mais antigas menos provável é que se percam devido a ferimentos, doenças ou abuso de álcool - ou ainda substâncias psicotrópicas.
Recordar, sempre...
(Onde vivem as recordações no Cérebro?)
Os Cirurgiões operam o Cérebro por vezes apenas com anestesia local (a anestesia local é suficiente para dominar a dor da incisão inicial, e como o Cérebro não tem terminações nervosas, os cortes seguintes não causam dor). Foi então devido a este facto que, o cirurgião de Montreal, Wilder Penfield descobriu onde estão armazenadas as recordações no Cérebro.
Um certo dia - nos anos 30 - Penfield conversava com uma doente que estava a ser operada. Ele sondava-lhe o Cérebro com um eléctrodo, assinalando as áreas onde a corrente moderada a estimulava a mexer-se ou falar, para evitar estes locais quando cortasse a zona doente. De súbito, ela começou a descrever o que observava no seu jardim, onde podia ver os filhos e ouvir todos os ruídos habituais da vizinhança. E, reconheceu a cena como um evento do Passado.
A Paciente continuou então a reviver a cena apresentada enquanto Penfield manteve o eléctrodo no mesmo local.
Descoberta Casual
Penfiel compreendeu assim que fizera - por acaso - uma importante descoberta! Até àquele momento não ocorrera a ninguém que, as Recordações, poderiam estar fisicamente fechadas...no Cérebro!
Desde o século XVIII que Médicos e Cientistas encaravam a Memória como uma função puramente mental e...Mente e Cérebro, como duas entidades inteiramente separadas, mas parecia agora que as recordações estavam de facto e, permanentemente, armazenadas nas células do Cérebro!
O Eléctrodo libertara-as assim de uma área chamada: «o Hipocampo», uma parte dos lobos temporais - protuberante de cada lado do Cérebro - mesmo abaixo das têmporas.
Penfield ensaiou a descoberta noutros pacientes. Um deles ficou atónito ao ver-se de novo na África do Sul, rindo e falando com os primos, como fizera realmente um mês antes.
Quando Penfield desligou a corrente do eléctrodo, a recordação começou a desenrolar-se de novo. Todos os doentes testados insistiram então que, a experiência, lhes pareceu mais do que mera recordação ou sonho em estado de vigília: sentiram que estavam realmente a reviver alguns eventos das suas vidas.
A princípio, a Teoria de Penfield - de que as recordações ocupam uma determinada secção do Cérebro - provocou a troça e o descrédito entre os demais. Mas, nos anos 50, cirurgiões fizeram a ablação de ambos os lobos temporais em doentes com casos de Epilepsia grave. Tiveram êxito, mas deixando ao paciente a capacidade de recordar fosse o que fosse - apenas durante escassos minutos! Isto, juntamente com os efeitos na Memória observados em Acidentes Vasculares Cerebrais (vulgo, AVC) e, em Traumatismos Cranianos, no que então convenceram o mundo médico de que afinal, Penfield sempre tivera razão!
Pesquisar a Mente
Havendo muito treino ou certo exercício mental, poderá desta forma requerer-se uma Memória Fotográfica? - Julga-se que não.
O Neurologista russo, A. R. Luria pediu um dia a Solomon Veniaminoff - um jornalista que o consultara como doente pela primeira vez nos anos 20 - que repetisse uma longa série de palavras que lhe lera anteriormente. As palavras não faziam sentido, não formavam uma frase, estavam ordenadas ao acaso e, os significados nada tinham em comum. Não havia motivo lógico para alguém se lembrar delas.
O jornalista respondeu então: «Sim, sim...foi uma série que me deu...quando estivemos em sua casa. Estava sentado à mesa e eu na cadeira de baloiço...o seu fato era cinzento...»
De seguida, Veviamonoff desbobinou a longa lista de palavras desordenadas e, disparatadas, precisamente pela mesma ordem que as ouvira na ocasião anterior. Foi um espantoso feito de Memória - especialmente porque, a «ocasião anterior» ocorrera 16 anos...antes!
A uma Memória Fotográfica como esta, dá-se o nome de «Idílica» (da palavra grega que significa «o mesmo»). regista-se assim que, raras pessoas nascem com Memória Idílica e, ninguém pode ser treinado para a ter. Há, todavia, sistemas para melhorar a capacidade de recordar que são modestamente eficazes, mas todos assentam em artifícios - Mnemónicas - tais como rimas ou simples frases, para assim guardar na mente factos bastante aborrecidos.
No Século passado, uma específica Gramática pretendeu facilitar então a aprendizagem dos advérbios de tempo: «Sempre, nunca, já e agora. Quando, logo, tarde e cedo. Amanhã, jamais e outrora».
Após isto, recitava-se o epitáfio:
"Que repouse sempre plácido
Ele juntou água no ácido
O outro, ácido à água
Não sofreu dano nem mágoa."
Recitando este epitáfio, muitos estudantes americanos do Curso Superior de Química viram-se subitamente ajudados (e recordados), como não provocar uma séria explosão ao diluir ácidos...na sua estadia universitária. Uma Mnemónica perfeita!
Também recordamos por vezes coisas que,resolvemos na Mente - imediatamente antes de adormecermos, mas talvez o facto mais decepcionante em relação á aprendizagem seja este: contrariando a crença popular, não absorvemos de todo a informação enquanto dormimos! Se assim fosse, os estudantes que adormecem nas aulas...teriam, sequencialmente, as notas mais altas da disciplina ou matéria em questão! O que se não comprova, efectivamente!
São bastante previsíveis as coisas que é menos provável esquecermos. Estas incluem as experiências mais agradáveis - assuntos que nos interessam e, factos que temos motivo especial para...lembrar. Mas também recordamos particularmente bem...as coisas que reexaminamos na Mente antes de adormecermos, sendo talvez uma forma de podermos então praticar esse exercício, registando depois os seus resultados. Imparável será sem dúvida, a cogitação ou execução mentais que se poderá fazer ante tamanha actividade, sem que com isso tenhamos depois um sono perturbado. E este sim, imprescindível ao ser humano em plenitude de sossego e paz.
A Pesquisa Mental que leigos ou cientistas possam fazer destas matérias do foro cerebral e neurológico revela-se ainda um grande mistério, não nos sendo totalmente um livre aberto mas, um dia, lá chegaremos. E isto, pela óbvia complexidade - e certa autonomia - como espécie de computador local que nos rege e comanda todo o ser. Há que estudar, investigar e pesquisar de facto toda a dinâmica cerebral que nos limita nas fronteiras entre a vida e, a morte. Sabendo mais, estaremos um passo à frente na Ciência Médica e de todas as eventuais situações anómalas que surjam nestes domínios do nosso fantástico Cérebro Humano! Que a Humanidade prevaleça em conhecimentos de Corpo e Mente e, sobre a sua idiossincrática anatomia do belíssimo ser humano que é na Terra! É o que todos desejamos, efectivamente!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
A Cadeia de Comando
Radiografia da Medula Espinal
Poderão ainda existir mais Sentidos no Ser Humano, para além dos que se conhecem - mesmo do âmbito actual da Ciência? Haverá algum tipo de Receptor no corpo humano que despolete ou corresponda a estes Sentidos Extra-Sensoriais? E que extraordinária ligação é esta, entre o Cérebro e o Corpo em designação de Medula Espinal que chega mesmo (esta última) a ser independente, funcionando mesmo sem a intervenção cerebral? Que mecanismo poderoso possuímos então para que tal urja em preponderantes Reflexos Espinais?
Mente e Corpo
Em 1628, um médico inglês, William Harvey, descobriu a verdadeira natureza do sistema circulatório do Corpo Humano e, identificou o coração como uma bomba muscular.
Isto pôs então termo a uma crença corrente (que já durava há 2000 anos) e que ditava que o Coração era a sede do Intelecto. Somente no final do século XVIII é que os Cientistas começaram a reconhecer a importância do Cérebro!
Sabemos hoje já alguma coisa (muito mais do que em séculos passados, obviamente) acerca do Corpo Humano e, do seu funcionamento. Mas, continuam ainda hoje por reconhecer algumas das capacidades da mais perfeita de todas as máquinas e, alguns dos seus intrigantes pontos fracos, mantendo-se infelizmente inacessíveis à Medicina Moderna.
Janelas da Alma
Possuímos mais meios do que à priori pensávamos para...sentir o mundo!
Os Nossos Sentidos foram outrora conhecidos por «Janelas da Alma» e são apreciados como bens preciosos. Poucos infortúnios despertam mais a compaixão do que a perda da Visão ou da Audição.
Mas quantos Sentidos existem realmente? O Filósofo grego Aristóteles contou cinco: Vista, Ouvido, Olfacto, Paladar e Tacto - e isto manteve-se desde então na sabedoria popular. Contudo, os investigadores que exploraram o funcionamento do Sistema Nervoso Humano, revelaram toda uma gama de Sentidos-extra para juntar a esta lista de cinco.
Dor e Tensão
Todos os Sentidos dependem de «Receptores dos Sentidos» - terminais nervosos que enviam mensagens electroquímicas para...o Cérebro! Cada receptor reage a um estímulo particular do mundo exterior - os Receptores dos olhos respondem à luz, os do nariz...a cheiros.
Identificaram-se Receptores espalhados por todo o Corpo - na pele, nas articulações, e até no aparelho digestivo, que reagem a uma vasta gama de estímulos específicos. Há Receptores que respondem ao calor e outros ao frio; Receptores que registam a dor ou que respondem à tensão. Cada um pode ser chamado com propriedade, um «Sentido» diferente.
Alguns investigadores crêem também que existem sentidos separados da fome e da sede. Fala-se que haja ou exista assim um sentido de equilíbrio - o que é bastante correcto. este Sentido está situado nos ouvidos e é talvez a sua mais importante função. Bem no interior do pavilhão auditivo há um sistema de minúsculas câmaras e canais que contêm líquido e possuem finos pêlos sensoriais.
Quando a cabeça se move, estes pêlos são estimulados e enviam mensagens para o Cérebro, dizendo-lhe de imediato em que posição estamos. É este mecanismo que comanda o nosso Sentido de Equilíbrio!
Podem existir então mais sentidos para lá do âmbito actual da Ciência. Os Parapsicólogos têm falado muito - nestas últimas décadas - da Percepção Extra-Sensorial como um Sentido.
Pela experiência nesta área, os Parapsicólogos têm registado que, pessoas que se identificam ou autonomizam como videntes - o que significa que, por exemplo, identificam objectos dentro de um sobrescrito fechado...«vendo-os» - se determinam com capacidades Extra-Sensoriais! Outros foram determinados como tendo o poder da Precognição, aptidão de «ver» acontecimentos no Futuro.
Apesar de muita especulação e pesquisa científica, ninguém ainda descobriu quaisquer Receptores no Corpo Humano que possam assim corresponder a estes Sentidos Extra-Sensoriais. Mas uma coisa se pontua nesta determinação dos Parapsicólogos: jamais se poderá chamar (ou continuar a fazê-lo como até aqui - a estas formas de Percepção sobrenaturais) um «sexto Sentido»...mas antes, essas outras dimensões extra-sensoriais que se observam e registam hoje no mundo da: Percepção, Precognição e...Clarividência, todos estes verdadeiros Sentidos no Ser Humano!
A Cadeia de Comando
(O cabo de comunicação de pensamento rápido do nosso Corpo!)
O Elo de ligação entre o Cérebro e o Corpo, é a Medula Espinal - uma tira de tecido nervoso da espessura de um dedo mínimo que passa pela nossa Coluna Vertebral oca, numa extensão de 45 centímetros. Células nervosas chamadas Neurónios Motores transmitem impulsos eléctricos que viajam do Cérebro para a Medula Espinal, partindo do nível apropriado e, passando para as várias partes do Corpo.
Do mesmo modo, Neurónios Sensoriais transmitem mensagens dos órgãos e tecidos, via Medula Espinal...para o Cérebro. Mas, a Medula Espinal também funciona sem a intervenção do Cérebro. Só ela controla as acções chamadas Reflexos Espinais - que têm de ser tomadas depressa em resposta ao perigo!
Mais Rápido que...o Pensamento!
Quando tocamos num prato quente, por exemplo, o sinal de perigo dos Neurónios Sensoriais é transmitido à Medula Espinal que então devolve a mensagem por um Neurónio Motor, dizendo aos músculos que larguem o prato. Isto acontece rapidamente, até antes de o Cérebro ter recebido a primeira mensagem comunicando o calor do prato.
É este tipo de função protectora que o Médico testa quando bate no joelho do paciente e, observa desse modo a perna pendente a projectar-se para cima.
Este Reflexo, é a maneira de a Medula Espinal garantir que nenhum dos tendões do nosso corpo está demasiado distendido. Percutindo o joelho, o Médico distende o Tendão Patelar, e os músculos da perna contraem-se para aliviar outra vez o tendão.
A Medula Espinal provoca também as reacções rotineiras que podem ser consideradas insignificantes para o Cérebro consciente, assegurando-se de que a Bexiga despeja, os olhos pestanejam e os músculos mantêm o Esqueleto unido! Graças a ela, o Cérebro consciente fica livre para se ocupar de tarefas mais complicadas.
Inquestionável é o avanço da Medicina Moderna e todas as tecnologias inerentes que, nestes últimos anos, se têm vindo a propagar com vários sucessos e, pelo mundo inteiro. Por muito enigmático que o Corpo Humano ainda nos possa ser - para além das recentes descobertas do Genoma Humano e todo o envolvimento da cadeia de ARN e ADN em todos os sectores - certificar-se-à a maravilha deste conhecimento que só beneficia então a Humanidade. Havendo a sapiência, aliada à técnica, o ser humano terá no futuro próximo uma mão cheia de vantagens em salutar conhecimentos, que poderá investir em si e, na sua saúde. Seres sãos que, beneficiem tanto de saúde como de longevidade em rácios generosos de idades provectas ou...faixas etárias, que os não limitem nem estigmatizem talvez, em designação de: terceira idade mas...quarta ou quinta, se for caso disso nos próximos séculos.
A bem dessa longevidade de mente sã em corpo são, que a Humanidade então avance e o Homem se cumpra...em felicidade e paz na Terra! Assim seja!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
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