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domingo, 10 de abril de 2016

Flowing Tears - Merlin

A Verdade da Mentira!


Eu, Noiva-Cadáver, assim me sinto; hoje e sempre, do teu lado...

Quando nada há a dizer, quando nada há a sobrevalorizar, a sobrepor ou a fazer sobreviver, que mais restará do que a solidão dos passos, a sub-prestação das almas e a decadência das reentrâncias de uma vida que mais não é, do que a inconsistência da efémera morte em passagem de um lado para o outro...

Ontem, o futuro por fazer...
Ouvimos verdades que não sabemos se o são. Acreditamos em outras que nunca chegamos a saber se algum dia o serão; por outras que, investidas de tantas mentiras, de tantas vestimentas, roupagens ou indumentárias falsas, ornamentamos de lantejoulas, brilho e fantasias quejandas - múltiplas e insanas - que jamais se fazem cumprir na vida.
Ouvimos dizer, através da boca santa dos bisavós, avós, primos e primas, aprumados aparentados e outros que o não são, de que, temos de ser respeitadores, estudiosos, cumpridores, veladores de todas as coisas, nunca desobedecendo a pais, irmãos e demais família em redor, reajustando uma vida de composição académica (de muitos e muitos anos!) em solidificada instrução que nos dá um canudo e nos dá a sublimação de todas as almas para o apogeu - ou estrelato - da máxima licenciatura; do mestrado e do doutoramento, se tivermos a paciência e os neurónios para tal lá chegarmos...

Passamos a vida a enfunar vontades a e a regurgitar sonhos e pensamentos que mais não são do que meras aprendizagens e quiçá, funestas dosagens desequilibradas do que é ou se deve ser em bom tom, em boa harmonia ou em boa sociedade fidelizada para todo o sempre. E tentamos cumprir.
Amamos ou odiamos as nossas professoras e professores do Ensino Básico e, se não for pedir muito, até passamos pelas frestas do incumprimento e do despojamento de crianças que somos, pela inocência que perdemos, se algum destes nos viola essa decência, essa ingenuidade de almas sãs, em desditosa e pura violação de quereres e dizeres, metendo-nos a aguerrida mão por entre as saias ou por entre a braguilha, e nos amacia e acaricia - voluptuosa e conscupiscentemente em perturbantes danças do diabo - todas as maléficas danças do mundo, sentindo dessa execrável forma, que são todos nossos donos, nossos proprietários de almas, destroçando a infância, depurando todos os bens e todas as santidades que ainda purificávamos em nós. Sobrevivendo a isso, sobrevivemos a nós...

Na adolescência somos todos parvos; incongruente e estupidamente parvos! E lidamos bem com isso; ou não. Mas continuamos a crescer e a acreditar que somos perfeitos ou imperfeitos, consoante os ditames desta nossa própria sociedade de usos e abusos, costumes e deleites sexuais, amorais e viscerais de todas as vidas, de todos os consumos. Somos carne para canhão e deixamo-nos ir...
Somos números; códigos de barra terrenos. Somos isso tudo e convencemos-nos que somos importantes. E como tal, deslumbramo-nos. E pagamos por isso: mais tarde ou mais cedo!

A vida não é fácil. Ninguém disse que o é. Mas mentem-nos. Mentem-nos muito! Demais! Todas as verdades são mentira e todas as mentiras acabam por ser uma grande verdade - nua e crua - de muitas vidas que mais não são do que muitas mortes em vida; e muitos, nem disso sabem... ou disso se apercebem...
Estou cansada. Tão cansada! Casada e mal amada, parida e não assistida pelo que já fiz, consumi e pari na vida também. Não me compreendes, tu, que és meu parceiro, meu marido e meu congénere de cama e conluio, mesmo que o vejas, que o observes, sendo que não te comprazerás de me dar descanso, de me dar sossego, quando deste eu preciso. Estou farta, mas não consigo fugir; não posso e não devo!

Tantas mentiras, tantas! Que temos de tirar um curso, uma Licenciatura, para assim sermos alguém na vida, para termos brio e os outros se orgulharem de nós, para termos uma feliz e bela carreira de ascensão e, quase iluminação, em reproduções malditas que nos levam tanto ao céu como ao inferno terrenos. E eu acreditei, ah, como acreditei que tal era possível... Que estúpida fui!
E tu, comigo. Até porque não tinhas escolha, tendo uma escolaridade básica, precoce demais, rude ou rudimentar demais para me acompanhares, nos amigos comuns, nas palestras comuns, nas tertúlias e eventos tão incomuns quanto o sentires-te de parte, tão de parte que já não fazias parte de mim...
E temos um filho em comum. De muitas alegrias e também tristezas; tantas! De ver que ele não nos junta, que não tem para isso capacidade ou tolerância de nos aguentar, de nos suportar, de nos ver de novo aliar e enlaçar numa outra entrelaçada vida. E ele, é talvez o único elo, o único cordão umbilical externo a ambos que nos liga ao mundo; ao nosso mundo. Pedi-te ajuda e não me ouviste. Foi pena. Lamento por ti e por mim, pois que o nosso mundo agora afastado de ambos, já não basta e já nem resta... nem para ti nem para mim...

Dói-me  a cabeça; muito! Eu sei, é sinal de que tenho cabeça, como sempre dizes em ironia falaciosa e jocosa de todas as palavras, de todas as coisas não ditas que eu oiço, que eu ainda ouço de ti, meu amor. Ou meu desamor; o pior de todos que ouvi e senti em ti.
Trabalho 48 horas seguidas; ou 24 sobre 24 horas, quase de Sol a Sol, sem o saber... nem sei. É o novo trabalho de escravidão: o ser-se disponível e, admissível, a todas as horas, do dia ou da noite, de muitos dias, muitas noites em claro. A Consultora não me larga e os directores também não, e já nem sei se é pelas minhas longas pernas sempre depiladas de Barbie transbordante que lhes sou, se é pelo meu cérebro sempre atento e sempre lesto de cada vez que me tentam passar a perna, a outra - de índole mais profissional e mais emblemática - de, invasivamente, aqui meterem um energúmeno, um ser macho, a fazer a metade do que eu faço  mas a sorrir em dobro do que eu sorrio, pois já não me apetece ludibriar mais nada nem ninguém sem ser a mim própria. Estou farta, mas não posso desistir.
Sou mãe, esposa e mulher, e sinto-me um enxovalho, um desperdício sujo de oficina mecânica que se deita para um canto e se esquece - e jamais se engrandece na utilidade que já foi insubstituível. Sou um lixo, sinto-me um lixo e tu sabes disso, meu Noivo Cadáver que, tal como eu, andas nesta vida - sorumbático e amorfo - sem me dares cores ou ânimo de tal poder reverter como reciclada compustagem de óleos ou orgânica qualquer coisa, num revigorado torpor que fizéssemos de nós, só por um dia, só por um carinho teu em docência do que ainda tens guardado para mim, para me dares de ti...

Sim, somos ambos Noivos Cadáveres! Somos ambos o escrutínio moroso, pouco fiável ou credível de toda uma vida idiota e sem preâmbulos de ressuscitar algo que seja em nós. Que triste é!
Meu amor, meu Noivo Cadáver, meu mais que tudo na vida que mais poderias ser do que o trampolim para uma nova vida, para um novo sentido do ser e do ter, pois que nesta vida ambos andam de braço dado em financeira amostragem do que pode ou não ser um casa ou um lar bem sucedidos, nesta vil sociedade de hábitos e costumes tão doentios quanto lastimáveis. E isto, se tivermos em conta que snifar coca é bom, que cair para o lado devido a uma grande bebedeira é «cool», e que estar «in», é tudo o que desejamos, mesmo que isso nos esventre a alma, nos apodreça as esperanças uterinas de uma qualquer mudança efectiva ou, sequer, a filtragem de podermos ser (ainda) um casal a salvar, pelos ditames desta nova era em que tudo se pontifica e nada se estima, ficando-nos os nauseabundos ensinamentos de outrora, pelos putrefactos agora conhecimentos desta modernice selvagem em que o dinheiro paga tudo menos a honra. E essa, há muito que a não tens... há muito que ambos a perdemos...

Estou doente; sinto-me doente. E quase me deixo morrer não por entre os teus braços, mas por entre os devaneios dos gemidos e dos gritos calados que por entre os meus tu me lançavas, tu me atiçavas, em ritos sexuais que eram só nossos, indomáveis e eternos, como eternos eu julgava serem os nossos sonhos, os nossos delírios vividos a dois... Que parva eu era! Ou que parva eu fui!
Deixo-te a minha geração, a minha descendência de roteiros inacessíveis e destinos improváveis que tanto eu queria ter percorrido contigo e tu, meu amor, nunca me deixaste contigo eu ir. Foi pena. Foi parvo e foi cruel da tua parte que, rasteirando e devassando a minha, na parte que me competia, cortaste, dilaceraste e aprisionaste, como se eu não tivesse vida própria, como se eu te fosse pertença, te fosse algema, te fosse coisa nenhuma. Mas sou; só não sei o quê...

Adeus. Vai à merda! Não quero ouvir falar de ti nos meus próximos séculos de vida, na minha próxima progénie vital de corpo e alma, tanto de uma como de outra, só para te ver afastado de mim e de tudo o que em ti eu prometi e esperei que de ti viesse. Não veio... e já não espero por isso! Já não espero por nada que venha de ti! Vai bardamerda!
Ah, como te odeio ou talvez me odeie mais a mim, já nem sei. Fomos um só e eu até nisso acreditei, trabalhando que nem moira lasciva, que nem moira encantada e perdidamente apaixonada por ti, até me ter visto de pele e osso, até me ter visto saqueada de tudo e de nada sobre ti, sobre teu corpo fétido, pérfido e exaurido de ti - em espectro jogado e não obsequiado - de outros ou outras, ou de mim sobre ti. Perdeste a jogada; perdeste o naipe, e toda a enseada de rubro verde e soltos dados que te poderiam ditar uma outra vida que talvez nem merecias, perto de mim. Foste um bluff; e eu assisti...

Agora, tenho a minha verdade. Existo eu! E isso basta-me! Tu, não existes, não pertences ao núcleo sideral que na Terra ou fora dela eu faça a minha identidade - e muito menos personalidade - em pujança e talvez alguma arrogância, reconheço. Mas tu, não entras. Não, neste meu ciclo renovado de vida.
Dei-te tudo; o meu passado, o meu presente e parte do meu futuro - agora chega! Vai-te embora. Deixa-me em paz! Prefiro sair da minha sepultura, da minha profunda cova onde tu tanto me enterraste, sozinha. Prefiro assim. Estou melhor assim! Ruma borda fora e desaparece da minha vida!
Olho-me ao espelho e gosto do que vejo. Sorrio; finalmente sorrio. Já não sou a Noiva Cadáver mas, a noiva de promessas muitas e esperanças mil que um dia hei-de fazer reabilitar em mim; sem ti. E como isso é bom, tão bom...!

Não perco mais os olhos, a visão, o glóbulo ocular que sempre me caía em desfaçatez, desprestígio e subserviência - a ti - de cada vez que te sublevavas e me amedrontavas, atormentavas ou depreciavas como esfregão teu, esfregona ou bailarina de salões já gastos, os teus salões, por onde só tu andavas e eu ficava só e amordaçada ao meu presídio que me dizia ser perpétuo, eterno, num para sempre que, agoniando-me, ia-me matando mais um pouco. Mas não matou. Sobrevivi e estou aqui para o dizer, para o comprovar na tua cara, na tua iniquidade de homem que ainda pensa comandar, exigir e maltratar, sem saber ou sentir que tudo para trás ficou - e eu, bem mais longe estou... De ti!

Adeus, Meu Amor, vai para longe de mim que eu já te não vejo, que eu já te não sinto em mim, como se um bocado de mim (e não de ti, tal Adão domesticado) se me tivesse restabelecido, reedificado ou regenerado sem ser preciso a tua mão, a tua doce, lânguida e cândida mão para me protegeres; até de ti. Agora, o meu caminho sou eu que o faço!
Um dia, sei que tive um sonho lindo... e até o vivi, mas depois acordei, encetando e realizando o tão vasto pesadelo em que me encontrava, tentando em vão coarctá-lo de mim. Não consegui. Mas continuei a lutar por isso e aí sim, triunfei. Reergui-me e voltei à vida, pois já não sou mais essa tua Noiva Cadáver! Nunca mais!

 Adeus para sempre meu amor, por toda esta nossa conjunta ou conjugal vida dúbia, néscia ou inerte, por tudo o que já não há por onde reviver, reincidir - ou reivindicar - sobre os estertores de uma morte reimplantada que tu e eu fizemos de nós: no que eu, anuindo a tudo, a tudo aquiesci. Estupidamente! Até agora. Até ao limite das minhas forças.
Volta então para os braços da nubente solidão, da confrangente anulação que fizeste - de ti e de mim - solicito-te ainda: Acaba de uma vez por todas, com a vã esperança de névoa e configuração matinal de um dia voltarmos a ser os mesmos que outrora houvemos em nós, na verdade daquela tão grande e ostensiva mentira que poderíamos ainda ser felizes. Sê-lo por mim e por ti... Feliz! Sê-lo por ambos, e só assim te libertarás do jugo tumular do meu corpo e da minha alma, sendo tu, outro noivo que não cadáver e eu, a noiva que não cadáver mas bela e linda, maravilhosa, de um outro noivo (que não cadáver ou sepulcral também) de uma minha igual vida a dois... Adeus, Meu Amor!

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Enya - Metamorphosis

A Era Ecológica II (Poluição da Água)


Pelicano: o debate entre a vida e a morte na limítrofe fronteira entre ambas - por mão do Homem! (Foto de 2012, aquando o acidente (e tragédia!) na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México, que derramaria 4,9 milhões de barris de crude no mar).

Marés Negras, futuros incertos. Para as espécie e até para a civilização humana. Até quando se irá com esta hemorrágica anomalia e, deformação congénita, nas mentes e nas práticas cometidas - e abduzidas - pelo Homem? Até quando a asfixia, a letargia e a impotência de todos perante as grandes multinacionais, as grandes super-potências económicas, as grandes impulsionadoras da grande caveira ou fosso ambiental para onde caminhamos e, em breve, muito em breve, todos iremos perecer em luto reverencial de uma morte anunciada?!

A Maioria dos Resíduos Industriais contendo contendo produtos químicos (que se decompõem lentamente ou não se decompõem) traduzem-se num dos factores mais poluentes das águas; dos rios e dos mares. Ou oceanos, que abarcam toda a lixeira mundial que o Homem repercute nestes e em si. Sendo uma calamidade que parece tão infindável quanto omissa por parte de todos nós, até quando se poderá cumular este planeta de excrescente esgoto vigente e, vivente, que dia a dia acrescenta mais um ponto, mais um degrau ou ascensão para o nada, para o degredo global de toda a Humanidade...?!


A aflição demonstrada por algo que não compreende, por algo em que não foi causadora ou interveniente, numa extensa e absurda maré negra que tudo empesta em seu habitat. É uma ave, uma simples ave, mas, e se fôssemos nós...? Se fosse o ser humano a ficar enredado neste negrume pestilento de crude e pasta mortífera em nossos habitats???

Poluição da Água
Apesar da quantidade relativamente de água doce disponível na Terra, as reservas deveriam ser suficientes para o planeta. No entanto, uma quantidade crescente tem vindo a ser contaminada, de modo que já não é capaz de sustentar a vida que dela depende.

Os Poluentes da Água vão das bactérias e dos vírus dos esgotos até aos metais pesados e às substâncias radioactivas.
Alguns Poluentes provêem da escorrência da água das chuvas nos campos cultivados, arrastando resíduos animais, fertilizantes químicos e pesticidas e, nas áreas urbanas, transportando agentes poluentes de fontes que vão de tanques sépticos a parques de estacionamento.

Estas Escorrências juntam-se então às águas superficiais em torrentes e cursos de água, sendo que uma parte também se infiltra no solo, contaminando subsequentemente os lençóis subterrâneos.
A Poluição também provém das Fábricas, das Centrais Eléctricas e das Estações de Tratamento de Esgotos (em português, as denominadas ETAR`s - estações de tratamento de águas residuais ou ETE`s, estações de tratamento de esgotos, em designação brasileira), que muitas vezes despejam os seus vários efluentes, através de canalizações - directamente numa massa de água como um rio ou um lago.


Rio Tinto - Huelva - Espanha (UE)

Os Rios e a Poluição
A Água Corrente é mais capaz de tolerar a Poluição porque, as suas águas estão constantemente a renovar-se num curto período - de dias ou semanas.
As Águas Paradas têm menor capacidade de recuperar rapidamente. A capacidade de recuperação da água também depende da natureza do agente poluidor. Alguns esgotos e restos de alimentos são biodegradáveis - decompõem-se natural e relativamente depressa. Ao contrário dos outros: dos resíduos industriais em que tal não se verifica.

A Maioria dos Resíduos Industriais contêm produtos químicos que se sabe serem prejudiciais ao meio ambiente, ou seja, compõem elementos que se decompõem lentamente ou não se decompõem de todo. O que por si, é bastante nocivo ao planeta.

O Rio Tinto, em Espanha, na Península Ibérica, chama-se assim devido à cor das suas águas, que provém daquilo que foram outrora as maiores Minas de Cobre da Europa, próximas do rio.
A Mineração produziu então uma grande quantidade de resíduos, que se empilharam (e se continua a observar) em redor da mina.

A Água que corre no lugar recolhe o Cobre e dá assim esta estranha mas ao mesmo tempo fantástica cor ao rio - ainda que não pelos melhores motivos na exploração mineira de então. Embora a mina esteja hoje encerrada (não se registando actualmente nenhuma actividade mineira neste sentido), muitos resíduos ficaram no local, sendo que os enormes Depósitos Cupríferos do rio permanecem aí.
Tal como outros metais - o Cobre - está presente em muitos organismos em quantidades diminutas; todavia, uma dose grande deste minério é extremamente tóxica!


Rio Reno - Alemanha (Europa)

Rios que escondem verdades poluentes...
O Rio Reno, na Alemanha (Europa), que percorre uma das regiões mais industrializadas do mundo, é um dos cursos de água mais poluídos do planeta, por muito idílicas que sejam estas belas paisagens ou margens do Reno em deslumbrante visualização de turistas ou simples observadores. Uma calamidade sem dúvida que urge colmatar!

A Poluição da Água é muitas vezes difícil de detectar. Mesmo nas paisagens mais soberbas e paradisíacas do nosso planeta Terra, esta realidade é admissível - e passível - de uma outra verdade nem sempre revelada através da harmonia das margens dos belos rios.
Nas margens do Rio Elba, no Leste da Alemanha, por exemplo, a realidade insurge-se como uma desilusão: trata-se de um dos rios mais poluídos da Europa, transportando em si a poluição de alguns dos maiores centros industriais europeus para o Mar do Norte. Outra calamidade...!


Surto de Algas, no lago Chaohu, no Leste da China (2013).

Surtos de Algas: a persistente poluição...
A Poluição é em regra geral menos visível nos Oceanos do que em massas mais pequenas de água, simplesmente por serem tão vastos.

Os Oceanos apresentam uma grande capacidade de diluir e de dispersas os resíduos, mas estão a ficar saturados. Os Mares e os Oceanos transformaram-se assim nas maiores lixeiras mundiais, o que perfaz a certeza de, a breve trecho, tal nos ir custar muito caro; ou seja, a nada se fazer de contrário, muito em breve a invasão tóxica ir-se-à disseminar por todos eles, asfixiando e matando todas a e quaisquer espécies marinhas sem que o possamos evitar. O que se lamenta desde já.

O Mediterrâneo recebe mais de 500 milhões de toneladas de resíduos por ano, provenientes dos países limítrofes. Dois terços destas descargas são em bruto, sem o menor tratamento, contaminando assim substancialmente as praias - de França a Israel.
Os Banhistas adoecem com uma grande variedade de infecções ou de associadas doenças que entretanto reportam (à escala global) daí provenientes; os Peixes e os Mariscos morrem ou ficam impróprios para consumo.

As Algas, que crescem massivamente, florescem nas águas poluídas pelos esgotos e pelos fertilizantes, sendo seguidamente levadas para as praias, obstruindo assim todo o litoral em fatal destino para os Peixes, para a sua inevitável morte.

O Surto de Algas também atacou em tempos as costas da Noruega, Suécia e Dinamarca; ocorre cerca de 50 vezes por ano nas costas do Japão. Em Junho de 2013, sobre o lago Chaohu, no leste da China, verificou-se essa mesma ocorrência numa ostensiva propagação de cianobactérias - organismos unicelulares fotossintetizantes (seres que utilizam a fonte de energia inorgânica ou luminosa solar para se alimentarem) - que se foram proliferando, tendo por base o aumento da temperatura e a escassez de águas no leite do rio.

Por vezes, também há o registo da existência nesses leitos de rios e mares das quimiossintetizantes ou sulfobactérias, ou seja, os seres que utilizam substâncias químicas para se alimentarem, sobrevivendo então nestes meios em resistência múltipla.


Outro Pelicano em evidente aflição: A revolta, a angústia, ou apenas a impotência dos mais fracos sobre os desmandos do Homem que recaem sobre as espécies não protegidas do planeta...?! (Foto registada em Junho de 2010, no Estado de Louisiana - ilha East Grand Terre - nos EUA).

Petroleiros e homens de má fé...
Nos Estados Unidos da América, em 1988, as praias da costa nordeste foram fechadas ao público ou proibido o seu acesso às praias de então, devido à invasão de resíduos hospitalares sobre estas e, sobre as quais também se incluía um manancial de agulhas de seringas hipodérmicas usadas, contaminadas portanto, que deram à costa. Sem responsabilização e sem fundamentação para tal situação caótica, reconhece-se, as entidades apenas se resumiram a limpar a zona de males maiores...

O Despejo de Lixos Radioactivos no Mar, sendo uma medida ultrajante que a todos afecta, será também, em termos futuros, algo que nos irá reduzir a nada. Esta regra que não tem paralelo sobre o que o Homem  perfaz no seu globo e berço planetários, constituindo uma prática comum, irá porventura ser o seu túmulo, a sua cova aberta para as gerações futuras, supõe-se.

E que, apesar de ter sido ilegalizada (essa prática), em 1983 (ou seja, cinco anos antes desta referida atrocidade ambiental nos mares norte-americanos), os Resíduos Industriais ditos não-Radioactivos continuaram a ser depositados numa similar prática e, inconsciência, de total abuso para com o planeta; e, para com a saúde pública! Algo que mais tarde (ou já na actualidade!) se irá reverter em todos nós...!


A sempre trágica imagem em imobilidade e fatal consequência do crude que invade todas as áreas e espécies marinhas; além as aves, como a imagem projecta, em total despojamento sem voos ou lamentos, pois que o Homem nada ouve nem nada em si se deixa comover...

A cruel verdade do Crude...
Todos os anos, mais de 3 milhões de Toneladas de Petróleo poluem os Mares! Metade provém de fontes terrestres como as Refinarias; um terço é deliberadamente despejado no mar quando os tanques são lavados. Menos de um sexto provém de acidentes com Petroleiros.

O Petróleo não se dissolve na água, flutuando à superfície ou perto dela. As Penas das Aves ficam então impregnadas, perdendo as suas propriedades impermeáveis, o mesmo acontecendo com o pêlo dos animais marinhos como as Focas. Se uma Ave ficar coberta de petróleo (como a que está na imagem acima referida), torna-se incapaz de voar e afoga-se; se ingerir petróleo, o seu intestino pode ser infectado consideravelmente.

Foi o caso do santuário de Pelicanos, no Estado de Louisiana, no sul dos Estados Unidos, em que a extensa maré negra cobriu de petróleo 60 aves, entre as quais mais de 40 Pelicanos, segundo as autoridades oficiais norte-americanas no local. A colónia de Bess Island (da ilhota de Queen Bess Island), de Louisiana foi assim drasticamente afectada pela mancha negra derivada da ocorrência da explosão da plataforma petrolífera de Deepwater Horizon, do Golfo do México, em 20 de Abril de 2010. Uma terrível contingência ambiental que afectou muitas áreas...


Crude, chuvas ácidas ou descargas poluentes de produtos químicos: a morte anunciada de milhares ou até milhões de peixes por todo o globo, numa terrível estimativa ou estatística avassaladora neste nosso mundo tão imperfeito quanto ignóbil, sem que nada se faça de contrário...

Chuvas Ácidas/Produtos Químicos
As Chuvas Ácidas «mataram» milhares de lagos no Norte da Europa, em particular na Suécia. Para além das já conhecidas descargas poluentes ou acidentes nucleares (como no caso de Chernobyl e Fukushima) em que vazadas para o mar, rios e lagos adjacentes, se expandiu a mortandade de peixes e até veados e renas (Finlândia, aquando o desastre de Chernobyl) por terra e por mar.

As Chuvas Ácidas formam-se a partir de poluentes do ar como o dióxido de enxofre. Quando a chuva cai nos lagos, a maioria das formas de vida morre em pouco tempo, embora a água permaneça com um aspecto límpido. Em geral, as espécies indicadoras dão aos Ecologistas uma avaliação instantânea da poluição da água.

As Larvas de Mosca-d`água, os Camarões e as ninfas de Efémera necessitam de águas limpas. As Sanguessugas, os Gusanos e os vermes Tubifex podem sobreviver mesmo que a água se encontre mito poluída. Uns sobreviventes incríveis!


O extermínio de milhares de espécies piscícolas: a deformidade e, inimputabilidade - quase sempre - das grandes empresas mundiais que invadem nocivamente os rios, mares e oceanos da Terra.

A Razia Piscícola...
No Curso de um Rio - da sua nascente até à sua foz - há muitas oportunidades de as suas águas se poluírem. As terras de cultivo ao longo do vale fluvial podem ser tratadas com fertilizantes químicos que, se não forem aplicados com cuidado, acabam nas águas do rio.

As Cidades localizam-se com frequência nas margens dos cursos de água e resolvem o problema dos resíduos simplesmente despejando os esgotos nos rios. Nada mais prático mas também negligente ou inconsciente do que isso reporta, indubitavelmente!

As Indústrias também se erguem nas margens, atraídas pela água necessária aos processos industriais e pela facilidade de transporte das mercadorias - assim como pelas centrais eléctricas ou nucleares que necessitam igualmente dessas mesmas águas para o processo de refrigeração ou arrefecimento desses sistemas.

Na maioria das vezes, essas indústrias descarregam Produtos Químicos Poluentes até aos rios. Até a «simples» água quente despejada no rio pelas Centrais Eléctricas faz diminuir o teor de oxigénio da água, matando por sua vez milhares de peixes nesse endémico e inacreditável processo. Tudo perece, até as não-consciências de quem se não sabe ou pode defender por entre rios, mares e oceanos deste planeta Terra...


ADN alterado pelo «simples» acto de limpeza na erradicação do crude nos mares...? (Foto tirada em 2002 - Muxia, Espanha - por vias do acidente e, naufrágio, do navio petroleiro Prestige, derramando 70.000 toneladas de óleo combustível no mar).

Catástrofes Ambientais/Humanitárias
É Sabido que o Petróleo, não sendo uma fonte inesgotável de recursos humanos no planeta, é também o mais procurado e, considerado, como a principal fonte de energia na actualidade; além o ser uma das mais poluentes. É de sua característica-base ser uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água, encontrando-se no subsolo em profundidades variáveis, sendo muito rico em hidrocarbonetos. Mas, explosões de poços, acidentes e incêndios em plataformas petrolíferas, lavagem de tanques no mar espalhando crude nestes ou demais acidentes em alto mar com navios petroleiros em excesso de carga que se quebram ao meio, tudo tem devassado excruciantemente os nossos mares e oceanos.

A Extracção desse Petróleo ou crude instado nas águas dos mares à superfície nem sempre é fácil, existindo vários métodos para o efeito.
O Derrame de Petróleo não só prejudica todo o ecossistema marítimo como também grandes ou pequenas comunidades costeiras como é sabido; todos sofrem com isso. Daí, a urgência de medidas imediatas e, exímias, para tal se eliminar. Utilizam-se então Produtos Químicos eficazes que promovem a dissolução mais rápida do petróleo. Estes Dispersantes causam a fragmentação da mancha, permitindo assim que as gotículas do óleo se misturem com a água, sendo absorvidas com maior rapidez pelo ecossistema envolvido.

Há por hábito ou processo protocolar nestes casos, o usar-se também Agentes Biológicos num outro método utilizado para eliminar essas manchas que acabaram por chegar à costa.
Fertilizantes como o Fósforo - ou o Nitrogénio - são então espalhados pela costa ou litoral atingidos para que assim aumente o crescimento de microrganismos que promovem a dissolução do petróleo. Numa mais extensa associação com bactérias e fungos, tenta-se também combater a degradação do petróleo, embora este método se revele mais lento ainda que não totalmente ineficaz; apenas mais moroso.


Limpeza geral: as novidades em eficácia e maior segurança.

Outros Métodos...
No caso que sucedeu por meados de Abril de 2010 no acidente/explosão da plataforma petrolífera de Deepwater Horizon, no Golfo do México, foram utilizados outros métodos que se revelaram de forma mais eficaz e segura. Aplicou-se então Glicerina de Biodiesel (em pó) sobre as camadas de petróleo derramado. Essa estranha mas eficaz mistura, prostrou-se no mar como uma massa plástica flutuante em transformada matéria num processo ou fenómeno natural entre o petróleo e esse plástico de integral absorção, uma vez que são ambos igualmente hidrofóbicos e se afastam junto da água. Cada tonelada de Glicerina é capaz de retirar das águas do mar, 23 toneladas de Petróleo!

Após recolhida, essa massa plástica recebe Querosene e logo de seguida é prontamente filtrada. Não quebrando a cadeia produtiva que já existe (e ainda reaproveitando o petróleo retirado, como a própria glicerina utilizada) na filtragem, vai sair uma mistura de Petróleo e Querosene, podendo eventualmente criar-se assim uma «Torre de Destilação» e este ser fraccionado - seguindo inclusive os Processos Petroquímicos Convencionais!
Todo este inovador processo tem como base um muito revolucionário projecto de aproveitamento da Glicerina oriunda do Biodiesel, visando proteger a cadeia produtiva da Glicerina Animal.

Aplausos então para estes impulsionadores, vindos do Brasil, em renovada aferição de nova metodologia relacionada com a extracção nociva do crude/petróleo dos mares. O mundo agradece!


Os malefícios para a saúde pública e tudo o que isso implica através da recolha do crude...

ADN alterado...?
De acordo com um estudo realizado e posteriormente divulgado em 2010, os investigadores e biomédicos chegaram à conclusão de que o ADN de alguns marinheiros (das forças armadas da marinha espanhola) que se propuseram ajudar na extracção e limpeza desse óleo combustível na área marítima e litoral da costa galega (Galiza) no norte de Espanha, apresentavam alterações no seu ADN, assim como proeminentes problemas pulmonares.

Os Investigadores e cientistas espanhóis que realizaram este estudo entre 2004 e 2005, asseveraram então tratar-se de algo muito específico; no que, analisando 501 indivíduos (marinheiros) que participaram nessa limpeza geral de maré negra invasiva na costa galega, por contraste dos 177 não participantes, revelariam uma sintomatologia preocupante. E, dos quais, os primeiros 501, se diferenciavam dos demais com esses sintomas em dificuldades respiratórias e alterações genéticas com incidência na alteração cromossómica nos linfócitos. Estudo este publicado na revista médico-científica norte-americana: «Annals of Internal Medicine».


Mãos sujas de Petróleo: mãos sujas de sangue de todos nós (e todas as espécies incluídas)...?!

Conclusões ou nem tanto...
Segundo este criterioso estudo castelhano, os danos observados nos linfócitos poderão provocar, eventualmente, a incidência de cancro ou o maior risco de tal se contrair, devido à anomalia verificada. Mas, os cientistas e investigadores deste estudo, referem também rigorosamente de que, não se pode aferir de forma textual de que tenha sido esta a causa principal deste distúrbio genético, ou seja, este estudo não prova que a exposição ao petróleo tenha causado estas anomalias. No entanto, o estudo remete ainda de que a elevada exposição aos sedimentos de petróleo (inclusive por um curto período de tempo) pode efectivamente ter efeitos negativos para a saúde!

Mais ainda do que o próprio impacto ambiental que por si só já é brutal quanto baste, há que reiterar condições e medidas apropriadas pelas autoridades responsáveis pelas operações de limpeza, garantindo a protecção sanitária de todos aqueles que nestas limpezas participem; e, auxiliem, na eliminação dos óleos combustíveis, crude ou petróleo em massa que se estende pelos mares e litorais do território - em qualquer ponto do globo. Segundo ainda estes investigadores, há que haver um acompanhamento sistemático das autoridades sanitárias em relação a quem faz estas limpezas, seja em relação ao pessoal especializado, seja em voluntários.

Não queremos ter as mãos sujas de petróleo e muito menos de sangue; não queremos sofrer alterações do ADN - em alteração genética ou cromossómica - e muito menos do que nos faz sentir como seres humanos que somos - que ainda somos...

A Humanidade em voluntariado ou força conjunta armada que sempre auxilia, enrubesce e se identifica como a maior força do mundo (em sintonia, parceria e união que sempre nestes casos se enaltecem, aquando surge um inevitável atentado ambiental) tem de ser, igualmente, una e sacrossanta nas coisas mundanas da vida. Ou execráveis, como é o caso deste esgoto marítimo em que os nosso mares e oceanos se tornam, por vias destes acidentes ou negligências acometidas por tantos. Cabe-nos a nós, a todos nós, combater estas pragas e estes acidentes, se não inextinguíveis pelo menos minimizáveis, se tanto.

Há que fazer por isso, pela nossa maravilhosa Terra de tão nossos belos rios, lagos, mares e oceanos; Talvez ainda haja tempo, sem que nos não lamentemos depois do tanto que ficou por fazer ou do tanto que deixámos por empreender, se em breve tudo secar, tudo definhar, e tudo se nos morrer nos braços em negrume pestilento de um sangue negro que não é nosso... mas, da Terra! Salvêmo-la então, e ela nos agradecerá por isso. Se ainda formos a tempo...

terça-feira, 5 de abril de 2016

Amethystium - Exultation

Amazing Time Lapse (music by Philip Curran)

A Era Ecológica I (Poluição Atmosférica)


Pequim - China: a evidente poluição derivada pelo Factor Humano. Contudo, a resiliência de quem persiste em confrontar essa realidade...

A Poluição dos Países Industrializados sendo causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, assim como pelo descarte (ou descartagem) inadequado dos resíduos industriais e domésticos, tem feito evoluir uma insustentável situação nociva - e tóxica - no meio ambiente.

Poder-se-à então inferir que, dentro de pouco tempo, a população mundial irá sofrer graves consequências sobre esses terríveis efeitos. Todavia, quebrando mitos ou arregaçando as mangas e forjando-se novas vontades, haverá poder humano (contra todos os supostos factores até aqui registados) de se revolver mentalidades e, funcionalidades, e combater essa mesma poluição fabricada por todos nós...?

Rios que são esgotos, água pútrida e salobra que chega por vezes a conter resíduos fecais em ornamentação inacreditável do quanto se pode infestar terras e, veios freáticos, numa avassaladora contaminação dos mesmos em prolífera disseminação de doenças. Mineração, exploração de pedreiras e a construção imparável de estradas, viadutos ou demais edificações de alta engenharia, podem efectivamente provocar grandes catástrofes ambientais - igualmente.


Biosfera: Ar, Água e Terra na toxicidade prevista e, observada, por todos nós.

Em prol de tudo isto, a Biosfera sofre; e nós, seres humanos, com ela! Estando esta num enorme e desequilibrado sintoma terrestre em alteração evidente e mesmo certa mutação daí resultantes, ir-se-à ainda a tempo de se reparar os danos, lamber as feridas, e tentar cicatrizar a extensa e infectada pústula que entretanto todos abrimos, sem consciência alguma ou sem tal ter tentado parar...? Ser-nos-à concedido esse favor, esse beneplácito sobre o planeta, este mesmo planeta que quase matámos em teor de uma evolução negativa e contrária ao devido...?

Ou estaremos todos a prazo, a muito curto prazo, de nos vermos deixar morrer com ele, arrastando toda a nossa penúria de má civilização que na Terra fomos, conspurcando tudo à nossa passagem? Ou não... tendo os deuses cósmicos complacência e muita paciência para com os nossos dislates e tudo, ou quase tudo, nos poder ser dado em nova e revigorada ou rejuvenescida vitória de um planeta isento de malefícios e agruras humanas???


Poluição na China em visão do Espaço (NASA).Algo que se passa também em muitos outros pontos do globo sobre grandes cidades - alvo de grande ou igual afectação atmosférica.

O Factor Humano: Poluição Atmosférica
Todos os dias toneladas de poluentes são despejadas na Atmosfera. Há muitas fontes de poluição no ar, mas as mais importantes são as fábricas e os veículos. As consequências são as chuvas ácidas, o «smog», o desaparecimento da camada de Ozono e, o aquecimento global.

As Chuvas Ácidas provêem de um conjunto de substâncias químicas que incluem o dióxido de enxofre (derivado principalmente das descargas das Centrais a Carvão), os Óxidos de Azoto e os Hidrocarbonetos. A própria chuva é naturalmente um tudo-nada ácida, mas, na presença de poluentes como o dióxido de enxofre, torna-se muito mais ácida formando: Ácido Sulfúrico e Nítrico.

Os Ventos podem então transportar as Nuvens carregadas de chuvas ácidas em intensa pluviosidade ácida que se distende para muitos quilómetros da sua origem ou fonte original, transformando assim o controlo das Chuvas Ácidas num problema internacional de contornos muito complexos.


Imagem gentilmente cedida pela NASA, em 2013, um dos picos de poluição atmosférica sobre Pequim, na China. Tal como se disse anteriormente, algo que afecta igualmente outros locais à escala planetária.

As Inevitáveis Consequências
As Chuvas Ácidas afectam a acidez normal do solo onde caem, sendo os solos naturalmente ácidos - os que são efectivamente mais afectados.
Os elementos tóxicos tais como o Alumínio e o Cádmio, são lixiviados dos solos ácidos e as Plantas absorvem-nos através das suas raízes. As folhas amarelecem e morrem; de seguida, observa-se que morrem ramos inteiros - em especial aqueles que estão do lado de fora das florestas e nas copas.

A perda de folhas reduz então a Fotossíntese, fazendo com que a Planta seja menos capaz de resistir a outros constrangimentos - como a seca e os gelos - tornando-a deste modo mais vulnerável aos ataques das doenças. Em alguns países do Centro da Europa, como a Polónia, calcula-se que três em cada cinco árvores foram afectadas pelos efeitos combinados das Chuvas Ácidas e da seca.


«Smog», na Califórnia (Los Angeles, San Diego e tantas outras cidades em que se evidencia este «smog», nos EUA.

A Poluição «Smog»
As Chuvas Ácidas também afectam, em pouco tempo, a água dos lagos, matando quase todos os Peixes - e Invertebrados - em terrível agonia e asfixia.
Uma outra forma comum de poluição é o «Smog». Forma-se como que uma camada espessa de cor amarela sobre as cidades, em particular aquelas que são rodeadas de montanhas, como Los Angeles, Cidade do México e Atenas, no continente americano (os primeiros) e na Europa, respectivamente.

O Smog forma-se então quando a luz solar se combina com os Óxidos de Azoto e os Hidrocarbonetos provenientes dos escapes dos veículos. Quando a camada de ar imediatamente acima do nível do Sol arrefece mais rapidamente do que o ar que lhe está por cima, forma-se então uma camada invertida, fixando a camada mais baixa de ar e de poluentes junto ao solo.

O Smog é particularmente grave nos dias ensolarados com pouco vento, sendo que alguns dos seus componentes, como o Nitrato de Peroxiacetilo, podem ser particular ou indefectivelmente perigosos para as crianças e para as pessoas com Asma e outros problemas respiratórios.
Embora o Ozono/Ozônio (O3) - gás de cor azul e altamente reactivo - junto ao solo seja tóxico para os seres humanos, na Alta Atmosfera é vital para a sobrevivência da maior parte das formas de vida.


Os elevados níveis de Poluição Atmosférica obrigam a medidas extraordinárias; neste caso, extensivas aos caninos, que se fazem passear por entre essa mesma poluição...

O Passado recente...
A Camada de Ozono na Alta Atmosfera, a 15-20 quilómetros de altitude, absorve então a Radiação Ultravioleta (UV). Substâncias químicas como os Clorofluorocarbonetos (CFC) reagem com o Ozono, provocando a sua decomposição. Até aos anos 80, do século XX, os CFC eram usados com muita abundância como propulsores nos aerossóis e como refrigeradores. São moléculas muito estáveis - e leves - e o seu manuseamento descuidado permitiu que se libertassem para a Atmosfera. Uma vez aí, permanecem durante várias décadas. Em resultado disso, tem-se observado desde 1982, na Primavera, uma grave diminuição da Camada de Ozono que cobre a Antárctida.

A Dimensão do Buraco tem assim vindo a aumentar - em 1987 já era da extensão dos Estados Unidos - e a Camada de Ozono também tem vindo a perder espessura no Hemisfério Norte (onde se inclui a Europa) sobre as principais regiões industriais.
A Longevidade da Molécula CFC, faz com que as restrições internacionais ao seu uso só irão provocar a diminuição da sua concentração nas camadas altas da Atmosfera daqui a muitas décadas...


Insuficiência Cardíaca: a inevitabilidade do que se respira. A urgência a cada dia mais premente de se conter, evitar ou expelir para a atmosfera, esses tão nocivos gases poluentes.

As Causas e Efeitos
A Diminuição da Camada de Ozono permite que uma quantidade maior de Radiação Ultravioleta penetre na Atmosfera, onde pode efectivamente causar prejuízos às células vivas, problemas oftalmológicos (nos olhos) e cancros de pele. Também pode danificar o Fitoplâncton, afectando assim os ecossistemas oceânicos. No entanto, a Radiação Ultravioleta pode não ser tão nociva quanto se pensou ao princípio. Algumas experiências mostraram que as Algas Fotossintéticas podem sobreviver à exposição aos raios ultravioleta. Umas sobreviventes natas!

Os Clorofluorocarbonetos, tal como o dióxido de carbono, também são gases do Efeito de Estufa e, a sua presença na Alta Atmosfera, contribui para o aquecimento global.
Em relação aos efeitos causados pela Poluição do Ar, investigadores do Centro Médico Langone, do Hospital da Universidade de Nova Iorque, nos EUA que, tendo analisado registos de mais de 300 mil pessoas numa vasta área deste Estado Norte-Americano, chegaram à conclusão que o ambiente se tornara responsável pela incidência do entupimento arterial (do coração para o cérebro) no estreitamento das artérias carótidas, criando a possibilidade de se sofrer um AVC, ou seja, um acidente vascular cerebral.

De acordo com o investigador Jeffrey Berger, da Divisão de Cardiologia da Universidade de Nova Iorque,nos EUA, os dados então analisados entre 2003 e 2008, com a ajuda conjunta da EPA (agência de protecção ambiental) na obtenção dos índices de poluentes e sobre os dados então apresentados, reforçaram a tese e, a possibilidade, de que a poluição do ar diária pode de facto representar um alto risco de AVC, além dos factores de risco tradicionais como a pressão arterial alta, colesterol, diabetes e tabagismo. Normalmente o AVC resulta da acumulação de placas nessas artérias (as duas artérias carótidas internas que estão situadas em ambos os lados do pescoço e fornecem sangue ao cérebro), acrescenta o cientista e investigador.


Os gases libertados por veículos: o flagelo desta época moderna que atravessamos...

Os Veículos nas Grandes Cidades...
Os Escapes dos veículos libertam um conjunto de substâncias químicas que incluem o Dióxido de Carbono, o Dióxido de Enxofre, Óxidos de Azoto e Hidrocarbonetos, como já se referiu, estando assim na causa mais evidente da contaminação ambiental, que vai provocar logicamente também danos no ser humano. Há que registar que alguma gasolina também contém chumbo, o qual surge nos gases de escape e pode exercer efeitos adversos no desenvolvimento do cérebro das crianças.

Em Todas as Cidades do Mundo, muitas pessoas - como os ciclistas, que têm de inspirar profundamente na proximidade de escapes de veículos - começaram a usar máscaras para filtrar o ar que respiram. Isto acontece na China, na Índia, nos Estados Unidos ou mesmo na Europa, onde se tenta travar este tão nocivo percurso de um ambiente tão poluidor quanto criminoso, se tivermos em conta o elevado registo de mortes que anualmente se estima derivado da poluição atmosférica.

Cidades como Los Angeles, que se situam num vale natural rodeado de montanhas, são susceptíveis à acumulação de uma camada espessa amarela de «smog», como também já se anotou neste texto. Em certas condições meteorológicas, a camada de ar por cima da cidade fica aprisionada e os poluentes acumulam-se.

Os Fumos dos Escapes dos Veículos, a par das emissões industriais, reagem na presença da luz solar dando origem a um «smog» fotoquímico. Tentativas de lidar com este problema incluem a redução a longo prazo das Emissões dos Veículos, assim como a proibição pura e simples da sua circulação no centro das cidades nos piores dias. As pessoas vulneráveis, como as crianças, os idosos e os que sofrem de Asma, são aconselhadas a não sair à rua nos dias de «smog».

Segundo diversos e eminentes cientistas mundiais, corroborando desta mesma tese de que estes agentes contaminantes (veículos, processos industriais e queima de biomassa) são os principais causadores de graves danos à saúde, se repercutem igualmente na proliferação de doenças, assim como no anómalo desenvolvimento celular, podendo estas (patologias e anomalias) estarem directamente relacionadas ou correlacionadas com o meio ambiente.


Protecção da Máscaras: o evitar males maiores, se possível...

Que Futuro em remedeio...?
Prevê-se que a breve prazo, talvez por meados de 2050, a população mundial possa ascender a um rácio de aproximadamente 9 mil milhões de pessoas, no que o programa ambiental da ONU (UNEP) estima que muitas cidades tenham de se tornar mais resilientes - ou sustentáveis - segundo um recente estudo sobre os desafios da urbanização.

Sendo a sustentabilidade uma questão de sobrevivência para as grandes massas populacionais ou pessoas em geral, assim como para a economia mundial, acredita-se que terá de haver uma base muito mais consistente para que a Poluição Atmosférica, não possa enfim sufocar, asfixiar ou mesmo matar toda uma economia global...! Para isso, há que combater esses altos níveis poluentes, para além das águas residuais, os muitos desafios de saneamento e das emissões de gases na Atmosfera.

Em relação ainda ao Material Particulado (PM 2,5) - denominação para um conjunto de poluentes como poeiras, fumos e todo o tipo de material sólido e líquido que fica suspenso na atmosfera devido ao seu pequeno espaço ou tamanho que ocupa - registado na Atmosfera, argumenta-se que, em proporcionalidade acrescida e fomentada pela criação de mais habitações (em exponencial de se erguerem mais cidades, mais construções, edifícios, serviços, recursos, alimentos, água, energia e demais infra-estruturas associadas), se venha a quase implodir, se não houver de facto essa sustentabilidade.

E isto, se não se reduzirem entretanto as emissões de dióxido de carbono (no que na última Cimeira do Clima, em Paris, se ficou aquém, como sempre nestas questões em apenas 1,5 graus celsisus e não em 2, 3 ou mesmo 4ºC) no que, futuramente, todos teremos de viver e, conviver, com esse aumento poluidor sem tréguas ou apaziguador de cancros de pulmão e outros que, lamentavelmente, se irão propagar. Entre outras causas associadas (AVC`s e outras patologias) que só nos trarão morte e não vida, a nada se fazer nesse sentido...


Clima e Poluição: os eternos inimigos!

Factores Humanos desastrosos...
Desde o início da Revolução Industrial, nos alvores do século XVIII (em transição para o XIX), que tem havido uma procura crescente de combustíveis e de minerais fósseis - a maior parte dos quais é extraída do subsolo.

A Mineração, a Exploração de Pedreiras e a Construção de Estradas (além de muitas outras coisas...) podem efectivamente provocar grandes catástrofes no ambiente natural do nosso planeta Terra.
Outra consequência do desenvolvimento em larga escala é de facto a Poluição, essa megera negra que tudo empesta, e que nos afecta hoje toda a nossa Biosfera - o Ar, a Água e a Terra. Até mesmo os resíduos deixados pelas gerações anteriores se provaram ser tóxicos. Muitos desses poluentes integraram-se nas cadeias alimentares, permitindo assim que os Produtos Químicos passem de animal para animal; e isto, por várias gerações também.

Os Problemas Ambientais são os mesmos em toda a parte do Mundo! A Poluição nos Países Industrializados é causada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, assim como pelo descarte inadequado dos resíduos industriais e domésticos, como também já se referiu.

Nos Países em Vias de Desenvolvimento, mais pobres ou com menos capacidade de recursos, as populações em crescimento rápido estão a criar ainda mais procura de terras. A Perda de Habitats em grande escala resulta do cultivo de florestas e pastagens. Quando a sanidade básica é deficiente, os Rios são, muitas vezes, usados como esgotos, o que é lamentável! Essas águas não são potáveis, transportando consigo largas doenças ou má ingerência orgânica se consumida pelos utentes.


Uma comunidade (ou população) animal de Patos que, entretanto, se atreveu a pactuar das terras e dos céus poluídos. Que futuro haverá então para todos eles...? Para todos nós???

Urge, uma outra consciência ambiental...
Os Ecologistas têm vindo a recordar às pessoas que, a Biosfera, está num equilíbrio delicado (ou supostamente já tangível de algum desequilíbrio) em que a alteração substancial de uma parte afecta com frequência outras partes. A partir do momento em que este equilíbrio é perturbado, torna-se difícil depois, se não quase impossível, repararem-se os danos efectuados.

O Ambiente merece-nos mais. Nós, seres humanos, merecemos mais! Muito mais do que viver numa esterqueira, numa pocilga a céu aberto - ou reduto excrementoso - em desequilibrada aferição planetária que, muito em breve, nos será devolvida.

Terras, Rios e Mares, por oceanos nunca tão sujos vistos, banhados e navegados, em que resíduos químicos podem permanecer invisíveis até que a vida marinha mostre sinais de envenenamento. Muitos Animais tomam os resíduos por alimento, comendo-os e alimentando-se destes, perecendo depois em hedionda agonia sobre os venenos ingeridos.

Despejos indiscriminados - por terra e por mar - de qualquer tipo ou tendência (em toda e qualquer parte do globo) inundam e empestam o planeta, provocando danos ambientais consideráveis. Estamos no presente a viver numa lixeira mundial sem que nada façamos para tal. E, por vulgaridades, negligências ou criminosas inconsciências, vamo-nos afundando neste pantanoso circuito planetário de um lixo mundano terrestre sem fim à vista, nem ETAR que lhe valha (ou nos valha, a nós, humanos!).

A Humanidade não pode nem deve ser um despojo; cabe-nos a nós, agora, fazer por isso. E tudo se abrirá em luz, energia e cor, se o  soubermos angariar em nós e no mundo - no nosso mundo; o único até agora que nos dá a única habitabilidade e sustentação de vida. Ou não... mas isso já é especular ou extravasar o que me é pedido...